quarta-feira, julho 09, 2014

MUNDO: Quem abandona a Novorrússia também abandonaria a Rússia

Por Alexander Duguin
Tradução russo-português por Cristiano Alves
Originalmente em http://vk.com/duginag?w=wall18631635_3161


Texto que pode ter motivado a demissão do Professor Alexander Duguin da Universidade Estatal de Moscou, publicada em seu perfil na rede social russa Vkontakte.


A Novorrússia já é metafísica, não apenas política, sem perder a condição de região que sofre sem status. Esse é o nosso nervo. O que quer que aconteça, quem não tiver lá caído, e aqui não traiu encontra nisso, e apenas nisso, o sentido da história. Agora é inútil dirigir-se a Putin, empregue o exército, o Conselho da Federação respondeu à nossa desesperada hashtag e de algum modo respondeu a uma questão de alta seriedade. Agora ele é impróprio. Todas as apelações foram feitas, todos os pedidos ressoados. Falta apenas mudar o registro.

A Novorrússia é uma questão moral. Quem estiver pronto para entregá-la, também trairia a Crimeia(se gritassem do alto), entregaria a Chechênia e todo o Cáucaso do Norte, não se levantaria contra a queda da URSS. Há elementos assim em nossa sociedade.Essa é a minoria que pressiona. Mas... essa é a minoria dirigente. Essa é a nossa elite política, econômica e midiática.

Mas apesar de tudo há também o povo. São esses que levantam-se pela Novorrússia até o fim. Que combateu pela Chechênia, que sofreu com a dissolução da Grande Rússia(URSS) e tentou opor-se a isso (como o heroico OMON de Riga, traído por Gorbatchov, novamente pela elite, como o Berkut de Yanukovich), que levantou-se pela liberdade da Ossétia do Sul e da Abecásia em 2008, que apressou-se para a Crimeia. Ser russo e viver hoje a Novorrússsia é a agenda de Strelkov, ambos são uma coisa. E ser ortodoxo e não viver a tragédia da Novorrússia ortodoxa, derramando sangue das barbaridades das forças punitivas, é incompatível. 

A Novorrússia é o povo. E todos que a defendem, ricos e pobres, jovens e idosos, que tem o poder e sem ele, eles são o povo. E todos os restantes, não são o povo... Que o Senhor os julgue, mas eles não são o povo!

2 comentários:

A Página Vermelha disse...

Errata, o citado "Matheus Gallani" se chama na verdade "Victor Gallani".

De acordo com informações recebidas por leitores do artigo, de primeira mão, a citada Unidade Vermelha foi fundada por um certo Rodrigo Dantas, após sair do PCB frustrado por não ter sido eleito vereador pelo partido.

A falha do seu oportunismo político o levou a criar uma organização com nítidos, porém escusos, interesses eleitoreiros.

Anna Paula Figlino disse...

Eu e o Bruno nos conhecemos no começo de 2012 e criamos juntos o Vermelho à Esquerda... por um bom tempo eu e o Bruno praticamente namorávamos, mas só nos conhecemos no CONUNE de 2013, onde conheci também o Rodrigo Dantas. O Rodrigo Dantas só saiu do PCB em Pernambuco porque não conseguiu ser eleito vereador em uma cidade vizinha de Recife. Ele e o Bruno se conheceram em um determinado ato, se bem me lembro, contra o aumento das passagens de ônibus, e passaram a manter contato. Nessa época, o Bruno estava bem próximo do PCB, e o Rodriigo Dantas, tendo acabado de sair, passou a fazer a cabeça do Bruno para que não entrasse. Fopi então que, não demorou muito, fundaram a Unidade Vermelha, e passaram a usar das táticas mais sujas quando os conheci pessoalmente para que eu fosse recrutada. O Bruno chegou a me prometer um cargo alto na recém criada Unidade Vermelha, dizendo que seria melhor eu ter um cargo alto numa nova organização que seria promissora e clandestina do que em um partido registrado onde eu era apenas ainda militante de uma das frentes de massa. Acho lamentável que o Bruno tenha tomado esse caminho, quando o conheci ele era um militante que se esforçava muito nas condições em que vive para fazer todo o trabalho de base que pudesse... Ele mudou drasticamente depois da criação da Unidade Vermelha e não parecia que eu tinha mais o mesmo companheiro, cortei relações e, mesmo assim, ele veio para a cidade de São Paulo em agosto do ano passado, quando ficou um pouco mais de um mês na casa de outro membro da Unidade Vermelha, o Victor Gallani (autor da imagem que difama Stálin). Os dois passaram a ir frequentemente para a faculdade que eu estudo, com o pretexto de que foram lá "só pra ver uma aula por aqui". Durante essa estadia em São Paulo, o Bruno foi detido em um ato contra o governador do Estado (Geraldo Alckmin), e ficou dois dias na delegacia, chegou a ter seu cabelo raspado. Nessa época, quando eu tinha recusado definitivamente a Unidade Vermelha e os denunciava por terem aparelhado a página do Vermelho à Esquerda, cheguei a ter meu nome numa lista de "inimigos do povo" feita pelos militantes da UV. Isso pra mim deixou claro que os rapazes que eu havia conhecido pessoalmente no CONUNE não passavam de uns machistas aproveitadores que não aceitaram que eu mantivesse meus posicionamentos políticos independentemente de qualquer chantagem emocional que eu tenha sofrido. Quando detido, o Gallani misteriosamente lembrou que eu não era tão "inimiga do povo" quanto dizia tal organização, e veio me implorar no chat do facebook para que eu fosse até a delegacia em que o Bruno ficou detido para depor em favor deste dizendo que ele não veio para São Paulo por motivos de militância política, veio porque sou namorada dele e ele queria passar um tempo aqui", assim eu inocentaria a pessoa que, tendo sido manipulado pelo Rodrigo Dantas, transformou uma amizade em puro interesse político, e passou a me subjugar, recorrendo a mim apenas quando fosse útil. Me sentia traída.
Enfim, o que tenho a acrescentar é que essa Unidade Vermelha cresceu totalmente com base no seu desprezo por qualquer base teórica, se dizendo marxistas-leninistas mas apoiando a participação de anarquistas, trotskistas, e agindo publicamente em atos sem o mínimo de "unidade" pretendida no nome. São espontaneístas, tendo apenas o destaque de lideranças ilegítimas que se colocam como pessoas que têm mais base do leninismo, mas agem com infantilidade.
Por fim, vou deixar claro que respeito muitos militantes da Unidade Vermelha por acreditar que só estejam ainda nesta organização por ingenuidade, mas que têm muito potencial para se tornarem marxistas-leninistas e ajudarem de fato no avanço da luta de classes.