terça-feira, outubro 31, 2017

Padres, princesas, condessas, duques para discutir a Revolução de Outubro

Em plena véspera do aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, um encontro internacional de falantes de russo discutiu o papel da Revolução de Outubro, um dos participantes do evento foi o... metropolita Hilarion. Em meio a "duques disso", "condessas daquilo", princesas de sobrenomes impronunciáveis como os Hozenhollern (que se autoproclamam os Romanov sucessores), nos dizem claro, que a Revolução Russa foi um crime terrível, que a revolução foi sanguinária e por isso o povo precisa se arrepender (ao menos aqui os de sangue azul reconhecem que a revolução foi popular), e o que isso significa? 

Quer se arrepender? Perdoaremos, mas não esqueceremos, então "para se arrepender é preciso pagar"! O que isso quer dizer? Isso significa claramente restaurar os privilégios de classe, trazer a Rússia de volta para a situação antes de 1917. Na verdade, é isso que o capitalismo fez na Rússia, abandonou grandes empresas construídas com o sangue e o suor do comunista soviético, deixou os navios da marinha sucatear, a aviação civil ficou sucateada, hoje a Rússia, país cheio de cientistas, engenheiros, que lançou o primeiro homem ao espaço, sucessor legal da União Soviética, precisa comprar aviões até do Brasil! Essa é a filosofia da "burguesia compradora" soviética, e exatamente por isso são chamados de "compradores", pois seu objetivo é apenas comprar, e assim o dinheiro vai todo para fora do país, "mas sai mais barato", eles dizem! Sim, pode ser que a curto prazo saia mais barato, mas a longo prazo não, pois isso significa a fuga de capitais do país. Para efeito de comparação, a China, seja por métodos legais ou fraudulentos, contrata técnicos da Alemanha para construir trens-bala e depois acaba se apossando da tecnologia, garantindo que o capital fique no país. Com todos os erros do "socialismo do jeito chinês", hoje a China é mais rica que a Rússia, aliás, é o segundo país mais rico do mundo, embora dependa em grande parte do capital externo americano.

O grito do "bolchevismo sanguinário" é o grito do vendedor que quer vender as fábricas, os prédios (incluindo os históricos) para o capital estrangeiro. A burguesia russa parece preferir falsificar a história a aprender com os seus erros, ora, foi exatamente o controle da Rússia pelo capital estrangeiro que levou a Rússia pré-1917 à IGM e à queda da monarquia dos Romanov, como foi essa mesma dependência que levou à queda do governo provisório burguês de Kerensky.


Lembremos que mesmo no Festival Internacional da Juventude de Sochi, a Jovem Guarda, juventude do partido governista, tentou várias vezes convencer aos jovens estudantes do mundo inteiro de que "a revolução russa foi muito violenta e seria melhor ter um tzar", mas o grito da juventude comunista russa e estrangeira teve apenas um som, "REVOLUTSIYA"!

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Eventos dos 100 anos da Revolução de Outubro na Rússia

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No mês de novembro a Rússia comemora a Revolução de Outubro de 1917, que criou o primeiro Estado socialista da história, um momento ímpar na história do século XX tido por muitos historiadores como o acontecimento mais importante.
Confira alguns eventos que iniciam a partir do dia 1º de novembro na "Cidade das 3 revoluções":
- Manifestações e cliclos de debates e palestras organizados pelo Partido Comunista da Federação Russa e mais de 80 delegações de PCs de diferentes países.
- Programa "Assalto ao Palácio de Inverno": em outubro de 1917 pelo calendário juliano (novembro pelo calendário gregoriano, isto é, o nosso), os bolcheviques tomaram de assalto o Palácio de Inverno, sede do governo russo, prendendo todos os ministros do governo provisório que sucedeu o tzar Nikolay II. Do dia 4 ao dia 7 de novembro clubes de reencenação histórica representarão os principais eventos de 1917.
- Jogo de luzes "Assalto de inverno": um fantástico espetáculo com laser recria os eventos do ano de 1917, representando as revoluções de fevereiro e outubro.
- Excursões "Rota de 1917": já está em vigor por toda a cidade excursões que levam aos pontos mais ardentes do ano de 1917, no qual se deram os principais acontecimentos revolucionários.
- Exposição "100 anos da revolução" no Hermitage: dedicada aos principais acontecimentos de outubro de 1917, em vigor desde o dia 25 de outubro de 2017 até o mês de fevereiro de 2018.

Disparo de míssil nuclear russo chama a atenção no mundo

Nessa semana, um fotógrafo que "caçava" a aurora boreal na região de Tomsk capturou um enorme efeito estranho na atmosfera. Segundo foi esclarecido pelas agências de notícia russas e entrangeiras, tratou-se do efeito provocado pelo lançamento de um Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) K-119 Voronyej, em teste feito pelas forças armadas da Rússia. O efeito teve grande visibilidade e chamou a atenção de observadores internacionais, levando a crer que se tratava de um OVNI em certas regiões do planeta.
A foto foi registrada no dia 26 de outubro às 22:13 da noite pelo fotógrafo Aleksey Yakovlyev.
A Rússia utiliza a energia nuclear para fins pacíficos, incluindo a defesa da integridade de seu território de proporções continentais, jamais tendo efetivado qualquer ataque nuclear contra seres humanos e Estados soberanos. As Forças Armadas da Federação Russa são pequenas se comparadas ao tamanho de seu território e de sua população.

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quarta-feira, setembro 13, 2017

Tréplica à postagem da Liga "Popular"


Recentemente uma página de Facebook autodenominada Liga "Popular" publicou o que pretende ser uma "resposta" a um texto da nossa página. Longe de parecer uma "resposta", o texto daria um perfeito parágrafo em nosso texto, demonstrando a veracidade daquilo sobre o que escrevemos. Antes de dar início, tomemos como exemplo aqui um dos parágrafos do texto, que resume grande parte da ideia que defendemos:


"Com todos os truques à sua disposição, os homossexuais buscam e conquistam a confiança dos jovens. Eles então partem para a ação"


Logo no início da resposta vemos um desses "truques" sendo usados, a desinformação. O texto é ilustrado com inúmeras imagens de pessoas do mesmo sexo se beijando, dando a um leitor incauto a ideia de que se trata de "homossexuais" e logo, se são "homossexuais" em pôsteres socialistas, isso deixa a entender que "o homossexualismo era aceito no socialismo". É importante frisar que esse truque propagandístico era amplamente utilizado pela propaganda anticomunista, no filme "Spies like us" (no Brasil "Dois espiões que entraram numa fria") é apresentada uma dupla homossexual de astronautas soviéticos. Inúmeras piadas eram feitas sobre o fato de Brejnyev gostar de beijar na boca seus camaradas políticos, ele que era um homem casado, avô e viril. Até hoje na Rússia, em certas comunidades guerreiras do Cáucaso, é completamente normal um homem beijar na boca de outro homem, um gesto de cumprimento, que nenhuma relação tem com fantasias de pervertidos sexuais! Pessoas com problemas sexuais, no intuito de propagandear sua causa, de exibicionismo, procuram afirmar em todas as partes que "o mundo é gay", e assim tentam fazer da sociedade uma extensão de sua cama, levando sua ideologia para partidos liberais, comunistas, sociais-democratas, etc. Ressaltamos que na mesma URSS na qual homens beijavam a boca de outros homens (e mulheres de mulheres) o homossexualismo era punido, enquanto nos países fascistas (como nos diz o grande escritor Maxim Gorky) ele passava impune! 

O artigo depois faz duas citações meramente cosméticas de Lenin e Mao, ignorando o fato de que hoje todo partido possui uma "seção LGBT" (eufemismo utilizado para descrever pessoas que praticam ou advogam atos de perversão sexual), sendo portanto um fator interno de um partido. Além disso, em nenhum momento nós sustentamos que os homossexuais são responsáveis únicos pelo enfraquecimento do movimento comunista no Brasil, entretanto, devido à enorme propaganda desse grupo que forma um "partido dentro do partido", somos obrigados a mostrar-lhes oposição fervorosa, pois a existência desse grupo apenas serve à burguesia para propagandear a ideia de que "a esquerda quer transformar a perversão em norma". Entendemos que qualquer tentativa de incorporar o chovinismo uranista aos objetivos do Partido Comunista são atos oportunistas e anticomunistas, que não devem ser nunca apoiados por qualquer um que se considere marxista-leninista. E numa coisa concordamos com o autor do texto, de fato é dever de qualquer comunista combater desvios revisionistas, e será que não é exatamente isso que fazemos?

O texto depois segue para um embuste histórico. Ressaltamos, a propósito, que ao contrário do nosso texto, que pesquisou em diversas fontes a incoerência de se apoiar um tipo de chovinismo dentro de um Partido Comunista, a "resposta" é rasa, vaga, desonesta e não possui fundamento nenhum do ponto de vista histórico. Segundo a página do Facebook a rejeição categórica do homossexualismo e sua condenação moral é um "resquício medieval católico". Ora, a China jamais foi um país de maioria católica, entretanto, não há "casamento de pervertidos" na China. A Coreia do Norte jamais foi um país católico e nunca foi colonizado ou dominado pelos romanos, entretanto, o país expressamente rejeita as concepções de "cultura de pervertidos". O Vietnã jamais foi católico, entretanto o fenômeno do chovinismo uranista lhe é completamente estranho. A Rússia jamais foi católica, jamais foi colonizada por Roma, entretanto o país proibiu o homossexualismo, internava homossexuais em clínicas psiquiátricas ou no GULAG, o país também elaborou diversos manuais médicos, psiquiátricos, psicológicos e inclusive políticos que condenavam o homossexualismo. Logo, a ideia o vínculo de que a rejeição categórica ao homossexualismo é exclusividade da moral católica é uma meia-verdade, e o problema de uma meia-verdade é que ela é sempre uma meia-mentira.

Ainda no que tange à moral católica, enfatizamos que ela é por padrão a moral predominante no meio operário brasileiro. De acordo um dos pais fundadores do marxismo, Friedrich Engels, a moral socialista será uma "moral operária", que por sua vez encontra a sua base nos princípios do catolicismo romano no Brasil, religião majoritária. A moral que a Liga Popular defende não tem sua base no catolicismo, muito menos na classe operária brasileira, e sim no individualismo burguês anglossaxão, que rejeita o conceito coletivista próprio do socialismo, e em sua ideologia podre de "revolução sexual". Segundo o Prof. Dr. Sergey Kurginyan, pensador comunista, o homossexualismo, assim como as drogas, foi jogado nos braços da juventude para que esta deixasse de se preocupar com o comunismo. A prova disso é que dentre os textos de "A Página Vermelha", nenhum texto ganhou tão rapidamente repercussão quanto o nosso sobre a ação anticomunista dos homossexuais.

A sodomia, como provamos aqui, não é categoricamente rejeitada por causa de "resquícios do catolicismo", da "Idade Média" ou seja lá o que for, ela é rejeitada por ser uma prática antinatural e anticientífica! Ora, é consenso na comunidade médica que o ato anal, comumente praticado pelos homossexuais, é uma prática eminentemente morbígena. Além disso, vários livros de medicina, assim como autoridades desta ciência afirmam a tese de que a cópula é um ato cujo objetivo é a procriação da espécie, e se o objetivo não é a procriação da espécie, esse ato é onanismo, é antinatural! Deste modo, não faz sentido algum unir juridicamente duas pessoas do mesmo sexo, já que se trata de uma união cujo propósito limita-se a uma forma de masturbação.

Karl Marx, ainda no século XIX (quando os pederastas usavam termos muito mais moderados do que hoje e ainda não faziam exposições de "arte pós-moderna") condenou o chovinismo uranista chamando-o de "obscenidades disfarçadas de teoria", se Marx vivesse hoje, usaria termos muito mais duros ante o fanatismo de tais grupelhos políticos. 

É preciso ter em mente que ao contrário do que dizem os sodomitas, sejam esses praticantes ou ideológicos, não estamos a tratar exclusivamente de uma prática, mas sim de todo um sistema de valores, de uma ideologia agressiva e genocida, que visa enterrar não só o comunismo, como toda a civilização! Numa exposição de "arte" promovida pelos capitalistas donos do Banco Santander tivemos quadros de pornografia que incluia até pedofilia com "crianças viadas" e zoofilia, com cenas de um animal praticando o coito anal com uma criança. Numa outra imagem temos inclusive o racismo explícito, um negro sendo estuprado por dois homens brancos. Lembremos que embora não seja objetivo do movimento comunista fazer uma defesa da religião, considerando os atos grotescos de escárnio a símbolos cristãos, esses mesmos pederastas também fazem escárnio de líderes comunistas como o pederasta Scott Ridley, que desenhou vários líderes comunistas em estilo queer.

Como vemos, somente nefelibatas podem acreditar piamente que se trata exclusivamente de uma "luta contra o preconceito". O capitalismo, como escreveu Marx, não pode "existir sem revolucionar" e os "direitos LGBTs" (bandeira ideológica de Hillary Clinton e de seu Partido Democrata) são exatamente a ponta de lança da "Revolução Sexual", uma ode ao individualismo e à sociedade de consumo burgueses. Ao declarar apoio a essa causa, as forças ditas "comunistas" capitulam ante a ideologia do Império, do Partido Democrata, das organizações Soros e Rockfeller, e negam em atos ideias o ideário comunista!

A luta pelo comunismo não pode deixar de lado a luta contra o oportunismo, contra o revisionismo, e denunciá-lo em todas as suas formas é dever de qualquer um aspire a ser um grande marxista-leninista. Longe de se tratar de qualquer tipo de "fobia", proclamamos que unir a classe trabalhadora contra o chovinismo uranista é não só um ato comunista, como também um ato de cidadania!

quarta-feira, setembro 06, 2017

Como os homossexuais enterraram o comunismo no Brasil

Por Cristiano Alves

Neste fim de semana tive a oportunidade de participar de um ato com comunistas de várias partes do mundo em Velikiy Novgorod, cidade com mais de 1000 anos na Rússia. No ato, vi jovens carregando bandeiras com Lenin e Stalin, os camaradas chineses carregavam uma bolsa e um broche com a éfige de Mao Tsé Tung. Sem um símbolo próprio, para marcar o caráter internacional do evento, carregava apenas um broche com uma bandeira do Brasil. Os camaradas me questionaram se eu não tinha um de algum partido comunista do Brasil e se no Brasil havia partidos comunistas, porém, respondendo negativamente, me dei ao trabalho de pesquisar o destino dos partidos comunistas desde que saí do Brasil e o que tive foi uma grande decepção e tristeza, percebendo que desde a minha saída o país apenas piorou e o movimento comunista praticamente morreu!

A "esquerda festiva" pós-moderna brasileira em uma só foto
Em 1991, quando acabou a União Soviética, a burguesia anunciava em nível internacional que "o comunismo acabou", nem mesmo a Albânia, que por muito tempo manteve uma ortodoxia ideológica, resistiu. No Brasil o Partidão mudava o seu nome para "PPS", agora era "popular e socialista", ninguém mais queria ser associado a "comunismo". É verdade, que um partido comunista não é uma seita religiosa, que deve sempre repetir a todo instante o seu credo e se necessário ser crucificado sem renegar sua fé, os comunistas da Rússia monárquica se denominavam "sociais-democratas", Lenin era um mestre do disfarce, usando incontáveis difarces e pseudônimos para fugir da polícia do tzar, assim como Stalin, que também fora chamado de Chijikov, Nyeradze, David, Bessoshvilli... No Brasil somente um partido manteve o nome de "comunista", o PCdoB, depois, uma dissidência do PPS manteve a legenda de "comunistas do Brasil", com um número quase insignificante de membros, em parte mantido ideologicamente por quadros históricos, inclusive nomes que participaram da Intentona Comunista. O mesmo pode ser dito sobre o PCdoB, que manteve em sua presidência o histórico comunista João Amazonas. Mas o tempo passa e aos poucos esses veteranos foram morrendo, dando lugar a novas gerações.

Arte representa a esquerda ontem, entusiasta e varonil
- Adeus, velha guarda!

Por estarem vivendo em novos tempos, essas novas gerações já não podem mais agir como antigamente, quando seus avós ideológicos pegavam em armas, iam treinar em Cuba, China, Albânia ou na União Soviética, eles também já não podiam assaltar bancos num Estado democrático e então desenvolveram novos métodos de luta, consoante com aquilo que é ensinado em "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", no qual Lenin rejeita a ideia infantil de que "os comunistas devem se abster da luta parlamentar", luta parlamentar essa condenada histericamente por organizações que se dizem "partidos comunistas", sejam revolucionários ou marxistas-leninistas, mas que não dirigem nenhuma força social e basicamente subsistem da crítica aos partidos comunistas que ainda conseguiram se fazer conhecer, conseguindo lançar uma legenda na propaganda política eleitoral e mesmo elegendo candidatos, o que é essencial para fazer propaganda comunista. Devemos enfatizar que para que um partido ou mesmo um movimento social possa ter atuação e dirigir as massas, por mais que isso seja óbvio, ele precisa de uma coisa chamada "dinheiro", pois é com dinheiro que um partido ou organização consegue imprimir panfletos, livros, promover seminários, encontros, enviar membros seus a encontros internacionais com outros movimentos operários e comunistas, um movimento comunista, revolucionário, sem dinheiro, não é um movimento comunista, é um "clube de discussão". Assim foram os anos 90 para a maioria dos partidos.

Se ninguém mais falava em comunismo até meados de 1995, a burguesia brasileira começou a perseguir um novo inimigo, o bom e velho "comunismo", pela sua incapacidade de acabar com a hecatombe social brasileira e de encontrar apoio popular, os setores mais reacionários da burguesia viam o seu neoliberalismo fracassar, o seu modelo entrava em colapso a ponto tal que os seus representantes como FHC passavam vergonha recebendo orientações sobre pontos fundamentais de economia de grandes gerentes capitalistas como Bill Clinton em fóruns internacionais. O fracasso do neoliberalismo nos anos 90 criava um forte descontentamento popular em todas as classes, incluindo a burguesia, que entendia o óbvio, para que essa pudesse ir para frente, era necessário que os miseráveis tivessem algum dinheiro para impulsionar o mercado de consumo, os miseráveis deveriam ser ao menos pobres, e não miseráveis, por isso passaram a apoiar nomes cujo discurso incluía palavras-chaves como "combate à fome", "social", "reformas", "cidadania" e "aumento da participação no mercado de trabalho", por isso a escolha do grande capital foi Lula em 2002, já que o seu modelo se propunha a renegociar a dívida (e não a fazer uma auditoria desta) e recorrer ao capital financeiro para que "todo pobre tivesse um carro".

- Ressuscitando um velho inimigo

Assim, a direita brasileira, agrária, retrógrada, apátrida, parecia estar com os seus dias contados, por isso ela precisava de uma ideologia que unisse todas as classes em torno do seu projeto comum, daí essa desenterrou um velho inimigo, que mesmo como cadáver lhe seria funcional, o "comunismo". Assim, em fins dos anos 90 a direita encontrava uma justificativa para o seu fracasso econômico nas palavras de um ex-astrólogo embusteiro, mestre da disseminação de boatos, falácias e teorias conspiratórias, que ganhou um espaço nas edições da Globo, no Fantástico e em famosos jornais, apresentado como "professor", como "intelectual", que agora dizia que todos neoliberais brasileiros fracassados eram na verdade comunistas escondidos. É necessário ser justo e dizer aqui que Olavo de Carvalho não foi o pioneiro na sua cruzada anticomunista, espaço para nomes retrógrados e ultrarreacionários sempre foi dado nos grandes meios de comunicação para nomes como Arnaldo Jabor, Alborghetti, "Chumbinho", Ustra, dentre outros veteranos direitoides da desinformação e da tortura. Eles viveram em função do "combate ao comunismo", não queriam se aposentar e cair no ostracismo, Olavo de Carvalho, que vivia e ainda vive nos Estados Unidos, Meca da direita, foi o nome escolhido para mostrar que todos os problemas que o Brasil tinha eram oriundos não de sua incorporação ao novo totalitarismo liberal internacional, mas sim da obra de comunistas ocultos inimigos da fé cristã, de uma conspiração comuno-satano-gayzista patrocinada pela ONU.

- Uma quimera jurídica

Assim, durante boa parte da década de 2000 ninguém no Brasil que integrasse um Partido comunista como o PCdoB ou o PCB ousava falar em "direitos LGBT", mesmo por que no Brasil, desde 1985, os homossexuais já não eram mais tratados como doentes, possuindo todos os direitos que os heterossexuais. Um homossexual tinha direito a atendimento médico hospitalar como um pai de família, assim como tinha direito a receber aposentadoria, ao trabalho, etc. Homossexuais tinham direito inclusive de casarem, desde que, claro, com uma pessoa do sexo oposto, afinal, o fundamento do casamento é o sexo e a reprodução, como atestam vários juristas brasileiros como Miguel Reale Júnior. Ora, a chamada "união homossexual" não encontra qualquer fundamentação lógico-racional, se um homem, por exemplo, tenta praticar o coito anal com uma mulher e essa recusa, ele não pode pedir o divórcio alegando descumprimento de "dever conjugal", mas e se um homem recusa a prática desse ato, pode um homossexual exigir o fim de sua união alegando o mesmo descumprimento?

No Brasil prevalesce a Teoria Tridimensional do Direito, que alega que o direito é "fato, valor e norma", no Brasil o homossexualismo jamais foi considerado um valor, sendo, recorrendo às palavras de um filósofo, o professor doutor Alexander Duguin, uma "doença social", e a sociedade não é apenas regida por leis biológicas, como também por leis morais, e num país de maioria cristã como o Brasil, e mesmo num país de maioria confucionista como a China, é inadmissível que atos libidinosos entre homens ou mesmo entre duas mulheres possam ser fundamento para uma união jurídica. Alegar que a rejeição do homossexualismo é uma forma de "preconceito" é o mesmo que afirmar que alguém que toma apenas suco natural em vez de refrigerante pratica discriminação contra quem trabalha neste mercado. No Brasil, de fato há números alarmantes sobre a violência contra pervertidos sexuais, como há também números alarmantes sobre a violência contra heterossexuais, incluindo pais de família. A lei brasileira disponibliza para todos, independente de orientação sexual, o código penal brasileiro, que pune tanto o que mata um heterossexual quanto o que mata o homossexual.

- De Stalin a Lady Gaga

A normatização do homossexualismo, nas palavras do Dr. Miguel Reale Júnior, advém exclusivamente da pressão do lobby gay, que desde os anos 70 ganhou um enorme impulso no mundo inteiro. Inicialmente, em países como os EUA, o homossexualismo foi descriminalizado, depois, quando se mostrou uma ferramenta útil ao grande capital, este passou a ser apresentado como "modelo de comportamento" por estrelas homossexuais e bissexuais como Freddy Mercury, David Bowie, Mick Jagger, Madonna, Cazuza e muitos outros! É importante lembrar que ao longo da história homossexuais sempre existiram, porém, após a queda do império dos facínoras, devassos e pervertidos sexuais Nero e Calígula ele passou a ser existir como prática vergonhosa, antinatural e antissocial. Nos anos 70, quando no Ocidente os homossexuais foram descriminalizados e se transformaram em modelo de comportamento, o chamado "movimento gay" já não tinha mais razão de existir, pois agora tinham mais do que nunca toda a visibilidade que queriam, era a vez do coming out1.

O que aconteceu, entretanto, foi exatamente o contrário, agora mais do que nunca, a grande mídia do capital mostrava como era "chique", "civilizado", e estava na "moda" seguir o estilo de vida de estrelas como Madonna e Freddy Mercury, porém essa propaganda foi interrompida por um poderoso adversário, e esse adversário não era os comunistas, que em inúmeros escritos, seminários, leis e discursos denunciavam o caráter danoso e nocivo do homossexualismo, mas sim uma sigla de 4 letras, abreviatura de "Síndrome da Imunodeficiência Adquirida", que os portugueses chamam de SIDA e os brasileiros pela variante inglesa AIDS.

De acordo com o professor doutor Sergey Kurginyan, líder de uma organização de esquerda influente russa, cujos militantes lutam na milícia popular do Donbass, 

Só que nem a AIDS freou o impulso homossexual! Nos anos 90, embora o homossexualismo já não estivesse tão na moda quanto nos anos 70 e 80, ele era apresentado de forma discreta em clipes musicais que sugeriam beijos homossexuais, geralmente entre mulheres, logo, se era aceito entre mulheres, sugeria-se que ele também deveria ser aceito entre homens. Ainda em meados de 1995, o grupo Mamonas Assassinas, que estimulava a degeneração moral entre os jovens, com músicas recheadas de termos de baixo calão e outros exemplos de como ser um autêntico representante da gentalha, com sons de cuspe, flatulência, palavrões, em suma, um perfeito manual de como ser um degenerado moral, tinha em todas as rádios e canais de TV uma música chamada "O Robocop gay". Inúmeros filmes, novelas e outras produções culturais mostravam os pederastas como personagens "inocentes", "inofensivos" e até "engraçados". Na novela das 9, da Rede Globo, a partir de 1994 passou-se a apresentar para a família brasileira uma dupla de pederastas, que no popular no Brasil eram chamados de "baitôlas", "marrecos", "pacosas", "socabosta", "bruxo"... praticamente toda cidade tinha um termo para essa prática que não condiz com a tradição do povo brasileiro, com os seus costumes; a novela, entretanto, já os apresentava com um novo termo, estranho à maioria dos brasileiros (exceto talvez aos da comunidade médica), "homossexuais". Recordo-me como na escola vi certa vez um garoto de 11 anos se dizer que era "homossexual", pois era um "homem sexual", um "homem que gostava de sexo".

Faculdades públicas e privadas, incluindo as da Igreja Católica, promovem constantemente a agenda de pervertidos sexuais. Tais eventos são frequentemente marcados pela expressão de ódio de homoativistas fanáticos, visando isolar completamente, no meio acadêmico, aqueles que não concordam com a perversão sendo apresentada como "norma"
Por força do cinema e dos homossexuais americanos, os homossexuais tupiniquins venciam uma batalha ideológica, pois agora se diziam abertamente "gays"2. Agora a prática da sodomia, considerada eminentemente mórbida pela comunidade médica, era tratada como forma de "alegria", a despeito das inúmeras DSTs que tornam os seus praticantes mais vulneráveis a infecções, em números proporcionais. Se novelas e clipes musicais se tornavam um frenesi midiático ao mostrar homens que se relacionavam com homens e mulheres com mulheres, chegou a vez dos filmes fazerem o mesmo, assim como bandas metaleiras de rock.

- Imperialismo, perversidade e perversão

No Brasil, até os anos 90, somente organizações de extrema-esquerda, trotskistas, falavam em "libertação sexual", em "luta contra a homofobia". Com a ascenção de Lula ao poder, no interesse do grande capital internacional, o Brasil era transformado em mais um laboratório para a chamada "economia inclusiva", defendida pelas organizações do grande magnata George Soros, que só no ano 2016 destinou 2.7 milhões de dólares (segundo sua declaração de impostos) para a causa dos pervertidos sexuais, os autodenominados LGBT. Uma das organizações financiadas pelo magnata é a Gay Straight Alliance (GSA), que faz lobby por privilégios para pervertidos sexuais. O financiamento de ONGs homossexualistas em todo o mundo não é nenhum segredo e muito menos teoria conspiratória". Os grandes capitalistas da Rotschild, criticados ainda por Lenin no início do século XX, em sua página4 alegam abertamente e sem máscara o seu ambiente "LGBT friendly"5. O ativismo homossexual, é importante frisar, usa a bandeira designada pelo conhecido pederasta Gilbert Baker, americano, a famosa bandeira do arcoíris, mostrando que se trata de um movimento absolutamente alienígena, estranho aos interesses, tradições e cultura do povo brasileiro.

A famosa bandeira do arcoíris, aqui ostentada por militantes da UJS, foi criada por um pederasta americano, não tendo qualquer relação com as ideias do comunismo ou do socialismo
Bastou que Obama assumisse o poder nos Estados Unidos, com um discurso de um capitalismo reformado (adaptado à elite financeira mundial), parte da imprensa de extrema-direita passou a dizer que "agora somos todos socialistas", mais uma vez, o socialismo e o comunismo serviam de bode expiatório para uma direita raivosa e que perdia espaço no cenário mundial. O "primeiro presidente negro" americano mostrou em seu governo que em quase nada diferia de seus antecessores brancos, que era um imperialista que agora agia de uma forma completamente diferente de seus antecessores, não mais enviando gigantescos porta-aviões e caças a jato para atacar seus inimigos, mas enviando dinheiro para ONGs e movimentos de oposição que iniciassem "primaveras" em diferentes partes do globo. Para alguns autores como Anatoliy Artyuh, líder do movimento social russo "Strategiya" e autor de um extenso trabalho sobre o movimento dos homossexuais, "Ih Kampf" (trocadilho teuto-russo com "Mein Kampf", significando "A luta deles"), os Estados Unidos jamais tiveram um presidente tão entusiasmado por privilégios para sodomitas como Barack Obama. Segundo várias evidêcias, apresentadas por antigos colegas de Obama encontrados mortos após revelações bombásticas na imprensa ianque, o próximo Barack fazia programas homossexuais para levantar recursos para os seus estudos. Tais evidências podem ajudar a entender o frenesi de Obama na promoção de sua agenda em prol da normalização da perversão.

Mas a perversão não foi uma ideia exclusiva de Obama, e caminhou de mãos dadas com a perversidade da abortista radical Hillary Clinton. A mesma Hillary, que defende o abortamento de recém-nascidos, em nome dos "Direitos Humanos", chegou a sorrir ao saber da morte de Muamar Kaddafi, líder popular líbio, tal como os nazistas que tinham grande prazer em apresentar fotos com sorrisos vivazes com corpos enforcados em árvores e prédios. A Sra. Clinton anunciou ao mundo que direitos de pervertidos eram direitos humanos e direitos humanos eram direitos de pervertidos sexuais. Lembremos que o termo "LGBT" nada mais é do que uma máscara para uma prática antiga condenada por pessoas normais, ou seja, perversões sexuais, porém, para evitar a repreensão imediata, os pervertidos pensam e repensam diferentes termos para uma prática velha e morbígena.

- Uma seita new-age

Assim como os colonizadores europeus usavam o Catolicismo como ideologia de influência para ganhar o controle de portos asiáticos ou americanos, como na expedição missionária católica portuguesa no Japão, que acabou num banho de sangue, os novos colonizadores imperialistas usam o discurso dos "direitos humanos", incluindo aí um pacote de privilégios para pervertidos sexuais, como arma ideológica para influenciar os governos e órgãos legais e administrativos de diversos países, incluindo povos de histórico tradicionalista como a Croácia, Sérvia e até a Grécia, esses dois últimos países de maioria ortodoxa. A receita americana mostrou-se um sucesso total na Ucrânia, onde ativistas pervertidos e neonazistas atuaram lado a lado contra o governo eleito de Yanukovich, visando obter o controle da base naval da Crimeia, plano frustrado pela ação rápida de Vladimir Putin que ocupou a península em uma ação humanitária, ocupação essa legitimada pela população local. Na Rússia foram frustradas várias tentativas de promover grandes manifestações antigoverno através de paradas de pervertidos, entretanto essa tentativa foi frustrada pro inúmeros movimentos sociais russos, desde movimentos patrióticos, passando pela Igreja Ortodoxa Russa, pelo deputado Vitaliy Milonov, autor da lei que proibiu a propaganda de valores não-tradicionais para menores (punindo com multa escolas que equiparam a perversão à norma em sala de aula) e mesmo pelo Partido Comunista da Federação Russa, que chegou a propor uma lei contra o coming out. A organização patriótica PVO (Partido da Grande Pátria) chegou a ganhar as páginas do jornal alemão Der Spiegel em um artigo denominado "Com Stalin, contra os gays". O artigo acabou servindo de propaganda para o PVO, visto que a maioria da esmagadora da população russa, como enfatizou o historiador e ativista Nikolay Starikov, prefere Stalin aos pervertidos sexuais, fato inclusive constatado por pesquisa.

- Fobias e mais fobias

Voltando ao Brasil, a falta de uma guerra em seu território há muito tempo gera um clima festivo na política, campanhas em tom de brincadeira, políticos com grandes sorrisos, como se fossem artistas de algum concerto, até hoje são comumente vistos nas ruas brasileiras. A incapacidade dos comunistas brasileiros de se renovar, a sua falta de conexão com outras experiências comunistas mais avançadas, mais influentes, acabou levando muitos nomes da esquerda brasileira a buscarem fontes obscuras de poder, de financiamento, para isso criando em partidos comunistas departamentos "LGBT", levantando a nefasta bandeira colorida do imperialismo americano da "luta contra a homofobia", leia-se perseguição político-jurídico-ideológica a todos aqueles que não aceitam a ideologia alienígena e totalitária do "homossexualismo ou morte".

Os homossexuais conseguiram fazer com a esquerda o que nem mesmo a extrema-direita conseguiu, neutralizá-la! Se antes antes os comunistas eram temidos por se tratar de uma esquerda militarizada, disciplinada, hoje no Brasil e fora dele ela é apenas objeto de repúdio e de risos. Se antes bandeiras como "luta contra a homofobia" eram exclusivas de partidecos e organizações marginais trotskitas, hoje ela está presente em praticamente todo partido, o PCB tem inúmeros coletivos de pervertidos, o PCdoB inclui em seu programa "apoio à causa LGBT". Praticamente toda página "de esquerda" no Facebook possui alguma postagem que abona a "luta contra a homofobia" e seu glossário é recheado de termos impostos pela ABGLT como "homossexualidade", "transfobia", "travesticídio",  "bissexofobia", "homofobia" (evidentemente), dentre outros.

Encarte de evento do PCB contra o que eles chamam de "transfobia"
Essa esquerda, descrita por um camarada chinês como "festiva", caricata, não impõe ao capital nenhum risco, se um dia o Partido Comunista já foi uma fortaleza da classe operária e tinha como armas ideológicas as ideias de Marx e Engels, com a morte dos comunistas históricos, sindicalistas foram substituídos por professores pós-modernos seguidores da Escola de Frankfurt, se antes no Brasil o referencial dos comunistas eram antes de tudo as ideias de Marx e de Engels, hoje elas passaram a ser as de Obama e Hillary Clinton!

É verdade que há casos e casos de assassinatos de homossexuais no Brasil, mais do que em outros países, uma vez que há um número maior de homossexuais, número que cresce devido à enorme propaganda feita na grande mídia burgueses. Um militante homossexual certamente irá argumentar que "as pessoas nascem assim", porém, qualquer estudo irá registrar que há muito mais pessoas que se afirmam homossexuais após os holofotes serem direcionados para os tais. Ora, qualquer pessoa versada em comunicação social constatará um fato, a propaganda existe para aumentar o interesse de um indivíduo numa ideia ou num produto, quando mais é propagandeado o bronzeamento artificial, mais cresce a busca por este, quanto mais aumenta a propaganda de implante de silicone para os seios, maior é a busca de mulheres por cirurgias de aumento de seios, quanto mais é propagandeado o aumento peniano, mais homens buscam bombas, pílulas e outros meios para aumentar suas partes, quanto mais é propagandeada a prática homossexual, mais pessoas vão em busca do "experimento da moda".

A melhor forma de acabar com a agressão contra homossexuais é estes se adaptarem à sociedade na qual vivem, uma sociedade formada em sua maioria por indivíduos heterossexuais. Qualquer homossexual irá argumentar que em países como a Suíça, Mônaco ou Coreia do Norte há travestis, porém nesses países não há tantos ataques a travestis, e por quê? Por que nesses países eles agem com discrição e por que há menos travestis. O Brasil lidera em ataques a travestis e homossexuais devido à sua exagerada sexualização e à sua banalização, o mesmo pode ser dito sobre os Estados Unidos, o Big Brother rico e colega de continente do Brasil.

A maioria dos chamados "homofóbicos" são em realidade pessoas que lutam contra o exibicionismo, tomando atitudes condenáveis e extremas, puníveis e antijurídicas inclusive, na letra da lei. Em muitos países, inclusive aqueles que não permitem o casamento de pessoas do mesmo sexo, a pena para quem mata um homossexual é a mesma para quem mata um heterossexual. Os homossexuais devem fazer a sua escolha, dar murro em ponta de faca e acusar a faca de homofobia ou integrar-se a padrões sociais éticos e morais e levar uma vida tranquila.

Os assassinatos de homossexuais findarão com a diminuição da violência no Brasil, que atinge a todos, com o direcionamento da juventude para os esportes, para o trabalho, para o socialismo, e não com "saraus contra a homofobia", "retiradas de cruzes de um ânus", "educação sexual" em escolas ou qualquer outra medida que desagrada o povo brasileiro.

- Os comunistas e sua luta contra o chovinismo homossexual

A esquerda combativa sempre foi um exemplo de combate ao homossexualismo militante, Karl Marx chamou as pretensões ideológicas de Karl Ulrichs de "obscenidades disfarçadas de teoria", em A origem da família, da propriedade privada e do Estado, Engels condena os gregos pelo mito de Ganymedes e pela prática normalização da prática da pedofilia, que é o próximo passo a ser dado pelos homo-ativistas, conforme deixam evidentes inúmeras matérias e mesmo o programa de partidos políticos de países nos quais a pederastia tornou-se norma, como por exemplo a Holanda, na qual um partido defende abertamente a pedofilia. Após a legalização do casamento de pederastas nos EUA um artigo do NY Times passou a dizer que "a pedofilia também é uma opção sexual", "não é doença". Em inúmeros países já se fala nas escolas de "sexualidade infantil" e há até "acampamentos de verão para crianças transgênero", "prêmios para o garoto mais gay da Finlândia" dentre outras aberrações que sem nenhuma vergonha incluem as taras de pederastas! Essa prática é totalmente consoante com os argumentos de um famoso manual soviético a respeito do assunto:

"Com todos os truques à sua disposição, os homossexuais buscam e conquistam a confiança dos jovens. Eles então partem para a ação. Em nenhuma circunstância permita que eles te toquem. Essas pessoas devem ser imediatamente denunciadas aos órgãos administrativos para que elas possam ser removidas da sociedade"6

Não são poucos os escândalos sexuais que envolvem crianças adotadas sexualmente abusadas por pais homossexuais. Na chamada "Grande Parada Gay de São Paulo" é possível ver "crianças gays", assim como rodas nas quais homens sodomizam-se mutuamente em plena rua. O evento recebe dezenas de milhões da prefeitura e mais outros milhões da iniciativa privada, sob o pretexto de "promoção da diversidade e dos Direitos Humanos". A fórmula é conhecida, primeiro um grupo de pervertidos sexuais alega que "não são doentes" e pressiona a comunidade médica para retirá-los da lista de doenças, depois de antigos pervertidos sexuais, reivindicam o status de "minoria perseguida" (assim como uma etnia qualquer), tornam-se "minorias sexuais", e uma vez que são oficialmente "minoria perseguida", rapidamente exigem uma compensação, ou seja, dinheiro, cargos políticos e administrativos na esfera do poder, atuando em conjunto com as grandes corporações do imperialismo e garantindo a influência de Estados imperialistas que deram início a essa política. Para garantir seu poder de polícia passam a gritar que todos aqueles que se contrapõem às suas extravagâncias são "preconceituosos e homofóbicos", como forma de intimidação.

A experiência dos Partidos Comunistas internacionais mostram que a bandeira do homossexualismo leva ao caos e à contrarrevolução, a Euromaydan, na Ucrânia, na qual pervertidos e neonazistas marcharam de mãos dados é a prova disso. Nos primeiros dias da Revolução Russa o homossexualismo foi descriminalizado, passado a ser tido apenas como um problema médico. Ao contrário do que dizem panfletos trotskistas, o casamento de pederastas jamais foi legalizado, pois o Código Civil da RSFSR falava claramente que o casamento era "homem e mulher". Nos anos 30, devido à formação de ligas conspiratórias, trotskistas, geralmente organizadas em saunas, Kalinin, braço direito de Stalin na Rússia soviética, proibiu o ato homossexual no Código Penal russo, Maxim Gorkiy, grande escritor comunista, amigo pessoal de Lenin e de Stalin, relacionou o homossexualismo e o fascismo, orgulhando-se de que no país dos sovietes ele era exemplarmente punido! Por muito tempo os comunistas sempre foram um exemplo de luta contra o homossexualismo.

A ideia de "identidade sexual" existe, como colocado por Sergey Kurginyan, para afastar os jovens do socialismo, para direcioná-los para causas que, nas palavras de Slavoj Zizek, já foram há muito tempo absolvidas pelos grandes capitalistas. O raciocínio pró-homossexuais da esquerda é simplório e falacioso, "a burguesia é conservadora e defende valores tradicionais, logo vamos promover paradas para mostrarmos como somos contra o conservadorismo, sem travestis não haverá revolução". Ora, a revolução nasce de uma luta consciente e organizada, se ela nascesse de atos irracionais e impulsivos, Marvin Heemeyer teria feito a maior revolução comunista nos Estados Unidos! Ora, Marvin Heemeyer era um veterano da guerra do Vietnã, ele construiu com os seus próprios recursos um "tanque" com blindagem impenetrável a muitos veículos da maior máquina de guerra do mundo, destruiu lojas do prefeito (que fez de tudo para prejudicar seu pequeno negócio em proveito dos grandes capitalistas), viaturas da polícia, causou prejuízos de mais de 100 milhões numa cidade americana e ao final se matou, quando o seu "mostro mecânico" atolou sem conseguir sair. Depois, tudo voltou ao normal, as seguradoras pagaram os danos e prejuízos, ninguém morreu, exceto Heemeyer. A revolução aconteceu? Não! De modo análogo, alguns ativistas homossexuais de esquerda pensam que chocando os malvados "conservadores e homofóbicos" eles irão conseguir garantir algum tipo de levante que vai acabar com o capitalismo, porém o resultado é outro. Marx escreveu que "a burguesia não pode existir sem revolucionar", em vez de "ficar chocado e cair", a burguesia então lança no mercado inúmeros produtos "LGBT friendly", as suas empresas passam a divulgar que "amam os gays" (traduzindo, querem que seus clientes homossexuais gastem ainda mais), promovem seriados e seriados que, sempre que estão perdendo a audiência (normalmente a partir da 3ª temporada) incluem um personagem homossexual. James Bond vira gay, nem Sherlock Holms escapa, livros de Tolstoy ganham personagens gays em séries de TV, contos infantis como A bela e a fera ganham personagens pederastas, assim como os viris Vikings, que não ganharam um personagem pederasta, mas ganharam uma personagem lésbica, a despeito de que o ator principal exerce num filme um papel de astronauta homossexual.

Tal como no manual soviético, homossexuais chamam para o seu movimento personagens históricos, alegando que este ou aquele que já morreu "era na verdade um homossexual". A falta de referências históricas revolucionárias, que mudaram a vida de milhões, leva os ativistas do chovinismo homossexual a chamarem para si nomes que para muitas gerações foram homens viris e cheios de hombridade, incluindo aí Stalin e Che Guevara, desnecessário falar que desde o início da popularização da internet, nos anos 90, era possível encontrar páginas de organizações de homossexuais que clamavam como "dos seus" até nomes como Joana D'Arc, rei Arthur, dentre outros. Se dentro de 100 anos o movimento dos homossexuais existir, muito provavelmente irão afirmar que a URSS "teve um premier gay" por causa de uma foto de Brejnyev beijando Honecker na boca, um gesto cultural praticado em tempos antigos na Rússia inclusive por pais e filhos, sem qualquer relação com perversões sexuais.

"Com Com todos os truques à sua disposição, os homossexuais buscam e conquistam a confiança dos jovens. Eles então partem para a ação". Nem mesmo Stalin escapou dos truques do pederasta Scott Sheidly. Inúmeros perfis falsos de redes sociais e mesmo sites de militantes homossexuais tentam apresentar o maior líder dos trabalhadores como gay friendly
- Os comunistas contra a "revolução sexual"

É sabido que os trotskistas normalmente interessam-se apenas pelos dias iniciais da Revolução de Outubro, pois a essa, de fato, seguiu-se a desordem, o caos e a Guerra Civil, nos anos 20, por exemplo, além de homossexuais, feministas também apareciam frequentemente tirando a roupa em transportes públicos com o movimento "Doloy styd!" (Abaixo a vergonha!), antes de Stalin impune. Os anos 20 conheceram inúmeras tentativas dos trotskistas de levar a cabo uma "Revolução Sexual". Uma vez que os líderes bolcheviques neste período encontravam-se ocupados demais com a luta contra a opressão secular das mulheres nas repúblicas islâmicas da Ásia Central e também contra os contrarrevolucionários ligados à Grã-Bretanha conhecidos por "bashmaki", somente em 1930 os bolcheviques puseram fim aos abusos trotskistas, inclusive por via legal. Importante lembrar, a propósito, que casos de "Revolução sexual" nas fileiras comunistas representavam exclusivamente uma ala e não a totalidade da juventude comunista. Por exemplo, ainda em 1924 a brochura "A revolução e a juventude", do Instituto Comunista Sverdlov, que formou vários pedagogos vermelhos, dá várias orientações acerca da questão sexual:

1- Não deverá haver um desenvolvimento sexual precoce da vida sexual no meio do proletariado.
2- É imprescindível um controle sexual até o casamento, e o casamento deve se dar com o completo amadurecimento social e biológico (20-25 anos)
3- O ato sexual é exclusivamente uma forma de concretização de uma profunda simpatia e dedicação ao objeto do amor entre os sexos.
4- O ato sexual deve ser apenas uma fase final com o escopo de preocupações profundas e complexas, interligando no momento presente os amados.
5- O ato sexual não deve repetir-se constantemente.
6- Não é necessário mudar constantemente o objeto sexual. è necessário haver menos diversidade sexual.
7- O amor deve ser monogâmico, monoândrico (uma esposa, um marido).
8- Em qualquer ato sexual deve-se sempre lembrar da chance de nascer uma criança, lembrar sempre da descendência.
9- A seleção sexual deve ser fundamentada na base da harmonia da revolução. Há que excluir das relações amorosas todos os elementos de flerte, galanteio, coquete e outros métodos de conquista social-sexual.
10- Não deve haver ciúmes.
11- Não deve haver perversão sexual.
12- A classe tem o direito de intervir na vida sexual de seus membros em proveito da harmonia revolucionária, o sexual deve subordinar-se em tudo ao classista, não estorvando de modo algum a revolução, mantendo-a antes de tudo.

Trecho do original da brochura "A revolução e a juventude" (Revolyutsiya i molodyoji)
Agora comparemos essas instruções com aquelas dadas pelos pedagogos "de esquerda" brasileiros. Reparemos que esse credo sexual dos soviéticos refuta os inúmeros artigos inscritos insistentemente por grupelhos trotskistas sobre "devassidão sexual na URSS", ou sobre "revolução sexual interrompida pelo termidor stalinista". Agora comparemos esse panfleto de teor sugestivo (não se tratava de uma lei) com as aberrações ideológicas dos partidos de esquerda brasileiros, será que esses partidos estão mais pertos da esquerda ou da direita como aquela representada por Barack Obama e Angela Merkel?

A esquerda pós-moderna brasileira é americanófila e encontra-se mais próxima de Hillary Clinton e Barack Obama do que de Marx e Engels
Após a vitória da Revolução Russa bolchevique a teoria do "amor livre" floresceu, como a teoria do "vaso d'água" (fazer sexo é tão simples como tomar água), o resultado foi a desintegração da família, a prostituição em massa, além da disseminação em massa de doenças venéreas, abortamentos, divórcios e crianças órfãs. Hoje no Brasil, o resultado dessa devassidão sexual é o surgimento de juventudes completamente indisciplinadas e insubmissas a qualquer forma de autoridade, inclusive a revolucionária, vândalos interessados em serem a antítese, e não a síntese, e isso leva, por outro lado, ao fortalecimento de movimentos fascistas e neofascistas, muitas vezes jovens que poderiam ser chamados para a luta comunista, de classe proletária, mas que são seduzidos por um discurso pseudomoralista de fascistóides como Olavo de Carvalho.

Esquerda comunista x esquerda liberal

A burguesia teme a "esquerda militar", e para elas o "esquerdista festivo" é o inimigo ideal, se é que pode ser chamado de inimigo, já que acaba cumprindo o papel de "bobos de corte", matando a extrema-direita... de rir! A direita diz que "comunismo é coisa de viado", a esquerda liberal diz que "é coisa de viado", a direita diz que "os comunistas querem acabar com a família com perversões sexuais", a esquerda promove grandes paradas com bandeiras coloridas e agendas sexuais extravagantes. A direita diz que a esquerda é para maníacos sexuais, a esquerda pós-moderna apresenta programas com perversões sexuais. Assim, a direita consegue apoio até mesmo do proletariado urbano e rural, alegando que "defende os seus direitos e suas tradições", enquanto a esquerda liberal fala em "desconstruir". A esquerda liberal é a esquerda da qual a direita gosta!

Não é difícil entender por que parte da chamada "esquerda ocidentalista" se desiludiu com a esquerda soviética! Em 1986, nos anos da aproximação URSS-EUA, um programa de TV fez uma ponte Leningrado-Boston, assim uma americana comentou que nos EUA todos os comerciais de TV giravam em torno de sexo, então ela perguntou como isso se dava na URSS. Lyudmila Ivanova, ativista social, respondeu então que "na URSS não existia sexo, existia amor", a frase foi reproduzida apenas em parte, "na URSS não existia sexo", e assim, rapidamente, a citação saiu em inúmeros jornais ocidentais, como forma de mostrar a URSS como um "Estado totalitário que não respeita as liberdades sexuais", "careta". Ocorre que nesse "Estado" careta muitas mulheres tinham mais orgasmos do que suas colegas ocidentais que viviam em plena "liberdade sexual". Na URSS na qual falar em "sexo" publicamente era considerado vergonhoso, na qual não havia o "sexo em uma só noite", na qual não havia o "comer fulana ou cicrano", o crescimento populacional era muito maior do que na Rússia na qual se pode ver em folhetins em postes anúncios de "esposa por uma noite" ou de seriados com clara conotação sexual anunciados em grandes outdoors. A China é o país cuja população mais se multiplica no mundo, a despeito de todas as piadinhas criadas sobre os corpos dos asiáticos. 

Para quem acha que socialismo é "devassidão sexual", é muito importante lembrar um detalhe esquecido sobre o povo que derrotou o fascismo, povo que tirou forças de seu potencial industrial, histórico, tradicional e moral. Um relatório da GESTAPO, acerca das mulheres capturadas como escravas pela Alemanha Nazista, nos dá a seguinte informação sobre as "operárias do Leste":

"A mulher russa, no aspecto sexual, não corresponde as ideias da propaganda alemã de modo algum. Ela ignora em absoluto a libertinagem sexual. A população dos diferentes distritos conta que durante as visitas médicas das trabalhadoras do Leste, entre todas as jovens foi registrada a sua bem conservada virgindade. A fábrica de películas "Wolfen" informa que durante a vistoria médica foi estabelecido que 90% das trabalhadoras do Leste na idade de 17 a 29 anos eram virgens. Diferentes especialistas chegam à opinião de que o homem russo presta a devida atenção à mulher russa, o que ao final de contas também se deixa refletir nos aspectos morais da vida"7

Partidos e organizações de esquerda no Brasil são excessivamente preocupados com questões sexuais e menos com questões ideológicas
- Com Stalin e a moral socialista pela reconstrução do Partido Comunista

Stalin entendeu muito bem que sobre a base da "devassidão moral" nada de bom poderia ser construído e por isso apertou o cabresto, introduziu a educação separada nas escolas, as rigorosas orientações morais, recriminalizou o homossexualismo, a proibição dos abortos, a restrição da liberdade de divórcio, propaganda do ascetismo, etc. O efeito planejado foi logrado. O país ganhou a guerra mais difícil, recuperou com o tempo a economia destruída, foi ao espaço, etc


Os comunistas do Brasil, ao que parecem, nada aprenderam com a histórica. Hoje sob os gritos de "liberdade sexual" legitima-se os absusos contra crianças e até mesmo de mulheres, afinal, se "não existe um princípio, tudo é permitido". Um homem que abusou sexualmente de uma estudante, ejaculando sobre ela em um transporte coletivo, após praticar em público o onanismo (quase como as mulheres do Doloy styd) foi solto e segue impune. Partidos comunistas são rotulados como organizações de tarados e pervertidos e estão preocupados em ganhar os votos de pervertidos sexuais e garantir sua fileira na "Grande Parada Gay".

É preciso reconstruir o Partido Comunista no Brasil e evocar os princípios morais sólidos e combativos da moral socialista, promover o Estilo de Vida Saudável (EVS), chamando os jovens para ocupar-se com o esporte, ensinando-lhes a disciplina, e direcionando a sua agressividade para atividades patrióticas, clubes de reencenação história da luta da FEB contra o nazismo, com danças tradicionais brasileiras, com a competição esportiva de futebol, com atividades como tiro e esgrima, airsoft, paintball, com acampamentos semi-militares, com manifestações solitárias, que não atrapalhem o trânsito e ao mesmo tempo consigam a simpatia da população para causas justas, como por exemplo o abandono de um lugar histórico ou medidas de caráter popular e anticomunista, trabalhando novos métodos de protesto que não causem transtorno geral.

Enquanto os comunistas servirem de massa de manobras para pervertidos de toda a sorte, incluindo militantes homossexuais, o movimento comunista não terá futuro algum no Brasil e será distanciado do movimento mundial, antes de tudo, estará distanciado da grande maioria trabalhadora brasileira, será um partido de "minorias", enquanto ignorarem a experiência histórica internacional degenerar-se-ão em chovinistas e oportunistas pequeno-burgueses, antes de tudo, servindo de trampolim ideológico para a extrema direita. Ou os comunistas brasileiras purgam os pertertidos e militantes homossexuais de suas fileiras ou se veem condenados à lixeira da história!

E que se alguém se sentir ofendido ou acha que isso é "eslavofilia", que está se alistar nas fileiras que lutam contra o governo popular de Maduro na Venezuela, que prepara os jovens para defender a Revolução Chavista com fibra, continência e punho em riste, e não com a mão desmunhecada e trejeito de um grupo triste!




Notas:

1- Expressão em inglês que significa "sair do armário".
2- Do inglês "alegre".
3- Artigo do Washington Times George Soros, the money behind the transgender move.http://www.washingtontimes.com/news/2016/aug/11/george-soros-the-money-behind-the-transgender-move/
Artigo do jornal RIA Novosti: Soros protiv rodiny: pochemu Yevropa podderzhivaet svoego vraga: https://ria.ru/analytics/20170605/1495832626.html
4- Da página Rotschild & Co: https://www.rothschild.com/en/careers/working-at-rothschild/diversity/
5- Termo inglês que significa "de apoio à perversão sexual".
6- Guia Soviético de Educação Sexual (1964)
7- Extraído do blog "Guia de Moscou", de Vitaliy Lezov: http://guiademoscu.blogspot.ru/search?q=sexo

segunda-feira, setembro 04, 2017

ANTICAPITALISMO 2017

Por Cristiano Alves

Neste fim de semana participamos da ação Anticapitalismo 2017, na Grande Novgorod, uma das cidades mais antigas da Rússia, com mais de 1000 anos de idade.

Inicialmente visitamos o Kremlin de Novgorod (que significa Cidade Nova) e o seu museu, estivemos em contato com peças históricas douradas com mais de 900 anos cujo valor é estimado em mais de 15 milhões de dólares, tão caras que quando transportados pelo ultramar, são levadas em voos separados. Conhecemos vários objetos históricos da Igreja Ortodoxa Russa, preservados no interior do museu, assim como vários elementos da ortodoxia. Engels já dizia que o comunista precisava conhecer os fundamentos do Novo Testamento. Alguns pertences das igrejas, de ouro e prata, foram confiscados pelos bolcheviques e vendidos para aumentar a reserva de ouro do país e financiar o novo Estado. O kremlin de Novgorod serviu como arquétipo para aquele que mais tarde seria conhecido em todo o mundo, o Kremlin de Moscou, cidade surgida quase 300 anos após Novgorod.

Pelo Kremlin também visitamos rapidamente o rio Volhv, de onde em tempos antigos eram retiradas as pérolas, até a descoberta do diamante a gema mais preciosa. Pelo rio Volhv passavam os vikings (eles chamavam a cidade de Holmgarde, ou "Fortaleza da Ilha") vindos da Noruega em direção a Constantinopla, nos tempos em que as grandes navegações e rotas comerciais priorizavam os rios e não o mar. Novgorod foi durante a Idade Moderna ocupada pelo Império Sueco, nessa época os últimos edifícios de madeira do kremlin novgorodense foram queimados e a cidade quase esvaziada. A República de Novgorod, durante a Idade Média, já foi a cidade mais rica da Europa, lá nasceu a moeda russa, o rublo, assim como a escrita e muitos aspectos culturais, já foi maior que Londres e Paris. A cidade foi inteiramente ocupada pelos nazistas da Alemanha e da Espanha. Havia vários túmulos de fascistas espanhóis da Divisão Azul e muitos podem ser vistos em fotos.

Depois seguimos para a ação Anticapitalismo 2017. Uma dirigente do Partido Comunista da Federação Russa enumerou alguns problemas seríssimos que o capitalismo trouxe para a Rússia, 8 milhões de narcômanos, 25 milhões de russos sobrevivendo, sem ter dinheiro sequer para roupas, além da queda dos índices de vida do povo russo e perda de prestígio internacional do país, comparável ao dos países do terceiro mundo.

O evento foi internacional, contando com a participação de membros da Juventude Comunista do Partido Comunista da China, maoístas que ostentavam orgulhosamente um gorro como o do Exército Popular de Libertação, e o camarada Cristiano, do Brasil, que, em seu discurso, ressaltou o papel histórico e progressivo do comunismo na Rússia, enfatizando que conheceu sobre a importância da Grande Novgorod através do cinema soviético, no filme Alexander Nevsky, melhor do que os atuais filmes russos sobre o seu passado, que são feitos apenas com o fim de lavagem de dinheiro, possuem enredo fraco e só arrecadam fundos por causa da enorme propaganda feita nos canais de TV e em pôsteres, mas que fora os efeitos especiais e a fotografia nada mais apresentam de interessante. Enfatizamos que os comunistas faziam filmes melhores, inclusive sobre a Grande Novgorod, cidade que resistiu a duas Cruzadas, aos nazistas e que deve resistir aos capitalistas. O comunismo é melhor inclusive para a cultura e para a preservação das tradições nacionais de um povo.

A Região de Novgorod, no dia 8 de setembro, conhecerá as eleições para governador, concorre a comunista Olga Yefimova.

Durante a saída nos deparamos com uma prisão russa, a vista do exterior é idêntica à de um conjunto de apartamentos de um bairro do subúrbio de Fortaleza, o que demonstra que o capitalismo selvagem brasileiro transformou o povo em prisioneiros dentro de suas próprias casas! Ainda, fotografamos um exemplar do lendário caça soviético MiG-15, responsável por abater inúmeros caças e especialmente bombardeiros americanos durante a Guerra da Coreia, salvando o país de um holocausto atômico.







quarta-feira, maio 10, 2017

A provação do Marechal Rokossovsky

Por Cristiano Alves



A famosa agência de notícias russa "Regnum" chamou Rokossovsky de "o marechal a quem não foi dada a cidade de Berlim", durante a comemoração de seu aniversário de 120 anos do seu nascimento (Rokossovsky veio a óbito em 1968). Neste dia 9 de maio, marchamos no Regimento Imortal carregando um enorme retrato do Marechal Rokossovsky pelas avenida principal de São Petersburgo, a Avenida Nevsky, mas quem foi esse comunista? O que o torna tão especial e digno de nossa grande admiração?





Rokossovsky nasceu em Varsóvia, na Polônia. Ao contrário de outros marechais soviéticos ele não era russo de nascimento, nem havia nascido numa das repúblicas soviéticas. Quando ele se tornou Herói da União Soviética, pela segunda vez, sua biografia oficial "arrumou um jeitinho" de estabelecer a sua cidade natal como Velikiy Luki, na Rússia, isso por que aquele que se tornava duas vezes Herói da União Soviética tinha direito a um busto em praça pública, assim, não parecia justo que um marechal tivesse seu busto fora do território soviético. Um outro fato marcava a biografia de Rokossovsky, ao contrário de outros bolcheviques, ele vinha da nobreza, o seu pai era um nobre polonês empobrecido, por essa razão ele trocou o seu patronímico.

A carreira militar de Konstantin Rokossovsky iniciou-se em 1914, quando começou a I Guerra Mundial, na cavaleria do Exército Imperial Russo, do qual fazia parte o Reino da Polônia. Ele tornou-se sargento, durante a guerra, combatendo às margens do mar Báltico. Quando o Império Russo entrou em declínio, em 1917, Rokossovsky aderiu aos bolcheviques, muito populares no Front, devido à sua promessa de acabar com uma guerra que não fazia absolutamente sentido algum para a Rússia, sacrificando milhões de vidas de soldados russos numa guerra contra o Império Alemão e que trazia benefícios apenas ao Império Britânico, que matava dois coelhos com uma cajadada só, acabando com dois impérios europeus, o alemão e o russo. Em dezembro de 1917, Rokossovsky deixaria o seu regimento de dragões imperiais para ingressar na Guarda Vermelha e no Exército Vermelho, como fizeram outros famosos sargentos de cavalaria que mais tarde se tornariam os primeiros e mais famosos marechais comunistas da União Soviética, Budyonniy, Voroshilov (o primeiro oficial vermelho) e Júkov. 

O comunista Rokossovsky foi designado para uma nova missão nos anos difíceis da Guerra Civil Russa, integrante agora da Cavalaria Vermelha. A ele foi dado o comando do Regimento de Cavalaria de Volodarskiy, nos montes Urais, parte central da Rússia. A vitória dos bolcheviques naquela região contra o Exército Branco era essencial para impedir a fragmentação da Rússia numa "Rússia Ocidental" e "Rússia Oriental" siberiana governada pelo movimento branco. Na data simbólica de 7 de novembro de 1919 (25 de outubro pelo calendário juliano), Rokossovskiy, que desconhecia o medo, marcou um duelo com o lugar-tenente do Almirante Koltchak, um dos maiores reacionários do movimento branco. O seu lugar tenente era o coronel Voznessenskiy, um anticomunista fervoroso, favorito do almirante branco e disposto acabar com o governo bolchevique a qualquer custo. Enquanto nobre, a sua honra agora estava em jogo e o duelo poderia decidir o resultado do conflito, sem grande derramamento de sangue. Duelos entre cavaleiros eram feitos com a shashka, arma branca dos cossacos adotada dos povos do Cáucaso, da Adiguéia, derivada da faca, feita para decidir em poucos segundos um combate a cavalo ou a pé, devido ao seu extremo poder de corte e de perfuração. Rokossovskiy investiu contra Vozneseenskiy e com apenas um golpe o cavaleiro vermelho desferiu um ataque mortal contra o cavaleiro branco.

A segunda prova de Rokossovskiy enquanto comandante da Cavalaria Vermelha se deu contra um inimigo que tinha a fama de anticomunista cruel, sádico, abertamente e sem máscara antissemita, um inimigo que se dizia a "reincarnação de Genghis Khan", um monarquista cujo fanatismo assustava até mesmo os seus colegas do Exército Branco, que combatia em uniformes mongóis com a platina de marechal e proclamava como o seu objetivo construir um enorme império que iria da Ásia até a Europa (ideia mais tarde adotada pelos eurasianistas, que o cultuam), que afirmava ser um nobre descendente dos cruzados, conhecedor de mais de 70 gerações de sua família, e que o "bolchevismo judeu" fora criado há mais de 3000 ano na Babilônia, o Barão von Ungern, nobre alemão étnico que fazia parte do exército do tzar, amigo do XIII Dalai Lama, budista convertido, conhecido pelos epítetos "Barão Sanguinário" e "Barão Louco". Em 1921, o cavaleiro vermelho Rokossovskiy destruiu as forças do general Rezuhin, do exército asiático do Barão Sanguinário, entretanto, ele próprio foi ferido gravemente em combate. Pela sua vitória ele recebeu a Ordem da Estrela Vermelha.

Ao final da Guerra Civil, em 1923, Rokossovskiy casou-se com Yulia Barminaya, sua primeira e única esposa por toda a vida. Era um marido exemplar que frequentemente dividia as tarefas domésticas com a esposa.
Rokossovskiy com a sua esposa, com quem ficaria até o fim da vida
Durante o período entre guerras, Rokossovskiy galgaria diversas posições no Exército Vermelho, após seus estudos iniciados em 1924, ano no qual conheceria um outro cavaleiro vermelho veterano de combates na Ucrânia, Georgiy Júkov, descrito por Rokossovskiy como um estudante obcecado, que no alojamento tinha sempre mapas espalhados pelo chão. Júkov, mais tarde, descreveria Rokossovskiy como um comandante pouco exigente com os seus subordinados, qualidades prejudiciais a um comandante.

Mas a sorte de Rokossovskiy viria a mudar em 1937. O premier soviético Iósif Stalin, também secretário-geral do PCUS, cometeria o gravíssimo erro de nomear para a chefia do NKVD um policial "comunista" que se apresentava como extremamente zeloso, como um comunista ortodoxo, leal e dedicado, mas que em realidade se tratava de um fanático, sádico e homossexual, Nikolay Yejov, que ascendeu á chefia dos Assuntso Internos após o desmascaramento de Genrih Yagoda, o mesmo que havia sugerido a criminalização do homossexualismo. Rokossovskiy, então, seria vítima do sádico homossexual, acusado de ser um agente do Japão e da Polônia, ele foi preso pelo NKVD enquanto ia à cidade de Leningrado (São Petersburgo) e expulso do Partido Comunista. Uma das principais acusações contra Rokossovskiy era a de ter se encontrado com o agente da contra-inteligência japonesa em Harbin, Mititaru Komatsubara. Rokossovskiy, na prisão do NKVD, sofreu as piores provações, ele teve dois dentes frontais seus quebrados em um interrogatório, seus dedos foram quebrados com um martelo, duas costelas suas foram quebradas com socos e ele passou por uma execução simulada com munição de festim. 

Nenhuma das tentativas de forçar Rokossovskiy a confessar a sua própria culpa funcionou. Nas palavras de seu neto, toda a acusação era baseada no relato do polonês Adolf Yushkevich, camarada de armas de Rokossovskiy durante a Guerra Civil. Mas Rokossovskiy sabia, que Yushkevich já havia falecido há muito tempo, e afirmou que concordaria em assinar a confissão caso trouxessem Yushkevich à sua presença. Conquanto iniciaram a busca por Yushkevich, foi constatado que ele já havia morrido. Foi marcado um julgamento para Konstantin Rokossovskiy, porém um dos membros do Colégio de Justiça Militar responsáveis pelo seu processo constatou que todas as testemunhas de acusação já haviam morrido. Foi marcada uma segunda audiência, também com acusações obtidas por meios ilícitos. O polaco nem confessou os crimes a ele atribuídos e nem entregou outros a quem inimigos disfarçados o quepe azul do NKVD pretendiam incriminar. Existe uma versão de que na época, Rokossovskiy foi secretamente enviado à Guerra Civil Espanhola.

Nikolay Yejov, líder do NKVD, homossexual, foi responsável por fabricar inúmeras acusações falsas contra personalidades leais ao comunismo, o que depois seria atribuído a Stalin. Ao contrário do que acontece em outros países, sua posição de autoridade não o impediu de ser processado, julgado, condenado e fuzilado por traição. Também foi o único membro do Comitê Central processado pelo crime de pederastia, passível de até 2 anos de prisão na RSFS da Rússia. Yejov frequentemente organizava orgias homossexuais e fazia lobby para seus parceiros no NKVD
Em 1940, Rokossovskiy foi solto, reabilitado e reintroduzido no partido, enviado para um descanso com a sua família em Sochi, no Mar Negro, colocado no comando de um corpo motorizado. 

Rokossovskiy enquanto general comunista
Rokossovskiy voltaria à guerra em 1941, colocado no comando da Batalha de Moscou, como tenente-general. Sob o seu comando estive a lendária unidade sob o comando do general Panfilov, que deteve uma unidade blindada alemã usando apenas fuzis e canhões antitanque, uma lenda do Exército Vermelho. A Batalha de Moscou então apresentava ao mundo dois grandes gênios militares, Rokossovskiy e Júkov. Em março de 1942, foi ferido por uma granada de morteiro, na região de Moscou, em julho já estava de volta à batalha na região de Stalingrado, onde no comando da Frente do Don, durante a Operação Urano, efetuou o cerco ao Marechal de Campo von Paulus, do III Reich, suas tropas capturaram ainda 24 generais, 2500 oficiais e 95 mil soldados nazistas. Stalin chamava Rokossovskiy por seu nome e patronímico, o que na cultura russa geralmente é feito como sinal de respeito por uma personalidade, geralmente mais velha. Pelo seu êxito militar, foi enviado à grande Batalha de Kursk, no qual triunfou. A ele foi encarregada a missão de libertar a República Socialista Soviética da Bielorrússia, ele próprio era filho de uma bielorrussa, e por sua vitória na Operação Bagration, junto a Júkov e Vassilievskiy, Rokossovskiy recebeu a Estrela de Diamantes e foi promovido a Marechal da União Soviética. 

Após a libertação da Bielorrússia Soviética, Rokossovskiy foi nomeado comandante da 1ª Frente Bielorrussa e Júkov da 2ª Frente Bielorrussa. A 1ª Frente Bielorrussa, com a missão de tomar a cidade de Berlim, seguiu rumo à Polônia, eles eram especialmente esperados em Varsóvia, onde teve lugar o "Levante de Varsóvia". As conversações entre Stalin e Stanislav Mikolaychik foram marcadas por grande ceticismo por parte do premier soviético, que alegava que grande parte dos insurgentes sequer tinham armas, enquanto os alemães tinham 3 divisões de tanques só em Varsóvia, sem contar a infantaria. Era típico do pensamento militar de Stalin e de uma forma geral da estratégia soviética apoiar somente grupos armados dos quais se pode ter a certeza da vitória, e essa foi uma das razões pelas quais ele não apoiou inicialmente a iniciativa de Kim Il Sung de reunificar a península coreana anos mais tarde. O Komintern cometeu esse erro diversas vezes, por exemplo, no Brasil. Pode-se imaginar a reação de Rokossovskiy ao saber que não poderia ajudar em sua cidade natal, Varsóvia, os seus compatriotas, o que inevitavelmente levaria a grandes perdas humanas para o Exército Vermelho, e decisões dessa natureza não faziam parte da personalidade de Konstantin Rokossovskiy. 

Após a sua campanha na Polônia, um telefonema de Stalin mudava Rokossovskiy para o comando da 2ª Frente Bielorrussa, Júkov recebia o comando da 1ª Frente. Essa decisão de Stalin mudou radicalmente o relacionamento de Rokossovskiy com Júkov, considerando-o culpado pela situação. "Por que essa indelicadeza?", telefonou o comunista de Varsóvia ao comunista russo. A partir daí acabava a amizade entre os dois. Para tentar reatar as suas relações com Rokossovskiy, Júkov após a guerra faria de tudo para encontrar a irmã de Rokossovskiy, que morava em Varsóvia e não o via há mais de 30 anos.

Rokossovskiy participou do Cerco a Berlim, mas foi Júkov que efetivamente tomou a cidade e recebeu a rendição alemã. No filme "A queda de Berlim" (Padenye Berlina), assistido por mais de 30 milhões de pessoas no mundo inteiro, Rokossovskiy, junto com Konyev, é exibido recebendo de Stalin os agradecimentos pela operação de cerco a Berlim. Júkov não é exibido na cena por que após a guerra caiu em desgraça com Stalin devido ao contrabando de espólios de guerra, sendo transferido para um distrito militar de menos importância e o comando das forças soviéticas na Alemanha Oriental. Júkov e Rokossovskiy se encontraram na primeira Parada da Vitória, organizada em junho de 1945, ambos encontram-se a cavalo, Rokossovskiy passa o comando da parada a G. Júkov.

Em 1949, com a formação do governo comunista da República Popular da Polônia, o presidente Boleslav Byerut, aliado de Stalin, pede ajuda a este para a formação de um exército da nova Polônia. Diversas cidades polonesas, incluindo Gdansk, reconheceram Rokossovskiy como seu cidadão de honra, Rokossovskiy seguia então para a Polônia, onde ocuparia o cargo de Ministro da Defesa da Polônia e ingressaria no Partido Comunista Polonês, tornando-se também Marechal da Polônia. Assim, Rokossovskiy tornava-se um militar de 3 forças armadas (Exército Imperial Russo, Exército Vermelho e Exército Polonês) e marechal de dois exércitos. 

Rokossovskiy como Marechal da Polônia
De 1949 a 1955, Rokossovskiy participaria da formação do novo Exército Polonês, organizado conforme os moldes soviéticos. Ele também integraria a presidência do Conselho de Ministros e o Politburo do PC Polonês. Em 1950, dois atentados contra a sua vida foram fracassados organizados por nacionalistas poloneses e por militares do Exército Polonês que serviram no Exército Nacional (Armiya Krayowa, o mesmo do papa João Paulo II) durante a IIGM. Em 1955, após anos sem ver o colega, Rokossovskiy se encontraria mais uma vez com Júkov, para participar da criação da aliança militar firmada pela União Soviética com as novas repúblicas populares e socialistas, surgia o Pacto de Varsóvia, após a recusa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de incluir em suas forças, como Estado participante, a União Soviética. 

O ano de 1956 seria um ano de novos problemas para Rokossovskiy, com a campanha da "desestalinização" de Nikita Khruschov, que ascendeu ao poder com a ajuda de G. Júkov após a morte de Stalin, o presidente Byerut foi removido do seu cargo acusado de ser "stalinista". O novo presidente Wladislaw Gomulka não gostava nenhum pouco de Rokossovskiy, a quem acusava de "stalinismo", o que levou a expulsão de Rokossovskiy de todas as suas funções e do Partido Comunista Polonês. Rokossovskiy, então, devido à perseguição política, voltou à União Soviética, deixando todos os seus pertences na Polônia para os seus funcionários.

De volta à União Soviética, foi colocado no posto de vice-ministro da defesa, responsável pela inspeção das forças armadas. Em 1962, Nikita Khruschov pediu a Rokossovskiy que escrevesse um artigo difamatório e caluniador sobre Iossif Stalin. O marechal soviético, como nos informa o marechal Golovanov, respondeu "Nikita Sergeyevich, o camarada Stalin para mim é um santo", e no banquete ele sequer falou com Hruschov. Essa afirmação valeu, no dia seguinte, a remoção de Rokossovskiy do posto de vice-ministro da defesa. O marechal comunista era contra a participação das forças armadas na política soviética.

Ao final de sua vida, Rokossovskiy passaria a escrever para um jornal militar. Ele escreveu suas memórias, "Soldatskiy dolg" (Dever do soldado). Internado com câncer em um hospital soviético, ele se encontraria novamente com o marechal Júkov, a quem pediria desculpas por suas ofensas. Ao final de sua vida, Rokossovskiy possuía medalhas não apenas da União Soviética, como também da Polônia, Reino Unido, França e dos Estados Unidos. Nas palavras de seu neto, Leonid Brejnyev, o novo premier soviético, chorou durante o velório do marechal Konstantin Rokossovskiy, um homem que apesar de todas as injustiças sofridas jamais traiu o seu país. Por essa razão, junto a comunistas da Federação Russa, com orgulho carreguei no Regimento Imortal de São Petersburgo, em 2017, o retrato do marechal Konstantin Rokossovskiy.



Fontes: 

Marshal kotoromu ne dali vzyat Berlina: http://www.aif.ru/society/history/marshal_kotoromu_ne_dali_vzyat_berlin_istoriya_konstantina_rokossovskogo
Kak marshaly Jukov i Rokossovskiy otnosilis k drug druga:
https://rg.ru/2016/12/01/kak-marshaly-zhukov-i-rokossovskij-otnosilis-drug-k-drugu.html