sábado, novembro 26, 2011

HISTÓRIA


A guerra soviético-finlandesa

Ao fortalecer suas fronteiras ocidentais, a União Soviética partia do princípio de que, apesar de a guerra se ter iniciado entre os Estadso imperialsitas, a ameaça de uma intervenção anti-soviética, longe de diminuir, aumentava. Testemunho disso, assaz convincente, foram os sucessos relacionados com o conflito soviético-finlandês, no inverno de 1939-1940.
Os círculos reacionários finlandeses, de acôrdo em transformar a Finlândia numa praça de armas anti-soviética do imperialismo internacional, ameaçavam a segurança das fronteiras norte-ocidentais da URSS. Não só recusaram a proposta da URSS de firmar um pacto de ajuda mútua entre ambos os países, como também em fins de 1939, provocaram a guerra com a União Soviética.
O começo das hostilidades entre a URSS e a Finlândia foi acolhido com grande alvorôço por todos os promotores da intervenção contra a URSS, que aspiravam aproveitar-se dêste conflito para desencadear a guerra anti-soviética. No campo imperialista ergueu-se uma onda de agitação anti-soviética desenfreada.
Os círculos governantes anglo-franceses, estimulando a camarilha militar finlandesa, abasteceram a Finlândia de armas e de instrumentos de guerra e preparavam o envio de um corpo expedicionário de tropas para a frente soviético-finlandesa. Chamberlain anunciou o envio à Finlândia de 101 aviões, mais de 200 canhões e várias centenas de milhares de munições, bombas de munição e minas anti-tanques. Daladier, por sua vez, declarou que a França havia fornecido à Finlândia 175 aeroplanos, cêrca de 500 canhões, mais de 5 000 metralhadoras, milhões de projetis e granadas de mão e outro material de guerra. O mesmo tipo de "ajuda" foi proporcionado à Finlândia pelos Estados Unidos. Em princípios de 1940 preparava-se o envio, à Finlândia, de corpos expedicionários de 100 000 soldados ingleses e 50 000 franceses.
A Inglaterra e a França, achando-se ainda em guerra com a Alemanha, não empreenderam, substancialmente, qualquer sorte de operações militares contra ela, durante êste período. Em 1940, os estados maiores inglês e francês ocupavam-se da elaboração de planos militares contra a URSS. Previa-se não só desferir um golpe contra ela pelo lado da Finlândia, como também agredir a URSS a partir do Sul, pelo Cáucaso e mar Negro.
Mas o Exército Soviético encarregou-se de lançar por terra todos êstes planos. Em 11 de fevereiro de 1940, as tropas soviéticas lançaram-se ao assalto das fortificações finlandesas que se haviam levantado durante vários anos e eram conhecidas pelo nome de "linha Mannerhein". Ao cabo de dezessete dias de combate, em 1 de março, a "linha Mannerheim" foi rompida. Pouco depois, as tropas soviéticas tomavam a praça Cyborg. A Finlândia fôra derrotada. Pelo tratado de paz com a Finlândia a URSS reforçou a segurança de Leningrado, que antes da guerra se achava sòmente a 32 km da fronteira, e da ferrovia de Murmansk.



ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 577-578 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960

4 comentários:

A Página Vermelha disse...

Este texto explica perfeitamente por que o Exército Vermelho não marchou até Helsinque. Enfatize-se que enquanto tropas anglo-americanas preparavam seu embarque para a Finlândia, corpos blindados britânicos deslocavam-se em direção à fronteira soviética a partir do Irã. Se os comunistas tivessem avançado na libertação da Finlândia, isso poderia ter custado muito caro, causando uma frente única de americanos, britânicos e alemães contra a URSS.

Não se pode olvidar que embora Reino Unido, França e Alemanha nazista estivessem em guerra, durante mais de 8 meses não se viu um só combate entre esses 3 países.

Anônimo disse...

Me desculpe, mas seu texto por acaso foi copiado do Pravda?

Quanta baboseira, quanta mentira.

Anônimo disse...

Eu nunca vi, esse cara só pode receber dinheiro da NKVC-KGB ou sei lá o que pra escrever essas besteiras, quero ver se algum parente de um filandês ou de algum polonês ou ucraniano e vê escrito isso. O que ele pensaria? Qual seria a reação dese cara?

Alvaro Amador disse...

A reacção seria, muito bem escrito.

O texto não escreve que a Filândia bombardeou povoações soviéticas, o que levou depois à guerra.

Tb as tropas francesas lideradas pelo General Gamelin ameaçavam sair da Síria para avançar contra o Cáucaso soviético.