terça-feira, novembro 20, 2012

CONSCIÊNCIA NEGRA: Politicamente incorreto racista em publicidade e propaganda

Exaltado no mundo socialista e ridicularizado e vilipendiado no mundo capitalista, o negro sempre foi alvo de campanhas publicitárias preconceituosas e depreciativas de empresas privadas, algo que tem sutilmente mudado ao longo do tempo, após a intervenção do Estado, sob pressão de movimentos sociais e partidos comunistas. Essa matéria é dedicada a todos os amantes do "politicamente incorreto", àqueles que odeiam a intervenção do Estado, trazendo uma série de anúncios publicitários que a VEJA e nomes como Leandro Ponder e Narloch adorariam ter como seus patrocinadores.


Por Cristiano Alves

O mundo capitalista sempre foi dominado pelos valores do capitalismo. Numa sociedade de exploração do homem pelo homem sempre foi a esta funcional uma ideia que viesse a dividir os trabalhadores, que desviasse o foco na luta de classes, enfatizando assim a "luta de raças". Enquanto o país dos sovietes chamava todos os trabalhadores de todas etnias e nacionalidades para construir um novo mundo sem fome, sem exploração e sem racismo, expondo ao público cartazes como estes:


"A África luta, a África vencerá"
"Levante a bandeira do Internacionalismo Proletário"




Esta era a ideologia passada no capitalismo (Clique para ampliar):


- "Por que sua mamãe não te lavou com o Sabão Feérico ?"


Esse é um dos mais nefastos cartazes existentes no mundo da publicidade. Aqui é visível não apenas o racismo, que claramente implica que a cor negra é sujeira que pode ser removida com uma "limpeza", mas também instiga essa prática entre as crianças! Repare que uma delas tem um tom claramente debochante, ao passo que a outra está constrangida, a criança branca em belas roupas e a criança negra em trapos.

Essa publicidade é da companhia N. K. Fairbank Co, do século XIX, quando a escravidão ainda estava em vigor. A companhia encerrou suas operações em 1903.


- "Nós usaremos Clorinol e nos tornaremos crioulos brancos"


Muitos já ouviram falar de nomes como Michael Jackson e Beyonce, personalidades negras que embranqueceram a pele para parecerem caucasianos no país mais racista do planeta, os Estados Unidos da América. Esse cartaz, que claramente zomba dos negros, mostra 3 jovens negros num barco com a bandeira do "Clorinol". Um deles já usou e tornou-se branco, outros dois estão a apreciá-los, sorrindo, como se renegar a própria cor fosse um motivo de alegria e orgulho. Curiosamente, todos estão no meio do mar, talvez para mostrar que esses deveriam ficar longe da sociedade "civilizada".

Até hoje, nos EUA e em outros países, muitos negros que tem êxito social fazem o máximo para renegar sua cultura, sua cor e parecerem-se fisicamente com brancos, gastando com produtos e tratamento de "branqueamento da pele", uma indústria lucrativa no mercado de cosméticos, bem como tingindo a cor do cabelo.


- Uísque de Schenley Bourbon


Era comum à cultura americana apresentar sempre o negro sob uma perspectiva subserviente ao homem branco, esse cartaz reforça bem o estereótipo. Repare na forma como o branco é retratado e como o negro aparece.


- Chrysler Plymouth


Mais um exemplo do negro subserviente ao homem branco. Aqui ele aparece apenas para reafirmar a supremacia do homem branco, o único com dinheiro para adquirir um Plymouth e dirigí-lo.


- Camisas Van Heusen


O pôster diz "4 em cada 5 homens querem Oxford... nesses novos estilos Van Heusen. Observemos quem qual é a cor do quinto homem que não quer tal camisa. O informe claramente reforça o estereótipo do "negro selvagem", que não partilha os valores da civilização. Reparemos que enquanto o homem branco aparece sorridente e contente, com um ar elegante, o negro aparece com um tom colérico. Vale lembrar a ideologia passada neste cartaz com a de um famoso cientista responsável pela moderna classificação taxonômica, Carlos Linneus, em seu Sistemae Naturalis, em 1767, antes mesmo da definição de "raça":

"Homo sapiens europaeus, branco, sério e forte; Homo sapiens asiaticus, amarelo, melancólico e avaro; Homo sapiens afer, negro impassível e preguiçoso; Homo sapiens americanus: vermelho, mal-humorado, violento"
Interessante destacar que na cultura americana(e brasileira), com o advento do romantismo e de uma busca por uma identidade nacional baseada no índio, ao mesmo tempo que o exterminavam, países como EUA e Brasil passaram retiraram a classificação de "mal-humorado e violento" do americano nativo e transferiram-na para o negro.


- Recivilize-se



"Recivilize-se". Aqui uma publicidade da Nivea claramente passa a ideia de que um estilo de cabelo black power, africanista, símbolo da luta do negro pelos seus direitos, é algo "selvagem".


- "Antes e depois"



Aqui o racismo é apresentado de forma subliminar. Na parede estão dois tipos de pele, uma "antes", outra "depois", e abaixo estão 3 diferentes mulheres. Curiosamente, a linda modelo negra do informe aparece logo abaixo de "antes", no meio está uma outra jovem de pele ligeiramente mais clara, e abaixo de "após" está uma modelo branca de perfil europeu. Numa sociedade como a americana, a mensagem é clara, "mais limpo você, mais branco será". Tal como a publicidade do século XIX.

- Curve-se!



"Curve-se", diz uma outra versão desse mesmo reclame. Em plena era do "politicamente correto", um informe mostra-nos apenas homens negros curvando-se ante um homem branco, cena mais que desejada por milhões de racistas.

- Vogue


Qualquer homem certamente ficaria engrandecido ao aparecer numa capa de revista ao lado de Gisele Bündchen, padrão internacional de beleza e modelo mundialmente aclamada, muitos não ligariam se tivessem de fazê-lo vestido de palhaço, de terno, sunga ou talvez mesmo vestido. Ocorre que na primeira capa da Vogue ao trazer um homem de cor negra, não basta apenas mostrá-lo como o "negão mal-encarado, malvado e assustador". Essa capa gerou grande polêmica e basta comparar com as fotos abaixo para entender o motivo:

Esquerda: "Destrua o bruto louco. Aliste-se no Exército americano"

Direita: Capa do King Kong.

 - O "superbebê" ariano


No Brasil, preto não nasce, segundo as edições da Editora Abril. Suas revistas sobre bebês, num país onde mais de 50% da população é negra e mais de 70% possui genes africanos, em regra trazem apenas bebês brancos de olhos claros. Mesmo em revistas adultas como a "Playboy", apenas 7 mulheres negras foram capa da revista desde o ingresso da revista no Brasil. Mas, voltando ao tema de bebês, a edição da Superinteressante traz como "superbebê" justamente um bebê branco, reafirmando a "superioridade do homem branco", aceita pela sociedade a ponto desta ver numa revista sobre a luta do movimento negro, por exemplo, um "racismo negro", ainda que a matéria ou a revista limite-se a discutir ou defender o papel mais participativo do negro na sociedade.

Considerando ser a Editora Abril uma parceira do grupo Naspers, empresa sulafricana que apoiou o regime terrorista e racista do Apartheid, o "superbebê" ariano na capa não está lá por acaso.


- VEJA



Ao longo dos anos, é comum querer desqualificar um adversário político mostrando-lhe "quem está com o outro grupo", sendo o bode expiatório mais comum o homossexual, desde os tempos de Roma. Afinal, quem votaria em político "X" se seus eleitores são homossexuais? E no caso brasileiro, onde grande parte da sociedade é elitista e preconceituosa, quem votaria num candidato à presidência cujos principais eleitores são "um bando" de nordestinos, negros e pobres?

Aqueles que conhecem a ideologia nefasta da revista Veja, que tem por um de seus acionistas o grupo Naspers, que ajudou a implantar o regime do Apartheid na África do Sul, sabe que a jovem empregada não está na capa por acaso.


- Creme de trigo



Mais uma publicidade americana de deboche dos afrodescendentes, mostrando um homem com um cartaz impregnado de erros ortográficos, de modo a ser ridicularizado pelo público comprador do tal creme. A placa diz algo como:

"Talvez o Creme de Trigo não ter vitaminas. Num sei o que é isso. Num tem besouro no Creme de Trigo, e ela é tao baum pra comê e barato. Custa so 1 centavo pruma grande refeição."


- "E o resultado? A perda do orgulho racial"




Cartaz de propaganda da época da Alemanha fascista trazendo os dizeres: "E esse é o resultado! A perda do orgulho racial". Na Alemanha hitlerista nem mesmo se podia ter uma "amiga negra" que tantos racistas usam para dizer que não são racistas.


- Cartaz nazista antinegro e antijudeu




Embora o fascismo alemão condenasse todas as "raças inferiores"(uttermensch), sem dúvidas o campeão de ódio dos fascistas era o judeu. Aqui um cartaz de propaganda antinegro que não deixa de lado o racismo antijudaico hitlerista. Essa capa de uma brochura racista com a ideologia racista do III Reich traz "Música degenerada", mostrando um negro claramente distorcido tocando jazz, em estilo americano, mas é necessário fazer mais do que isso, é preciso associar o negro ao judeu, conforme evidenciado pela estrela de Davi. A brochura traz, dentre outras coisas, a ideia de que "os judeus trouxeram os negros para a Alemanha para poluir a raça ariana".

Assim como nos EUA o casamento interracial era proibido legalmente até os anos 70, na Alemanha fascista foram aprovadas leis que proibiam tais uniões nos anos 30, as chamadas "Leis de Nurembergue", que mais tarde vieram a penalizar o intercurso sexual interracial com a pena de morte.


- Conclusão

No dia da consciência negra e em todos os demais dias do ano a sociedade deve policiar o racismo, seja ele aberto ou mascarado, subliminar, manifestado através de ideologias conservadoras, da publicidade comercial ou simplesmente em tiras de redes sociais onde o negro é sempre apresentado negativamente, com uma imagem associada ao crime, ao alcoolismo ou à ignorância, seja como o malandro, o vilão ou simplesmente a "mãezona gorda" que cuida de tudo e de todos. É importante que o cidadão honesto e principalmente o comunista saiba identificar o racismo e denunciar tal ideologia nefasta, bem como apresentar à sociedade o fato de que capitalismo e racismo são duas faces da mesma moeda, cerrando fileiras em torno do Partido Comunista para construir uma nova sociedade!

17 comentários:

Unknown disse...

Quanto ao Michael Jackson, ele tinha vitiligo, que é uma doença de pele que destrói a pigmentação da pessoa, causando em uma pessoa branca manchas avermelhadas e em uma pessoa negra embranquecimento da pele. Provavelmente ele deve ter espalhado a doença para o corpo todo dele com a ajuda de agentes branqueadores.

Conde Loppeux de la Villanueva disse...

"O mundo capitalista sempre foi dominado pelos valores do capitalismo".


Conde-Esse analfabeto não leu Max Weber, Alain Peyrefitte ou Jacques Atalli (um esquerdista), para falar uma asneira monumental como essa. O capitalismo moderno abarca variadas formas de pensamento e valores, incluso, valores tradicionais do cristianismo. Cristiano Alves, seu analfabeto, pare de falar asneiras.


"Numa sociedade de exploração do homem pelo homem sempre foi a esta funcional uma ideia que viesse a dividir os trabalhadores, que desviasse o foco na luta de classes",

Conde-Para quem defende o arquipélago Gulag e os trabalhos forçados na União soviética e Coréia do Norte, vc é um pulha completo.


enfatizando assim a "luta de raças". Enquanto o país dos sovietes chamava todos os trabalhadores de todas etnias e nacionalidades para construir um novo mundo sem fome, sem exploração e sem racismo, expondo ao público cartazes como estes:


Conde-Que piada! Claro que o mentiroso do Cristiano Alves vai afirmar que o holodomor é uma propaganda nazista inventada pelo Heast e provocada pelos kulaks, que não queriam produzir de graça para o Estado soviético. Esse energúmeno continua sendo um analfabeto, desde que o conheci na internet.

Conde Loppeux de la Villanueva disse...

No dia da consciência negra e em todos os demais dias do ano a sociedade deve policiar o racismo, seja ele aberto ou mascarado, subliminar, manifestado através de ideologias conservadoras, da publicidade comercial ou simplesmente em tiras de redes sociais onde o negro é sempre apresentado negativamente, com uma imagem associada ao crime, ao alcoolismo ou à ignorância, seja como o malandro, o vilão ou simplesmente a "mãezona gorda" que cuida de tudo e de todos.


Conde- O analfabeto do Cristiano Alves finge ignorar que o racismo europeu do século XIX é produto do darwinismo e do próprio marxismo, já que Marx endossava a supremacia branca, através do poder econômico. Não foi o Sr. Marx quem defendeu a sujeição do México pelos americanos e a onipotência dos prussianos contra os eslavos, considerados para eles como "lixos raciais"? E o que dizer da deportação em massa de várias etnias na Rússia soviética? O Cristiano Alves vai fazer dois joguinhos: ou vai me ignorar, pq é um covarde. Ou simplesmente vai apagar os comentários. Eta moleque da bolha safado!

A Página Vermelha disse...

Sua afirmação é absurda, inclusive facilmente refutada por um ótimo artigo jurídico do promotor federal Élvio Gusmão dos Santos*.

O racismo europeu do século XIX é só uma ramificação de um racismo já existente na Europa desde os tempos mais remotos. No século XVI, por exemplo, grande partes do índios e negros foram escravizados sob o pretexto de "não terem alma". Embora os católicos, após o debate de 2 importantes clérigos, tenham ficado com a tese de que índios tem alma, isso não os impediu de destruir as civilizações maia, asteca e inca, em muitos aspectos mais avançadas que as civilizações europeias, com um sistema exemplar de saneamento básico e técnicas de cirurgia no crânio.

Conforme o doutor citado nos mostra em seu artigo, na França a nobreza já tentava se apresentar como "raça supeiror franca", com "sangue puro", ao passo que a plebe era apresentada como "gaulesa" e impura. Lineu, sueco do século XVIII, antes mesmo de Darwin já proclamava a divisão do homem em 5 espécies diferentes, o homo sapiens europaeus, afer, asiaticus e americanus. Adivinha só a quem Lineu dá as melhores características raciais e a quem dá as piores? Isso é o que era ensinado nas escolas nas aulas de biologia, logo você não pode pegar um filósofo do século XIX e dizer que ele era racista por isso, a menos que esse o foco de sua obra, como é o caso de Kipling, ou Adam Smith, que em "A riqueza das nações" já falava em uma "raça inferior" de produtores que seria "eliminada pelo próprio sistema", ou seja, para A. Smith, os 100 mil mortos diários na África são algo perfeitamente normal e dentro da lógica do sistema capitalista.

Não existe nenhuma obra de Karl Marx chamando povos de "lixo racial", existe sim charlatões anticomunistas que traduzem "nações residuais", isto é, povos menores de grandes impérios, que desapareceriam com a REVOLUÇÃO CAPITALISTA(lembre-se que o próprio Adam Smith já apontava essa tendência). Aliás, quem dizia isso nem mesmo era Marx, mas F. Engels, em "A luta dos húngaros", onde ele mencionava as tendências da REVOLUÇÃO CAPITALISTA.

É bom lembrar que o racismo europeu não ficou restrito apenas à Europa, pois no Império Brasileiro, muitos anos antes de Adolf Hitler sequer nascer, a família real brasileira(que o "Conde" tanto bajula, tendo até uma foto com seu descendente), e precisamente, Dom Pedro II, tinha como um de conselheiros Gobineau, aclamado como o "papa do racismo". Sua influência no Brasil foi importante para a "Política Nacional de Embraquecimento", anos da Alemanha nazista sequer existir, uma excrescência eugênica, "graças" a essa política é que muitos negros brasileiros hoje recebem a ridícula denominação de "pardos", a fim de retirar-lhes sua identidade.

Na URSS foi criada a primeira constituição a criminalizar o racismo, em 1936, a qual teve por um de seus signatários o grande Stalin. Deportações na URSS ocorriam com certos grupos envolvidos com crimes contrarrevolucionários e outros condenados pelo Código Penal das repúblicas socialistas, logo a caracterização disso como "racismo" é no mínimo esdrúxula, fruto de pessoas sem intelecto.

*http://jus.com.br/revista/texto/12281/igualdade-e-raca#ixzz2CKCfCnp1

A Página Vermelha disse...

Logo antes de tentar trollar um artigo fundamentado, informe-se melhor.

E aí, o que irá dizer agora, que "ter escravos é um direito de propriedade absoluto e sacrossanto"? Ou sua contribuição ao Dia da Consciência Negra se resume a chamar pessoas honradas que questionam o preconceito de "negros racistas"?

samuel disse...
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samuel disse...
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samuel disse...

hehe! Pessoal, sou da Russia e a metade da minha vida passou na Uniao Sovietica. Acho que voces sabem melhor do que eu as nuancas das relacoes entre negros e brancos no Brasil, so posso contar sobre a posicao oficial do governo sovietico. Propaganda oficial sempra dizia que todas racas sao iguais... ponto final. )))) Teve muitas aspectos errados na politica deles mas neste ponto posso garantir que nao teve preconeito contra os negros.
P.S. Na minha opiniao e' uma coisa errada celebrar "Dia de conciencia negra" ou "Dia de cu branca" ou .. nao sei... "Dia de pessoas que gostam cachorros mais que gatos" porque tudo isso divide Mundo e nao o reune
Abracos da Russia ;)

Conde Loppeux de la Villanueva disse...

Sua afirmação é absurda, inclusive facilmente refutada por um ótimo artigo jurídico do promotor federal Élvio Gusmão dos Santos*.


Conde- Aí meu saco. Esse Cristiano alves é outro imbecil de wikipédia?



O racismo europeu do século XIX é só uma ramificação de um racismo já existente na Europa desde os tempos mais remotos.


Conde-O racismo é um mal universal, não necessariamente europeu. Primeiro ponto. Segundo, ao que parece, o Sr. Cristiano alves ignora que foi a civilização européia "racista" que fundou o movimento abolicionista em todo o mundo. Mais, a escravidão na Europa decaiu desde o século IV D.C, com o Cristianismo. Claro que Cristiano Alves ignora os teólogos de Salamanca, inimigos da escravidão indígena e tb as bulas papais do século XVI, que criticam, inclusive,a escravidão negra.

No século XVI, por exemplo, grande partes do índios e negros foram escravizados sob o pretexto de "não terem alma".



Conde- Que Cristiano Alves seja um ignorante em história, tudo bem. Mas esse jurista nos dá tristeza ao crer na asneira fundamental de que os negros e índios não tinham alma. Resta-nos saber como esses negros e índios eram batizados, catequizados e cristianizados, se "não tinham alma'. Mas não custa nada tentar: Cristiano Alves, ateu, comunista e stalinista, acredita na imortalidade da alma? AO que parece, ele é o único que afirma que negros e índios não têm alma.


Embora os católicos, após o debate de 2 importantes clérigos, tenham ficado com a tese de que índios tem alma, isso não os impediu de destruir as civilizações maia, asteca e inca, em muitos aspectos mais avançadas que as civilizações europeias,


Conde-Não foram apenas "dois católicos", mas todo o clero católico espanhol, horrorizado com os massacres de índios. Mas não custa nada observar uma gafe: a civilização maia e asteca eram superiores? Tenho lá minhas dúvidas com sociedades onde se arrancaram corações humanos e se fazia sacrifícios.





com um sistema exemplar de saneamento básico e técnicas de cirurgia no crânio.

Conde-OS sistemas maia e asteca eram totalitários e tirânicos. Ou será que poderemos esperar algo da idolatria do homem-deus-imperador?






Conforme o doutor citado nos mostra em seu artigo, na França a nobreza já tentava se apresentar como "raça supeiror franca", com "sangue puro", ao passo que a plebe era apresentada como "gaulesa" e impura.

Conde-Primeiramente, os astecas matavam cerca de vinte mil pessoas por ano, por puro racismo. Ou melhor, matavam as nações subjugadas. Os maias, incas e demais povos faziam a mesma coisa ou algo pior. Ou seja, rotular os europeus de os únicos racistas da face da Terra é apenas um ato de desonestidade histórica.

Conde Loppeux de la Villanueva disse...

Lineu, sueco do século XVIII, antes mesmo de Darwin já proclamava a divisão do homem em 5 espécies diferentes, o homo sapiens europaeus, afer, asiaticus e americanus. Adivinha só a quem Lineu dá as melhores características raciais e a quem dá as piores? Isso é o que era ensinado nas escolas nas aulas de biologia, logo você não pode pegar um filósofo do século XIX e dizer que ele era racista por isso, a menos que esse o foco de sua obra, como é o caso de Kipling, ou Adam Smith, que em "A riqueza das nações" já falava em uma "raça inferior" de produtores que seria "eliminada pelo próprio sistema", ou seja, para A. Smith, os 100 mil mortos diários na África são algo perfeitamente normal e dentro da lógica do sistema capitalista.

Conde-Cristiano Alves sofre de uma confusão mental doida. Primeiramente, ele tem razão em falar das raízes do racismo europeu moderno no Iluminismo. TOdavia, ignora que seu queridinho Marx era tb partidário desse racismo e evolucionismo, ao aplicá-lo Às conjecturas da luta de classes e a eliminaçaõ de grupos sociais considerados inaptos à uma nova ordem social.

Por outro lado, a grande maioria da miséria, da fome e das matanças na Africa não se deve ao capitalismo, mas justamente ao socialismo e suas congêneres soviéticas. NAturalmente o Sr. Cristiano alves vai ignorar que milhões de pessoas morreram de fome Na Etiópia, na Somália e estão perto de perecer em Zimbábue, por conta das políticas de coletivição socialista, as mesmas que causaram o holodomor e a fome na china de MAo.




"Não existe nenhuma obra de Karl Marx chamando povos de "lixo racial", existe sim charlatões anticomunistas que traduzem "nações residuais", isto é, povos menores de grandes impérios, que desapareceriam com a REVOLUÇÃO CAPITALISTA(lembre-se que o próprio Adam Smith já apontava essa tendência)".



Conde-Mentirinhas bobas, que não colam por uma análise. Marx deplorava os pequenos povos, que não deveriam existir, engolidos pelas nações poderosas e pelos grandes sistemas mundiais. Ele mesmo vibrou com a colonização inglesa na India, como tb torceu para os americanos na guerra contra os mexicanos, chamando os últimos de indolentes e preguiçosos. Ora, se uma nação representa a modernidade capitalista e outra o atraso pré-capitalista, para acelerar a revolução socialista, os países pobres devem ser esmagados pelos mais poderosos.


Conde Loppeux de la Villanueva disse...


É bom lembrar que o racismo europeu não ficou restrito apenas à Europa, pois no Império Brasileiro, muitos anos antes de Adolf Hitler sequer nascer, a família real brasileira(que o "Conde" tanto bajula, tendo até uma foto com seu descendente), e precisamente, Dom Pedro II, tinha como um de conselheiros Gobineau, aclamado como o "papa do racismo".


Conde-Uma coisa é Dom Pedro II ser amigo de Gobineau, que era um racista. Outra coisa é o próprio Dom Pedro II ser um racista, algo que nunca foi. Pelo contrário, Dom Pedro II era um homem à frente do seu tempo, um liberal, por vezes, um homem de espírito republicano. A escravidão existia bem antes do Império. Ou melhor, existia bem antes dos europeus chegarem à Africa. Culpar os europeus pela miséria dos africanos é apenas contar metade da história. A outra metade, que certamente o Sr. Cristiano ignora, por desonestidade ou ignorância, é o fato de que os árabes e os negros venderam outros negros para os portugueses, holandeses, ingleses e franceses.




Sua influência no Brasil foi importante para a "Política Nacional de Embraquecimento", anos da Alemanha nazista sequer existir, uma excrescência eugênica, "graças" a essa política é que muitos negros brasileiros hoje recebem a ridícula denominação de "pardos", a fim de retirar-lhes sua identidade.



Conde-Primeiramente, a política do embranquecimento racial não é do Império, mas da "gloriosa" república maçonica e positivista. Segundo ponto, ela nunca teve força suficiente para construir uma estrutura racista orgânica. Pelo contrário, esse projeto, felizmente, fracassou.




"Na URSS foi criada a primeira constituição a criminalizar o racismo, em 1936, a qual teve por um de seus signatários o grande Stalin".


Conde- E daí? E milhões de soviéticos de várias raças foram deportados, massacrados e suas nacionalidades étnicas pulverizadas. O problema é que Cristiano Alves acredita piamente nas mentirinhas bobas da propaganda soviética da época de Stálin e confunde com história.


Deportações na URSS ocorriam com certos grupos envolvidos com crimes contrarrevolucionários e outros condenados pelo Código Penal das repúblicas socialistas,


Conde- Claro, claro, claro, os alemães do volga, os poloneses na fronteira ucraniana e os cossacos, eram todos, coletivamente, "criminosos", pelo simples fato de serem alemães no Volga, poloneses na Ucrânia e cossacos. Ao menos Cristiano Alves está aprendendo a ser honesto. Ele já reconhece que houve deportações, um expediente tão parecido com o que os nazistas fizeram com os judeus e os poloneses do oeste.






logo a caracterização disso como "racismo" é no mínimo esdrúxula, fruto de pessoas sem intelecto.


Conde- Precisarei lembrar da patacoada da KGB, a tal "conspiração dos judeus" e a crítica ao "cosmopolitismo", leia-se, perseguiçaõ aos judeus, feita por Zdanov? Ou será que poderei me recordar do Sr. Litvinov, que foi demitido por ser judeu, já que faria o Pacto com o bandidinho austríaco de bigodinho do Chaplin?

Conde Loppeux de la Villanueva disse...

Logo antes de tentar trollar um artigo fundamentado, informe-se melhor.

E aí, o que irá dizer agora, que "ter escravos é um direito de propriedade absoluto e sacrossanto"? Ou sua contribuição ao Dia da Consciência Negra se resume a chamar pessoas honradas que questionam o preconceito de "negros racistas"?



Conde- Não é divertido pensar que um xucro stalinista como o Sr. Cristiano Alves defenda as agendas politicamente corretas de ongs racistas norte-americanas? Ora, ora, ora, sr. Cristiano Alves, não custa nada procurar: a maioria dessas ongs desses "negros honrados" que vc defende provém de dinheiro bem capitalista.

E convém dizer, quem é vc para condenar a escravidão, se defende a escravidão estatal soviética?

A Página Vermelha disse...

"Conde- Aí meu saco. Esse Cristiano alves é outro imbecil de wikipédia?"

Até onde eu saiba, o Jus Navigandi nunca foi wikipedia, algo que talvez uma rábula feito você ignora.


"Conde-O racismo é um mal universal, não necessariamente europeu. Primeiro ponto. Segundo, ao que parece, o Sr. Cristiano alves ignora que foi a civilização européia "racista" que fundou o movimento abolicionista em todo o mundo."

Falácia do espantalho! Se você realmente acompanhasse o conteúdo da página, saberia que eu jamais pensei desse jeito, só que estamos falando do racismo europeu antinegro, que é atualmente o mais influente e que força vital de organizações neonazistas;


"Claro que Cristiano Alves ignora os teólogos de Salamanca"

Não ignoro, tanto que postei uma reportagem da BBC de quase 2 horas sobre o assunto. Pesquisar é sempre bom pra não falar besteira.


"Resta-nos saber como esses negros e índios eram batizados, catequizados e cristianizados, se "não tinham alma'."

Não sou nem ateu e nem stalinista, sou marxista-leninista. Pesquisar é sempre bom para não falar besteira. O batismo de negros e índios só se deu após o século XVI, e ainda assim, era justificado o seu dever de ser escravizado, por que estes supostamente carregariam a "maldição de Caim", uma das maiores aberrações interpretativas da Igreja Católico, que jamais esteve presente na interpretação ortodoxa, inclusive do patriarcado de Alexandria(copta) e da Ortodoxia etíope, país cristianizado séculos antes de muitos Estados europeus.


"Conde-Não foram apenas "dois católicos", mas todo o clero católico espanhol"


Não há evidências disso.


"Mas não custa nada observar uma gafe: a civilização maia e asteca eram superiores? Tenho lá minhas dúvidas com sociedades onde se arrancaram corações humanos e se fazia sacrifícios."


Ué, crueldade por crueldade, também tenho minhas dúvidas sobre uma civilização onde se queimava pessoas vivas simplesmente por ter bichinhos de estimação ou ter olhos claros demais(um indício de feitiçaria, segundo os monges Kraemer e Sprenger em seus Malleus Malleficarum) e inimigos políticos tinham a cabeça cortada.


"Conde-OS sistemas maia e asteca eram totalitários e tirânicos. Ou será que poderemos esperar algo da idolatria do homem-deus-imperador?"

Totalitário??? Você sabia que "totalitarismo" é um termo do século XX? Penso que a melhor coisa que você pode fazer é voltar para a escola, ou pelo menos pagar um professor particular.

E mesmo que isso fosse verdade, em que isso se diferencia das civilizações europeias? Basta lembrar que Henrique VIII mantou cortar a cabeça de sua esposa Ana Bolena apenas para se casar com outra.


"Conde-Primeiramente, os astecas matavam cerca de vinte mil pessoas por ano, por puro racismo."

Diccere et non probare est non diccere. Você não posta aqui qualquer dado estatístico que corrobore sua informação.

Aliás, esse debate é no mínimo um tanto útil para entender o funcionamento de uma mente reacionária, levando-nos à conclusão de que anticomunismo é ignorância. Para você alegar que os maias matavam "20 mil por ano", você precisa de estatísticas.

Sua colocação sobre o racismo também é no mínimo ilógica, matar um inimigo em guerra nunca foi racismo. O racismo é a discriminação de alguém ou uma população com base em sua origem étnica, procedência nacional... o que não era o caso, visto que se tratava de guerras de conquista pelo controle de recursos minerais da região.

O "dotô" Leonardo, que faz parte da OAB, deveria pelo menos fazer jus ao título que ostenta, após uma exibição tão vergonhosa de ignorância jurídica.

A Página Vermelha disse...

"Conde-Cristiano Alves sofre de uma confusão mental doida. Primeiramente, ele tem razão em falar das raízes do racismo europeu moderno no Iluminismo. TOdavia, ignora que seu queridinho Marx era tb partidário desse racismo e evolucionismo, ao aplicá-lo Às conjecturas da luta de classes e a eliminaçaõ de grupos sociais considerados inaptos à uma nova ordem social."

Isso não é "confusão mental". Marx não era "partidário de racismo" nenhum! Ocorre que Marx era racionalista, e nessa época era ensinado nas escolas que a humanidade era "dividida em raças". Logo não importava se você fosse liberal, conservador, comunista, monarquista... você aprenderia isso na escola, e com Marx não foi diferente. Logo, se alguém deve ser culpado por isso, este "alguém" é a superestrutura europeia da época, que professava o racismo, ideologia capitalista para justificar práticas coloniais.


"Por outro lado, a grande maioria da miséria, da fome e das matanças na Africa não se deve ao capitalismo"


Segundo Mark Zwigler, da ONU, o capitalismo mata 100 mil por dia, na África. A África não é e nunca foi socialista, o mais perto disso foi o sistema liderado por M. Kaddafi, com o melhor IDH africano, incluindo a maior taxa de alfabetização. Alguns países tentaram adotar o socialismo, como Angola, Moçambique, Etiópica... mas nesses países o projeto sempre foi prejudicado por guerrilhas patrocinadas pela CIA e mesmo a China, como foi o caso da UNITA na Angola.


"por conta das políticas de coletivição socialista, as mesmas que causaram o holodomor e a fome na china de MAo."

Fome na China, não foi "invenção de Mao", a fome era uma realidade para milhões de Chineses e um dos motivos pelo qual aconteceu a Revolução.
Fome na Ucrânia e Rússia também não foi "invenção comunista", aliás um dos motivos pelos quais se deu a Revolução de Outubro. Em 1932, em razão da resistência dos kulaks à coletivização, houve fome, todavia as principais causas de morte seriam o tifo, além da sabotagem da agricultura promovida pela direita, conforme admitido num artigo de Mazepa.
Era comum, antes da penicilina, que pessoas morressem na ordem de milhões em razão de doenças. Para efeito de comparação, na Europa Ocidental foram mais de 20 milhões, vítimas da gripe espanhola e fome. Nos EUA, nos anos 30, foram cerca de 7 milhões. Só que os governos da Europa e dos EUA negam isso, pois não faz parte de sua ideologia oficial admitir que houve fome em seus países.


"Conde-Mentirinhas bobas, que não colam por uma análise."

No dia que você tiver lido alguma obra de Marx na sua vida eu mudo meu nome para "Telefone".

A diferença entre você e eu, é que você não lê, é apenas um poser brincando de intelectual cuja "leitura" vem apenas de documentários que você assiste e credita cegamente.

Você faz um vídeo para dizer que eu me vanglorio, que digo "ai, eu falo russo", quando você é prepotente a ponto de se achar um especialista em algo que você nitidamente não conhece!