sexta-feira, outubro 10, 2014

NOVORRÚSSIA: República Popular de Lugansk repristina lei que criminaliza a pederastia e institui a pena de morte para a pedofilia


Por Cristiano Alves
Com informações de Anti-Maydan


De acordo com o site Anti-Maydan, pró-Novorrússia, a República Popular de Lugansk aprovou a repristinação da lei contra a pederastia, instituído na era soviética. A punição é de 2 a 5 anos de prisão. Também fica instituída a pena de morte para casos de pedofilia.

Ainda não há confirmação oficial da notícia, tendo ela sido divulgada tanto em sites contra a Novorrússia quanto sites contra a Junta de Kiev. Casos de pederastia são comuns dentre os batalhões punitivos, grupos paramilitares que executam o serviço sujo da Junta de Kiev, além de estuprarem mulheres e promoverem fuzilamento em massa de civis.

A República Popular de Lugansk representa a vanguarda da esquerda mundial, ensinando à "nova esquerda" ocidental como se faz uma revolução, mostrando que em seu país a ideologia de Israel e dos Estados Unidos não tem vez.



GRANDE CAMPANHA DE AJUDA AO DONBASS

A Página Vermelha já tem a sua primeira doação para o Donbass! A ajuda será enviada pelo autor de A Página Vermelha até a zona de conflito com o auxílio da organização comunista Sut Vremeni.

Por motivos de segurança o nome do doador foi omitido, estando ele livre para divulgá-lo. O valor corresponde à doação mais a taxa de transferência do Paypal.

Contribua enviando R$ 10,00 ou mais para apaginavermelha@gmail.com através do Paypal.

O dinheiro será usado na compra de medicamentos e outros equipamentos para o Exército Popular da Novorrússia.

quinta-feira, outubro 09, 2014

GRANDE CAMPANHA DE AJUDA AO DONBASS

Por Cristiano Alves





A Página Vermelha anuncia orgulhosamente que ajudará a revolução em curso na Novorrússia. Pensar é agir!

Compreendendo que muitos brasileiros não poderão comparecer fisicamente no Donbass, o autor de A Página Vermelha levará pessoalmente ajuda à região de combate. Aqueles que desejam ajudar os revolucionários podem desde já contribuir através de cartão de crédito via Paypal com qualquer valor acima de R$ 10,00. As contas serão prestadas em A Página Vermelha antes da viagem! O valor arrecadado será empregado na compra de remédios e/ou equipamentos de inverno, visto que a viagem se dará durante o inverno russo. A ajuda humanitária será efetivada com a ajuda da organização comunista russa Sut Vremeni, importante componente voluntário do Batalhão Vostok.

CONTRIBUA PARA A REVOLUÇÃO NA NOVORRÚSSIA!

Paypal: apaginavermelha@gmail.com

domingo, outubro 05, 2014

NOVORRÚSSIA: Cenas da Revolução

Com imagens da Lifenews


NOVORRÚSSIA: A revolução avança, a tomada do aeroporto(Vídeo)


Na Novorrússia, homens e mulheres estão lutando por um novo país, por uma ideia, contra o regime sanguinário de Kiev. Um dos passos mais importantes dessa luta, cujos protagonistas são camponeses e operários do leste da Ucrânia e de vários outros países, homens e mulheres, que combatem hombridade, foi a tomada do aeroporto de Donetsk das mãos dos lacaios de Poroshenko:




A luta pela Novorrússia pode ser um passo muito importante no restabelecimento da União Soviética!

quarta-feira, outubro 01, 2014

CRISE UCRANIANA: Sergey Lavrov pediu o fim do silêncio sobre as valas coletivas encontradas na Ucrânia


Por Cristiano Alves
Com informações de A Voz da Rússia


O ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, exigiu explicações sobre as valas coletivas encontradas encontradas no sudeste da Ucrânia, onde acredita-se que há mais de 400 corpos enterrados. Lavrov acusa organizações ocidentais e internacionais de fazer vista grossa quanto às atrocidades cometidas pelas tropas a serviço do regime de Poroshenko.

CRISE UCRANIANA: Cidadãos de Harkov lamentam a derrubada de monumento a Lenin

Com informações de Russia Today


Cidadãos ucranianos da cidade de Kharkov lamentaram a derrubada de um monumento a Lenin na cidade de Kharkov, depositando flores no local. A derrubada, conforme diversos noticiários, foi planejada minuciosamente e executada por militantes da organização neonazista Praviy Sektor, o Setor Direita, responsável pela derrubada do governo do ex-presidente Yanukovich.

A despeito da resistência popular, civis desarmados foram espancados e torturados pelas hordas neonazistas de Kiev.


MUNDO: República Popular da China completa 65 anos

A Página Vermelha disponibiliza dois grandes épicos em respeito ao dia 1º de outubro:

A ópera "O Leste é vermelho":




O filme "A fundação de uma república", com Jet Li, Jackie Chan e Donnie Yen:

POLÍTICA: "Homossexualismo ou morte", uma nota sobre a polêmica em torno do candidato Levy Fidélix

Por Cristiano Alves


Neste fim de semana um grande escândalo veio à tona, "alguém criticou a sacrossanta e imaculada causa uranista LGBT". Rapidamente era esquecido o fato de que Aécio Neves fez declarações com nítido intento antissemita, rapidamente eram esquecidas as ledices proferidas pelo candidato Levy Fidélix sobre o BRICS "bolivariano", um bloco composto por Rússia, Índia, China, RSA e Brasil. Mas uma coisa se tornaria um grande alarde de alcance internacional ele cometeu heresia de criticar a "Santa Sé LGBT", por isso deve estar agora disposto à enfrentar a inquisição uranista!

Levy Fidélix mencionou vários impropérios em sua fala, inclusive quando compara os homossexuais a pedófilos, impropérios esses que não são piores do que os do partido de Luciana Genro, o PSOL, que demoniza qualquer um que não concorde com a ideologia uranista de seu partido como um "genocida", "apologista da violência", "criminoso", a sua filosofia de "homossexualismo ou morte", ou concorda com a ideologia LGBT, ou deverá perecer, melhor totalitarismo não há! Não importa se o indivíduo é um pai de família, é um conhecedor da economia, um filósofo, um pensador, um altruísta, alguém que ajuda a construir a sociedade ou um combatente revolucionário que enfrenta hordas de fascistas financiados e incentivados pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Nada disso importa, importa apenas que defenda o sacrossanto direito de militantes homossexuais fazerem grandes festas hedonistas em espaços públicos! "Ou defende o homossexualismo ou não tem espaço".

Não pedimos votos para o candidato Levy Fidélix, A Página Vermelha tem deixado claro que apoia de forma crítica a candidata Dilma Rousseff(em último caso o voto nulo), em razão de sua política internacional e de sua aproximação com os países do BRICS, cuja aproximação trará grandes benefícios econômicos e culturais para o povo brasileiro, aproximando-o de três países de cultura milenar e que não foram contaminados com o flagelo do pós-modernismo. Todavia, Levy Fidélix, mesmo com as suas repugnantes posturas anticomunistas, teve coragem de dizer o que um verdadeiro marxista diria sobre a ofensiva e a opressão ideológica dos grupos homossexualistas. O grande filósofo alemão Karl Heinrich Marx, aclamado o maior filósofo de todos os tempos em pesquisa da BBC, chamou as teorias uranista que hoje são impostas a nós quase sem contestação, de "obscenidades disfarçadas de teoria", foi mais além, referiu-se à Karl Ulrichs como uma "bichona", dado o nível abominável de suas teorias. Friedrich Engels foi mais além, atacando intensamente os "vícios abomináveis" da cultura grega em "Da origem da família, da propriedade privada e do Estado". Lenin teria dito a Luciana Genro o mesmo que disse a Clara Zetkin, quando disse que essa preocupação excessiva com questões sexuais só poderiam ser oriundas de alguém querendo justificar sua própria vida desregrada. Stalin. Lukashenko, presidente da República de Belarus, também denunciou a tentativa da União Europeia de obrigar Belarus a promover o casamento de pessoas do mesmo sexo. Nós enfatizamos que tomamos a mesma posição de Karl Marx, de Engels, de Lenin, de Stalin, de Che Guevara, de Lukashenko, de Rafael Lusvarghi, o primeiro brasileiro a combater na milícia antifascista do Donbass! 

Nós nos colocamos ao lado do progresso! Isso significa dizer que qualquer tanto o autor deste texto, quanto qualquer comunista sério, poderia estar agora no lugar de Levy Fidélix, que chegou a precisar de proteção da Polícia Federal em razão de ameaças contra a sua vida que ele tem sofrido em razão do seu discurso contra o movimento totaritário LGBT. 

Caráter não conhece ideologia política nem sexo, nem etnia e nem mesmo orientação sexual. E Levy Francisco Fidélix, mesmo com suas colocações absurdas e posições contra os médicos cubanos, razão pela qual não merece o nosso apoio político, merece ao menos a nossa solidariedade. Ele teve a coragem de dizer em rede nacional que preferia perder votos a se colocar de joelhos ante a Inquisição LGBT! Nós de A Página Vermelha também tomamos a mesma postura, nós não temos medo de militantes pós-modernos uranistas! Como marxistas-leninistas, defendemos que a história de todas as sociedades é a história da luta de classes, e não da "luta de gêneros". Entendemos o fenômeno uranista e manifestações como o queerismo, tão alardeado nas gigantescas paradas LGBT, como uma manifestação de decadência da burguesia e instrumento de eufemização da luta de classes e manutenção da submissão e exploração do proletariado. Isso foi feito em Roma, onde os patrícios tinham o poder sexual sobre os seus escravos, foi feito no Brasil colônia contra os negros e é feito hoje contar o povo trabalhador brasileiro, é feito em favor de uma elite que afirma seu poder sobre homens e mulheres, e isso explica a superexposição do gay na televisão em programas matinais, vespertinos e novelas noturnas, onde personagens LGBTs são sempre representados por atores consagrados. Esse fenômeno exclusivo do ocidente tem em seus porta-vozes os líderes do imperialismo como Hillary Clinton e Barack Obama, de Guido Westerwelle, arautos da causa LGBT mundial, de modo que aqueles que defendem a causa uranista defendem direta ou indiretamente a causa imperialista!

Não se pode permitir que a causa uranista conquiste mentes proferindo mentiras através do mal uso da estatística, "fulano morreu, fulano era gay, logo fulano morreu por que era gay". Sabe-se, através de diversos órgãos públicos, que a maioria dos casos de crimes contra gays, especialmente os mais bárbaros, são crimes passionais. Por que motivo alguém heterossexual normal iria querer cortar a cabeça de um gay? Mesmo os crimes que se dão pelo fato do indivíduo ser gay são em muitos casos uma história mal contada, afinal, em tese ninguém tem escrito na testa que é gay(apesar de que alguns gostariam de tatuar isso). Crimes contra gays em função de sua sexualidade são mínimos, estão em números quase inexpressivos, podendo ser resolvidos através de órgãos de justiça, através de advogados, de promotores... Rejeitamos a concessão de privilégios para indivíduos ou uma reificação de seu status por estes fazerem sexo de modo diferente. Não se pode recuar ante uma ideologia do imperialismo!

Levy Fidélix falou por todos nós, com erros, chegando a perder a chance para fazer uma crítica lúcida ao movimento LGBT, mas essa crítica lúcida será levada a cabo pela esquerda revolucionária! Assim como Karl Marx evocou uma maioria de proletários a combater uma minoria de burgueses, a maioria da população deve colocar um fim nessa minoria reacionária, pós-modernista e pró-imperialista representada pelo movimento LGBT. Não se pode falar num combate ao imperialismo, ao liberalismo, sem se falar num combate ao pós-modernismo! E se esses grupos uranistas se consideram intocáveis e sacrossantos, então que tenham a decência de se retirarem do cenário político! É muito fácil caluniar, difamar e injuriar alguém, independente de convicções, por meio de internet, de redes sociais, é fácil ser um "justiceiro de divã", difícil é ter coragem para dizer o que Levy Fidélix disse em plena rede nacional na cara de uma militante uranista! É preciso unir pessoas de diferentes tendências ideológicas no combate ao uranismo, luta essa que os comunistas sempre empreenderam com total sucesso e vitória!

quarta-feira, setembro 24, 2014

NOVORRÚSSIA: Comunistas de Stalingrado enviam caminhão de ajuda ao Donbass

Por Cristiano Alves


Comunistas russos enviaram um caminhão de ajuda humanitária à região de Donbass. O caminhão saiu de Stalingrado(Volgogrado), no sul da Rússia, e partiu em direção ao Donbass, zona de conflito na Ucrânia, próximo da região.







EXCLUSIVO: Guerrilha ucraniana encontrou valas com cadáveres de civis

Por Cristiano Alves
Com informações de Lifenews


Forças de repressão ucranianas fuzilaram em massa cidadãos pacíficos na Ucrânia, é o que dizem guerrilheiros do exército popular de Donbass. O crime de guerra está sendo investigado pela OSCE. De acordo com as forças guerrilheiras, à medida que eles se aproximaram de uma cidade, as forças repressoras ucranianas promoveram o fuzilamento.

QUESTÕES IDEOLÓGICAS: Quem é Alexander Duguin e o que é sua "Quarta Teoria Política"


Por Cristiano Alves

Duguin e Duke, Grão-Mago do Ku Klux Klan, em foto mantida no site do último

Esteve no Brasil recentemente o filósofo e professor russo Alexander Duguin, palestrante do Encontro Evoliano sediado na cidade de São Paulo, e ex-professor da Universidade Estatal de Moscou(MGU), demitido após uma série de críticas suas à inação das elites russas ante o conflito na Novorrússia e pedidos mais enérgicos de intervenção direta da Rússia no conflito no Leste da Ucrânia. Muitos saudaram o professor russo de forma entusiástica, inclusive pessoas de esquerda, comunistas que se consideram marxistas-leninistas. Essa não foi a primeira vez que o professor Duguin esteve no Brasil, onde até lançou livros seus em português. Apesar do entusiasmo de muitos militantes de esquerda e mesmo de nossas saudações a alguns trabalhos seus, nós não nos iludimos quanto à verdadeira natureza de suas ideias, que esse artigo visa expor.

Alexander Duguin é sem dúvidas um progressista quando se trata de expor o processo de dominação cultural e militar ao qual o ocidente tem tentado submeter a Rússia. Ele também mesmo chega a superar muitos ditos "comunistas" quando se trata de denunciar de forma exemplar o flagelo conhecido por liberalismo, digno da mais profunda repulsa por qualquer pessoa que se diz comunista. Pode-se mesmo recomendar a aquisição de alguns trabalhos seus, pois suas análises também são muito ricas no que tange o pós-modernismo e a sua natureza enquanto ideologia do capitalismo contemporâneo. Mas isso não faz de Duguin nenhum "sábio excepcional", superdotado ou "a nova alternativa". Em realidade, sua alternativa política parece ser "velha como o mundo", como se diz na Rússia, e qualquer um que minimamente sabe russo sabe muito bem o que Duguin e muitos de seus partidários tem a esconder.

Tudo começa quando a investigação de um dos entusiastas de Duguin no Brasil se revela simpático a uma racista, conivente com o racismo. Parece pouco? Não é pouco se levarmos em conta que ele também integra um grupo nazista à moda antiga que defende ideias de "supremacia ariana", pseudocientífico, obviamente. Aparentemente, muitos que têm receio de assumir publicamente o seu nazismo assumem socialmente a Quarta Teoria de Duguin, e não fazem isso por acaso. Não são poucos os russos que comentam sobre o fascismo disfarçado de Alexander Duguin. Melhor que isso, só mesmo analisando os seus escritos. Em 1997, num poema chamado Nezhdaniy nikem avatara(Avatar inesperado de ninguém), o nome de Himmler é evocado por um certo "Alexander Sternberg", pseudônimo de Alexander Duguin, conforme alegado pela poetisa russa Tatyana Scherbina. Duguin alegou que não fora o autor do artigo, o que foi contrariado por Vladimir Pribylovsk.

Em vez da teoria marxista da "luta de classes", Duguin, em manifesto político de 1992, "A Grande Guerra dos Continentes", sustentou que a história de todas as sociedades não foi uma "história da luta de classes", mas sim da "história da luta de atlantistas contra eurasianos", publicada no diário nacional-patriótico Den, e republicado no livro Konspirologiya. Lá Duguin desenvolve suas teorias conspiratórias sobre "atlantistas x eurasianos", onde eles sustentam que eles foram as "forças ocultas de todas as guerras". Nesse mesmo artigo, Duguin salienta que "encontramos representantes dessa ordem(eurasianista) no Abwer(a inteligência nazista), e depois nos setores estrangeiros da SS e SD(especialmente a SD, cujo chefe Himler foi um eurasianista convicto, tornando-se vítima das intrigas do atlantista Canaris). Esse artigo absurdo sustentava também que o KGB(do qual o pai de Duguin era general) era uma "organização dos atlantistas". 

Outro artigo absurdo de Duguin é o artigo político "Nacionalismo de esquerda", escrito em 1992. Lá Duguin sustenta uma apologia ao neofascismo russo, ele sustenta que "o fascismo é o Terceiro Caminho". Ele defende no artigo um "fascismo sem chovinismo", "sem ódio racial", um "fascismo russo". O fascismo, como bem coloca William Bland, é a "ditadura terrorista aberta e sem máscara da burguesia exercida através de um partido fascista contra o proletariado", sendo um ideário incompatível com o comunismo e com os objetivos dos operários e camponeses, normalmente as maiores vítimas de seu regime político. Embora ele tente se distanciar do fascismo alemão, Duguin sustenta no artigo que a SS era um oásis ideológico. Alguns podem alegar que Duguin mudou, que ele abandonou suas convicções filo-nazistas, mas outros sustentam ser isso mera retórica.

Desde 1992, Duguin publicou a revista "Elementos" junto a nomes da extrema-direita europeia, Robert Stoykers, Jean Tiriar, Claudio Mutti, Allan De Benoi, na qual muitos aprendiam a ideologia da Waffen SS. A conexão de Duguin com neonazistas é algo que parece não incomodar nenhum pouco o cientista político russo, tampouco é coisa do passado. Em 2005, Duguin manteve encontros com o grão-mago David Duke, do Ku Klux Klan, renomado racista americano que foi à Rússia para escrever um livro sobre "como os judeus impuseram o comunismo na Rússia". Um certo Vladimir Romanov chegou a escrever sobre Duke era importante para uma revolução feita por um povo russo livre como John Reed foi importante para a escravidão bolchevique, 87 anos antes. A foto de Duguin com Duke está em vários sites, inclusive na página pessoal do Grão-Mago. E isso por que verbalmente Duguin rejeita os "aspectos racistas do nazismo".

As críticas a Duguin não partem apenas de liberais, como poderiam alegar alguns, como também de comunistas, democratas, nacionais-bolcheviques como Limonov e mesmo de eurasianistas(Duguin se enquadraria como um neo-eurasianista). Um artigo publicado pelo Centro Gumilyov, eurasianista, sustenta que numa entrevista em inglês dada em 1996, Duguin enfatizou várias vezes que era um fascista, bem como um "conservador revolucionário". Durante a década de 2000, precisamente em 2006, Duguin ressaltou como exemplos a serem seguidos os "nazistas de esquerda" como Otto e Grevor Strasser, além de Goebbels, essas são algumas posições pouco comentadas no tocante ao líder "eurasianista".

Tudo isso explica o porquê da afirmação de Duguin segundo o qual "o comunismo foi uma ideologia fracassada e totalitária", empregando um término liberal(apesar dele incluir o liberalismo também no rol de ideologias totalitárias). É notável para qualquer observador atento que Duguin, durante o encontro evoliano, praticamente nada disse sobre os crimes e atrocidades cometidas pelo fascismo, logo ele que nasceu na União Soviética, país invadido por dezenas de milhões de hordas fascistas da Alemanha, Itália, Hungria e de outros países, cuja influência nefasta Duguin procura atenuar. 

Essas posições não são todos os absurdos ideológicos do professor russo, que diferente de Olavo de Carvalho teve uma formação intelectual universitária. Duguin rejeita a importância da cosmonáutica soviética, desenvolvida sob o socialismo e tendo em Yuri Gagárin e Valentina Tereshkova seus grandes ícones. Para ele, o desenvolvimento da cosmonáutica foi "uma vergonha", pois o certo seria o homem servir à Deus e à Igreja. Mas tal como Olavo de Carvalho antes de se apresentar como "católico fervoroso" recorria ao ocultismo, astrologia e magia negra, o joven Duguin foi flagrado numa missa negra em memória de Aleyster Crowlei, bruxo e ocultista(segundo alguns, satanista), segundo nos informa um blog comunista russo. Essa mesma tese é sustentada em um fórum de um site cristão ortodoxo russo, onde são levantadas ligações suas com o paganismo. A confusão ideológica(e religiosa) de Duguin faz parte de sua própria história. Nos anos 90 ele trocou de movimento político como quem troca de camisa, podemos listar dentre alguns de seus movimentos o Pamyat, poderia-se falar mesmo no KPRF, Frente Nacional-Bolchevique, Partido Nacional Bolchevique, Eurásia e outros.

Os devaneios daquele que sustenta ter sido o comunismo uma "ideologia fracassada do século XX" não param por aí, chegando mesmo a níveis pueris. Um bom exemplo está num vídeo onde Alexander Duguin propõe a proibição da internet(Bog protiv interneta, isto é, "Deus contra a internet"), que segundo ele "nada traz de bom", curiosamente essa "internet que nada traz de bom" tem um número expressivo de vídeos duguinistas no Youtube, na rede social VK, além do próprio Duguin manter uma página virtual, uma página na rede social russa VK e até mesmo no Facebook, todas aparentemente operadas por alunos seus, segundo indícios. Ele também espinafra sites como o Livejournal, que segundo ele é um "mecanismo de degradação da juventude. Tamanho absurdo nem mesmo Olavo de Carvalho ousou cometer! Absurdos esses que demonstram que o pensador russo não pode ser, ao menos em sua totalidade e mesmo em grande parte de seu sistema de ideias, levado a sério!

A chamada "Quarta Teoria Política" de Duguin não passa de um mero truque, uma falácia, ela não tem nada de novo, apenas velhas fórmulas com uma nova roupagem. Nem mesmo Duguin acredita em "quarta teoria", a despeito de alegar que "a quarta teoria é o eurasianismo". O próprio Duguin sustenta que há apenas 3 teorias, comunismo, liberalismo e fascismo, se encontrando a sua no último campo, só que com uma nova roupagem, um novo discurso, uma nova retórica, especialmente quando hoje na Rússia é punido por lei a "propaganda do extremismo", o que leva o professor a buscar uma nova roupagem para velhas ideias com uma nova linguagem e nomes pomposos como sua teoria sobre o "dasain", que, é necessário admitir, já foi desmistificada até mesmo pelo embusteiro Olavo de Carvalho. Para muitos intelectuais, russos e estrangeiros, a Quarta Teoria não é mais que um embuste ideológico pseudo-intelectual.

Dugin merece grande respeito enquanto oponente do imperialismo ocidental e do liberalismo(e sem isso ele não teria nenhuma popularidade), enquanto pesquisador histórico que ajudou a desmistificar as mentiras sobre a história da União Soviética fabricadas pela indústria anticomunista da Glasnost, demonstrando o mito das "milhões de vítimas do comunismo", todavia enquanto "mentor ideológico", "professor ideológico" ou referência teórica ele pertence ao mesmo abismo que nomes como Soljenytsin e Olavo de Carvalho. Para impedir que o fascismo, histérico ou não, se alastre dentre a juventude faz-se necessária a criação de um Partido Comunista de tipo revolucionário que resgate o espírito combativo dos comunistas e atue de forma agressiva contra o flagelo do liberalismo e do pós-modernismo!

Duguin em missa negra:



Fonte de consulta:

O doutor Duguin é fascista?
Duguin e Crowley, ocultista e satanista

terça-feira, setembro 23, 2014

CRISE NA UCRÂNIA: Entrevista com o primeiro voluntário brasileiro na Novorrússia

Extraído da Agência Novorrússia

Tradução do russo para o português por Cristiano Alves*



Nota de A Página Vermelha: As opiniões do entrevistado não representam sempre as mesmas de A Página Vermelha. Condenamos veementemente a ideia de que "os negros são privilegiados" devido ao sistema de cotas em nossa sociedade. Nós de A Página Vermelha também rechaçamos veementemente e manifestamos repúdio pela afirmativa de que "ninguém no Brasil traduz notícias do russo", o que é falso, visto que a A Página Vermelha faz isso desde 2000 através da dedicação e da militância de seu fundador, que não apenas traduz notícias de fontes russas em caráter voluntário como promove a cultura do país. Algumas traduções de A Página Vermelha são referência internacional, servindo inclusive para fontes de informação espanholas.

A despeito do erro do brasileiro, apoiamos o seu espírito de luta e desejamos sucesso nos combates na revolução que se segue no leste da Ucrânia, que hoje tem um caráter internacional e progressista na luta contra as forças mais reacionárias do cenário político ucraniano, lideradas pelo tiranete e oligarca filonazista Petró Poroshenko! O jovem Rafael, a despeito de suas convicções, é um exemplo para qualquer pessoa que aspire ser um revolucionário, e temos a certeza de que seguindo o seu exemplo outros brasileiros verdadeiramente comunistas se juntarão a luta e a apoiarão como puderem!



O VOLUNTÁRIO DO BRASIL: TUDO QUE OS AMERICANOS TOCAM SE DESMANCHA



Rafael é um homem incomum. Nós ouvimos e vimos voluntários da Europa que foram ajudar os milicianos da Novorrússia a defender a sua terra contra a junta de Kiev, mas ainda não houve brasileiros dentre os milicianos. O ex-policial no Brasil que antes serviu na Legião Estrangeira francesa resolveu juntar-se à milícia da Novorrússia. Atualmente, Rafael ainda se encontra nas fileiras das brigadas conjuntas criadas por voluntários franceses e sérvios e, antes de tudo, ficará para combater na composição dessa unidade particular. Nós resolvemos conversar sobre o que o levou a tomar precisamente essa decisão. A primeira coisa que nos impressionou foi o russo suficientemente bom e a aparência não sulista do nosso interlocutor.

- Rafael, por que você resolveu lutar pela Novorrússia? Seus antepassados não são da Rússia? Onde você aprendeu russo?

- Não, meus antepassados vieram há quase 100 anos atrás da Hungria e se estabeleceram no Brasil. O russo eu sei, por que estudei quase um semestre com vocês de medicina em Kursk, isso foi muito difícil... Eu sonhei em ingressar no Exército Russo, mas sem saber russo, é difícil fazer isso. Por isso, assim que surgiu a oportunidade de ir para a Rússia, eu fui para lá. Desde a infância eu amava a Rússia, a cultura russa. Às vezes nos mostravam desenhos soviéticos. Por exemplo, sobre os cossacos. E o meu pai gostava de um filme, "Taras Bulba", que filmaram na Argentina sobre o romance de Nikolay Gogol. Com esses desenhos e filmes tudo começou. Depois eu li bastante, me interessei, o amor pela Rússia se fortaleceu.

Mas por que você resolveu ir à guerra? Amar a Rússia de longe é uma coisa, mas morrer pelos russos é outra.

- Bem, em primeiro lugar, a Rússia e o Brasil estão fortemente ligados pelo BRICS, do que a Rússia precisa, o Brasil também precisa, do ponto de vista geopolítico. O BRICS poderá substituir a hegemonia dos EUA e da Europa no mundo. Claro, se houver ação, e não apenas conversa como agora.

No Brasil há muita influência americana. Tudo que os americanos tocam se desmancha, valores familiares, eu não sou muito religioso, mas a religião também. Tudo se torna sem sentido. Por exemplo, as garotas comuns no Brasil não são feministas, mas muito egoístas. Elas insistem no futuro "americano".

Eu quero viver aqui. Quando surgiu essa crise, quando na Rússia surgiram todos esses problemas, eu pensei, "Eu vou". A guerra não é um problema para mim, por que durante toda a vida eu fui militar.

- Interessante, e onde você serviu?

Aos 18 anos eu me alistei para a Legião Estrangeira na França. Quando eu terminei de servir lá, fui servir na polícia do Brasil, servi na Cavalaria da Polícia. Quando eu estive na Legião estrangeira, lá serviam muitos russos, eles eram considerados os melhores soldados da Legião e eram bons companheiros.

- Participou de ações militares?

- Na Legião Estrangeira eu servi na África. Mas lá haviam apenas instruções. Nós tínhamos que efetuar assistência humanitária.

- E o que você planeja fazer no fim do conflito?

- Eu vou ficar até o final, e depois eu quero permanecer na Novorrússia. Não importa onde. Onde eu puder ficar, lá ficarei.

- No Brasil sabem que você foi lutar pela Novorrússia?

- Não é segredo.  Todos os meus amigos no Brasil sabem. Minha família, amigos.

- Há outros brasileiros que estão lutando nas fileiras da milícia ou planejam fazer isso?

- Eu tenho dois amigos que gostariam de ser voluntários na milícia, mas eles não sabem russo. E eles não tem dinheiro para a passagem. Eles querem que eu venha primeiro, saiba de tudo, e depois viriam atrás de mim. Sobre brasileiros que lutariam do lado dos milicianos eu nada sei.

- E como a sociedade brasileira percebe o conflito na Novorrússia?

- No Brasil 50% apoiam a Rússia e 50% a Ucrânia, por que não conhecem a verdade, não sabem o que acontece na verdade. Nossa mídia transmite todo clichê pró-americano, antirrusso. É muito difícil receber informações com credibilidade sobre a Rússia, devido à propaganda americana. Eu conheço a língua, posso buscar informações na internet em russo, e para aqueles que não conhecem a língua, que não estão engajados no assunto, é muito difícil entender. Muitos pensam que o conflito foi iniciado pela Rússia, por que ela quer aumentar o seu território. Não são muitos os que sabem que tudo começou com a Euromaydan, por que a União Europeia queria subjugar a ucrânia. Metade quis isso, metade foi contra, então começou a guerra civil.

- Por que isso está acontecendo, será que há países colaborando, Putin não esteve recentemente convosco, nós estamos entrando juntos no BRICS?

- Eu não consigo entender isso. O BRICS é muito importante para o Brasil. Talvez por que toda a informação que temos vem da Europa ou EUA. Na Rússia ninguém trabalha para nós. Não há intercâmbio cultural. Por exemplo, só há um lugar em todo o Brasil, em São Paulo, onde uma pessoa pode aprender russo. É difícil aprender russo, quase não é demonstrada a cultura russa. As notícias com credibilidade estão em russo. Ninguém as traduz para o português. eu penso que o problema está nisso.

- O que é necessário fazer, para mudar essa atitude?

É necessária uma iniciativa por parte da Rússia. Não há diplomacia pública por parte da Rússia no Brasil.

- Você sabe que do lado de lá não são poucos os estrangeiros que lutam, qual é a sua motivação, na sua opinião?

É a russofobia! Muitos querem se vingar dos russos. Assim, eu sei que do lado ucraniano lutam muitos combatentes islâmicos chechenos.

- Há um ponto de vista de que a Ucrânia é um mero instrumento dos Estados Unidos da América. Você compartilha esse ponto de vista, possui um diferente?

- Sim, isso é verdade. As forças atlantistas, em primeiro lugar EUA e Grã-Bretanha, estão interessadas em enfraquecer a Rússia. Ao Brasil, ao contrário, isso não é necessário. A Rússia é nosso parceiro econômico há tempos. Os EUA, do ponto de vista econômico, agem como inimigos do Brasil, eles tem tarifas muito altas pare nossas mercadorias, apesar de que temos tarifas não tão altas para os produtos deles. As pessoas não gostam disso. Não gostam, também, de que foi revelado que o governo americano conduziu uma espionagem em larga escala no Brasil.

O problema é que a nossa oligarquia brasileira quer ficar do lado da América. E as pessoas, mesmos as que não gostam disso, não pensam. Não há escolas de pensamento. Uma pena, mas é verdade.

- Quer dizer que para você a orientação anti-oligárquica da Novorrússia é clara? Isso toca a alma do brasileiro?

- É verdade. E isso é visível nesse conflito na Novorrússia. Nele os nossos oligarcas e trotskistas tomaram a mesma posição. Contra a Novorrússia e a Rússia. Eles sempre estiveram um contra o outro, e agora estão juntos. Os trotskistas apoiam apenas a Ucrânia e se colocam contra a Rússia.

- E qual é o quadro-geral ideológico no Brasil?

- Demasiado pobre. Existe a "direita" verbal, mas eles são todos liberais. A maioria dos que restam se dizem de esquerda e socialistas, mas normalmente centristas. Me desagrada muito que dentre nós há um forte movimento trotskista nas fileiras de esquerda. Em vez de defenderem os interesses dos operários, eles são contra a Copa do Mundo de futebol, são pelos direitos dos transexuais. E os operários não vivem muito bem. Teoricamente temos um Estado Social, e na prática a corrupção, há benefícios sociais, mas eles são miseráveis. Se você for negro e ainda gay ou inválido, então estará muito bem no Brasil, para você haverá quotas especiais para conseguir trabalho. E se você for um homem branco de orientação normal, então não.

Eu não entendo por que os trotskistas apoiam a Palestina e não apoiam a Novorrússia. Nos dois há uma luta de libertação. Eu gosto mais do stalinismo.

Não há nacionalistas. Até a Segunda Guerra Mundial havia muitos fascistas, mas nós entramos na coalizão anti-hitleristas e os fascistas colocados na ilegalidade. Depois os "nacionalistas" foram os militares, quando eles dirigiram o país, mas economicamente eles também eram liberais. Era tido que se você servia ao exército, então você era "nacionalista".

E que ideologia você mesmo defende?

Eu gosto muito das ideias da "Quarta Teoria Política" de Alexander Duguin. Socialismo, marxismo e comunismo acabaram. O mundo mudou. O capitalismo também não é o mesmo. Eu gostei do que li na "Quarta Teoria Política".

- O que você gostaria de dizer ao povo da Novorrússia, enviar uma uma mensagem das pessoas do Brasil que o apoiam?

- É necessário ficar de pé até o final, a vitória será nossa. Conosco está a verdade.



*Tradutor e intérprete russo-português durante o BRICS 2014 em Fortaleza-CE


quinta-feira, setembro 18, 2014

CANAL DA VITÓRIA: Danilo Gentilli, um fascistinha de butique






Veja mais:

http://apaginavermelha.blogspot.com.br/2012/12/sociedade-danilo-gentilli-um-perfeito.html

http://apaginavermelha.blogspot.com.br/2013/10/brasil-uma-heroina-do-nordeste-contra.html

terça-feira, setembro 16, 2014

CRISE UCRANIANA: Revolucionários ucranianos defendem um monumento ao fundador do KGB


Revolucionários ucranianos protegendo um monumento a Felix Dzerjinskiy, fundador da Cheká-GPU-NKVD-NKVD-KGB.

CRISE UCRANIANA: Quem é o prefeito de Kiev sob a Ucrânia neonazista

Por Vladimir Tavares


O regime neonazista ucraniano, a exemplo do nazismo alemão, é formado pelos elementos mais degenerados da sociedade, não apenas intelectualmente, como  também socialmente. A ditadura conta com o apoio do ocidente, e não é por acaso.

Um dos líderes do governo ucraniano é o "ex-prostituto" Oleg Lyashko, que financia um batalhão punitivo neonazista. O prefeito da cidade de Kiev é um dos heróis da Maydan, Oleg Klichko. Aqui vemos um ensaio para uma revista alemã chamada MAX feito com o seu irmão gêmeo:





A homossexualidade de vários "maydanistas" é conhecida no país e fora dele. O líder da hitlerjugend da Junta, o Ministério da Juventude e dos Esportes, Dmitriy Bulatov, foi flagrado em um vídeo onde praticava o coito homossexual com o jornalista Vitaliy Portnikov.

Homossexualismo, agressividade e fascismo estão frequentemente interligados quando se trata de política.