Por Cristiano Alves
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| Proselitista LGBT pede o extermínio de russos pela sua recusa em sediar parada LGBT em seu país |
A homossexualidade é antiga como o mundo, instrumentos datados da era pré-histórica revelam instrumentos tais como consolos e outros apetrechos para duplas homossexuais, todavia sua reificação e postura agressiva de seus militantes são um fenômeno recente. Através da rede mundial tem sido notável o furor de militantes LGBT contra a Rússia, cuja população rejeita os valores americanos impostos ao país. A histeria se deu após a aprovação de uma lei que proíbe a propaganda de valores sexuais não-tradicionais para menores de idade.
A ideia de um "movimento gay" é algo estranho à civilização russa. No ocidente uma "cultura homossexual" esteve presente em civilizações como a grega e a romana, ambas expansionistas e militaristas, vendo-se também presente entre círculos de poder de conquistadores modernos como o tirano austríaco Adolf Hitler, que defendia a criação de uma "nação de loiros altos de olhos azuis". Sua homoafetividade, contrariando o mito de "perseguidor de gays", fora evidenciada por vários psicólogos e inclusive historiadores como o alemão Lothar Machtan(O segredo de Hitler). Ao contrário do ocidente, a Rússia não conheceu uma "cultura homossexual" nas proporções do mundo ocidental, nem quando o cristianismo era religião de Estado, nem quando este se tornou um Estado laico que encorajava o ateísmo, após a Revolução Bolchevique de 1917. O grande escritor soviético de origem proletária, Maxim Gorkiy1, escrevera certa vez que na URSS "o proletariado tomara o poder com hombridade", condenando o movimento dos homossexuais, que em seu entender "estraga a juventude", uma postura radicalmente diferente da chamada "esquerda festiva" ocidental. Os comunistas alemães, citados por Gorkiy em seu artigo, mesmo chegaram a mencionar que o desaparecimento de movimentos gays fariam desaparecer o fascismo na Alemanha dos anos 30, dada a forte associação que havia entre a militância homossexualista e a nazista, posição respaldada em escritos de Marx e Engels.
Seguindo a cartilha de seus antepassados ideológicos, no Brasil verifica-se um boom de propaganda de teor russofóbico que destila o ódio entre militantes LGBT, inclusive heterossexuais participantes do movimento. Ele consiste em divulgar em sites e rede sociais notícias de desinformação sobre a Rússia, alegando, por exemplo, que o país "declarou guerra a qualquer gay". O texto original do Código de Violações Legais Administrativas da Federação Russa discorre in verbis2:
Seguindo a cartilha de seus antepassados ideológicos, no Brasil verifica-se um boom de propaganda de teor russofóbico que destila o ódio entre militantes LGBT, inclusive heterossexuais participantes do movimento. Ele consiste em divulgar em sites e rede sociais notícias de desinformação sobre a Rússia, alegando, por exemplo, que o país "declarou guerra a qualquer gay". O texto original do Código de Violações Legais Administrativas da Federação Russa discorre in verbis2:
Статья 6.21. Пропаганда нетрадиционных сексуальных отношений среди несовершеннолетних
[Кодекс РФ об административных правонарушениях] [Глава 6] [Статья 6.21]
1. Пропаганда нетрадиционных сексуальных отношений среди несовершеннолетних, выразившаяся в распространении информации, направленной на формирование унесовершеннолетних нетрадиционных сексуальных установок, привлекательности нетрадиционных сексуальных отношений, искаженного представления о социальной равноценности традиционных и нетрадиционных сексуальных отношений, либо навязывание информации о нетрадиционных сексуальных отношениях, вызывающей интерес к таким отношениям, если эти действия не содержат уголовно наказуемого деяния, -
влечет наложение административного штрафа на граждан в размере от четырех тысяч до пяти тысяч рублей; на должностных лиц - от сорока тысяч до пятидесяти тысяч рублей; на юридических лиц - от восьмисот тысяч до одного миллиона рублей либо административное приостановление деятельности на срок до девяноста суток.
Em português: Artigo 6.21. Propaganda de relações sexuais não-tradicionais entre menores
[Código da FR sobre violações legais administrativas] [Capítulo 6] [Artigo 6.21]
1. Propaganda de relações sexuais não tradicionais entre menores, com o emprego de meios de informação, expressa na disseminação de informação destinada à difusão de relações sexuais não-tradicionais em estabelecimentos de menores, favorecimento de relações sexuais não-tradicionais através de uma representação distorcida que iguala relações sexuais tradicionais às relações sexuais não-tradicionais, ou a imposição de informação sobre relações sexuais não-tradicionais que causem interesse em tais relações, se estas não constituírem ofensa criminal, -
punível com multas administrativas na proporção de quatro mil a cinco mil rublos para o cidadão; para funcionários legais - de quarenta mil a cinquenta mil rublos; para pessoas jurídicas - de oitocentos mil a um milhão de rublos e suspensão administrativa de suas atividades por noventa dias.
É notável que em nenhum momento a lei administrativa russa determina homossexuais como seu sujeito ativo, dando a entender que tanto heterossexuais quanto homossexuais podem incorrer na infração administrativa. Mais adiante, seus artigos 3º e 4º preveem para estrangeiros, além da multa, a prisão e expulsão administrativa do território da Federação Russa, ainda que cometida através de meios eletrônicos como a internet(artigo 4º). A lei russa, conforme declarado pelo deputado Vitaliy Milonov(Rússia Unida), não visa "proibir a comunidade gay e LGBT na Rússia", mas apenas impedi-la de propagar seus valores nas escolas, para menores. O projeto teve a aprovação de praticamente todos os partidos russos como o Rússia Unida, que tem entre seus quadros personalidades homossexuais como o cantor Borís Moyseev; o LDPR, do ultranacionalista Jirinovskiy, governista; e o KPRF, o Partido Comunista da Federação Russa, de esquerda, oposição e herdeiro do Partido Comunista da União Soviética. Este último exigiu uma majoração no valor da multa.
Mas nem todos aceitam que os russos criem suas próprias leis. Grupos de ativistas LGBT tem disseminado factoides e ódio contra a Rússia, especialmente em publicações LGBT e redes sociais, alguns mesmo alegado que a lei russa "estimula o assassinato de gays", que "prevê pena de morte para gays" ou que o Estado russo visa o "extermínio de gays". Essa manobra retórica é comumente usada contra todos aqueles rejeitam o programa LGBT, sendo que alguns vão mais além. Na rede social "Facebook", uma usuária de nome Karla Prais alega que a Rússia "tem uma tradição de nazistas", a despeito do fato da potência nórdica ter derrotado cerca de 80% das forças militares do III Reich. Outro militante chamado Walter Costa alega ser o país uma "nação dos infernos" pelo fato desta não ter uma parada LGBT, alguns são ainda mais categóricos, defendendo o uso de uma bomba(presumivelmente atômica) na Rússia para exterminar, além dos russos, evangélicos e católicos, como uma militante denominada Lay Santana, num grupo de discussão chamado "Comunidade Racionalista". Além da natureza anticomunista e imperialista de tal afirmação, ela é considerada também criminosa pelo direito brasileiro, na Lei 7.716/89 em seu artigo 20, que em seu parágrafo segundo prevê inclusive sua prática através de meios de comunicação. Há algum tempo, uma jovem de São Paulo foi penalizada judicialmente por defender o extermínio de nordestinos. A despeito de posições isoladas, essa atitude é incitada por jornais voltados ao GLS e da grande mídia. Coincidência ou não, a promoção de tal propaganda antirrussa na grande mídia ocidental se deu após a polêmica em torno de Eduard Snowden.
Ideias de aniquilação ou dominação da Rússia tem povoado a imaginação de proeminentes nomes ocidentais há séculos. A ideia de lançar 300 bombas nucleares na Rússia fora defendida pelo governo americano nos anos 40, na operação de codinome Dropshot, por esta se recusar a aceitar os valores culturais e econômicos ocidentais. O desenvolvimento da bomba atômica na URSS, sob a liderança de Stalin, levou os americanos a abandonarem seus planos de conflito militar com os soviéticos e desenvolver outra teoria que passaria a ser conhecida como "Doutrina Dulles", em referência ao ex-diretor da CIA que reconheceu a impossibilidade de vitória militar sobre a URSS, advogando para seu desmembramento uma guerra psicológica. Num documento da CIA3, o espião americano Allen Dulles destacava a importância de "semear o caos lá... nós subverteremos seus valores com falsos e os faremos acreditar serem seus valores"4, bem como de "apoiar e criar... artistas que carregarão a propaganda do... sexo, violência, sadismo e traição",5 sendo o LGBT uma peça instrumental nesse processo. Foi na Rússia liberal, de Borís Yeltsin, que restaurou o capitalismo e levou o país à crise, que esse movimento americano estabeleceu-se na Rússia.
Ideias de aniquilação ou dominação da Rússia tem povoado a imaginação de proeminentes nomes ocidentais há séculos. A ideia de lançar 300 bombas nucleares na Rússia fora defendida pelo governo americano nos anos 40, na operação de codinome Dropshot, por esta se recusar a aceitar os valores culturais e econômicos ocidentais. O desenvolvimento da bomba atômica na URSS, sob a liderança de Stalin, levou os americanos a abandonarem seus planos de conflito militar com os soviéticos e desenvolver outra teoria que passaria a ser conhecida como "Doutrina Dulles", em referência ao ex-diretor da CIA que reconheceu a impossibilidade de vitória militar sobre a URSS, advogando para seu desmembramento uma guerra psicológica. Num documento da CIA3, o espião americano Allen Dulles destacava a importância de "semear o caos lá... nós subverteremos seus valores com falsos e os faremos acreditar serem seus valores"4, bem como de "apoiar e criar... artistas que carregarão a propaganda do... sexo, violência, sadismo e traição",5 sendo o LGBT uma peça instrumental nesse processo. Foi na Rússia liberal, de Borís Yeltsin, que restaurou o capitalismo e levou o país à crise, que esse movimento americano estabeleceu-se na Rússia.
O grande escritor ucraniano Nikolay Gógol, imortal da literatura, já dizia que "há muitas mentiras sobre a Rússia", em seu romance "Taras Bulba", e o ocidente não pode ficar refém dessas mentiras perpetradas por grupos de ódio russófobos. Os comunistas, que defendem a paz e a amizade dos povos, devem ser categóricos em sua rejeição e condenação das ambições imperialistas e totalitárias do movimento LGBT, usurpador da luta de classes.
1- Proletarskiy gumanizm. Acessado em 12/08/2013. Disponível em http://gorkiy.lit-info.ru/gorkiy/articles/article-361.htm
2- RÚSSIA. Kodeks ob administrativnyh pravonarusheniyah(KOAP RF). Acessado em 12/08/2013. Disponível em http://www.zakonrf.info/koap/6.21/
3- EUA. Documents on American policy and Strategy. 1945-1950, páginas 174 a 207
4- idem
5- idem
