terça-feira, maio 06, 2014

EDITORIAL: Resposta a um vigarista da Revista Cidade Sol

Por Cristiano Alves


Há algum tempo, o editor de uma revista chamada "Cidade Sol", resolveu atacar o autor de A Página Vermelha com falsas insinuações, faltando com a verdade para os seus leitores.  O autor adota uma postura em defesa do liberalismo, condenado pelos grandes professores do marxismo-leninismo, especialmente pelo revolucionário chinês Mao Tse Tung em seu Livro Vermelho. Os seus ataques passariam despercebidos se não fosse por um fator: seu autor se diz "seguidor de Mao Tse Tung". 

Alguns militantes ditos de esquerda são em realidade "a esquerda da qual a direita gosta". Assim como alguns posers antirracistas ou mesmo pessoas desinformadas disseram que "somos todos macacos", incorporando epítetos criados para ofender o negro, assim como algumas pseudo-feministas resolveram dizer que "somos todas vadias", incorporando a ofensa do opressor, alguns sujeitos ditos "comunistas" dizem que "somos todos pervertidos e degenerados", que é exatamente aquilo que a extrema-direita nos acusa de ser. Nesse último campo estão situados os liberais pós-modernos, em grande parte jovens da pequena-burguesia ou do lúmpen-proletariado que aderiram a algumas ideias comunistas não por que "querem acabar com a miséria e a opressão", não por que "acreditam que o socialismo será a independência de sua pátria" ou que trará "a verdadeira ordem e a disciplina", mas por que acreditam que o socialismo é a afirmação de sua degeneração moral, ou, pior que isso, uma "fuga de seus problemas familiares"(pasmem, ainda ontem via um pós-modernista declarar na rede social Facebook que "família é racismo"!).

Como bem colocado pelos marxistas-leninistas M. Sandros, Ib Nörlund, Bruno Frei e K. Zarodov em "Problemas ideológicos contemporâneos", um livrinho pequeno, mas uma das melhores vacinas contra o liberalismo/pós-modernismo, dar a melhor resposta ao pós-modernismo cabe a um psiquiatra, e entendemos que num governo socialista, a exemplo do modelo soviético e de outros países, uma clínica psiquiátrica seria o local mais adequado para esses "militontos".

Tendo sido procurado por alguns leitores e alertado sobre o conteúdo ofensivo à minha pessoa feito na Revista Cidade Sol, resolvi publicar essa resposta:



É simplesmente impressionante o nível de sem-vergonhice e de vigarice que um pós-modernista pode perseguir!

O dono desse blog claramente falta com a verdade! Falta com a verdade por que omite e manipula os fatos. Em primeiro lugar, A Página Vermelha começou sim como um site, depois se tornou blog por ser mais dinâmico e mais econômico. Segundo não há nenhum "estímulo à violência" contra o LGBT, a citação dos comunistas alemães(por sinal sarcástica) citada por Gorky é perfeitamente atual. Bolsonaro só tem a fama que tem por que a camarilha pós-moderna incorpora justamente aquilo que ele acusa a esquerda de ser! Tão absurdo quanto um negro dizer que "é macaco" é um comunista dizer que "é pós-moderno". Quem o faz é um provocador a serviço da direita, seja ele pago ou não.

Bolsonaro só existe enquanto o político que é graças a Jean Wyllys, sem ele seria "só mais um conservador" como Afanasio Jazadi ou só mais um oposicionista como Serra ou Aécio. Até os pós-modernistas chegarem ao poder, ele era "só um parlamentar que defendia a ditadura". Agora, diante da passividade da esquerda e graças aos pós-modernistas foi elevado à condição de "paladino da moral e dos bons costumes".

Ninguém em A Página Vermelha defende o "nazibolchevismo" como norte ideológico, aliás o uso de um termo tão estúpido já mostra que você nada sabe sobre nacional-bolchevismo, constituído como frente política inicialmente e grupo de oposição a Putin e à influência do imperialismo na cultura russa. Aliás, eles eram "um pouco pós-modernistas", basta ver alguns pôsteres de divulgação que traziam carícias inter feminis ou jovens moças de seios quase desnudos, o que explica por que grande parte dos integrantes do partido era formada de jovens. Só que ainda assim o seu objetivo político não eram os de maio de 68, mas os de outubro de 1917, com concessões à política da NEP. No início da década de 2000 foram perseguidos por tentar iniciar uma revolução armada ao estilo da RAF ou do Exército Vermelho Japonês. Um partido nazista é racista, coisa que o NBP não era - não apenas possuía o partido líderes negros e uma seção em Israel, como também dizia em seu programa que para eles "russo é todo aquele que defende os interesses da Rússia, independente de procedência étnica", para mim a melhor parte do programa. Algumas militantes e líderes do NBP eram abertamente homossexuais, todavia nunca pós-modernistas ou homossexualistas. O partido também era odiado por organizações neonazistas, que por sinal treinavam tiro com seu símbolo.

Sua afirmação de "sou muito poser para o seu gosto" é simplesmente ridícula e depreciável, uma prova de seu recalque! E daí se gosto de tirar fotos? Tens Inveja? Realmente gosto de tirar fotos por que tenho bom gosto.


É até uma contradição que você se diga maoísta e tenha esse asco por fotos, quando o próprio Mao e mesmo Stalin eram vaidosos nesse sentido. Um homem sem vaidade é como um bicho. As técnicas da oratória, expressas no manual de oratória forense do Dr. Leo Jaime, demonstram que a imagem é essencial para um orador, estudos mostram que se o papa romano não usasse as suas 16 vestimentas, a ICAR perderia cerca de 70% de seus fiéis. Muitos líderes políticos, incluindo comunistas, jamais tiravam a sua capa publicamente, uma vez que se trata de uma veste que possui inclusive valor simbólico. Grandes comandantes militares, fossem bárbaros ou césares, eram sempre retratados de capa. Mesmo o humilde Jesus é retratado em seu manto vermelho. E a melhor parte é que a minha camarada e namorada querida gosta muito de me ver de capa.


É lamentável ver que uma página como essa(Cidade Sol) degenerou-se numa "Capricho de esquerda", que está mais interessada em falar de "poses de fotos" do que de marxismo-leninismo.

O autor dessa página mente quando diz que "foi expulso por mim de grupo de Facebook por que apresentou argumentos contra mim". Isso é falso, primeiro por que ele não tem nenhuma prova de que foi banido por mim de grupo algum e até mesmo moderadores de campos diferentes detestavam o autor da Revista Cidade Sol, a quem chamavam de "Lúcio Espírito de Porco", uma vez que foi flagrado querendo denunciar um companheiro petista ao pessoal do Aécio Neves. Segundo, o autor não apresentou argumento algum, e sim ofensas de cunho pessoal como me chamar de "gay". Poucas citações são tão profundas quanto as do atleta Wanderley Silva quando ele diz que "respeito é bom e preserva os dentes" e atrás de um monitor qualquer um, incluindo um Espírito de Porco, pode brincar de ser homem! Nenhum nordestino sério leva desaforo para casa.

É por isso que nós desprezamos o pós-modernismo, por que partindo da premissa de que "não existe nenhuma verdade", do relativismo extremado, para o pós-modernista honra é que o que ele próprio definir como honra, verdade é o que ele define como verdade; ele existe para rejeitar qualquer consenso moral, consenso que serve de norte para a as civilizações e sociedades. Para muitas sociedades, seja ela africana, americana, socialista ou comunista, há um "consenso moral" que por sua vez servirá de base para as suas leis. Marx e Engels não falaram na "destruição de qualquer moral", e sim em uma "moral proletária", numa "moral socialista". O pós-modernista se diz contra qualquer moral, qualquer "verdade". E é justamente por isso que nós vemos aberrações como o autor dessa revista, que consegue incrivelmente se dizer um defensor "do FEMEN e de Mao", este último um paladino(ou melhor, um wu xia) da luta contra o liberalismo, que era o nome que ele dava ao pós-modernismo! Isso é tão bizarro quanto defender "comunismo e nazismo" ao mesmo tempo, o que o autor do site ironicamente me acusa de fazer. O vigarista hipócrita sempre procura acusar o outro daquilo que ele mesmo faz!

Resumindo toda a ópera, você ataca A Página Vermelha por ela se manter fiel aos ensinamentos de Marx a Mao, não do FEMEN ou de Lady Gaga, só que para confundir as pessoas, se diz "maoísta". É muita hipocrisia! Como bem discutido com a camarada Angela Sztormowsky e o camarada Augusto Mazdaki, a tolerância para com o pós-modernismo deve ser zero, pois conhecemos de perto a falta de limites para a sua mesquinhez e sua falta de escrúpulos!

sábado, maio 03, 2014

CRISE NA UCRÂNIA: Neonazistas ucranianos queimaram sindicalistas vivos

Por Cristiano Alves


A barbárie se deu na semana que acompanha o Dia do Trabalhador. Esta é a "Ucrânia independente e livre" almejada pelos terroristas seguidores de Stepan Bandera. É esse o banho de sangue promovido pela "Junta" de Kiev, a mesma que declarou o dia 9 de maio, dia da derrota da Alemanha nazista, um "dia de luto":


quinta-feira, maio 01, 2014

1º de maio: Maio, o nosso maio!



SEMANA DA VITÓRIA: A Batalha da Rússia(Documentário dublado)

Documentário do Exército Americano demonstra por que durante centenas de anos a Rússia e seu povo foram odiados e invadidos por forças militares ocidentais:


DOCUMENTÁRIO: A história do racismo

Documentário da BBC legendado em português sobre capitalismo e racismo:


SOCIEDADE:Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!

Por Douglas Belchior
Publicado na revista Carta Capital





A foto da esquerda todo mundo viu. É o craque Neymar com seu filho no colo e duas bananas, em apoio a Daniel Alves e em repulsa ao racismo no mundo do futebol.

Já a foto à direita, é do pigmeu Ota Benga, que ficou em exibição junto a macacos no zoológico do Bronx, Nova York, em 1906. Ota foi levado do Congo para Nova York e sua exibição em um zoológico americano serviu como um exemplo do que os cientistas da época proclamaram ser uma raça evolucionária inferior ao ser humano. A história de Ota serviu para inflamar crenças sobre a supremacia racial ariana defendida por Hitler. Sua história é contada no documentário “The Human Zoo”.

A comparação entre negros e macacos é racista em sua essência. No entanto muitos não compreendem a gravidade da utilização da figura do macaco como uma ofensa, um insulto aos negros.

Encontrei essa forte história num artigo sensacional que li dia desses, e que também trazia reflexões de James Bradley, professor de História da Medicina na Universidade de Melbourne, na Austrália. Ele escreveu um texto com o título “O macaco como insulto: uma curta história de uma ideia racista”. Termina o artigo dizendo que “O sistema educacional não faz o suficiente para nos educar sobre a ciência ou a história do ser humano, porque se o fizesse, nós viveríamos o desaparecimento do uso do macaco como insulto.”

Não, querido Neymar. Não somos todos macacos. Ao menos não para efeito de fazer uso dessa expressão ou ideia como ferramenta de combate ao racismo.

Mas é bom separar: Uma coisa é a reação de Daniel Alves ao comer a banana jogada ao campo, num evidente e corriqueiro ato racista por parte da torcida; outra coisa é a campanha de apoio a Daniel e de denúncia ao racismo, promovida por Neymar.

No Brasil, a maioria dos jogadores de futebol advém de camadas mais pobres. Embora isso esteja mudando – porque o futebol mudou, ainda é assim. Dentre esses, a maioria dos que atingem grande sucesso são negros. Por buscarem o sonho de vencer na carreira desde cedo, pouco estudam. Os “fora de série” são descobertos cada vez mais cedo e depois de alçados à condição de estrelas vivem um mundo à parte, numa bolha. Poucos foram ou são aqueles que conseguem combinar genialidade esportiva e alguma coisa na cabeça. E quando o assunto é racismo, a tendência é piorar.

E Daniel comeu a banana! Ironia? Forma de protesto? Inteligência? Ora, ele mesmo respondeu na entrevista seguida ao jogo:

“Tem que ser assim! Não vamos mudar. Há 11 anos convivo com a mesma coisa na Espanha. Temos que rir desses retardados.”

É uma postura. Não há o que interpretar. Ele elaborou uma reação objetiva ao racismo: Vamos ignorar e rir!

Há um provérbio africano que diz: “Cada um vê o sol do meio dia a partir da janela de sua casa”. Do lugar de onde Daniel fala, do estrelato esportivo, dos ganhos milionários, da vida feita na Europa, da titularidade na seleção brasileira de futebol, para ele, isso é o melhor – e mais confortável, a se fazer: ignorar e rir. Vamos fazer piada! Vamos olhar para esses idiotas racistas e dizer: sou rico, seu babaca! Sou famoso! Tenho 5 Ferraris, idiota! Pode jogar bananas à vontade!

O racismo os incomoda. E os atinge. Mas de que maneira? Afinal, são ricos! E há quem diga que “enriqueceu, tá resolvido” ou que “problema é de classe”! O elemento econômico suaviza o efeito do racismo, mas não o anula. Nesse sentido, os racistas e as bananas prestam um serviço: Lembram a esses meninos que eles são negros e que o dinheiro e a fama não os tornam brancos!

Daniel Alves, Neymar, Dante, Balotelli e outros tantos jogadores de alto nível e salários pouca chance terão de ser confundidos com um assaltante e de ficar presos alguns dias como no caso do ator Vinícius; pouco provavelmente serão desaparecidos, depois de torturados e mortos, como foi Amarildo; nada indica que possam ter seus corpos arrastados por um carro da polícia como foi Cláudia ou ainda, não terão que correr da polícia e acabar sem vida com seus corpos jogados em uma creche qualquer. Apesar das bananas, dificilmente serão tratados como animais, ao buscarem vida digna como refugiados em algum país cordial, de franca democracia racial, assim como as centenas de Haitianos o fazem no Acre e em São Paulo.

O racismo não os atinge dessa maneira. Mas os atinge. E sua reação é proporcional. Cabe a nós dizer que sua reação não nos serve! Não será possível para nós, negras e negros brasileiros e de todo o mundo, que não tivemos o talento (ou sorte?) para o  estrelato, comer a banana de dinamite, ou chupar as balas dos fuzis, ou descascar a bainha das facas. Cabe a nós parafrasear Daniel, na invertida: “Não tem que ser assim! Nós precisamos mudar! Convivemos há 500 anos com a mesma coisa no Brasil. Temos que acabar com esses racistas retardados, especialmente os de farda e gravata”.

Quanto a Neymar, ele é bom de bola. E como quase todo gênio da bola, superacumula inteligência na ponta dos pés. Pousa com seu filho louro, sem saber que por ser louro, mesmo que se pendure num cacho de bananas, jamais será chamado de macaco. A ofensa, nesse caso, não fará sentido. Mas pensemos: sua maneira de rechaçar o racismo foi uma jogada de marketing ou apenas boa vontade? Seja o que for, não nos serve.

Sou negro, nascido em um país onde a violência e a pobreza são pressupostos para a vida da maior parte da população, que é negra. Querido Neymar – mas não: Luciano Hulk, Angélica, Reinaldo Azevedo, Aécio Neves, Dilma Rousseff, artistas e a imprensa que, de maneira geral, exaltou o “devorar da banana” e agora compartilham fotos empunhando a saborosa fruta, neste país, assim como em todo o mundo, a comparação de uma pessoa negra a um macaco é algo culturalmente ofensivo.

Eu como negro, não admito. Banana não é arma e tampouco serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma na medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente na medida em que simplifica, desqualifica e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo.

O racismo é algo muito sério. Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes tem um objetivo certo: escamotear seu real significado do racismo que gera desde bananas em campo de futebol até o genocídio negro que continua em todo o mundo.

Eu adoro banana. Aqui em casa nunca falta. E acho os macacos bichos incríveis, inteligentes e fortes. Adoro o filme Planeta dos Macacos e sempre que assisto, especialmente o primeiro, imagino o quanto os seres humanos merecem castigo parecido. Viemos deles e a história da evolução da espécie é linda. Mas se é para associar a origens, por que não dizer que #SomosTodosNegros ? Porque não dizer #SomosTodosDeÁfrica ? Porque não lembrar que é de África que viemos, todos e de todas as cores? E que por isso o racismo, em todas as suas formas, é uma estupidez incompatível com a própria evolução humana? E, se somos, por que nos tratamos assim?

Mas não. E seguem vocês, “olhando pra cá, curiosos, é lógico. Não, não é não, não é o zoológico”.

Portanto, nada de bananas, nada de macacos, por favor!

BRASIL: Nem vadias, nem santas: sejamos revolucionárias!

Pelo Movimento Feminino Popular
Publicado no jornal A Nova Democracia


Mulher que luta não protesta com os seios de fora, protesta de uniforme, ainda que esse uniforme seja apenas uma camisa e boné com o símbolo de seu sindicato ou organização de luta


Uma outra opinião...

Na sociedade em que vivemos, onde a imensa maioria da população é explorada e tem seus direitos mais elementares pisoteados diariamente, nós, mulheres, somos a parcela mais oprimida e aviltada das classes trabalhadoras. Isto porque, além de sofrermos o peso da exploração capitalista e recebermos menores salários que os homens de nossa classe, recai sobre nós a milenar opressão sexual. As operárias, professoras, camponesas, etc., ou seja, 90% das mulheres em nossa sociedade são duplamente exploradas e oprimidas. Esta opressão sexual surgiu com a propriedade privada e é representada na forma da família monogâmica patriarcal, na qual a mulher é escrava do lar, responsável pelo extenuante e invisível trabalho doméstico e sofrendo infinitas humilhações e formas de violência veladas ou abertas, físicas e/ou psicológicas, sexuais e morais dentro e fora da família. 

A escravidão doméstica da mulher é extremamente lucrativa e necessária ao sistema capitalista, pois assim este deixa para o âmbito privado e sobre as costas das mulheres uma série de trabalhos, indispensáveis à reprodução da força de trabalho (cuidados com casa, alimentação, filhos, etc.), que lhe custaria uma parte de seus fabulosos lucros. Isto significa que as mulheres do povo realizam um trabalho pesado e gratuito para as classes dominantes, estes nos exploram direta (no mercado de trabalho) e indiretamente (com o trabalho doméstico). 

Portanto, a quem interessa manter a exploração da mulher? Às classes dominantes exploradoras, que para justificá-la socialmente criaram ao longo da história uma série de mitos e uma moral reacionária baseada na suposta "natureza deficitária e frágil" da mulher, na qual a repressão sexual é reflexo direto. Como parte da exploração da mulher, a burguesia utiliza o corpo feminino como rentável mercadoria, nos concebendo como meros objetos sexuais. Toda a moral e cultura patriarcais existem para manter metade da classe subjugada e oprimida, seja pelo tolhimento direto dos direitos e pela repressão, seja pela aparência ilusória de "liberdade", como forma de desviar as mulheres da luta consequente por sua emancipação. 

Por que não somos vadias?

Qual o objetivo da "marcha das vadias": resignificar o termo vadia ou considerar esta qualidade como sinônimo de "liberdade"? Para nós, ambas as pretensões estão erradas, pois assumir este adjetivo não representa contestação ao machismo. 

Quando a sociedade burguesa e sua propaganda nos atacam com suas injúrias devemos cuspi-las de volta, não faz sentido nos apropriarmos delas. Todos os termos ofensivos ao povo são utilizados no sentido de desvirtuar sua essência. Os operários em greve em Jirau (Rondônia) foram chamados de "vândalos"; os guerrilheiros em luta contra o regime militar de "terroristas"; as massas nas favelas do Rio de "traficantes". Os termos preconceituosos, como parte da ideologia dominante, atuam no mesmo sentido. Haveria razão para as mulheres lésbicas se denominarem de adjetivos ofensivos como "sapatas", ou das mulheres negras se chamarem "macacas", ou todas nós de vadias? Claro que não! É um erro acreditar que se combate o preconceito assimilando termos preconceituosos impostos pela moral burguesa. 

Por outro lado, assumir a condição de "vadia" não é contestar a ideologia dominante. A moral burguesa, e dentro dela o machismo, não se expressa apenas no conservadorismo dos padres, pastores, rabinos ou clérigos mulçumanos. A hipocrisia é uma das características desta moral reacionária, onde todos os "pecados" proibidos na missa são cometidos e estimulados assim que ela termina. A suposta "liberdade" sexual apresentada pela burguesia, o seu niilismo, onde tudo é permitido, é tão opressor como o conservadorismo. A burca imposta pelo Talibã e a indústria pornográfica do EUA conservam o mesmo machismo, apenas com formas diferentes. Assim, se por um lado o machismo se expressa como castração à sexualidade feminina, por outro lado estimula a mercantilização de nossos corpos e para isto difunde uma falsa "liberdade" da mulher em se "vender livremente". Ambos os aspectos reduzem a mulher ora como objeto casto de reprodução, ora como objeto de lucro e prazer alheios e são parte da mesma moral burguesa. 

O conservadorismo e o niilismo são faces da velha moeda da moral burguesa; optar por uma delas na ilusão de combater a outra só ajuda a conservar a sociedade como está. Somos por uma nova moral sexual, uma moral revolucionária, sem niilismo e sem conservadorismo. E esta nova moral só é possível ser construída na medida em que lutamos para destruir todos os pilares desta velha sociedade opressora e exploradora. 

Por isto, para nós, a "marcha das vadias" nada tem de contestatória; o centro na "irreverência" longe de combater, estimula o estereótipo da mulher como objeto sexual masculino. A imagem do cartaz da marcha das vadias de Brasília, com uma jovem branca, magra, em pose sensual, com o sutiã nas mãos, é bem similar a inúmeras capas de "revistas masculinas". Que contestação há nisso? A nudez pode sim representar a contestação à moral dominante, mas neste caso não vemos nenhum nu artístico, apenas uma imagem que reforça o padrão de beleza dominante e de comportamento jovem que associa rebeldia à mera exposição do corpo feminino. Senão, seríamos obrigadas a considerar como publicação revolucionária a revista "Playboy", editada no Brasil pelos ultra-conservadores da editora "Abril", os mesmo que editam a direitista "Veja".

Companheiras, devemos lutar pelo fim de todas as formas de opressão contra as mulheres. A violência sexual é uma delas. Temos que combater com a mesma energia o estupro cultural, dirigido principalmente contra a juventude, que procura estimular e naturalizar a pedofilia e a prostituição. Devemos combater expressões culturais do tipo "novinhas" e "popozudas" sem medo de cair no falso moralismo ou conservadorismo. Estas músicas, estas sim, são conservadoras, afinal reforçam o discurso da mulher como objeto sexual.

Portanto, companheiras, não somos vadias! Vadia é a burguesia, que em seu ócio, nada criativo, vive da exploração do trabalho alheio. Terroristas e vândalos são os Estados imperialistas que invadem e saqueiam nações e povos em todo o mundo. E são eles os responsáveis pela situação de humilhação, falta de direitos, e opressão feminina nas mais diversas esferas, pois difundem sua ideologia dominante que penetra em nosso meio, em nossa classe. É contra estas classes dominantes, pois, que devemos lutar, para transformar profundamente as bases desta sociedade e toda a cultura e moral degradantes dela decorrente.

Despertar a fúria revolucionária da mulher! 
Movimento Feminino Popular

MUNDO: Na Alemanha, ativista neonazista é atriz de pornô interracial

Por Cristiano Alves

Há algum tempo foi um escândalo na rede mundial um surpreendente caso de ativistas neonazistas russas que faziam pornô interracial. Dessa vez foi a vez de mais uma ser descoberta, na Alemanha!

Ina Groll, posando com uma camisa com o número 88, código neonazista para "Heil Hitler"

Nazista, branca, loira, olhos claros... Ina Groll, também conhecida como Kitty Blair, tinha tudo para se tornar a garota propaganda do famigerado partido neonazista alemão NPD(Partido Nacional Democrático), que cresceu exponencialmente após a derrubada do muro de Berlim e da anexação da ex-Alemanha Oriental. Mas isso não foi possível por um detalhe, a loirinha nazista "dormia com negões".

Após o NPD "misteriosamente" descobrir o filme Kitty endekt das sperm(em tradução livre, Kitty descobre o esperma), a atriz alemã Ina Groll foi expulsa do partido por "desgraçar a raça branca superior germânica". Depois desse escândalo, só resta como opção entrar no FDP(o partido alemão!)1.

Ina Groll, em foto do Twitter com a bandeira do NPD e tatuagens. Percebe-se em seu braço uma tatuagem da runa nórdica Odal, usada pelos membros da SS como símbolo da "pureza racial nórdica".
Apesar de suas convicções filosóficas neofascistas, apesar de sua "crença na superioridade branca" exposta inclusive em camisetas com o número 88(código dos fascistas para Heil Hitler, dada a semelhança da letra H com o número 8) os órgãos sexuais e outros orifícios da atriz não demonstraram nenhum preconceito quando se trata de copular com um homem e até mais de um. Capturas veiculadas após o escândalo mostram uma moça que parece bem confortável ao ter todos os seus orifícios penetrados por diversos homens, brancos e negros! Será que o fuhrer teria algum orgulho da mocinha? Segundo evidências históricas, talvez ele até a invejaria!

Ina Groll em seu "trabalho": "A nossa loirinha magra sabe o que os homens de verdade querem"
O caso de Ina Groll, a neonazista alemã que fazia pornô interracial, novamente expõe a hipocrisia, o cinismo e mesquinhez do pensamento fascista de tipo alemão. Embora se trate de uma mulher, muitos homens não agiriam de forma diferente e por mais que se digam "100% nazistas", seus falos certamente não o são! Quem nunca ouviu falar desse ou daquele sujeito que diz que "não é racista por que comeu uma negra"? Ele também expõe mesquinhez da prostituição onde a mulher está sujeita a quaisquer condições, como meio de obtenção de lucro. Também nos mostra que se a Alemanha socialista(Alemanha Oriental) mostrou que é possível uma Alemanha sem nazismo, a Alemanha capitalista convive bem com partidos nazistas.

O pensamento racista(do qual é filho o nazismo) resulta do medo somado à hipocrisia e à ignorância, algo fomentado pelo sistema econômico e social capitalista com o objetivo de dividir os trabalhadores. Não é nenhuma surpresa que isso se dê se num país como a Alemanha capitalista, onde ainda se promove zoológico de negros(como em Augsburg em 2006), ou preconceito russofóbico, e nem seria se um dos diretores(ou diretoras) dessa exposição tivesse algum "affair com um negão". Qualquer um que a título de curiosidade navegue pelos comentários de qualquer vídeo interracial, principalmente nos Estados Unidos, sabe que é bastante comum encontrar entre os seus espectadores brancos racistas, que após se deleitar onanisticamente ante vídeos pornográficos interraciais, vomitam todo o seu ódio pelos negros, chamam-nos de "macacos" ou "aidéticos", após encerrada a sua tara sexual e a sua reserva seminal. Afinal de contas, o filme de Ina nos dá uma sugestão, "Kitty, a nossa loirinha magra sabe o que os homens de verdade querem".

Ina Groll, em conferência do NPD que exibe orgulhosamente no Facebook
O "poder ariano" de Ina

1- FDP: Partido Federal Democrático, da Alemanha.


Fonte:

Artigo de Viktor Adolfsson no portal Nyheter 24. Tysk porrstjarna hade sex med svart man sparkas fran naziparti(Estrela do pornô alemã que teve sexo com um negro foi expulsa do partido nazista). Disponível em: http://nyheter24.se/nyheter/utrikes/765471-tysk-porrstjarna-hade-sex-med-svart-man-sparkas-fran-nazistparti?splash=false Acesso em 10:00 de 01/05/2014.

Veja também:

quarta-feira, abril 30, 2014

CRISE UCRANIANA: Ucrânia constrói campos de concentração para cidadãos pró-russos da Galícia


Por Cristiano Alves
Com informações do canal Rossiya




O MVD da Ucrânia, com recursos da União Europeia, iniciou a construção de um campo de concentração em Jdanovka, na Ucrânia.

O campo de concentração(kontslager) é construído sob a máscara de "campo para imigrantes ilegais":

segunda-feira, abril 28, 2014

CHARGE: O cérebro de um racista




ESPORTE: Daniel Alves responde aos racistas da Espanha

Por Cristiano Alves


Um torcedor racista, pretendendo ofender ao jogador brasileiro e negro Daniel Alves, jogou uma banana no campo, pretendendo insinuar que se tratava de um macaco, insulto usado por centenas de anos para afirmar a inferioridade racial dos negros e mesmo confiná-los em zoológicos humanos, prática comum em países capitalistas como a Bélgica e mesmo nos Estados Unidos, ao contrário do que se deu na União Soviética a partir da época de Lenin e Stalin, que igualaram todas as etnias do país.

A atitude de Daniel Alves, além de sábia, foi jocosa contra os racistas, ele soube fazer do limão uma limonada. No momento em que bateria um escanteio, ele apanhou a banana e a comeu discretamente, frustrando o propósito do racista anônimo, que provavelmente queria vê-lo triste e humilhado. Confira a sequência de fotos:



Veja também:

- Stalin e a igualdade racial, por Alexandre Braga
- Por que estudar Stalin, por Cristiano Alves

quinta-feira, abril 24, 2014

CRISE UCRANIANA: Páscoa em Slavyansk(Fotos)


Na cidade de Slavyansk se dão conflitos armados entre a "Junta"(se lê rrunta), governo neonazista de Kiev, e os rebeldes antifascistas. Os conflitos acirraram-se após o assassinato de 3 civis pacíficos na cidade durante a páscoa.

As fotos a seguir mostram como os ucranianos antifascistas comemoraram a páscoa:








SOCIEDADE: Sobre Olavo de Carvalho e os "pobres de direita"

Por Augusto César Mazdaki



Muitas pessoas, em nosso meio, juntam-se à reação conservadora por nojo ao pós-modernismo e ao liberalismo que definem a "esquerda do bem", essa esquerda cor-de-rosa, que coloca pautas movimentistas de cunho liberal e individualista, tais como as Marchas da Maconha, Gay e das Vadias acima e à frente do contexto da luta de classes e que, além de tudo, monopoliza, junto à direita — esta, sim, variada, dinâmica e bem orientada no tocante aos seus objetivos de classe — a cena política no país.

A essa "esquerda-puteiro", de inspiração liberal, parisiense e sessenta-e-oitista corresponde — e é, por esta correspondente, derrotada facilmente, diga-se de passagem — uma direita aguerrida, combativa, violenta, obstinada e com vontade férrea — e, mais ainda, monolítica, ainda que os diversos setores pareçam divergir diametralmente em seu ethos e suas concepções da sociedade e visão de mundo.

Falta, sim, uma esquerda combativa. A essa esquerda parisiense, frouxa, bunda-mole e conciliadora — e não raramente antagônica em relação aos interesses dos próprios trabalhadores enquanto classe —, bem como às direitas liberal e conservadora, devemos contrapor uma esquerda "russa": igualmente aguerrida, combativa, violenta e obstinada e dotada de uma vontade férrea, igual ou superior àquela dos nossos antagonistas. Moradores de favelas que constroem barricadas e as incendeiam em vias públicas, professores que confrontam a polícia porca e reacionária e camponeses que se armam com espingardas de caça para enfrentar jagunços bem armados a soldo do latifúndio são exemplos da classe que pretendemos representar; suas ações e sua combatividade deve servir de guia moral para nós, ao passo que nós devemos educá-los politicamente para que esta combatividade seja canalizada corretamente em forma e conteúdo. O ethos do proletariado é o que deve servir de guia moral à esquerda. Não precisamos do liberalismo, da filantropia e do conciliacionismo da esquerda radical-chic cor-de-rosa.

Devemos ensinar o proletariado e, ao mesmo tempo, aprender dele.

E temos muito o que aprender.

quarta-feira, abril 23, 2014

INTERNET: A "superioridade intelectual" da direita

Contribuição de Gilberto Oliveira

O direitista João Bertoncini alega que uma universidade teria sido criada em 1859 por Dom Pedro I, que falecera em 1834.

CANAL DA VITÓRIA: Resposta a uma turba anticomunista

Por Cristiano Alves

Reproduzimos aqui uma resposta dada a uma ação infame e ignóbil empreendida por extremistas de direita que, por sua falta de argumentos, tentou praticar o chamado cyberbullying contra o editor-geral de A Página Vermelha e do Canal da Vitória, órgãos internacionalistas e favoráveis ao povo trabalhador e movimentos sociais.

Vídeo feito em homenagem ao Dia da Vitória enfureceu a extrema-direita

Com o intuito de "zoar" o canal, um grupo de desocupados seguidores de Olavo de Carvalho(popularmente chamados de "olavettes"), organizou um ataque ao canal, normalmente formado por insultos e deboches limitados a "kkk". A maioria se mostrava nitidamente furiosa e histérica com o fato do autor deste canal, a exemplo da jornalista Márcia Peltier num programa sobre a União Soviética, usar um uniforme comunista do Exército Soviético, o mesmo da vitória em Berlim. O último dos comentários dizia o seguinte:
"Baronema di Rio Preto: 
Você possuí sérios problemas de personalidade! Desde quando você é eslavo? Parece que você sente envergonha de si mesmo. Isso leva você buscar outras etnias. Já que ninguém te alertou, eu irei avisar: Você não é soviético e jamais participou da Segunda Guerra Mundial. Com todo respeito, você se veste assim por diversão, para fazer os outros rirem, ou por você realmente acreditar que é um soviético? Uma pessoa essencialmente saudável jamais iria adular Stalin ou usar uma vestimenta soviética de guerra, a não ser se fosse realmente um soldado."


O problema não é de personalidade, o problema é da falta do que fazer da direita mesmo, que uma vez que em nada contribuem para a sociedade e nem militam em movimentos sociais, apenas tem como ocupação trollar ambientes de esquerda, ameaçar deputados comunistas ou se autorreplicarem, não raramente com o uso de bots, programas-robôs, como já publicado no periódico Estadão, insuspeito de "apologia do comunismo". Em certos casos tais ações são patrocinadas pelo PSDB.

Segue a resposta do autor do site:

Autor do site "A Página Vermelha" e militante comunista

Onde eu disse no vídeo que sou eslavo? Você comeu quantos quilos de excremento para regurgitar tamanha merda? Aliás, você me conhece, pra saber qual a etnia de cada antepassado meu? Não sou eslavo(até onde sei), mas compartilho algo em comum com muitos deles, que é o cristianismo ortodoxo, uma religião cristã sem cruzadas, sem inquisição e sem surto de pedofilia entre os padres, que podem se casar.
Aliás você acha mesmo que só eslavos serviram no Exército Vermelho? Rubens Ibarruri, latino, não só foi tenente do Exército Vermelho(meu uniforme é de tenente, que é a propósito, meu posto militar na vida real), como também recebeu o título de Herói da União Soviética, o mais alto do país! Foi o primeiro latino a receber esse título, depois dele outros também receberam, dentre os quais Ramón Mercáder, Fidel Castro, Raul Castro e Armando Tamayo Mendez, este último o primeiro negro a ir para o espaço. Além deles negros também receberam o mesmo título, dentre os quais Patrice Lumumba, e foi até mesmo fundada uma universidade em seu nome. Não apenas na época da guerra, mas também depois dela, o Exército Vermelho teve negros no oficialato, sendo certamente o mais famoso deles Grigoriy Siyatvinda, ator que em filmes russos frequentemente representa um personagem brasileiro.

Você não tem respeito por ninguém, seu palhaço, acha que não sei que você e seus amiguinhos recalcados vem aqui com o nítido propósito de trollar?! Vocês trollam por que são recalcados, o próprio Pondé disse que o problema da direita é "não pegar mulher", e olhe que é um direitista com mais nível do que muitos que tem por aí, principalmente do que aquele palhaço afeminado e covarde chamado "conde" Leonardo Bruno(ou deveria dizer Raquel Piaszt?). Ainda me lembro quando uma vez mostrei um vídeo desse sujeitinho a uma pessoa e ela imediatamente respondeu: "isso aí é uma bichona!". Um sujeitinho ridículo que não só se passava por mulher como demonstra diversos trejeitos afeminados, deixando evidente a sua homossexualidade enrustida. Você acha que eu não sei que aquele sujeito tem pesadelos com revoluções comunistas?

Um dos promotores do ódio contra A Página Vermelha é o blogueiro Leonardo Bruno, conhecido também por "Raquel Piaszt", como se apresentava na rede social Orkut

Felizmente, a resposta que me interessava eu já recebi, não só aqui, como também no VK, onde recebi diversos elogios pelo vídeo, feito em homenagem ao grande Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio, quando os comunistas conseguiram a capitulação dos fascistas, de pessoas como você, que odeiam a classe trabalhadora e todos aqueles que a defendem, que odeiam as "raças inferiores" em nome de sua suposta superioridade racial!

Você e sua turba são tão patéticos e intelectualmente insignificantes que para vocês mesmo chega a ser uma "novidade" ver alguém cingido com o glorioso uniforme do Exército Vermelho. Saiba você que são usados em diversos eventos civis em homenagem a esta força heroica, cujo heroísmo e valor foi reconhecido até mesmo pelos mais altos comandantes militares dos Estados Unidos da América; esses uniformes também são usados em vários eventos de reconstrução histórica, coisa que provavelmente nem você nem os seus miguxos anticomunistas sabem o que é. No máximo conhecem purpurina e fantasias de poliéster de carnaval.

Eventos de reconstrução histórica são organizados em todo o mundo e podem reconstruir ambientes de samurais, IIGM, Guerra Civil Americana, batalhas medievais, etc

O uniforme que com todo orgulho nesse vídeo não apenas foi um grande presente, como também é um excelente produto cobiçado pelos mais refinados colecionadores, capazes de pagar altas notas por um. 

Por isso se você e seus amiguinhos acham que descobriram a América por que me viram num uniforme, saiba você que não tenho vergonha nenhuma de usá-lo, e o fato de vocês ficarem tão inquietos apenas indica que o vídeo serviu bem ao propósito dele. Eu estaria preocupado sim, se estivesse recebendo elogios de uma camarilha de trolls anticomunistas vagabundos e desocupados. Aliás quem mandou você vir aqui? O "papy Olavo" ou o "titio Leonardo"?

Esse uniforme eu ganhei de presente de um amigo da Ucrânia, o que mostra que eles sabem reconhecer e mesmo respeitar quem entende o significado de sua luta, graças à qual não somos todos nazistas, agora me diga que presente você e sua turba já ganhou de americanos ou britânicos! Além desse uniforme eu guardo com todo carinho aqui um prato e uma "palitsa", presente de uma amiga, arma simbólica dos cossacos, e você e seus amiguinhos? Não vou nem cobrar uma francisca ou escudo britânico, me contento se já tiverem recebido pelo menos uma cartinha de Ano Novo de alguém da OTAN. 

Uma pessoa saudável, como o Patriarca Sergius, diria que Stalin foi o "filho eleito da providência na luta contra os fascista". Uma pessoa saudável como o Arcipreste Sergey Vishnyevskiy diria que Stalin foi a "Espada de Retribuição do Povo Russo"(pesquise o que é "retribuição"). Uma pessoa saudável, como os vários brasileiros que escalaram uma montanha nos anos 50, diria que "Stalin foi o grande campeão da paz". Uma pessoa saudável diria que Iosif Vissaryonovich Stalin foi "um verdadeiro católico", como disse Alcide Degasperi, considerado um dos "pais da Europa Moderna" e "Servo de Deus" pelo Vaticano.

Para o arcipreste Sergey Vishnyevski, clérigo octagenário veterano da IIGM, Stalin foi "a espada de retribuição do povo russo"

Vocês anticomunistas são uma completa piada, uma abominação cognitiva, que não sabem o que defendem e nem no que acreditam, "trolls" cuja atividade é apenas destruir ou tentar destruir. São contraditórios, se um manifestante usa um agasalho da GAP, então "é um esquerdista caviar", se uma gimnastyorka do Exército Soviético "então é igualmente ruim", se alguém de esquerda tem apartamento em Paris, então "é de esquerda por que não sabe o que é pobreza", se é de esquerda e é operário, então "é um vagabundo que não quer trabalhar e virou comunista pra ele próprio ficar rico como o patrão". Se decidam!

Podem espernear e rosnar o quanto quiserem que a caravana vai passar. E o fato é que o Exército Vermelho de trabalhadores e camponeses não apenas libertou o seu próprio país, como também vários outros, e se não fosse por eles o mundo inteiro seria nazista. Então agora usar um traje é "achar que faz parte daquela organização"? Engraçado que eu não vejo toda essa histeria quando alguém usa uma camisa do time de futebol Barcelona ou Real Madrid. Nem precisa ir muito longe, alguém que usa uma camisa da seleção brasileira, necessariamente acha que é jogador de futebol? Vamos tentar elaborar argumentos inteligentes, fazer algum esforço para pensar, será que isso é tão penoso para a direita?

Respeito quem usa camisa de futebol(provavelmente o caso de pelo menos 99% dos palhaços reacionários hipócritas que vieram tentar achincalhar o vídeo), eu mesmo tenho o meu time, o Palmeiras, respeito quem gosta do Real Madrid ou do Shimizu, é questão de gosto. Só que uma ou quinhentas vitórias do Real Madrid não tem absolutamente nenhum significado para a minha vida pessoal e provavelmente nem mesmo para de quem veste sua camisa, certamente também não para o seu povo! Mas graças à Grande Vitória do Exército Soviético hoje existimos enquanto Brasil, e não "Nova Germânia", graças ao Exército Soviético o meu avô não foi para um campo de concentração fascista e suas progenitoras, por mais que xinguem vocês, não se tornou uma puta de fascistas, salvando em parte as vossas imundas e pútridas reputações!

"Nós e os nossos aliados estão eternamente gratos e sempre em débito com o exército e o povo da União Soviética" (Frank Knox, Ministro da Marinha dos Estados Unidos)

terça-feira, abril 22, 2014

BRASIL: Comunistas e democratas catarinenses trocam retrato de Hitler pelo Stalin batendo em Hitler

Por Cristiano Alves


Recentemente foi noticiado um ato de vandalismo e de ódio em Santa Catarina na cidade de Itajaí, quando um grupo de nazistas anônimos postou num poste da cidade, em frente a um cartão postal, um retrato do tirano alemão Adolf Hitler, retrato esse onde está estampada em seu rosto a expressão do ódio.

Não durou nem 24 horas, um grupo democratas, comunistas e progressistas arrancou os cartazes de Hitler e em seu lugar colocou um poster de autoria de Valeriy Barykin("Byey Gitlera", isto é, "Bata em Hitler") onde o líder soviético Iósif Vissaryonovich Stalin, ícone máximo da vitória sobre o fascismo, cingido com o seu capote de Marechal da União Soviética, acerta um cruzado de esquerda no tiranete alemão Adolf Hitler.

De fato, em 1945, o Exército Vermelho colocava um fim ao delírio chamado III Reich, fundado por Hitler e sua camarilha de celerados e pervertidos. Muitos de seus associados se suicidaram, como o próprio Hitler, tal como um gângster que perde um jogo e brinca com o destino de um povo, outros fugiram para países como o Brasil e os Estados Unidos, tendo sido alguns capturados por "caçadores de nazistas".

A ação heroica do povo de Santa Catarina mostra que não há lugar para o fascismo no Brasil, nem mesmo num Estado onde os alemães compõem maioria étnica. Ela também demonstra que o nome de Iósif Vissyonovich Stalin é o estandarte de todos aqueles que abominam a besta fascista, que abraçam a paz e a liberdade!

Abaixo, a arte original do artista russo Valeriy Barykin:


domingo, abril 20, 2014

TEORIA: Contra o Pós-Modernismo

Por Augusto César Mazdaki


Integrantes da banda Pussy Riot, ícone pós-moderno, posando entusiasticamente ao lado de Hillary Clinton, voz do imperialismo

Em discussões políticas e filosóficas de qualquer natureza, quer seja no domínio da história, psicologia, filosofia ou sociologia, sempre há a possibilidade de engajar-se em um debate de forma a desqualificar o debate em si. O agnosticismo ou a afirmação de que “uma vez que não podemos acessar tal conhecimento, não devemos nos importar com a verdade que há por trás de tal dúvida” é uma das faces da arma ideológica que tem por objetivo sufocar o debate e desorientar aqueles que dele participam. O pós-modernismo, a antiteoria que representa o grau supremo degeneração da ideologia liberal-burguesa em si mesma, tem por objetivo dar uma base de sustentação filosófica para afirmações deste tipo.

Para o pós-modernista, a busca pela verdade em uma sociedade, bem como no âmbito da construção ou modificação da mesma, está destinada a fracassar, posto que não existe uma “verdade”, mas muitas. Se quisermos compreender esta perspectiva, ainda que apenas por um momento, somos obrigados a nos perguntar: qual é seu papel, então, no tocante à capacidade do sujeito passivo de se converter em agente ativo, isto é, de compreender e mudar a sociedade? Se a teoria deve ser entendida como uma ferramenta analítica ou científica, como um guia para a compreensão e a transformação das forças sociais, de que forma podem as teorias pós-modernas nos ajudar a empreender tal tarefa? Objetivamente, tais teorias auxiliam ou atravancam as lutas por avanços na sociedade? Cabe a nós, também, fazer a seguinte pergunta: poderia algum progresso na sociedade ser concebido ou simplesmente apreciado, no mundo bizarro, desfigurado, pervertido, deformado e arbitrário da pós-modernidade?

Desde o princípio, faz-se notar a forma como a rejeição dogmática de uma verdade objetiva baseada na realidade material pode impor entraves a uma avaliação da sociedade, uma vez que não pode haver consenso a respeito de um fato qualquer no âmbito do ideário pós-modernista. Qualquer tentativa de analisar um fenômeno sob a luz da ciência será necessariamente recebida com uma infinidade de questionamentos que têm por objetivo a rejeição e a desqualificação de toda análise em si. Ora, isso tudo é muito cabível e aceitável no domínio da mera filosofia, onde debates academicistas acerca do abstrato, e de questões não materiais, inerentes ao mundo das ideias constituem um objetivo em si. Fora deste âmbito, deve-se analisar sob a luz do materialismo dialético e histórico a pirotecnia do pós-modernismo e seus defensores, cujos artifícios consistem em apresentar obstáculos a fim de reiterar a sua visão dogmática da sociedade como um “simulacro” e deambular acerca da multiplicidade das “verdades”. Sem uma análise racional e materialista, o interlocutor pode ser compelido a reduzir o seu discurso a uma mera avaliação de viés e perspectiva próprios, o que, em última análise, acabará por reduzir o discurso do interlocutor a algo próximo a mero desabafo. Agir de forma contrária significaria render-se manifestamente à busca de uma verdade inalcançável. De toda forma, ceder espaço, em qualquer aspecto, à  alegação de que a teoria é incapaz de resolver quaisquer problemas no tocante a um entendimento concreto da realidade equivale a reduzir o trabalho histórico que envolve o estudo, a compreensão e a modificação das diferentes sociedades que existiram ao nível de mera frivolidade. É por esta razão que a ideia do pós-modernismo é inútil, danosa e contraproducente ao entendimento da sociedade e seus mecanismos de funcionamento, bem como à compreensão dos processos necessários às mudanças no seio da mesma.

Além do visceral ataque teórico do pós-modernismo contra o entendimento científico-social da realidade concreta, as implicações da ideia de que há múltiplas “verdades” têm como consequência direta a primazia de percepções individuais em prejuízo de quaisquer conclusões ou entendimentos que sejam obtidos coletivamente. Consequentemente, os pós-modernistas — que, muitas vezes, sequer são capazes de formar entre si um consenso acerca do significado de sua própria filosofia — são, de certo modo, inaptos à ideia de colaboração, posto que suas “verdades” são colocadas em conflito entre si mesmas. Ora, se é mesmo verdadeira a ideia segundo a qual a “verdade” é meramente aquilo que seu “portador” deseja que ela seja (wishful thinking) e não algo que exista fora dos vieses e percepções individuais que o mesmo tem do mundo a seu redor, há algo que respalde a preocupação do intelectual pós-moderno genérico em impor sua própria “verdade” àqueles que têm suas próprias concepções, de natureza individual ou não, do que seria a “verdade”? Ao tomar a verdade como algo de natureza puramente individual — considerando que todos têm por verdades as suas concepções, igualmente válidas —, o pós-modernista, em última análise, vive confinado à sua própria realidade e fracassa miseravelmente em compreender as demais verdades que o conectam a outras pessoas. A verdade universal, através da qual é concebida uma visão correta da realidade objetiva — aquela no âmbito da qual somos todos membros de uma sociedade, que devem contar uns com os outros através de uma complexa rede de relações que nos caracterizam como seres sociais —, é dogmaticamente rejeitada por uma concepção idealista segundo a qual cada pessoa é o artífice de sua própria “verdade”, através da qual tais pessoas interpretam a realidade.

Uma das consequências disso é que parece haver escasso incentivo a um trabalho ideológico, filosófico ou meramente analítico que leve a visões de mundo mutuamente aceitáveis, o que, em última análise, leva a um escasso incentivo a ações concretas, com base nessas visões de mundo mutuamente aceitáveis, que tenham por objetivo mudanças sociais de caráter estrutural. Quaisquer visões de mundo ou interpretações que combinem experiências e observações compartilhadas coletivamente e que tenham como base a realidade concreta não são consideradas qualitativamente superiores àquelas concebidas individualmente no mundo das ideias, logo, por que esforçar-se em trabalhar em conjunto visando alcançar determinado fim? Que sentido há, então, em um trabalho que vise o progresso e a construção de um pensamento de certe forma convergente, se as vazias “verdades” individuais, metafísicas e desconexas da realidade material, têm tanto valor quanto aquelas que levam em consideração o mundo material e sua realidade concreta? A resposta a esta pergunta é: não há qualquer sentido. A ação colaborativa, a interdependência entre os indivíduos, em suma, o “coletivismo”, essencial ao funcionamento, à modificação e à evolução qualitativa de qualquer sociedade, bem como qualquer esforço para a obtenção de uma verdade concreta, não são mais produtivos do que conclusões abstratas e desconexas com o mundo material. As implicações de tais concepções da teoria pós-moderna, tanto enquanto ferramentas para a compreensão da realidade além do indivíduo, quanto no tocante à colaboração (“coletivismo”) e ao trabalho de interpretação dos mecanismos da sociedade — que são essenciais, não apenas ao funcionamento da sociedade, mas também para a sua modificação e melhoramento — não são nenhum pouco positivas.

Como se tais questões não fossem suficientes para tornar a teoria pós-moderna litigável, no sentido dialético e histórico, esta propõe uma série de problemas, mas não aporta quaisquer soluções. Esta teoria vocifera contra noções de poder centralizado, alegando que as bases do poder (analisado aqui como um conceito único e invariável) são as mais diversas e que o poder em si está imprimido nas pessoas na forma de “poder disciplinar” (como, por exemplo, no caso de Michel Foucault), mas não aponta o que pode ser feito para mudar este paradigma, se é que tal paradigma pode, de fato, ser mudado. Outras teorias — não pós-modernas e com uma análise mais atenta à ciência e ao desenvolvimento das sociedades humanas sobre uma base material — fazem referências a problemas que surgem no seio da sociedade e oferecem algumas noções, mais ou menos corretas, de como se chegar a uma solução. Para o weberianismo, o problema está no excesso da autoridade racional legal, e uma solução potencial, embora temporária, seria uma liderança carismática. Para o marxismo — doutrina de caráter científico que tem como base analítica o materialismo dialético e histórico —, a raiz da maior parte dos males sociais se encontra na exploração do homem pelo homem e na propriedade privada dos meios de produção e prestação de serviços, e a solução é uma revolução das classes oprimidas contra a burguesia, encabeçada pelo proletariado. E quanto ao pós-modernista Foucault? Pois bem, se o poder (sempre como um conceito monolítico e invariável) encontra-se tão disperso e tão descentralizado, o pós-modernista certamente não terá quaisquer meios de colocar em cheque tal poder através de uma atividade revolucionária, tal como um marxista faria, e nem tampouco teria ele a opção de colocar suas esperanças em uma autoridade “carismática” a fim de abalar esse poder estabelecido. 

As críticas pós-modernistas são simplesmente isso: críticas. Não oferecem um guia para a ação e tampouco uma metodologia com algum embasamento científico para resistir à injustiça e ao moralmente incorreto conforme se manifestam no mundo material. Tais críticas, bem como as teorias que as embasam, carecem até mesmo de um discernimento moral para fazer uma distinção entre o que é injusto e imoral e o que não é. A razão de ser de tais teorias é não ter qualquer razão de ser. Sem que haja um sustentáculo lógico, sem que haja uma base material de sustentação para tal "verdade", sem que haja uma "verdade" fora das percepções e dos vieses pessoais de um indivíduo, não pode haver um guia para a ação fora do que possa representar a afirmação dessas mesmas percepções e vieses pessoais, de natureza meramente individual. O poder, desta forma, é descentralizado e impresso na persona do indivíduo e limitado à mesma: o que fazer, então, se os "objetos" de minha própria "verdade" pessoal estão submetidos e tal poder?



sexta-feira, abril 18, 2014

BRASIL: Deputada comunista "coleciona" pelo menos 20 ameaças de morte


Deputada Jandira Feghali soma 20 ameaças de morte por pretender anular mandatos de presidentes militares e mudar Lei de Anistia!

Originalmente publicado por Hildegard Angel



Publicado em 13/04/2014


A deputada federal, médica, sindicalista, Jandira Feghali já recebeu 20 ameaças de morte, através de seu e-mail pessoal e pelas redes sociais, além de um motoqueiro ter sido visto fotografando a sua residência, no Rio, em atitude suspeita.

A Polícia Federal investiga o caso, que foi denunciado pela deputada ao Ministério Público e está sendo acompanhado pelo Ministério da Justiça.

Essas violências estão sendo atribuídas ao fato de a parlamentar, lider da bancada do PCdoB na Câmara Federal, estar propondo a anulação dos mandatos dos presidentes militares Humberto de Alencar Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.

Esses militares-presidentes, para quem não sabe, eram eleitos através de um colégio eleitoral provisório que atuou durante aquele período negro da nossa história, cujo início se deu com o golpe militar de 1964 e que agora completa 50 anos.

A bancada do PCdoB assinou e os deputados do PT apoiam a proposta de Jandira. Trata-se do polêmico projeto de lei nº 7.357/2014 que propõe uma revisão da Lei da Anistia, abrangendo agentes públicos civis e militares que tenham praticados crimes de tortura, sequestro, cárcere privado, execução sumária, atentado, ocultação de cadáver.

Caso aprovada a  ‘Lei Jandira’, eles ficam excluídos da Lei da Anistia (Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979).

Este Projeto de Resolução declara a ilegitimidade das eleições indiretas para Presidente da República no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional, usando como justificativa principal o fato de que o AI 1 (Ato Institucional número 1), que transformou o Congresso em Colégio Eleitoral, ‘’violava frontalmente a Constituição vigente, que estabelecia eleições diretas, pelo voto popular, dos Presidentes da República”.

“Além disso – prossegue o documento – havia um presidente legitimamente eleito e em exercício, João Goulart”.

Ao encerrar seu pleito, a deputada quer ver declarada a ilegitimidade como um ato de respeito ao Estado de Direito Constitucional e como um veemente protesto contra a ditadura militar que se instalou por 21 anos, rasgando a Constituição do país.

DENÚNCIA: Internauta racista e misógino anda solto pelas redes sociais


Por Cristiano Alves


Há um indivíduo um tanto excêntrico tentando "causar" nas redes sociais. O dito cujo se diz "marxista-leninista" e admirador de Olavo de Carvalho. Trata-se um indivíduo que se apresenta como Maurício Alves Neto, ou "Anjo Nacionalista", como ele mesmo já se intitulou.

O dito cujo se tornara conhecido no velho Orkut por postagens de teor racista num grupo chamado Economi@ Brasileir@, onde normalmente não era levado a sério por outros participantes. No Facebook ele misteriosamente "converteu-se ao comunismo" e era conhecido por querer "causar" em grupos de discussão. Após conseguir se infiltrar em grupos de esquerda, Maurício passou a pegar informações pessoais dos membros para depois difamá-los e injuriá-los em outros círculos. O usuário em questão se diz "inimigo do pós-modernismo" e depois "apoiador do FEMEN", ora diz seguir Stalin, ora diz seguir Olavo de Carvalho, ora se diz nacionalista, ora se diz comunista, ora acusa o autor desse grupo de racismo, ora diz que "negros são sub-raça". Numa de suas postagens ele se diz admirador confesso do tirano alemão Adolf Hitler.

O sujeito em questão usou-se de seu perfil na rede social Facebook para caluniar e difamar este site, que segundo ele quer "impor Mozart e odeia Dalesta"(uma artista que o autor dessa página sequer conhece), dentre outras inverdades difundidas na rede social. Um dos crimes mais recentes deste neonazista infiltrado em grupos de esquerda foi dizer que uma das articulistas de A Página Vermelha, Angela Sztormowsky, militante antirracista, é uma "gaúcha vadia e promíscua". Maurício é conhecido por suas fotos de paletó e gravata com óculos escuros, dentro de casa.

A Página Vermelha toma agora medidas legais a fim de colocar esse indivíduo atrás das grades.


Algumas capturas de tela do "Anjo nacionalista":





quinta-feira, abril 17, 2014