Neste fim de semana um grande escândalo veio à tona, "alguém criticou a sacrossanta e imaculada causa uranista LGBT". Rapidamente era esquecido o fato de que Aécio Neves fez declarações com nítido intento antissemita, rapidamente eram esquecidas as ledices proferidas pelo candidato Levy Fidélix sobre o BRICS "bolivariano", um bloco composto por Rússia, Índia, China, RSA e Brasil. Mas uma coisa se tornaria um grande alarde de alcance internacional ele cometeu heresia de criticar a "Santa Sé LGBT", por isso deve estar agora disposto à enfrentar a inquisição uranista!
Levy Fidélix mencionou vários impropérios em sua fala, inclusive quando compara os homossexuais a pedófilos, impropérios esses que não são piores do que os do partido de Luciana Genro, o PSOL, que demoniza qualquer um que não concorde com a ideologia uranista de seu partido como um "genocida", "apologista da violência", "criminoso", a sua filosofia de "homossexualismo ou morte", ou concorda com a ideologia LGBT, ou deverá perecer, melhor totalitarismo não há! Não importa se o indivíduo é um pai de família, é um conhecedor da economia, um filósofo, um pensador, um altruísta, alguém que ajuda a construir a sociedade ou um combatente revolucionário que enfrenta hordas de fascistas financiados e incentivados pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Nada disso importa, importa apenas que defenda o sacrossanto direito de militantes homossexuais fazerem grandes festas hedonistas em espaços públicos! "Ou defende o homossexualismo ou não tem espaço".
Não pedimos votos para o candidato Levy Fidélix, A Página Vermelha tem deixado claro que apoia de forma crítica a candidata Dilma Rousseff(em último caso o voto nulo), em razão de sua política internacional e de sua aproximação com os países do BRICS, cuja aproximação trará grandes benefícios econômicos e culturais para o povo brasileiro, aproximando-o de três países de cultura milenar e que não foram contaminados com o flagelo do pós-modernismo. Todavia, Levy Fidélix, mesmo com as suas repugnantes posturas anticomunistas, teve coragem de dizer o que um verdadeiro marxista diria sobre a ofensiva e a opressão ideológica dos grupos homossexualistas. O grande filósofo alemão Karl Heinrich Marx, aclamado o maior filósofo de todos os tempos em pesquisa da BBC, chamou as teorias uranista que hoje são impostas a nós quase sem contestação, de "obscenidades disfarçadas de teoria", foi mais além, referiu-se à Karl Ulrichs como uma "bichona", dado o nível abominável de suas teorias. Friedrich Engels foi mais além, atacando intensamente os "vícios abomináveis" da cultura grega em "Da origem da família, da propriedade privada e do Estado". Lenin teria dito a Luciana Genro o mesmo que disse a Clara Zetkin, quando disse que essa preocupação excessiva com questões sexuais só poderiam ser oriundas de alguém querendo justificar sua própria vida desregrada. Stalin. Lukashenko, presidente da República de Belarus, também denunciou a tentativa da União Europeia de obrigar Belarus a promover o casamento de pessoas do mesmo sexo. Nós enfatizamos que tomamos a mesma posição de Karl Marx, de Engels, de Lenin, de Stalin, de Che Guevara, de Lukashenko, de Rafael Lusvarghi, o primeiro brasileiro a combater na milícia antifascista do Donbass!
Nós nos colocamos ao lado do progresso! Isso significa dizer que qualquer tanto o autor deste texto, quanto qualquer comunista sério, poderia estar agora no lugar de Levy Fidélix, que chegou a precisar de proteção da Polícia Federal em razão de ameaças contra a sua vida que ele tem sofrido em razão do seu discurso contra o movimento totaritário LGBT.
Caráter não conhece ideologia política nem sexo, nem etnia e nem mesmo orientação sexual. E Levy Francisco Fidélix, mesmo com suas colocações absurdas e posições contra os médicos cubanos, razão pela qual não merece o nosso apoio político, merece ao menos a nossa solidariedade. Ele teve a coragem de dizer em rede nacional que preferia perder votos a se colocar de joelhos ante a Inquisição LGBT! Nós de A Página Vermelha também tomamos a mesma postura, nós não temos medo de militantes pós-modernos uranistas! Como marxistas-leninistas, defendemos que a história de todas as sociedades é a história da luta de classes, e não da "luta de gêneros". Entendemos o fenômeno uranista e manifestações como o queerismo, tão alardeado nas gigantescas paradas LGBT, como uma manifestação de decadência da burguesia e instrumento de eufemização da luta de classes e manutenção da submissão e exploração do proletariado. Isso foi feito em Roma, onde os patrícios tinham o poder sexual sobre os seus escravos, foi feito no Brasil colônia contra os negros e é feito hoje contar o povo trabalhador brasileiro, é feito em favor de uma elite que afirma seu poder sobre homens e mulheres, e isso explica a superexposição do gay na televisão em programas matinais, vespertinos e novelas noturnas, onde personagens LGBTs são sempre representados por atores consagrados. Esse fenômeno exclusivo do ocidente tem em seus porta-vozes os líderes do imperialismo como Hillary Clinton e Barack Obama, de Guido Westerwelle, arautos da causa LGBT mundial, de modo que aqueles que defendem a causa uranista defendem direta ou indiretamente a causa imperialista!
Não se pode permitir que a causa uranista conquiste mentes proferindo mentiras através do mal uso da estatística, "fulano morreu, fulano era gay, logo fulano morreu por que era gay". Sabe-se, através de diversos órgãos públicos, que a maioria dos casos de crimes contra gays, especialmente os mais bárbaros, são crimes passionais. Por que motivo alguém heterossexual normal iria querer cortar a cabeça de um gay? Mesmo os crimes que se dão pelo fato do indivíduo ser gay são em muitos casos uma história mal contada, afinal, em tese ninguém tem escrito na testa que é gay(apesar de que alguns gostariam de tatuar isso). Crimes contra gays em função de sua sexualidade são mínimos, estão em números quase inexpressivos, podendo ser resolvidos através de órgãos de justiça, através de advogados, de promotores... Rejeitamos a concessão de privilégios para indivíduos ou uma reificação de seu status por estes fazerem sexo de modo diferente. Não se pode recuar ante uma ideologia do imperialismo!
Levy Fidélix falou por todos nós, com erros, chegando a perder a chance para fazer uma crítica lúcida ao movimento LGBT, mas essa crítica lúcida será levada a cabo pela esquerda revolucionária! Assim como Karl Marx evocou uma maioria de proletários a combater uma minoria de burgueses, a maioria da população deve colocar um fim nessa minoria reacionária, pós-modernista e pró-imperialista representada pelo movimento LGBT. Não se pode falar num combate ao imperialismo, ao liberalismo, sem se falar num combate ao pós-modernismo! E se esses grupos uranistas se consideram intocáveis e sacrossantos, então que tenham a decência de se retirarem do cenário político! É muito fácil caluniar, difamar e injuriar alguém, independente de convicções, por meio de internet, de redes sociais, é fácil ser um "justiceiro de divã", difícil é ter coragem para dizer o que Levy Fidélix disse em plena rede nacional na cara de uma militante uranista! É preciso unir pessoas de diferentes tendências ideológicas no combate ao uranismo, luta essa que os comunistas sempre empreenderam com total sucesso e vitória!