quarta-feira, agosto 07, 2013

Coreia Popular exige liberação de seu barco e tripulação detidos ilegalmente no Panamá


Em entrevista especial para a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) o Ministério das Relações Exteriores da RPD da Coreia demanda ao governo do Panamá que libere o barco Chongchonggang que partiu do porto de Havana – Cuba, para voltar à Coreia pelo canal do Panamá.

“Recentemente ocorreu um incidente anormal em que as autoridades de investigação do Panamá detiveram o barco comercial de nosso país o Changchanggang que saiu de Havana e ia passar pelo canal do Panamá sob infundadas suspeitas de transporte de drogas. Prenderam o capitão e os 35 tripulantes coreanos atacando-os com violência e revistando à força o carregamento. Ao não descobrirem nenhuma droga tentaram defender sua ação violenta questionando outra carga. Essa carga se trata de armas velhas que devem ser reparadas e devolvidas a Cuba de acordo com contrato legítimo. As autoridades do Panamá devem tomar a medida de permitir de imediato a saída de nossos marinheiros e do barco detidos.”

Autoridades panamenhas detiveram e vasculharam o barco sob a acusação de supostamente transportar drogas, o que não se verificou. No barco foram encontrados carregamentos de açúcar e armas antigas avariadas que Cuba estava remetendo para Pyongyang onde seriam reparadas e devolvidas a Cuba segundo contrato regular entre os dois países.

O governo do Panamá, aliado dos EUA, apoia as sanções norte-americanas contra a República Popular Democrática da Coreia e aproveitou a passagem do barco norte coreano para mostrar serviço aos EUA, dando chance à mídia internacional de especular quanto ao porte de drogas. Mesmo nada tendo sido encontrado de irregular o jornal espanhol “El País” especula com a possibilidade delas “ainda serem encontradas”, já que a vistoria ainda não se consumou por completo.

O governo cubano confirmou que as armas antigas são de cuba, de fabricação soviética e devem ser reparadas e devolvidas normalmente. Não se trata de compra ou venda de armas.
O incidente não tem sentido e a apreensão do barco deve ser revertida logo, pois não cabe ao Panamá ou aos EUA fiscalizarem os barcos comerciais da RPDC ou de Cuba em território estrangeiro sem que se tenha uma acusação formal contra eles, sem que tais “denúncias” tenham fundamento. Essa ação do governo panamenho é mais uma provocação entre as tantas que tem sofrido a RPDC dos EUA e seus aliados mais servis.

ROSANITA  CAMPOS

Fonte: Hora do Povo

INTERNET: Jogadores russos conseguem a suspensão das vendas do video game "Company of heroes 2"

Por Cristiano Alves
Com informações do site Igromania


Neste segunda feira, a 1C, que faz a distribuição do jogo eletrônico Company of heroes 2, anunciou a suspensão das vendas do video game canadense após milhares de pedidos de internautas da Rússia e de países da ex-URSS.

A polêmica iniciou-se após a divulgação de um vídeo do publicitário Yevgeniy Bájyenov, conhecido por "Bad Commedian"(Mal comediante), que teve mais de 400 mil visualizações só em língua inglesa. O jovem russo teceu críticas afiadas ao jogo, respaldadas por diversas fontes históricas e dados estatísticos.

Diferente de outros jogos, com guerras fictícias, Company of Heroes 2 retrata a Operação Barbarrossa, a maior campanha militar da história, que resultou na invasão da antiga União Soviética e o extermínio de 27 milhões de soviéticos pelos nazistas, rechaçados e derrotados em Berlim pelo Exército Vermelho. Apesar de seus produtores declararem se tratar de um trabalho "historicamente fiel", o jogo baseia-se em escritos de Vassiliy Grossman, novelista judeu russo e em filmes hollywoodianos como "O círculo de fogo". No jogo, os soviéticos são tratados como covardes e celerados sádicos, piores do que os nazistas. Crimes cometidos pelos nazistas são mostrados como de autoria russa.

A geração atual é em grande parte filha ou neta de veteranos, razão pela qual os russos consideraram Company of Heroes 2 como pessoalmente ofensivo e difamatório, o que levou os russos a chamá-lo de "jogo de nazistas" e "propaganda goebbeliana em seu melhor estilo". A página da empresa canadense também foi inundada de protestos nas redes sociais Facebook e Twitter, através da harshtag #whyrussianshatecoh2. Apesar dos imensos protestos no fórum da Relic Entertainment, produtora do jogo, seus diretores preferiram censurar os comentários. A Rússia é, depois dos EUA e da União Europeia, um dos grandes mercados consumidores da Relic.


Vídeo que inspirou os protestos:




sábado, agosto 03, 2013

MUNDO: Rei da Espanha indultou um pedófilo preso por violar um garoto de 11 anos

Por Cristiano Alves




O rei Juan Carlos I, da Espanha, ícone do conservadorismo e sucessor do autocrata Francisco Franco, conseguiu a liberação de 48 espanhóis presos no Marroco, dentre os quais o cidadão espanhol Daniel Fino Galván, preso por estuprar 11 garotos no país africano. O rei espanhol fez o pedido ao rei marroquino Mohamed VI, após sua visita ao Marrocos no mês de julho.

O pedófilo espanhol cumpria uma pena de 30 anos de prisão, tendo já cumprido 18 meses da pena por estuprar garotos entre e cinco anos de idade, gravando tais agressões, após receber a sentença de um tribunal penal em Kenitra, próximo de Rabat. Após a sua soltura, o cidadão da Espanha foi expulso do território marroquino, deixando para trás dois apartamentos de sua propriedade, no país africano, regressando ao território espanhol com indulto concedido pelo rei.

A decisão dos monarcas marroquino e espanhol geraram a fúria dos usuários do Twitter, para os quais "tal decisão era uma segunda violação" às vítimas. Ativistas do Movimento 20 de fevereiro, que tomou parte em vários eventos da Primavera Árabe, pediram um grande protesto na capital marroquina.


Fontes: Agência de notícias Cubasi.cu

sexta-feira, agosto 02, 2013

INTERNET: Russos protestam contra novo video game que dissemina russofobia e revisionismo pró-nazista

Por Cristiano Alves


Video game canadense retrata o Exército Soviético como hordas primitivas piores que os nazistas

É sabido que video games, assim como filmes e livros, são obras de ficção, devendo como tal serem encaradas. Entretanto, quando se trata de retratar fatos históricos, espera-se que pelo menos metade de seu conteúdo seja historicamente fiel, ainda mais quando estes assim se declaram ao retratar fatos históricos referentes toda uma civilização e, especialmente se dizem respeito aos pais e avós de toda uma geração. Alguém pode dizer que por mais que um video game seja patologicamente difamatório, "é apenas um jogo". Há algum tempo um certo diretor americano chamado D. W. Grifft dirigiu um certo filme, mas "seria apenas um filme", não fosse o fato de que esse filme, The Birth of a Nation(isto é, O nascimento de uma nação)1 conseguiu a incrível façanha de ressuscitar o Ku Klux Klan, organização que linchava, enforcava e desfigurava negros nos anos 20 e 30, além de ser usado até os anos 70 no processo de formação dos racistas do KKK.

Quando o assunto é um game sobre a "Grande Guerra Patriótica", como é conhecida na Rússia, este passará pelo crivo de uma geração que tem pais e avós que combateram no maior conflito armado da história. Estima-se em mais de 20 milhões o número de vítimas do nazismo só na União Soviética, conforme dados demográficos atestam2 e o presidente John F. Kennedy reconheceu, perdas civis e militares. Mas não foram apenas essas "dezenas de milhões" que participaram da guerra. Uma partizanka(guerrilheira) soviética, cujo nome seria eternizado na história e mesmo poderá ser beatificado na Igreja Ortodoxa Russa, Zoya Kosmodemyanskaya, dissera, antes de ser enforcada e ter seu corpo esquartejado pelos fascistas, que "eles poderiam matá-la, mas atrás dela estariam 200 milhões para combatê-los"(então a população do país em números aproximados). Indubitavelmente, apesar do Exército Vermelho ter combatido, todo o povo soviético participou da defesa do país, fosse o militar que combatia, o operário que fabricava armamentos, o diretor de fábrica que coordenava a produção, os civis, homens e mulheres, que cavavam fossos e trincheiras para defender as capitais, os camponeses ceifadores ou os trabalhadores que constituíam milícias para defender o país, eram todos "soldados". O resultado de toda essa mobilização, foi a destruição de cerca de 80% do efetivo total fascista, do qual faziam parte alemães, italianos, húngaros, romenos, tchecoeslovacos, poloneses e até mesmo voluntários de lugares longínquos como a Espanha, ou países supostamente neutros como a Suécia.

Nos primeiros dias da guerra, só na Fortaleza de Brest, na Bielorrússia, estima-se que os invasores fascistas perderam 4% de seu efetivo total. Os combatentes do ponto mais ocidental do país, mesmo bombardeados pela aviação e a artilharia pesada, resistiram até o último homem, o major Gavrílov, comandante da guarnição. Na Rússia, é difícil encontrar alguém que não tenha pelo menos um avô que tomou parte na "maior demonstração de coragem da história", segundo o Secretário da Guerra dos EUA Henry L. Stimson. Deste modo, qualquer obra referente à Operação Barbarossa carrega uma imensa responsabilidade histórica.

O video game Company of Heroes 2(Companhia de Heróis), da SEGA/Relic Entertainment, logrou em receber a pontuação de 80% do website Metacritic, quando foi anunciado, dados os seus gráficos, seu estilo e o fato de retratar a IIGM em seu momento mais crítico, a Operação Babarrossa, entretanto, após a divulgação de um vídeo do site carambatv.ru, organizado por um internauta chamado Yevgeniy Blájienov, a avaliação do video game caíra para 1.8%. Após o vídeo ter se tornado viral na internet, milhares de internautas, especialmente da Rússia e da Ucrânia, assinaram uma petição online para banir a venda do video game nas ex-repúblicas soviéticas. Mas o que enfureceu tanto os gamers russos?

Segundo seus criadores, Company of Heroes 2 é inspirado nos escritos de Vassiliy Grossman, um jornalista soviético e escritor de ficção de origem judaica que mais tarde, abraçando a causa sionista, virou as costas para o socialismo soviético e adotou a causa ianque por seu apoio decido à criação do Estado de Israel. Ressalte-se que ele jamais fora preso, apesar de sua dissidência. Alegando "veracidade histórica" baseada em escritos fictícios, o "herói" da SEGA/Relic Entertainment é o que o ocidente classifica como um "bom soviético". Na trama, iniciada no GULAG, o tenente do Exército Vermelho com o curioso nome de "Abramovich"(sobrenome de um famoso magnata russo) é informado por um oficial do NKVD que será executado pelos crimes que cometeu, iniciando-se então um flashback no qual o jogador passa a interagir.

O início da campanha(como aliás todo o jogo) carece totalmente de veracidade histórica, trazendo clichês de filmes americanos pseudo-históricos como "O círculo de fogo", no qual soldados soviéticos "defendem Stalingrado sem armas", a despeito de que Exército Vermelho tinha um arsenal de 7 milhões de fuzis Moisin-Nagant para os seus 5 milhões de soldados, tomando em conta que tais fuzis não eram seu único armamento! Como de praxe, os soldados soviéticos virtuais são retratados como suicidas e covardes que lutam não por ideais, não por sua casa ou sua família, mas "apenas pelo medo", ao passo que os americanos, no mesmo jogo, são "corajosos e lutam pela glória". Durante um recuo em combate, soldados são fuzilados por oficiais dos "Batalhões Penais" do NKVD. Escrito nos anos 80, o livro "O Exército Soviético por dentro", do desertor soviético Viktor Suvorov(Vladimir Rezun), anticomunista convicto, nos diz que os tais batalhões eram lugares onde soldados transgressores de infrações penais atuavam em atividades pesadas como a limpeza de campos minados. Segundo estatísticas, 1,24% dos soldados soviéticos serviu em tais batalhões, um órgão que existia em praticamente todos os exércitos da época. Ao final da campanha, o tenente Abramovich lamenta por ter atirado em soldados alemães desarmados que se rendiam, apesar de ter estado numa guerra, onde homens matarem homens é algo comum. Há que ressaltar que após a rendição do Exército do Marechal von Paulos, em Stalingrado, centenas de milhares de alemães foram feitos prisioneiros, e não executados. Vale lembrar que estamos a falar de invasores fascistas movidos por um ideal de "superioridade racial", que não raramente achavam belo e hilário tirar fotos sorrindo ao lado de cadáveres de civis enforcados, mas no jogo da SEGA estes são "pobrezinhos nazistas".

The Birth of a Nation, o filme que ressuscitou o Ku Klux Klan, "era só um filme"
Numa leda tentativa de demonização de Stalin, uma das missões nos diz que "Stalin enviou centenas de milhares de soldados para morrer e impedir a tomada de Moscou", mas... o jogo não é de guerra? E em uma guerra, o que acontece? Será que nomes como Roosevelt, Churchill ou Hitler enviaram seus soldados para "viver" em uma guerra? Como os produtores do jogo imaginam uma guerra? Que soldados não soviéticos são todos como o agente 007, inatingíveis por grupos inteiros de soldados atirando com fuzil automático? Na descrição da missão temos uma suposta citação de Stalin que jamais fora confirmada por qualquer fonte creditável, segundo o qual "no Exército Soviético há mais coragem para recuar do que para avançar". No final da página encontramos uma das dicas para a missão, uma ordem de um oficial soviético: "Não tenha medo de sacrificar conscritos. A doutrina soviética considera as tropas dispensáveis em prol de objetivos estratégicos". É de se imaginar que durante a IIGM os recrutas alemães, americanos e ingleses usavam alguma espécie de equipamento invulnerável a tiros de fuzil, já que diferiam da "doutrina soviética".

Ilustração de Alexander Matrosov, infante de 19 anos que, sem ordens de seus superiores, cobriu um ninho de metralhadora com seu próprio corpo, possibilitando assim a passagem de seus camaradas, tornando-se assim uma lenda no Exército Soviético e inspiração para milhões de soldados

Mas não basta apresentar os soviéticos como "cruéis com seus soldados". Numa missão onde um oficial do NKVD comanda um grupo de soldados do Exército(o que seria o equivalente a um delegado da Polícia Federal comandar tropas brasileiras no Haiti), soldados que não tinham armas repentinamente recebem um lança-chamas, e para quê? Para incinerar casas e até igrejas, pasmem, com civis lá dentro! Com tanta maldade assim, é de se espantar que a população soviética inteira não tenha passado para o lado nazista. Em realidade, durante a tática da "terra arrasada", casas foram sim queimadas, represas como a do Dniepr foram dinamitadas, mas sem civis em seu interior, tendo a maioria destes sido evacuada. Isso foi feito para que os fascistas alemães não tivessem nada ao seu dispor ao penetrar no território soviético. Casos de populações incineradas aconteceram sim na Operação Barbarrossa, mas pelos nazistas, como em locais como Hatyn, na Bielorrússia, cuja população local foi incinerada viva numa igreja local pelos alemães, que se riam e se vangloriavam do feito. Um prelúdio do que aconteceria a Moscou, se os nazistas a tivessem tomado, segundo os desejos de Adolf Hitler. Populações civis foram exterminadas em locais como Babi Yar na Ucrânia e nos países Bálticos, onde iniciou-se a primeira matança em massa de judeus. Mas diante de protestos em seu fórum da SEGA, qual foi a resposta de um dos moderadores do grupo a tamanha inverdade? "Nós lamentamos se você não gostou do jogo, ele é historicamente autêntico", postado no dia 23 de julho de 2013. E o saco de maldades da "Rrrrrússia Sôviêtica" não para por aí, durante a missão o jogador recebe ordens do oficial do NKVD para incinerar soldados soviéticos(isso mesmo!) em campos de trigo e para dinamitar uma ponte pela qual passariam soldados que fugiam de tiros de tanques. Isso seria o bastante para que tal video game fosse proibido em qualquer parte do mundo, dada a sua completa falta de lógica e estímulo ao ódio. O que esperar agora da SEGA, jogos como "Tycoon: Campo de Aushwitz", onde o jogador executa prisioneiros soviéticos, judeus e ciganos? Afinal, seria apenas um jogo!


No video game canadense, o saco de maldades soviético não tem limites, nessa cena um soldado vermelho incinera um edifício cheio de civis lá dentro. Depois, soldados soviéticos também são incinerados em uma plantação

A partir da missão seguinte, a conversa do "tenente Abramovich" com "comunista perverso" prossegue, e o primeiro, que foi de Moscou a Berlim, seguidamente "lamenta pelos milhões mortos", pela "guerra sem nenhuma glória", tal como uma garotinha que não gostou de um conto de fadas infeliz. Mas se o Exército Soviético era tão "cruel e perverso", como eles ganharam a guerra? O tenente Abramovich, no jogo "historicamente fiel" da Relic, nos conta: "foi o general inverno"! General Inverno esse que, tal qual como uma entidade sobrenatural e superpoderosa, talvez um Lich Rei3 da vida real, foi capaz de lançar um frio tão impiedoso que afetou apenas as tropas alemãs! Nada de afetar militares e principalmente civis da URSS... Com um general tão poderoso ao seu lado, sabe-se lá por que o Exército Vermelho teria Marechais da União Soviética como Júkov, Yeremenko, Konyev, Rokossovskiy ou Vassilyevskiy. Mas quem sabe os trotskistas tem a explicação: burocracia stalinista!

62º Exército "Stalingrado", durante a libertação de Odessa, composto de homens e mulheres, todos armados com a lendária submetralhadora PPSh-41

Se tudo isso parece falsificação suficiente, a maldade do "Império do Mal" para por aí! Numa das missões temos acesso a uma citação do Marechal da União Soviética Aleksander Vassilyevskiy, segundo o qual este teria liderado homens "achando que estava fazendo seu dever patriótico, quando na realidade estava apenas sendo trapaceado". Em realidade, essa citação existiu, mas ela se refere aos tempos do oficial russo durante a Primeira Guerra Mundial, sob o Exército Imperial Russo, do tzar, não sobre o Exército Vermelho! Mas é claro que a maioria dos ocidentais não sabe que existiu uma enorme diferença entre o "Exército Imperial Russo" e "Exército Vermelho Operário-Camponês/Exército Soviético", talvez isso explique por que filmes americanos constantemente trazem oficiais russos com "r" exageradamente carregado usando barbas como a do tzar Nikolay II. De fato, durante toda a trama, ao contrário de britânicos e americanos, que lutam por seus aliados, ninguém do lado soviético "quer lutar por sua casa, pelo comunismo"(8 milhões de soviéticos combatentes eram membros do Partido Comunista), ninguém está preocupado com os nazistas terem movido uma guerra de extermínio contra uma população inteira, ninguém quer lutar por nada, apenas querem se lamentar por ter de combater fascistas. Com um enredo assim, por que não nomear logo o jogo como "Maricas no porão" em vez de "Companhia de heróis"? 

No real Exército Soviético, mesmo poupada dos combates armados, a primeiro-sargento Roza Shanina ausentou-se de sua guarnição militar para matar fascistas alemães com seu fuzil sniper Moisin-Nagant

E se Auschwitz é fichinha na frente das "barbaridades soviéticas", a Relic Entertainment retrata russos que eram ruins não apenas com sem próprio povo, mas também com seus "amigos". Uma das missões nos "ensina" que os soviéticos não se importavam com seus aliados poloneses. Em realidade, os soviéticos treinaram e armaram a resistência polonesa conhecida como Armiya Ludowa(Exército Popular). Cerca de meio milhão de soviéticos tombou para libertar a Polônia. Mas no jogo "historicamente verdadeiro", os soviéticos "ajudam" ao... Armiya Krajowa(Exército Nacional), que na realidade era coordenado a partir de Londres, não de Moscou! Numa das missões, uma polonesa traz um curioso prisioneiro "alemão" que usa uma insígnia do... ROA(em cirílico, POA), ou "Exército de Libertação Russo", um exército formado por desertores(cerca de 0,4% do Exército Vermelho) liderados pelo general Andriey Vlassov, o mais célebre desertor do Exército Vermelho que ao final da guerra seria condenado à forca em plena Praça Vermelha por sua traição. Durante todo o jogo, inclusive em Stalingrado, todos os "alemães" em realidade são "russos", uma vez que carregam o distintivo do ROA no braço. Assim, temos em realidade não uma guerra de "russos cruéis contra alemães afáveis", mas "russos cruéis contra russos não-cruéis e nazistas"! Será que os designers do jogo foram tão preguiçosos a ponto de evitar uma rápida pesquisa no Google sobre uniformes do Wermacht? Isso nosdá uma ideia do quão "historicamente fiel é o jogo". Aliás, mesmo os uniformes soviéticos são erroneamente apresentados, uma vez que utilizam em meados de 1941-42 um uniforme que só seria utilizado em 1943, característico por não golas e possuir galões nos ombros. Mas voltando aos "amigos", quando a polonesa católica "Ania" ajuda os soviéticos em troca de suprimentos, essa é "gentilmente presenteada" com um tiro de fuzil pelas costas. Uma cena depreciável, que causaria indignação e mesmo ódio justificado em qualquer cidadão honesto. E, mais uma vez, com uma expressão de bobo no rosto, o tenente Abramovich, o único "bom soviético" na trama inteira, questiona a ação, ao que o oficial do NKVD responde: "Esses poloneses são todos capitalistas e ladrões! Quando os alemães se retirarem, eles atacarão a nós". Mas que país atacaria a URSS quando sua indústria militar estava no ápice? De acordo com estatísticas e estudos de historiadores os soviéticos perderam 1.3 homens para 1 alemão. No Extremo Oriente, com uma força quase igual ao efetivo japonês, os soviéticos lograram destruir 83 mil fascistas japoneses perdendo cerca de 9 mil homens e capturaram mais de 640 mil japoneses, tendo apenas 24 mil dos seus capturados! Quem iria querer lutar contra um país que acabara de libertar seu país? Ryszard Kuklinskiy, espião da OTAN na Polônia Popular, em entrevista à publicação anticomunista Reader's Digest, em fins dos anos 90, afirmara que os poloneses(incluindo ele próprio, inicialmente) viram os soviéticos como libertadores. Aliás, estranho que enxergando "todos os poloneses como ladrões e capitalistas", os soviéticos tenham promovido um polonês ao posto máximo de suas forças armadas, em meio a um oceano de comandantes russos e ucranianos, o Marechal Konstantin Rokossovskiy, o mesmo que futuramente recusaria um pedido de Khruschov para "condenar Stalin", mesmo tendo nos tempos desse sido injustamente preso por suspeita de espionagem.

Stalin, para a maioria dos russos
É de se imaginar que num universo que envolve milhares de soldados como o Exército Vermelho, soviético, nem todos eram virtuosos, que alguns mesmo tenham cometido abusos, entretanto, por que o jogo mostra exclusivamente atos depreciáveis do Exército Vermelho e apenas deste exército? Por que será que Dresden, cuja população civil alemã foi implacavelmente bombardeada por ingleses e americanos, é esquecida no jogo? Por que será que as barbáries dos fascistas alemães são completamente omitidas, fazendo o jogador pensar que "a única maldade dos nazistas foi ter invadido a URSS"? Com tantas barbaridades dos vermelhos, não seria de se espantar que um jogador se tornasse um nazista convicto e levantasse o braço louvando Hitler ao término das missões. Mas essa é justamente a receita de Goebbels, "focar apenas nos aspectos negativos, esquecendo-se de todo o contexto". Não é de se espantar que hoje no mundo o número de neonazistas cresce tanto. Afinal, "se a verdade não existe, tudo é permitido" contra o comunismo, o grande mal encarnado, parafraseando o personagem Ivan Karamazov, da famosa obra de Dostoyevskiy, "Irmãos Karamazov". Há que esperar apenas um Smerdyakov disposto a pôr a "mão na massa".

De acordo com Quin Duffy, diretor de Company of heroes, o jogo é "historicamente balanceado", tão balanceado que nele não há atrocidades nazistas, não há nazistas queimando civis em Hatyn, nem mesmo fotos históricas de nazistas sorrindo em frente a civis enforcados, temos apenas "atrocidades soviéticas e soldados covardes", a despeito de tantos nomes como o comandante Gastello, cuja tripulação de seu bombardeiro, após gastar todas as bombas contra os alemães, atirou-se sobre um comboio alemão que passava sobre uma ponte, impedindo o avanço alemão por várias semanas. Nada sobre a heroica resistência da "Casa do sargento Pavlov", que por semanas resistiu a ataques nazistas vindos de todos os lados, sobre a resistência na Fortaleza de Brest ou sobre Maria Oktyabrskaya, que penhorou todos os bens que possuía para construir um carro de combate T-34, que seria pilotado por ela mesma até seu último momento de vida. Apenas crueldade, sadismo e desumanidade no jogo "historicamente balanceado". E se o jogo falta com a verdade histórica, seus designers não tiveram nenhum receio em faltar com a lógica. No último diálogo do filme, o "bom soviético Abramovich" nos diz que "toda a batalha por Berlim foi travada apenas em nome de uma fotografia". Nada sobre libertar o mundo do nazismo ou seu país... Será que os americanos também travaram Iwo Jima por uma mera "fotografia"? Exatamente por ter sido o "bom soviético" que lamenta por tudo o que foi a guerra, inclusive pela execução de soldados que salvaram sua vida, ele foi "condenado ao GULAG", até vir o seu carrasco. No momento de sua execução, escuta-se um tiro que não ceifara a vida do "bom soviético", em realidade o oficial do NKVD matara o seu carrasco, deixando-o fugir do GULAG, usando apenas um terno em pleno inverno russo na taiga da Sibéria(que chega a 40 graus negativos), carregando seu "livro de lamentações".

O Exército Vermelho soviético é motivo de orgulho para milhões de russos e outros povos, libertados da barbárie e da insanidade do nazi-fascismo. Sua vitória é celebrada todo ano no dia 9 de maio.

Company of heroes 2 não foi o primeiro video game a demonizar os russos. Antes dele, Call of Duty nos apresentou vários clichês de filmes como "O círculo de fogo"(originalmente Enemy at the gates), embora tenha exibido atos louváveis do Exército Vermelho como a captura do Reichstag, em Berlim. Call of Duty: Modern Warfare 1 e 2 vão mais longe, mostrando o sadismo de oficiais soviétis e uma cena onde um agente do FSB russo implacavelmente atira em civis, o que gerou protestos na Rússia e levou à proibição de suas vendas, após o projeto de um deputado da Duma. Hoje, Company of heroes 2 não apenas demoniza da pior forma possível os soviéticos, seguindo a receita do Dr. Goebbels, como também apaga postagens de russos que protestaram contra o filme, negando-lhes espaço em fóruns de discussão e rejeitando categoricamente qualquer oposição dos filhos e netos daqueles que nos anos 40 livraram o mundo da barbárie fascista. Os designers canadenses, que provavelmente aprenderam história apenas em "O círculo de fogo" ou com seus amiguinhos de Facebook, sem nenhum escrúpulo projetaram um jogo que indubitavelmente seria premiado por Hitler, talvez seus autores mesmo ganhassem uma Cruz de Ferro de Segunda Classe(afinal, faltou incluir cenas de soviéticos estuprando soviéticos) e o tirano alemão sentiria prazer em jogá-lo.

Três momentos de "alegria" em atrocidades contra civis(clique para ampliar)

Impulsos de histeria russofóbica são uma constante em filmes e jogos eletrônicos que retratam os soviéticos no mundo ocidental. Curiosamente, alguém que tenha experimentado jogos russos como o aclamado "Lock-on: Flamming Cliffs", um simulador de voo cujo enredo é um conflito entre a Rússia e a OTAN, fica pasmado com o fato desse não possuir cenas de caças anglo-americanos ou canadenses não bombardearem escolas cheias de crianças, como talvez ocorreria num game ocidental, ficaria ainda pasmado por não testemunhar cenas com helicópteros Apache americanos atirando em jornalistas, como ocorreu no Iraque e foi veiculado na rede mundial e jornais de todo o mundo. Jogos russos aclamados e mundialmente difundidos como "World of Tanks" também carecem de um retrato sádico de forças militares ocidentais.


Veteranos do Exército Soviético, dentre os quais um oficial de submarino(Marinha), ostentando suas medalhas, dentre as quais a Ordem da Guerra Patriótica, atribuída a militares por seus feitos heroicos, a Ordem de Lenin, o Distintivo da Guarda, dentre outros

Não foi em vão 14 mil russos assinaram uma petição online para proibir o jogo, além de protestos de outros internautas que incluem agora até brasileiros contra Company of Heroes 2, todos sumariamente ignorados por seus criadores, um video game que é um perfeito objeto de estudo para aqueles que querem entender o porquê do "boom neonazista" que o mundo experimenta e quem o fomenta. E não adianta citar historiadores soviéticos, jornalistas ocidentais que estiveram na URSS, especialistas militares que exaltam a coragem soviética ou mesmo o depoimento de uma criança que após acreditar no mito dos "soviéticos malvadões" escreveu ao presidente Yuriy Andropov, tendo sido convidada ao país para testemunhar a verdade sobre o "Império do mal". O fato é que fanáticos e sectários são dotados de raciocínio estreito, ignorante e intransigente, preferindo esconder a verdade e repetir suas mentiras até serem tidas por "verdade". Mesmo com a derrota do nazismo pelas tropas soviéticas e aliadas, os ensinamentos e práticas de tal ideologia nefasta continuam em vigor. O jogo, com seu nível patologicamente difamatório, evoca o que a citação abaixo há muito tempo defendia: "A brutalidade bestial com que o inimigo fomenta a guerra é a prova da enormidade do perigo que nos encara(...) Nosso povo estaria sujeito à intensa brutalidade de uma raça primitiva e perderia seus aspectos mais valiosos".4

O autor do artigo, em visita feita em respeito aos combatentes antifascistas da FEB, aliados dos soviéticos
1- Originalmente, o filme se chamava The Clansmen(Os homens do clã), obra prima do racismo antinegro americano, onde negros são mostrados como vadios e estupradores descontrolados, obcecados por mulheres brancas. No filme o arquivilão negro é interpretado por um ator americano branco pintado de preto, dada a proibição de atores negros tocarem mulheres brancas.
2- ANDREEV, E.M., et al., Naselenie Sovetskogo Soiuza, 1922-1991. Moscow, Nauka, 1993.
3- O Lich Rei é um personagem fictício do video game World of Warcraft(O mundo da poliorcética), um arquivilão que é um senhor dos mortos-vivos e do frio extremo, capaz de congelar seus inimigos sem que ele e seus aliados sejam afetados pelo clima gélido.
4- GOEBBELS, Paul J. “Die sogenannte russische Seele,” Das eherne Herz (Munich: Zentralverlag der NSDAP, 1943), pp. 398-405. Disponível em: http://www.calvin.edu/academic/cas/gpa/goeb11.htm


Fontes: 


- SUVOROV, Viktor. O Exército Soviético por dentro. Editora Record. 1982.
- ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. A história da União Soviética: Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 577-578 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960
- LAVRENTEVA, Polina. Russkie geymery massovo vystupayut protiv antirusskoy igry 1S. Em http://telegrafist.org/2013/08/01/75977/

Vídeo viral: Why Russians hate Company of heroes 2(ING)




Vídeo viral: Company of heroes, игры от нацистов(RUS)

domingo, julho 21, 2013

POESIA: A culpa é de Stalin

Por Lucas Rubio




Escravos africanos: culpa do Stalin.
A Antártida existe: culpa do Stalin.
Hiroshima e Nagasaki: culpa do Stalin.
Nazismo: culpa do Stalin.
A Terra é redonda: culpa do Stalin.
A capital do Brasil é Brasília: culpa do Stalin.
Uma pessoa morre com um tiro na favela: culpa do Stalin.
Uma pessoa morre de fome: culpa do Stalin.
Uma pessoa morre por qualquer motivo: culpa do Stalin.
6 milhões de pessoas mortas: culpa do Stalin.
600 milhões de pessoas mortas: culpa do Stalin.
6.000.000.000.000.000.000.000 de pessoas mortas: culpa do Stalin.
A Pangéia se dividiu: culpa do Stalin.
A Lua só aparece de noite: culpa do Stalin.
Dilma é presidenta: culpa do Stalin.
Você tirou 0 em alguma prova: culpa do Stalin.
Você perdeu as chaves de casa: culpa do Stalin.
Sua internet caiu: culpa do Stalin.
Seu PC pifou: culpa do Stalin.
Você não tem namorada (o): culpa do Stalin.
Roubaram seu celular: culpa do Stalin.
Você está sem crédito: culpa do Stalin.
Sua (seu) namorada (o) te traiu: culpa do Stalin.
Você não ganhou na Mega Sena: culpa do Stalin.
Ficou de recuperação na escola: culpa do Stalin.
Seu programa de TV favorito não passa mais na TV: culpa do Stalin.
I Guerra Mundial: culpa do Stalin.
II Guerra Mundial: culpa do Stalin.
Guerra do Vietnã: culpa do Stalin.
Guerra da Coreia: culpa do Stalin.
Guerra do Iraque: culpa do Stalin.
Guerra dos Farrapos: culpa do Stalin.
Guerra do Contestado: culpa do Stalin.
Guerra de Canudos: culpa do Stalin.
Guerra nas Estrelas: culpa do Stalin.
Todas as pessoas mortas na II Guerra: culpa do Stalin.
Seus pais não te deixaram sair pra namorar: culpa do Stalin.
O cinema tá caro: culpa do Stalin.
A gasolina tá cara: culpa do Stalin.
Inflação: culpa do Stalin.
Aumento das passagens de ônibus: culpa do Stalin.
Os carros tem 4 rodas: culpa do Stalin.
Você foi mordido por um cão: culpa do Stalin.
Um gato te arranhou: culpa do Stalin.
Hugo Chávez chegou à presidência: culpa do Stalin.
Você está com dor de cabeça: culpa do Stalin.
Roubaram seu carro: culpa do Stalin.
Roubaram qualquer coisa sua: culpa do Stalin.
Você está encalhado (a): culpa do Stalin.
Acabou a luz nos 99% do seu download: culpa do Stalin.
Comem alguma coisa que você estava guardando na geladeira: culpa do Stalin.
Você prende seu pênis no zíper: culpa do Stalin.
Médicos cubanos estão vindo para o Brasil: culpa do Stalin.
Não te avisaram para correr para as colinas por causa do fato acima: culpa do Stalin.
Não descobriram o assassino (a) de Odete Roitman: culpa do Stalin.
Seu cachorro morreu: culpa do Stalin.
O Stalin tem culpa de algo: culpa do Stalin.
O Stalin se chama Stalin: culpa do Stalin.
Você nasceu no Brasil: culpa do Stalin.
Marte não é habitada: culpa do Stalin.
PS4 tá caro: culpa do Stalin.
Qualquer coisa de ruim acontece: culpa do Stalin.

sábado, julho 20, 2013

CONTOS: O "Brasil comunista" do mundo de Olavinho


Por Cristiano Alves


Olavinho trabalha em um restaurante, lá ele acredita piamente que um dia será igual a seu patrão, que é dono de uma rede de restaurantes no Brasil, apesar de que seu dinheiro quase todo vai embora pagando o aluguel e o transporte público. Ele tem apenas o segundo grau, já que depois de 5 vestibulares sempre se deu mal nas provas, que considera como "propaganda comunista". Um dia, após xingar alguns blogs comunistas com os piores palavrões possíveis, ele encontrou o seu mestre, que como ele não tem nível superior e nem um sistema de ideias próprio, mas resolveu chamá-lo de "professor", este, com uma mágica dos astros, conseguiu abrir-lhe os olhos para aquilo que sempre tornava Olavinho motivo de chacota em círculos com alguma intelectualidade: "o Brasil é comunista!"

Com sua mente moldada e os olhos agora abertos por seu novo mestre, Olavinho passou a enxergar aquilo que ninguém mais via. Ele saiu para a rua e percebeu que a "Avenida Presidente Kennedy" em realidade se chamava "Avenida Fidel Castro". Horrorizado, ele tentou refugiar-se em um Shopping Center, queria ele estar certo de que havia ainda algum resquício de capitalismo no Brasil. Entrando pela entrada dos fundos, que dava no cinema, ele pensou em relaxar e buscou filmes em cartaz. Ficou aliviado, ao ver que havia um filme sobre herói de gibis, ele usava um escudo com uma estrela branca no centro, o escudo era azul e vermelho, sua roupa seguia o mesmo esquema de cores, mas uma cor parecia diferente, a da pele do herói! Ele percebeu que o capitão era negão, e horrorizou-se ao ler o título do filme: Capitão Cuba(e não era Gooding Jr.)! Mas ele queria ter certeza de poder achar algo americano, da "nova pátria" de seu mestre, então ele viu outro filme onde o protagonista usava uma armadura metálica, vermelha e amarela, e o título anunciava "O homem de aço". Ao pegar um folhetim com a sinopse do filme, havia algo de errado, ele descrevia um herói "nascido na Geórgia"(e não era o estado americano), tinha bigodes pomposos, era operário e se tornou diretor de uma fábrica, mas em visita a soldados soviéticos no Afeganistão ele foi capturado e desenvolveu uma armadura que futuramente usou para combater mujaheedins e outros vilões, incluindo cientistas malucos americanos! Procurando por outros títulos, ele percebeu que o cinema estava cheio de filmes russos, cubanos, coreanos e chineses, e em nesses filmes o vilão era quase sempre um... americano! 

Horrorizado, Olavinho foi a uma loja de informática. Já que o Brasil comunista tem um cinema cheio de títulos comunistas, russos, o video game poderia ser a salvação. Esperando encontrar jogos para atirar em coreanos ou soviéticos, ele ficou horrorizado com os títulos; "Soviet Call: Russian Revolution", "Soviet Call: Civil War", "Soviet Call: In Cuba against Americans", "Patriotic Front", para defender a URSS de uma invasão sul-coreana. O único jogo "não-comunista" que achou foi Civilization, mas logo descobriu se tratar de propaganda comunista, ao constatar que a população do país não decrescia na ordem de centenas de milhões e nem tinha governantes copiando sua republiqueta capitalista, indícios de que os States estão virando comunistas! Cansado de videogames de propaganda comunista, ele ligou o rádio. Hora tocava música cubana, hora era música soviética, tinha rádios de música brasileira, mas sempre... comunistas!

Cansado e perturbado, ele recorreu a internet! Foi procurar vídeos no Youtube que massageassem seu ego, mas reparou que os vídeos de maior visualização eram os do vlog "A voz do comunismo", o restante quase não tinha visualizações, por mais que alertassem sobre a "terrível realidade do Brasil comunista". Daí só faltou recorrer ao seu mestre, que agora de capuz e uniforme brancos e com uma bandeira americana na mão lhe dizia que dessa vez a mídia seria com máscara!

quinta-feira, julho 18, 2013

MUNDO: Duas homenagens brasileiras a Nelson Mandela

Por Cristiano Alves


O grande líder africano, que hoje completa 95 anos de idade, foi homenageado no Brasil em duas canções consagradas pelo artista paraibano Chico César e pela banda baiana Reflexus, nas famosas canções "Libertem Mandela" e "Mandela":






CHARGE DA SEMANA

Originalmente em http://marivalton.blogspot.com.br/


Clique para ampliar

MUNDO: Fotos das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba

Por Cristiano Alves


As Forças Armadas Revolucionárias de Cuba constituem uma peça fundamental na defesa da pequena república socialista insular. Adotando a ideia de "guerra de todo o povo", todos os cubanos são desde cedo treinados para defender seu país e a Revolução Cubana, incluindo os portadores de necessidades especiais, que deverão de alguma forma contribuir em caso de guerra total, atuando, por exemplo, na arma de comunicações.

De acordo com informações, as Forças Armadas Revolucionárias são compostas por 85 mil pessoas, aparelhadas por equipamento de fabricação cubana e tendo como supridores a Rússia(antes União Soviética), China e Coreia do Norte. O Exército Revolucionário é a mais numerosa de todas as três armas(as outras duas Marinha e Aeronáutica). Clique para ampliar as fotos


Marinheiras cubanas. Repara-se o caráter multirracial da Marinha Revolucionária

No Exército Revolucionário foi abolido o sexismo(na foto, duas sargentos)

Desde a Revolução, os dois sexos compõem as Forças Armadas Revolucionárias. Nas potências capitalistas, somente 40 anos depois tornou-se comum a ampla participação de mulheres nas forças armadas

Parada militar feminina em Cuba, com todas as etnias da ilha representadas
Diversidade étnica no Exército Cubano. Ao fundo um dos fundadores das FAR, o argentino Ernesto Che Guevara

Militares cubanos marchando, em postura "ombro arma", em destacamento composto pelos 2 sexos

Homens e mulheres marchando juntos em defesa da Revolução, em seus imponentes uniformes e marcha comunistas
Marinheiros revolucionários cubanos, em postura "apresentar armas"

Mulheres e homens em postura "apresentar armas", em uniforme de parada

Cubana usando camuflagem das Fuerzas Especiales

Forças especiais cubanas, as "vespas negras", com camuflagem inspirada na vegetação caribenha


Parada militar na ilha socialista


Guarda de honra do Mausoléu de José Martí executando uma marcha típica de países socialistas

Desfile de carros de combate cubanos, de fabricação soviética

Dois generais de corpo de exército, cubanos.

Membros da Milícia Territorial. A doutrina da "guerra de todo el pueblo", evocada no peso cubano, sustenta a ideia de que todos os cubanos são responsáveis pela defesa do país. Aqui, cubanas da terceira idade tem instruções militares. A elas é apresentado um fuzil americano M-16 usado no Vietnã e durante a invasão da Baía dos Porcos, um helicóptero militar americano e uma submetralhadora PPSh-41, soviética, da IIGM

Primeiro-tenente cubana inspeciona um fuzil M-16

Soldado da Milícia Territorial

Desfile militar cubano

Atiradores de elite cubanos, visíveis apenas pela sua postura, em uniforme "ghillie" com textura para chão de terra

Militar comunista treina uma técnica muito empregada pelos vietcongues, com seu fuzil AKS


Soldados das forças especiais cubanas

Mísseis Terra-Ar(SAM) camuflados

Militares cubanos fora de forma, em evento evocativo da Revolução

Franco-atiradores cubanos armados com o fuzil cubano "Alejandro", equipado com luneta e visão noturna


Oficiais cubanos mostram um rifle antimaterial de fabricação cubana a um general bielorrusso


General do Exército chinês junto a oficiais marinheiros cubanos


Da esquerda para direita: oficial da marinha chinesa, marinheira cubana e sargento do exército, cubana


Militares cubanos manifestando sua solidariedade à Venezuela

F. Castro e o então major da Força Aérea Soviética Yuri Gagárin, primeiro homem no espaço. O primeiro negro no espaço, anos mais tarde, era cubano.

Dois sargentos cubanos equipados com lança rojão soviético "RPG". Repare na diferença de uniformes


Treinamento de defesa costeira com míssil Pechora, anti-navio. A principal ameaça à República de Cuba vem do mar e do ar, uma vez que seu agressor, os Estados Unidos, são indiscutivelmente a maior potência naval do planeta

Mi-24 "Hind" e Mi-8, ao fundo. Renomados helicópteros soviéticos, um de ataque e transporte e o outro de transporte de tropas. O "Hind" foi o mais temido helicóptero durante a guerra fria, chegando aparecer em filmes holywoodianos como "Rambo". Recentemente foi adquirido pelo Brasil sob o nome de AH-2 Sabre.

Formação de caças da Força Aérea Revolucionária, com três MiG-27 na dianteira e dois MiG-29 UB, ao fundo. O MiG-29 é um caça de extrema manobrabilidade concebido na ex-URSS e temido pela OTAN. A versão cubana é UB, biposta, com um armamento limitado que inclui mísseis Atol. Em 1996, um MiG-29 cubano derrubou um avião Cesna oriundo de Miami, que havia invadido o espaço aéreo cubano.

Militares cubanos com um fuzil AKM, 7,62

Duas militares comunistas posam para foto com seu fuzil AKM

Comandante Fidel Castro com um fuzil AKM, em meio a soldados e oficiais. Como vemos, ao povo cubano jamais faltaram oportunidades para acabar com o "terrível ditador".

Raul Castro, juto a veteranos comunistas

Militares cubanos em treinamento de combate corpo-a-corpo


Treinamento de combate corpo-a-corpo do Destino Especial Naval

Militares cubanos no que parece ser um Centro de Comando das Comunicações

Dois alunos de escola de preparação militar cubana, sendo visível a medalha ostentada pela jovem, possivelmente por ter sido a melhor de sua turma

Elián González, sequestrado por sua mãe até os Estados Unidos durante a infância, cadete da Escola Militar Camilo Cienfuegos, em reunião da Juventude Comunista

Um piloto de MiG-29A cubano, uma nova aquisição, e ao seu lado os mecânicos da aeronave


O então tenente-coronel Arnaldo Tamayo Mendéz, primeiro homem do Hemisfério Ocidental, não americano, a orbitar o planeta terra, sendo também o primeiro negro no espaço


General Arnaldo Tamayo Méndez, Herói de Cuba e Herói da União Soviética, recebendo um presente de uma jovem comunista cubana durante o evento "Amigos das Forças Armadas"


O então General de Exército Raúl Modesto Castro Ruz(atualmente comandante em chefe), um dos primeiros revolucionários cubanos da Sierra Maestra e atual comandante supremo das Forças Armadas revolucionárias. Além das diversas ordens e condecorações militares e civis por ele recebidas, ele ostenta a estrela de "Herói da República de Cuba", título e medalha atribuída a civis e militares com feitos heroicos a serviço de Cuba. Esta medalha e o título foram atribuídos aos "Cinco cubanos", presos nos Estados Unidos, R. Castro, e ao presidente soviético Leonid Brejnev. Raul Castro, junto a Che, foi fundamental na "conversão" de Fidel, então um liberal, às ideias comunistas, o que alinhou o país com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Comandante em chefe Fidel Alejandro Castro Ruz, comandante em chefe(posto equivalente a marechal), das Forças Armadas Revolucionárias e idealizador da Revolução Cubana. F. Castro, além das várias condecorações civis e militares cubanas, foi o primeiro latino-americano a receber o título e a estrela dourada de "Herói da União Soviética". Segundo o Guiness Book, Fidel foi o líder que mais tentativas de assassinato sofreu na história, a maioria patrocinada pelos EUA.


Fonte: Militaryphotos.net