domingo, maio 18, 2014

MUNDO: A mulher barbada austríaca e o beco sem saída do pós-modernismo

Por Cristiano Alves


Conchita Wurst, o/a novo símbolo sexual do regime capitalista

É sabido em todo mundo que artistas tem suas esquisitices, seja para interpretar um personagem, seja para denotar sua orientação sexual, seja por um motivo qualquer, todavia dentro dessas esquisitices há um limite quando falamos delas sendo veiculadas num espaço público destinado às massas, algo que influenciará comportamentos e tendências.

É um fato que há centenas de anos artistas masculinos se vestem de mulher para incorporar um personagem, uma vez que nessa mesma época as mulheres eram proibidas de trabalhar no ramo artístico, e as que ousavam fazê-lo eram sempre associadas de alguma forma com a prostituição pela sociedade machista e misógina. Nos dias de hoje muitos homens ainda se vestem de mulher para interpretar personagem, assumindo a sua masculinidade logo após o término do show. Alguns artistas, mesmo sendo homossexuais portam-se homens ou mulheres, terminado o show; poderíamos citar, por exemplo, o caso de artistas como Ney Matogrosso ou Cássia Eller, que apesar de seu jeito masculinizado assumia-se mulher. Outros artistas, mesmo sendo travestis, optam por uma identidade, a masculina ou a feminina; pode-se mencionar nesse campo nomes como Tammy Gretchen, Rogéria, "a" finada Vera Verão ou mesmo "a" Lacraia. Todavia, se alguém acha que já viu de tudo, poucos certamente viram figuras tão aberrantes como Conchita Wurst, o novo símbolo sexual e popstar da União Europeia, revelada no último domingo em um programa que expressa o quão decadente e capitalista é o ocidente.

O culto da personalidade no ocidente decadente é histérico e patético, exaltando artistas que pouco ou nada fizeram para engrandecer o seu povo e da causa dos trabalhadores e camponeses. Mas esse culto da personalidade na sociedade do espetáculo não só é normal como funcional ao sistema.

Sobre a decadência moral do capitalismo alertaram pensadores das mais diversas tendências, religiosos e ateus, mas certamente o maior alarme foi feito pelos pais fundadores do socialismo científico, isto é, os filósofos alemães Karl Heinrich Marx e Friedrich Engels. Suas posições os colocavam em violenta oposição aos chamados "socialistas utópicos", que conforme o nome já sugerem, defendiam um socialismo espúrio que mais cedo ou mais tarde seriam nada mais do que um "capitalismo social". Um desses debates e certamente o mais conhecido deles se deu na Alemanha, terra dos povos germanos, dos celtas e de outros povos conhecidos por ser um povo guerreiro, dos cavaleiros que ostentavam as pesadas armaduras teutônicas fabricadas pela Escola de Nurembergue, de nomes como Geyer Flórian. Naquele país, o filósofo alemão K. Marx, marido dedicado e pai de família, recebeu uma carta do seu quase homônimo Karl Heinrich Ulrichs. Durante os anos 60 do século XIX, Ulrichs escreveu uma carta a Marx e enviou vários livros a Marx levantando a bandeira do "uranismo", uma concepção gnóstica, inspirada na antiga religião pagã romana, que igualava a homo e transexualidade à heterossexualidade.

Karl Marx, como comunista e homem sábio que era, rejeitou a ideologia de Karl Ulrichs, ele passou os livros para seu camarada Friedrich Engels. Este, transtornado com o conteúdo dos livros, enviou uma carta a Marx expressando o seu repúdio pelos livros de Ulrichs, chamando a este último de "pederasta" que "vai contra a natureza". Ele alegava que as ideias de Ulrichs nada mais eram que "obscenidades transformadas em teoria"1. Ele tinha uma preocupação, a de que heterossexuais como ele próprio(isto é, Engels), viessem a sofrer sérios problemas conforme fosse garantidos direitos especiais aos homossexuais. A clarividência do alemão pode ser facilmente constatada por diversas evidências nos dias atuais, em sites e congressos LGBT clama-se abertamente que ao mesmo tempo que "é normal ser homossexual, a heterossexualidade, não é natural ser heterossexual"2. Não faz nem três anos que a polícia francesa reprimiu brutalmente manifestantes pacíficos franceses que protestavam contra a aprovação de direitos especiais para LGBTs. A Rússia é caluniada, difamada  e até embargada por não dobrar os joelhos ante a cruzada totalitária LGBT. Parafraseando o bispo católico dos cavaleiros teutônicos do filme de Einsenstein, Alexander Nevsky, "aquele que não se curvar ao triângulo colorido deverá perecer"! Hoje qualquer pessoa que, num ambiente intelectualizado, critique o movimento LGBT, é imediatamente taxado de "nazista", de "homofóbico", como se combater uma ideia política fosse o mesmo que desejar exterminar os seus partidários(esse discurso, aliás, é o mesmo que a extrema direita usa contra os comunistas, sustentando que sua ideia de "combater a burguesia" é querer "praticar genocídio contra burgueses"). Todas essas ações, que incluem a persecução penal de quem se recusa a exercer a genuflexão ante a ideologia LGBT são invariavelmente e indiscutivelmente uma forma de censura, uma prova de que "a garantia de seus direitos implica na retirada de direitos dos heterossexuais", sendo a maioria transformada por coerção política numa minoria.

Para o filósofo alemão K. Marx, a ideologia pós-moderna do capitalismo não passa de "obscenidades transformadas em teoria". Para o seu camarada, F. Engels, somente o comunismo transformaria a monogamia numa realidade social.

Os fundadores do comunismo científico jamais se dobraram à ameaça LGBT e as de seus aliados socialistas utópicos, cujas propostas eram tidas por "fantasias risíveis". Engels mostrou-se sempre vocal contra os abusos políticos dos tataravós dos homossexualistas atuais. Muitos que se diziam seus "seguidores" escreveram o programa de Gotha, descrito pelos fundadores do socialismo científico como oportunista e ultrarreacionário. Marx tratou de escrever a Crítica ao Programa de Gotha, Engels foi mais além, associando os revisionistas aos uranistas(termo usado na época para descrever os homossexualistas, visto que reivindicavam a proteção do deus romano Urano). Em alguns momentos, Engels mesmo chegou a usar termos bastante picantes, referindo-se, por exemplo a Wilhelm Liebknecht, que "gerou um programa podre junto ao come-cu Hasselman"3. Em "Da origem da família, da propriedade privada e do Estado", Engels referiu-se à "degradação dos homens gregos" com a pederastia e com o mito de Ganimedes, que teria "degradado mesmo os deuses". Marx não pensava diferente de Engels sobre o assunto, nos Manuscritos econômico-filosóficos, Max diz que "a relação imediata, natural, necessária do homem ao homem(aqui no sentido de ser humano) é também a relação do homem à mulher"4. O sábio alemão, descrevendo Karl Boruttau, defensor de libertinagens sexuais ao estilo dos pós-modernistas contemporâneos, referiu-se a ele como um schwanzchwulen, algo como "bichona desprezível". Ainda, o seu camarada Friedrich Engels, casado com a operária irlandesa Mary Burns5, mencionou que os "princípios morais naturais" floresceriam no futuro comunista, onde "a monogamia(heterossexual), em vez de definhar-se, se tornaria em realidade - também para o homem"6, e a homossexualidade também desapareceria7.

Se os pais fundadores do comunismo científico desaprovaram tudo que estava fora da normalidade, isto é, a heterossexualidade, segundo o pensamento marxista. Os fundadores do primeiro Estado Social Socialista, a União Soviética, pensariam na mesma linha. Nesse sentido Lenin foi bastante enfático em uma carta a Clara Zetkin, preocupado com suas preocupações exageradas sobre questões sexuais, o revolucionário russo respondeu:

"A lista de vossos pecados, Clara, ainda não terminou. Ouvi dizer que, em vossas reuniões noturnas dedicadas à leitura e aos debates com as operárias, ocupai-vos sobretudo com as questões do sexo e do casamento. Esse assunto estaria no centro de vossas preocupações, de vossa instrução política e de vossa ação educativa! Não acreditei no que ouvi.

(...)Parece-me que essa abundância de teorias sexuais, que não são em grande parte senão hipóteses arbitrárias, provém de necessidades inteiramente pessoais, isto é, da necessidade de justificar aos olhos da moral burguesa a própria vida anormal ou os próprios instintos sexuais excessivos e de fazê-la tolerá-los.

Esse respeito velado pela moral burguesa repugna-me tanto quanto essa paixão pelas questões sexuais. Tem um belo revestimento de formas subversivas e revolucionárias, mas essa ocupação não passa, no fim das contas, de puramente burguesa. A ela se dedicam de preferência os intelectuais e as outras camadas da sociedade que lhes são próximas. Para tal tipo de ocupação não há lugar no Partido, entre o proletariado que luta e tem consciência de classe."8

Exemplo de "arte" ocidental pós-modernista, manifestação estranha ao socialismo

Assim, como vemos, Lenin era terminante contrário às bandeiras políticas hoje levantadas pelos pós-modernistas e pelo movimento LGBT. Os mitômanos do movimento propagam a mentira de que "Lenin garantiu o casamento dos homossexuais", mito esse facilmente derrubado com uma rápida lida no Código Civil da República Socialista Federativa Soviética da Rússia(CC RSFSR), criado por influência de Lenin, como bem descrito pelo Dr. Raimundo Nonato Cruz, presidente da OAB durante os anos 30:

Art. 7º - Por ocasião do registro do casamento, os conjuges teem o direito de declarar se desejam usar um nome de familia comum, o do marido ou o da mulher, ou se desejam conservar os nomes de antes do casamento.

Deste modo, como se pode perceber, Lenin, um combatente abnegado da luta contra o racismo, pela emancipação nacional, pelos direitos da mulher e pelo socialismo, condenava a bandeira colorida levantada pelos pós-modernistas, descrevendo-a como uma "bandeira burguesa".

Stalin, aluno de Lenin, não possui qualquer texto conhecido que fale abertamente sobre a questão sexual, todavia é sabido que nada ele fez contra a medida adotada pelo presidente Kalinin, a pedido da OGPU, órgão de segurança que condenava o ato homossexual masculino. Em vez de Stalin, o grande escritor soviético Maxim Gorky escreveu um artigo onde ele respondia a diversas questões questionadas a Stalin por cartas de comunistas de outros países. Sobre a homossexualidade, escrevia Gorky que se trata de um fator "corrompedor do homem", este citou um dito sarcástico dos comunistas alemães segundo os quais "destrua os homossexualistas e o fascismo desaparecerá". Mais tarde, o médico e cientista natural Wilhelm Reich expressaria sua discordância quanto à posição do escritor comunista russo, alegando que sua posição, referente às "ligas masculinas" do Partido Nazista, onde a prática homossexual era constante(especialmente no caso da SA), não levava em conta o caso do "homossexualismo de miseráveis e marinheiros", que muitas vezes, por sua posição de miséria, o que dificultaria sua relação com o sexo oposto, os levaria à prostituição ou à homossexualidade como forma de satisfação de suas necessidades orgonômicas, em sua obra "A revolução sexual". Todos os pensadores da Escola de Frankfurt também condenariam o homossexualismo e a obra "Problemas ideológicos contemporâneos", escrita por quatro comunistas internacionais, Bruno Frei, M. Sandros, K. Zarodov e Ib Nörlund, acerca dos eventos e tendências nascidas do movimento de maio de 68, condenariam todos os apelos por "libertação sexual", bandeira dos renegados trotskistas e dos neoanarquistas, segundo os autores do livro.

Se  resta para alguém alguma dúvida sobre o caráter opressor do ocidente capitalista LGBT, movimento que supostamente "luta pelo oprimido", é importante lembrar que não casos isolados, mas centenas revelam o seu caráter opressor através dos séculos. Um dos fundadores do nazismo alemão, Ernst Rhöms, era conhecido por ser um famoso pederasta, assim como grande parte dos integrantes da SA, a tropa de choque histérica e violenta dos nazistas. O próprio Adolf Hitler, segundo vários indícios, era homossexual(homoafetivo ou como queiram chamá-lo). Anders Breivik, que gastara milhares de euros com cirurgias plásticas, segundo diversos jornais(incluindo o LGBT Queerty e o Pinknews) e mesmo testemunhas em seu julgamento, não apenas era não-tradicional, como também teria sido visto na Parada LGBT de Oslo, isso muito antes de abrir fogo contra os "marxistas culturais", primeiramente contra mulheres. Um jornalista britânico, Johann Hari, gay e ateu, escreveu um longo artigo provando a relação entre fascismo e homossexualismo militante, demonstrando como quase todos os líderes de organizações neonazistas europeias são militantes LGBT e em alguns casos até produtores de pornô desta natureza. E, se diante desses fatos alguém ainda duvida, é importante frisar que os Estados Unidos, a maior potência imperialista dos dias atuais, onde está situada a segunda cidade "mais gay" do mundo(a primeira está em outro Estado imperialista, Israel, e a terceira noutro Estado imperialista, a Holanda), o Pentágono tentou desenvolver uma "bomba gay", que transformaria homens heterossexuais em homens homossexuais10, uma arma secreta que segundo algumas fontes dos próprios EUA, insuspeitas de "posições homofóbicas", ainda não teve o seu projeto abandonado. Deste modo, mesmo que alguém sustente que "isso não tem nada a ver com o movimento LGBT e que homossexuais honestos até são contra", isso não apaga o fato de que a promoção desta cultura LGBT está no interesse do imperialismo e é usado inclusive como arma para a subversão dos povos conforme seus próprios interesses, seja como bomba militar, seja como "bomba" no rádio e na TV. Estamos falando de 7.5 milhões de dólares gastos só nesse projeto!

Documentos vazados das Forças Armadas dos Estados Unidos comprovam de forma inexorável que o imperialismo gastou 7.5 milhões numa bomba que tornaria indivíduos homossexuais, o que comprova o interesse direto do capitalismo contemporâneo na promoção da "cultura LGBT".

Numa época em que é chic ser ignorante se faz necessário elucidar todos estes fatos e evocar toda esta teoria para demonstrar que a crítica ao pós-modernismo e ao homossexualismo nada tem a ver com seguir Bolsonaro ou o pastor Feliciano, essa crítica também não tem nada a ver com "nacional-bolchevismo" ou "eurasianismo" como insinuado por alguns que se opõem ao conteúdo deste site. A crítica a essas posições liberais, burguesas, é inerente ao marxismo-leninismo, fato que constitui uma verdade inexorável, e para constatá-lo não é preciso ser nenhum doutor no assunto, ou "teórico marxista", é necessário apenas saber ler, ler sem preguiça os grandes clássicos do marxismo-leninismo. "Ah, mas Marx e Lenin escreveram essas coisas há centenas de anos atrás", dizem os pós-modernistas travestidos de comunistas ao mesmo tempo em que contraditoriamente vomitam as teses também centenárias homossexualistas. É verdade que o marxismo é dialético, todavia dialética não é o mesmo que extremismo relativista. Alguns termos usados por Marx e Engels contra os uranistas seriam inapropriados nos dias atuais, todavia isto não elimina a necessidade de um combate ferrenho contra os pós-modernistas. A essência do pós-modernismo, como bem colocado no brilhante artigo de Augusto César Mazdaki, está exatamente na negação de qualquer verdade, e uma vez que "não existe qualquer verdade", logo não há por que se ater a uma metodologia para combater o capitalismo, capitalismo esse que segundo os pós-modernistas "já não é mais capitalismo, já não é mais opressor, já não existe mais burguesia e proletariado", e assim, para o pós-modernismo, o melhor a fazer seria se contentar com o sistema e ir rebolar numa grande Parada LGBT ao som de Lady Gaga.

É um equívoco perseguido apenas por mentes ingênuas e inocentes acreditar que a atual "luta contra a homofobia", "luta contra a transfobia", que o "ativismo LGBT" ou seja qual for o nome fantasia assumido por um dado movimento burguês pós-modernista, se limita apenas a "acabar com a discriminação". Não se trata de "acabar com a discriminação", e sim promover um bombardeio, uma guerra de informação, visando perverter valores da ética e da moral. E será que isso "não ofende a ninguém"? Que isso "é apenas defender os direitos de homossexuais"? Quem promove as grandes paradas gays não quer apenas "dizer que é errado maltratar pessoas por causa de sua orientação sexual", isso os comunistas e qualquer pessoa com bom senso já faz, o que eles querem é poder exibir seus órgãos sexuais para crianças, é poder exibir na rua suas partes íntimas como carne em uma vitrine, é poder, nas palavras de um indivíduo não-tradicional entrevistado pela Band, "dar o rabo em paz no meio da rua", além de querer consumir entorpecentes, conforme informado pela Polícia Militar11.

Assim, como vemos, a ideologia não-oficial da burguesia contemporânea é o pós-modernismo que se manifesta através de uma série de bombardeios ideológicos que visam eliminar determinados consensos existentes nas mais diversas civilizações, sejam elas americanas, africanas, europeias ou asiáticas, consenso esse que serve de base para os Direitos Humanos e para várias outras leis que regem os Estados civilizados. Uma vez que esse consenso é destruído, que ele se torna maleável, logo princípios éticos e morais também assim se tornam. Na Europa, e isso é público, há políticos que defendem a legalização do incesto e até mesmo um partido, na Holanda, abertamente favorável à pedofilia. Porém, isso é só a ponta do iceberg! Uma vez que "não há mais certo e errado", também as ações do imperialismo deixam de ser "certas ou erradas" e assim se tornam, consequentemente, moralmente e ideologicamente justificáveis, afinal, sob o estandarte pós-moderno, não é mais o europeu invasor que oprime o africano, e sim o africano que atrapalha o trabalho do europeu invasor, e quem disse que é invasão, quando se tem uma mídia para dizer que não e dar uma tintura "democrática" a isso tudo? Quem, sob o pós-modernismo, precisa lutar contra o racismo, quando basta apenas comprar uma camisa que abraça o insulto racista? Quem, sob o pós-modernismo, precisa lutar contra a misoginia quando basta apenas abraçar o insulto do agressor?

Quem precisaria combater combater o racismo e a misoginia quando, pelas ideias pós-modernistas, é mais fácil dizer que "somos todos macacos" ou "somos todas vadias", abraçando o estereótipo atribuído pelo opressor?


Se a relação entre opressor e oprimido pode ser manipulada sob o estandarte pós-moderno, também pode ser manipulado qualquer consenso sobre a "normalidade" e inclusive sobre a nossa própria identidade. Quando um concurso televisivo de repercussão internacional, assistido por famílias e pessoas de todas as idades, divulga aos 5 cantos do mundo carícias homossexuais entre duas jovens na TV, isso é como dizer "está tudo bem fazer isso, meninas", isso influencia comportamentos! Quando o mesmo programa admite em sua seleção um(a?) "mulher barbada", em realidade um travesti que não decidiu se quer ser homem ou mulher(ou que quer fingir que é um dos dois) e o lança na TV, isso também influencia comportamentos. Quando o mesmo programa, além de fazer tudo isso em frente ao público, escolhe essa mesma "entidade" como ganhadora do programa, sem qualquer talento, exceto o de exposição ao ridículo, como um "ícone" da juventude, isso é uma forma de não apenas influenciar os jovens, como também uma forma de dizer "nós preferimos isso a colocar alguém de Belarus como campeão". A escolha de Conchita é uma escolha que representa o beco sem saída do pós-modernismo, a prova de que sob o capitalismo a humanidade caminha para trás, sem qualquer chance de caminhar ou saltar à frente, e é em nome dessa "Conchita", dessa aberração burguesa, que pessoas estão sendo fuziladas e queimadas vivas na Ucrânia. É em seu nome que uma junta neonazista chegou ao poder, para perverter o seu país na União Europeia(apelidada pelos russos e bielorrussos de "Gayropa").

Este pensador neocon exaltado pela extrema-direita propaga histericamente o anticomunismo abusando de recursos pós-modernos, convidando ao seu programa, travestido de "seminário de filosofia", narcoadictos, e abusando insistentemente de coprolalia.

No Brasil as ideias pós-modernistas são abraçadas por quase todos os partidos políticos disponíveis, tanto de direita quanto por partidos de esquerda, especialmente dentre a "extrema-esquerda", que prega a rebeldia pela rebeldia. Isso acontece por que no Brasil, como bem colocado pela Profª Dra. Anita Leocádia, historiadora e professora da UFRJ, não existe um partido comunista no Brasil. Há partidos que reivindicam esses títulos, que tem em suas fileiras comunistas, mas que pouco fazem ante uma grande ofensiva política. A direita, partidos como o PSDB, DEM e outros aliados, promovem também o pós-modernismo através de rádios e TVs que pertencem a deputados desses partidos. Não se pode olvidar que durante os tempos da ditadura cívico-militar fascista o cinema nacional foi reduzido às "pornochanchadas", que promoviam a obscenidade hetero e homossexual, além da pedofilia e em alguns casos mesmo a zoofilia, a ditadura que tinha como sua expressão cultural nomes como Ney Matogrosso, que não é muito diferente "da" Conchita europeia. Ironicamente, esses mesmos defensores de tal regime defendem, desavergonhadamente a "moral e os bons costumes", dizem que o "homossexualismo é contra a família", ao mesmo tempo em que gastam milhares de reais em bordéis e institucionalizam a exploração sexual das mulheres, a prostituição. O socialismo a nível mundial é a cura para essa realidade, a propriedade privada dos meios de produção e a reivindicação de seu caráter de verdade universal e absoluta é a força vital do pós-modernismo! O pós-modernismo é como a água, que assume a forma do vasilhame onde é depositado, assim ele pode em determinadas situações assumir uma aparência de esquerda, mesmo de "marxista-leninista", noutras ele assume uma forma ultraconservadora, fundamentalista, católica no caso brasileiro, incorporado na pessoa do indivíduo que se diz um bom cristão, mas prega nas redes sociais e em vídeos o ódio, destilando toda a sua coprolalia, sendo por isso tido como "filósofo culto", "dotado de uma inteligência demolidora", por uma multidão de idiotas pós-modernos que atribuem as mazelas criadas pelo sistema que eles exaltam ao "marxismo cultural", um marxismo de um Marx que jamais leram. Esses também "lutam pela Conchita".

O grande Lenin dizia que o "o fascismo é o capitalismo em decadência", e é de todos conhecido que a UE/OTAN da Conchita possui Estados neonazistas em suas fileiras que proíbem a Parada da Vitória, que criminalizam as ideias e a simbologia comunistas, que promovem a russofobia ou são que são coniventes com o racismo antinegro e contra outras nacionalidades. Deste modo a luta pelo comunismo é também uma luta contra o pós-modernismo, e a luta contra o pós-modernismo sem uma luta contra o capitalismo é uma luta espúria, sem objetivos. É preciso se rebelar contra a degeneração, jogar na lata do lixo a bandeira colorida capitalista e levantar bem alto a bandeira vermelha do bolchevismo!


Longe das "Conchitas", drags, transgêneros e de outras manifestações ocidentais capitalistas, a "diversidade" tem um conceito diferente no socialismo, isso explica a "desilusão com o socialismo" por nomes como Pagu e outros. Na foto, indivíduos de diversas nacionalidades soviéticas.

1-  Marx, Karl, Engels, Friedrich: Collected Works, vols. 42, 43 (New York: International,1988), 43: 295–96
2- http://www.ibahia.com/a/blogs/sexualidade/2012/07/18/por-que-a-heterossexualidade-nao-e-natural/
3- Marx Engels Werke vol.38, German edition - p. 30/31
4- MARX, Karl. Manuscritos econômico filosóficos. Pg. 137. Ed. Martin Claret. São Paulo. 2001
5- Precisamente, Engels viveu com a Srta. Burns sem com ela se casar formalmente.
6- 
Engels. Friedrich, The Origin of the Family, Private Property and the State. Translated by Alec West, in ‘Selected Works in One Volume’ (Moscow: Progress; New York: International, 1968), p. 511.
7- Hekma, Gert; Oosterhuis, Harry; and Steakley, James (1995). Gay men and the sexual history of the political left, Eds. Harrington Park Press, 1995.
8- ZETKIN, Clara. Lenin e o movimento feminino. Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/zetkin/1920/mes/lenin.htm Acesso em 15/05/2014 às 15:32

9- URSS. Códigos Civis dos Soviets, comentado por R. N. Cruz. Biblioteca Jurídica Brasileira. Ed. A. Coelho Branco Fº. Rio de Janeiro. 1934.
10- US military pondered love not war. Matéria da BBC disponível em: http://news.bbc.co.uk/2/hi/4174519.stm Acesso em 17/05/2014.
11- Reportagem sobre a Parada LGBT disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T6DQ4xuM0-I

quinta-feira, maio 15, 2014

CRISE UCRANIANA: Jovem comunista de 17 anos foi assassinado

Por Tito




Vadim Papura
Ele estudava política em seu primeiro ano na Universidade Nacional de Odessa.
Ele não bebia qualquer álcool, fazia atletismo.
Ele odiava o nazismo e queria fazer o mundo melhor.
Ele era comunista .
Em 2 de maio ele foi ao campo de Kulikovo em Odessa, ele queria proteger as mulheres
Ele só tinha 17 anos.
Lembraremos dele.


Fontes da notícia: http://www.dialog.ua/news/3017_1399814061

segunda-feira, maio 12, 2014

FOTO DA SEMANA: O capitalismo degenera!


Áustria 40 anos atrás. E agora...

MUNDO: Cabe a cada um decidir entre o ocidente decadente e o ethos soviético da Rússia



À direita a "mulher barbada" da Áustria(União Europeia), sublime expressão do ocidente decadente, vencedor da Eurovisão, "concurso musical" que promove propaganda homossexual. À direita a procuradora-geral da Crimeia, a tenente-coronel Natalya Poklonskaya, que mesmo perseguida pelos fascistas ucranianos e espancada por criminosos reafirmou sua decisão de lutar contra eles, mantendo sua feminilidade. Ela é uma referência da Rússia.

REBELA-TE CONTRA A DEGENERAÇÃO!
DIGA NÃO AO CAPITALISMO E À UNIÃO EUROPEIA!
DIGA NÃO À "CULTURA" CAPITALISTA DO OCIDENTE DECADENTE!

sábado, maio 10, 2014

NOTÍCIAS: A Página Vermelha promove mostra de cinema de guerra soviético em Fortaleza

Por Cristiano Alves



A Página Vermelha exibe uma mostra de cinema soviético sobre a Segunda Guerra Mundial do ponto de vista soviético, um ponto de vista que não costuma ser exibido publicamente, em 8 e 10 de maio, devido ao dia da vitória(9 de maio), na cidade de Fortaleza.

A seção de cinema é gratuita e exibe filmes como "Padenie Berlina"(A queda de Berlim) e "Idi i smotri"(Vá e veja), o primeiro legendado pelo autor desta página.

SEMANA DA VITÓRIA: Ivan Kojedub, o herói de duas guerras

Por Cristiano Alves

Ivan Kojedub(1920-1991), Herói da União Soviética por três vezes, e seu caça LA-5

Nascido no norte da Ucrânia, Ivan Kojedub se tornaria o maior ás dos aliados durante a II Guerra.

Kojedub graduou-se piloto em 1941, com o posto de Segundo-Sargento, no mesmo ano do início da guerra, mas seria apenas instrutor. Sentindo que seus talentos seriam melhor aproveitados em voo, ele tomou a corajosa decisão de servir como piloto(em batalhas como a de Stalingrado, o tempo de vida médio de um piloto não costumava exceder 4 horas). No início da guerra os aviões soviéticos, ao contrário dos alemães, não possuíam rádio, tinham que balançar as asas para sinalizar.

A primeira batalha aérea quase foi sua última, seu avião La-5 foi seriamente atingido por um caça Messerschmit Bf 106 e por pouco o projétil não atravessou a fuselagem e o matou em voo. Ele conseguiu retornar à base e pousar seu avião. Sua primeira vitória se deu contra um caça-bombardeiro Ju-87 Stuka, sobre a cidade de Kursk. No dia seguinte ele abateu outro caça, e alguns dias depois lograria abater 2 Bf-106. Em fevereiro de 1944, por ter abatido 20 aviões em seus 146 voos, ele recebeu o título de Herói da União Soviética. 

A partir de 1944, Kojedub passara a voar em um novo caça, um La-5F, construído com os recursos dos camponeses de uma Fazenda Coletiva de mel de abelha da região de Stalingrado. Em agosto seria promovido ao posto de Capitão, passando a comandar um regimento aéreo voando em um La-7. Em 19 de agosto, estavam registrados em sua conta 256 voos e 48 aviões fascistas abatidos. 

Um Lavochkin La-5 da Guarda, modelo pilotado por Kojyedub

Ao final da guerra, Kojedub registrava 330 voos militares, 120 batalhas aéreas e 62 aviões inimigos abatidos. Diferente do maior ás da guerra, o alemão Erich Hartmann, Kojedub jamais foi derrubado(Hartmann por algumas vezes teve seu avião destruído, sobrevivendo de paraquedas). Ao final da guerra, Kojedub, conforme revelado em sua autobiografia, ficaria face ao que mais tarde seria o seu novo inimigo. Numa batalha aérea, um piloto aliado de Kojedub seria atacado por engano por caças da Força Aérea Americana(USAF) nos céus de Berlim. Ivan Kojyedub não titubeou e atacou os dois caças americanos, destruindo ambos. O piloto de um conseguiu se salvar com o paraquedas, o outro morreu dentro do avião. Durante a IIGM, alega-se que Ivan Kojedub também fora o primeiro piloto de caça a destruir um caça a jato, o Me-262.

Herói da União Soviética três vezes durante a IIGM, Kojyedub levava uma vida tranquila no país, gozando dos benefícios auferidos por esse status conferido a civis e militares da URSS e de outros países, dentre os quais o transporte de ônibus gratuito, direito a uma viagem de avião gratuita por ano, redução nos impostos e outros. A paz experimentada por Kojedub cessaria diante de uma nova guerra, agora contra seu ex-aliado, os Estados Unidos, na Coreia.

Com o ataque da Coreia do Sul, forças americanas e da ONU contra a Coreia do Norte, a situação do país piorava, apelando para a ajuda chinesa. Por se tratar de membro da ONU, a URSS não podia intervir diretamente no conflito, em vez disso enviaria voluntários para a guerra. Procurado pelo MGB em plena calada da noite, nem mesmo a esposa de Kojedub entendeu do que se tratava. O ajuda do herói soviético fora procurada por pessoalmente por Stalin, não o marechal, mas o general aviador, filho do líder soviético, ele próprio um veterano da IIGM.

Num exemplo de internacionalismo, Kojedub ajudariam a defender outro país, além do seu. Enviado à Coreia, ele e outros veteranos soviéticos vestiram uniformes chineses e oficialmente lutavam pela China, aliado da Coreia do Norte. Kojedub seria apresentado às novas máquinas que defenderiam os céus da Coreia, os caças a jato MiG-15, uma revolução na aviação, feita a partir dos modelos capturados dos nazistas, mas com um motor sob a fuselagem, motor esse que a URSS conseguiria através da espionagem. Após uma visita comercial a uma fábrica da Rolls Royce, um agente soviético acompanhado do ministro Mikoyan usara um sapato com uma esponja que absolvia as raspas do metal usado na fabricação da turbina Rolls Royce, o último componente essencial na fabricação do caça a jato soviético. Os soviéticos, chineses e coreanos usariam o caça com motor a jato designado no Reino Unido contra os próprios ingleses e americanos nos céus coreanos.

O caça a jato MiG-15 foi pilotado por Ivan Kojyedub. Ele logrou destruir 17 aeronaves da Força Aérea Americana(USAF) nos céus da Coréia Democrática

Kojedub fora enviado para ser instrutor de voo na Coreia, o que elevava o moral dos coreanos e chineses ao saber que eram instruídos por um herói de guerra soviético. O comando soviético proibiu a Kojedub entrar em combate nos céus da Coreia, receoso de um escândalo envolvendo um herói de guerra combatendo os EUA e a ONU. Os demais pilotos soviéticos eram autorizados a combater apenas sobre o território norte-coreano.

Ousado, Kojedub ignorou a ordem do comando militar soviético. Pilotando o caça a jato MiG-15, o ucraniano lograria destruir pelo menos 17 aeronaves americanas, dentre caças e bombardeiros. Os caças MiG levavam grande vantagem sobre os caças de hélice e os patéticos F-80 da USAF, que eram lentos e possuíam um design que não lhes permitia muita manobrabilidade no combate a jato. Além disso, os caças a jato soviéticos, oficialmente da Força Aérea Coreana, tinham grande facilidade para derrubar os enormes bombardeiros americanos, salvando milhões de vidas coreanas e a integridade de diversas cidades. A humilhação enfrentada pelos pilotos americanos foi tão grande que em pouco tempo os EUA copiariam o design do MiG-15, desenvolvendo o F-86 Sabre, a fim de acabar com a superioridade aérea soviética, um caça que usava asas em delta, diferente do F-80.

Diferente de antes, os americanos agora encontravam paridade no combate aéreo, seu caça possuía vantagens a baixas altitudes, embora o MiG possuísse a altas altitudes. Kojedub logrou destruir 17 Sabres americanos até o fim da Guerra da Coreia.

A participação dos pilotos soviéticos na Guerra da Coreia fora segredo por décadas, os pilotos frequentemente levavam cartões com frases em coreano, mas no fogo de batalha acabavam falando russo, algo capturado em gravações de rádio americanas, mas jamais plenamente comprovadas.

Kojedub seria promovido a Marechal no início dos anos 90, tornando-se uma lenda da aviação eternizada em 1991.

Ivan Kojedub eternizou-se como Marechal da União Soviética(nessa foto era general). Ele, e não o nefasto Stepan Bandera, foi o verdadeiro herói da Ucrânia, um ucraniano que combateu o fascismo desde o seu primeiro dia. Kojyedub é um exemplo para todo o povo ucraniano, uma inspiração contra o regime fascista instalado em Kiev com o apoio de um novo inimigo, a OTAN.

sexta-feira, maio 09, 2014

SEMANA DA VITÓRIA: Três paladinos antifascistas

Por Cristiano Aves




Três padres ortodoxos veteranos da Segunda Guerra, paladinos antifascistas, da Eparquia de Perm. Arcipreste Boris Bartov, Arcipreste Valentin Drugov e o monge Nikon. Dois deles foram mecânicos, um de aviões, outro de carros, e o monge Nikon um soldado operador de morteiro. Os três entraram para o sacerdócio após o fim da guerra e orgulhosamente ostentam as suas medalhas junto à cruz sacerdotal.

Enquanto a Igreja Católica Romana colocou-se ao lado do nazismo, enviando à Alemanha o cardeal Arsenigo para o lado de Hitler e abençoando os "heróis alemães da Batalha de Moscou", a quase totalidade dos cristãos ortodoxos combateu as hordas do fascismo. Mesmo hoje nomes como o padre Paulo Ricardo vergonhosamente promovem o anticomunismo e consequentemente defendem o fascismo, ideário que jamais condenaram expressamente.

terça-feira, maio 06, 2014

CRISE UCRANIANA: Na Ucrânia, uso da fita georgiana será considerado "terrorismo"

Por Cristiano Alves

Fitas georgianas são distribuídas gratuitamente nas semanas que antecedem o Dia da Vitória


O governo neonazista de Kiev agora tomou mais uma decisão escandalosa. Há algumas semanas atrás, a Junta proibiu a realização da Parada da Vitória de 9 de maio na Ucrânia, o dia 9 de maio, dia da derrota do nazismo nas ex-repúblicas soviéticas, foi declarado dia de luto pelo regime de Kiev. Agora, além da proibição da língua russa e da parada antifascista, o governo proíbe a utilização da fita georgiana, usada em honra à batalha que expulsou os nazistas do território soviético.

A fita georgiana tem esse nome por sua associação com São George, o santo romano da Capadócia que derrotou um dragão. No Império Russo foi instituída a Ordem de São George, que era pendurada com uma fita nas cores amarelo e preto. Ela era a mais alta condecoração militar do Império Russo. No romance "Guerra e Paz", do escritor russo Lyev Tolstoy, ela é citada. A ordem foi atribuída a muitos que combateram o Exército Francês de Napoleão Bonaparte. 



Com a Revolução de Outubro foi instituído o Estado laico e a Ordem de São George foi reformulada, ganhando uma tonalidade laranja(em razão do vermelho comunista) e preta. Em vez da antiga condecoração, foi instituída a Ordem da Glória, assim como outras ordens que possuíam a mesma fita característica, nas cores laranja e preto. Com o fim da URSS, a Ordem da Glória foi cancelada e reinstituída a Ordem de São George.

Na década de 2000, como fator de consenso e união de todas as forças políticas do país, foi instituída por uma ação cívica a fita georgiana, usada tanto por comunistas quanto por outras forças políticas da Rússia, por vezes usados com outras fitas para caracterizar melhor as convicções ideológicas de cada um. A fita ganhou um tom antifascista, de defesa do próprio país ante o invasor externo.

No ano 2013, com a queda do governo democraticamente eleito da Ucrânia e a ascensão de uma junta governamental neonazista, diversas medidas antipopulares e de caráter fascista passaram a ser tomadas, tais como proibição da língua russa e outras línguas usadas na Ucrânia, incluindo o grego, perseguição de ucranianos não favoráveis ao novo governo, busca e assassinato de comunistas, proibição de ideias comunistas e destruição de monumentos antifascistas. Assim, os ucranianos antifascistas recorreriam a um símbolo para se distinguir dos neonazistas, a fita georgiana.
 
Ucraniano da República Popular de Donyetsk ostenta uma fita georgiana

Se a fita georgiana provocava algumas discussões na sociedade russa, em razão de sua banalização(alguns adolescentes usavam-nas até no cadarço do tênis), ela agora se afirma como um indiscutível símbolo antifascista, sendo usada por forças populares ucranianas e em diversas manifestações contra o governo de Kiev. O uso constante da fita provocou a ira do Praviy Sektor e da deputada Irina Farion, que não apenas exigiu a sua proibição, como o fuzilamento de manifestantes pacíficos que carreguem a bandeira da Rússia. O novo governo instituiu uma tirania e chama os seus opositores de "pró-russos", curiosamente esquecendo-se de que ele próprio surgiu como um movimento pró-OTAN/UE.



O novo governo de Kiev cria leis e projetos de leis que lançam irmão contra irmão, proibindo a utilização de "qualquer símbolo russo". Esse governo, no Brasil saudado pelo PSTU e pela deputada Luciana Genro, demonstra que o fascismo é uma força reacionária que a Junta de Kiev está disposta a reativar.



Fonte: Moskovskiy Komsomolets

SEMANA DA VITÓRIA: A irmãzinha, a história de uma combatente antifascista

Por Cristiano Alves


A então subtenente Katya, com a Ordem da Guerra Patriótica,  com um sargento e um soldado fuzileiros navais

Yekaterina Illarionova Mihailova nasceu em 1925 em Leningrado. Filha de militares, tornou-se órfã durante a infância. Tentou se alistar na força aérea nos anos 30, mas foi rejeitada por causa da idade. Determinada, entrou na escola de enfermeiras.

O ingresso de Yekaterina(Katya) no Exército Vermelho se daria em 1941, quando, indo visitar o irmão em Brest, extremo-ocidente da URSS, o seu trem civil seria atacado por caças Stuka alemães, provocando o seu descarrilhamento, ao qual Katya sobreviveria. De acordo com seu depoimento, ela viu cadáveres e feridos por toda parte, aos quais se apressou em socorrer. Junto aos feridos, ela voltou a pé para Smolensk onde alistou-se no Exército e tornou-se padioleira, soldado que vai para a batalha e carrega os feridos em macas.

Participou de várias missões de reconhecimento no front, socorrendo companheiros seus. Numa de suas missões, ficaria gravemente ferida com a explosão de um projétil de morteiro, que em suas palavras "a jogaria mais alto que uma árvore", ficando com sua perna ferida e sendo levada ao hospital militar na retaguarda.

De volta ao combate, Katya foi enviada para a Batalha de Stalingrado, onde serviria na retaguarda em um navio-hospital, onde foi reconhecida por seu brilhante trabalho e foi promovida a Subtenente. Cansada de seu trabalho na retaguarda, ela queria ir ao front, e por seu amor pelo mar queria ingressar no corpo de Fuzileiros Navais, que até então tinha apenas homens em suas fileiras. Seu pedido de ingresso nos Fuzileiros Navais foi a princípio rejeitado, apelando então para uma carta endereçada ao comandante-supremo das forças armadas soviéticas, o primeiro-ministro Iósif Vissaryonovich Stalin, que então a autorizou no corpo. Stalin sempre fez diversas concessões aos pedidos das mulheres soviéticas para seu ingresso nas mais diversas áreas, sendo um bom exemplo disso a carta de Maria Oktyabrskaya, que lhe solicitava a construção de um tanque feito com seus próprios recursos econômicos, ou a criação de um grupo de aviadores formado por mulheres, pedido de Marina Raskova.

Aos 17 anos, a jovem Katya se tornaria a primeira fuzileira-naval das forças armadas soviéticas, corpo que descendia dos lendários marinheiros de Kronstadt. Os fuzileiros navais eram conhecidos pelos fascistas como "a morte negra" por causa de seus uniformes pretos, por se tratar de uma tropa de elite altamente treinada, por seu preparo físico e por ser conhecida pelo seu combate obstinado. A recepção de Katya não foi nada amistosa entre os fuzileiros navais, céticos quanto à capacidade da jovem baixinha e fisicamente frágil. A princípio ela se tornaria instrutora do corpo de saúde, depois participaria da recaptura de Temryuk e receberia a primeira Ordem da Guerra Patriótica por sua participação na Batalha de Kerch, na Crimeia.

Os fuzileiros navais soviéticos eram uma tropa de elite da Marinha Vermelha, notáveis por seu uniforme diferenciado: negro com camiseta de listras pretas e fitas de munição usadas em "estilo cangaceiro". Os nazistas os chamavam de "a morte negra".

Em agosto de 1944, Katya participaria da batalha pela recaptura de Bilhorod-Dnyestrovsk, na Ucrânia. Cruzando o rio Dniestr, sua tropa escalaria um pico ocupado pelo inimigo. Durante o assalto à base fascista, Katya logrou em assaltar uma fortificação alemã, fazendo sozinha 14 prisioneiros e tratando 17 homens feridos. Por sua participação, ela recebeu a Ordem da Bandeira Vermelha. Meses depois, num exemplo de internacionalismo proletário, ela participaria de uma de suas mais ousadas ações, durante a campanha de libertação da Iugoslávia, na Croácia.

A Ordem da Bandeira Vermelha, atribuída por heroísmo em combate ou longo serviço nas Forças Armadas, duas vezes atribuída a Katya durante a guerra. A jovem baixinha russa logrou capturar sozinha 14 nazistas. Na Ordem está escrito "Proletários de todos os países, uni-vos!"

Katya e seus companheiros lançariam um ataque diversionário a partir de uma ilha inundada no rio Danúbio. Em razão da inundação, sua unidade, composta por 50 fuzileiros navais, usaria as árvores como posições de tiro. Após uma longa troca de tiros, dos 50 infantes navais, somente 13 sobreviveram, todos feridos. 7 dos 13 sobreviventes cairiam nas correntezas da água congelante, mas seriam salvos por Katya, que amarrou-os às árvores usando a bandoleira do fuzil e cintos. No tiroteio, Katya seria ferida na mão e contrairia pneumonia.

"Katyusha" seria hospitalizada com pneumonia e um ferimento na mão, mas ainda assim deixaria o hospital militar sem autorização para se juntar à tropa novamente, heroísmo que lhe valeu uma segunda Ordem da Bandeira Vermelha.

Com o fim da Grande Guerra, Katya seria desmobilizada, passando a atuar na Cruz Vermelha Soviética e no Crescente Vermelho. Recebeu a Medalha do Rouxinol de Florença, sendo a única mulher soviética a recebê-lo. Formou-se em medicina em 1950 e como médica trabalhou até 1985. Foi candidata para a nomeação de Herói da União Soviética 3 vezes, o que se efetivaria apenas em 1990.

Hoje, com 88 anos, é conhecida pelo seu jeito jovial e lúcido, visitando escolas, universidades e outras instituições para contar sobre sua experiência. Está frequentemente presente nas arquibancadas da grande Parada da Vitória do 9 de maio.

Yekatyerina Illarionovna, nos dias atuais, usando uma fita georgiana em sua capa e sua medalha de "Herói da União Soviética"


Vídeo-documentário sobre Katya:

EDITORIAL: Resposta a um vigarista da Revista Cidade Sol

Por Cristiano Alves


Há algum tempo, o editor de uma revista chamada "Cidade Sol", resolveu atacar o autor de A Página Vermelha com falsas insinuações, faltando com a verdade para os seus leitores.  O autor adota uma postura em defesa do liberalismo, condenado pelos grandes professores do marxismo-leninismo, especialmente pelo revolucionário chinês Mao Tse Tung em seu Livro Vermelho. Os seus ataques passariam despercebidos se não fosse por um fator: seu autor se diz "seguidor de Mao Tse Tung". 

Alguns militantes ditos de esquerda são em realidade "a esquerda da qual a direita gosta". Assim como alguns posers antirracistas ou mesmo pessoas desinformadas disseram que "somos todos macacos", incorporando epítetos criados para ofender o negro, assim como algumas pseudo-feministas resolveram dizer que "somos todas vadias", incorporando a ofensa do opressor, alguns sujeitos ditos "comunistas" dizem que "somos todos pervertidos e degenerados", que é exatamente aquilo que a extrema-direita nos acusa de ser. Nesse último campo estão situados os liberais pós-modernos, em grande parte jovens da pequena-burguesia ou do lúmpen-proletariado que aderiram a algumas ideias comunistas não por que "querem acabar com a miséria e a opressão", não por que "acreditam que o socialismo será a independência de sua pátria" ou que trará "a verdadeira ordem e a disciplina", mas por que acreditam que o socialismo é a afirmação de sua degeneração moral, ou, pior que isso, uma "fuga de seus problemas familiares"(pasmem, ainda ontem via um pós-modernista declarar na rede social Facebook que "família é racismo"!).

Como bem colocado pelos marxistas-leninistas M. Sandros, Ib Nörlund, Bruno Frei e K. Zarodov em "Problemas ideológicos contemporâneos", um livrinho pequeno, mas uma das melhores vacinas contra o liberalismo/pós-modernismo, dar a melhor resposta ao pós-modernismo cabe a um psiquiatra, e entendemos que num governo socialista, a exemplo do modelo soviético e de outros países, uma clínica psiquiátrica seria o local mais adequado para esses "militontos".

Tendo sido procurado por alguns leitores e alertado sobre o conteúdo ofensivo à minha pessoa feito na Revista Cidade Sol, resolvi publicar essa resposta:



É simplesmente impressionante o nível de sem-vergonhice e de vigarice que um pós-modernista pode perseguir!

O dono desse blog claramente falta com a verdade! Falta com a verdade por que omite e manipula os fatos. Em primeiro lugar, A Página Vermelha começou sim como um site, depois se tornou blog por ser mais dinâmico e mais econômico. Segundo não há nenhum "estímulo à violência" contra o LGBT, a citação dos comunistas alemães(por sinal sarcástica) citada por Gorky é perfeitamente atual. Bolsonaro só tem a fama que tem por que a camarilha pós-moderna incorpora justamente aquilo que ele acusa a esquerda de ser! Tão absurdo quanto um negro dizer que "é macaco" é um comunista dizer que "é pós-moderno". Quem o faz é um provocador a serviço da direita, seja ele pago ou não.

Bolsonaro só existe enquanto o político que é graças a Jean Wyllys, sem ele seria "só mais um conservador" como Afanasio Jazadi ou só mais um oposicionista como Serra ou Aécio. Até os pós-modernistas chegarem ao poder, ele era "só um parlamentar que defendia a ditadura". Agora, diante da passividade da esquerda e graças aos pós-modernistas foi elevado à condição de "paladino da moral e dos bons costumes".

Ninguém em A Página Vermelha defende o "nazibolchevismo" como norte ideológico, aliás o uso de um termo tão estúpido já mostra que você nada sabe sobre nacional-bolchevismo, constituído como frente política inicialmente e grupo de oposição a Putin e à influência do imperialismo na cultura russa. Aliás, eles eram "um pouco pós-modernistas", basta ver alguns pôsteres de divulgação que traziam carícias inter feminis ou jovens moças de seios quase desnudos, o que explica por que grande parte dos integrantes do partido era formada de jovens. Só que ainda assim o seu objetivo político não eram os de maio de 68, mas os de outubro de 1917, com concessões à política da NEP. No início da década de 2000 foram perseguidos por tentar iniciar uma revolução armada ao estilo da RAF ou do Exército Vermelho Japonês. Um partido nazista é racista, coisa que o NBP não era - não apenas possuía o partido líderes negros e uma seção em Israel, como também dizia em seu programa que para eles "russo é todo aquele que defende os interesses da Rússia, independente de procedência étnica", para mim a melhor parte do programa. Algumas militantes e líderes do NBP eram abertamente homossexuais, todavia nunca pós-modernistas ou homossexualistas. O partido também era odiado por organizações neonazistas, que por sinal treinavam tiro com seu símbolo.

Sua afirmação de "sou muito poser para o seu gosto" é simplesmente ridícula e depreciável, uma prova de seu recalque! E daí se gosto de tirar fotos? Tens Inveja? Realmente gosto de tirar fotos por que tenho bom gosto.


É até uma contradição que você se diga maoísta e tenha esse asco por fotos, quando o próprio Mao e mesmo Stalin eram vaidosos nesse sentido. Um homem sem vaidade é como um bicho. As técnicas da oratória, expressas no manual de oratória forense do Dr. Leo Jaime, demonstram que a imagem é essencial para um orador, estudos mostram que se o papa romano não usasse as suas 16 vestimentas, a ICAR perderia cerca de 70% de seus fiéis. Muitos líderes políticos, incluindo comunistas, jamais tiravam a sua capa publicamente, uma vez que se trata de uma veste que possui inclusive valor simbólico. Grandes comandantes militares, fossem bárbaros ou césares, eram sempre retratados de capa. Mesmo o humilde Jesus é retratado em seu manto vermelho. E a melhor parte é que a minha camarada e namorada querida gosta muito de me ver de capa.


É lamentável ver que uma página como essa(Cidade Sol) degenerou-se numa "Capricho de esquerda", que está mais interessada em falar de "poses de fotos" do que de marxismo-leninismo.

O autor dessa página mente quando diz que "foi expulso por mim de grupo de Facebook por que apresentou argumentos contra mim". Isso é falso, primeiro por que ele não tem nenhuma prova de que foi banido por mim de grupo algum e até mesmo moderadores de campos diferentes detestavam o autor da Revista Cidade Sol, a quem chamavam de "Lúcio Espírito de Porco", uma vez que foi flagrado querendo denunciar um companheiro petista ao pessoal do Aécio Neves. Segundo, o autor não apresentou argumento algum, e sim ofensas de cunho pessoal como me chamar de "gay". Poucas citações são tão profundas quanto as do atleta Wanderley Silva quando ele diz que "respeito é bom e preserva os dentes" e atrás de um monitor qualquer um, incluindo um Espírito de Porco, pode brincar de ser homem! Nenhum nordestino sério leva desaforo para casa.

É por isso que nós desprezamos o pós-modernismo, por que partindo da premissa de que "não existe nenhuma verdade", do relativismo extremado, para o pós-modernista honra é que o que ele próprio definir como honra, verdade é o que ele define como verdade; ele existe para rejeitar qualquer consenso moral, consenso que serve de norte para a as civilizações e sociedades. Para muitas sociedades, seja ela africana, americana, socialista ou comunista, há um "consenso moral" que por sua vez servirá de base para as suas leis. Marx e Engels não falaram na "destruição de qualquer moral", e sim em uma "moral proletária", numa "moral socialista". O pós-modernista se diz contra qualquer moral, qualquer "verdade". E é justamente por isso que nós vemos aberrações como o autor dessa revista, que consegue incrivelmente se dizer um defensor "do FEMEN e de Mao", este último um paladino(ou melhor, um wu xia) da luta contra o liberalismo, que era o nome que ele dava ao pós-modernismo! Isso é tão bizarro quanto defender "comunismo e nazismo" ao mesmo tempo, o que o autor do site ironicamente me acusa de fazer. O vigarista hipócrita sempre procura acusar o outro daquilo que ele mesmo faz!

Resumindo toda a ópera, você ataca A Página Vermelha por ela se manter fiel aos ensinamentos de Marx a Mao, não do FEMEN ou de Lady Gaga, só que para confundir as pessoas, se diz "maoísta". É muita hipocrisia! Como bem discutido com a camarada Angela Sztormowsky e o camarada Augusto Mazdaki, a tolerância para com o pós-modernismo deve ser zero, pois conhecemos de perto a falta de limites para a sua mesquinhez e sua falta de escrúpulos!

sábado, maio 03, 2014

CRISE NA UCRÂNIA: Neonazistas ucranianos queimaram sindicalistas vivos

Por Cristiano Alves


A barbárie se deu na semana que acompanha o Dia do Trabalhador. Esta é a "Ucrânia independente e livre" almejada pelos terroristas seguidores de Stepan Bandera. É esse o banho de sangue promovido pela "Junta" de Kiev, a mesma que declarou o dia 9 de maio, dia da derrota da Alemanha nazista, um "dia de luto":


quinta-feira, maio 01, 2014

1º de maio: Maio, o nosso maio!



SEMANA DA VITÓRIA: A Batalha da Rússia(Documentário dublado)

Documentário do Exército Americano demonstra por que durante centenas de anos a Rússia e seu povo foram odiados e invadidos por forças militares ocidentais:


DOCUMENTÁRIO: A história do racismo

Documentário da BBC legendado em português sobre capitalismo e racismo:


SOCIEDADE:Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!

Por Douglas Belchior
Publicado na revista Carta Capital





A foto da esquerda todo mundo viu. É o craque Neymar com seu filho no colo e duas bananas, em apoio a Daniel Alves e em repulsa ao racismo no mundo do futebol.

Já a foto à direita, é do pigmeu Ota Benga, que ficou em exibição junto a macacos no zoológico do Bronx, Nova York, em 1906. Ota foi levado do Congo para Nova York e sua exibição em um zoológico americano serviu como um exemplo do que os cientistas da época proclamaram ser uma raça evolucionária inferior ao ser humano. A história de Ota serviu para inflamar crenças sobre a supremacia racial ariana defendida por Hitler. Sua história é contada no documentário “The Human Zoo”.

A comparação entre negros e macacos é racista em sua essência. No entanto muitos não compreendem a gravidade da utilização da figura do macaco como uma ofensa, um insulto aos negros.

Encontrei essa forte história num artigo sensacional que li dia desses, e que também trazia reflexões de James Bradley, professor de História da Medicina na Universidade de Melbourne, na Austrália. Ele escreveu um texto com o título “O macaco como insulto: uma curta história de uma ideia racista”. Termina o artigo dizendo que “O sistema educacional não faz o suficiente para nos educar sobre a ciência ou a história do ser humano, porque se o fizesse, nós viveríamos o desaparecimento do uso do macaco como insulto.”

Não, querido Neymar. Não somos todos macacos. Ao menos não para efeito de fazer uso dessa expressão ou ideia como ferramenta de combate ao racismo.

Mas é bom separar: Uma coisa é a reação de Daniel Alves ao comer a banana jogada ao campo, num evidente e corriqueiro ato racista por parte da torcida; outra coisa é a campanha de apoio a Daniel e de denúncia ao racismo, promovida por Neymar.

No Brasil, a maioria dos jogadores de futebol advém de camadas mais pobres. Embora isso esteja mudando – porque o futebol mudou, ainda é assim. Dentre esses, a maioria dos que atingem grande sucesso são negros. Por buscarem o sonho de vencer na carreira desde cedo, pouco estudam. Os “fora de série” são descobertos cada vez mais cedo e depois de alçados à condição de estrelas vivem um mundo à parte, numa bolha. Poucos foram ou são aqueles que conseguem combinar genialidade esportiva e alguma coisa na cabeça. E quando o assunto é racismo, a tendência é piorar.

E Daniel comeu a banana! Ironia? Forma de protesto? Inteligência? Ora, ele mesmo respondeu na entrevista seguida ao jogo:

“Tem que ser assim! Não vamos mudar. Há 11 anos convivo com a mesma coisa na Espanha. Temos que rir desses retardados.”

É uma postura. Não há o que interpretar. Ele elaborou uma reação objetiva ao racismo: Vamos ignorar e rir!

Há um provérbio africano que diz: “Cada um vê o sol do meio dia a partir da janela de sua casa”. Do lugar de onde Daniel fala, do estrelato esportivo, dos ganhos milionários, da vida feita na Europa, da titularidade na seleção brasileira de futebol, para ele, isso é o melhor – e mais confortável, a se fazer: ignorar e rir. Vamos fazer piada! Vamos olhar para esses idiotas racistas e dizer: sou rico, seu babaca! Sou famoso! Tenho 5 Ferraris, idiota! Pode jogar bananas à vontade!

O racismo os incomoda. E os atinge. Mas de que maneira? Afinal, são ricos! E há quem diga que “enriqueceu, tá resolvido” ou que “problema é de classe”! O elemento econômico suaviza o efeito do racismo, mas não o anula. Nesse sentido, os racistas e as bananas prestam um serviço: Lembram a esses meninos que eles são negros e que o dinheiro e a fama não os tornam brancos!

Daniel Alves, Neymar, Dante, Balotelli e outros tantos jogadores de alto nível e salários pouca chance terão de ser confundidos com um assaltante e de ficar presos alguns dias como no caso do ator Vinícius; pouco provavelmente serão desaparecidos, depois de torturados e mortos, como foi Amarildo; nada indica que possam ter seus corpos arrastados por um carro da polícia como foi Cláudia ou ainda, não terão que correr da polícia e acabar sem vida com seus corpos jogados em uma creche qualquer. Apesar das bananas, dificilmente serão tratados como animais, ao buscarem vida digna como refugiados em algum país cordial, de franca democracia racial, assim como as centenas de Haitianos o fazem no Acre e em São Paulo.

O racismo não os atinge dessa maneira. Mas os atinge. E sua reação é proporcional. Cabe a nós dizer que sua reação não nos serve! Não será possível para nós, negras e negros brasileiros e de todo o mundo, que não tivemos o talento (ou sorte?) para o  estrelato, comer a banana de dinamite, ou chupar as balas dos fuzis, ou descascar a bainha das facas. Cabe a nós parafrasear Daniel, na invertida: “Não tem que ser assim! Nós precisamos mudar! Convivemos há 500 anos com a mesma coisa no Brasil. Temos que acabar com esses racistas retardados, especialmente os de farda e gravata”.

Quanto a Neymar, ele é bom de bola. E como quase todo gênio da bola, superacumula inteligência na ponta dos pés. Pousa com seu filho louro, sem saber que por ser louro, mesmo que se pendure num cacho de bananas, jamais será chamado de macaco. A ofensa, nesse caso, não fará sentido. Mas pensemos: sua maneira de rechaçar o racismo foi uma jogada de marketing ou apenas boa vontade? Seja o que for, não nos serve.

Sou negro, nascido em um país onde a violência e a pobreza são pressupostos para a vida da maior parte da população, que é negra. Querido Neymar – mas não: Luciano Hulk, Angélica, Reinaldo Azevedo, Aécio Neves, Dilma Rousseff, artistas e a imprensa que, de maneira geral, exaltou o “devorar da banana” e agora compartilham fotos empunhando a saborosa fruta, neste país, assim como em todo o mundo, a comparação de uma pessoa negra a um macaco é algo culturalmente ofensivo.

Eu como negro, não admito. Banana não é arma e tampouco serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma na medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente na medida em que simplifica, desqualifica e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo.

O racismo é algo muito sério. Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes tem um objetivo certo: escamotear seu real significado do racismo que gera desde bananas em campo de futebol até o genocídio negro que continua em todo o mundo.

Eu adoro banana. Aqui em casa nunca falta. E acho os macacos bichos incríveis, inteligentes e fortes. Adoro o filme Planeta dos Macacos e sempre que assisto, especialmente o primeiro, imagino o quanto os seres humanos merecem castigo parecido. Viemos deles e a história da evolução da espécie é linda. Mas se é para associar a origens, por que não dizer que #SomosTodosNegros ? Porque não dizer #SomosTodosDeÁfrica ? Porque não lembrar que é de África que viemos, todos e de todas as cores? E que por isso o racismo, em todas as suas formas, é uma estupidez incompatível com a própria evolução humana? E, se somos, por que nos tratamos assim?

Mas não. E seguem vocês, “olhando pra cá, curiosos, é lógico. Não, não é não, não é o zoológico”.

Portanto, nada de bananas, nada de macacos, por favor!

BRASIL: Nem vadias, nem santas: sejamos revolucionárias!

Pelo Movimento Feminino Popular
Publicado no jornal A Nova Democracia


Mulher que luta não protesta com os seios de fora, protesta de uniforme, ainda que esse uniforme seja apenas uma camisa e boné com o símbolo de seu sindicato ou organização de luta


Uma outra opinião...

Na sociedade em que vivemos, onde a imensa maioria da população é explorada e tem seus direitos mais elementares pisoteados diariamente, nós, mulheres, somos a parcela mais oprimida e aviltada das classes trabalhadoras. Isto porque, além de sofrermos o peso da exploração capitalista e recebermos menores salários que os homens de nossa classe, recai sobre nós a milenar opressão sexual. As operárias, professoras, camponesas, etc., ou seja, 90% das mulheres em nossa sociedade são duplamente exploradas e oprimidas. Esta opressão sexual surgiu com a propriedade privada e é representada na forma da família monogâmica patriarcal, na qual a mulher é escrava do lar, responsável pelo extenuante e invisível trabalho doméstico e sofrendo infinitas humilhações e formas de violência veladas ou abertas, físicas e/ou psicológicas, sexuais e morais dentro e fora da família. 

A escravidão doméstica da mulher é extremamente lucrativa e necessária ao sistema capitalista, pois assim este deixa para o âmbito privado e sobre as costas das mulheres uma série de trabalhos, indispensáveis à reprodução da força de trabalho (cuidados com casa, alimentação, filhos, etc.), que lhe custaria uma parte de seus fabulosos lucros. Isto significa que as mulheres do povo realizam um trabalho pesado e gratuito para as classes dominantes, estes nos exploram direta (no mercado de trabalho) e indiretamente (com o trabalho doméstico). 

Portanto, a quem interessa manter a exploração da mulher? Às classes dominantes exploradoras, que para justificá-la socialmente criaram ao longo da história uma série de mitos e uma moral reacionária baseada na suposta "natureza deficitária e frágil" da mulher, na qual a repressão sexual é reflexo direto. Como parte da exploração da mulher, a burguesia utiliza o corpo feminino como rentável mercadoria, nos concebendo como meros objetos sexuais. Toda a moral e cultura patriarcais existem para manter metade da classe subjugada e oprimida, seja pelo tolhimento direto dos direitos e pela repressão, seja pela aparência ilusória de "liberdade", como forma de desviar as mulheres da luta consequente por sua emancipação. 

Por que não somos vadias?

Qual o objetivo da "marcha das vadias": resignificar o termo vadia ou considerar esta qualidade como sinônimo de "liberdade"? Para nós, ambas as pretensões estão erradas, pois assumir este adjetivo não representa contestação ao machismo. 

Quando a sociedade burguesa e sua propaganda nos atacam com suas injúrias devemos cuspi-las de volta, não faz sentido nos apropriarmos delas. Todos os termos ofensivos ao povo são utilizados no sentido de desvirtuar sua essência. Os operários em greve em Jirau (Rondônia) foram chamados de "vândalos"; os guerrilheiros em luta contra o regime militar de "terroristas"; as massas nas favelas do Rio de "traficantes". Os termos preconceituosos, como parte da ideologia dominante, atuam no mesmo sentido. Haveria razão para as mulheres lésbicas se denominarem de adjetivos ofensivos como "sapatas", ou das mulheres negras se chamarem "macacas", ou todas nós de vadias? Claro que não! É um erro acreditar que se combate o preconceito assimilando termos preconceituosos impostos pela moral burguesa. 

Por outro lado, assumir a condição de "vadia" não é contestar a ideologia dominante. A moral burguesa, e dentro dela o machismo, não se expressa apenas no conservadorismo dos padres, pastores, rabinos ou clérigos mulçumanos. A hipocrisia é uma das características desta moral reacionária, onde todos os "pecados" proibidos na missa são cometidos e estimulados assim que ela termina. A suposta "liberdade" sexual apresentada pela burguesia, o seu niilismo, onde tudo é permitido, é tão opressor como o conservadorismo. A burca imposta pelo Talibã e a indústria pornográfica do EUA conservam o mesmo machismo, apenas com formas diferentes. Assim, se por um lado o machismo se expressa como castração à sexualidade feminina, por outro lado estimula a mercantilização de nossos corpos e para isto difunde uma falsa "liberdade" da mulher em se "vender livremente". Ambos os aspectos reduzem a mulher ora como objeto casto de reprodução, ora como objeto de lucro e prazer alheios e são parte da mesma moral burguesa. 

O conservadorismo e o niilismo são faces da velha moeda da moral burguesa; optar por uma delas na ilusão de combater a outra só ajuda a conservar a sociedade como está. Somos por uma nova moral sexual, uma moral revolucionária, sem niilismo e sem conservadorismo. E esta nova moral só é possível ser construída na medida em que lutamos para destruir todos os pilares desta velha sociedade opressora e exploradora. 

Por isto, para nós, a "marcha das vadias" nada tem de contestatória; o centro na "irreverência" longe de combater, estimula o estereótipo da mulher como objeto sexual masculino. A imagem do cartaz da marcha das vadias de Brasília, com uma jovem branca, magra, em pose sensual, com o sutiã nas mãos, é bem similar a inúmeras capas de "revistas masculinas". Que contestação há nisso? A nudez pode sim representar a contestação à moral dominante, mas neste caso não vemos nenhum nu artístico, apenas uma imagem que reforça o padrão de beleza dominante e de comportamento jovem que associa rebeldia à mera exposição do corpo feminino. Senão, seríamos obrigadas a considerar como publicação revolucionária a revista "Playboy", editada no Brasil pelos ultra-conservadores da editora "Abril", os mesmo que editam a direitista "Veja".

Companheiras, devemos lutar pelo fim de todas as formas de opressão contra as mulheres. A violência sexual é uma delas. Temos que combater com a mesma energia o estupro cultural, dirigido principalmente contra a juventude, que procura estimular e naturalizar a pedofilia e a prostituição. Devemos combater expressões culturais do tipo "novinhas" e "popozudas" sem medo de cair no falso moralismo ou conservadorismo. Estas músicas, estas sim, são conservadoras, afinal reforçam o discurso da mulher como objeto sexual.

Portanto, companheiras, não somos vadias! Vadia é a burguesia, que em seu ócio, nada criativo, vive da exploração do trabalho alheio. Terroristas e vândalos são os Estados imperialistas que invadem e saqueiam nações e povos em todo o mundo. E são eles os responsáveis pela situação de humilhação, falta de direitos, e opressão feminina nas mais diversas esferas, pois difundem sua ideologia dominante que penetra em nosso meio, em nossa classe. É contra estas classes dominantes, pois, que devemos lutar, para transformar profundamente as bases desta sociedade e toda a cultura e moral degradantes dela decorrente.

Despertar a fúria revolucionária da mulher! 
Movimento Feminino Popular

MUNDO: Na Alemanha, ativista neonazista é atriz de pornô interracial

Por Cristiano Alves

Há algum tempo foi um escândalo na rede mundial um surpreendente caso de ativistas neonazistas russas que faziam pornô interracial. Dessa vez foi a vez de mais uma ser descoberta, na Alemanha!

Ina Groll, posando com uma camisa com o número 88, código neonazista para "Heil Hitler"

Nazista, branca, loira, olhos claros... Ina Groll, também conhecida como Kitty Blair, tinha tudo para se tornar a garota propaganda do famigerado partido neonazista alemão NPD(Partido Nacional Democrático), que cresceu exponencialmente após a derrubada do muro de Berlim e da anexação da ex-Alemanha Oriental. Mas isso não foi possível por um detalhe, a loirinha nazista "dormia com negões".

Após o NPD "misteriosamente" descobrir o filme Kitty endekt das sperm(em tradução livre, Kitty descobre o esperma), a atriz alemã Ina Groll foi expulsa do partido por "desgraçar a raça branca superior germânica". Depois desse escândalo, só resta como opção entrar no FDP(o partido alemão!)1.

Ina Groll, em foto do Twitter com a bandeira do NPD e tatuagens. Percebe-se em seu braço uma tatuagem da runa nórdica Odal, usada pelos membros da SS como símbolo da "pureza racial nórdica".
Apesar de suas convicções filosóficas neofascistas, apesar de sua "crença na superioridade branca" exposta inclusive em camisetas com o número 88(código dos fascistas para Heil Hitler, dada a semelhança da letra H com o número 8) os órgãos sexuais e outros orifícios da atriz não demonstraram nenhum preconceito quando se trata de copular com um homem e até mais de um. Capturas veiculadas após o escândalo mostram uma moça que parece bem confortável ao ter todos os seus orifícios penetrados por diversos homens, brancos e negros! Será que o fuhrer teria algum orgulho da mocinha? Segundo evidências históricas, talvez ele até a invejaria!

Ina Groll em seu "trabalho": "A nossa loirinha magra sabe o que os homens de verdade querem"
O caso de Ina Groll, a neonazista alemã que fazia pornô interracial, novamente expõe a hipocrisia, o cinismo e mesquinhez do pensamento fascista de tipo alemão. Embora se trate de uma mulher, muitos homens não agiriam de forma diferente e por mais que se digam "100% nazistas", seus falos certamente não o são! Quem nunca ouviu falar desse ou daquele sujeito que diz que "não é racista por que comeu uma negra"? Ele também expõe mesquinhez da prostituição onde a mulher está sujeita a quaisquer condições, como meio de obtenção de lucro. Também nos mostra que se a Alemanha socialista(Alemanha Oriental) mostrou que é possível uma Alemanha sem nazismo, a Alemanha capitalista convive bem com partidos nazistas.

O pensamento racista(do qual é filho o nazismo) resulta do medo somado à hipocrisia e à ignorância, algo fomentado pelo sistema econômico e social capitalista com o objetivo de dividir os trabalhadores. Não é nenhuma surpresa que isso se dê se num país como a Alemanha capitalista, onde ainda se promove zoológico de negros(como em Augsburg em 2006), ou preconceito russofóbico, e nem seria se um dos diretores(ou diretoras) dessa exposição tivesse algum "affair com um negão". Qualquer um que a título de curiosidade navegue pelos comentários de qualquer vídeo interracial, principalmente nos Estados Unidos, sabe que é bastante comum encontrar entre os seus espectadores brancos racistas, que após se deleitar onanisticamente ante vídeos pornográficos interraciais, vomitam todo o seu ódio pelos negros, chamam-nos de "macacos" ou "aidéticos", após encerrada a sua tara sexual e a sua reserva seminal. Afinal de contas, o filme de Ina nos dá uma sugestão, "Kitty, a nossa loirinha magra sabe o que os homens de verdade querem".

Ina Groll, em conferência do NPD que exibe orgulhosamente no Facebook
O "poder ariano" de Ina

1- FDP: Partido Federal Democrático, da Alemanha.


Fonte:

Artigo de Viktor Adolfsson no portal Nyheter 24. Tysk porrstjarna hade sex med svart man sparkas fran naziparti(Estrela do pornô alemã que teve sexo com um negro foi expulsa do partido nazista). Disponível em: http://nyheter24.se/nyheter/utrikes/765471-tysk-porrstjarna-hade-sex-med-svart-man-sparkas-fran-nazistparti?splash=false Acesso em 10:00 de 01/05/2014.

Veja também:

quarta-feira, abril 30, 2014

CRISE UCRANIANA: Ucrânia constrói campos de concentração para cidadãos pró-russos da Galícia


Por Cristiano Alves
Com informações do canal Rossiya




O MVD da Ucrânia, com recursos da União Europeia, iniciou a construção de um campo de concentração em Jdanovka, na Ucrânia.

O campo de concentração(kontslager) é construído sob a máscara de "campo para imigrantes ilegais":