quinta-feira, março 20, 2014

BRASIL: Pornografia, pedofilia e homossexualismo na cultura da ditadura fascio-latifundiário-militar

Por Cristiano Alves

Predomina entre a direita raivosa a falsa noção de que a ditadura latifundiário-militar, uma forma de fascismo no Brasil, era uma "ditadura da moral e dos bons costumes". Acionista maior da Embrafilme(sociedade anônima) o governo militar, idolatrado pela direita como o "guardião dos valores da família, da moral e dos bons costumes", destruiu a seriedade do cinema brasileiro com as "pornochanchadas", filmes que traziam a pornografia, pedofilia e o homossexualismo


É muito comum ouvir da direita raivosa, se "coxinhas" direitosos como tudo era lindo durante a ditadura latifundiário-militar. Em suas mentes ora inocentes, ora mal intencionadas, durante a ditadura militar "não existia corrupção", a despeito dos milhões pagos a generais para a concretização do golpe de 64 e do enriquecimento ilícito de governadores e de nomes como Paulo Maluff, cria da ditadura. Para eles, as coisas "iam pra frente", apesar dos gastos com uma tecnologia obsoleta para uma usina nuclear, a construção da Transamazônica, "comida" pela floresta e destruição da malha ferroviária, bem como o sucateamento da educação brasileira pelo acordo MEC-USAID. Por mais que alguns deles deem o braço a torcer diante dos fatos, continua a persistir em seu subconsciente a noção de que sua galinha dos ovos de ouro ao menos ganhava no aspecto moral, só que não.

Acionista maior da Embrafilmes, a tirania plutocrática instaurada no Brasil destruiu o cinema brasileiro, reduzindo-o a um nível imoral tão baixo quanto o da extrema-direita. Qualquer filme pornográfico moderno pode ser considerado "respeitável" na frente de filmes que, sem qualquer conteúdo, resumiam-se apenas a diálogos recheados de coprolalia, estupro e em alguns casos mesmo pedofilia. Em alguns casos raros podemos falar até mesmo em zoofilia, como em "Alucinações sexuais de um macaco", que embora feito em 1986, quando a ditadura já havia formalmente acabado, apenas segue um estilo de filmes adotado desde os anos 70, quando praticamente afastaram no universo cinematográfico todos os artistas que tinham um pensamento crítico ou visavam a abordagem de temas sociais. Ainda, em 1979, a famosa artista Xuxa Meneghel protagonizou um filme onde ela interpretava uma prostituta que se relacionava sexualmente com um garoto de 8 anos, "Amor, estranho amor". A pornochanchada estava para o cinema como as receitas de bolo estavam para o jornalismo. Os censores, que também faziam cortes nas pornochanchadas, estavam mais preocupados com filmes politizados do que com os eróticos, que distraíam a população dos reais problemas sociais, sendo assim uma alienação vantajosa para o governo.

As pornochanchadas não faziam distinção entre hetero e homossexualidade, todas elas apareciam numa só película. Uma das produções mais bizarras, criada logo após o término da ditadura, mas que expressa bem aquilo a que o cinema brasileiro foi reduzido pelos censores, é um filme chamado "Um pistoleiro chamado Papaco". Logo início do filme, um pistoleiro com sotaque paraguaio pergunta seu nome, ao que o protagonista responde "Papa cu", então o baleia e o sodomiza, ao que o hispanófono diz que "prefere perder as pregas a perder a vida". Na época da ditadura predominava a noção popular, ideologicamente construída pelo governo fascista, de que "viado é o que dá". Quanto a isso há que evocar aqui as sábias palavras do marxista-leninista soviético Maxim Gorky, quando este diz que no país sovietes, onde o proletariado virilmente e corajosamente tomou o poder, o homossexualismo é punido, ao passo que nos países fascistas ele age impunemente e mesmo é estimulado. Assim como a ditadura nazista promovia orgias homossexuais entre os membros da SA, nas "ligas masculinas", a ditadura latifundiário-militar fazia o mesmo no Brasil através do cinema(havia e há ainda punição, no Código Penal Militar, para o crime de "pederastia", todavia apenas para militares e se praticado dentro da instituição militar). É curioso perceber que, ao contrário dos latidos vulgares de deputados como Jair Bolsonaro, a ditadura fez pelos homossexuais mais do que deputados como Jean Willys, por exemplo, dando espaço para artistas como Ney Matogrosso, assumidamente homossexual do tipo "queerista" em seus shows. Na concepção do artista, este "defendeu a liberdade com sua libido".

Engana-se quem pensa que a ditadura latifundiário-militar, um governo fascista, promoveu "os valores da família e dos bons costumes". Promoveu talvez, os valores de um punhado de famílias burguesas, ao passo que lançou famílias proletárias na mais absoluta miséria. Era comum o estupro de filhas por seus pais, em bairros pobres, a iniciação sexual de rapazes com travestis, como o próprio Pelé assume, e tudo isso era respaldado pelo cinema, numa ditadura que promoveu não apenas valores decadentes, como também divulgou a imagem do Brasil como o país do "turismo sexual", publicando nádegas femininas em grandes anúncios publicitários. Se esse governo fascista em muitos casos pecou pela sua ação, pecou também pela omissão, e principalmente por ter destruído uma intelectualidade que apresentava um caminho para a construção de uma sociedade superior, uma cultura superior, um novo Brasil governado pelos trabalhadores, pelos marxistas-leninistas. Se o cinema socialista foi consagrado por grandes filmes como Alexander Nevsky, Outubro ou mesmo Solaris e outros filmes, todos sem palavrões, o cinema fascista brasileiro foi dessacrado pela pornochanchada!


Defender a volta da ditadura fascista no Brasil é defender o homossexualismo!
Defender a volta da ditadura fascista no Brasil é defender a destruição da família!
Defender a volta da ditadura fascista no Brasil é defender a degeneração cultural e moral do povo brasileiro!
Viva o socialismo científico!

BRASIL: Ditadura tinha corrupção, e muita!







domingo, março 16, 2014

BRASIL: Kizomba, a festa da raça e a greve dos garis

Por Marcelo Biar*



Mais uma vez a Comlurb roubou a cena no carnaval. Estamos acostumados a ver o Sorriso, famoso Gari, a desfilar atrás das escolas, limpando e sambando. Mas desta vez o desfile foi completo. Um bloco… Uma escola de samba… Na verdade, para desespero do prefeito, uma categoria, quase na íntegra, nas ruas. Diferente dos “blocos chapa branca”, ligados a prefeitura, estes foram o povo na rua. E fizeram uma festa.

Me lembrou os carnavais de 1988 e 1989. No primeiro, a Vila Isabel foi campeã com o enredo Kizomba, a festa da raça. Sim, que bonito foi ver os garis resistindo às pressões da prefeitura… às notícias difamatórias da mídia. Foi bonito ver aqueles garis, oriundos de extratos sociais baixos, logo, por ser no Brasil, negros, erguendo vassouras e tomando as ruas. Era Palmares, Canudos, porto do Rio de Janeiro na Revolta da Chibata… Sem superestimar, momentos como este me dão pistas da possibilidade de um novo Brasil.

Ao mesmo tempo me lembrei do desfile da Beija Flor, em 1989. O Luxo do Lixo. As ruas foram tomadas pelo lixo lembrando os carros alegóricos da época. Uma alegoria do desgoverno. O lixo na rua, não é culpa do gari que não o recolheu. A responsabilidade da limpeza pública é do prefeito. Ele não estava tornando possível, pelo NÃO aumento, o exercício da limpeza.

Evidenciado o cheiro e a verdadeira cara da gestão PAES, uma coisa sim, foi um lixo: algumas manifestações que, ainda que sem querer, mostraram-se recalcadas com relação a conquista dos garis. Ora, comparar o tempo de greve do gari e seu índice de aumento, com os professores e sua greve é um equívoco. Se os garis conseguiram mais em menos tempo, ótimo! Mérito deles e até nosso também. Por que não nos pensamos todos como cidadãos e funcionários públicos? Por que não entender a vitória do gari como uma consequência do desgaste acumulado da greve dos professores e do apoio popular? Um acúmulo de golpes que vem fragilizando o adversário.

Pensar assim nos coloca em maioria. Nos salva de uma política autofágica. A questão hoje é o embate entre a participação popular e a gestão autoritária do Eduardo Paes Cabral. Quando uma categoria profissional tem êxito, é o trabalhador, de modo geral, que é  vitorioso. Quando Paes Cabral perde, ganhamos todos.

Somos o luxo deste lixo e devemos vencer o Paes Cabral que é o lixo deste luxo.


* Marcelo Biar é professor de História, compositor e escritor.

CHARGE DA SEMANA

Por Carlos Latuff




HISTÓRIA: Historiador norte-americano desmente "terror" de Stalin

Por Glauber Athayde


A pesada artilharia ideológica do revisionismo e da Guerra Fria contra Stálin e suas realizações na construção do socialismo na União Soviética ainda hoje se faz sentir. Não é verdade que o mero distanciamento no tempo nos permite ver com mais clareza o que se passou, como lemos tantas vezes nas capas de dezenas de livros burgueses sobre o período. Não nesse caso. Conforme nos ensina Lênin, não existe neutralidade numa sociedade dividida em classes, e, por isso, não é de se esperar que autores burgueses mudem seu ponto de vista com o passar dos anos.

No entanto, isso não impede que alguns lampejos de lucidez e honestidade intelectual possam ser encontrados entre historiadores não-marxistas que estudam a questão, como é o caso de Robert W. Thurston, professor de História na Universidade de Miami, em Oxford, Ohio, EUA, e autor da obraLife and terror in Stalin’s Russia – 1934-1941 (Vida cotidiana e terror na Rússia de Stálin, em tradução livre), ainda sem tradução para o português.

Ao analisar o período comumente referido como o mais repressivo na história da URSS, que foi entre 1934 e 1941, Thurston afirma que Stálin, ao contrário do que é propagandeado pela academia burguesa, nunca teve a intenção de aterrorizar o país e que não tinha nenhuma necessidade disso. Ao contrário, afirma o historiador, as grandes massas da população soviética não só acreditavam que as mudanças em curso no país eram uma real busca por inimigos internos, como essas mesmas massas colaboravam com o Governo revolucionário nesta tarefa.

Thurston inicia seu livro mostrando que, após um conturbado início de século, ao passar por duas revoluções, uma Guerra Mundial e uma Guerra Civil, o Governo soviético começou a “relaxar” no início da década de 1930, no sentido de introduzir reformas no sistema penal e atenuar as práticas punitivas. Entre os vários exemplos utilizados pelo historiador, encontramos neste ponto o relato de que Stálin e Molotov, em 1933, ordenaram a libertação de nada menos que metade de todos os camponeses que haviam sido presos por questões ligadas à coletivização. Em agosto de 1935, o Governo declarou anistia a todos os trabalhadores condenados a menos de cinco anos e que estavam trabalhando “honradamente e com boa consciência”. Mas, a despeito de todas as positivas ações que vinham sendo tomadas neste sentido, novos acontecimentos fizeram com que essa tendência fosse bruscamente interrompida.

A partir do assassinato de Kirov, em 1934, uma rede conspirativa foi identificada no alto escalão do Governo e do Exército soviéticos. Segundo Thurston, havia realmente um bloco trotskista em atividade na URSS; Bukharin tinha conhecimento de um centro articulado contra Stálin; pelo menos um dos seguidores de Bukharin mencionou matar Stálin; e informações de origens distintas confirmavam um complô no Exército articulado por Tukhachevsky. Assim, todas as evidências apontam para o fato de que as ações do Governo, desse momento em diante, foram uma reação a eventos que se passavam no país, e não uma política deliberada e imotivada de repressão, como defende a historiografia burguesa.

Esta reação do Governo foi levada a cabo em grande parte pela chamada Polícia Política, a NKVD. Mas, ao contrário da fantasia burguesa devaneada no livro 1984, do trotskista George Orwell, a NKVD, segundo Thurston, estava longe de ser uma organização “onisciente” e “onipotente”, uma espécie de “Grande Irmão”. Segundo o historiador, essa organização dependia tanto das informações quanto da colaboração dos cidadãos soviéticos. Assim, a chamada Polícia Política, apontada na historiografia burguesa como uma consequência de um “desequilíbrio mental” de Stálin, foi, na verdade, uma criação da própria sociedade e da história soviéticas. Thurston cita como evidência o fato de que simples cidadãos podiam não somente influenciar a NKVD em algumas detenções, como também tinham o poder de até mesmo impedir algumas delas. Segundo Thurston, “nem Stálin e nem a NKVD agiram independentemente da sociedade”, embora esta organização tenha, de fato, cometido erros e excessos sob a liderança de Ezhov, afastado do cargo e julgado posteriormente.

Este último ponto é de vital importância. A historiografia burguesa superdimensiona as exceções e lhe dão ostatus de regra, querendo indicar, com isso, que a maioria dos prisioneiros do período eram inocentes. Uma consequência de tal cenário seria que a maioria da população viveria então permanentemente atemorizada, com receio de ser presa a qualquer momento, por nada.

“Ninguém pode julgar quantas pessoas temiam o regime no final de década de 1930… mas abundantes fontes revelam… que a resposta a essa situação era limitada… Tal temor ocorria dentro de certas categorias da população…”, afirma Thurston. Seja qual for o momento analisado entre 1934 e 1941, um temor ao Governo era certamente menos importante do que a crença de que as autoridades buscavam identificar inimigos reais do país. Sobreviventes do período reforçam repetidamente este ponto de vista. Pelo menos entre 1939 e 1941 é possível afirmar, com segurança, que os trabalhadores urbanos da URSS exibiam patriotismo, apoio à liderança de Stálin e confiança no seu direito e na sua capacidade de criticar importantes aspectos da situação.

Apoio do povo ao Governo soviético

Outro ponto de destaque na caricatura traçada pela burguesia sobre o Governo de Stálin é a questão da falta de liberdade de crítica. Vão de encontro a isso, no entanto, os inúmeros exemplos citados por Thurston de organizações dos próprios trabalhadores que tinham como objetivo discutir e criticar aspectos de suas vidas nas fábricas e no país. Uma dessas formas era através dos jornais das fábricas, nos quais qualquer trabalhador poderia contribuir. O jornal da fábrica de Voroshilov, em Vladivostok, por exemplo, recebeu mais de duas mil cartas para publicação somente no primeiro semestre de 1935.

Mas o principal teste do Governo de Stálin foi a resposta da população à Segunda Guerra Mundial. Segundo Thurston, não houve deserção em massa durante a guerra. A principal característica do Exército Vermelho foi sua assombrosa determinação de vencer, e essa foi a razão pela qual venceu. Assim, apesar de todos os erros que podem ter ocorrido nos processos do chamado “terror” no final dos anos 1930, a Segunda Guerra Mundial foi, segundo Thurston, o “teste ácido” de todo o período de Stálin, no qual não apenas os soldados do Exército Vermelho lutaram com toda determinação, como os trabalhadores que ficaram no país continuaram a produzir, em situações muitas vezes dificílimas, as armas, os tanques e os armamentos necessários para a vitória.

quinta-feira, março 13, 2014

DEBATE: Comunista catarinense destrói os argumentos de uma "olavette" paulista


Recentemente, num dos vídeos de A Voz do Comunismo, foi verificada uma atividade um pouco além do comum. É sabido que esses vídeos são monitorados e atacados pela camarilha do neofascista Olavo de Carvalho que por seu medo de aparecer e confrontar o auto do canal A Voz do Comunismo e A Página Vermelha, isto é, Cristiano Alves, frequentemente envia seus correligionários para praticar bullying nos vídeos e caluniar e difamar seus participantes. Um debate, entretanto, travado entre a camarada Angela e uma olavette chamada Clarissa, mereceu uma especial reprodução aqui.



Comentou Clarissa no vídeo "Stalinismo":

Parei na parte que a moça diz que a Coréia do Norte não é o inferno que o professor Bertoni apresentou! kkkkkkkkkkkkkkk' vc tá loka? Pelo amor né, se a senhorita tem o mínimo de conhecimento em informática você saberá pesquisar sobre vários grupos de Direitos Humanos que tentam de alguma forma alertar o mundo sobre campos de concentração da Coréia, relatos de desertores, pare de ser tão estúpida, não precisa ser um gênio para constatar no Google Earth que esses campos existem, como vocês são babaquinhas, mal informados e idiotas! Leia Fuga do campo 14, ha não! Ela vai dizer que é tudo invenção dos capitalistas!


Comentários de Cristiano Alves: Aqui nós temos um clássico exemplo de olavette, escrevendo com a leviandade que lhes é inerente, argumentos como "kkk", risadinhas e deboches, para compensar sua pobreza intelectual e argumentativa. Com todo respeito pelos nossos leitores, é indispensável lembrar aqui uma passagem o que o Olavo de Carvalho certa vez respondeu numa a "obamista":

"não, não vem com risadinha, ô moleque, você acha que risadinha é argumento? Bah, palhaço, desliga essa merda e vai tomar no seu cu. (...)você enfia um dedo no cu e outro na boca e depois fica trocando que aí você vai descobrir a sua verdadeira vocação"


Mas a camarada Angela soube responder devidamente ao comentário sem a baixaria típica de Olavo e de sua camarilha:


"Leia Fuga do campo 14"  diz a olavette fanática!

Eu sei que você NÃO leu esse livro, foi só indicação do seu astrólogo nos vídeos não foi? Eu assisti o vídeo no qual ele faz a indicação desse livro.

Você já ouviu falar de Guantánamo para achar que é autoridade em Direitos Humanos? Por acaso já leu algum livro sobre a teoria do "direito penal do inimigo" para achar que sabe alguma coisa sobre campos de concentração? `Por acaso tem ao menos noções elementares do direito penal brasileiro para vir com esse puritanismo barato?

Vou deixar pra lá porque considero uma humilhação discutir com quem se limita ao conteúdo áudio-visual fascista do Olavo de Carvalho e acha que xingar os outros na internet é algo bonito. Não é bonito ser feia minha cara.

Em contrapartida vemos o argumento da olavette sudestina Clarisse:

Ela não aceita fuga do campo 14 porque acredita que é mentira, claro a Coréia do Norte é um paraíso hahaha' me diga Angela, não existem campos de concentração lá? E como é a economia? E me fale sobre o ditador e sobre a população, agradeço.





Comentários de Cristiano Alves: Qualquer comunista marxista-leninista já tem a "polenta pronta, enquanto eles ainda estão atrás da manteiga". É obrigação do marxista-leninista conhecer os argumentos do lado oposto, e isso é feito de duas formas. Na luta sindical, por exemplo, marxistas-leninistas são frequentemente expostos à ideologia da burguesia, seja pelo patrão capitalista, que diz que "paga vários salários à empregada doméstica"(como já testemunhado pelo autor desse artigo na presença dos camaradas Assunção e Vicente Izidório, do Sindipetro) a fim de parecer generoso, ou mesmo pelo operário não politizado que acha que "o patrão é seu amigo", sendo que esse "amigo" não depositou os valores correspondentes ao seu FGTS nos últimos 15 anos(!!!), fato testemunhado por este que vos escreve, conseguindo ganho de causa para o operário aposentado que via no patrão o "seu amigo".

Comentários de Angela Sztormowski:


Quando eu te classifiquei como olavette eu quis dizer que você não tem personalidade, apenas regurgita irracionalmente o que engole dos vídeos do velhote fascista. Eu jamais disse que a Coréia do Norte é um paraíso, existem sociedades melhores e piores, paraísos não existem! Portanto essa sua tentativa de debochar do que eu disse é simplesmente ridícula e baixa, você não merecia nem resposta por falar algo tão idiota.

Não neguei a existência do GULAG e nem disse que não existem campos de trabalho na Coréia do Norte. Mas, por que a surpresa de existirem campos de concentração em países socialistas que vivem sob ameaça de uma guerra iminente provocada por países imperialistas? Por que essa rebeldia toda contra coisas que existem HOJE no capitalismo em tempos de “paz”? Engraçado vocês aparecerem aqui com essa ousadia toda de dizer que defendemos “regimes genocidas” e esquecerem-se desse fato como em um toque de mágica. 

Já que vocês se acham os paladinos dos direitos humanos e da justiça, por que vocês não se rebelam contra os campos de concentração capitalistas? Por acaso o velhote fascista lhes contou sobre o campo de concentração da Inglaterra liberal na Austrália? Para esse campo de concentração eram mandados “dissidentes” irlandeses para serem torturados, terem boca e ânus inspecionados e serem tratados como animais. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, os liberais exterminaram a população aborígene da Austrália! Mas cadê a revolta contra esse genocídio?   O velho lambedor de botas do imperialismo americano contou sobre os campos de concentração em Crystal City nos EUA? Nesse campo de concentração eram “internados” americanos de origem japonesa para serem submetidos ao tratamento terrorista dos liberais. Cadê a revolta? Em 1997 Clinton admitiu publicamente que em 1960 homens negros do Alabama foram usados como cobaia humana pelo governo dos EUA , doenças como a sífilis não foram curadas porque o governo queria estudar os efeitos da moléstia em uma camada da população. Isso não lembra as práticas de Joseph Mengele na Alemanha nazista? Mas cadê a revolta? Os liberais dizimaram a população indígena dos EUA em nome do imperialismo, não ouço um pio de revolta contra isso. No livrinho de ficção “Fuga do campo 14” não tem essas informações não é mesmo?

Portanto, sugiro que vocês olavettes metidos a puritanos que removam os seus traseiros sujos e a suas caras hipócritas daqui , vão comentar onde existem tapados iguais a vocês, no seu habitat natural : os vídeos do “professor” lunático.

Olavettes não têm argumento NENHUM, só sabem debochar, odiar e xingar. São a escória da sociedade, são sujos e mentirosos!

E para finalizar, eu nunca defendi abusos e nem genocídio.Nos campos de trabalho da URSS se houvesse mortalidade dos detentos ou negligência por parte dos dirigentes esses eram punidos e submetidos a inspeção. Quem estava internado no GULAG era visto como alguém passível de recuperação, o que não acontece nos campos de contração capitalistas. E essa informação não saiu da minha cabeça e nem da cabeça de nenhum comunista e sim da página 95 do livro "Crime and Punishment in American History" de um professor a americano chamado Lawrence M. Friedman, que por sinal não é nada simpático ao comunismo.

Conclusões e lições adquiridas por A Página Vermelha: O debate indubitavelmente e inexoravelmente é desfavorável à olavette Clarissa dos Santos, não somente por que a camarada Angela Sztormowski compõe o quadro de articulistas de A Página Vermelha, mas também por que se mostrou incapaz de fazer qualquer citação pertinente, limitando-se a citar um livro que ela provavelmente nunca leu. Na realidade, leitura não é o forte do olaviado, mas eles tem sim, um ponto forte, que é a repetição ad infinitum de mantras, todos perfeitamente previsíveis: "o PT é comunista", "Stalin matou milhões", "o comunismo matou 100 milhões", "como podem defender um sistema genocida que matou milhões?", "vai pra Cuba/Coreia do Norte", bla bla bla... Comentários como esses, sem nenhuma profundidade, são excluídos às centenas semanalmente dos vídeos de "A Voz do Comunismo". Eles acham(enfatizo aqui o verbo "achar") que estão criando um argumento genial e superdotado de intelectualidade e erudição, pena que não!

Uma coisa que difere nitidamente um comunista de um anticomunista, é que o comunista lê livros comunistas e anticomunistas, para saber o que pensa o inimigo. O anticomunista, ao menos antigamente, lia apenas anticomunistas e o que seu guru anticomunista disse que um comunista disse, a famosa "falácia do espantalho". Os anticomunistas conhecidos por olavettes fazem menos que isso, eles sequer leem livros anticomunistas, apenas repetem o que escreveu seu guru do Youtube, pensador de bordel. Olavo de Carvalho não tem a menor compostura moral e nem intelectual, é desonesto. Num de seus vídeos, por exemplo, ele nos ensina como "os comunistas descobriram a verdade do pensamento de Misés", pois segundo "capturaram livros dos escritório de Von Mises ao chegar em Berlim para depois aplicá-los". Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência sabe perfeitamente que tentativas de introduzir o capitalismo na União Soviética vem desde os tempos do conflito "bolcheviques x mencheviques", isso por que o Império Russo não tinha um capitalismo plenamente desenvolvido, daí alguns ditos bolcheviques entenderem a necessidade de um "capitalismo de Estado" como mal necessário. Lenin deu aval a essa necessidade com a NEP, cujo caráter devia ser temporário, outros como Buharin defendiam a continuidade dessa política, tudo isso muito antes de qualquer "captura do escritório de Mises" mentirosamente descrita por Olavo de Carvalho. Mas como vivemos num país que lê onde a "culta, rica e elegante classe média" lê apenas... um livro por ano, em média, então é normal que essa "direita mortadela" veja os vídeos de Olavo de Carvalho e suas bestiais análises políticas e diga "ora, mas que boniteza, tá aí por que implantaram o capitalismo na Rússia, o professor Olavo de Carvalho me ensinou a verdade que não me foi ensinada na escola, que está cheia de comunistas..."

Olavo de Carvalho faz do Youtube o seu picadeiro, onde ele faz um enorme esforço para expressar bravatas caricaturais, para dizer como ele "cospe nos comunistas", e até mesmo "cospe na cara dos generais do Exército Brasileiro", ou para demonstrar como em seus mais de 70 anos consegue berrar palavrões e outros termos de baixo calão, o que lhe confere o título de "vencedor da batalha de Coprogrado". É típico de jovens incultos da era pós-moderna entender que "debate vencido" é aquele onde o interlocutor "humilha" outro, humilhação essa feita através do palavrão e de termos de baixo calão, da coprolalia. Quer dizer, algo que sempre foi considerado pela medicina uma doença eles entendem como virtude. Fui criado por pais e avós que me davam tapas na boca por falar palavrão, esses jovens são "educados" por um palhaço que lhes ensina "como é lindo xingar com palavrões", pois em sua lógica, isso é a "cruzada contra o comunismo". E esse é o nível dos fanáticos histéricos que agora querem a volta da ditadura militar, os mesmo que criticam Maduro por que esse "instaurou uma ditadura". Vai entender...

A camarada Angela Sztormowski demonstrou uma tese há muito levantada por A Página Vermelha, que o marxista-leninista é antes de tudo um homem superior! Sua resposta, pautada em argumentos racionais e respeito pelo adversário, atacando apenas as suas ideias, é dotada de civilidade e conhecimento daquilo que defende, bem como daquilo que defende a oponente, o que lhe garante uma fácil vitória. "Conhece ao teu inimigo e conhece a ti mesmo, e vencerás mil batalhas", escrevia há mais de 2 mil anos o militar e estrategista da terra de Zhong Guô1, General Sun Tzu.

O olaviado, enquanto entidade que só tem algum respaldo intelectual na "blogosfera", cujo habitat natural são os vídeos de Olavo de Carvalho acreditam serem "intelectuais", quando na realidade não passam de meros bárbaros incapazes de reconhecer sua própria inferioridade. Não toleram pessoas intelectualizadas e politizadas, com mais conhecimento, cultura e melhor nível moral do que eles. Não aceitam conviver com as diferenças, com pessoas mais refinadas e comportar-se com compostura em locais que demandam um nível civilizado. São bárbaros frustrados que acreditam que cada comunista tem a obrigação de serem seus "professores particulares de história e de ciência política", mentecaptos que acreditam estarem vivendo em um mundo comunista apenas por que outras pessoas, inclusive não comunistas, não compartilham do mesmo impulso e furor anticomunista oriundos de sua própria frustração existencial.

A fim de finalizar a postagem, vale lembrar a todos os "humanistas de araque" algumas fotos do "GULAG democrático" em diferentes momentos e partes do mundo(não recomendado para pessoas com problemas de saúde!!!):


"GULAG" de Apanteos, El Salvador(esta imagem já foi erroneamente veiculada como tendo ocorrido na Ucrânia, Chechênia e Venezuela)



"GULAG" americano, campo de concentração na Geórgia(EUA) em 1930:


"GULAG" de Abu Graib, no Iraque, supervisionado pela Polícia Militar do Exército Americano, 2004(Observemos o frenesi das policiais militares do Exército Americano, dentre as quais Sabrina Harman, ruiva da segunda foto):






"GULAG" do Império Alemão em meados de 1910 construído na Namíbia antes de Hitler(mas os anticomunistas insistem em dizer que Hitler "copiou os campos de concentração soviéticos", tá bom!): 



E cenas parecidas podem ser vistas em qualquer cadeia no Brasil, no exato momento em que esse texto é lido, bem como em Colônias Penais, onde há casos de prostituição hetero e homossexual, abuso de presos, fuzilamentos como na Candelária, superlotação... E quase sempre contra os mesmos grupos étnicos, os negros! No GULAG soviético havia russos, ucranianos, bielorrussos, chechenos, cazaques e outros grupos, não havia discriminação. Aliás, nem mesmo era uma "prisão para anticomunistas", tanto que havia inclusive anticomunistas. Segundo Olavo de Carvalho, "nenhum sistema no mundo prendeu tantos comunistas como a URSS de Stalin! Por essa mesma lógica, "nenhum sistema no mundo prendeu tantos cristãos quanto os Estados", "nenhum país no mundo prendeu tantos muçulmanos quanto os Estados muçulmanos", "nenhum país prendeu tantos loiros quanto os países escandinavos", "nenhum país prendeu tantos orientais quanto a República Popular da China". A quem esse palhaço acha que pode enganar?

Mas quando falamos em GULAG, é interessante lembrar que o termo vem de "Glavnoe Upravlyenye LAGyera"(Administração Geral dos Campos). E, assim, é interessante destacar o que intelectuais ocidentais não-comunistas escreveram sobre as prisões soviéticas, as quais visitaram, nos tempos de Stalin:

"It is clear that the system is devised to correct the offender and return him to society.   The means employed are associated labor, social pressure, education for a trade, education in Sovietism and in certain stubborn cases disciplinary treatment.   In all these institutions the Code provides that there shall be no brutality, no use of chains, no deprivation of food, no use of solitary confinement, and no such degrading devices as interviewing visitors through screens" Davis, Jerome.  The New Russia. New York:  The John Day company, c1933, p. 221-229

"Está claro que o sistema é dedicado a corrigir o ofensor e retorná-lo à sociedade. Os meios empregados associados são o trabalho, pressão social, educação em troca, educação no sovietismo e em casos de teimosos um tratamento disciplinar. Em todas essas instituições o Código prevê que não deve haver brutalidade, nem uso de correntes, nem negação de comida, nem uso de confinamento na solitária, e nenhum dispositivo degradante como visitantes interrogadores em telas"

"If the inmates were good and disciplined they had almost the same rights as the free workers.  They were trusted and they even went to the movies.  As for the reason they were in the camps, well, I never poked my nose into details.  We all thought the people were there because they were guilty." Remnick, David.  Lenin's Tomb. New York: Random House, c1993, p. 425


"Se os detentos eram bons e disciplinados, eles tinham quase todos os mesmos direitos que os trabalhadores livres. Eles eram acreditados e mesmo iam ao cinema. E a razão pela qual estavam nesses campos, bem, nunca me ative aos detalhes. Todos nós acreditávamos que as pessoas estavam lá por que eram culpados"

"Present at the dinner were some Poles who had been imprisoned in Russia.  They told me what they considered worst in their prison experiences.  It so happened that I had for a time been Director of prisoner of war work in Canada for the World Committee of the YMCA and their description of conditions did not show the Russian camps to contrast unfavorably with those of Canada." Davis, Jerome. Behind Soviet Power. New York, N. Y.: The Readers' Press, Inc., c1946, p. 99

Presente no jantar estavam alguns polacos que foram presos na Rússia. Eles me contaram o que consideravam como pior em suas experiências de prisão. Ocorre que no tempo em que fui diretor do trabalho de prisioneiros de guerra no Canadá para o Comitê mundial do YMCA e sua descrição das condições não mostraram campos russos em contraste desfavorável com aqueles do Canadá"

"...excellent food and clothing, a workday of four to six hours in winter and 10 in summer, and good pay, which enabled prisoners to help their families and to return home with funds" Medvedev, Roy. Let History Judge. New York: Columbia University Press, 1989, p. 508

"...excelente comida e agasalhos, um dia de trabalho de quatro a seis horas no inverno e 10 no verão, e bom pagamento, o que permitia aos prisioneiros ajudar suas famílias e retornar para casa com fundos" (Parece que os soviéticos já implantavam a "bolsa bandido" alardeada pela direita)

"It is curious that despite the relative amount of freedom allowed within the prison, attempts to escape were negligible" Edelman, Maurice. G.P.U. Justice. London: G. Allen & Unwin, ltd.,1938, p. 165

"É curioso como, apesar da relativa quantidade de liberdade garantida dentro da prisão, tentativas de escapar são negligíveis"



1- Zhong Guô(lê-se tchun guô), nome em chinês de China.

quarta-feira, março 12, 2014

CRISE UCRANIANA: Milionário ucraniano sugere fuzilar russos com tiro na cabeça

Por Cristiano Alves




Gennadiy Balashov, milionário ucraniano, abertamente e sem eufemismos, gritou num palco que seria necessário "atirar em russos na cabeça", por se tratarem de "estrangeiros em seu território que não querem a bandeira ucraniana". Ele citou claramente a Crimeia, Dnepropetrovsk, Harkov e Donetsk como cidades ocupadas por inimigos.

"Se snipers não atirarem em suas cabeças, eles ficarão em nossas terras, pois eles não tem medo". O discurso do milionário, que disse adorar ver pela TV as operações militares ucranianas, pode ser interpretado como uma apologia da limpeza étnica como aquela defendida na Alemanha nazista por Hitler e Himmler na Ucrânia.

O apelo do capitalista ucraniano, que também é blogueiro e membro do Praviy Sektor(Setor de Direita) foi feito em língua russa. 

Segundo a mídia ucraniana, a milícia prendeu nos últimos dias mais de 70 cidadãos que baixaram a bandeira ucraniana. Nenhum deles tinha cidadania russa.


CRISE UCRANIANA: Intelectual explica por que não há revolução no país

O vídeo também explica como são organizadas as insurreições patrocinadas pela CIA, com detalhes sobre quem organiza as tendas para os manifestantes, os salgadinhos distribuídos, os banheiros, a remoção de fezes... um trabalho que segundo o autor do vídeo não é feito por "vovós generosas" e nem pelos próprios manifestantes.

"Os primeiros decretos  dos bolcheviques  foram sobre a paz e as terras, o dos banderistas - a proibição do idioma russo. A proibição da língua russa, sem dúvidas, é a tarefa mais importante para um país pobre com a economia morta" Goblin

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terça-feira, março 11, 2014

CRISE UCRANIANA: 11 fatos que você não sabia sobre a Crimeia

Por Cristiano Alves

Tem sido alardeado na mídia ocidental a ideia de que "a Rússia está invadindo a Crimeia", ou, pior do que isso, que "a Rússia está invadindo a Ucrânia". Conheça nesse texto a verdade e alguns fatos que você não sabia sobre a Crimeia.


Parada militar conjunta entre fuzileiros navais ucranianos(esquerda da foto) e russos, no dia Da Marinha.

Muito se fala, na mídia ocidental, em "invasão russa da Crimeia". A Ucrânia chegou a informar na ONU sobre o desembarque de 16 mil militares russos na Crimeia, o que ocasionou verdadeira histeria russófoba e não tardaram aparecer comentários pedindo "a OTAN contra a Rússia" e mesmo o uso de armas nucleares contra esse país. Esses comentários, entretanto, são recheados de ignorância. Talvez esses russófobos ficariam desencantados ao descobrir que essa "invasão russa" começou há 15 anos atrás!

Mas a verdade, os fatos e mesmo informes diplomáticos foram sumariamente ignorados pela mídia de massa ocidental, sua "imprensa de guerra". O ministro exterior Sergey Lavrov já informou que a Rússia age em conformidade com documentos legais que permitem sua presença na Crimeia.

1) A Rússia está na Crimeia desde 1783, quando a cidade portuária de Sevastopol foi fundada pelo príncipe Grigoriy Potemkin, nos tempos de Catarina II, tzarina russa.

2) A península da Crimeia fazia parte da Rússia até 1954, quando Nikita Khruschev resolveu entregá-la aos ucranianos. Aliás, durante a Era Soviética a "oprimida Ucrânia" aumentou seu território três vezes. A primeira, nos tempos de Lenin, quando em meio à Guerra Civil partes da Ucrânia antes pertencentes a poloneses, alemães e franceses foram reconquistadas. A insistência de Trotsky em desobedecer às ordens de Lenin, entretanto, fez com que a Ucrânia perdesse terras entre o humilhante acordo de Brest-Litovsk. A segunda vez se deu nos tempos de Stalin, quando o líder soviético recuperou da Polônia, cujo Estado deixara de existir, a Ucrânia e a Bielorrússia ocidentais. A terceira vez se deu quando N. Khruschov determinou que a Crimeia fizesse parte da Ucrânia. Um tanto vantajoso para um país "oprimido", não? Alguém consegue imaginar os EUA fazendo o México ou a Guatemala aumentar de tamanho?

3) Em 1997 foi assinado entre a Rússia e Ucrânia um tratado que repartia as bases militares e navios na Crimeia. Ele foi ratificado pelo parlamento ucraniano em 1999. Nele a Rússia recebeu 81.7 por cento dos navios da frota de navios após pagar ao governo ucraniano 526.5 milhões de dólares.

4) O acordo firmado entre os dois países havia permitido à Rússia manter a Frota do Mar Negro na Crimeia até 2017. Em 2010, entretanto, o acordo foi estendido, permitindo aos russos ficar na Crimeia até 2042.

5) A cada ano, a Rússia perdoa 97.75 milhões da dívida ucraniana para usar as águas e a radiofrequência ucraniana, bem como para compensar o impacto ambiental.

6) A Marinha Russa pode ter:
- 25 mil tropas
- 24 sistemas de artilharia com o calibre menor do que 100mm
- 132 veículos blindados
- 22 aeronaves militares em território da Crimeia

7) Cinco unidades militares navais estão estacionadas no Porto da Crimeia, conforme as regras estabelecidas pelo tratado.

8) A Rússia tem duas bases aéreas na Crimeia, Kacha e Gvardeyskiy. A última base abriga o bombardeiro Su-24, a primeira recebeu nos últimos dias o helicóptero de ataque Mi-24.

9) As forças costeiras da Rússia tem cerca de 2000 fuzileiros navais integrando as bases da Crimeia, além do 1096 Regimento de Mísseis Anti-Aéreo.

10) Às forças navais russas é permitido empregar medidas de segurança de acordo com os procedimentos das Forças Armadas russas. 

Autoridades da República Ucraniana Autônoma da Crimeia, legitimados por intermédio de métodos de democracia direta, requisitaram a presença militar russa contra o autoproclamado governo de Kiev, ilegítimo, introduziu uma lei abolindo todas as línguas não ucranianas em circunstâncias oficiais.

Assim, na Rússia, foi autorizado pelos parlamentares, inclusive os comunistas, que o emprego das forças militares russas "até a estabilização da região".

11) O presidente legitimamente eleito da Ucrânia solicitou o emprego das forças militares russas. Ele foi deposto através de um golpe palaciano, com métodos coercitivos e mesmo a utilização de snipers contratados pela oposição, um fato reconhecido até pela União Europeia e principalmente pelo mais russófobo Estado dessa união, a Estônia, com o intuito de desacreditar o presidente Yanukovich.

A carta de Yanukovich, de autenticidade incontestável, foi lida na ONU por diplomatas russos. Aqui você encontra a leitura do documento legendada em português.

Conclusão: Constitui uma mentira falar em "invasão russa da Crimeia" quando todos os fatos apontam para a permissividade das tropas russas na região, assim como um pedido de autoridades ucranianas para a intervenção dessas em seu território, não contra uma "revolução", pois não houve "mudança", mas sim contra os desmandos de neonazistas que subiram ao poder por meio de um golpe palaciano reconhecido como tal inclusive por setores da mídia como a BBC.

No Brasil, dado o seu alinhamento com a CNN e a mídia de massa pró-americana, russófoba e anticomunista, tem sido feito um esforço propagandístico para apresentar as medidas tomadas pela Rússia como "invasão" ou mesmo "imperialismo". Ela faz ressoar a ideia de que "a comunidade internacional desaprova as medidas", comunidade internacional essa curiosamente omissa ante o genocídio de 2 milhões de iraquianos pelos Estados Unidos e a aniquilação de pessoas e cidades da Líbia pela OTAN.

Não se pode comparar as ações da Rússia com as dos EUA no Iraque e Afeganistão, pois diferente desses países, não apenas há dispositivos legais que autorizam as ações da Rússia, como também um pedido formal de autoridades ucranianas contra uma tirania bandero-fascista pró-OTAN!


Fontes:

Russia’s 25,000-troop allowance & other facts you may not know about Crimea. Artigo do Russia Today. Disponível em: http://rt.com/news/russian-troops-crimea-ukraine-816/ Acesso em 11/03/2014 às 13:07


Matéria do canal Lifenews. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=KH_2OWsSOK8 Acesso em 11/03/2014

sábado, março 08, 2014

DEBATE: Como estilhaçar um coxinha pró-militar

Por Cristiano Alves



É comum ouvir de jovens que jamais viveram no período da ditadura fascista cívico-militar que "os generais da ditadura morreram todos pobres", a despeito de que muitos eram donos de fazendas e grandes propriedades(e não estamos falando de condomínio residencial em fazendas). Eventualmente esse mantra vez também de idosos que viveram nessa época.

Um internauta, entretanto, não deixou passar em branco esse argumento e se deu ao trabalho de refutá-lo devidamente. Eis aqui a resposta de Romualdo Neto:

"Incrível acreditar que os meliantes ditadores morreram pobres. Se deram muito bem, vide Geisel que, após seu mandato, ganhou de presente a presidência da filial brasileira da multinacional Dow Chemical. o cel. Mário Andreazza que também faturou uma nota com a Transamazônica, etc. Para não falar da g'r'obo e outros veículos de mídia que para praticar a auto-censura sobre os seus jornalistas se beneficiaram às largas dos cofres públicos. Ah, chegaram a fazer um decreto que dava pensão eterna para filhas de oficiais que ficassem solteiras. A desculpa furada é que como seus pais mudavam muito por razões próprias de seu ofícios, as moças eram dificultadas em ter relações sociais que lhes permitissem arrumar marido para as sustentar. Falam das obras do atual governo, que apesar dos boicotes e sabotagens, caminham de vento em popa. Mas se esquecem de falar das "obras" fictícias da ditadura (como açudes e pontes que ficavam só no papel e no dinheiro para as construtoras amigas) além das que foram abandonadas inacabadas depois de consumirem fortunas (Transamazônica, Ferrovia do aço, etc.). Mesmo aquelas que tiveram seu mérito por serem, realmente necessárias e terem sido concluídas, consumiram muito mais do que o necessário para serem realizadas (Hidrelétrica de Itaipu, Ponte Rio-Niteroi, etc.) . Ah, para os moçoilos que não viveram esta época: sabiam que o Maluf criou uma empresa de economia mista para explorar petróleo? Chamava-se Paulipetro e nunca realizou uma única perfuração apesar dos volumosos recursos que recebeu e que foram parar na Suíça. Ah, também se esqueceram do Ibrahim Abi Ackel que foi flagrado pela g'r'obo traficando pedras preciosas num momento de confronto passageiro com a ditadura (a ditadura apoiava a candidatura de Mário Andreazza no Colégio Eleitoral, enquanto que a g'r'obo apoiava o Paulo Maluf pelo mesmo partido da ditadura, na época PDS. Por conta dessa "desobediência" da g'r'obo, a ditadura tinha armado um flagrante sobre uma equipe da emissora que voltava do exterior com equipamentos eletrônicos contrabandeados. Só que a g'r'obo, como contava com informantes dentro da ditadura, do qual sempre foi aliada durante todo o tempo, deu um jeito de voltar "limpa" e depois partir para o revide em cima do Abi Ackel). Ah claro, que nunca ouviram falar nisso. Não só são preguiçosos e incultos e não pesquisam sobre àquela época. Além do que o escândalo foi logo abafado para tentar salvar o regime ou o que restava dele."


O internauta recomendou a leitura do livro "A dupla face da corrupção", de J. Carlos de Assis.

8 DE MARÇO

Nem santas, nem putas, mas sim revolucionárias! Mulher bonita é mulher que luta!

Comunistas das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba

CRISE UCRANIANA: Milhares de pessoas em Donetsk vão às ruas pedir adesão à Rússia

Sob os gritos de "Rossiya"(Rússia) e bandeiras da União Soviética, da RSS da Ucrânia e da Federação Russa, milhares de cidadãos da cidade ucraniana de Donetsk foram às ruas clamar pela presença russa contra o governo neonazista que tomou o poder em Kiev. O líder popular que tornou-se governador da região foi sequestrado e segundo fontes levado a Kiev:

8 DE MARÇO: Elisa Branco, guerreira da paz esquecida no Brasil

Por Cristiano Alves




Há muito tempo uma brasileira tornou-se internacionalmente conhecida, seu nome - Elisa Branco, e a lembrança de seu heroísmo não poderia passar em branco em pleno Dia Internacional da Mulher Operária.

Elisa Branco era uma operária paulista, costureira. Admiradora do revolucionário brasileiro Luís Carlos Prestes, ela filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, onde viria a adquirir formação político-ideológica. Lá, ela integrou dois importantes movimentos, a Federação das Mulheres de São Paulo e o Movimento Brasileiro dos Partidários da Paz. Tornando-se secretária municipal do PCB em Barretos, interior de São Paulo, ela passou a ser vigiada e reprimida pela polícia secreta em 1945, o DOPS, órgão responsável pela tortura e morte de milhares de comunistas. Para se ter uma ideia do tipo de carrasco que integrava o DOPS é importante recordar o martírio do comunista alemão Arthur Ernst Ewert, que levado a uma das salas do DOPS teve um arame introduzido em sua uretra e aquecido por um maçarico, tortura tão intensa a ponto de destruir a sanidade do comunista germânico.

Como milhares de trabalhadores que são reprimidos por tentar unificar sua classe, em 1948 Elisa Branco foi reprimida, presa por tentar promover o I Congresso dos Trabalhadores Têxteis do Estado de São Paulo. Mas seria em 1950 que se daria o seu maior feito, Elisa Branco organizou um protesto contra o envio dos soldados das forças armadas brasileiras para a sanguinária Guerra da Coreia, conflito no qual os Estados Unidos, com o apoio da ONU, promoveram incontáveis massacres contra uma população que queria unificar o país sob uma só bandeira. O protesto da operária paulista foi um verdadeiro soco no estômago das autoridades quando esta levantou cartazes com dizeres "Os nossos filhos não irão para a Coreia", isso em pleno 7 de setembro, o que lhe valeu a condenação por um tribunal militar de 5 anos de reclusão no Presídio Tiradentes. Levada à prisão, não cessou a luta da comunista Elisa Branco, lá ela ensinou outras detentas a ler e escrever, além de ensinar-lhes corte e costura, bem como hábitos de higiene pessoal.

Quando estava na prisão, Elisa não foi esquecida, diversos foram os protestos em prol de sua libertação. E o nome da operária paulista ganhou apoio popular no Brasil, mas não apenas no Brasil. O nome de Elisa Branco ecoou por muito além dos oceanos, chegando aos ouvidos de diversos povos e países, especialmente daquele tido como o amigo e professor de todos os trabalhadores, tido naqueles tempos como o "grande campeão da paz", aclamado por intelectuais e operários do mundo inteiro, Iósif Vissaryonovich Djugashvilli, mais conhecido como Stalin.

Após vários protestos contra sua prisão, Elisa foi libertada e um novo julgamento foi efetivado, sendo a comunista e operária paulista absolvida. Libertada, ela recebeu um convite inesperado, Iósif Stalin queria vê-la na União Soviética. Levada ao país dos sovietes, Elisa Branco foi a primeira brasileira a ser laureada com o Prêmio Stalin da Paz, com esse prêmio, no mesmo ano, também seria laureado o escritor Jorge Amado. Elisa Branco ficou famosa na URSS, inclusive sendo citada em manuais de russo como o "Kratkiy Kurs Russkogo Yazyka", da professora Nina Potapova. Seu nome eternizou-se no ano 2000.



Prêmio Stalin da Paz, recebido por Elisa Branco. No verso está escrito "Pelo fortalecimento da paz entre os povos". O prêmio também foi ao longo do tempo atribuído a nomes como a ativista negra americana Angela Davis e outras personalidades.










sexta-feira, março 07, 2014

A VOZ DO COMUNISMO: Che guevara realmente era racista?

Vídeo que destrói uma das novas mentiras colocadas em moda pelos anticomunistas:

8 DE MARÇO: A glória de Maria Oktyabrskaya

Por Cristiano Alves

A história de uma brava ucraniana que juntou todos os bens que tinha para construir um tanque de guerra e dirigi-lo numa luta contra os opressores de seu país




Na cultura popular surgiu a história do Batman, isto é, o "homem-morcego", que junto com super-heróis como o Super-Homem combate o crime. Batman seria apenas mais um super-herói da "Liga da Justiça", não fosse um quesito especial, ele não possui "super-poderes", embora o herói mítico possua um super-poder que, ao contrário dos demais heróis, existe na vida real, o capital. Bilionário, Batman usa seus recursos econômicos para combater o crime, tendo para isso construído um automóvel com os melhores armamentos, o Batmóvel. O que poucos sabem, entretanto, é que na realidade existiu um herói com esse perfil na vida real, ou, para ser exato, uma heroína com esse perfil, Maria Vassilyevna Oktyabrskaya.

Maria Garagulya nasceu no Império Russo em 1902, na vila de Kiyat, hoje localizada na Ucrânia. Ucraniana, Maria viveu em Sevastopol, em Djankoy e depois em Simferopol, tendo um irmão e uma irmã. Em meados dos anos 30, a família de Maria foi desculaquizada, sendo transferida para os Montes Urais, a fronteira que separa a Rússia européia da Rússia asiática. Tendo já concluído seus estudos, Maria arranjou trabalho como telefonista nos Urais, onde conheceu o seu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodotovich Oktyabrsk, cujo sobrenome significa "de Outubro", tornando-se assim "Maria Oktyabrskaya". Junto com seu marido, foi transferida para Kishnyov(Chisinau), na República Socialista Soviética da Moldávia, país integrante da União Soviética, em razão da profissão militar deste. Estando perto da fronteira com a Alemanha, uma vez que já então não existia mais a Polônia, o marido de Maria foi uma das primeiras vítimas do nazismo na Operação Barba-ruiva, a maior operação militar da história, de invasão da União Soviética. Um telegrama avisou-lhe que seu marido "morrera corajosamente numa batalha travada na Ucrânia", em razão disso ela e seus parentes restantes foram evacuados para Tomsk, onde trabalhou numa fábrica.

A morte de seu marido fora um grande choque para a telefonista soviética, que então resolveu alistar-se no Exército Vermelho para combater os fascistas. A tentativa de Maria, entretanto, fora infrutífera, ela foi dispensada por causa da idade, pois já tinha mais de 40. Mas Maria não se deu por vencida, ela arriscou um empreendimento inusitado. Passou a trabalhar arduamente, dia e noite, para arrecadar o máximo que pudesse em termos monetários, uma vez que no socialismo funcionava o princípio "a cada um segundo seu trabalho". Após adquirir uma soma considerável, Maria vendeu todos os bens de sua casa, tudo o que pôde, talheres de prata, mesa, cadeiras, anéis, tapetes, tudo foi vendido pela agora operária soviética, arrecadando cerca de 50 mil rublos com todas as vendas e o dinheiro obtido por seu trabalho, quando então resolveu depositar esse valor no banco nacional soviético e escrever uma carta para o então comandante supremo das Forças Armadas da União Soviética, o revolucionário e comandante veterano Iósif Stalin:

Moscou, Kremlin. Endereçado ao Comitê Estatal de defesa. Ao Comandante Supremo:
3 de março de 1946

Prezado Iósif Vissaryonovitch! Em combates pela pátria tombou o meu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodovitch Oktyabrsk. Em razão de sua morte, da morte de soviéticos, torturados pelos bárbaros fascistas, quero combater os cães fascistas, e para isso depositei no banco estatal tudo o que tinha para a construção de um tanque, 50 mil rublos. Peço que o tanque se chame "Amiga combatente" e me carregue para o front na condição de condutora deste tanque. Eu tenho especialidades como chofer, posso operar uma metralhadora muito bem, me apresento aos atiradores de Voroshilov. Envio-te uma saudação calorosa e desejo dar longos, longos anos de medo ao inimigo e pela glória de nossa pátria. 

Maria Vassilyevna Otkyabrskaya, Tomsk, Berlinskogo, 31

Stalin assim respondeu:

Agradeço-te, Maria Vassilyevna, pela sua preocupação com as forças blindadas do Exército Vermelho. Seus desejos serão realizados. Receba os meus cumprimentos.

Assim, em 3 de maio de 1943, Maria começou o curso de formação de tanquistas, tornando-se sua condutora. Já em outubro de 1943, a Maria "de Outubro" recebeu seu batismo de fogo na Frente Ocidental, como Sargento da Guarda mecânica e condutora do tanque T-34 chamado Boyevaya Podruga, isto é, "Amiga Combatente", comandado por um tenente e tendo ainda um radialista e atirador de torre, totalizando em 4 a tripulação da Amiga Combatente. Sendo parte de uma unidade da "Guarda", título que promovia as unidades que melhor se destacavam em combate, por isso recebendo os melhores equipamentos, a Amiga Combatente registrou vários sucessos no front, chegando até Berlim. Esse avanço, entretanto, não se concretizaria em razão de um fato trágico ocorrido em janeiro de 1944. Em razão da Amiga combatente ter tido uma engrenagem de sua lagarta esquerda seriamente atingida por um prójétil inimigo, Maria Otkyabrskaya tentou, sob fogo inimigo, consertar o dano, o que não fo possível em razão da detonação de uma mina nas proximidades, cujos estilhaços lhe causaram ferimentos letais em seu olho. Levada imediatamente para o hospital militar, Maria passara por uma cirurgia, sendo depois tranferida para outro hospital, onde recebeu a Ordem da Guerra Patriótica de Primeira Classe. Após resistir por várias semanas, no mês de março a galhardia e dedicação de Maria Otkyabrskaya, exemplo para seus compatriotas e todas as nações amantes da paz e da liberdade, torna-se ia uma feito lendário e sua executora, apenas história, sendo enterrada com grandes honras militares e postumamente condecorada com 2 Ordens de Lenin e a maior condecoração militar do país, a medalha da Estrela Dourada de Herói da União Soviética, por decreto do Presidium do Soviete Supremo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. 



Embora sua criadora tenha passado para a eternidade, a Amiga Combatente continuou em ação, era mais do que um mero carro de combate, mas um carro de combate com toda uma história de triunfos, antes mesmo deste ver ação no plano militar. A Amiga Combatente alcançou Könnisberg, atual Kaliningrado, sendo depois disso destruída. Apesar disso, outra "Amiga Combatente" foi construída, em homenagem à sua "mamãe, como chamavam à Mariya Otkyabrskaya. A segunda amiga participou da libertação de Minsk, a terceira conheceru vários combates até que a quarta Amiga Combatente encerrasse seus combates perto de Könnisberg.

O exemplo de Mariya Oktyabrskaya foi marcante na história militar. Muitos soviéticos fizeram doações para a construção de veículos para defender o seu país, inclusive um homem da Ásia Central que vendeu tudo que tinha para comprar um caça para a Força Aérea Soviética. Poucos, entretanto, foram aqueles que solicitaram pilotar e combater no veículo que eles mesmo compraram. Nos primeiros dias de maio de 1945, tanques T-34 entraram em Berlim, pondo fim à loucura fascista que tomava conta do país cujo líder covardemente se suicidara, para escapar ao julgamente de seu povo.

Em documentário recente, o ainda vivo Marechal de Corpos Blindados Olyeg Losik descreveu os feitos de Mariya Oktyabrskaya, junto com a coronel Lyudmila Kalinina.



Fontes: http://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%9E%D0%BA%D1%82%D1%8F%D0%B1%D1%80%D1%8C%D1%81%D0%BA%D0%B0%D1%8F,_%D0%9C%D0%B0%D1%80%D0%B8%D1%8F_%D0%92%D0%B0%D1%81%D0%B8%D0%BB%D1%8C%D0%B5%D0%B2%D0%BD%D0%B0

A Ordem da Guerra Patriótica de I Classe, atribuída aos combatentes responsáveis por determinadas façanhas.

8 DE MARÇO: A glória de Zoya Kosmodemyanskaya

Por Angela Sztormowsky
Com a colaboração de Cristiano Alves

Em tempos em que parte da esquerda é guiada por falsos ídolos, entorpecida pelo "veneno do ocidente", isto é, os narcóticos, Zoya Kosmodemyanskaya é um modelo para qualquer real comunista que deseja servir ao povo trabalhador e por ele lutar. Ela é um modelo daquilo que a mulher comunista deve ser, destemida e íntegra!

Pintura que retrata a glória de Zoya Kosmodemyanskaya ante a direita fascista 

Ao longo da história são muitos os que sacrificam-se de forma abnegada por um povo, uma fé, por uma ideia. Pessoas podem ser assassinadas, torturadas e até esquartejadas. Mas quando o opressor imperialista acredita ter destruído essa ideia, muitas vezes ela renasce ainda mais forte, transcendendo a existência física daquele ou daquela que a defendeu estoicamente. A história também nos mostram que as mulheres acabam pagando um preço mais alto na luta por ideias justas, assim Rosa Luxemburgo não apenas foi presa, como sofreu com golpes de coronhada e baioneta até a sua morte por sociais-traidores, Olga Benário foi deportada para a Alemanha nazista enquanto grávida até morrer num campo de concentração fascista. Há uma história, entretanto, que poucos conhecem, de uma jovem honrada cujo nome inspira todos aqueles que declaram guerra ao fascismo, um nome que vem do norte, Zoya Kosmodemyanskaya.

A jovem russa descendia de uma família de padres, razão pela qual herdou o sobrenome "Kosmodemyanskaya", isto é, garota de "Cosme e Damião"(na Rússia o sobrenome modifica-se conforme o sexo do portador), santos gêmeos venerados pela ortodoxia, catolicismo, umbanda, candomblé e outras religiões, cuja hagiografia nos diz que não sofreram nem pela água, nem pelo fogo, nem mesmo pela cruz, até morrerem decapitados. O nome de Zoya Kosmodemyanskaya tornou-se um símbolo de uma época, ruas e escolas foram batizados com seu nome. Mas quem foi Zoya Kosmodemyanskaya? Heroína ou criação da "propaganda comunista"?


A jovem soviética nasceu na Rússia e por seus feitos tornou-se uma das mais veneradas heroínas da União Soviética. Sabe-se que durante seu tempo de escola era uma leitora ávida, que lia livros que iam além do currículo escolar, dentre seus autores favoritos figuravam nomes como Tolstoy, Pushkin, Lermontov, Byron, Miguel Cervantes, Shakespeare e Goethe. Num de seus cadernos ela escreveu que "nas tragédias de Shakespeare, a morte de um herói está sempre acompanhada de um triunfo de uma causa moral maior". Ela também era uma apreciadora da música de Beethoven e de Tchaykovsky, sendo sua canção favorita a Simfonia nº 5 deste último. Comunista, ela ingressou nos diferentes órgãos da juventude comunista soviética. Moralista, no sentido socialista dessa palavra, ela zelava pelas virtudes comunistas que cada um deveria demonstrar. Ela inquietava-se com egoístas, aduladores e pessoas não sinceras.

Tendo ingressado no Komsomol em 1938, com o advento da IIGM, em 1941, ela foi voluntária para uma unidade partizan(guerrilheira) de inteligência da Frente Ocidental, a Unidade Diversionária 9903. Sua tarefa não seria nenhum pouco fácil, uma vez que teria de atuar atrás das linhas inimigas, isto é, onde os alemães estavam. Para se ter uma ideia do nível de coragem exigido dos jovens comunistas, exigia-se camaradas que não tivessem medo de pular de paraquedas, atividade de grande risco, que na época era uma novidade. Quem poderia imaginar um salto das mais altas altitudes e sair vivo após essa "queda" dos céus?

Zoya nada temia, em nome de suas ideias comunistas, da defesa de um povo honesto e trabalhador. Assim como ela, milhares de comunistas compareceram aos comitês do partido e das Forças Armadas para se alistar como voluntários. Segundo depoimento de Shelepin, entrevistador de Zoya que mais tarde se tornaria líder dos sindicatos e renomado membro do KGB, Zoya não temia alturas, nem pular de paraquedas, falava alemão(além do russo), era dotada de força de vontade e corajosa. Após o envio de sua ficha para órgãos superiores, seu perfil foi aprovado para o grupo diversionário que atuaria no vilarejo de Petryschevo, ocupado por fascistas alemães. Sua missão seria minar estradas e principalmente incendiar residências e outros estabelecimentos utilizados pelas forças alemãs. A decisão da jovem comunista, a propósito, foi tomada sem comunicar a seus pais.

O grupo de Zoya, atuado sob o frio extremo do inverno russo, logrou minar várias estradas, o que arruinaria transportes e vidas fascistas. A mais arriscada parte das missões, entretanto, envolvia o incêndio de casas usadas pelos alemães, feita de modo secreto, espreitando-se durante a noite. Numa dessas missões, um camarada de Zoya foi capturado pelos fascistas. Preso e ameaçado, ele entregou ao inimigo Zoya e outro companheiro seu. Os nazistas, sabendo do que estariam por vir, prepararam uma cilada para Zoya. Quando ela preparava-se para incendiar uma casa, os fascistas rapidamente a capturaram. 

Sob captura dos alemães, Zoya nada falou sobre suas atividades. Os ocupantes fascistas estavam furiosos, ela incendiara edificações inteiras e também estábulos para os cavalos dos nazistas, meio de transporte utilizado com frequência no inverno, quando as viaturas alemãs tornavam-se inúteis por causa do inverno russo. Zoya, segundo depoimentos de seus companheiros, inclusivo do que a traiu, dissera "matem-me, eu não contarei nada". Furiosos, os fascistas passaram a torturar Zoya, inclusive chicoteando a guerrilheira comunista com as costas nuas. Segundo um editorial do Pravda, foram 200 chicotadas de cinturão(espessos nos tempos da IIGM). Vassiliy Klubkov, o traidor de Zoya, alega que sua companheira foi torturada de forma selvagem. Por sua traição, ele teve a sua vida poupada, e regressando ao território controlado pelos soviéticos, ele confessou a sua traição a Zoya Kosmodemyanskaya e à sua própria pátria, solicitando que, por isso, fosse punido pelo tribunal, mas tivesse a sua vida poupada. Sua solicitação foi em vão, após ser processado, julgado e condenado, a sentença de V. Klubkov determinou a pena capital em desfavor deste, executada pouco tempo depois por fuzilamento. Klavdya Miloradova, camarada de batalha de Zoya, alegou em documentário que até hoje não consegue entender como alguém num momento tão sério conseguiu acovardar-se e entregar sua companheira, no documentário "Zoya Kosmodemyanskaya, pravda o podvige".

Após bárbaras sessões de tortura, Zoya Kosmodemyanskaya, mesmo tendo sido traída, não traiu a seus companheiros, nem ao seu país, ela tomara a decisão mais importante de sua vida, a de morrer pelo seu país em nome da liberdade e da destruição das forças do fascismo alemão. Zoya não informou aos alemães nem mesmo o seu verdadeiro nome. Assim como Lenin e Stalin, Zoya empregou um pseudônimo ante os alemães, "Tanya", honrando Tatiana Slomahina, heroína comunista da Guerra Civil russa. Deixada sem comida e sem água, Zoya foi despida(em plena neve), e arrastada nua por longas distâncias até que seu carrasco sentisse frio, mesmo agasalhado. Humilhada, seus lábios estavam escurecidos e ressecados. Depois puseram-lhe uma roupa, ela pediu água, o que lhe foi negado. A jovem comunista de apenas 18 anos foi então condenada à forca. Os alemães penduraram-lhe uma placa com os dizeres em russo: "Incendiária de casas". Isso foi feito para que os camponeses não combatentes que cercavam os estabelecimentos alemães aceitassem a decisão alemã e passassem a enxergar como criminosa não o poder hitleriano, mas sim a guerrilheira, uma prática comum aos fascistas brasileiros nos tempos da ditadura militar, que visava levantar o povo não contra seus opressores, mas contra quem os combatia.

"Tanya", ante a forca, vestida em trapos e com uma placa pendurada em seu pescoço, fez um discurso ante todos que a assistiam, inclusive os fascistas: "Camaradas, a vitória estará conosco. Soldados alemães, entreguem-se enquanto não é tarde. A União Soviética é invencível e não será vencida. Quanto mais vocês nos enforcarem, mais se levantarão, somos 170 milhões. Atrás de mim camaradas virão". A última parte foi dita já com a corda no pescoço, na qual ficou pendurada. Mas o martírio de Zoya não se encerrava por aí, retirada da forca pelos alemães, estes, bêbados, puseram seu corpo na neve e esquartejaram-no a golpes de machado, enquanto riam e fotografavam seu corpo despido e despeçado, deixado na neve para exposição pública por semanas, e eternizado por toda a história. Os alemães guardavam essas fotos como "troféu", como motivo de júbilo.

Foto dos restos mortais de Zoya na neve, após ser enforcada e esquartejada pelos fascistas alemães

Em pouco tempo, a notícia e também as fotos correram não apenas as zonas ocupadas pelos alemães, dentro de alguns meses elas chegaram ao território soviético, chegando mesmo ao conhecimento, por meio de jornais e relatórios àquele que dirigia e inspirava milhões na luta anti-fascista, um homem do Cáucaso, georgiano temido e odiado pelos nazistas, Iósif Djugashvili, isto é, o premier e agora também Marechal da União Soviética, Stalin. O sofrimento da jovem de apenas 18 ganhou um interesse especial por parte de jornalistas e militares comunistas.

Durante a ofensiva antifascista contra as tropas alemães de Petryschego, militares comunistas pintaram tanques e aviões com a inscrição "Por Zoya Kosmodemyanskaya". Como bem nos informa o professor doutor Anatoliy Ponomaryov, é um fato conhecido que, quando iniciou-se a ofensiva contra as forças do nazista Ryuder, após descoberto o número da unidade militar alemã que martirizou a partizanka soviética, pela primeira vez na história da guerra, Stalin emitiu uma ordem para que após a destruição da unidade hitleriana, oficiais e comandantes "não devem ser presos, apenas fuzilados", isto é, mesmo oficiais e comandantes que se rendessem! 

Quando a unidade de carrascos alemães foi finalmente destruída, um sargento gritou em pânico, "não fui eu, foi Ryuder". Todavia, nem ele e nem mesmo o fotógrafo de Zoya foram poupados. Em sua mochila de campanha foram encontradas 5 fotografias. Anos mais tarde seria encontrada ainda uma sexta-foto, que informaria a exata localidade onde se deu a execução, tendo lá sido construído um obelisco. 

Monumento a Zoya no metrô de Moscou

O martírio de Zoya Anatolyevna Kosmodemyanskaya foi um ato de barbárie, de selvageria fascista, ato esse que não seria aplicado apenas contra Zoya, não apenas contra guerrilheiros, como também contra cidadãos pacíficos, em diversas localidades. Esses atos, não apenas foram testemunhados como também filmados e até fotografados pelos próprios nazistas, que se divertiam ao sorrir e debochar da desgraça de um povo. Esses "humoristas de araque" acabaram pagando um preço muito alto por seus crimes depois, até a completa destruição das forças fascistas em 1945. Ao contrário do que tentam alegar os apologistas dos crimes do nazismo, mascarados ou não, durante a ofensiva dos comunistas soviéticos nenhum só alemão foi enforcado! Acerca dos crimes alemães na União Soviética, um oficial alemão falou certa vez: "se eles(os soviéticos e poloneses) fizessem com nosso povo pelo menos 1% do que fizemos com eles durante 6 anos, em questão de semanas não restaria um só alemão vivo".

Durante anos perdurou a dúvida se a garota executada realmente seria Zoya Kosmodemyanskaya ou Lilya Azolina, garota que também foi ao front e se parecia muito com Zoya Kosmodemyasnakay. Uma análise microscópica feita por especialistas de institutos de investigação judicial, analisando fotos pessoais de Zoya e da garota enforcada chegou à inexorável conclusão de que a garota enforcada era de fato Zoya Kosmodemyanskaya. 

Assim como Zoya, 27 milhões de soviéticos teriam suas vidas ceifadas pelos fascistas, destes 27 milhões, cerca de 9 milhões eram comunistas convictos. Sabe-se que dentre os homens, restou menos de 3% daqueles que nasceram em 1923. Muitas de suas companheiras de seu destacamento diversionário foram mortas, uma teve as mães arrancadas por uma mina e poucas sobreviveram, sendo Klavdya Miloradova uma delas, detentora da famosa "Ordem da Guerra Patriótica". Em fevereiro de 1942, Zoya Kosmodemyanskaya foi a primeira mulher condecorada, post-mortem, com o título "Herói da União Soviética", representado por uma estrela dourada. Ela também foi condecorada com a Ordem de Lenin. A Igreja Ortodoxa Russa estuda a canonização da lendária guerrilheira comunista, símbolo da luta contra a tirania e a opressão fascista.

Monumento a Zoya Kosmodemyanskaya, em Tambov, em frente a uma igreja ortodoxa



Fontes de consulta:

- Documentário "Zoya Kosmodemyanskaya, pravda o podvige": http://www.youtube.com/watch?v=4tLnARJkVK4
- Artigo Zoya kosmodemyanskaya stanet svyatoy? Publicado em: http://kp.ua/daily/240908/56100/
- Artigo Podvig Zoi Kosmodemyanskoy. Publicado em: http://nkosterev.narod.ru/mos/pvd/petr_kr.html