sábado, março 08, 2014

8 DE MARÇO

Nem santas, nem putas, mas sim revolucionárias! Mulher bonita é mulher que luta!

Comunistas das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba

CRISE UCRANIANA: Milhares de pessoas em Donetsk vão às ruas pedir adesão à Rússia

Sob os gritos de "Rossiya"(Rússia) e bandeiras da União Soviética, da RSS da Ucrânia e da Federação Russa, milhares de cidadãos da cidade ucraniana de Donetsk foram às ruas clamar pela presença russa contra o governo neonazista que tomou o poder em Kiev. O líder popular que tornou-se governador da região foi sequestrado e segundo fontes levado a Kiev:

8 DE MARÇO: Elisa Branco, guerreira da paz esquecida no Brasil

Por Cristiano Alves




Há muito tempo uma brasileira tornou-se internacionalmente conhecida, seu nome - Elisa Branco, e a lembrança de seu heroísmo não poderia passar em branco em pleno Dia Internacional da Mulher Operária.

Elisa Branco era uma operária paulista, costureira. Admiradora do revolucionário brasileiro Luís Carlos Prestes, ela filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, onde viria a adquirir formação político-ideológica. Lá, ela integrou dois importantes movimentos, a Federação das Mulheres de São Paulo e o Movimento Brasileiro dos Partidários da Paz. Tornando-se secretária municipal do PCB em Barretos, interior de São Paulo, ela passou a ser vigiada e reprimida pela polícia secreta em 1945, o DOPS, órgão responsável pela tortura e morte de milhares de comunistas. Para se ter uma ideia do tipo de carrasco que integrava o DOPS é importante recordar o martírio do comunista alemão Arthur Ernst Ewert, que levado a uma das salas do DOPS teve um arame introduzido em sua uretra e aquecido por um maçarico, tortura tão intensa a ponto de destruir a sanidade do comunista germânico.

Como milhares de trabalhadores que são reprimidos por tentar unificar sua classe, em 1948 Elisa Branco foi reprimida, presa por tentar promover o I Congresso dos Trabalhadores Têxteis do Estado de São Paulo. Mas seria em 1950 que se daria o seu maior feito, Elisa Branco organizou um protesto contra o envio dos soldados das forças armadas brasileiras para a sanguinária Guerra da Coreia, conflito no qual os Estados Unidos, com o apoio da ONU, promoveram incontáveis massacres contra uma população que queria unificar o país sob uma só bandeira. O protesto da operária paulista foi um verdadeiro soco no estômago das autoridades quando esta levantou cartazes com dizeres "Os nossos filhos não irão para a Coreia", isso em pleno 7 de setembro, o que lhe valeu a condenação por um tribunal militar de 5 anos de reclusão no Presídio Tiradentes. Levada à prisão, não cessou a luta da comunista Elisa Branco, lá ela ensinou outras detentas a ler e escrever, além de ensinar-lhes corte e costura, bem como hábitos de higiene pessoal.

Quando estava na prisão, Elisa não foi esquecida, diversos foram os protestos em prol de sua libertação. E o nome da operária paulista ganhou apoio popular no Brasil, mas não apenas no Brasil. O nome de Elisa Branco ecoou por muito além dos oceanos, chegando aos ouvidos de diversos povos e países, especialmente daquele tido como o amigo e professor de todos os trabalhadores, tido naqueles tempos como o "grande campeão da paz", aclamado por intelectuais e operários do mundo inteiro, Iósif Vissaryonovich Djugashvilli, mais conhecido como Stalin.

Após vários protestos contra sua prisão, Elisa foi libertada e um novo julgamento foi efetivado, sendo a comunista e operária paulista absolvida. Libertada, ela recebeu um convite inesperado, Iósif Stalin queria vê-la na União Soviética. Levada ao país dos sovietes, Elisa Branco foi a primeira brasileira a ser laureada com o Prêmio Stalin da Paz, com esse prêmio, no mesmo ano, também seria laureado o escritor Jorge Amado. Elisa Branco ficou famosa na URSS, inclusive sendo citada em manuais de russo como o "Kratkiy Kurs Russkogo Yazyka", da professora Nina Potapova. Seu nome eternizou-se no ano 2000.



Prêmio Stalin da Paz, recebido por Elisa Branco. No verso está escrito "Pelo fortalecimento da paz entre os povos". O prêmio também foi ao longo do tempo atribuído a nomes como a ativista negra americana Angela Davis e outras personalidades.










sexta-feira, março 07, 2014

A VOZ DO COMUNISMO: Che guevara realmente era racista?

Vídeo que destrói uma das novas mentiras colocadas em moda pelos anticomunistas:

8 DE MARÇO: A glória de Maria Oktyabrskaya

Por Cristiano Alves

A história de uma brava ucraniana que juntou todos os bens que tinha para construir um tanque de guerra e dirigi-lo numa luta contra os opressores de seu país




Na cultura popular surgiu a história do Batman, isto é, o "homem-morcego", que junto com super-heróis como o Super-Homem combate o crime. Batman seria apenas mais um super-herói da "Liga da Justiça", não fosse um quesito especial, ele não possui "super-poderes", embora o herói mítico possua um super-poder que, ao contrário dos demais heróis, existe na vida real, o capital. Bilionário, Batman usa seus recursos econômicos para combater o crime, tendo para isso construído um automóvel com os melhores armamentos, o Batmóvel. O que poucos sabem, entretanto, é que na realidade existiu um herói com esse perfil na vida real, ou, para ser exato, uma heroína com esse perfil, Maria Vassilyevna Oktyabrskaya.

Maria Garagulya nasceu no Império Russo em 1902, na vila de Kiyat, hoje localizada na Ucrânia. Ucraniana, Maria viveu em Sevastopol, em Djankoy e depois em Simferopol, tendo um irmão e uma irmã. Em meados dos anos 30, a família de Maria foi desculaquizada, sendo transferida para os Montes Urais, a fronteira que separa a Rússia européia da Rússia asiática. Tendo já concluído seus estudos, Maria arranjou trabalho como telefonista nos Urais, onde conheceu o seu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodotovich Oktyabrsk, cujo sobrenome significa "de Outubro", tornando-se assim "Maria Oktyabrskaya". Junto com seu marido, foi transferida para Kishnyov(Chisinau), na República Socialista Soviética da Moldávia, país integrante da União Soviética, em razão da profissão militar deste. Estando perto da fronteira com a Alemanha, uma vez que já então não existia mais a Polônia, o marido de Maria foi uma das primeiras vítimas do nazismo na Operação Barba-ruiva, a maior operação militar da história, de invasão da União Soviética. Um telegrama avisou-lhe que seu marido "morrera corajosamente numa batalha travada na Ucrânia", em razão disso ela e seus parentes restantes foram evacuados para Tomsk, onde trabalhou numa fábrica.

A morte de seu marido fora um grande choque para a telefonista soviética, que então resolveu alistar-se no Exército Vermelho para combater os fascistas. A tentativa de Maria, entretanto, fora infrutífera, ela foi dispensada por causa da idade, pois já tinha mais de 40. Mas Maria não se deu por vencida, ela arriscou um empreendimento inusitado. Passou a trabalhar arduamente, dia e noite, para arrecadar o máximo que pudesse em termos monetários, uma vez que no socialismo funcionava o princípio "a cada um segundo seu trabalho". Após adquirir uma soma considerável, Maria vendeu todos os bens de sua casa, tudo o que pôde, talheres de prata, mesa, cadeiras, anéis, tapetes, tudo foi vendido pela agora operária soviética, arrecadando cerca de 50 mil rublos com todas as vendas e o dinheiro obtido por seu trabalho, quando então resolveu depositar esse valor no banco nacional soviético e escrever uma carta para o então comandante supremo das Forças Armadas da União Soviética, o revolucionário e comandante veterano Iósif Stalin:

Moscou, Kremlin. Endereçado ao Comitê Estatal de defesa. Ao Comandante Supremo:
3 de março de 1946

Prezado Iósif Vissaryonovitch! Em combates pela pátria tombou o meu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodovitch Oktyabrsk. Em razão de sua morte, da morte de soviéticos, torturados pelos bárbaros fascistas, quero combater os cães fascistas, e para isso depositei no banco estatal tudo o que tinha para a construção de um tanque, 50 mil rublos. Peço que o tanque se chame "Amiga combatente" e me carregue para o front na condição de condutora deste tanque. Eu tenho especialidades como chofer, posso operar uma metralhadora muito bem, me apresento aos atiradores de Voroshilov. Envio-te uma saudação calorosa e desejo dar longos, longos anos de medo ao inimigo e pela glória de nossa pátria. 

Maria Vassilyevna Otkyabrskaya, Tomsk, Berlinskogo, 31

Stalin assim respondeu:

Agradeço-te, Maria Vassilyevna, pela sua preocupação com as forças blindadas do Exército Vermelho. Seus desejos serão realizados. Receba os meus cumprimentos.

Assim, em 3 de maio de 1943, Maria começou o curso de formação de tanquistas, tornando-se sua condutora. Já em outubro de 1943, a Maria "de Outubro" recebeu seu batismo de fogo na Frente Ocidental, como Sargento da Guarda mecânica e condutora do tanque T-34 chamado Boyevaya Podruga, isto é, "Amiga Combatente", comandado por um tenente e tendo ainda um radialista e atirador de torre, totalizando em 4 a tripulação da Amiga Combatente. Sendo parte de uma unidade da "Guarda", título que promovia as unidades que melhor se destacavam em combate, por isso recebendo os melhores equipamentos, a Amiga Combatente registrou vários sucessos no front, chegando até Berlim. Esse avanço, entretanto, não se concretizaria em razão de um fato trágico ocorrido em janeiro de 1944. Em razão da Amiga combatente ter tido uma engrenagem de sua lagarta esquerda seriamente atingida por um prójétil inimigo, Maria Otkyabrskaya tentou, sob fogo inimigo, consertar o dano, o que não fo possível em razão da detonação de uma mina nas proximidades, cujos estilhaços lhe causaram ferimentos letais em seu olho. Levada imediatamente para o hospital militar, Maria passara por uma cirurgia, sendo depois tranferida para outro hospital, onde recebeu a Ordem da Guerra Patriótica de Primeira Classe. Após resistir por várias semanas, no mês de março a galhardia e dedicação de Maria Otkyabrskaya, exemplo para seus compatriotas e todas as nações amantes da paz e da liberdade, torna-se ia uma feito lendário e sua executora, apenas história, sendo enterrada com grandes honras militares e postumamente condecorada com 2 Ordens de Lenin e a maior condecoração militar do país, a medalha da Estrela Dourada de Herói da União Soviética, por decreto do Presidium do Soviete Supremo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. 



Embora sua criadora tenha passado para a eternidade, a Amiga Combatente continuou em ação, era mais do que um mero carro de combate, mas um carro de combate com toda uma história de triunfos, antes mesmo deste ver ação no plano militar. A Amiga Combatente alcançou Könnisberg, atual Kaliningrado, sendo depois disso destruída. Apesar disso, outra "Amiga Combatente" foi construída, em homenagem à sua "mamãe, como chamavam à Mariya Otkyabrskaya. A segunda amiga participou da libertação de Minsk, a terceira conheceru vários combates até que a quarta Amiga Combatente encerrasse seus combates perto de Könnisberg.

O exemplo de Mariya Oktyabrskaya foi marcante na história militar. Muitos soviéticos fizeram doações para a construção de veículos para defender o seu país, inclusive um homem da Ásia Central que vendeu tudo que tinha para comprar um caça para a Força Aérea Soviética. Poucos, entretanto, foram aqueles que solicitaram pilotar e combater no veículo que eles mesmo compraram. Nos primeiros dias de maio de 1945, tanques T-34 entraram em Berlim, pondo fim à loucura fascista que tomava conta do país cujo líder covardemente se suicidara, para escapar ao julgamente de seu povo.

Em documentário recente, o ainda vivo Marechal de Corpos Blindados Olyeg Losik descreveu os feitos de Mariya Oktyabrskaya, junto com a coronel Lyudmila Kalinina.



Fontes: http://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%9E%D0%BA%D1%82%D1%8F%D0%B1%D1%80%D1%8C%D1%81%D0%BA%D0%B0%D1%8F,_%D0%9C%D0%B0%D1%80%D0%B8%D1%8F_%D0%92%D0%B0%D1%81%D0%B8%D0%BB%D1%8C%D0%B5%D0%B2%D0%BD%D0%B0

A Ordem da Guerra Patriótica de I Classe, atribuída aos combatentes responsáveis por determinadas façanhas.

8 DE MARÇO: A glória de Zoya Kosmodemyanskaya

Por Angela Sztormowsky
Com a colaboração de Cristiano Alves

Em tempos em que parte da esquerda é guiada por falsos ídolos, entorpecida pelo "veneno do ocidente", isto é, os narcóticos, Zoya Kosmodemyanskaya é um modelo para qualquer real comunista que deseja servir ao povo trabalhador e por ele lutar. Ela é um modelo daquilo que a mulher comunista deve ser, destemida e íntegra!

Pintura que retrata a glória de Zoya Kosmodemyanskaya ante a direita fascista 

Ao longo da história são muitos os que sacrificam-se de forma abnegada por um povo, uma fé, por uma ideia. Pessoas podem ser assassinadas, torturadas e até esquartejadas. Mas quando o opressor imperialista acredita ter destruído essa ideia, muitas vezes ela renasce ainda mais forte, transcendendo a existência física daquele ou daquela que a defendeu estoicamente. A história também nos mostram que as mulheres acabam pagando um preço mais alto na luta por ideias justas, assim Rosa Luxemburgo não apenas foi presa, como sofreu com golpes de coronhada e baioneta até a sua morte por sociais-traidores, Olga Benário foi deportada para a Alemanha nazista enquanto grávida até morrer num campo de concentração fascista. Há uma história, entretanto, que poucos conhecem, de uma jovem honrada cujo nome inspira todos aqueles que declaram guerra ao fascismo, um nome que vem do norte, Zoya Kosmodemyanskaya.

A jovem russa descendia de uma família de padres, razão pela qual herdou o sobrenome "Kosmodemyanskaya", isto é, garota de "Cosme e Damião"(na Rússia o sobrenome modifica-se conforme o sexo do portador), santos gêmeos venerados pela ortodoxia, catolicismo, umbanda, candomblé e outras religiões, cuja hagiografia nos diz que não sofreram nem pela água, nem pelo fogo, nem mesmo pela cruz, até morrerem decapitados. O nome de Zoya Kosmodemyanskaya tornou-se um símbolo de uma época, ruas e escolas foram batizados com seu nome. Mas quem foi Zoya Kosmodemyanskaya? Heroína ou criação da "propaganda comunista"?


A jovem soviética nasceu na Rússia e por seus feitos tornou-se uma das mais veneradas heroínas da União Soviética. Sabe-se que durante seu tempo de escola era uma leitora ávida, que lia livros que iam além do currículo escolar, dentre seus autores favoritos figuravam nomes como Tolstoy, Pushkin, Lermontov, Byron, Miguel Cervantes, Shakespeare e Goethe. Num de seus cadernos ela escreveu que "nas tragédias de Shakespeare, a morte de um herói está sempre acompanhada de um triunfo de uma causa moral maior". Ela também era uma apreciadora da música de Beethoven e de Tchaykovsky, sendo sua canção favorita a Simfonia nº 5 deste último. Comunista, ela ingressou nos diferentes órgãos da juventude comunista soviética. Moralista, no sentido socialista dessa palavra, ela zelava pelas virtudes comunistas que cada um deveria demonstrar. Ela inquietava-se com egoístas, aduladores e pessoas não sinceras.

Tendo ingressado no Komsomol em 1938, com o advento da IIGM, em 1941, ela foi voluntária para uma unidade partizan(guerrilheira) de inteligência da Frente Ocidental, a Unidade Diversionária 9903. Sua tarefa não seria nenhum pouco fácil, uma vez que teria de atuar atrás das linhas inimigas, isto é, onde os alemães estavam. Para se ter uma ideia do nível de coragem exigido dos jovens comunistas, exigia-se camaradas que não tivessem medo de pular de paraquedas, atividade de grande risco, que na época era uma novidade. Quem poderia imaginar um salto das mais altas altitudes e sair vivo após essa "queda" dos céus?

Zoya nada temia, em nome de suas ideias comunistas, da defesa de um povo honesto e trabalhador. Assim como ela, milhares de comunistas compareceram aos comitês do partido e das Forças Armadas para se alistar como voluntários. Segundo depoimento de Shelepin, entrevistador de Zoya que mais tarde se tornaria líder dos sindicatos e renomado membro do KGB, Zoya não temia alturas, nem pular de paraquedas, falava alemão(além do russo), era dotada de força de vontade e corajosa. Após o envio de sua ficha para órgãos superiores, seu perfil foi aprovado para o grupo diversionário que atuaria no vilarejo de Petryschevo, ocupado por fascistas alemães. Sua missão seria minar estradas e principalmente incendiar residências e outros estabelecimentos utilizados pelas forças alemãs. A decisão da jovem comunista, a propósito, foi tomada sem comunicar a seus pais.

O grupo de Zoya, atuado sob o frio extremo do inverno russo, logrou minar várias estradas, o que arruinaria transportes e vidas fascistas. A mais arriscada parte das missões, entretanto, envolvia o incêndio de casas usadas pelos alemães, feita de modo secreto, espreitando-se durante a noite. Numa dessas missões, um camarada de Zoya foi capturado pelos fascistas. Preso e ameaçado, ele entregou ao inimigo Zoya e outro companheiro seu. Os nazistas, sabendo do que estariam por vir, prepararam uma cilada para Zoya. Quando ela preparava-se para incendiar uma casa, os fascistas rapidamente a capturaram. 

Sob captura dos alemães, Zoya nada falou sobre suas atividades. Os ocupantes fascistas estavam furiosos, ela incendiara edificações inteiras e também estábulos para os cavalos dos nazistas, meio de transporte utilizado com frequência no inverno, quando as viaturas alemãs tornavam-se inúteis por causa do inverno russo. Zoya, segundo depoimentos de seus companheiros, inclusivo do que a traiu, dissera "matem-me, eu não contarei nada". Furiosos, os fascistas passaram a torturar Zoya, inclusive chicoteando a guerrilheira comunista com as costas nuas. Segundo um editorial do Pravda, foram 200 chicotadas de cinturão(espessos nos tempos da IIGM). Vassiliy Klubkov, o traidor de Zoya, alega que sua companheira foi torturada de forma selvagem. Por sua traição, ele teve a sua vida poupada, e regressando ao território controlado pelos soviéticos, ele confessou a sua traição a Zoya Kosmodemyanskaya e à sua própria pátria, solicitando que, por isso, fosse punido pelo tribunal, mas tivesse a sua vida poupada. Sua solicitação foi em vão, após ser processado, julgado e condenado, a sentença de V. Klubkov determinou a pena capital em desfavor deste, executada pouco tempo depois por fuzilamento. Klavdya Miloradova, camarada de batalha de Zoya, alegou em documentário que até hoje não consegue entender como alguém num momento tão sério conseguiu acovardar-se e entregar sua companheira, no documentário "Zoya Kosmodemyanskaya, pravda o podvige".

Após bárbaras sessões de tortura, Zoya Kosmodemyanskaya, mesmo tendo sido traída, não traiu a seus companheiros, nem ao seu país, ela tomara a decisão mais importante de sua vida, a de morrer pelo seu país em nome da liberdade e da destruição das forças do fascismo alemão. Zoya não informou aos alemães nem mesmo o seu verdadeiro nome. Assim como Lenin e Stalin, Zoya empregou um pseudônimo ante os alemães, "Tanya", honrando Tatiana Slomahina, heroína comunista da Guerra Civil russa. Deixada sem comida e sem água, Zoya foi despida(em plena neve), e arrastada nua por longas distâncias até que seu carrasco sentisse frio, mesmo agasalhado. Humilhada, seus lábios estavam escurecidos e ressecados. Depois puseram-lhe uma roupa, ela pediu água, o que lhe foi negado. A jovem comunista de apenas 18 anos foi então condenada à forca. Os alemães penduraram-lhe uma placa com os dizeres em russo: "Incendiária de casas". Isso foi feito para que os camponeses não combatentes que cercavam os estabelecimentos alemães aceitassem a decisão alemã e passassem a enxergar como criminosa não o poder hitleriano, mas sim a guerrilheira, uma prática comum aos fascistas brasileiros nos tempos da ditadura militar, que visava levantar o povo não contra seus opressores, mas contra quem os combatia.

"Tanya", ante a forca, vestida em trapos e com uma placa pendurada em seu pescoço, fez um discurso ante todos que a assistiam, inclusive os fascistas: "Camaradas, a vitória estará conosco. Soldados alemães, entreguem-se enquanto não é tarde. A União Soviética é invencível e não será vencida. Quanto mais vocês nos enforcarem, mais se levantarão, somos 170 milhões. Atrás de mim camaradas virão". A última parte foi dita já com a corda no pescoço, na qual ficou pendurada. Mas o martírio de Zoya não se encerrava por aí, retirada da forca pelos alemães, estes, bêbados, puseram seu corpo na neve e esquartejaram-no a golpes de machado, enquanto riam e fotografavam seu corpo despido e despeçado, deixado na neve para exposição pública por semanas, e eternizado por toda a história. Os alemães guardavam essas fotos como "troféu", como motivo de júbilo.

Foto dos restos mortais de Zoya na neve, após ser enforcada e esquartejada pelos fascistas alemães

Em pouco tempo, a notícia e também as fotos correram não apenas as zonas ocupadas pelos alemães, dentro de alguns meses elas chegaram ao território soviético, chegando mesmo ao conhecimento, por meio de jornais e relatórios àquele que dirigia e inspirava milhões na luta anti-fascista, um homem do Cáucaso, georgiano temido e odiado pelos nazistas, Iósif Djugashvili, isto é, o premier e agora também Marechal da União Soviética, Stalin. O sofrimento da jovem de apenas 18 ganhou um interesse especial por parte de jornalistas e militares comunistas.

Durante a ofensiva antifascista contra as tropas alemães de Petryschego, militares comunistas pintaram tanques e aviões com a inscrição "Por Zoya Kosmodemyanskaya". Como bem nos informa o professor doutor Anatoliy Ponomaryov, é um fato conhecido que, quando iniciou-se a ofensiva contra as forças do nazista Ryuder, após descoberto o número da unidade militar alemã que martirizou a partizanka soviética, pela primeira vez na história da guerra, Stalin emitiu uma ordem para que após a destruição da unidade hitleriana, oficiais e comandantes "não devem ser presos, apenas fuzilados", isto é, mesmo oficiais e comandantes que se rendessem! 

Quando a unidade de carrascos alemães foi finalmente destruída, um sargento gritou em pânico, "não fui eu, foi Ryuder". Todavia, nem ele e nem mesmo o fotógrafo de Zoya foram poupados. Em sua mochila de campanha foram encontradas 5 fotografias. Anos mais tarde seria encontrada ainda uma sexta-foto, que informaria a exata localidade onde se deu a execução, tendo lá sido construído um obelisco. 

Monumento a Zoya no metrô de Moscou

O martírio de Zoya Anatolyevna Kosmodemyanskaya foi um ato de barbárie, de selvageria fascista, ato esse que não seria aplicado apenas contra Zoya, não apenas contra guerrilheiros, como também contra cidadãos pacíficos, em diversas localidades. Esses atos, não apenas foram testemunhados como também filmados e até fotografados pelos próprios nazistas, que se divertiam ao sorrir e debochar da desgraça de um povo. Esses "humoristas de araque" acabaram pagando um preço muito alto por seus crimes depois, até a completa destruição das forças fascistas em 1945. Ao contrário do que tentam alegar os apologistas dos crimes do nazismo, mascarados ou não, durante a ofensiva dos comunistas soviéticos nenhum só alemão foi enforcado! Acerca dos crimes alemães na União Soviética, um oficial alemão falou certa vez: "se eles(os soviéticos e poloneses) fizessem com nosso povo pelo menos 1% do que fizemos com eles durante 6 anos, em questão de semanas não restaria um só alemão vivo".

Durante anos perdurou a dúvida se a garota executada realmente seria Zoya Kosmodemyanskaya ou Lilya Azolina, garota que também foi ao front e se parecia muito com Zoya Kosmodemyasnakay. Uma análise microscópica feita por especialistas de institutos de investigação judicial, analisando fotos pessoais de Zoya e da garota enforcada chegou à inexorável conclusão de que a garota enforcada era de fato Zoya Kosmodemyanskaya. 

Assim como Zoya, 27 milhões de soviéticos teriam suas vidas ceifadas pelos fascistas, destes 27 milhões, cerca de 9 milhões eram comunistas convictos. Sabe-se que dentre os homens, restou menos de 3% daqueles que nasceram em 1923. Muitas de suas companheiras de seu destacamento diversionário foram mortas, uma teve as mães arrancadas por uma mina e poucas sobreviveram, sendo Klavdya Miloradova uma delas, detentora da famosa "Ordem da Guerra Patriótica". Em fevereiro de 1942, Zoya Kosmodemyanskaya foi a primeira mulher condecorada, post-mortem, com o título "Herói da União Soviética", representado por uma estrela dourada. Ela também foi condecorada com a Ordem de Lenin. A Igreja Ortodoxa Russa estuda a canonização da lendária guerrilheira comunista, símbolo da luta contra a tirania e a opressão fascista.

Monumento a Zoya Kosmodemyanskaya, em Tambov, em frente a uma igreja ortodoxa



Fontes de consulta:

- Documentário "Zoya Kosmodemyanskaya, pravda o podvige": http://www.youtube.com/watch?v=4tLnARJkVK4
- Artigo Zoya kosmodemyanskaya stanet svyatoy? Publicado em: http://kp.ua/daily/240908/56100/
- Artigo Podvig Zoi Kosmodemyanskoy. Publicado em: http://nkosterev.narod.ru/mos/pvd/petr_kr.html

8 DE MARÇO: Países socialistas foram os primeiros a criar um feriado no dia 8 de março

Extraído do canal do Youtube Pan-Eslavo Brasil



Provavelmente os países socialistas foram os primeiros, senão os únicos, a consagrar um feriado ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Nesses países, muitos deles herdeiros de uma formação socioeconômica atrasada, o papel da mulher na vida pública e privada ainda seria alvo de muitas contradições, mas seus sucedâneos políticos, como a Rússia, mesmo considerados muito "machistas" por certos analistas, ainda mantêm o feriado.

As bandeiras atrás pedem "Paz", que é do que as mulheres mais precisam neste mundo, especialmente no Brasil, vítimas de estupro, violência doméstica, assédio sexual e outras agressões cuja dor os homens sequer podem imaginar.

Portanto, parabéns para aquelas que são de parabéns, boa sorte para aquelas que não são de parabéns, e que o respeito e a igualdade reinem nos próximos tempos! 

A VOZ DO COMUNISMO: Leitura da obra de Stalin "Viva o operário Augusto Bebel"

terça-feira, março 04, 2014

CRISE UCRANIANA: Presidente ucraniano solicita a presença de tropas russas para restauração da ordem

Por Cristiano Alves
Com informações do canal Lifenews


A Rússia apresentou na ONU uma carta do presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovich, em que é solicitada a presença das tropas russas para proteger a população da Crimeia e restaurar a lei, a ordem e a estabilidade da Ucrânia.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

FOTO DA SEMANA





Na Ucrânia, jovem saúda a chegada do Berkut, unidade especial do MVD ucraniano, na cidade de Sevastopol para apoiar seu governo interino contrário à União Europeia e o governo golpista pró-fascista de Kiev:


UCRÂNIA: Crimeia torna-se de fato independente da Ucrânia


Por Cristiano Alves


Após uma série de protestos contra o chamado "bandero-fascismo", o governo popular das metrópoles do sudeste da Ucrânia, Sevastopol, Kerch e Simferopol, capital da Crimeia, anunciou que não reconhece o governo pró-OTAN que emergiu através de um putsch1 em Kiev. Manifestantes denunciaram o fascismo do Partido da Liberdade, que não apenas ostenta uma simbologia baseada nas divisões da SS, como também retratos de Stepan Bandera, líder do movimento colaboracionista pró-nazista da Ucrânia durante a Segunda Guerra, como de Roman Shuhyevich, comandante do Batalhão Rossygnol, da Waffen SS Galícia, que promoveu genocídio e limpeza étnica contra poloneses, tchecoeslovacos, bielorrussos, russos e ucranianos não-colaboracionistas. Shuhyevich e Bandera são os mais famosos "desestalinizadores" ucranianos.

Na cidade de Kerch, os apoiadores do regime golpista que depôs o ex-presidente Yanukovich, banderistas e anticomunistas, foram atacados publicamente. Apesar da polícia local ter tentado conter manifestantes exaltados, geralmente através do diálogo, esta não tomou medidas repressivas contra a população local.

Em outras metrópoles do país como Harkov e Odessa, que, junto com Kerch e Simferopol, ostenta o título de "Cidade-Herói"2 também não houve reconhecimento do novo governo após o golpe de Estado.

De acordo com testemunhos e cidadãos da cidade de Kiev, grande parte dos adeptos da "Maydan"(que em ucraniano significa "praça" e ficou associado ao movimento pró-OTAN/União Europeia) são pessoas de fora, uma espécie de "rolezão" promovido por pessoas do ocidente da Ucrânia, região marcada pela predominância de uma economia agrária, do catolicismo romano, além de influência polonesa, alemã e austríaca, conhecida pela sua colaboração com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Em várias cidades revelou-se, além do não reconhecimento do governo de Kiev, um desejo de aderir à Federação Russa, ao passo que outros manifestaram o desejo de criar um Estado em separado filorrusso. Em Sevastopol a tradicional bandeira ucraniana foi incinerada e as manifestações também foram marcadas por bandeiras comunistas, bielorrussas, e pela entonação da famosa canção antifascista "A guerra sagrada"(Svyaschennaya voyná). 

Em Simferopol, neste momento, segundo a agência de informação Lifenews, está em curso um referendo popular que decidirá o destino da Crimeia, região famosa por encontros históricos como a Conferência de Yalta e por suas portos e balneários paradisíacos.


1- Putsch: Golpe de estado
2- Cidade-herói: Título dado a 12 cidades da ex-União Soviética que demonstraram os maiores feitios de resistência ao nazismo. As Cidades-Herói são Minsk(Belarus), Odessa(Ucrânia), Kiev(Ucrânia), Sevastopol(Ucrânia), Kerch(Ucrânia), Smolensk(Rússia), Leningrado(Rússia, atual São Petersburgo), Novorrossisk(Rússia), Stalingrado(Rússia, atual Volgogrado), Moscou(Rússia), Tula(Rússia) e Murmansk(Rússia). Ao lado deste título está o de "Fortaleza-Heroi", atribuído exclusivamente à Fortaleza de Brest, em Belarus.


Confira os vídeos:

Em Sevastopol foi queimada a bandeira da Ucrânia:




Em Kerch os adeptos de Stepan Bandera e da "Maydan" são vaiados, xingados e atacados:




Centenas de milhares de odessitas saem às ruas e gritam "Rússia!", "O fascismo não passará" e "Odessa, Cidade-Herói!"

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

SOCIEDADE: O retrato de uma Sasha Gray


Por Cristiano Alves


Há mais de cem anos atrás Oscar Wilde escrevia o seu mais famoso romance, "O retrato de Dorian Gray", sobre um jovem extremamente vaidoso que cultuava um narcisismo sem limites num universo hedonístico. Uma das máximas lançadas em seu livro, é a de que "there is only one thing worse than being talked about, it's not being talked about"(há apenas uma coisa pior do que ser comentado, é não ser comentado). Um figurão conhecido por sua "profissão" de fofoqueiro, transformaria essa citação de Wilde em "fale mal de mim, mas fale". E é necessário entender essa premissa fundamental para compreender o modus operandi da extrema-direita brasileira.

O pensador Edgard Morin dizia que o homem tem uma necessidade fundamental de olhar e ser olhado, e quando falamos de organizações políticas, que por seu caráter tem como premissa inerente a luta pelo poder, é extremamente importante que essa tenha o oxigênio da publicidade, e num país como o Brasil, que carece de uma tradição clássica, onde 75% da população nunca esteve numa biblioteca e a maioria daqueles que leem degustam algum livro apenas uma vez por ano, essa população torna-se alvo fácil de charlatães extremistas, os "Lewis Proteros" do horário policial, apresentadores que fazem da criminalidade um espetáculo achando que "o bom bandido é o bandido morto", desde que, evidentemente, esse bandido não seja o garotão bem nascido que "bota boneco drogado"(para usar a expressão cearense), desde que não seja o ricasso, o burguês que bate ou mesmo mata a própria mulher e que estimula a criminalidade financiando o tráfico de drogas. Esses programas televisivos, apresentados por jornalistas de meia boca, mostram apenas crimes terríveis, desgraças, nunca exemplos! Tratam a desgraça alheia como uma mercadoria sensacionalista, oferecida à sociedade do espetáculo.

Assim, todo esse terreno, arado por "jornalistas policiais" histéricos e espetaculosos, não raramente bufões, torna-se extremamente fértil para ideologias de extrema-direita, que apresentam como soluções para graves convulsões sociais não a educação, em seu sentido mais amplo, não uma revolução cultural e social, mas sim a repressão do Estado e em alguns casos mesmo uma apologia do linchamento, sem qualquer prova de que esse ou aquele sujeito é um criminoso, apenas testosterona para o onanismo político de uma população aterrorizada pelo crime e principalmente pelos meios midiáticos que transformam isso num grande espetáculo, que omitem as reais causas dessa situação, que é a natureza do capitalismo tupiniquim, de sua sociedade elitista, da falta de emprego e mesmo de coisas básicas no mundo civilizado como a energia elétrica, a água potável e mesmo uma rede de esgotos para toda a população.

Deste modo, para uma direita tacanha, caricata e histérica fica mais fácil recorrer a atos imorais, tão ou mais do que os de uma atriz hollywoodiana que se promoveu através da pornografia, Sasha Grey. Fica mais fácil para uma direita intelectualmente pobre e reacionária recorrer à sua própria exaltação, a um narcisismo típico de Dorian Grey. E de modo imoral e repugnante a "Sasha Grey do jornalismo" produz uma abominável geração de alienados, cujo combustível é apenas o ódio irracional, um caminho para o fascismo. É um erro dar a tais "Dorians Grays" o oxigênio da publicidade.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

MUNDO: Em Belarus ergue-se uma bandeira da União Soviética


Por Cristiano Alves


Na cúpula do novo prédio do Museu da Segunda Guerra, em Minsk, ergue-se uma bandeira da URSS. O antigo país socialista e operário é considerado por historiadores, inclusive ocidentais, como o principal vencedor da Segunda Guerra Mundial, tendo destruído cerca de 80% das forças fascistas da Europa Ocidental e perdido 27 milhões de cidadãos num processo que resultou não apenas na libertação de seu território, como também de vários outros países europeus, incluindo a própria Alemanha fascista.