sexta-feira, fevereiro 10, 2012

EDITORIAL

Por que estudar Stalin?
Por Vladimir Tavares



Nas grandes livrarias é farta a literatura antistalinista, as editoras adotam uma política inaudita altera parte(1), encontra-se até mesmo livros de Hitler publicado nos últimos 20 anos, porém, por que não são publicadas as obras do famoso líder soviético? A imprensa dita democrática, quarto poder no Brasil, ataca, julga e condena sem dar direito de defesa e ao contraditório, chacina a erudição em nome da propaganda, disseminando preconceitos e mitos de modo que eles se tornem indissociáveis do cidadão comum. Este artigo pretende trazer uma perspectiva isenta de preconceitos.

Iósif Vissarionovitch Djugashvili(Stalin) foi considerado por uma pesquisa na Rússia como o terceiro maior nome da história do país, mesmo hoje na Geórgia, sua terra natal, goza de grande popularidade, sendo comum encontrar admiradores seus, especialmente dentre aqueles que viveram em sua época, a despeito de toda propaganda antistalinista que a atual elite política ocidentalista daquele país tem promovido. A despeito de condenações oficiais, populares georgianos erguem monumentos em sua homenagem.

Independente das posições ideológicas, não há como negar que Stalin foi um dos mais importantes homens do século XX, foi o primeiro-ministro de um país de proporções continentais, comandante supremo do exército que derrotou o nazismo e impediu todas as ambições imperialistas e racistas de Hitler, compôs o grupo dos "três grandes" e, conforme reconhecido pelo próprio Winston Churchill, tirou o seu país do atraso do arado e o inseriu na era da tecnologia nuclear, em seu tempo uma das mais avançadas descobertas científicas. Para entender o progresso alcançado na Era Stalin, seria como pegar um país como a Serra Leoa(ou mesmo a recém devastada Líbia) e tê-lo entre os dez países mais desenvolvidos do mundo num curso de 10 anos. Um ponto importante da Era Stalin, é que diferente do que ocorre na Rússia hoje, onde milhões deixam o país, fugindo do capitalismo para formas mais amenas de capitalismo, é que o país recebia um forte fluxo migratório de outros países, especialmente dos Estados Unidos. Dezenas de milhares de cidadãos americanos migraram para a União Soviética, muitos por razões de contrato de trabalho, outros estabeleceram-se definitivamente, fugindo da grande depressão e da crise que assolava o país, alguns, como foi o caso de Robert Robeson, mesmo chegaram a ocupar importantes cargos políticos, como a presidência do soviete de Moscou.

O engenheiro jamaicano Robert Robinson instrui operários em Moscou, na União Soviética. Décadas antes de Obama, ele se tornaria o afrodescendente mais poderoso num país de maioria branca.
Muitos acreditam conhecer a Era Stalin, baseando-se em opiniões unilaterais, ultimamente, no mundo ocidental, mesmo publica-se a obra de alguns autores russos, que por mais que tenham sobrenomes diferentes, compartilham de apenas uma filosofia - ganhar direito escrevendo o que as autoridades ocidentais querem ouvir. Enquanto livros de autores revisionistas como Vladimir Rezun(Viktor Suvorov) são livremente publicados, a despeito de sua admiração confessa pelo general Andriey Vlássov(2), desertor do Exército Vermelho que abraçou a causa nazista, autores como Yuri Júkov, Muhins ou simplesmente investigadores das repressões stalinistas como Viktor Zemskov, da época da glasnost, são sumariamente ignorados e jamais publicados, o acesso aos seus trabalhos é quase sempre inacessível, excluindo-se os originais em russo. Aqueles que jamais leram esses autores e conhecem apenas uma versão da história, muitas vezes ainda são cínicos o suficiente para chamar os seguidores das idéias de Stalin de "fanáticos stalinistas". Ora, segundo artigo da Wikipedia sobre o fanatismo, existem oito características pertinentes ao fanático: agressividade, preconceito, estreiteza mental, extrema credulidade quanto ao próprio sistema e incredulidade quanto a sistemas contrários, sistema subjetivo de valores, intenso individualismo e prolongamento excessivo em certos assuntos. A presença de um ou outro elemento não configura necessariamente o fanático, assim um autor de uma página sobre "economia" não é necessariamente um "economista fanático", ou um colecionador de moedas um "fanático", a despeito do uso popular. Verifica-se, entretanto, entre os anticomunistas, a presença de todos os elementos citados no artigo, se alguém diz, por exemplo, que "admira Stalin", então o fanático já ataca logo alegando que "foi um ditador que matou milhões", sem nem mesmo questionar ao indivíduo por que este admira Stalin. Se este admirador, entretanto, tenta esboçar uma defesa, então vem o argumento ad hitlerum, onde o fanático e histérico anticomunista iniciando comparações pueris com os negadores do Holocausto ou com seguidores de Hitler. Em fóruns virtuais, além de comparações espúrias, também é comum o uso de "risadinhas"(os comuns "kkkkkkk") com o intuito de desestabilizar o interlutor, impossibilitando a construção de um diálogo.

É muito comum ver pessoas citando Stalin, citações que jamais estiveram presentes em suas obras, inalcançáveis por qualquer "Ctrl+F", citações essas que aparecem em jornais, livros e até video games, mas que jamais aparecem em qualquer obra de Stalin(processo análogo se dá com o italiano Nicolau Maquiavel, quem nunca ouviu falar que este escreveu que "os fins justificam os meios", ou em "plano maquiavélico"?). O mais interessante de quase todos os críticos de Stalin é que praticamente todos eles jamais leram sequer as orelhas de suas obras, entretanto, sobre o falam as obras de Stalin? Os escritos do pensador e estadista georgiano estão compilados em vários tomos, eles abordam os mais variados assuntos, indo desde poesia escrita em sua adolescência, passando por textos e livros sobre a história do movimento revolucionário mundial e russo, até obras de teor filósofico e livros sobre trabalhos de seus professores, Marx, Engels e Lenin, de modo a facilitar a compreensão de suas idéias num país que estava se alfabetizando, esses "resumões" lhe valeram a crítica por parte de vários autores marxistas ocidentais, quase sempre descontextualizada. Uma das obras mais importantes de Stalin que ajudam no cotidiano trata sobre a evolução das formas de luta de classes. O pensador georgiano sublinha, que a forma padrão de luta dos operários era o ludismo, que consistia na idéia de que "a emancipação da classe trabalhadora se daria pela destruição das máquinas", verificando-se, entretanto, que esta teoria era falha, depois o terrorismo, assim, especialmente entre os anarquistas e niilistas, era muito comum recorrer a técnicas como atentados a bomba contra prédios governamentais, assassinato de autoridades(como ocorreu com o tzar Alyeksandr II), ou mesmo de patrões. Verificou-se, entretanto, que máquinas, autoridades e patrões vão e vem, mas o sistema permanece, essa mentalidade "anti-VIP" persiste na idéia de muitos revolucionários ou ativistas pouco experientes, que talvez mudassem de idéia de conhecessem as idéias de Stalin. Se o assassinato fosse uma forma de luta que resolve todos os problemas, a Polônia, que teve o seu Estado-Maior inteiro dizimado num acidente de avião na Rússia, em 2010, teria sido suficiente para acabar com o capitalismo naquele país. Mesmo a Revolução de Outubro não triunfou pelo assassinato do tzar Nikolay II, mas pela organização do partido revolucionário e sua ação adequada na hora correta de tomar o poder após um longo trabalho feito nas massas e a preparação de quadros comprometidos com o ideal e a prática bolchevista.

Video games como "Command & Conquer"(foto) apresentam Stalin como uma figura maligna, sempre atacando o pacífico ocidente. Em realidade, o "Exército das 14 nações"(em realidade 18) enviou corpos expedicionários à Rússia Soviética em apoio ao Exército Branco, resultando em mais de 3 milhões de mortos e fome no país entre 1921-22. Durante os anos 20 e 30, também patrocinou-se a revolta dos "basmaquí" islâmicos na Ásia Central, e ações de sabotagem do clandestino "Partido Industrial", na Ucrânia, além de vários atentados contra representações comerciais e diplomáticas soviéticas mundo afora.
Livros como "Materialismo histórico e materialismo dialético" ajudam a entender por que grupos que optaram pelo terrorismo como via principal de luta revolucionária jamais tomaram o poder político, quase sempre limitando-se a desestabilizar governos burgueses ou, em última instância, forçá-los a algumas concessões. A mesma obra é, ao mesmo tempo, um banho de água fria em mentes reacionárias e sectárias, que enxergam numa simples manifestação que fecha um cruzamento ou incendeia um ônibus um fato "abominável", técnica de luta por vezes necessária para conseguir a divulgação da causa na mídia.

Sem dúvidas, dois escritos de sublime importância social do magíster georgiano são "A questão nacional e o leninismo"(por vezes traduzido como "O Marxismo e a Questão Nacional") e a Constituição Soviética de 1936, cuja comissão constituinte foi presidida por Ióssif Vissarionovitch. No primeiro trabalho, Stalin, consoante com as idéias de Lenin, dá um enorme passo em relação aos socialistas europeus. Na época, diversos povos oprimidos ficaram fora do alcance das idéias socialistas, povos da África, América e Ásia, especialmente, assim um operário africano ou asiático oprimido não teria tanta importância quanto um operário austríaco ou alemão na mesma situação. A obra de Stalin, a respeito do assunto, lhe rendeu elogios de seu companheiro e professor, V. I. Lenin, que colocou em primeiro lugar a obra de Stalin sobre o tema, mesmo já existindo escritos prévios sobre o assunto, isso por que a outra obra, do socialista austríaco Otto Bauer, partia de premissas idealistas. Para Bauer, o conceito de "nação" diz respeito a uma comunidade unida por um mesmo destino, assim, os judeus seriam uma nação, pois todos teriam "um mesmo destino", para Stalin, a "nação" era "uma comunidade estável, historicamente formada, de idioma, de território, de vida econômica e de psicologia manifestada na comunidade de cultura", para ele nenhum desses traços isolados constituíam uma nação, pois "que vínculos nacionais podem mediar, por exemplo, entre judeus georgianos, daguestanos, russos e norte-americanos, completamente desligados uns dos outros, que vivem em diferentes territórios e falam distintos idiomas?". Stalin, nas mesmas pegadas de Marx(A questão judaica) contesta, alega que os judeus não formavam uma nação, pois o judeu inglês estava integrado à nação inglesa, e o judeu português à nação portuguesa, partilhando uma mentalidade diversa, uma vez separados por terreno, estes constituem uma mera "força invisível". Bauer, entretanto, reconheceu em sua obra, que o capitalismo contribuía para o processo de desnacionalização de certos povos.

Partida de futebol na Praça Vermelha, durante os anos 30. O povo brasileiro, amante do futebol, não é a única "nação mestiça". O livro "O Marxismo e a Questão Nacional", de Stalin derrubou o mito da "pureza racial" ou "nacional" demonstrando as origens miscigenadas até mesmo de povos como os alemães, britânicos e italianos.
No que toca a questão nacional, entra um mérito do pensador georgiano, o desmantelamento da noção primitiva e arcaica de "raça pura" ou "povo puro", o que coloca, a contragosto dos propagandistas burgueses, Stalin e Hitler em campos completamente opostos e conflitantes. Alegava Stalin que "a atual nação italiana foi formada por etruscos, romanos, germânicos, gregos e árabes etc. A nação francesa foi constituída por gauleses, romanos, bretões, germânicos etc". Ou seja, na concepção de Iósif Vissarionovitch, o brasileiro não é o único povo mestiço do planeta, ponto de vista que a ciência hoje em dia confirma em pesquisas genéticas. E é discorrendo sobre o assunto que o magíster georgiano coroa seu grande triunfo enquanto humanista, defendendo que, mesmo que um povo menor esteja associado a um povo majoritário, ele deve de modo algum ser privado de direitos ou vítima de perseguições racistas. Em sua obra, Stalin explica o processo de assimilação de uma nação político e culturalmente mais avançada como os poloneses, que já haviam desenvolvido o constitucionalismo e alcançado a república, pelo Império Russo, do qual fazia parte a Polônia até meados de 1917. Tanto Lenin quanto Stalin defendiam o direito à autodeterminação dos povos, valendo lembrar que na época não se tinha a idéia de uma "potência global e havia a firme convicção de que em breve o mundo inteiro seria socialista e alcançaria o comunismo. Foi seguindo essa idéia, que o Império Russo foi desmembrado, formando-se a Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Finlândia, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia e Transcaucásia. Nem todas elas associaram-se, visto que em alguns países como a Finlândia, antigo grão-ducado russo, generais tzaristas como Mannerheim afogaram a revolução em sangue, exemplo seguido por Josef Pilsudski na Polônia, nestes países formaram-se governos que ameaçavam a expansão do socialismo científico, ainda, no Báltico, foram formados vários governos de teor reacionário e violentamente anticomunistas, deixando esta ideologia como "herança" nestes lugares. Mais tarde, em fins dos anos 20 e durante os anos 30, surgiram novas repúblicas que ingressaram na família de nações soviética, o Cazaquistão, onde vivia um grande número de povos sem Estado nacional, os cazaques, e, de forma análoga, o Tadjiquistão, Usbequistão e Turcomenistão, antes parte da "República Autônoma de Bohara". No Cáucaso, a Federação Trascaucasiana formou a Geórgia, Azerbaijão e Armênia. Nos anos 40, formou-se uma nova república baseada nos finlandeses incorporados à URSS, a Karélia, formando-se assim 16 repúblicas soviéticas, número posteriormente reduzido para 15. A própria Rússia soviética mantinha uma divisão administrativa interna baseada nas nacionalidades, por exemplo, a República Autônoma do Volga, formada por alemães, ou a Tartária, formada pelos tártaros.

"CONTINUEM NESSE MESMO ESPÍRITO, IDIOTAS!" Charge retratando conflitos étnicos entre ucranianos e russos(respectivamente representados pelo cossaco e o "vityaz") como maionetes dos capitalistas, situação praticamente inexistente na URSS dos tempos de Stalin
Seguindo a mesma melodia do respeito pelas nações e de completa aversão pelo chovinismo, o governo de Stalin colocou em prática as idéias de Lenin, criando a primeira constituição da história a criminalizar a discriminação étnica, racial e nacional, a Constituição Soviética de 1936, apelidada por muitos de "constituição stalinista", ou "constituição staliniana". É comum que líderes ou chefes políticos, ainda que considerados injustos sob os paradigmas hodiernos, gravem o seu nome na história através da elaboração de códigos legais inovadores, assim, tem-se o Código de Hamurabi, que leva o nome do autocrata babilônico, que aplicando a Lei de talião("olho por olho, dente por dente"), criou o embrião do moderno direito penal. Um outro código que marcaria a história do direito, associado a um estadista, é o Código de Napoleão(originalmente Código Civil Francês), que embora não tenha sido o primeiro código civil, foi irrefutavelmente o primeiro a influenciar todos os códigos civis modernos, influenciando inclusive o direito trabalhista. Stalin gravou o seu nome na história de diferentes formas, sendo que poucos conhecem o artigo 123 da Constituição Soviética(3), que tal qual como o foguete que levou o primeiro homem ao espaço, dinamizou a luta contra o preconceito e o racismo em todo o mundo. Sob esse clima de progresso social, o soviete de Moscou elegeu seu primeiro presidente negro, Robert Robinson, engenheiro jamaicano cujos agressores racistas, cidadãos americanos, foram presos e expulsos da União Soviética.

Paul Robeson, ator, boxeador e cantor americano sendo recebido entusiasticamente na União Soviética, na época de Stalin, cena que jamais seria possível na Alemanha nazista, onde quase foi linchado por gangues hitleristas.
Ideologias de ódio e de racismo tem tomado conta do imaginário de muitos jovens, movimentos ou simplesmente gangues que pregam a supremacia racial, assim como movimentos dito "conservadores" que nada de novo apregoam, exprimindo um ódio irracional por quaisquer grupos com um pensamento humanista, frequentemente atacam os seguidores do marxismo-leninismo, filosofia seguida por Stalin. Em tempos de crise capitalista, é míster que se adote a técnica da "fobia", criando-se demônios que tornem as pessoas hostis a qualquer proposta de mudança, essa política é necessária que a ideologia capitalista e anticomunista mantenha o controle de massas, demonizando o terceiro homem mais admirado pelo povo russo e fortemente respeitado em sua terra natal.

Stalin... segundo os autores revisionistas, anticomunistas, nazistas e grande parte dos historiadores ocidentais
Hoje em dia, antes de se falar em "vítimas de Stalin", há que se falar primeiro em "vítimas da guerra de informação", da "lavagem cerebral dogmática anticomunista". Erros que por vezes partiam de autoridades locais são frequentemente atribuídos a Stalin, conforme defendido por Mihail Kalashnikov, o famoso inventor do AK-47, cuja família foi vítima de erros cometidos durante a coletivização da agricultura. Culpar Stalin por erros de autoridades locais, que em muitos casos foram até mesmo criticadas rispidamente em artigos de Stalin como "A vertigem do sucesso", seria equivalente a culpar a presidente Dilma Rousseff pelos abusos cometidos durante a abominável desocupação da favela de Pinheirinho, ou pelas torturas e abusos cometidos pela Polícia Militar contra estudantes que reivindicam direitos sociais nas grandes capitais do país.

As mulheres, aqui mostradas em desfile cívico na Praça Vermelha, obtiveram nos tempos de Lenin e Stalin mais direitos do que em qualquer outra época da história russa dos países que integravam a União Soviética
As obras de Stalin são de grande importância para aqueles que querem compreender melhor o mundo onde vivemos e para onde estamos indo ou podemos ir(suas últimas obras expressam sua perspectiva para a redução da jornada de trabalho para 5 horas, de modo a abolir a divisão social do trabalho e avançar até o comunismo sob novas técnicas de produção). Elas são desconhecidas e ignoradas por praticamente todos os críticos, é comum, inclusive, encontrar pessoas que nem mesmo sabem que Iósif Vissarionovitch escreveu livros. Seu povo e seus seguidores de todo o mundo o tiveram por "amigo e professor", sua luta, por um sistema social justo e socialista resultaram num país livre do analfabetismo, da ignorância, da desnutrição infantil(exceto em períodos de guerra) e do atraso. O modelo que ele liderou, entretanto, não era um sistema perfeito, existem sistemas perfeitos? Houve erros, o que é natural num sistema novo, porém não necessariamente plausível, porém mais acertos que erros que inseriram a Rússia e uma série de países numa era de desenvolvimento e progresso tecnológico e social, além de terem esses acertos forçado a burguesia internacional a fazer concessões aos trabalhadores, sob o termor do "perigo vermelho". Alega-se, com propriedade, que sem Stalin e a União Soviética, até hoje, nos Estados Unidos, os negros ainda estariam sentando "no banco de trás", conhecer a sua obra, despindo-se de preconceitos e exorcizando mitos, é uma experiência válida, atual e enriquecedora.

Ao contrário do que pensam muitos autores ocidentais, Stalin foi autor de vários livros, compilados em vários tomos. No ocidente, a maioria de suas obras estão em inglês, embora seja possível encontrar um grande número em italiano e mesmo em português, ainda que em pequeno número.


(1) Sem ouvir a outra parte
(2) Em "O Exército Vermelho por dentro"
(3) Disponível em http://www.departments.bucknell.edu/russian/const/1936toc.html

domingo, janeiro 08, 2012

BRASIL


Protestos voltam a ocorrer em Teresina em razão de aumento das passagens
Por Cristiano Alves

Sendo a última capital brasileira a adotar um sistema de integração, dados oficiais revelam que este sistema atende a apenas 0,8% da população na capital piauiense. O aumento adotado no início do ano de 2012 novamente levou os estudantes na rua, mostrando que o movimento vem ganhando força na capital, acontecimento inédito num Estado de coronéis dominado por monopólios e caciques políticos.

sábado, dezembro 31, 2011

MUNDO

Três opiniões sobre a URSS
Entrevistas feitas por Cristiano Alves

Coletada informalmente, porém seriamente, as entrevistas efetuadas representam o que muitos pensam a respeito do país, um lugar com ordem, progresso e desenvolvimento, coisas que o capitalismo não trouxe para a Rússia durante seus 20 anos completos nessa semana.






quinta-feira, dezembro 29, 2011

OBITUÁRIO

Vá com honra, camarada!
Por Cristiano Alves


Nos últimos dias de 2011 despediu-se de seu povo Kim Jong Il, filho do famoso revolucionário Kim Il Sung, Presidente da Comissão de Defesa Nacional e Secretário do Partido dos Trabalhadores da Coréia.

Kim Jong Il liderou a Coréia em tempos difíceis, em que o país perdeu o apoio do antes existente "Bloco Socialista" e se viu à mercê de uma invasão pelo USMC1. A fim de impedir a invasão e o genocídio do povo coreano no que seria uma "nova Guerra do Vietnã", a Coréia Democrática decidiu construir armas nucleares e empreender testes de mísseis capazes de atingir os Estados Unidos. Essa medida, que abdicou do conforto do povo coreano, conforme bem colocado pelo porta-voz do governo coreano Alejandro Cao de Benós, foi um "seguro de vida do povo coreano", que impediu que uma nova chacina ocorresse naquele país. O preço pago por isso, entratanto, não foi pequeno. Nos anos 90 a penínsual coreana sofreu uma série de chuvas torrenciais e furacões que atingiram as duas Coréias, especialmente a setentrional, que tem menos de 25% de seu território cultivável, sendo formado em sua maior parte por montanhas, o que provocou enchentes e a fome no país, tornando o país dependente da ajuda humanitária. Ainda, o país sofreu pressão internacional e sanções econômicas dos Estados Unidos, agravando o estado econômico do país, prejudicando a sua economia e contribuindo para crises energéticas no país. O país americano também listou a Coréia do Norte no chamado "Eixo do Mal" e em não mais de uma oportunidade classificou-o como "Estado terrorista".

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Apesar da imensa pressão exercida pelo mais poderoso país do globo, o sistema coreano, liderado por Kim Jong, não se dobrou a Washington, recuperando em parte a sua prosperidade na década de 2000 e mesmo voltando a se destacar em áreas enfraquecidas durante os anos 90, chegando a colocar uma seleção de futebol para competir na África do Sul em 2010.

A pressão coreanófoba e anticomunista não partiu apenas de governos nacionais, mas também de conglomerados da grande imprensa. No Brasil, a Rede Globo de Televisão não perdeu a oportunidade para atacar a Coréia Democrática mesmo nos momentos supostamente amistosos e de descontração como durante a Copa do Mundo, quando, conforme denunciado por "A Página Vermelha", a Globo, FSP e Editora Abril tentaram de todas as formas mostrar que os jogos da Coréia do Norte "estavam proibidos na Coréia por lei imposta pelo próprio Kim Jong", tentando passar a idéia de que se tratava na verdade de um "King John". Curiosamente, a tal "lei coreana" jamais foi exibida, aliás, a única coisa exibida foram os jogos da seleção coreana, mesmo com a derrota, o que contraria a versão midiática de que "a Coréia Popular até mostraria os jogos, mas somente os que o país vencesse". Não menos cínica é a forma como os jornais direitistas se referem ao chefe de Estado coreano, referindo-se sempre ao seu governo como o "regime de Kim Jong", atribuindo a ele um caráter pessoal, como se fose uma "bodega". Curiosamente, nunca se fala do "regime de Obama", do "regime de Bush", "regime de Gordon Brown" ou de Tony Blair, ou do "regime de Berlusconi". De fato, há que se reconhecer que realmente existia um "regime de Kim Jong", a julgar pelo fato de que este se preocupava com a saúde durante sua dieta. Há que ser lembrado que no Jornal Nacional, edição desta quarta-feira(28) de dezembro de 2011, os apresentadores do jornal, teleguiados por seu diretor, fizeram questão de contestar a "sinceridade dos prantos durante a despedida de Kim". Curiosamente, nunca se questiona a sinceridade dos prantos pela morte de nomes como Amy Winehouse, que levava uma vida cheia de vícios sem qualquer exemplo positivo para a juventude. Nunca foi questionada a "sinceridade dos prantos" pelo falecimento de nomes como Pinochet, Ronald Reagan, Borís Yeltsin ou outros nomes queridos da imprensa burguesa. E o que é pior, pisoteando qualquer senso de ética, o Jornal da Globo, encabeçado por um agente de Washington já denunciado pelo sítio Wikileaks, William Wack, que atua sem qualquer repreensão da ABIN, anunciou que "o regime coreano tem cheiro de naftalina".

O grande legado de Kim Jong, além de garantido a sobrevivência do modelo adotado por seu país sob a doutrina Juche e, principalmente, a doutrina Songun, criada para situações extraordinárias que põem em risco a segurança nacional do país, foi sem dúvidas ter impedido que seu povo fosse chacinado e fuzilado por projéteis de urânio empobrecido e bombas nefastas de napalm, fósforo branco e agente laranja, destino conferido a milhões de irmãos asiáticos na Guerra do Vietnã. Não há limites para a sanha assassina do imperialismo, ideologia e prática reacionária e genocida, não é nenhum exagero alegar que pudessem criar 50 mil "Vietnãs", eles o fariam sem dó nem piedade em nome do lucro e do luxo dos magnatas do setor armamentista e bancário. Por essas razões, aqueles que não se deixam iludir por mentiras, a despeito de toda calúnia e difamação, como já dizia uma velha canção norte-coreana, "o seguirá sempre".

Vá com honra, camarada!



1- USMC: Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos, principal força de elite dos Estados Unidos da América, utilizada para atacar outros países de modo ultramarino. São transportados em navios da Marinha Americana(US Navy), em porta-aviões com as mais avançadas tecnologias e por enormes helicópteros. Foi responsável pela devastação do Vietnã e do Iraque em duas oportunidades, utiliza alguns dos mais modernos equipamentos militares do planeta, inclusive acessórios robóticos que facilitam o transporte de equipamentos individuais, e tem o seu efetivo numérico superior ao do Exército Brasileiro.
MUNDO

Livro revela que Sarah Palin era usuária de narcóticos e tinha fantasias com homens negros
Por Cristiano Alves



Conhecida por suas posições reacionárias, a autodenominada "boa menina séria, bonita e conservadora" surpreendeu a muitos com o lançamento de um livro com informações reveladoras

Ex-governadora do Alasca e segunda mulher a concorrer a presidente dos Estados Unidos, Sarah Palin(47) goza de grande popularidade por já ter sido repórter desportiva, modelo vencedora de concurso de Miss e por ter se afirmado como personalidade abertamente "conservadora". Para alguns analistas, antes de qualquer coisa, o "conservadorismo" da Sra. Palin é muito mais uma tentativa de atrair os holofotes da mídia, dada a repugnância desta ideologia pelas massas trabalhadoras e seu crescente entusiasmo por setores da pequena-burguesia e especialmente da grande burguesia, que elegeu a jornalista de Idaho como seu cartão de visita.

As posições políticas de Sarah Palin são conhecidas por serem polêmicas, contra direitos civis de setores da população, elitistas, indiretamente racistas e reacionárias de toda espécie. Posando como uma paladina do da família tradicional e do combate às drogas, ativista do movimento conservador "Tea Party", poucos suspeitam do que uma biografia lançada recentemente alega. De acordo com Joe McGinniss, autor do livro "The Rogue: Searching For The Real Sarah Palin"(A pícara: Buscando a real Sarah Palin, em tradução direta), Sarah Palin, já se relacionando com seu futuro marido Todd Palin, envolveu-se num relacionamento interracial com o jogador da NBA Glen Rice, segundo o qual foi uma "saída de uma noite" no Alasca.

O autor de "The Rogue: Searching for the Real Sarah Palin" alega ainda que, em 2006, Sarah foi vista usando cocaína enquanto andava de moto com os amigos. Ele alega que o casal Palin envolve-se com a referida droga.

O objeto de pesquisa de Joe McGinniss é alegadamente a entrevista com mais de 200 amigos e entes próximos do casal. Sarah Palin e seu marido negam as acusações.
EDITORIAL


Дуров, но не дурный (RUS)

Красная Страница(A Página Vermelha) поддерживает действие Павла Дурова за лучшую Россию. Нельзя издаться перёд врагами. Бороться, бороться и бороться!

Resposta oficial de Pavel às tentativas do holding Mail.ru(que tem a Naspers por um de seus acionistas, a mesma da Editora Abril) de sufocar o Vkontakte

domingo, dezembro 25, 2011

FIM DE ANO


Discurso de Ano Novo do Presidente Alexander Lukashenko para as crianças em 2008
(Legendado em português brasileiro por Cristiano Alves*)



*Para visualizar as legendas em português clique no botão CC e escolha "Português".

sábado, novembro 26, 2011

CANAL DA VITÓRIA



Adulteração da história na Era Hruschov


Guia: Como reconhecer um direitista enrustido?

Este artigo, cômico e verdadeiro, foi extraído do blog de Levon Nascimento, enviado por um de seus alunos ( http://levontaiobeiras.blogspot.com/2011/03/guia-como-reconhecer-um-direitista.html )

* Por André Lux, jornalista e crítico-spam (de esquerda)

Inspirado pelo texto do jornalista Leandro Fortes (clique aqui para ler), resolvi fazer uma listinha básica com dicas para quem quer aprender a identificar um direitista enrustido. Porque, como bem sabemos, ninguém tem coragem de admitir que é de direita no Brasil, mas prestando atenção aos discursos e atitudes das pessoas fica fácil identificá-los. Vamos lá:

Direitista votaria em Hitler?
1) Como bem apontou Fortes, o direitista enrustido costuma bradar que odeia política e políticos em geral e que “não existe esse negócio de direita e esquerda”. Mas, na prática, é diferente. O cara vota no Maluf, em alguém do PFL, do PSDB ou em qualquer um que for o anti-petista ou anti-esquerdista da vez. Se Adolf Hitler em pessoa ressuscitar e chegar ao segundo turno contra Marta Suplicy, por exemplo, adivinhem só em quem ele vai votar?

2) Eles adoram xingar os abusos da Telefônica, da CPFL e os pedágios caríssimos das estradas. Enquanto você concorda, são só sorrisos. Porém, na hora que você lembra que a culpa de tudo isso recai sobre as privatizações lesa-pátria ocorridas nos oito anos de governo FHC, ele fecha a cara e começa a defendê-las, alegando que “antes a gente tinha que esperar anos pra conseguir um telefone” e que a culpa é das “agências reguladoras” (que também foram criadas pelo FHC). Aí você explica que não é contra parcerias público-privadas, desde que elas sejam feitas em favor da população e não de um grupelho de “amigos do rei”. E então faz aquela fatídica constatação: “Realmente, hoje você consegue uma linha rapidinho, só que paga as tarifas mais caras do mundo, recebe em troca um serviço horrível e não tem ninguém para reclamar”. Se depois disso a pessoa se enfurecer e começar a falar mal do Lula, do PT ou de Cuba, pode ter certeza que você está diante de um direitista.

3) Toda pessoa de direita acredita piamente que as pessoas são pobres porque querem. “O problema do Brasil é que pobre não gosta de trabalhar”, costumam repetir. De tanto ler a Veja e ver o Jornal Nacional, eles passam a crer que o sujeito mora numa favela e só consegue trabalhar de lixeiro porque “não quis estudar” ou “não se esforçou o suficiente para subir na vida”. Quando você lembra que essas pessoas não têm condições nem para comer, são obrigadas a trabalhar desde cedo largando os estudos e, devido a tudo isso, só conseguem arrumar subempregos, o direitista novamente vai fechar a cara e começar a resmungar coisas sem nexo do tipo: “Pode ser, mas se um vagabundo desses entrar na minha casa eu meto tiro!”.

4) Ainda em relação aos excluídos, o direitista vive dizendo que a solução para os problemas sociais do país é “investir em educação”. Claro que, como bom esquerdista, você vai concordar com ele. Mas você será obrigado a explicar que a direita, que governou o país desde que o Cabral invadiu essas terras, nunca investiu em cultura e em educação. Pelo contrário. E foi durante a ditadura militar de direita que o sistema público de ensino sofreu seu golpe mais duro, ficando totalmente sucateado. Então vai lembrar ao direitista que se todo mundo tivesse estudo e condições iguais para “subir na vida”, ele (ou ela) seria obrigado(a) a fazer faxina na própria casa ou a recolher o lixo da rua, já que ninguém mais precisaria se sujeitar a trabalhar nesses subempregos, exceto de forma voluntária para ajudar a comunidade - igual acontece em Cuba – ou no mínimo ganharia um salário igual ao de um médico. Pronto. Depois dessa é melhor você correr para um abrigo!

5) Pessoas de direita tendem a ser extremamente incoerentes. Via de regra, elas falam mal de tudo (política e políticos, programas na TV, filmes, jornalistas, sexualidade, música) e repetem que “o mundo está perdido”, “nada mais presta” ou “na minha época não tinha nada disso”. E geralmente terminam suas reclamações dizendo que a única solução para tudo isso é “jogar uma bomba atômica e começar tudo de novo”. Aí, logo depois, eles afirmar que são “conservadores”...

Fidel Castro
6) Conheço uma dúzia de caras, por exemplo, que adoram o Pink Floyd (até tocam suas músicas em bandas cover) enquanto repetem jargões que deixariam até um nazista envergonhado. “Vai dizer que o Roger Waters é petista agora??” costumam vociferar quando você aponta essa incongruência a eles. Obviamente, os direitistas confundem ser “de esquerda” com “ser petista” ou “ser comunista”. Quando eles cantam “Imagine”, do Lennon, com certeza não se tocam que aquela é uma música que contesta o sistema vigente que eles defendem, ou seja, é de esquerda. E aí, voltamos à lógica esquizofrênica exposta acima: o direitista enrustido é contra tudo, acha que o mundo está perdido, que o ser humano não presta e que político é tudo FDP, mas na hora das eleições, dá seu voto aos sujeitos mais conservadores, reacionários e corruptos que existem. Justamente aqueles que, além de não mudar nada, vão deixar tudo ainda pior. Aqueles que, como diz Mino Carta, “querem deixar as coisas como estão para ver como é que ficam”.

7) Uma forma fácil de identificar um(a) direitista enrustido(a) é começar a falar sobre Cuba. Disfarçado no discurso “a favor da democracia e da liberdade”, você vai poder identificar todos os clichês mais obtusos que a mídia de direita usa para doutrinar os incautos. Não adianta você dizer que antes do Fidel, Cuba era uma ditadura de direita na qual a maioria esmagadora da população passava fome e não tinha direitos. Nem que, depois do Fidel, ninguém mais passa fome e todos têm acesso gratuito à educação, à saúde, à alimentação e ao transporte. Também é inútil explicar que, em Cuba, não existem crianças na rua pedindo esmola e que a maioria da população tem curso superior adquirido gratuitamente. Pois o direitista vai jogar na sua cara que em Cuba não existem carros zero km, nem telefone celular, nem shopping centers, nem DVD, nem liberdade de imprensa. Sim, trata-se da mesma pessoa que acabou de vociferar que “o mundo está perdido”, “na televisão só tem porcaria”, “jornalista é tudo safado e a imprensa é uma merda”, “hoje em dia essa molecada só quer gastar dinheiro com lixo” e “o problema do Brasil é a falta de educação e cultura”. Eu disse que coerência não é o forte deles, não disse?

8) Direitista enrustido que se preze é a favor do neoliberalismo. Não, ele não tem idéia do que é isso nem quem inventou esse negócio, mas como ouviu o Arnaldo Jabor e o Django Mainardi [da Veja] dizendo que era a solução para os problemas do mundo, ele acreditou. E passou a repetir tudo como um bom papagaio: são contra o Estado e as Estatais (mas não reclamam quando dinheiro público é usado para salvar bancos privados da falência), a favor das privatizações (sim, as mesmas que o fazem espumar de ódio contra a Telefônica) e pregam a “redução dos impostos” (ao mesmo tempo em que choram de raiva por terem que pagar fortunas para ter plano de saúde privado). Como são manipulados pela mídia de direita, adoram meter o pau no governo Lula, não reconhecem nenhum mérito nele e acreditam (mesmo!) que tudo de bom que acontece hoje no país é resultado do governo FHC (embora eles odeiem política e todos os políticos, inclusive os do PSDB, lembram?).

9) Outra característica marcante da turma da direita é a certeza absoluta que são donos da verdade. Quando eles falam sobre qualquer assunto, não estão emitindo uma opinião, mas sim uma verdade única e incontestável. A melhor forma de fazer um tipinho desses sair do armário e mostrar sua verdadeira face é simplesmente contestá-lo com argumentos sólidos e muita calma. Eles até vão tentar rebater, mas quando perceberem que o que estão dizendo é APENAS uma opinião e que, por mais que tentem te ridicularizar ou denegrir, você não vai mudar a sua opinião, o direitista enrustido vai então partir para ataques chulos e de cunho pessoal, como que tentando convencer os outros que o que você diz não tem valor, afinal trata-se de uma pessoa má, feia, fedida, chata ou qualquer outra coisa. Em última instância, o direitista enrustido vai perder todas as estribeiras e acabará apelando para o último recurso usado na tentativa de calar o interlocutor: ameaçar processá-lo!

E então? Você conhece ou não conhece um monte de gente assim por aí? Vai ver você é uma delas. Mas não se desespere, pois sempre é hora para mudar. E, como diz John Lennon, eu espero que um dia você possa se juntar a nós para que o mundo possa ser um só...
HISTÓRIA


A guerra soviético-finlandesa

Ao fortalecer suas fronteiras ocidentais, a União Soviética partia do princípio de que, apesar de a guerra se ter iniciado entre os Estadso imperialsitas, a ameaça de uma intervenção anti-soviética, longe de diminuir, aumentava. Testemunho disso, assaz convincente, foram os sucessos relacionados com o conflito soviético-finlandês, no inverno de 1939-1940.
Os círculos reacionários finlandeses, de acôrdo em transformar a Finlândia numa praça de armas anti-soviética do imperialismo internacional, ameaçavam a segurança das fronteiras norte-ocidentais da URSS. Não só recusaram a proposta da URSS de firmar um pacto de ajuda mútua entre ambos os países, como também em fins de 1939, provocaram a guerra com a União Soviética.
O começo das hostilidades entre a URSS e a Finlândia foi acolhido com grande alvorôço por todos os promotores da intervenção contra a URSS, que aspiravam aproveitar-se dêste conflito para desencadear a guerra anti-soviética. No campo imperialista ergueu-se uma onda de agitação anti-soviética desenfreada.
Os círculos governantes anglo-franceses, estimulando a camarilha militar finlandesa, abasteceram a Finlândia de armas e de instrumentos de guerra e preparavam o envio de um corpo expedicionário de tropas para a frente soviético-finlandesa. Chamberlain anunciou o envio à Finlândia de 101 aviões, mais de 200 canhões e várias centenas de milhares de munições, bombas de munição e minas anti-tanques. Daladier, por sua vez, declarou que a França havia fornecido à Finlândia 175 aeroplanos, cêrca de 500 canhões, mais de 5 000 metralhadoras, milhões de projetis e granadas de mão e outro material de guerra. O mesmo tipo de "ajuda" foi proporcionado à Finlândia pelos Estados Unidos. Em princípios de 1940 preparava-se o envio, à Finlândia, de corpos expedicionários de 100 000 soldados ingleses e 50 000 franceses.
A Inglaterra e a França, achando-se ainda em guerra com a Alemanha, não empreenderam, substancialmente, qualquer sorte de operações militares contra ela, durante êste período. Em 1940, os estados maiores inglês e francês ocupavam-se da elaboração de planos militares contra a URSS. Previa-se não só desferir um golpe contra ela pelo lado da Finlândia, como também agredir a URSS a partir do Sul, pelo Cáucaso e mar Negro.
Mas o Exército Soviético encarregou-se de lançar por terra todos êstes planos. Em 11 de fevereiro de 1940, as tropas soviéticas lançaram-se ao assalto das fortificações finlandesas que se haviam levantado durante vários anos e eram conhecidas pelo nome de "linha Mannerhein". Ao cabo de dezessete dias de combate, em 1 de março, a "linha Mannerheim" foi rompida. Pouco depois, as tropas soviéticas tomavam a praça Cyborg. A Finlândia fôra derrotada. Pelo tratado de paz com a Finlândia a URSS reforçou a segurança de Leningrado, que antes da guerra se achava sòmente a 32 km da fronteira, e da ferrovia de Murmansk.



ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 577-578 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960

quinta-feira, novembro 24, 2011

HISTÓRIA

Nota da edição
Por Cristiano Alves

O texto a seguir segue regras ortográficas do português brasileiro dos anos 60, retratando de forma fiel a forma como as repúblicas do Báltico(Estônia, Lituânia e Letônia) ingressaram na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Enfatize-se, que embora isso seja ocultado pelos chovinistas destes países (em muitos casos promotores do ideal nazi-fascista, vilipendidores de monumentos da IIGM e apologistas da Divisão da Waffen SS formada de "voluntários" bálticos), as repúblicas citadas eram muito antes da ascenção de Hitler na Alemanha regimes abertamente fascistas que inclusive, também antes de Hitler, promoviam a pseudociência conhecida como Eugenia, que advogava a existência de raças superiores.


PROCLAMAÇÃO DO PODER SOVIÉTICO NOS PAÍSES BÁLTICOS, LITUÂNIA, LETÔNIA E ESTÔNIA PASSAM A FORMAR PARTE DA URSS

Cartaz báltico de comemoração do 1º de maio
Os vinte anos que procederam o de 1940 foram anos de duras provas para os trabalhadores letões, lituanos e estonianos. Em 1919 o Poder soviético foi derrubado nos países bálticos e subiram ao poder governos nacinalistas burgueses. A queda do Poder soviético nestes países, seu rompimento com a Rússia soviética e a instauração nêles da dituadura nacionalista burguesa foram fonte de grandes sofrimentos e calamidades para os trabalhadores dos países bálticos.
Em conseqüência dos golpes de Estado levados a cabo pelos elementos reacionários, implantaram-se nos Países bálticos regimes fascistas. Em 1926 se instaurou na Lituânia a ditadura fascista aberta e sem máscara. Em maio de 1934 deu-se na Letônia um golpe de Estado fascista, que impôs no poder a camarilha de Ulmanis. Em 1934-35 implantou-se na Estônia a ditadura de Piatsa-Laidoner. O órgão central do Partido Comunista da Letônia, o jornal Tsinia (A Luta), caracterizando a situação das massas populares durante o período da ditadura fascista, dizia: "Os trabalhadores letões acham-se privados de tôda sorte de direitos políticos. As idéias sociais não podem encontrar expressão, nem mesmo sob a forma mais elementar. Tôda a imprensa legal, a literatura e arte acham-se totalmente sujeitos aos ministros de assuntos internos e de assuntos sociais. Nem mesmo nos tempos mais tenebosos da reação tsarista se conhecera uma sociedade como esta, totalmente privada de direitos políticos".
Todavia, o terror fascista não foi capaz de estrangular a vontade dos trabalhadores dos países bálticos e sua decisão de lutar pela libertação social de seus povos. A luta dos operários e camponeses, dirigida pelos partidos comunistas da Letônia, Lituânia e Estônia, ascendia constantemente. Só num ano, no de 1939, produziram-se na Letônia 316 greves; o movimento grevista estendia-se também constantemente a Lituânia e Estônia. Crecia incontidamente o descontentamento dos trabalhadores do campo. Os trabalhadores lutavam ativamente contra o regime fascista, contra a exploração e a miséria.
A política externa das camarilhas fascista da Letônia, Lituânia e Estônia conduziu à perda total da independência nacional dêstes países, transformados em colônias das potências imperialistas ocidentais. Os imperialistas estendiam a mão para os Países bálticos ocidentais e forjavam planos para ocupá-los e transformá-los em praças de armas com vistas à agressão contra a URSS.
Mas, ao assinar êstes pactos, os governantes dos referidos países abrigavam o designio de não cumprir as obrigações que dêles derivavam. Contra os interêsses nacionais de seus países, continuaram praticando a política de transformá-los em base de agressão contra a URSS. O jornal Piaevalekt, órgão dos círculos dirigentes da burguesia estoniana, escrevia cinicamente: "A Estônia não aceitará a ajuda russa, nem mesmo no caso de ser atacada pelo outro lado pelos alemães". Violando flagrantemente os pactos de ajuda mútua firmados com a URSS, os governos fascistas da Letônia, Lituânia e Estônia passaram a formar parte de um bloco militar anti-soviético. Ao mesmo tempo, as camarilhas fascistas organizaram uma série de agressões provocadoras contra as fôrças militares soviéticas, destacadas nos países bálticos em cumprimento dos pactos de ajuda mútua. Foram detidos e presos centenas de patriotas que haviam saudado a assinatura dos pactos com a URSS.
Durante a primavera e o verão de 1940, os governos dos Países bálticos celebraram convênios com os hitleristas, no sentido de abrir as fronteiras da Lituânia, Letônia e a Estônia às tropas alemãs. O govêrno lituano de Smtona dirigiu-se, no verão de 1940, à Alemanha hitlerista convidando-a a enviar suas tropas, sem perda de tempo, a ocupar os Países bálticos.
Tôdas estas provocações anti-soviéticas não podiam passar desapercebidas por parte da União Soviética. Em 14 de junho de 1940 o Govêrno da URSS fêz saber ao da Lituânia que não estava disposto a continuar tolerando os desmandos dos fascistas lituanos. A URSS exigia que os culpados das provocações anti-soviéticas fossem entregues aos tribunais e a imediata constituição de um Govêrno que fôsse capaz e estivesse disposto a cumprir honradamente as obrigações advindas do pacto de ajuda mútua com a URSS e que assegurasse a livre passagem das tropas soviéticas pelo território da Lituânia, ccom o fim de garantir as cláusulas do tratado e de prevenir novos atos de provocação anti-soviéticos. Em 16 de junho enviaram-se notas em têrmos análogos aos governos da Letônia e Estônia. Os três governos viram-se obrigados a responder aceitando as condições apontadas pela URSS.
A aceitação destas condições foi conseguidas sob a pressão das massas trabalhadoras da Letônia, Lituânia e Estônia. Sob a direção dos comunistas, estas massas desenvolveram, em junho de 1940, uma luta ativa contra os regimes fascistas. Os capitalistas procuravam resolver a crise por meio da substituição de uns grupos fascistas por outro, pugnando a tôda custa por conservar em suas mãos o poder. Mas os comunistas fizeram fracassar esta manobra, conduzindo as massas populares à luta pela derrubada do regime de exploração em seus países.
A entrada das tropas soviéticas na Letônia, Lituânia e Estônia foi ajudada com grande entusiasmo pelos trabalhadores. Em 15 e 16 de julho celebraram-se poderosas manifestações dos trabalhadores lituanos. Os operários e os camponeses da Lituânia, guiados pelos comunistas, lançaram-se à rua, exigindo a liquidação do regime fascista, e os soldados do exército lituano fizeram causa comum com êles. Apesar da proclamação do estado de sítio pelo govêrno de Ulmanis, em 20 de julho a luta dos trabalhadores da Lituânia alcançava enormes proporções. Em 21 de junho começou a ação revolucionária de massas dos trabalhadores da Estônia. Em Tallin, os manifestantes puseram em liberdade os presos políticos, ocuparam a residência do govêrno e implantaram a ordem revolucionária na cidade.
As ações revolucionárias dos trabalhadores da Letônia, Lituânia, Estônia, chefiadas pelos comunistas foram coroadas em junho de 1940 pela vitória. Graças à luta dos trablhadores foram expulsos do poder os governos fascistas. Os operários e os camponeses trabalhadores, dirigidos pelos comunistas, tomaram o poder em suas mãos. Em 17 de junho formou-se o Govêrno popular da Lituânia, chefiado por Y. Paletskis. Em 20 de junho constituiu-se o Govêrno popular da Letônia presidido por A. Kirkenstein. Em 21 de junho criou-se o Govêrno popular da Estônia sob a presidência de I. Vares. Os partidos comunistas da Letôni, Lituânia e Estônia, que acabavam de sair da clandestinidade, chefiaram os governos democrático-populares dêstes três países e orientaram rápidamente suas atividades pelo caminho das transformações revolucionárias.
Nos dias 14 e 15 de julho, numa situação de liberdade democrática, celebraram-se as eleições aos Seims populares da Lituânia e Letônia e à Duma de Estado da Estônia. Nas eleições triunfaram oscandidatos das "alianças do povo trabalhador", chefiados pelos comunistas.
Seis dias depois, em 21 de julho de 1940, inauguravam suas sessões em Riga, tallin e Vilnius as sessões do órgãos supremos das três repúblicas bálticas. Êsse dia mudou radicalmente o destino histórico dos povos letão, lituano e estoniano. Na citada data, o Seim popular da Letônia, o Seim popular da Lituânia e a Duma de Estado da Estônia, integrados por representantes das massas trabalhadoras dos respectivos povos, procalamavam o Poder soviético nos países do Báltico. Expressando a vontade dos trabalhadores , os representantes populares tomaram a decisão de incorporar as Repúblicas Socialistas Soviéticas da Letônia, Lituânia e Estônia à União de Repúblicas Socialistas Soviéticas, à URSS.
Terminava, assim, com uma grande vitória, os longos anos de luta abnegada dos trablhadores letões, lituanos e estonianos por sua libertação. Sob a direção dos partidos comunistas da Letônia, Lituânia e Estônia, os operários e trabalhadores do campo dos Países bálticos expulsaram do govêrno as camarilhas fascistas e instauraram o Poder soviético. Depois de longos anos de luta, abria-se diante dos trabalhadores dos países do Báltico a possibilidade de um renascimento e da construção do socialismo.
As ações revolucionárias dos trabalhadores da Letônia, Lituânia e Estônia contaram com a ajuda fraternal e desinteressada dos trablhadores da URSS, que salvou os povos do Báltico da intervenção imperialista e os salvaguardou contra a escravização fascista. Os trablhadores dos Países bálticos alcançaram sua vitória pela via pacífica. E isto foi possível graças ao fato de ter a ajuda do povo soviético à classe operária e aos camponeses trabalhadores da Letônia, Lituânia e Estônia paralizando as fôrças da reação e não lhes permitiu desenvolver a luta armada contra as fôrças do progresso e do socialismo.
Em princípios de agôsto de 1940, a terceira sessão do Soviete Supremo da URSS, à vista das declarações das comissões designadas com plenos poderes pelo Seim popular da RSS da Letônia, o Seim popular da RSS e a Duma de Estado da RSS da Estônia, votou a histórica lei de incorporação destas três Repúblicas à federação de Estados da URSS. Abria-se uma nova época na história dos trabalhadores dos Países bálticos, a época de seu desenvolvimento e sua vida dentro da família fraternal dos povos soviéticos.


Fonte: ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 580-583 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960
ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves
Os textos a seguir encontram-se conforme a grafia da língua potuguesa brasileira adotada durante os anos 60, sendo comum encontrar palavras diferentes da correta grafia contemporânea. Os textos que se seguem são um perfeito retrato de como o socialismo, e só o socialismo, foi capaz de colocar uma solução definitiva num dos maiores males da humanidade - a ignorância, tudo isso resolvido num prazo inferior a 20 anos, algo que nos países capitalistas levou mais de 200, demonstrando que somente este sistema pode garantir às massas a plena liberdade de expressão e de pensamento.

Os comunistas lançaram o Movimento de todo o povo para extirpação do analfabetismo e em aproximadamente 15 anos conseguiram erradicar esse mal do país, sob a liderança de Stalin, algo reconhecido inclusive por historiadores como E. M. Burns e até pela CIA americana. Há que se frisar no texto uma importante recomendação que separa o nome de Lenin do nome de Lula tal como o ouro do barro, onde o primeiro frisa a importância dos estudantes não apenas de "ler e escrever", mas também de "ler e escrever corretamente a língua", o que coloca as idéias e métodos comunistas anos-luz adiante dos métodos e idéias do Partido dos Trabalhadores(PT) brasileiro.

O MOVIMENTO DE TODO O POVO PARA EXTIRPAÇÃO DO ANALFABETISMO

A foice e o martelo, símbolos do bolchevismo, sobre uma estrela vermelha, símbolo comunista que representa os 5 continentes com a presença da classe operária
A idéia da revolução cultural, colocada por V. I. Lênine como parte integrante da transformação socialista da sociedade, encontrou sua expressão concreta nas realizações culturais conquistadas pelo povo soviético nos anos de 1926 a 1932. Em fins do primeiro decênio da existência Poder soviético alcançaram-se, graças aos esforços da classe operária e dos camponeses e sob a direção do Partido Comunista, êxitos formidáveis no assenso da cultura e da instrução dos trabalhadores da URSS. Ampliou-se e melhorou considerávelmente a assistência cultural às massas populares, desenvolveu-se um tenaz trabalho para liquidar o analfabetismo entre a população adulta e estendeu-se a rêde de escolas.
Registrando com satisfação o avanço cultural geral do país, a sessão comemorativa do X Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, celebrada pelo Comitê Central Executivo da URSS, assinalou, ao mesmo tempo que, em comparação com os grandiosos objetivos perseguidos pela revolução e com a fome insaciável de cultura sentida pelas massas, o conseguido nesta ordem de coisas, longe estava de ser satisfatório.
"Nos umbrais do segundo decênio da Revolução de Outubro – dizia a resolução da referida sessão – o Comitê Central Executivo da União de Repúblicas Socialistas Soviéticas considera necessário vincular diretamente e de modo mais estreito tôda a causa da edificação cultural às tarefas da industrialização, já que é parte inseparável do plano socialista único de reconstrução do país".
Ao se iniciar a realização do primeiro plano qüinqüenal impuseram-se com grande fôrça as tarefas relacionadas com a revolução no campo da cultura, ao mesmo tempo que se criavam as premissas materiais necessárias para acelerar o ritmo da edificação cultural.
De tôdas as tarefas impostas no campo da cultura, uma das primordiais e mais urgentes era a da total extirpação do analfabetismo. Em 1926 só 51,1 por cento da população de todo o país sabia ler e escrever e em algumas nacionalidades o número de analfabetos era ainda maior (entre os cossacos sómente 7,1 por cento sabia ler e escrever; entre os yakutios, 5,8; entre os quirguises, 4,6; entre os tadchiques 2,2 e entre os turcomenos 2,3 por cento). Nos princípios do primeiro plano qüinqüenal mais da metade da população rural maior de 9 anos continuava sendo analfabeta. A porcentagem mais elevada de pessoas que sabiam ler e escrever encontrava-se na classe operária, especialmente entre os operários mais qualificados. Assim, por exemplo, na indústria metalúrgica e na construção de maquiário de Leningrado, o número de operários analfabetos, em 1929, era de 2,8 por cento, em média, e na região de Moscou, nestes mesmos ramos da indústria, de 3,6 por cento. Todavia, entre os operários têxteis achava-se ainda bastante difundido o analfabetismo (especialmente entre as operárias) e o enorme crescimento da classe operária durante os anos do primeiro plano qüinqüenal, com a grande massa de trablhadores procedentes do campo, fêz com que aumentasse o número de operários analfabetos.
Respondendo ao apêlo do Partido nos primeiros anos do plano qüinqüenal desenvolveu-se, com fôrça nova, o movimento das massas em prol da liquidação do analfabetismo. Sob a palavra de ordem "Ensinar a ler e a escrever a quem não sabe" incorporaram-se ao movimento pela extirpação do analfabetismo centenas de milhares de pessoas. Em 1930, os instrutores chegaram a somar um total de quase um milhão de pessoas. Na zona do Baixo Volga atuavam, naquela época, cêrca de 125 000 instrutores; na região dos Urais 65 000; na região central das Terras Negras, cêrca de 100 000. Enquanto que no transcurso de oito anos – de 1922 a 1929 – cursavam mais de 9 milhões de analfabetos e semi-analfabetos, nos anos de 1930-32 as diferentes escolas de liquidação do analfabetismo agrupavam mais de 30 milhões de pessoas. Foi esta uma grandiosa conquista da revolução cultural.


O PRIMEIRO PLANO QÜINQÜENAL, PLANO DO ENSINO PRIMÁRIO GERAL OBRIGATÓRIO  


(...) O Estado soviético, ao pôr em prática o ensino primário geral impunha, ao mesmo tempo, à passagem gradual ao ensino geral de sete anos. A fim de assegurar a solução desta terefa, o Govêrno soviético aumentou considerávelmente os orçamentos para a edificação, reparação e material didático das escolas, e aplicou uma série de medidas no sentido de melhorar a situação material dos mestres e fornecer às crianças de menores possibilidades econômicas livros de textos, cadernos, calçados, roupa, alimentos, etc.
Concedeu-se especial atenção ao preparo do pessoal pedagógico. De 1930 e devido à implantação do ensino geral, o Comitê central das Juventudes Comunistas mobilizava todos os anos, dezenas de milhares de jovens comunistas para trabalhar nas escolas e nos estabelecimentos de ensino do magistério.
Em fins do plano qüinqüenal resolveu-se, no fundamental, a tarefa de implantar em todo o país o ensino primário geral e obrigatório e de estabelecer o ensino geral de sete anos na cidade. Em 1931-32, o número de escolares na URSS alcançara a cifra de 20 900 000. Durante êstes mesmos anos elevou-se para 5 milhões o número de estudantes da escola-média completa.
O ensino primário geral obrigatório levou-se a cabo e também se pôs em prática com êxito, nas repúblicas nacionais. Assim, nas escolas da Ucrânia, estudavam em 1923, 98 por cento e na Bielo-Rússia 97 por cento de tôdas as crianças de idade escolar. As Repúblicas soviéticas da Ásia Central fizeram progressos impressionantes no desenvolvimento do ensino primário(18).
Durante todos os anos do primeiro qüinqüenio construiram-se e se inauguraram, de acôrdo com o plano estatal de edificação, mais de 13 000 edifícios escolares de nova planta, com capacidade para ... 3 800 000 crianças.
Tendo-se conseguido êste formidável aumento do número de alunos, o Partido impôs, ao mesmo tempo, com grande fôrça, a tarefa de lutar para melhroar a qualidade do ensino nas escolas.
Durante os anos do primeiro plano qüinqüenal o Partido Comunista e o Govêrno soviético aprovaram importantes disposições que determinavam o programa de reorganização e consolidação da ofensiva do socialismo em tôda a frente.
Marcou um momento decisivo na história da escola média soviética a resolução "Acêrca da escola primária e média" adotada pelo C.C. Do P. C.(b.) da URSS a 5 de setembro de 1931. O Comitê Central do Partido, depois de assinalar os grandes êxitos obtidos no ensino escolar, registrava que o estado da escola soviética estava ainda muito longe de responder as exigências que lhe impunha a etapa que atravessava a edificação socialista.
Um efeito cardeal no trabalho das escolas consistia em que não forneciam o volume suficiente de conhecimentos gerais e em que não resolviam, ainda, de modo satisfatório, o problema de preparar em todos os aspectos as pessoas dotadas já das primeiras letras, para chegar a dominar os fundamentos da ci~encia. Impôs-se a tarefa de primordial importância para o Partido no tocante ao ensino médio, a luta pelo melhoramento da qualidade do trabalho escolar e para acabar com as deformações no campo da teoria e da prática pedagógica. O Comitê Central do Partido desmascarou a teoria anti-leninista dada "extinção gradual da escola" e condenou severamente a mania de ensaiar anarquicamente, no trabalho das escolas, tôda sorte de métodos (plano Dalton, métodos de brigadas de laboratório, etc.), que na essência nada mais eram que a transferência mecânica e sem crítica dos métodos de educação burguesa à escola soviética. O Comitê Central propunha que se tomassem como base do trabalho da escola as indicações que V. I. Lênine fizera, em 1920, em suas notas sôbre as teses de N. K. Krupskaya "Acêrca do ensino político" e no discurso pronunciado por êle no III Congresso das Juventudes Comunistas.
A aplicação da resolução do C.C. Do PC(b) da URSS "Sôbre os programas escolares e o regime na escola primária e média", adotada em 25 de agôsto de 1932, coadjuvou a conseqüente aplicação dos princípios socialistas à educação popular. Os novos programas escolares deviam garantir aos estudantes a assimilação verdadeira, firme e sistemática dos fundamentos da ciência, o conhecimento dos fatos e a aquisição do hábito de falar e escrever corretamente, bem como o enriquecimento dos conhecimentos no domínio da física, da química, da biologia e de outras disciplinas.
A elevação do nível do trabalho educativo da escola dependia, grandemente, de que se fortalecesse o regime escolar e a disciplina dos estudantes. Por isto, a resolução do Comitê Central concedia atenção a êste aspecto da vida escolar. Estabeleceram-se sólidas bases para a organização do processo escolar e para o fortalecimento do regime das escolas. A forma fundamental de organização do trabalho escolar na escola média deviam ser as classes como uma composição homogênea de estudantes e um horário rigoroso de estudos. Tomaram-se medidas para melhorar a disciplina escolarar e para assegurar ao máximo o papel dirigente do mestre no trabalho educativo.
Deu-se grande atenção à formação de uma disciplina consciente entre os alunos, no qual os mestres eram ajudados pelas Juventudes Comunistas, pelas organizações de pioneiros e pelas sociedades de pais de família. Em 1932, devido ao décimo aniversário do movimento dos pioneiros, o Comitê Central do PC(b) da URSS adotou uma resolução: "Sôbre o trabalho da organização dos pioneiros" na qual se indicava que devia ocupar o centro de sua atenção a tarefa de conseguir que as crianças adotassem uma atitude socialista para com o estudo e o trabalho.


  1. No Turquestão, por exemplo, durante o curso escolar de 1932-1933 aumentou em mais de 15 vêzes o número de alunos(de 6 783 para 103 436) em comparação com o período anterior à revolução; no Usbequestão o aumento foi de quase 40 vêzes (de 17 299 para 664 346) e no Tajiquistão de mais de 339 vêzes (de 369 para 124 970).

Fonte: ibid, Pgs. 463-465


ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves

O texto a seguir, baseado nas normas de ortografia portuguesa dos anos 60, é uma perfeita refutação da idéia de que "o socialismo aniquila o livre pensamento", demonstrando por números como foi ampliada a produção intelectual e cultural no país, garantindo ao povo soviético a plena liberdade de pensamento e expressão.



INCREMENTO DA REDE DE INSTITUIÇÕES EDUCATIVO-CULTURAIS

Poster soviético com os dizeres "O que a Revolução de Outubro deu às trabalhadoras e camponesas", trazendo ao fundo bibliotecas, centros de cultura, de lazer, escolas e institutos de ensino, antes privilégio da nobreza russa
Não houve um único setor da edificação cultural em que não se sentissem os grandes progressos conseguidos no desenvolvimento da cultura socialista soviética durante os anos do primeiro plano quinqüenal. Melhorou, em larga escala, a assistência cultural e o trabalho político e educativo entre as amplas massas trabalhadoras. O número de clubes culturais e instituições afins aumentou de 32 000 em 1929 para 54 000 em 1933. Para o décimo aniversário da Revolução de Outubro construíram-se em Leningrado os primeiros palácios da cultura; posteriormente inauguraram-se também instituições similares em outros centros industriais e culturais do país. Devido à coletivização em massa começaram a se criar clubes nos kolkhoses. Ampliou-se, também, a rêde de outras instituições educativo-culturais. O fundo de livros das bibliotecas públicas era em 1932 de 91 milhões de exemplares contra 9 milhões em 1913 e o número de museus elevou-se para 732 em 1932, em lugar dos 180 que havia em 1913.
A imprensa soviética transformou-se, cada vez mais, num instrumento efetivo de educação e organização das massas. A tiragem total dos jornais que se publicavam no país elevou-se de 9 400 000 em 1928 para 36 500 000 em 1933. Em todos os distritos editavam-se jornais de raio local, cêrca de 3 000 das secções políticas das E.M.T. (estações de máquinas e tratores) e mais de mil de fábrica e emprêsa, com grandes tiragens. O exército de correspondentes operários e camponeses superava a cifra de 3 milhões de pessoas. Em 1932 publicavam-se em 88 línguas dos povos da URSS.
Impulsionou-se, grandemente, a rádio-difusão. O rádio transformou-se em meio de divulgação cultural entre os operários e camponeses, num poderoso instrumento de vinculação do Partido e do Govêrno soviético com as massas, de aproximação cultural entre a cidade e o campo, de incorporação dos camponeses à cultura da cidade socialista.
Dêste modo, durante os anos do desenvolvimento da ofensiva do socialismo em tôda a frente, conseguiram-se na União Soviética gigantescos êxitos na elevação cultural dos operários e camponeses. Sob a direção do Partido consolidou-se a frente teórica marxista-leninista, elevou-se a um plano superior o trabalho teórico e ideológico-educativo e deram-se importantíssimos passos no caminho para o triunfo da revolução cultural na URSS.



Fonte: ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 473-474 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960
ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves

A série "Assim funciona o socialismo" pretende trazer um retrato fiel do funcionamento de um país socialista, especialmente da primeira experiência operário-camponesa e socialista da história, a União Soviética.

Por se tratar de fonte publicada nos anos 60 foi mantida a grafia original da época, por isso sendo comum encontrar no texto "êste", "emprêsa", dentre outras palavras cuja grafia foi mudada. A pesquisa envolveu a consulta a uma obra de grande valor impossível de ser encontrada nas grandes livrarias e rara em sebos de livros.

As informações a seguir podem ser inclusive corroboradas por fontes de outros historiadores e testemunhos oculares que presenciaram o desenvolvimento do país e/ou viveram na época referida.



AS DIFICULDADES DA INDUSTRIALIZAÇÃO SOCIALISTA. ACERBAMENTO DA LUTA DE CLASSES DENTRO DO PAÍS

ACERBA-SE A SITUAÇÃO INTERNACIONAL

A União Soviética levava a cabo a sua política de industrialização em meio de tensa situação internacional. A estabilização do capitalismo tinha um caráter parcial e passageiro. Os países burgueses haviam conseguido superar a crise econômica do após-guerra, mas a crise geral do capitalismo, resultado da primeira guerra mundial e da Revolução Socialista de Outubro, aprofundava-se e agravava-se. O mundo capitalista via-se dividido por irredutíveis contradições que lhe minavam a estabilização.
O desenvolvimento dos países capitalistas realizava-se de modo desigual. Os Estados Unidos e, em parte, o Japão avançavam e se estavam adiantando aos países do velho capitalismo. A repartição das colônias e das esferas de influência, levada a cabo depois da primeira guerra mundial, não correspondia já à nova correlação de fôrças entre as potências imperialistas. Tudo conduzia à nova repartição do mundo por meio das armas.
Acerbou-se, também a situação interna nos países capitalistas. A burguesia havia rechaçado a determinação revolucionária da classe operária depois da primeira guerra mundial; mas já apontavam os sinais precursores de um novo aumento revolucionário: em 1927, estalaram as ações revolucionárias dos operários da Áustria; em agôsto do mesmo ano efetuaram-se na Europa e na América numerosas manifestações de protesto contra o assassínio dos operários Sacco e Vanzetti pelos imperialistas norte-americanos.
Enorme importância teve a revolução popular, antifeudal e anti-imperialista na China, que pôs o grande povo chinês em pé de luta ativa contra as sobrevivências feudais do país e o sistema burocrático-militar e desferia sérios golpes ao imperialismo mundial.
A União Soviética apoiou calorosamente a luta do povo chinês por sua libertação. O IV Congresso dos Sovietes da U.R.S.S. expressou a profunda simpatia e solidariedade do povo soviético para com os operários e camponeses revolucionários da China. O congresso aprovou plenamente a política do Govêrno com respeito à China, baseada no reconhecimento de sua total soberania, nos princípios de igualdade e de renúncia plena aos privilégios de que gozavam então os estrangeiros na China.
O movimento de libertação nacional estendeu-se a outros povos do Oriente. Os povos da Índia, Indonésia e outros países da Ásia se haviam lançado na luta contra o imperialismo. Também na Síria e no Marrocos os povos lutavam por sua independência. A retaguarda do imperialismo tornava-se cada vez mais instável. A estabilização do capitalismo engendrava nova crise revolucionária.
Os êxitos da edificação do socialismo na U.R.S.S. animavam os trabalhadores dos píses imperialistas na luta por sua libertação. Dezenas de delegações operárias do estrangeiro chegavam ao País dos Sovietes para conhecer a vida do estado socialista e seus membros regressavam a seus países como partidários fervorosos da U.R.S.S. Desmascarando as calúnias anti-soviéticas dos imperialistas, as delegações estrangeiras fortaleciam os laços de amizade com o povo soviético.
Mas os êxitos da União Soviética, ao mesmo tempo que enchiam de júbilo os tralhadores do Oriente e do Ocidente, atemorizavam a burguesia internacional; suas esperanças de que a U.R.S.S. Transformar-se-ia num apêndice agrário dos países capitalistas viam-se em terra, pois a União Soviética se desenvolvia pela senda da industrialização. Os imperialistas viam nisto uma ameaça para o sistema capitalista.
Os países imperialistas sonhavam em exterminar a União Soviética, apropriar-se do imenso mercado russo e, por êste meio, encontrar saída para suas crescentes dificuldades e para as agudas contradições existentes no mundo capitalista. Nos países imperialistas crescia cada vez mais a tendência para as venturas anti-soviéticas e para a organização de uma intervenção militar contra a U.R.S.S.
Marchava então, à testa da cruzada anti-soviética e das ações intervencionistas, a burguesia britânica, que era a que mais se via afetada pelo crescente aumento revolucionário na metrópole e nas colônias, mais que a de qualquer outro país capitalista, e a que sentia mais pânico pelo fortalecimento da U.R.S.S. O governo inglês optou pelo rompimento das relações com a União Soviética.
Estreitamente aliados com os imperialistas inglêses marchavam a burguesia francêsa e seus vassalos da Europa Oriental, em primeiro lugar a Rumânia dos boiardos e a Polônia burguesa-latifundiária. Os imperialistas tentavam criar uma praça de armas contra a U.R.S.S. no território das Repúblicas do Báltico. Os govêrnos burgueses dêstes países, seguindo o exemplo dos imperialistas ocidentais, seguiam uma política hostil para a União Soviética.
Os imperialistas perpetraram na China uma série de descarados atos anti-soviéticos. Por instruções suas a política de Chang Tso-Lin cometeu, em abril de 1927, um bandidesco assalto à representação diplomática da U.R.S.S. Assaltos iguais cometeram-se contra os consulados da U.R.S.S. em Shangai e Tientsin. Em fins de 1927 foram selvagemente assassinados, em Canton, os empregados da missão diplomática soviética. Perseguia-se, com isto, o objetivo de exasperar as relações entre a URSS e a China e de provocar uma guerra sino-soviética.
Realizaram-se, também, outros descarados atos anti-soviéticos na Inglaterra. Em 12 de maio de 1927 um destacamento da polícia inglêsa atacou a representação comercial da U.R.S.S. em Londres e a sociedade “Arkos”. Depois de publicar, devido a êste assalto, uns documentos falsos, o govêrno inglês rompeu as relações diplomáticas com o da União Soviética.
Pouco tempo depois, em junho de 1927, o ministro plenipotenciário da U.R.S.S. na Polônia, P. L. Voikov, foi bárbaramente assassinado. Êste assassinato, perpetrado por um guarda branco russo com a conivência direta do govêrno polonês, tinha por objetivo provocar um conflito bélico entre a União Soviética e a Polônia.
Todos êstes atos eram elos de uma só cadeia geral de ações anti-soviéticas dos imperialistas. Não foi uma coincidência casual, nem muito menos o fato de, por aquêles dias, em princípios de junho de 1927, os agentes de espionagem estrangeiros organizarem atos diversionistas e terroristas em várias cidades da U.R.S.S. O Govêrno soviético apelou à classe operária a defender as fábricas, as oficinas, os armazéns, as estações, etc., e ordenou a O.G.P.U. que tomasse medidas enérgicas contra os espiões estrangeiros, incendiários e assassinos.
A ruptura de relações diplomáticas entre a Inglaterra e a U.R.S.S serviu de sinal para que tôdas as fôrças anti-soviéticas se pusessem em marcha. Pioraram as relações entre a União Soviética e a França. Em março de 1927, firmava-se um convênio preliminar sôbre problemas financeiros, mas, ao se romperem as relações ango-soviéticas, a França suspendeu as conversações. A imprensa reacionária pedia ao govêrno francês que seguisse o exemplo da Inglaterra e rompesse as relações diplomáticas e comerciais com a U.R.S.S.
Depois da ruptura das relações anglo-soviéticas, fortaleceu-se numa série de países a tendência para o bloqueio econômico da União Soviética. Muitos barcos se negavam a financiar os convênios firmados pelos representantes soviéticos; anulou-se uma série de acôrdos sobre créditos e organizou-se uma grande campanha contra o monopólio do comércio exterior soviético. As ações anti-soviéticas dos imperialistas conduziram ao acerbamento das relações da U.R.S.S com os Estados burgueses. Não obstante, não conseguiram seu propósito de organizar uma frente única anti-soviética e desencadear a guerra contra a U.R.S.S. Elevara-se poderosa onda de protestos por parte das classes operárias e de outras camadas de trabalhadores dos países capitalistas contra a política anti-soviética dos imperialistas. As contradições existentes no próprio campo capitalista também estorvavam a organização da campanha anti-soviética. Mas o fator principal que vinha desbaratar os planos de organizar nova intervenção contra a União Soviética era a política externa da U.R.S.S. orientada para a manutenção e consolidação da paz.


ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 382-385 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960