quinta-feira, novembro 24, 2011

PERSONALIDADES

Uma entrevista de León Trotski a León Villanúa (PT/ESP)
Tradução do espanhol para o português de Cristiano Alves

Nota da tradução: A entrevista de Trotski a León foi feita nos anos 20 no Cazaquistão, até então uma região da URSS sem administração própria, mero território sem desenvolvimento e inclusive luz elétrica. No curso da entrevista fica notável, conforme declarado pelo próprio Trotski, que sua casa, como milhares de outras naquela região que hoje é um país, sequer havia energia elétrica, sendo a iluminação feita com lamparina de óleo. Hoje o Cazaquistão é uma das mais desenvolvidas ex-repúblicas soviéticas, um país, e não mais mera região, surgida na era soviética em meados dos anos 30.

Um aspecto interessante da entrevista, disponibilizada pelo site "Ódio de Classe" é a prepotência que Trotski deixa transparecer em inúmeras oportunidades, uma espécie de "Olavo de Carvalho revolucionário". A entrevista tem claros absurdos, como o momento em que Trotski declara ter sido "um dos fundadores do partido bolchevique", embora este tenha ficado a princípio no lado menchevique, como ele mesmo declara e seus biógrafos deixam bem claro. Durante a entrevista, Trotski demonstra sua personalidade messiânica, arrogante, ele nunca pergunta, apenas efetua um monólogo.

De modo a deixar bem clara a tradução para que não restem dúvidas, foi feita a correção ortográfica na tradução, uma vez que o texto de Villanúa tem muitos erros em língua espanhola, mantidos pelo site que a disponibilizou. Bófia, termo que se verá adiante, é uma gíria catalã que significa "polícia", "policial". Segue-se ao texto em português o original em espanhol.

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(...) Só um espanhol de uma coragem e muito pouca preocupação poderia ter chegado até ali; calculei que deveria estar de Madri mais longe do que da lua.

Ao longe, ao horizonte, se viam as montanhas de Tian Chan, do outro lado estava a China.

Na manhã seguinte visitei a Trotsky.

Em local popular, numa casa de madeira, de troncos exteriormente como os demais, e de tábuas com parede dupla no interior e telhado de palha, algo parecido com uma casa americana, porém muito modesta.

Um jardinzinho dianteiro dava à casinha um aspecto de juventude e frescor. Trotsky, na varanda nos esperava.

León Trotsky é um homem de baixa estatura, hombros fortes de atleta, barba e lentes, tal como se vê nas fotografias; entretanto a fotografia não descreve seu gesto duro, a palavra seca, e em situação de comando, o seu semblante autoritário. Ante este homem, uma pessoa se sente dominada e com medo.

Trotsky sorriu, inclinou a cabeça levemente, depois estendeu a mão a mim que o cumprimentava e me introduziu à sua casa. Dentro de uma grande habitação, um divã que servia de cama, uma mesa com muitos papéis e livros, folhetos, jornais em todas as partes, pelas mesas, estantes, no chão, em montes, em caixas, em pacotes. A habitação, de uma grande desolação, um talher de escritor, nem um quadro, nenhuma lembrança; apenas um minúsculo retrato de Lenin com uma dedicatória; uma caixa postal junta ao muro com quatro pregos ou tachinhas

Trotsky usava traje cáqui, jaqueta abotoada até em cima e gorro de palas, também cáqui; como eu tirei a cobertura, rogou-me que me mantivesse coberto.

- Eu nunca me descubro; o chapéu e o gorro é algo que demonstra a civilização; ademais, esfria a cabeça; graças a essas precauções, conservo o meu cabelo charmoso, inveja dos bolcheviques, que são todos calvos...

Eu ri, mas ele permaneceu sério; Trotsky jamais ri; sua cara permanece impassível ante tudo; nos sentamos e começou a entrevista.

- Quem me anunciou a sua visita foi Trotskaya, minha mulher, que virá aqui dentro de uns dias; não quero que esteja mais com essa gente estúpida, filisteus-bolcheviques... Em fim, como verá, todo este desterro é uma coisa boa; eu faço o que quero e ninguém se mete comigo; tenho a minha lâmpada de petróleo(aqui não chegou a eletricidade); tenho minha casa isolada; meus livros, pena, tinta e papel, minhas ferramentas, e estou preparando uma nova revolução.

- Então, você não é bolchevique?

- Eu sou Leon Davidovitsch Trotsky, nada mais! No princípio da guerra mundial fui menchevique; depois, niilista exaltado, anarquista como vocês dizem no ocidente; logo, com o colosso Lenin, fui bolchevique, sem mim não teria crescido; eu sou a ação, sou uma espada... Nunca me rodeei de imbecis que se consideravam superiores a mim.

- Então, você se vê como um gênio.

Trotsky me olhou de forma séria e repulsante:

- Não é que eu me veja como um gênio, é que eu o sou; morto Lenin, aquela grandiosa figura política, não restava mais que eu... E eles tem afastado a mim, ou acreditam que tem afastado, o que não é o mesmo. Stalin, esse camponês estúpido, me obrigou a viver neste rincão do mundo; eu o deixarei fugir para o estrangeiro, como fez com Kerensky e seus comparsas. O estado atual da Rússia é uma paródia indigna do bolchevismo. Você mesmo, se atravessou a Rússia como disse, viu o espetáculo desconsolador do capitalismo com careta. Os filisteus que assaltaram o poder são mais perigosos que os burchui ou que os burugeses; vamos direto para ruína. A Inglaterra, essa dominadora insular, prepara tudo, e em breve, a Rússia se verá invadida pacificamente pelos capitalistas com seus negócios e explorações, seus papéis e títulos fiduciários, que voltarão a afogar o proletário, ao que trabalha, ao que produz. O bandido Stalin tem sob suas ordens Yaroslavski, que dirige a ação contra mim, antes de estar com Stalin, esteve com Denikin... Isso lhe dará uma ideia da classe de homens que dirigem a Rússia. Expulsaram-me do partido por ser indesejável; desterraram-me neste rincão; mas Trotsky é invencível; pode desfazer inimigos mais fortes e inteligentes que Stalin e companhia, eu os pulverizarei. Estas guerras internas não ajudam mais que a Inglaterra, a rainha do capitalismo.

- E sobre a Espanha, que opinião você tem?

- A Espanha... Só a vi no aspecto inquisitorial ou policial; tem uns cárceres muito graciosos. Você verá o que ocorreu. Eu residia em Paris (1) lá pelo ano de 1916 e trabalhava em um jornal francamente derrotista; a mim não interessava nem o triunfo da Alemanha, mas tampouco queria o triunfo do militarismo francês; em uma palavra, eu sempre fui furioso antimilitarista, algo que não obstou para que depois fosse um excelente militar e criasse o Exército Vermelho, que combateu com êxito todos os inimigos da Rússia. Eu fui muita coisa, e em tudo me distingui. O general von Kamp disse de mim que era o primeiro ministro da guerra que a Rússia havia tido, já que todos os anteriores foram todos uns cavalheiros com uniformes brilhantes, mas que conduziam os exércitos como os pastores a ovelhas. Pois em 1916 eu escrevia uns artigos em Nossa Palavra e Nossa Voz, que fizeram com que a polícia francesa me expulsasse como indesejável com uma recomendação à polícia espanhola de anarquista perigosíssimo. A ponto de passar na fronteira a bófia espanhola (creio que esse é o nome desrespeitoso com que os delinquentes espanhóis a chamam).

- Sim, senhor, assim se chama na gíria do crime.

- Pois a bófia deixou dois agentes amabilíssimos à minha disposição que me tornaram a viagem amarga; ademais, falavam um francês espanholizado ininteligível para um russo. Em Madri encontrei uma sociedade inesperada: gente preparada para toda classe de coisas, mas que não faziam mais do que falar; em Madri se fala muito, mas não se faz nada absolutamente. Meu antigo correligionário e compatriota Tasin, um homem inteligente que fala espanhol fluente, que idioma não falará Tasin, mas para este homem, as gramáticas não tem segredos, fala todos os idiomas conhecidos e por conhecer... Em fim, Tasin havia estado comigo preso na Sibéria, e em Madri reavivamos a nossa antiga amizade. Eu não levava ânimos revolucionários a Espanha, queria unicamente descansar um pouco para orientar-me na nova luta que se avizinhava; mas a bófia se encheu de suspeitas (a suspeita é um talento de todos os tontos ou o regime de governo dos covardes). Bem, sem motivo nem causa me encarceraram no Cárcere Modelo de Madri. Um empregado me perguntou de forma cortês:

- Você quer uma cela paga? Temos as de primeira, que custam 2,50 pesetas diárias, de segunda, a 1,50 diárias, e as gratuitas para presos pobres.

Eu fiquei admirado em encontrar-me num cárcere que cobrava hospedagem, nem mais nem menos que um tipo de hotel. Logo depois me informei sobre uma cantina onde também se comia por pouco dinheiro; aos presos era dada uma refeição repugnante. No dia seguinte, depois de ter que sofrer a afronta de ser fichado (na Direção de Segurança haviam me fichado e fotografado no dia anterior); digo que, depois das complicadas medidas bertilhonescas, passei visita ante o médico da prisão, um senhor idoso e alto, uniformizado com gorro de palas, que me perguntou em tom autoritário:

- Você tem sarna, piolho ou lêndias?

- Ante minha resposta negativa, me colocaram na cela de 2,50 (pago adiantado) e fiquei ali até que me tiraram do pátio, onde conheci uma porção de famosos ladrões, estelionatários e assassinos que faziam sua cura de repouso esperando o dia do juízo oral. No final, me retiraram daquele sanatório e me reuni com minha mulher; mas me ordenaram que que marchasse a Cádiz para embarcar para a Argentina. Eu escrevi uma carta muito justa ao ministro daquela província, que era o senhor Romanones, onde expunha a minha queixa, se me expulsavam sem motivo algum e só por que a polícia francesa havia feito aquela recomendação de homem de ação terrível. Não obtive resposta e me levaram a Cádiz, queriam que eu pagasse a viagem de trem... Em fim, na Espanha, o que tem dinheiro se diverte. Em Cádiz nem o governador falava francês; tive por intérprete o vice-cônsul alemão, um inimigo, pois a Rússia estava em guerra com a Alemanha. Esperei até chegar o navio que me conduziria à América do Sul, e tentei, segundo dizem ali, um destino mais aceitável; eu queria ir a América do Norte, país que conhecia e onde poderia viver melhor; por fim, eu consegui e embarquei para os Estados Unidos. Ali, trabalhos e lutas, e, por fim, a vitória. Creio que a atual situação na Rússia é um desastre; vamos direto para um bonapartismo ou um mussolinismo, em fim, algo pessoal e idiota.

Trotski, enquanto falava, se balançava na cadeira, não me olhou e nem sorriu uma só vez; é o homem mais estranho que conheci, algo temeroso. Iniciei as perguntas:

- Você é crente ortodoxo?

- Não me pergunte bobagens, nem me tome por uma velha estúpida ou um burguês.

- Militarista ou pacifista?

- Uns dias uma coisa, outros dias, outra, segundo a marcha de sucessos; consegui criar o Exército Vermelho, e ademais fiz com que o patriotismo, que era desconhecido entre os camponeses do tzar, seja um anseio popular; os russos possuem a terra e a defenderão com armas na mão; os outros tipos de patriotismo são de capachos de banqueiros. Ao terminar a guerra, depois do Tratado de paz de Brest-Litovsk, o Exército Russo se esfacelou, se dissolveu; cada soldado voltou para seu povo levando fuzil e munição; de passagem, levou também o que encontrou adiante, e ao chegar em seu povoado recebeu a propriedade da terra que proporcionalmente que correspondia, segundo o reparte local; a isso se deve o êxito do bolchevismo, o único partido político que não oferecia nada e que dava tudo. Outros soldados trouxeram os canhões e metralhadoras e, acostumados a levar uma vida irregular e homicida na guerra, estes soldados formaram bandos de foragidos que semeavam o terror e a desolação, roubaram, assassinaram e pilharam o que quiseram; quando assaltamos o Poder, tivemos primeiro que transigir com estes desamortizadores do capital, e logo, quando fomos fortes em eliminá-los; haviam suprimido aos burgueses de modo expeditivo e radical; os poucos que restaram foram destruídos por Dzerjinskiy com sua Tcheka. Só um talento tão superior como o de Lenin, o mais sagaz dos políticos, o mais eminente dos russos, pôde, dentro de um partido pequeno, sem prestígio nem partidários, torná-lo o único partido político da Rússia, aproveitando conjunturas e oportunidades, desfazendo-se do que fazia, em fim, empregando constantemente probativas que algumas vezes não saíam mal, mas que ele sabia conduzir com êxito transformando a tudo constantemente. Nosso partido era o que menos deputados tinha na Assembléia Constituinte, reunida na Duma por sufrágio universal; então acordamos(Lenin e eu) e nos apoderamos do poder; eu contava com os marinheiros de Kronstadt e com o cruzador Aurora, ancorado na desembocadura do Neva, de fato, era difícil levá-los a uma ação isolada contra o que acreditavam ser a vontade nacional; Lenin os eletrizou com um só discurso, e no dia seguinte começamos a nossa ação cercando Kerensky e companhia. Resolvemos todos os problemas sem contar com ninguém. Tivemos que impor o que era, a nosso critério, a verdade; nós, o Governo, não admitíamos discussões nem reparos que afogassem a revolução, pois os verdadeiros revolucionários eram uma minoria exígua. Nossa finalidade era suprimir o capitalismo e o conseguimos; todas as revoluções, menos a Comuna de Paris em 1871 e a nossa, tem pactuado com o capital, com a propriedade, com a Igreja e com os demais estúpidos poderes arcaicos burgueses; nós suprimimos a propriedade, o Exército, a Igreja, o capital, a justiça burguesa, o negócio, quer dizer, a exploração. E claro, as classes populares, o povo ignorante e sofrido, veio conosco e hoje constitui uma classe forte de um arraigo extraordinário, impossível de destruir porque tem algo a perder e porque tem a razão e a força; mas... em nosso partido havia também gente estúpida e passional que aspirava ao triunfo pessoal, e os homens da velha Guarda, os bolcheviques de 17, foram sendo apartados do Poder pouco a pouco e substituídos por gente estúpida e ignorante. Eu estou desterrado e expulso de um partido que fundei... mas a nossa revolução é imortal. Poderão fazer muitas evoluções na Rússia (as revoluções são impossíveis), mas o capitalismo não voltará.

Trotsky se levantou, a entrevista havia terminado sem um sorriso, me estendeu as mãos e então seu rosto se transformou, suas lentes oscilaram no nariz, Trotsky ria forte dizendo:

- Você dê à Polícia de Madri e aos empregados do Cárcere-Hotel minhas lembranças mais expressivas. Eles não puderam compreender o pássaro que tinham na jaula quando eu era habitante da primeira galeria. Os alemães também se equivocaram conosco, pois sei de um general prussiano que durante a revolta de 1918 e a revolução comunista afogada em sangue, disse: “Se eu soubesse dos homens que iam nesse célebre vagão selado, eu o teria feito voar com uma dinamite”, como fizeram com Liebnecht e Rosa Luxemburgo, assassinados vilmente pelos soldados. Não há homem pequeno, e triunfar com partidários e força não tem mérito e nem é sólido; o caso é o nosso: triunfar com a pena e o motim, e fazer a vitória indestrutível; no fim, eu agora preparo algo que assombrará o mundo. Eu mesmo, que não me assusto com nada, estou um pouco inquieto.

Aquela saída final me desconcertou. Trotsky, que havia começado o parágrafo rindo, o acabou sério, com as mandíbulas apertadas e olhar feroz.

Me acompanhou até a porta, me estendeu a mão outra vez e me virou as costas...

Naquele mesmo dia comecei o regresso (...)
  1. No ensaio de Dom Miguel de Unamuno “Como se faz uma novela”, dado a imprensa em língua francesa em 1926 e em castelhano em 1927, pode-se ler: “(...) passo a maior parte de minhas manhãs só, nesta jaula cercada pela praça dos Estados Unidos. Depois do almoço vou à Rotonda de Monparnasse, esquina do bulevar Rapail, onde temos uma pequena reunião de espanhóis, jovens estudantes a maioria, e comentamos raras notícias que nos chegam da Espanha, da nossa e dos outros, e recomeçamos cada dia a repetir as mesmas coisas, levando-se, como se diz aqui, castelos na Espanha. Nessa Rotonda alguns procuram aqui por Trotsky, pois parece que ali acudia, quando desterrado em Paris, esse caudilho bolchevique.”

Essa mesma nota figura incluída em “Uma entrevista ao camarada Stalin”, tal como a publicou Kimetz no 24 de junho passado. A nota vinha explicar a quem se referia Stalin quando falava dos “revolucionários de Montparnasse”. Trotski também o deixa claro.



ORIGINAL

(…) Sólo un español de mi temple y mi poca preocupación podía haber llegado hasta allí; calculé que debía estar de Madrid más lejos que de la luna.

A lo lejos, en el horizonte, se veían las montañas de Tian Chan; al otro lado estaba China.

A la mañana siguiente visité a Trotsky.

En las afueras del pueblo, en una casa de madera, de troncos exteriormente como las demás, y de tablas con doble pared en el interior y tejado de cinc, algo de cottage americano, pero muy modesto.

Un jardincillo delantero daba a la casilla aspecto de juventud y frescura. Trotsky, en el porche o verandaw (sic), nos esperaba.

León Trotsky es hombre de baja estatura, hombros fuertes de atleta, barba y lentes, tal como se le ve en las fotografías; pero lo que no dice la fotografía es el gesto duro, la palabra seca, el ademán de mando, lo autoritario de todo su continente. Ante este hombre se siente uno dominado y medroso.

Trotsky se sonrió, inclinó la cabeza levemente; después estrechó la mano que yo le tendía y me introdujo en la casa. Dentro de una habitación grande, un diván que le servía de cama, una mesa con muchos papelotes y libros, folletos, periódicos por todas partes, por las sillas, en estantes, en el suelo, en montones, en cajas, en paquetes. La habitación, de una grande desolación, un taller de escritor; ni un cuadro, ni un recuerdo; sólo un minúsculo retrato de Lenín (sic) con sentida dedicatoria; una tarjeta postal adherida al muro con cuatro chinches o tachuelas.

Trotsky llevaba traje de kaki, guerrera abrochada hasta arriba y gorra de plato, también de kaki; como yo me descubriera, me rogó que si quería siguiera cubierto.

-Yo no me descubro nunca; el sombrero y la gorra es algo que demuestra la civilización; además se enfría la cabeza; gracias a estas precauciones conservo mi hermoso pelo, envidia de los bolcheviques en candelero, que todos son calvos…

Yo reí, pero él permaneció serio; Trotsky no ríe jamás; su cara permanece impasible ante todo; nos sentamos y empezó la interviú.

-Me anunció su visita de usted la Trotskikaya, mi mujer, que vendrá aquí dentro de unos días; no quiero que esté más con esa gente estúpida, bolchevique-filistea... En fin, como verá, esto del destierro es una cosa buena; yo hago lo que quiero y nadie se mete conmigo; tengo mi lámpara de petróleo (aquí no ha llegado todavía la electricidad); tengo mi casa aislada; mis libros, pluma, tinta y papel, mis herramientas, y estoy preparando una nueva revolución.

-Entonces, ¿usted no es bolchevique?

-¡Yo soy León Davidowitsch Trotsky nada más! Al principio de la guerra mundial fuí menchevique; después, nihilista exaltado, anarquista que dicen ustedes en Occidente; luego, con el coloso Lenín (sic), fui bolchevique; sin mí no hubiese llegado arriba; yo soy la acción, soy una espada… Nunca me he rodeado más que de imbéciles que se han creído superiores a mí.

-Entonces, usted se cree un genio.

Trotsky me miró serio y repuso:

-No es que me crea un genio, es que lo soy; muerto Lenín (sic), aquella grandiosa figura política, no quedaba más que yo... Y a mí me han apartado, o creen que me han apartado, que no es lo mismo. Stalin, ese estúpido campesino, me ha obligado a vivir en este rincón del mundo; yo le haré huir al extranjero, como hice con Kerensky y comparsas. El estado actual de Rusia es una parodia indigna del bolchevismo. Usted mismo, si ha atravesado Rusia como dice, habrá visto ese espectáculo desconsolador del capitalismo con careta. Los filisteos que asaltaron el Poder son más peligrosos que los burchui o burgueses; vamos derechos a la ruina. Inglaterra, esa dominadora insular, lo prepara todo, y en muy próximo tiempo, Rusia se verá invadida pacíficamente por los capitalistas con sus negocios y explotaciones, sus papeles y títulos fiduciarios, que volverán a ahogar al proletario, al que trabaja, al que produce. El bandido de Stalin tiene a sus órdenes a Jaroslawki, jefe de la Comisión de Control del Partido Comunista; este Jaroslawki, que dirige la acción contra mí, antes de estar con Stalin, estuvo con Denikin… Esto le dará a usted idea qué clase de hombres dirigen a Rusia. Me han expulsado del partido por indeseable; me han desterrado a este rincón; pero Trotsky es invencible; puede deshacer a enemigos más fuertes e inteligentes que Stalin y compañía, y los pulverizaré. Estas guerras intestinas no aprovechan más que a Inglaterra, la reina del capitalismo.

-¿Y de España, qué opinión tiene usted?

-A España… Sólo la he visto en el aspecto inquisitorial o policíaco (sic); tiene unas cárceles muy graciosas. Verá usted lo que pasó. Yo residía en París (1) allá por el año 1916 y trabajaba en un periódico francamente derrotista; a mí no me interesaba el triunfo de Alemania, pero tampoco quería el triunfo del militarismo francés; en una palabra, yo siempre fui furioso antimilitarista, lo cual no obsta para que después fuese un excelente militar y crease el Ejército rojo, que combatió con éxito a todos los enemigos de Rusia. Yo he sido de todo, y en todo me he distinguido. El general von Kamp dijo de mí que era el primer ministro de la Guerra que había tenido Rusia, ya que los ministros anteriores fueron todos unos calabazas con brillantes uniformes, pero que conducían los ejércitos como los pastores las ovejas. Pues en 1916 yo escribía unos artículos en Nuestra Palabra y Nuestra Voz, que hicieron que la Policía francesa me expulsaran (sic) por indeseable con una recomendación a la Policía española de anarquista peligrosísimo. A poco de pasar la frontera, la bofia española (creo que es éste el nombre despectivo con que los delincuentes españoles la nombran).

-Sí, señor; así se la llama en el argot del crimen.

-Pues la bofia me puso dos agentes amabilísimos a mi disposición que me hicieron el viaje amargo; además hablaban un francés españolizado ininteligible para un ruso. En Madrid encontré una sociedad inesperada: gente preparada para toda clase de cosas, pero que no hacía nada más que hablar; en Madrid se habla mucho, pero no se hace nada absolutamente. Mi antiguo correligionario y compatriota Tasin, un hombre inteligente que habla el español de corrido, ¡qué idioma no hablará Tasin!; para este hombre, las gramáticas no tienen secretos, habla todos los idiomas conocidos y por conocer… En fin, Tasin había estado conmigo preso en Siberia, y en Madrid reanudamos nuestra antigua amistad. Yo no llevaba ánimos revolucionarios a España, quería únicamente descansar un poco para orientarme en la nueva lucha que se avecinaba; pero la bofia se enredó en suspicacias (la suspicacia es el talento de los tontos o el régimen de gobierno de los cobardes). ¡Bueno! Sin motivo ni causa me encerraron en la Cárcel Modelo de Madrid. Un empleado me preguntó cortés:

-¿Usted quiere una celda de pago? Las tenemos de primera, que cuestan 2,50 pesetas diarias; de segunda, a 1,25 diarias, y gratuitas para los presos pobres.

Yo quedé admirado de encontrarme en una cárcel que cobraba el hospedaje, ni más ni menos que una fonda u hotel. Luego me informé de una cantina donde también se comía por poco dinero; a los presos pobre les daban un rancho repugnante. Al día siguiente, después de tener que sufrir la afrenta de ser fichado (en la Dirección de Seguridad me habían fichado y fotografiado el día anterior); digo que, después de las complicadas medidas bertillonescas, pasé visita ante el médico de la prisión, un señor viejo y alto, uniformado con gorra de galones, que me preguntó en tono autoritario:

-¿Tiene usted sarna, piojos o ladillas?

-A mi respuesta negativa me encerraron en una celda de 2,50 (pago adelantado), y allí estuve hasta que me sacaron al patio, donde conocí a una porción de distinguidos ladrones, estafadores y asesinos que hacían su cura de reposo esperando el día del juicio oral. Al fin, me sacaron de aquel sanatorio y me reuní con mi mujer; pero me ordenaron que marchase a Cádiz para embarcar a la Argentina. Yo escribí una carta muy justa al ministro de la Gobernación, que era el señor Romanones, donde le exponía mi queja de que se me expulsara sin haber hecho motivo alguno y sólo porque la Policía francesa había hecho aquella recomendación de hombre de acción terrible. No obtuve respuesta, y me llevaron a Cádiz; querían que yo me pagase el viaje del ferrocarril… En fin, en España, el que tiene dinero se divierte. En Cádiz no hablaba francés ni el gobernador; tuve por intérprete al vicecónsul alemán, un enemigo, porque Rusia estaba en guerra con Alemania. Esperé mientras llegaba el buque que me conduciría a América del Sur, y trabajé, según dicen allí, un destino más apetecible; yo quería ir a América del Norte, país que yo conocía y donde podría vivir mejor; por fin, lo conseguí, y me embarqué para los Estados Unidos. Allí, trabajos y luchas y, por fin, la victoria. Creo que la actual situación en Rusia es un desastre; vamos derechos a un bonapartismo o un mussolinismo; en fin, algo personal e idiota.

Trotsky, mientras hablaba, se balanceaba en la silla, no me miró ni se sonrió una sola vez; es el hombre más extraño que he conocido. Algo temeroso inicié las preguntas:

-Usted, ¿es creyente ortodoxo?

-No pregunte tonterías, ni me tome por una vieja estúpida o un bourchui.

-¿Militarista o pacifista?

-Unos días, una cosa, y otros, otra, según la marcha de los sucesos; he conseguido crear el Ejército rojo, y además hice que el patriotismo, que era desconocido entre los campesinos del zar, sea un anhelo popular; los rusos poseen la tierra y la defenderán con las armas en la mano; los otros patriotismo son cábalas de banqueros. Al terminar la guerra, después del Tratado de paz de Brest-Litovsk, el Ejército ruso se esfumó, se disolvió; cada soldado se fue a su pueblo llevándose el fusil y los cartuchos; de paso, se llevó también lo que encontró por delante, y al llegar a su pueblo recibió en propiedad la tierra que proporcionalmente le correspondía, según el reparto local; a esto se debe el éxito del bolchevismo, el único partido político que no ofrecía nada y que daba todo. Otros soldados se trajeron los cañones y ametralladoras y, acostumbrados a la vida irregular y homicida de la guerra, estos soldados formaron unas bandas de forajidos que sembraron el terror y la desolación, robaron, asesinaron y pillaron lo que quisieron; cuando nosotros asaltamos el Poder tuvimos a lo primero que transigir con estos desamortizadores del capital, y luego, cuando fuimos fuertes los eliminamos; pero ellos, antes, habían suprimido a los burgueses de un modo expeditivo y radical; los pocos que quedaron los destruyó Djerchinky (sic) con su Cheka. Sólo un talento tan superior como el de Lenín (sic), el más sagaz de los políticos, el más eminente de los rusos, pudo, de un partido pequeño, sin prestigio ni partidarios apenas, hacer el único partido de Rusia, aprovechando coyunturas y oportunidades, desdiciéndose de los que hacía, en fin, empleando constantemente probatinas que algunas veces nos salían mal, pero que el sabía conducir a éxito transformando constantemente todo. Nuestro partido era el que menos diputados contaba en la Asamblea Constituyente, reunida en la Duma por sufragio universal; entonces acordamos (Lenín (sic) y yo) apoderarnos del Poder; yo contaba con los marineros de Kronstadt y con el crucero Aurora, anclado en la desembocadura del Neva, sin embargo, era difícil resolverlos a una acción aislada contra lo que creían voluntad nacional; Lenín (sic) los electrizó con un solo discurso, y al siguiente día empezamos nuestra revolución echando a Kerensky and Co. Resolvimos todos los problemas sin contar con nadie. Hubo que imponer lo que era, a nuestro criterio, la verdad; nosotros, Gobierno, no admitíamos discusiones ni reparos que hubieran ahogado la revolución, pues los verdaderos revolucionarios éramos una exigua minoría. Nuestra finalidad era suprimir el capitalismo y lo conseguimos; todas la revoluciones, menos la Commune de París en 1871 y la nuestra, han pactado con el capital, con la propiedad, con la Iglesia y con los demás estúpidos poderes arcaicos burgueses; nosotros suprimimos la propiedad, el Ejército, la Iglesia, el capital, la justicia burguesa, el negocio, es decir, la explotación. Y claro, las clases populares, el pueblo ignorante y sufrido, vino con nosotros y hoy constituye una clase fuerte de un arraigo extraordinario, imposible de destruir porque tiene algo que perder y porque tiene la razón y la fuerza; pero… en nuestro partido había también gente estúpida y pasional que anhelaba el triunfo personal, y los hombres de la vieja Guardia, los bolcheviques del 17, han sido apartados del Poder poco a poco y sustituídos (sic) por gentes estúpidas e ignorantes. Yo estoy desterrado y expulsado de un partido que fundé…, mas nuestra revolución es inmortal. Podrán hacerse muchas evoluciones en Rusia (las revoluciones son imposibles), pero el capitalismo no volverá.

Trotsky se levantó, la entrevista había terminado sin una sonrisa; me alargó la mano y entonces su rostro se transformó, sus lentes oscilaron en la nariz, Trotsky se reía fuerte diciendo:

-Dará usted a la Policía de Madrid y a los empleados de la Cárcel-Hotel mis recuerdos más expresivos. Ellos no pudieron comprender el pájaro que tenían en la jaula cuando yo era habitante de la primera galería. Los alemanes también se equivocaron con nosotros, pues sé de un general prusiano que cuando la revuelta de 1918 y la revolución comunista ahogada en sangre, dijo: “Si hubiera sabido los hombres que iban en el célebre vagón precintado, lo hubiera volado con dinamita”, como hicieron con Liebnecht y Rosa Luxemburgo, asesinados vilmente por los soldados. No hay hombre pequeño, y triunfar con partidarios y fuerza no tiene mérito ni es sólido; el caso es el nuestro: triunfar con la pluma y el mitin, y hacer la victoria indestructible; en fin, yo ahora preparo algo que asombrará al mundo. Yo mismo, que no me asusto de nada, estoy un poco inquieto.

Aquella salida final me desconcertó. Trotsky, que había empezado el párrafo riendo, lo acabó serio, con las mandíbulas apretadas y la mirada feroz.

Me acompañó hasta la puerta, me estrechó la mano otra vez y me volvió la espalda…

Aquel mismo día emprendí el regreso (…)


***

(1) En el ensayo de Don Miguel de Unamuno “Cómo se hace una novela”, dado a la estampa en lengua francesa en 1926 y en castellano en 1927, se puede leer: “(…) paso la mayor parte de mis mañanas solo, en esta jaula cercana a la plaza de los Estados Unidos. Después del almuerzo me voy a la Rotonda de Montparnasse, esquina del bulevar Raspail, donde tenemos una pequeña reunión de españoles, jóvenes estudiantes la mayoría, y comentamos las raras noticias que nos llegan de España, de la nuestra y de la de los otros, y recomenzamos cada día a repetir las mismas cosas, levantando, como aquí se dice, castillos en España. A esa Rotonda se le sigue llamando acá por algunos la de Trotski, pues parece que allí acudía, cuando desterrado en París, ese caudillo bolchevique.”
Esta misma nota figura incluida en “Una entrevista al camarada Stalin” tal como la publicó Kimetz el pasado 24 de junio. La nota venía a explicar a quién se refería Stalin cuando hablaba de los “revolucionarios de Montparnasse”. Trosqui también lo deja claro.

quarta-feira, novembro 23, 2011

CULTURA


O Leste é Vermelho (Chi/Ing)

O leste é vermelho é um fascinante musical chinês de 1964, vencedor de vários prêmios, que de forma teatral conta a história da Revolução Chinesa, de como o povo chinês, sob a liderança de Mao Tse Tung conseguiu se libertar do imperialismo e da mais cruel exploração que mantinha a China no atraso e no subdsenvolvimento, vindo a tornar-se uma superpotência.

O musical está em chinês legendado em inglês. Uma peça de alto valor cultural e histórico.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6



Parte 7



Parte 8



Parte 9






Parte 10




Parte 11








Parte 12

sábado, novembro 12, 2011

MÚSICA

La caccia alle streghe (ITA)

Letra de Alfredo Bandelli
Tradução de Cristiano Alves
Interpretação de Pino Masi


E' cominciata di nuovo la caccia alle streghe
i padroni, il governo, la stampa e la televisione
in ogni scontento si vede uno sporco cinese
"uniamoci tutti a difendere le istituzioni"

Ma oggi ho visto nel corteo
tante facce sorridenti
le compagne quindicenni
gli operai con gli studenti

"Il potere agli operai
no alla scuela del padrone
sempre uniti vinceremo
viva la rivoluzione"

Quando poi le camionette
hanno fatto i caroselli
i compagni hanno impugnato
i bastoni dei cartelli

Ed ho visto le autoblindo
rovesciate e poi bruciate
tanti e tanti baschi i neri
con le teste fracassate.

La violenza la violenza
la violenza la rivolta              (2 volte)
chi ha esitato questa volta
lotterà con noi domani.

======== 

A caça às bruxas


Começou de novo a caça às bruxas
e os patrões, e o governo, a imprensa e a televisão
em um descontentamento veem um porco chinês
"unamo-nos todos para defender as instituições."

Mas hoje vi no protesto
tantas faces sorridentes
companhias de quinze anos,
de operários e estudantes

"O poder aos operários,
não ao grupo dos patrões
sempre unidos venceremos
viva a revolução!"

E quando as viaturas
Bloquearam as ruas
os companheiros empunharam
os bastões das bandeiras.

Tenho visto o carro blindado
virado e incendiado,
tantos, tantos bascos e afros
com a testa inchada.


A violência a violência,
a violência, a revolta,
quem hesitou utilizá-la
lutará conosco amanhã.
MUNDO

Até um rato pode cuspir num leão moribundo
Por Cristiano Alves



A imprensa mundial celebrou, com todos os louros, há alguns dias atrás, a morte de Muamar Kadaffi, chefe de Estado líbio. Se o seu fuzilamento físico fora efetuado há apenas alguns dias atrás, o seu fuzilamento moral já havia sido feito há meses atrás, e para ser mais preciso, há décadas. Quem nunca ouviu falar da "Líbia bombardeada" na famosa canção da banda "Engenheiros do Hawaii"? Para o autor deste artigo, esta foi a primeira vez que ele ouviu falar do pequeno país africano. O que será que os brasileiros sabem a respeito da Líbia, além do fato de que ela foi(já nos anos 80) bombardeada?

A Líbia compreende uma região na África que abrigou diversos povos, inclusive os cartagineses, foi palco de disputas entre os governos da Itália e da Turquia e por muitos anos a sede de uma monarquia corrupta que veio a ser derrubada pelo revolucionário Muamar Kadafi, que fundou "A Grande República Popular Socialista Árabe da Líbia", mostrando os seus vínculos com a cultura árabe e uma forma de governar populista próxima do socialismo(pois popular socialista é um oxímoro, uma vez que socialismo não é populismo nem popular, mas operário e camponês). Apesar das distorções teóricas deste sistema, a práxis demonstrou um forte progressismo, o país elevou a qualidade de vida de seu povo e também encorajou outros movimentos de libertação nacional ao redor do mundo. Uma das manifestações de solidariedade mais fortes com a América Latina se deu durante a Guerra das Malvinas, quando o povo da Líbia, sob a direção de Muamar Kadafi, apoiou a Argentina em sua guerra contra a Grã-Bretanha. Aviões líbios passavam por território brasileiro, que pouca vista faziam aos aviões de suprimentos militares, que então seguiam para Buenos Aires. Idealista, o líder líbio defendia a unificação dos povos árabes, o que irritou aos países imperialistas e foi obstruído pela colocação de fantoches em países como o Egito, Tunísia e outros do norte africano e Oriente Médio. Progressista, o modelo liderado por Kadafi levou à redução do analfabetismo no país e ao aumento de sua qualidade de vida, resolvendo problemas como a falta de moradia, proibindo a especulação imobiliária e o aluguel de casas, chegando a declarar a "Lei do colchão", uma lei que autorizava qualquer cidadão que soubesse de uma casa por alugar ou morasse em uma casa de aluguel a tornar-se seu proprietário simplesmente atirando um colchão no quintal desta casa. Até a embaixada brasileira acabou sofrendo com isso, num caso onde o governo líbio precisou intervir para garantir o prédio da embaixada e uma casa nova para o cidadão líbio. Este governo também garantiu saúde e educação a toda a população, será que a imprensa internacional se deu conta disso?

As últimas notícias que se teve da Líbia durante o início da guerra foi que "este ou aquele país congelou a fortuna pessoal de Muamar Kadafi". Segundo o presidente venezuelano Hugo Chávez, isso na verdade se deu de forma diferente, na realidade eram fundos líbios que este ou aquele país pediu para que a Líbia depositasse suas reservas em razão de problemas advindos da crise econômica. A confiança nos líderes ocidentais sempre revelou-se um grave problema, nos anos 80, por exemplo, Nicolae Ceaucescu, líder romeno que hoje na Romênia é visto pela maioria da população como um personagem positivo, foi um dos governantes a sofrer o mais violento golpe, este tendo sido promovido por oficiais da segurança interna em conluio com países ocidentais, que mais tarde colocariam o país numa vala e enriqueceriam tremendamente, em contraste com o povo trabalhador. Ainda, um outro equívoco cometido por Muamar Kadafi foi ter destruído muitas armas criadas para proteger o seu próprio povo. Nenhum líder europeu teria ousado ativar a OTAN para atacar a Líbia sabendo que mísseis Scud poderiam cair em Roma ou Paris. A destruição dessas armas, entretanto, advinham de um dilema pelo qual passam todos os países que visam seguir um caminho independente do imperialismo: garantir as armas para proteger o seu povo e sofrer constantes embargos econômicos, correndo o risco de ter seu país atingido pela fome e a recessão advindos do isolacionismo provocado pelo embargo; ou destruir as armas e garantir uma relativa prosperidade, entretanto correndo grande risco de ser invadido e deposto pelos seus "parceiros" econômicos. Kadafi optou pelo segundo caminho.

Se a União Européia já gozava de certa liberdade para explorar o povo e os recursos minerais líbios, esta abusou da confiança e resolveu buscar mais, enviando alguns dos mais modernos caças, bombardeiros e caça-bombardeiros para reduzir a Líbia a escombros. Se o país africano tinha o melhor IDH do continente, melhor inclusive do que o do Brasil, e era conhecido por sua paisagem exuberante, ele foi reduzido a escombros pelas "bombas humanitárias" da União Européia e pelas ações dos grupos de comandos e de mercenários da Europa e dos Estados Unidos. O próprio jornal britânico The Guardian, assim como o francês Le Monde, já publicaram notícias onde comandantes militares destes países admitiam ter treinado os "rebeldes" líbios, em realidade mercenários destas potências historicamente imperialistas, no caso francês, este país historicamente fracassado e derrotado militarmente, nunca faltou coragem aos soldados e mercenários a serviço da ditadura parisiense para massacrar e trucidar homens e mulheres indefesos em lugares como o Vietnã e norte da África, de onde haviam sido expulsos. Indesejáveis de gastar com uma guerra, os líderes da OTAN anunciaram a sua retirada do país, dado que já conseguiram o que queriam - a instalação de um governo fantoche.

O assassinato de Muamar Kadafi, como bem colocado pelo presidente bielorrusso Aleksander Lukashenko, não foi uma mera "casualidade" ou simples "produto de uma rebelião popular", tratou-se de um golpe de Estado orquestrado, financiado e executado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte contra um governo legítimamente constituído que trouxe progresso e desenvolvimento para seu povo e inclusive outros povos. O apoio dado por Kadafi a Nelson Mandela levou este último a prestar-lhe suas homenagens, tendo o seu neto sido inclusive batizado com o nome do líder líbio, que foi martirizado, humilhado, torturado e executado, numa ação análoga àquela que o tráfico efetua nas favelas do Rio de Janeiro, e, exceto por alguns casos, até pior do que as execuções promovidas pelos nazistas. Não foi dada ao líder líbio sequer a oportunidade de se defender num tribunal, não foi lhe dado o direito de ser escutado para ser julgado, apenas uma execução incitada desde o início pela União Européia e seus panfletos jornalísticos. O mundo não pode seguir por este caminho. Hoje o direitismo sádico comemora a morte de um homem que morreu lutando.

JAMAIS PERDOAR!
JAMAIS ESQUECER!
BRASIL


Inclusão digital maldita?
Por Cristiano Alves

Não é raro ver em determinados fóruns e redes sociais aqueles que vivem a reclamar da "maldita inclusão digital". De fato, talvez um dos poucos feitos do gerenciamento petista, a internet tem se tornado mais acessível à maioria da população, que muitas vezes não vê problemas em retratar na rede aquilo que nem fora dela vale a pena ser retratado. Diante disso, a burguesia e a pequena-burguesia frequentemente ridiculariza estas vítimas do sistema que, embora inclusos digitalmente, não foram incluídos socialmente. Ridicularizam o pobre semi-analfabeto por sua forma de falar, ao mesmo tempo que dizem "pra mim fazer" ou "tu fala", ridicularizam o pobre semi-analfabeto que não tem nenhum senso de estética, mas poluem a rede mundial com comentários de ódio racista e propaganda anticomunista.

A inclusão digital é maldita? Não! O sistema econômico-social que eles legitimam e tentam impor a nós, achando que devemos aceitar passivamente e de forma inconteste, isso sim é maldito!
MUNDO


Não se derruba um colosso com pedradas
Por Cristiano Alves



É extremamente comum ver mentecaptos obcecados por propaganda anticomunista repetirem ad infinitum que "Stalin matou milhões", números desproporcionais e nitidamente criados que oscilam entre 5 e 300 milhões(!!!). O fato, entretanto, é que os números revelam uma realidade bem diferente deste onanismo reacionário, revelando, por exemplo, que durante a Era Stalin, as populações de grandes-russos(russos), russos-brancos(bielorrussos) e pequenos-russos(ucranianos) aumentava em cerca de 1,3 a 1,5 milhões por ano. De acordo com A. V. Zemskov, estes são os números concretos:

O número de russos(grandes-russos, pequenos-russos e russos-brancos) nos tempos da direção de Stalin aumentou em cerca de 1,3-1,5 milhões por ano.
1926  – 113,7 milhões. (146,6 млн. – população aproximada da URSS)
1939  – 133 milhões.    (170,6 milhões.)
1959  – 159,3 milhões. (208,8 milhões.)

Para comparação, nos tempos da direção de Yeltsin, o número de russos na Rússia encurtou em 6,8 milhões de pessoas, nos tempos de Putin, 6,4 milhões.* Estima-se que nos dias de hoje, anualmente, cerca de 500 mil russos morrem de tuberculose, AIDS e narcomania. De modo que antes de se falar em qualquer "vítima de Stalin", deve-se falar primeiro em quem é "vítima da propaganda anti-Stalin", uma verdadeira lavagem cerebral feita nas massas de modo a ocultar uma verdade que muitos, por interesses ocultos e individualistas, preferem negar, a de que o socialismo, e só o socialismo científico, poderá colocar um ponto final nos problemas sociais enfrentados pela humanidade, e é só este sistema, em sua mais pura forma, sem "jeitinho brasileiro" ou qualquer que seja, que poderá levar o Brasil ao status de superpotência.

*Extraído de http://a-zemskov.livejournal.com/24384.html . Época de Stalin: apenas fatos. Site do historiador russo A. V. Zemskov.

quinta-feira, novembro 10, 2011

BRASIL


Esclarecendo o caso da USP (para quem vê de fora)
Por Jannerson Xavier

Somos alunos da ECA-USP e visto a falta de imparcialidade da mídia com referência aos últimos acontecimentos ocorridos dentro da Universidade de São Paulo, cremos ser importante divulgar o cenário real do que realmente se passa na USP. Alguns fatos importantes que gostaríamos de mostrar:

- O incidente do dia 27/10/11, quando 3 alunos foram pegos portando maconha, NÃO foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes.

- Portanto, gostaríamos de explicitar que a legalização da maconha, seja dentro da Cidade Universitária ou em qualquer espaço público, não é uma reivindicação estudantil. Alguns grupos até estão discutindo essa questão, mas ela NÃO entra na pauta de discussões que estamos tendo na USP.

- Os alunos da USP NÃO são uma unidade. Dentro da Universidade há diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e, dentro de cada unidade, grupos com diferentes opiniões. Por isso não se deve generalizar atitudes de minorias para uma universidade inteira. O que estamos fazendo, isso no geral, é sim discutir a situação atual em que se encontra a Universidade.

- O Movimento Estudantil, responsável pelos eventos recentes, NÃO é uma organização e tampouco possui membros fixos. Cada ação é deliberada em assembleia por alunos cuja presença é facultativa. O que há é uma liderança desse movimento, composta principalmente por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e dos CAs (Centros Acadêmicos) de cada unidade. Alguns são ligados a partidos políticos, outros não.

- Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11.

- Apesar de reprovar os meio usados pelo Movimento Estudantil (invasões, depredação), não podemos desligitimar as reivindicações feitas por esses 3000 alunos. Os fatos não podem ser resumidos a uma atitude de uma parcela muito pequena dos universitários.

Sabendo do que esse movimento NÃO se trata, seguem suas reinvidicações:

DISCUSSÃO DO CONVÊNIO PM-USP / MODELOS DE SEGURANÇA NA USP

A reivindicação estudantil não é: PM FORA DO CAMPUS, mas antes SEGURANÇA DENTRO DO CAMPUS. Os estudantes crêem na relação dessas reivindicações por três motivos:

A PM não é o melhor instrumento para aumentar a segurança, pois a falta de segurança da Cidade Universitária se deve, entre outros fatores, a um planejamento urbanístico antiquado, gerando grandes vazios. Iluminação apropriada, política preventiva de segurança e abertura do campus à populacão (gerando maior circulação de pessoas) seriam mais efetivas. Mas, acima de tudo...

A Guarda Universitária deve ser responsável pela segurança da universidade. Essa guarda já existe, mas está completamente sucateada. Falta contingente, treinamento, equipamento e uma legislação amparando sua atuação. Seria muito mais razoável aprimorá-la a permitir a PM no campus, principalmente porque...

A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos. A eleição indireta para reitor, com seleção pessoal por parte do governador do Estado, ilustra essa submissão. O atual reitor João Grandino Rodas, por exemplo, era homem forte do governo Serra antes de assumir o cargo.

POSTURA MAIS TRANSPARENTE DO REITOR RODAS / FIM DA PERSEGUIÇÃO AOS ALUNOS

Antes de tudo, independentemente de questões ideológicas, Rodas está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção, sob acusação de envolvimento em escândalos como nomeação a cargos públicos sem concurso (inclusive do filho de Suely Vilela, reitora anterior a Rodas), criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto sem previsão orçamentária e autorização legal, e outros.

No mais, suas decisões são contrárias à autonomia administrativa que é direito de toda universidade. Depois de declarar-se a favor da privatização da universidade pública, suspendeu salários em ocasiões de greve, anunciou a demissão em massa de 270 funcionários e, principalmente, moveu processos contra alunos e funcionários envolvidos em protestos políticos.

Rodas, em suma: foi eleito indiretamente, faz uma gestão corrupta e destrói a autonomia universitária.

Você pode estar pensando…

MAS E O ALUNO MORTO NO ESTACIONAMENTO DA FEA-USP, ENTRE OUTRAS OCORRÊNCIAS?
Sobre o caso específico, a PM fazia blitz dentro da Cidade Universitária na noite do assassinato. Ainda é bom lembrar que a presença da PM já vinha se intensificando desde sua primeira entrada na USP, em Junho/2009 (entrada permitida por Rodas, então braço-direito de Serra). Mesmo assim, ela não alterou o número de ocorrências nesse período comparado com o período anterior a 2009. Ao contrário, iniciou um policiamento ostensivo, regularmente enquadrando alunos, mesmo em unidades nas quais mais estudantes apoiam sua presença, como Poli e FEA.

MAS E A DIMINUIÇÃO DE 60% NA CRIMINALIDADE APÓS O CONVÊNIO USP-PM?
São dados corretos. Porém a estatística mostra que esta variação não está fora da variação anual na taxa de ocorrências dentro do campus ( http://bit.ly/sXlp0U ). A PM, portanto, não causou diminuição real da criminalidade na USP antes ou depois do convênio. Lembre-se: ela já estava presente no início do ano, quando a criminalidade disparou.

MAS, AFINAL, PARA QUE SERVE A TAL AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA?
Serve para que a Universidade possa cumprir suas funções da melhor maneira possível. De maneira simplista, são elas:
- Melhorar a sociedade com pesquisas científicas, sem depender de retorno financeiro imediato.
- Formar cidadãos com um verdadeiro senso crítico, pois mera especialização profissional é papel de cursos técnicos e de tecnologia.

Importante: autonomia universitária total não existe. O dinheiro vem sim do Governo, do contribuinte, porém a autonomia universitária não serve para tirar responsabilidades da Universidade, mas sim para que ela possa cumprir essas responsabilidades melhor.

COMO ISSO ME AFETA? POR QUE EU DEVERIA APOIA-LOS?
As lutas que estão ocorrendo na USP são localizadas, mas tratam de temas GLOBAIS. São duas bandeiras: SEGURANÇA e CORRUPÇÃO, e acreditamos que opiniões sobre elas não sejam tão divergentes. Alguém apoia a corrupção? Alguem é contra segurança?

O que você acha mais sensato:
- Rechaçar reivindicações justas por conta de depredações e atos reprováveis de uma minoria, ou;
- Aderir a essas mesmas reivindicações, propondo ações mais efetivas?

Você tem a liberdade de escolher, contra-argumentar ou mesmo ignorar.
Mas lembre-se de que liberdade só existe com esclarecimento.
Esperamos ter contribuído para isso.

Se você se interessa pelo assunto, pode começar lendo este depoimento: http://on.fb.me/szJwJt

Bárbara Doro Zachi
Jannerson Xavier Borges

PS: Já que a desconfiança é com a mídia, evitamos linkar material de qualquer veículo.

quarta-feira, novembro 09, 2011

BRASIL

A ocupação da reitoria da USP
Por Cristiano Alves

Ultimamente tem ganho as páginas de muitos jornais a ocupação da reitoria da USP. É certo que não é a primeira vez que essa reitoria é ocupada e alguns jornais de linha progressista tem apontado que não se trata apenas da "reivindicação de toxicômanos". Jornais de linha direitista contra a ocupação tem colocado que se trata apenas de adolescentes mimados atacando o patrimônio público. É necessário analisar todos os lados da questão.

Entretanto, o que o blog "Ocupa USP contra a repressão" tem deixado transparecer no vídeo "Por que ocupamos?" é que se trata de uma mera ação contra a prisão de três toxicômanos. O uso de tóxicos alucinógenos sempre foi considerado uma aboninação em todos os países socialistas e de orientação marxista, uma "manifestação de decadência da burguesia", onde esta, por sua incapacidade de produzir uma sociedade melhor para os trabalhadores vê nas drogas um meio de destruir a consciência dos jovens e do proletariado, historicamente usada para destruir qualquer capacidade de contestação no indivíduo que mergulha nas águas turvas de "terapias alternativas". Um exemplo histórico do uso de alucinógenos para destruir a resistência de um povo é a "Guerra do Ópio", nela o Império Britânico procurou fomentar de todas as formas possíveis o uso do ópio na milenar sociedade chinesa. Quando o seu consumo foi proibido, o Império Britânico, então, iniciou uma guerra contra o Império Chinês para obrigar seu próprio povo a consumir ópio. Um outro exemplo de uso de tóxicos para a destruição de um povo e facilitar sua dominação, assim como destruir o seu sistema político e econômico, ocorreu com o chamado "Plano de Alen Dulles", uma diretriz do chefe da CIA onde este reconhecia a impossibilidade de vencer militarmente a União Soviético, entendendo que essa vitória só poderia ser alcançada a partir da degradação de sua sociedade, do culto da traição e da destruição dos valores morais da classe operária soviética. Para isso, a CIA procurou de todas as formas facilitar a disseminação das drogas na União Soviética, criando uma juventude rebelde que se espelhava na juventude niilista ocidental que mais tarde seria facilmente enganada em 1991. Ainda, no Afeganistão, o documentário "Zeitgeist" demonstra que o cultivo do ópio no país iniciou-se a partir da intervenção da CIA no Afeganistão. Mais tarde, quando o taliban, que chegou ao poder com a ajuda dos próprios americanos, resolveu incendiar plantações de ópio, os EUA resolveram invadir o país sob a alegação de que ele hospedava Osama Bin Laden, personagem mítico que desde 2001 não é visto em parte alguma. Enfim, as drogas foram sempre uma arma da burguesia ou de um país estrangeiro para acabar com a resistência popular e denegrir os trabalhadores, porém, quem são esses que ocupam a USP.

A Universidade de São Paulo é praticamente uma cidade de estudantes, tendo milhares deles concentrados num único lugar. Muitos desses estudantes são pequeno-burgueses que não trabalham, uma realidade diferente da de muitos estudantes de universidades particulares, que trabalham duramente para pagar seus estudos. Tendo sido educados sem qualquer ordem, sem qualquer formação humanística ou sem qualquer referencial político, esses jovens com frequência acabam recorrendo às drogas para solucionar seus problemas. De acordo com muitas pesquisas, cerca de metade dos estudantes universitários já experimentou algum tipo de droga, drogas estas que são introduzidas no meio universitário por traficantes, e disseminadas por elementos que sempre aparecem como sendo os "bacanas", os "caras legais", ou mesmo por meninhas "populares", sendo um objeto de socialização num universo onde impera a anomia. São na realidade doentes errantes sem quaisquer amparo médico-psiquiátrico. A solução para os seus problemas é a internação em comunidades de trabalho onde possam receber uma doutrinação anti-narcóticos e tratamento médico, e não em faculdades, como ocorria nos países socialistas, assim como a persecução penal daqueles responsáveis pelo tráfico de drogas, que também estão no meio burguês.

Estes indivíduos, alheios a qualquer doutrina política nada representam de positivo para a sociedade, muito pelo contrário, expressam uma ferida aberta nesta, um câncer do capitalismo, sistema campeão em quantidade de narcômanos. Não se percebe em suas publicações qualquer condenação aos narcóticos, reivindicação por melhores condições estudantis ou oportunidades, em fim, mero oportunismo que exige o direito de consumir narcóticos à revelia da lei, reivindicando este privilégio em detrimento dos direitos dos demais cidadãos. O que se vê é uma defesa de interesses de classe pequeno-burgueses, o narcisismo juvenil, egolatria, individualismo e outras posições que nos países socialistas sempre foram considerados vícios burgueses. Será que em Cuba isso acontece? Em Cuba isso sequer se iniciaria! Na Bielorrússia, país que preservou muitos aspectos da União Soviética, assim como na Transnístria, inexistem manifestações em favor de narcóticos, ao passo que no Brasil e em muitos outros países capitalistas esse tipo de manifestação é tolerado pelas autoridades capitalistas. Esse tipo de protesto revela uma grande crise de valores trazida pela "morte das ideologias"(em realidade das idéias), pois e os jovens de ontém protestavam contra uma tirania fascista no Brasil e ao redor do mundo organizavam greves contra ressurgimento do fascismo, como os jovens alemães, contra o capitalismo, contra a guerra Vietnã e contra o capitalismo, a favor do comunismo, hoje os jovens da decadente sociedade onde vivemos vão às ruas para protestar... pelo seu direito de enriquecer os senhores do tráfico, os mesmos que utilizam crianças como escudo humano e "aviãozinho do tráfico". Deve-se perguntar, será que esses supostos "revolucionários uspianos"(pois somente em suas cabeças é que são super-homens revolucionários que estão mudando o mundo) já saíram alguma vez às ruas, trazendo pelo menos 5 colegas para fazer um protesto contra a invasão da Líbia pelos caças e mercenários da OTAN? Pergunto, quantas vezes esses "revolucionários uspianos" se organizaram para protestar contra a invasão do Paquistão pelos VANTs* da CIA? Quantas vezes estes já se organizaram para protestar contra invasões como a do Afeganistão, do Iraque... Provavelmente, a resposta será nenhuma, pois hoje há uma concepção absolutamente equivocada de que "ser de esquerda" é defender a liberalização da maconha e levantar bandeiras estranhas e repudiadas pela classe trabalhadora. Ora, qualquer pessoa de "esquerda" tradicionalmente exige a presença do Estado, que se faz ausente numa instituição que é conhecida por violações da lei. Se uma pessoa defende privilégios de classe, de violar a lei sem ser "importunado" por agentes do Estado, então este indivíduo está tomando posição claramente individualista, defendendo a "supremacia do indivíduo e sua sacrossanta liberdade sem limites", posições claramente de direita. São eles progressistas? Em direção a quê?

A bandeira do socialismo científico não tem uma folha e nem é colorida, é uma bandeira vermelha cuja expressão maior são homens honrados que sempre na hora da luta e mesmo fora dela apresentavam-se sóbrios, sem qualquer tóxico, nunca embriagados, sempre prontos para a luta, defendendo não "privilégios de classe", mas interesses da classe trabalhadora e de seu povo, assim o burguês de nascimento Friedrich Engels não defendia privilégios de classe nem o "sacrossanto individualismo", defendia uma sociedade dirigida pela classe trabalhadora, assim também foi o advogado e filho de latifundiário Fidel Castro Ruz, tendo sido uma das primeiras propriedades a ser repartida com os camponeses as de sua própria família, tendo sido também assim com o médico de origem pequeno-burguesa Esnesto "Che" Guevara de la Serna, que lutava não para que sua família tivesse mais privilégios, mas para que todos os trabalhadores do mundo pudessem ter uma vida digna, com saúde e educação, tendo estes dois quesitos ele inclusive passado a muitos revolucionários e camponeses com quem teve contato, tratando doentes e tentando operar aquela que seria a maior cirurgia de sua vida, a remoção de um tumor cancerígeno chamado "capitalismo".


*VANT: Sigla militar para "Veículo Aéreo Não-Tripulado". Aviões militares que não carregam piloto, sendo controlados à distância por um piloto numa sala através de um computador central. São amplamente usados pelas forças armadas americanas e também pela CIA para efetuar espionagem, violação do espaço aéreo de vários países e inclusive atacar alvos terrestres.

"A bandeira do socialismo científico não tem uma folha e nem é colorida, é uma bandeira vermelha cuja expressão maior são homens honrados que sempre na hora da luta e mesmo fora dela apresentavam-se sóbrios"

segunda-feira, novembro 07, 2011

7 DE NOVEMBRO

Quais as lições da Revolução de Outubro para os trabalhadores brasileiros?
Por Cristiano Alves



No dia 7 de outubro de 1917(25 de outubro pelo antigo calendário russo) os trabalhadores do antigo Império Russo realizaram a primeira revolução socialista da história. Até então, o mais perto que se havia alcançado era a Comuna de Paris, um experimento dos trabalhadores franceses que foi derrotado pela intervenção das forças favoráveis à classe dos empresários e exploradores de trabalhadores.

Todos os dias, em todas as partes do mundo, os trabalhadores são explorados, por mais que trabalhem na construção do melhor hospital, quase nunca tem acesso àquele hospital, por mais que trabalhem na construção da melhor escola, quase nunca podem colocar seus filhos naquela escola, por mais que trabalhem na construção de um aeroporto, quase nunca tem a oportunidade de viajar de avião. Ademais, são vistos na sociedade como uma espécie de "escória", como meros "peões" cuja existência se resume a "comer e trabalhar". Quase todo o seu trabalho serve apenas para o enriquecimento de uns poucos e em muito pouco lhe beneficia, muitos nem mesmo tem casa própria e atendimento médico decente.

A Revolução de Outubro de 1917, ocorrida na Rússia, demonstrou que através da organização dos trabalhadores e do empreendimento de uma revolução operária, pode-se mudar a face de um país e colocar todo o progresso científico e tecnológico a serviço da classe trabalhadora. No Brasil, muitos trabalhadores tem a ilusão de "o patrão é seu amigo" e está fazendo um "grande favor ao lhe dar emprego". Isso acontece por que o sistema capitalista mantém uma coisa chamada "exército industrial de reserva", isto é, uma massa desempregada, pois aquele que não tem emprego em tese não será muito exigente na hora de receber, daí através deste sistema, os patrões podem regular com mais facilidade o salário dos trabalhadores, pagando sempre o menor valor que podem, exceto, claro, quando há organização para lutar por melhores salários, geralmente empreendidas através de um sindicato através de um partido político, pois só a atividade sindical não basta. Outro mito passado pela burguesia, isto é, a classe dos donos dos meios de produção(fábricas, latifúndios, agronegócio...) é o de que hoje o Brasil está muito bom para os trablhadores, pois estes tiveram um "presidente operário". Esta imagem, entretanto, está equivocada, pois um presidente não governa sozinho, este presidente operário governava junto com latifundiários, empresários(inclusive tendo um como seu vice) e portanto tinha suas limitações, muitas vezes inclusive mostrando-se mais preocupado com o favorecimento do setor empresarial, só eventualmente lançando programas que beneficiavam a classe trabalhadora. O que se sabe é que esse governo favoreceu e aprofundou o chamado "capitalismo burocrático" e o latifúndio, que continuam explorando os trabalhadores, porém agora dizendo "eu votei no Lula, portanto mesmo recebendo um salário miserável que não dá para quase nada, você tem que trabalhar para me enriquecer sem reclamar, pois agora somos todos a favor dos operários", simples como feijão e arroz, porém a realidade é outra.

A ruptura com o modelo apresentado por aqueles que acham que deve-se seguir "em parte" ou "totalmente" as idéias da burguesia deve ser feita, nenhuma concessão deve ser feita àqueles que acreditam na submissão da classe trabalhadora. Os melhores amigos da classe trabalhadora não são os patrões, porém o sindicato, o partido comunista, para uma luta contra toda e qualquer tentativa de pôr freios à luta dos trabalhadores. Somente o caminho da revolução apresentado pelas idéias comunistas irão levar a classe trabalhadora a sua verdadeira emancipação, a sua liberdade.

Proletários de todos os países, uni-vos!


Galeria de homens que contribuíram para a melhora da vida de todos os trabalhadores:

Karl Heinrich Marx (Alemanha)
Friedrich Engels (Alemanha)

Vladimir Ilich Ulyanov/Lenin (Rússia/URSS)
Iosif Vissarionovitch Djugashvilli/Stalin (Geórgia/URSS)  
Enver Hodja (Albânia)
Mao Tsé Tung (China)
Fidel Castro Ruz (Cuba)
Ernesto Che Guevara (Argentina) 


Estes homens dedicaram toda a sua vida a serviço da classe trabalhadora, todos eles eram de diferentes partes do mundo, um deles era inclusive de família capitalista, embora tenha usado o seu dinheiro para financiar a difusão das idéias do comunismo. Somente os trabalhadores unidos poderão criar um mundo novo e comunista.

7 DE NOVEMBRO


A parada da Revolução de Outubro
Por Cristiano Alves

A Grande Revolução de Outubro de 1917 estabeleceu o primeiro Estado Socialista da história, a então República Socialista Federativa Russa, e posteriormente a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922. Essa revolução representou uma grande conquista dos trabalhadores, que demonstrariam nos anos posteriores que são capazes de gerenciar um Estado de proporções continentais como é o caso da Rússia, melhor até que a burguesia, uma vez que esta levou mais de 300 anos para levar a Europa Ocidental a um patamar socialmente desenvolvido, ao passo que na URSS isso foi feito em menos de 30 anos. Construindo um país sem miséria e sem fome, os trabalhadores soviéticos conseguiram, ainda, derrotar o maior inimigo que a humanidade já enfrentou, o nazi-fascismo, representado pelas idéias de Hitler e Mussolini.

Na antiga URSS, todo dia 7 de novembro(que pelo calendário antigo era o dia 25 de outubro), celebrava-se o Outubro Vermelho, uma revolução feita por operários, camponeses e soldados.

7 de novembro de 1941 (Ocorrida um pouco antes da batalha por Moscou)




7 de novembro de 1984

NOTÍCIAS


Lukashenko sobre la muerte de Kadaffi (ESP)

7 DE NOVEMBRO


Opus 82
Por Cristiano Alves

No dia 7 de novembro vale lembrar os feitos de um dos líderes da Grande Revolução Outubro, um garoto miserável que engraxava sapatos para sobreviver, como muitas crianças no Brasil, que mais tarde se tornaria um dos maiores homens do século XX, levando o seu povo a uma Era Dourada cheia de progresso e conquistas sociais.

Uma das vitórias deste revolucionário georgiano foi sem dúvidas a vitória sobre o nazi-fascismo, liderando o seu povo numa luta por sua própria sobrevivência ante um tirano que pretendia eliminar todos aqueles que não fizessem parte de sua "raça ariana". Por ocasião desta grande vitória, mesmo seus adversários políticos reconheceram a sua grandeza e do sistema econômico que representava, onde não havia crianças de rua, fome ou miséria.

Composta por D. Shostakovich e escrita por E. Dolmatovsky, a Opus 82 homenageia um líder cuja vitória permitiu que o povo trabalhador de todo o mundo hoje não viva sob o julgo do fascismo alemão.




Opus 82

Glória a Stalin!
Eternamente ele é fiel
Ao juramento que a Lenin fez.
Nosso amigo e professor sempre confiante no povo,
Junto com o povo ele sempre triunfou!

Grande líder, desejamos a você
Saúde, força e muitos anos.
Por você, em busca de tempos dourados
Vamos pelo caminho da vitória!

Glória a Stalin!
Através das chamas da batalha
Sem medo guiou o povo soviético.
Nós fomos como uma tempestade, os ventos da primavera,
Concluir a marcha da vitória em Berlim!

Grande líder, desejamos a você
Saúde, força e muitos anos.
Por você, em busca de tempos dourados
Vamos pelo caminho da vitória!

Glória a Stalin!
À bandeira de outubro,
E ao partido leninista.
Marchamos inflexíveis para o comunismo,
E o líder nos leva a grandes feitos!

Grande líder, desejamos a você
Saúde, força e muitos anos.
Por você, em busca de tempos dourados
Vamos pelo caminho da vitória!

sexta-feira, outubro 28, 2011

HISTÓRIA

A União Soviética invadiu a Polônia junto com os nazistas em 1939?
Por Cristiano Alves

10 fatos que refutam a versão mais popular nos livros de história ocidentais

Mapa presente no site "Worldology", que reflete a versão mais divulgada acerca dos fatos da época

É comum encontrar em livros de história, tanto brasileiros quanto poloneses, a versão segundo a qual "nazistas e comunistas partilharam a Polônia" iniciando a II Guerra Mundial. O autor deste artigo, que estudou em escola brasileira e teve acesso acesso a livros de história poloneses resolveu investigar esta versão que faz parte do credo segundo o qual "comunismo e nazismo são gêmeos", versão essa que ignora vários fatos e tenta reescrever a história. Segue-se aqui uma lista com 10 fatos que refutam completamente este mito, embora apenas um deles já seja necessário para colocar abaixo todo um castelo de cartas de mentiras. Isso você não verá em nenhuma superprodução cinematográfica polaca:

1- A Alemanha invadiu a Polônia, após isso, o governo polonês entrou em colapso, deixando aquele Estado de existir formalmente, pelas regras de Direito Internacional, assim, a Polônia passava a ser um território contestado, isto é, uma “terra-de-ninguém”. Desconstituído o seu governo e cessando a existência deste Estado, o Exército Vermelho retomou áreas que lhe foram tomadas dos alemães durante a I Guerra Mundial e mais tarde incorporadas à Polônia, áreas que compreendem as regiões da Bielorrússia e Ucrânia ocidentais.

2- Quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia em setembro, o governo polonês, até então existente, declarou guerra à Alemanha, não à União Soviética. A inexistência de uma declaração de guerra do governo da Polônia contra a URSS por si só já torna falsa a idéia de "invasão soviética".

3- O comandante supremo das forças polonesas, o Marechal da Polônia Rydz-Smigly, ordenou às tropas polonesas que não combatessem os soviéticos, que combatessem somente os alemães, devendo até mesmo entregar as suas armas aos soviéticos no leste do país. Embora algumas tropas polonesas tenham entrado em combate com tropas soviéticas, como durante a batalha pela retomada da Fortaleza de Brest, que desempenhou um papel fundamental na resistência anti-fascista, tratava-se de guarnições agindo isoladamente por conta própria, insubordinadas ao comando supremo polaco. Segue-se a declaração do marechal polonês proibindo o Exército Polonês de combater o Exército Soviético e recomendando a entrega das armas caso fosse exigido pelos comunistas:


4- O presidente Ignaz Mosciski, internado na Romênia, admitiu tacitamente que a Polônia não tinha mais um governo. Isso, aliás, era amplamente conhecido na época, sendo universalmente aceita a sua renúncia tácita. Aqui a prova com notícias de jornal da época:


5- O governo da Romênia, aliada da Polônia contra a URSS, não apenas admitiu que a Polônia não tinha mais um governo, como não declarou guerra contra a URSS quando esta recuperou seus antigos territórios. A posição deste país era completamente coerente com a sua neutralidade no conflito, pois se o governo romeno reconhecesse o governo internado da Polônia como um "governo no exílio", este país estaria rompendo a sua neutralidade no conflito, posicionando-se nitidamente a favor do lado polonês.

6- A França, que tinha um tratado de aliança militar com a Polônia contra a URSS, não declarou guerra a esta, embora tenha declarado guerra à Alemanha nazista. Esta guerra entre França e Alemanha era informalmente conhecida pelos soldados como "a guerra de brincadeira", pois praticamente não se viu um só combate entre forças francesas e inglesas contra os alemães durante mais de 8 meses. Partes da França foram conquistadas pelos alemães praticamente sem se disparar um só tiro.

7- Após o término da guerra, a Inglaterra jamais exigiu que a URSS retirasse suas tropas dos territórios antes pertencentes à Polônia, do contrário, ela estabeleceu que estes territórios jamais deveriam fazer parte do novo Estado polaco. O próprio Winston Churchill chegou a declarar em seus "Discursos secretos" que graças ao Exército Vermelho, o que se conhece hoje por "Polônia" não foi varrido da face da Terra.

8- A Liga das Nações jamais declarou a URSS como invasor de um Estado membro(a Polônia era membro da Liga). O artigo 16 de sua convenção incitava os países membros a declarar sanções econômicas contra Estados que recorressem à guerra para solução de seus conflitos. Nenhum Estado do mundo declarou qualquer sanção econômica à URSS, nenhum país rompeu relações diplomáticas com a URSS.

Todavia, quando a URSS atacou a Finlândia em 1939, a Liga votou para expulsar a União Soviética e vários países com ela romperam todas as relações diplomáticas.

Uma resposta bem diferente que nos revela como a Liga via o caso da Polônia anteriormente!

9- Todos os países aceitaram a declaração da URSS de neutralidade no conflito polaco-germânico.

10- Qualquer definição de “Estado” no direito internacional compreende a de uma “entidade política organizada”. A partir do momento em que o governo polonês cruzou a fronteira da Romênia, país neutro, com o animus de fugir para aquele país sem constituir um governo no exílio, deixou de existir o Estado Polonês, este seria mais tarde constituído no exílio, porém sem qualquer soberania sobre as terras polonesas, que só vieram a conhecer um governo nacional após a sua libertação pelas tropas do Exército Soviético.

A conclusão é que nenhuma evidência factual ou documental da suporte à idéia de "invasão da Polônia pela Alemanha e URSS", sendo esta uma criação recente, mitológica, que tem por objetivo a reescritura da história e a perseguição política e penal dos comunistas na Polônia e em outros países, assim como uma tentativa frustrada de igualar um ideal humanista, voltado para a libertação da classe operária mundial, com um ideal terrorista e reacionário quase riscou países e povos do mapa. Embora muito se fale sobre o Pacto Molotov-Ribbentrop, jamais se tratou de uma "Aliança militar", mas tão somente de um tratado de não-agressão que objetivava adiar a guerra e impedir que acontecesse o que aconteceu na Guerra Civil Russa, quando alemães e praticamente toda a Europa Ocidental invadiu a Rússia para conter a propagação do comunismo. Ao contrário do alegado, o texto original do Pacto Molotov-Ribbentrop não fala de "partilha da Polônia" como alegado por alguns autores. Livros de história que falam em "invasão da Polônia por Stalin" não passam de revisionistas desonestos que visam encobrir a própria participação de países capitalistas no fortalecimento do nazi-fascismo.


Fontes

FURR, Grover. Did the Soviet Union invade Poland in September 1939? . Artigo científico publicado na página do referido professor em http://chss.montclair.edu/english/furr/research/mlg09/did_ussr_invade_poland.html . Acesso em 20/10/2011

Pacto Molotov-Ribbentrop. Cópia do documento original, em http://www.lituanus.org/1989/89_1_03.htm Acesso em 20/10/2011
POLÍTICA


Carta ao PCdoB de Anita Prestes.
(Publicado originalmente por Blasco Miranda de Ourofino)


Ao Comitê Central do
Partido Comunista do Brasil
(PCdoB)

           

Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, em Programa Eleitoral desse partido, transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.
Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luiz Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para comprovar esta afirmação.
Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de possível envolvimento em atos de corrupção.

Atenciosamente,
  Anita Leocádia Prestes
POLÍTICA

A demissão de mais um ministro

Por Cristiano Alves

Recentemente, a revista Veja divulgou uma série de escândalos que derrubaram o ex-ministro do esporte Orlando Silva, do PCdoB, fatos que ainda não tiveram qualquer apuração por parte da justiça brasileira.

Segundo a lei maior brasileira, a Constituição da República Federativa do Brasil, todo cidadão é inocente até que o contrário seja provado. De certo, seria lamentável ver um ministro associado ao comunismo cair por um escândalo de corrupção, porém este pretende que as acusações contra ele são falsas. Caso fique provada a sua culpa, é importante que este ministro seja expurgado e denunciado como um oportunista e inimigo do povo.

Espera-se que os fatos venham a ser esclarecidos.
POESIA

MEUS SUPER HERÓIS

Por Eduardo Terra Coelho 

 

Meus super-heróis não são dos quadrinhos,
São de sangue, de pó e de lágrimas.
Choram, riem têm medo e erram também.
Não são eternos, têm seu tempo e lugar,
Mas superam qualquer herói de H.Q.,
Pois existem ou existiram algum dia.

Não são invencíveis, mas são humanos,
Não têm super poderes, mas coração.
Basta ter uma razão para lutar.
Meus super heróis não são dos quadrinhos
Já que existem ou existiram algum dia.

Não defendem objetos e lugares,
Mas defendem e emancipam pessoas.
Não agem sós, mas coletivamente.
Ensinam e aprendem a ser super heróis.
Basta ter uma razão para lutar,
E, se almejar, pode ser um deles.

Não são eternos, tampouco imbatíveis.
Duram o tempo de fazerem-se heróis,
Nos erros, acertos, medos e lágrimas.
E sendo humanos são imprevisíveis.
Nisto consiste sua eternidade,
Superior à dos heróis de H.Q.

Os heróis de H.Q. encerram-se em si,
Os meus ainda que mortos são atuais,
Pois defendem e emancipam pessoas,
E prosseguem pelos que os entenderam,
Pois não agem sós, mas no coletivo.

Meus super heróis não são dos quadrinhos,
Não têm super poderes, mas coração,
Não agem sós, mas coletivamente,
Pois sendo humanos são imprevisíveis,
Que ainda que mortos são sempre atuais.
Nisto consiste sua eternidade.

Meus super heróis não são de quadrinhos
Têm cores mais vivas que sangue e suor.
Se eu estou vivo a lutar, devo a eles.
São grãos que morrem para a vida brotar,
E nisto consiste sua eternidade.
São frutos da terra, não devaneios.

Meus super heróis não são de quadrinhos
E são tão reais quanto você ou eu.
Com eles nós sempre podemos contar.
Assim é com eles que esperam de nós,
Eles sobrevivem através de nós.
Nisto consiste sua eternidade.

segunda-feira, outubro 10, 2011

CHE, EL GRANDE HERMANO

Feito no dia 9 de outubro, este vídeo, com a canção da banda Elektronye Partizany, homenageia o grande revolucionário argentino, condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul no Brasil, Ernesto "Che" Guevara:

sábado, outubro 08, 2011

CULTURA


A canção da liberdade (A felszabadulas dala)

Canção que descreve a libertação da Hungria pelas tropas do Exército Vermelho, durante os anos 40, cantada pelos pioneiros húngaros:



Vamos para o futuro, não olhe para traz
Seu passado é triste, sangrou por mil anos
Agora o irradiante dia chegou
Venha e cante alto esta canção alegremente

Refrão:
Vamos cantar sobre o 4 de abril
Deixe o povo libertado cantar,
Gritar o mais alto ao vento,
O nome dos nossos libertadores!

Os canhões moviam-se e o povo gritava
O mundo sangrava e o trovão anunciava.
O heróico exército dos soviéticos venceu
E limpou do mundo as lágrimas dos séculos


A Estátua da Libertação, erguida em 1947 em homenagem ao Exército Soviético, libertador da Hungria, ex-aliada de Hitler
DOCUMENTÁRIO


Fascismo ordinário (legendado em espanhol)

Documentário soviético que demonstra todo o processo de lavagem cerebral fascista e como o povo da Alemanha, país de Karl Marx e Friedrich Engels, foram enganados para servir a um falso salvador da pátria que nem mesmo era alemão, o tirano austríaco Adolf Hitler. O filme mostra desde o juramento feito ao führer até o processo de tomada pelo poder, repressão do seu próprio povo e de outros povos. Esse documentário também é um alerta àqueles que são surpreendidos e se deixam enganar por idéias ditas "conservadoras", em realidade um eufemismo para "fascistas", que defendem um modelo análogo ao fascismo, porém com uma suposta "liberdade de mercado", contraposta ao forte controle estatal defendido pelos fascistas clássicos. Também faz uma análise psicológica dos alemães e o que levou à aceitação das idéias de Hitler.

A autoria do documentário é de Mihail Romm, discípulo do renomado cineasta Sergei Einsenstein. Possui imagens fortes, como a cena em que o narrador, de forma satírica, tranquilamente descreve como os soldados alemães "trabalhavam", limpando seus armamentos, cortando madeira, assim como cabeças de soviéticos, ou ainda num trecho marcante em que demonstra como oficiais e soldados carregavam fotos de suas famílias, esposas, filhos... junto com fotos de cabeças decepadas ou civis enforcados.

PRIMEIRO EPISÓDIO

Parte 1/8


Parte 2/8
(Errata do tradutor em 3:50, "yefryeytor" é "cabo", e não sargento, graduação de Hitler)


Parte 3/8
(Em 5:30, o correto é 2 bilhões, de "dva millyarda", e não "milliona")


Parte 4/8


Parte 5/8


Parte 6/8


Parte 7/8


Parte 8/8


SEGUNDO EPISÓDIO

Parte 1/7


Parte 2/7


Parte 3/7
(Errata, o tradutor equivocou-se em 0:33, é 22 de junho de 1941, não 44)


Parte 4/7


Parte 5/7


Parte 6/7
(Errata, em 3:22 o correto é "sobrinha", e não "neta", isto é, plemyanitsa)


Parte 7/7

INTERNACIONAL 


Sérvios manifestam apoio a Muamar Kadaffi
Por Cristiano Alves

Em 1999 os sérvios conheceram uma terrível catástrofe em seu país que era desconhecida desde os tempos de seus avós no início dos anos 40. Se a Iugoslávia fora invadida por saqueadores da Europa Ocidental, em 1999, o país seria novamente invadido e ocupado por novos saqueadores da Europa Ocidental e dos Estados Unidos da América. 

Numa tentativa de abafar um escândalo sexual do ditador americano Bill Clinton, em razão de felação efetuada por sua secretária Monica Lewinsky, a Organização do Tratado do Atlântico Norte realizou um ataque surpresa à ex-Iugoslávia, destruindo aeroportos, ponte, prédios considerados patrimônios da humanidade, além do assassinato de mais de 10 mil pessoas, número superior às vítimas do 11 de setembro em Nova York. Ao contrário dos supostos terroristas árabes, esses pilotos europeus e americanos nunca foram classificados como terroristas. Sob o pretexto de "defender o povo de Kosovo", mísseis e bombas destruíram comboios de refugiados kosovares em mais de uma oportunidade. Doze anos depois, o regime imperialista de Obama, A. Merkel, N. Sarkozy e outros facínoras europeus, efetuaram um ataque contra a Líbia, país rico em recursos como gás natural, ouro e petróleo, que tinha o melhor IDH da África.

O povo sérvio sabe o que é ter a sua soberania violada e o que querem os chefões da NATO(1), eles conhecem na pele a dor provocada pelas suas armas e o rastro de destruição provocado pelo regime de Obama, Sarkozy, A. Merkel, Berlusconi e de outros saqueadores europeus. Eles sabem que só essa guerra poderá salvar o seu regime decadente da falência, é uma guerra em nome de seus mercados, do lucro de seus acionistas, uma besta que se contorce enquanto está moribunda, razão pela qual o povo da Sérvia resolveu manifestar o seu apoio ao povo da Líbia e sua resistência.

Jovens sérvias manifestam seu apoio à resistência liderada pelo coronel Muamar Kadaffi
Jovem sérvia defende a resistência do povo da Líbia
Sérvios defendem a causa anti-imperialista do líder líbio em Belgrado

 

Jovens sérvios e líbios contra a invasão do país africano





VÍDEO



1- NATO: Abreviação em inglês para "OTAN"(Organização do Tratado do Atlântico Norte), organização imperialista responsável por atos terroristas, saque e rapina de vários países.

Agradecimetntos ao blog "Un vallekano en Rumania", de onde foram retiradas as fotos:
http://imbratisare.blogspot.com/2011/09/protestas-en-belgrado-de-apoyo-al.html
LOJA


Leilão de distintivo da Guarda do Exército Soviético

Status atribuído às unidades que se destacavam em combate na luta anti-fascista, a "Guarda" era representada por um lindo distintivo usado sobre o uniforme comunista que pode ser seu, disponível agora no Mercado Livre. Dê o melhor lance e adicione essa linda peça histórica à sua coleção.


Para participar do leilão use o link:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-205184713-peca-de-uniforme-do-exercito-vermelho-sovietico-_JM

Bom lance!