domingo, agosto 28, 2011

LIVROS

Etnocentrismo, russofobia e impulso anticomunista de Eric J. Hobsbawm em A Era dos Extremos
Por Cristiano Alves

A Página Vermelha idenficou na obra do dito "renomado historiador marxista" uma série de falsificações em "A Era dos Extremos" que vão desde a desinformação a respeito do sistema político soviético até russofobia e etnocentrismo 


É muito comum ouvir o nome de Hobsbawm nos quatro cantos do mundo acadêmico, especialmente em faculdades de História. Sua obra é recomendada num dos mais bem conceituados concursos do Brasil, o da carreira diplomática, cujo programa recomenda as "Eras" do autor nascido no Egito de nacionalidade britânica. De fato, muitos o vêem como "a última palavra em História", uma espécie de guru para alguns, e homem influente da chamada "esquerda verdadeira", isto é, esquerdistas que se autoproclamam, abertamente ou não, a "última palavra em termos de marxismo"; o que pesa ainda mais em razão da militância deste no PCGB, isto é, o Partido Comunista da Grã-Bretanha. A verdade, entretanto, e a intenção de repassá-la nem sempre é um elemento contido nos livros de Eric John Hobsbawm, devendo ser esta buscada e espalhada, a fim de que novos erros não venham a ser repetidos e mentiras possam ser destruídas como uma muralha que impede a todos de ver a verdade.

A Era dos Extremos, assim como várias outras obras de Hobsbawm, é uma referência para muita gente no tocante à história do século XX, independente de suas visões políticas, de modo tal que o historiador britânico consegue congregar num mesmo universo "esquerdistas" e conservadores, sendo classificado como tal por ambos os grupos. O próprio título do livro é tendencioso, pois ele infere, implicitamente(e é necessário ler todo o livro para perceber isso), que a "Era dos Extremos" é uma era de "extrema-esquerda" e "extrema-direita", que teriam influenciado fortemente o mundo em que vivemos. Não é nenhum segredo que tais tendências existem, entretanto, para Hobsbawm a "extrema-esquerda" nada mais é do que a tendência apresentada pela União Soviética e outros países que efetivamente buscaram o socialismo em seus países, diferente do PCGB, que apenas o faz verbalmente. Para Hobsbawm as idéias de Lenin e Stalin são ideias de "extrema-esquerda" e um trecho do livro que corrobora bem esta tese está no capítulo "O socialismo real"(página 363). Este capítulo traz uma vasta pesquisa a respeito do socialismo em alguns países da Cortina de Ferro, porém negligenciando que nem todos esses Estados de "orientação marxista" eram necessariamente Estados Socialistas, porém Repúblicas Populares, assim como comete um leve deslize ao negligenciar a defesa que Marx fazia da Economia Planificada e Centralizada, esta defendida pelo filósofo alemão já em O Manifesto Comunista. Até aí, nenhum problema, o autor inclusive faz uma aguçada análise que vai de encontro à do historiador belga Ludo Martens no tocante ao nome de Nikolay Buharin, que Hobsbawm acertadamente identifica como um "proto-Gorbatchov"1.

Segundo William Bland, marxista britânico, "antistalinismo" é anticomunismo, uma vez que o primeiro nada mais é do que uma forma de atacar não o homem I. V. Stalin, porém a sua obra no primeiro Estado Socialista da história, cujo trabalho seguiu praticamente à risca os escritos de Karl Heinrich Marx. Esse antistalinismo é o grande tótem de Hobsbawm. Ao falar de Stalin, cujo governo levou a Rússia da era do arado para a era da energia nuclear(então a mais avançada forma de tecnologia da época), nas palavras do próprio Winston Churchill, também britânico, Hobsbawm não esconde o seu impulso contra o ex-sapateiro georgiano, introduzindo-o como um "autocrata de ferocidade, crueldade e falta de escrúpulos exepcionais que para muitos eram "únicas"2. Essa visão, entretanto, pode ser facilmente refutada por uma série de autores que vai desde sua filha Svetlana na consagrada obra "Vinte cartas a um amigo", até o historiador Simon Sebag Montefiore(também britânico), autor de "O jovem Stalin", livro que fora sucesso de vendas na Europa ao demonstrar um lado desconhecido do líder soviético, um poeta do Cáucaso. Deve ser lembrado aqui que esse mesmo senhor Montefiore, em uma de suas obras, insinua que "a mãe de Stalin era prostituta, uma vez que era muito pobre e provavelmente não vivia bem apenas lavando roupas"(em poucas palavras, para S. Montefiore, Stalin era literalmente um "filho da puta"), tal era o seu elitismo3.

A idéia de que "Stalin era um ditador"(termo que Hobsbawm substitui por "autocrata" para não cair em clichê), é objeto de onanismo político dos defensores do liberalismo econômico, do conservadorismo político e de outras ideias da classe dos exploradores do povo, além de ser objeto também de onanismo político da extrema-esquerda, que para Lenin era uma "doença infantil do comunismo"4. A idéia do "Stalin ditador absolutista", entretanto, é tão realista quanto um cavalo alado ou um leão falante, ela já foi esclarecida num diálogo de Stalin com Eugene Lyons5, que o entrevistou pessoalmente, e refutada por autores como William Bland, que estudou seu governo e até sua personalidade baseado no testemunho de pessoas que estiveram com ele. Os estudos de Bland demonstram que Stalin, premier soviético, tinha um poder menor do que o do Presidente dos Estados Unidos, no governo soviético. Enquanto este era o secretário-geral do PCUS e chefe do governo soviético(mas não de Estado), o soberano americano executava as duas funções. Essa limitação do poder de Stalin é mais tarde reconhecida inclusive por Harry Truman, líder americano, que durante as negociações relativas às áreas de influência na Europa mencionava que não se podia adotar por parâmetro as "decisões do Tio Joe"(nota: Stalin)6, em razão deste ser um "prisioneiro do Politburo". Essa versão é corroborada pelo professor Grover Furr, dos Estados Unidos, ampliada num debate com um professor do Reino Unido que deu origem a um importante texto a respeito, mostrando as limitações do governo de Stalin7. Este mesmo professor, em "Stalin e a luta pela reforma democrática"8, apresenta várias limitações da autoridade do líder georgiano e até apresenta um fato ignorado por praticamente todos os estudiosos do premier soviético, uma proposta sua de eleições diretas para os postos do governo soviético a ser incluída na Constituição de 1936, vetada pelos outros membros do Politburo. Grover Furr, tomando por base os estudos de um renomado historiador russo, o Dr. Yuri Júkov, alega ser uma mentira o mito de Stalin como "ditador todo-poderoso". Ainda, o líder albanês Enver Hodja afirmou que "Stalin não era um tirano, um déspota", mas "um homem de princípios"9. Sidney e Beatrice Webb, em "Soviet Communism: A New Civilisation", também rejeitam a idéia de que o Estado Soviético era governado por uma só pessoa10. 

Um dos poucos pontos positivos da obra de Hobsbawm está em seu reconhecimento do surgimento de uma nova sociedade surgida com as idéias dos bolchevistas na União Soviética. Na foto, uma parada cívica de atletas soviéticas nos anos 30.

Refutada a idéia do "Stalin autocrata", é necessário questionar, investigar e fazer conclusões sobre a idéia do "Stalin cruel", adotando uma corrente que nada tem de "stalinista", mas de racionalista, mais próxima de Voltaire do que de Stalin. A imagem deste "Darth Vader vermelho", deste "Arthas de bigode", vendida por historiadores como Hobsbawm, cujo impulso antistalinista o leva a extremos, foi objeto de estudo do marxista-leninista britânico William Bland. Em seu documento "O culto do indivíduo"11, Bland demonstra que segundo o líder albanês Enver Hodja "Stalin era modesto e bastante gentil com as pessoas, os quadros e seus colegas", e segundo o embaixador dos Estados Unidos na União Soviética, Joseph Davies, citado no trabalho de Bland, Stalin era um "homem simples, de gestos agradáveis". Contrastando ainda com essa imagem, a filha do próprio Stalin, Svetlana Alilulyeva, descreve o líder soviético como um pai atencioso, amável. Segundo Georgiy Júkov, Marechal da União Soviética, "Stalin conquistava o coração de todos com quem conversava"12. Como se não bastassem essas declarações, o "cruel Stalin" jamais ordenara a prisão de Mihail Bulgákov, um escritor que pensava diferente do Estado Soviético e lhe era crítico, apreciava o talento de Maria Yudina, pianista considerada louca na URSS mas admirada por Stalin, e tinha por um de seus hobbies não a caça ou a pescaria, mas tão somente plantar árvores ou plantas de jardim, características incomuns num "sujeito cruel". Para alegar que "Stalin era cruel" é necessário comprovar tal alegação, por exemplo, com algum documento de Stalin que demonstrasse atos de crueldade, documentos que inexistem, tornando a alegação de Hobsbawm pura sofistaria.13

Stalin, segundo Eric Hobsbawm
Não bastasse o impulso anti-Stalin de Hobsbawm, de dar inveja a qualquer propagandista do III Reich, Hobsbawm chega a mais um extremo ao alegar que "poucos homens manipularam o terror em escala mais universal". É questionável o porquê de Eric ter adicionado esta descrição, será que chamar de "cruel e autocrata" já não era suficiente para o britânico? É de se supor que esta afirmação tenha sido inserida como forma de "blindar" o autor de A Era dos Extremos contra possíveis alegações de "stalinista" por parte de seus editores ou mecenas burgueses. Um elogio de Hobsbawm ao Banco Mundial no referido livro pode ser indicativo de uma de suas fontes de financiamento. É comum que certos indivíduos confundam "amor a uma coisa" com "ódio por outra", usando-se do ódio como forma de demonstrar "apreço" por uma outra coisa, como Hitler na Alemanha, que sendo austríaco, usava o ódio contra eslavos, negros e judeus como forma de demonstrar um suposto "amor" pelo país, ou como o marido que bate na esposa como forma de mostrar que "a ama". Mais uma vez, essa tentativa desesperada de Hobsbawm de doutrinarnos com sua sofistaria através de uma linguagem de ódio vai por água abaixo ante os estudos do Dr. Yuri Júkov e do professor Grover Furr. Mesmo o discurso de Nikita Hruschov no XX Congresso do PCUS, que talvez conferissem alguma legitimidade ao historiador britânico foi provado como falso pelo professor americano em sua obra "Hruschov lied", que demonstra que 60 das 61 acusações de Hruschov em seu discurso no referido congresso são falsas, discurso que, diga-se de passagem, é ignorado por Eric Hobsbawm, mesmo sendo um dos discursos mais importantes do século XX, sua obra carece de qualquer investigação séria desse discurso e de sua veracidade. O professor Grover Furr, responsável por investigar e desmascarar o discurso fraudulento de Hruschov, demonstra como falsa a idéia de Stalin como "todo poderoso soviético", demonstrando que esse não exercia controle sobre o NKVD, órgão para a defesa da Revolução Bolchevique que nos anos 30 cometera sérios abusos de poder sob a direção de Genrih Yagoda e Nikolay Yejov, ambos exonerados, processados, julgados, condenados e executados, sendo este último substituído por Lavrenti Beria.

Adolf Hitler, o mais célebre dos anticomunistas. Em várias oportunidades deixou transparecer seu ódio contra Stalin
Fazendo o papel de pícaro do marxismo a serviço de forças reacionárias, Hobsbawm descreve o crescimento do sistema soviético como o resultado de uma "força de trabalho de 4 e 13 milhões de pessoas prisioneiras(os gulags)", citando Van der Linden. Essa cifra absurda já foi contestada por uma vasta gama de autores e refutada pelos documentos desclassificados na época da Glasnost e assinados pelo Procurador-Geral da União Soviética R. Rudenko, o Ministro do Interior S. Kruglov e o Ministro da Justiça K. Gorshenin, que demonstram o número de cerca de 2 milhões de presos na URSS, um número inferior em termos absolutos e proporcionais ao número de presos nos EUA(que por volta de 2006 era de 7 milhões). Essa mesma tabela divulgada pelo governo anticomunista de M. Gorbatchov fora divulgada pelo sueco Mário Sousa14, por Alexander Dugin, Zemskov e Ludo Martens. Ela é a prova de que autores como Hobsbawm e outros de sua camarilha mentem deliberadamente quando o assunto é "União Soviética", algo que não se atrevem a fazer quando falam de seus próprios países, responsáveis pela morte de milhões de pessoas ao redor do mundo. Estima-se que a Grã-Bretanha, país de Hobsbawm, tenha provocado deliberadamente uma grande fome na Índia que matou cerca de 30 milhões de pessoas. Curiosamente, sua soberana, a Rainha Elizabeth II e seus primeiros-ministros, não recebem nem metade dos epítetos que o historiador lança furiosamente e irresponsavelmente sobre Stalin.

Adotando uma posição reacionária, Hobsbawm atribui como causa da fome na Ucrânia em 1932-33 a "coletivização da agricultura", medida adotada para promover a justiça social no campo e evitar a figura do kulak, o historiador britânico ignora completamente o papel destes na sabotagem da agricultura, do tifo e da seca, fatores abordados e detalhadamente pesquisados pelo historiador belga Ludo Martens15. Com muito pouca objetividde, E. Hobsbawm descreve Stalin como um "homem pequenino", de "1,58", embora registros médicos o indicassem como tendo 1,71, e observações de Wallace Graham, médico de Harry Truman16, o indicasse como tendo a mesma altura de Hitler, isto é, por volta de 1,73, e fichas de informação do governo tzarista o descrevessem como tendo 1,74. Na página 386 da edição em português de seu livro, Hobsbawm, com seu anti-sovietismo e russofobia, descreve a URSS como sendo responsável pelo "saque" dos países então libertados pelo Exército Vermelho. Num ato de vilania, ele omite ao leitor que estes países libertados eram ex-aliados da Alemanha nazista que, juntos com esta, participaram do massacre de mais de 20 milhões de soviéticos, países como a Tchecoeslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária, cujo contingente enviado para a Operação Barbarrossa ultrapassava os 300 mil homens. Falando sobre a Hungria, a propósito, Hobsbawm se atreve a defender o levante de 1956, organizado pelos partidários do fascista Horty, aliado de Hitler durante a Segunda Guerra.

Sem dúvidas, um dos pontos mais curiosos em "A Era dos Extremos" é o impulso antistalinista latente de Eric Hobsbawm, levando-o a despir-se de todo método dialético para abraçaro método maniqueísta. Poucos nomes em sua obra impregnada de subjetivismo são tão demonizados como a figura de Stalin. Nem mesmo Hitler, cujo projeto político exterminou cerca de 60 milhões de pessoas17 e incluía na sua agenda um racismo aberto, é descrito como "cruel, perverso, tirano" no livro de Hobsbawm; nem mesmo Harry Truman, cujo governo introduziu a bactéria da sífilis em mais de centenas de indivíduos para usá-los como cobaias humanas, é descrito como "perverso"; nomes como Mussolini, Margaret Tatcher e outros personagens reacionários do século XX não recebem um espaço especial para demonização como o líder responsável pela destruição de mais de 70% das forças nazistas. 

O que Eric Hobsbawn pretende e quais os seus objetivos com o seu onanismo político? Será que ele acredita mesmo que todos os seus leitores são todos tolos ou acéfalos incapazes de pesquisar a respeito de um pesonagem de tão grande importância no século XX, considerado um dos três maiores nomes da história da Rússia na pesquisa "The Name of Russia", efetuada em 2008, mesmo após anos de vilania anti-stalinista e, portanto, anticomunista? Impressiona como a sugestão de livros a respeito do socialismo real do Sr. Hobsbawn não traga sequer um só autor que examine a URSS com objetividade e sem preconceitos. É este falsificador e farsante o "grande historiador marxista"? Que "marxistas" como Hobsbawn, com seu onanismo político, sejam exaltados e gozem de excelente reputação na mídia de massa, isso é perfeitamente compreensivo, porém cabe apenas aos tolos digerir o produto de sua diarréia mental. Aquele que de fato compreende a força dos valores iluministas, a importância da pesquisa, da investigação e da conclusão buscam o conhecimento, não se acomodam com "historiadores marxistas recomendados pela mídia", eles denunciam pícaros do movimento marxista e fazem a verdade ir até o topo das montanhas, ressoar pelas paredes, eles fazem com que as nuvens façam chover essas verdades que cairão como uma espada afiada que destroça a vilania e a mentira!


Fontes:

1- HOBSBAWM, Eric J. A Era dos extremos: Breve século XX 1914-1991. 2ª edição. Tradução de Marcos Santarrita. Companhia das Letras
2- ibid., pg. 371
3- Artigo do jornal A Hora do Povo. Em: http://www.horadopovo.com.br/2009/janeiro/2733-14-01-09/P8/pag8a.htm
4- Ver "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", por V. I. Lenin
5- E. Lyons: Stalin: Czar of All the Russias; Philadelphia; 1940; p. 196, 200, citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
6- No original: "I got very well acquainted with Joe Stalin, and I like old Joe! He is a decent fellow. But Joe is a prisoner of the Politburo." President HARRY S. TRUMAN, informal remarks, Eugen, Oregon, June 11, 1948. Public Papers of the Presidents of the United States: Harry S. Truman, 1948, p. 329.
7- FURR, Grover. Stalin foi um ditador? Tradução de Gláuber Ataíde Em: http://www.omarxistaleninista.org/2011/04/stalin-foi-um-ditador.html
8- Em http://pt.scribd.com/doc/62898033/stalinealutapelareformademocratica-parte-II
9- E. Hoxha: With Stalin: Memoirs; Tirana; 1979; p. 14-15, citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
10- Citados em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
11- Em http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
12- G. K. Zhukov: The Memoirs of Marshal Zhukov; London; 1971; p. 283. Citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
13- Há vários indícios de falsidade de um documento supostamente assinado por Stalin que ultimamente tem ganho grande popularidade, que revelaria sua "crueldade em Katyn": http://pt.scribd.com/doc/62732715/Katyn-49-sinais-de-falsificacao-do-pacote-secreto-n-1
14- Ver http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html
15- Em Stalin, um novo olhar.
16- Citado em: http://humanheight.net/famous_people/sources/height_of_stalin_source.html
17- http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II_casualties




Stalin foi considerado pelo povo russo como um dos 3 maiores nomes de sua história, embora seja originalmente georgiano. Neste pôster soviético ele congratula trabalhadores soviéticos com duas grandes ordens conferidas a civis e militares, a Ordem de Lenin e a medalha de Herói do Trabalho Socialista.

sexta-feira, agosto 26, 2011

CULTURA


Dalol az ifjúság(Cante a importância da juventude)

Aqueles que foram à batalha ainda cantam
Centenas de canções de batalhas, velhas citações
Flamejantes que alcançam até as nuvens
E que ecoam através das paredes

Ref:
A terra canta, o mundo canta
A importância da juventude
A colina canta a canção que percorre o mar
E de um novo ritmo de canção
Levanta-se numa grande batalha
Um homem de paz

Aqueles que viveram por nós cantam sempre
E a canção torna-se forte como tempestade
Que alcança os jardins
O vento desvia-se quando ela vem.

Ref:

Hoje a velha chama está em novos corações
Jovens cantos de verão no dia de hoje
E ela pode alcançar todo o mundo
Até a mais jovem e virgem flor.


quarta-feira, agosto 17, 2011

Canal da Vitória

Образование на Украине - Educação na Ucrânia(legendado em português)

BBC ou Globo: Lá, como cá, o jornalismo é o mesmo

Extraído do Diário Vermelho

"Não há diferença essencial entre a Rede Globo e a BBC. Os que querem “mídia” podem perder suas últimas ilusões liberalóides conservadoras. Nenhum jornalismo-que-há sempre será melhor que o jornalismo-que-há". Artigo assinado pelo coletivo Vila Vudu, reproduzido a partir do blog Redecastorphoto.


A matéria abaixo esteve no ar. Nunca aconteceria no Brasil, porque a Rede Globo nunca entrevista gente que seja realmente contra a posição da “mídia” e as convicções pessoais dos jornalistas.

Aliás, fazem todos muito bem, porque ouviriam o que não querem ouvir nem querem que ninguém ouça e vivem para impedir que as pessoas digam e, se alguém disser, para impedir que a opinião pública ouça. Mas o horror do jornalismo-que-há, que só existe para impor opiniões feitas, é muito parecido.

Para os que pensem que só a Rede Globo faz o que faz e que algum outro tipo de jornalismo-empresa seja algum dia possível ou pensável, aí vai bom exemplo de que a Rede Globo é, só, a pior do mundo, mas faz um mesmo e idêntico “jornalismo”, feito por jornalistas autistas, fascistas sinceros, absolutamente convictos de que “sabem mais”, só porque são donos da palavra e nunca ouvem o “outro lado”, sobretudo se o outro lado quiser falar DELES e das empresas para as quais trabalham.

O problema do mundo não é a Rede Globo (ou, pelo menos, não é mais a Rede Globo que a BBC). O problema do mundo é que o jornalismo (que é aparelho ideológico criado e mantido para uniformizar as opiniões e constituir mercados homogêneos, seja para o consumo uniforme de sabão em pó e remédio antipeido, seja para o consumo uniforme de ideias sobre ética e democracia e justiça) é o único dono da palavra social. Se se inventar mídia que não seja única dona, feudatária, da palavra social, acaba-se o jornalismo-que-há.

Quem ainda duvidar, veja (abaixo) e leia a seguir (traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu): 


Transcrição da entrevista:
Shocking Footage: BBC Presenter Attacks Black Veteran Over London Riots – Aug, 09,2001

BBC (para a câmera): Vamos falar com Marcus Dowe, escritor e jornalista. (A câmera mostra um senhor, visivelmente perturbado.) Marcus Dowe, qual sua opinião sobre tudo isso? Você está chocado com o que viu lá a noite passada em Londres?
Entrevistado: Não, não estou. Vivo em Londres há 50 anos e há “climas” e momentos diferentes. O que sei, ouvindo meu filho e meu neto, é que algo muito, muito sério estava para acontecer nesse país. Nossos líderes políticos não tinham ideia. A Polícia não tinha ideia. [Só faltou completar: “Os jornais e os jornalistas não tinham ideia”.]

Mas se se olhasse para os jovens negros e para os jovens brancos, com atenção, se os ouvíssemos com atenção, eles estavam nos dizendo. E não ouvimos. Mas o que está acontecendo nesse país com eles...

BBC: Posso interrompê-lo, por favor... O senhor está dizendo que não condena o que houve ontem? Que não está chocado com o que houve em nossa comunidade ontem à noite?
Entrevistado: É claro que não condeno! Por que condenaria? A coisa que mais me preocupa é que havia um jovem chamado Mark Dogan, tinha casa, família, irmãos, irmãs. E a poucos metros de sua casa, um policial rebentou sua cabeça com um tiro.

BBC [interrompendo]: Sim, mas não podemos falar sobre isso. Temos de esperar o julgamento, o tribunal não se manifestou sobre isso... Não sabemos o que aconteceu. O senhor estava falando do seu filho, de jovens...

Entrevistado: Meu neto é um anjo. Me enfureço só de pensar que ele vai crescer e um policial pode colá-lo a uma parede e explodir sua cabeça com um tiro. A Polícia detém e pára e revista os jovens negros sem qualquer razão. Alguma coisa vai muito mal nesse país. Perguntei ao meu filho quantas vezes ele foi parado pela polícia. Ele me disse “Papai, não tenho conta de tantas vezes que aconteceu...”

BBC: Mas... Isso seria justificativa para sair e quebrar tudo, como vimos nos últimos dias em Londres?
Entrevistado: Onde estava você em 1981 em Brixton? Não digo que estão acontecendo “tumultos”. O que está acontecendo é insurreição das massas, do povo. Está acontecendo na Síria, em Liverpool, em Port of Spain... Essa é a natureza do momento histórico que vivemos.

BBC: O senhor não é estranho a essas agitações. O senhor já participou de agitações como essa, como sabemos.
Entrevistado: Nunca participei de agitação alguma. Estive em muitas manifestações que acabaram em conflitos. Seria normal que a Polícia da Índia Ocidental me acusasse de ser agitador. Mas absolutamente não admito que você me acuse de agitador. Quis oferecer um contexto para o que está acontecendo. O que é que vocês queriam? Masmorras?

BBC: Infelizmente, o senhor não conseguiria ser objetivo. Obrigada pela entrevista.

[Corta e o “jornal” passa a falar da suspensão de uma partida de futebol].
Música

Um hino ao comunismo

Um belo hino ao comunismo feito pelos camaradas da Hungria sobre o único sistema capaz de construir uma sociedade superior, um novo homem, uma mundo versado na ordem, na paz, na harmonia e na felicidade de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

Seu refrão diz:

"Comunismo, uma palavra de desejo do povo,
Comunismo, uma bandeira de desejo do povo,
Comunismo, uma palavra que dá asas ao povo,
É por ele que lutamos hoje, povo!"

REFLEXÃO

Por Cristiano Alves

Que mídia é essa que chama um extremista conservador de terrorista por matar uma centena de noruegueses, mas chama pilotos fanáticos que bombardeiam e matam milhares de pessoas na Líbia de "lutadores da liberdade e da democracia"?

Que mídia é essa que chama rebeldes líbios armados até os dentes pela França e pela CIA, conforme já admitido por comandantes militares destes países, de "revolucionários", mas chama jovens negros injustiçados no Reino Unido de "vândalos" e "arruaceiros"?

Que mídia é essa que com tantos talentos nos esportes, esforçados, limita-se a bajular apenas meia dúzia de pseudo-craques de futebol, que tal como brinquedos de um parque, só tem um bom funcionamento de acordo com o número de moedas que são depositadas em suas contas bancárias?

Que mídia é essa que promove o culto da personalidade de artistas decadentes como Lady Gaga, de viciados em narcóticos que nem mesmo fazem algo para se curarem?

Que mídia é essa que faz o possível para tirar do ar qualquer opinião que contrarie a ideologia oficial do sistema?

Definitivamente, essa mídia não passa de um instrumento de manipulação da classe dominante. Como já dizia um famoso sábio alemão, "as idéias predominantes de uma época são as idéias da classe dominante".

domingo, julho 31, 2011

REFLEXÃO

O SOCIALISMO, E SÓ O SOCIALISMO, PODERÁ CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SUPERIOR

Coréia do Norte: cidadãos ajudam na limpeza das ruas da cidade

Brasil: cidadãos sujam as ruas da cidade

...mas a seleção conseguiu vencer a Coréia por 2x1 na Copa.
INTERNACIONAL


Uma visita à Coréia do Norte por jovens brasileiros
Por Cristiano Alves



No mês de maio de 2011 os responsáveis pelo blog "Solidariedade com a Coréia Popular" deram um exemplo de internacionalismo e solidariedade com a classe operária internacional ao visitar um dos países mais demonizados pelo PIG(Partido da Imprensa Golpista). A paranóia coreanófoba e anticomunista não perdoou nem mesmo a seleção de futebol norte-coreana, durante a Copa de 2010, com matérias desrespeitosas e inclusive homofóbicas, o que foi repudiado por vários trabalhadores e setores da intelectualidade.

Participaram da visita os jovens G. Martínez, A. Rosendo e A. Ortega, todos da República Federativa do Brasil. No país coreano, conta A. Rosendo que logo de início desmascararam um dos mitos1 perpetrados pela mídia ocidental, no Brasil noticiado pela Folha, ou melhor, a Falha de São Paulo, o de que "na Coréia do Norte mulheres foram proibidas de usar calças"2, mito este perpetrado inclusive por jornais esquerdistas(isto é, de extrema-esquerda) como o "A Verdade"(de Moçambique)2, e o Causa Operária Online, do PCO(Brasil).3

O grupo conheceu a cultura coreana, suas tradições, costumes, além de ter testemunhado o deslumbrante grau de limpeza da cidade Pyongyang, além de ter visitado estabelecimentos coreanos como escolas, super-mercados, monumentos históricos, museus, dentre outros. Ainda, segundo um dos brasileiros, um outro fator notável na Coréia do Norte é a exuberante beleza das mulheres do país, mais até do que em países como a Suécia, também famosa pela beleza de suas mulheres. Diferente de outros visitantes, estes ocidentais estavam vacinados contra preconceitos etnocentristas comuns no showrnalismo ocidental.

A despeito das críticas à chamada Idéia Juche, traçadas pelo grande marxista-leninista William Bland, do Reino Unido, faz-se necessário um estudo desta idéia e de seu impacto na vida dos trabalhadores coreanos, a fim de compreender melhor seus fins e meios, e como um novo e superior sistema político-econômico no Brasil poderia torná-lo um país respeitável e transformá-lo numa superpotência.

Confira a seguir as fotos tiradas por Alexandre Rosendo, um dos visitantes:

Guardas coreanos cuidam de um canteiro de uma praça na cidade.

Guarda de trânsito patrulha as ruas de Pyongyang, onde é baixa a incidência de crimes automobilísticos.

Parque norte-coreano.

Cidadãos norte-coreanos cuidam da limpeza da cidade. O modelo inspirado no marxismo produz um novo homem, contrastante com a figura do elemento que joga lixo nas ruas e transforma cidades e lugares públicos num chiqueiro, tão comum nos países capitalistas.4

Estudantes coreanas em visita ao Túmulo de Kim Jong Suk. Repare que todas usam calça, imagem que comprova que a Folha de São Paulo e o PCO criminosamente falsificam notícias sobre outros países.

A. Ortega, A. Rosendo e G. Martínez prestando homenagem a Kim Jong Suk, importante revolucionária coreana.

Os três brasileiros em Pyongyang, Coréia do Norte. Repare nas mulheres com calças, ao fundo, comprovando a falsidade das notícias da Folha de São Paulo e do PCO.

A. Ortega presta sua homenagem aos heróis da luta anti-imperialista coreana.

Coreana em visita ao túmulo de importantes nomes coreanos. Repare que ela usa calças.

Visitantes brasileiros posam ao lado de Alejandro Caos de Benós, único funcionário ocidental do governo coreano.

Brasileiros posam ao lado de camaradas de diversos países do mundo, numa demonstração de internacionalismo.

Aula de música na Coréia Popular.

A. Rosendo inspeciona mercadorias numa loja norte-coreana.

Museu exibe itens de um general americano capturado durante a Guerra da Coréia.

Considerado o melhor avião de caça da Guerra da Coréia, este MiG-15 está em exposição. Centenas destes aviões foram pilotados por pilotos soviéticos, cuja participação no conflito era secreta. Um destes pilotos internacionalistas foi o ucraniano Ivan Kojyedub, militar honrado com o título de Herói da União Soviética, considerado o maior ás da II Guerra Mundial do lado aliano, e mais tarde promovido a Marechal.

T-34/85, carro de combate considerado o melhor da IIGM e da Guerra da Coréia, responsável por incontáveis vitórias sobre os imperialistas alemães na Europa e sobre os imperialistas americanos na Península da Coréia. É usado até hoje pela Polônia, tendo sido empregado por este país no Iraque inclusive.
Jovens brasileiros posam ante o Pueblo, barco americano capturado pelos coreanos, junto com a guia coreana.

Duas jovens coreanas apreciam a beleza de um parque na cidade. Repare que ambas usam calças.
Vista do Hotel Ryungyong
Aula de canto na Coréia do Norte. Repare na disciplina e organização dos alunos, geralmente inexistente em salas de aula brasileiras ou americanas. De acordo com Alexandre Rosendo, a sociedade socialista norte-coreana valoriza a disciplina e o espírito de liderança, tendo cada coletivo o seu representante. Nota-se a gravata vermelha, usada pelas crianças e pré-adolescentes comunistas.

Aula de artes numa escola coreana

Aula de informática na Coréia do Norte. Embora a terra choson sofra um bloqueio econômico que impossibilita contratos provedores estrangeiros de internet, o currículo inclui noções de como usar a internet e intranet. Repare no uniforme impecável dos alunos coreanos, cujo zelo e nível de organização só pode ser encontrado no universo militar nos países ocidentais.

Foto de uma fazenda coletiva na RDPC.

Vila no interior do país, com sua própria terra arável.

Jovens caminham pelas ruas de Pyongyang(repare nas calças das garotas, desmentindo a notícia do PCO e da FSP). Ao contrário do clamado por jornais amarelos ocidentais, as pessoas caminham livremente pela capital coreana.
Aula de música em escola coreana
Confira também os vídeos feitos por A. Ortega, A. Rosendo e G. Martínez e compare-o com a maioria dos vídeos preconceituosos divulgados pela grande mídia a respeito do país. Vale lembrar o comentário de um dos espectadores do vídeo a respeito do sistema educacional coreano: "nem mesmo o colégio particular em que nasci era tão organizado assim, acho que nasci no país errado".













1- http://surgiu.com.br/noticia/809/coreia-do-norte-proibe-mulheres-de-usarem-calcas.html
2- http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u724566.shtml
3- http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=15754
4- Embora seja possível encontrar um oásis de limpeza no mundo capitalista, a julgar por lugares como Gramado e Canela no Brasil capitalista, por exemplo, em regra encontra-se lixo e poluição sonora e visual nas ruas de países capitalistas, o que é agravado ainda mais pelo modelo consumista, no qual milhares de litros de petróleo são desperdiçados e pelo menos 40 mil toneladas de aparelhos celulares(que contém metais difíceis de ser minerados) vão par a lata do lixo diariamente.

quinta-feira, julho 28, 2011

OBITUÁRIO


A despedida de um paladino da verdade: Ludo Martens
Por Cristiano Alves



Neste dia 6 de junho faleceu o incansável lutador das causas dos trabalhadores de todo mundo, pesquisador e historiador Ludo Martens. Nascido no Reino da Bélgica, em 1946, Martens foi um ativista do movimento comunista belga, denunciou a causa revisionista, que tomara conta do movimento comunista internacional após o XX Congresso do PCUS, que corrompeu os ideais marxistas-leninistas a partir de dentro.

Na história do homem há aqueles que por ignorância ou má fé, não se dedicam a pesquisar a veracidade de fatos ou alegações, reproduzindo ideologias tal como o gado a seguir o seu condutor, ainda que se trate de levá-lo para a lama ou um abismo. De fato, nas escolas e nas livrarias, é muito comum encontrar autores com uma atitude lemingue em relação à história, reproduzindo mentiras, meias verdades, sem qualquer investigação séria. Um dos alvos preferidos da chamada "história oficial" é a União Soviética e os comunistas, uma vez que defendem algo abominável para os capitalistas, que é o fim da propriedade privada dos meios de produção. Para mentir e criar todo um clima de terror psicológico, estes indivíduos, tal como feiticeiros, conjuram uma realidade fictícia, onde um líder assina incansavelmente sentenças de fuzilamento, mata 10, 50 100, 500 milhões... em números que variam de acordo com a fúria e nível de corrupção intelectual deste ou daquele pseudo-historiador, em realidade, nada mais do que propagandistas muito bem pagos a soldo do grupo de 1% mais rico do mundo, que concentra em suas mãos 40% das riquezas do nosso planeta. Em toda essa fumaça de podrição e corrupção, o historiador Ludo Martens surgiu como um paladino no meio da escuridão, conduzindo um importante trabalho de pesquisa de alta relevância para todos aqueles que tem compromisso com a verdade dos fatos, que repudiam o revisionismo fascista.

O historiador belga ficou notável pelos seus trabalhos francófonos a respeito da União Soviética, sendo o seu mais famoso trabalho a obra Un autre regard sur Staline (em português, "Stalin, um novo olhar", da Revan), nesta obra Ludo Martens destrói vários mitos e clichês sobre a URSS que até hoje eram tidos como dogmas inquebrantáveis, dentre os quais a idéia de que "comunismo é fascismo só que pior", de que "o Holodomor foi uma fome provocada pelos comunistas para matar os ucranianos", de que "Stalin preparou mal a guerra antifascista", de que "a URSS só cresceu por causa do trabalho escravo", de que "o povo soviético era oprimido pelo comunismo", de que "o comunismo matou milhões", "Trotsky teria sido melhor para a URSS", o "Testamento de Lenin", dentre outros mitos criados e reproduzidos de forma doutrinária em paradidáticos escolares, revistas, livros, jornais, programas televisivos... A respeito de algumas dessas mentiras, por exemplo, o mito de que "o comunismo matou mais do que o nazismo", Ludo Martens revela que a fonte desta mentira é cara aos nazistas, que uma vez acobertados pelo governo dos EUA, que perseguia comunistas enquanto acolhia criminosos de guerra fascistas, eram empregados em agências de inteligência e tinham toda a liberdade para propagar seus mitos hitlerianos. Sem dúvidas isso foi fundamental para criar nos EUA e em outros países um clima de terror e conseguir apoio para todas as ações contra a URSS e qualquer país que visasse seguir um caminho independente dos Estados Unidos.

Ainda outros trabalhos importantes de Ludo Martens são fruto de sua luta política contra grupos de quinta-coluna no movimento dos trabalhadores, notadamente, o trotskismo e a IV Internacional. Em sua obra "O trotskismo a serviço da CIA contra os comunistas"(cuja tradução em português é do autor deste artigo), Ludo Martens desmascara o papel dos trotskistas no movimento belga e em outros países, denunciando-os como pícaros do comunismo, apresentando, por exemplo, declarações de Ernst Mandel, seu conterrâneo e líder da IV Internacional, onde este apóia descaradamente a Perestroyka e menciosa Borís Yeltsin como um "seguidor de Trotsky", depois atacando-o como um "stalinista", quando as coisas começaram a complicar na recém surgida e impotente Federação Russa. O autor apresenta ainda gritos de apoio dos trotkistas a outros movimentos de caráter reacionário como o levante húngaro de 1956, que visava restaurar o poder dos partidários do fascista Horthy. Esse namoro do trotskismo internacional com agências americanas é antigo e é uma herança maldita de seu pai, Lyev Trotsky, que já no México entregava os comunistas ao FBI americano(nessa época a CIA ainda não existia), numa tentativa de obter um green card, conforme registrado no documento de nome RG-84, que informa as atividades da agência.

Além de esclarecer o papel do trotskismo, Martens não perdeu de vista os revisionistas, analisando suas práticas e trazendo a tona vários fatos que objetivamente levaram ao fim da União Soviética. Adotava o historiador um estilo objetivo, sempre apresentando um método dialético, onde Ludo apresenta os argumentos da outra parte e argumentos de outros historiadores ou fatos que corroboram ou refutam aquela versão, trazendo ao leitor uma versão segura e desprovida de subjetivismo. Uma de suas obras, recomendada para aqueles que querem compreender as causas que levaram ao fim da primeira experiência socialista está na obra "Anos Brejnev: revisionismo ou stalinismo", onde, após uma análise do período Brejnev, Ludo Martens revela que Brejnev optou, no plano teórico, por seguir todas as formulações revisionistas do XX Congresso do PCUS, adotando esta linha como a sua, além de proteger corruptos que iam desde funcionários pícaros do PCUS até a sua família em escândalos como desvio de recursos, e inclusive tráfico de diamante, contribuindo para a formação de uma "classe de burocratas" que mais tarde não falharia em roubar a propriedade socialista e emergir na Rússia como oligarcas e mafiosos.

Durante os anos 90 e após o ano 2000, Ludo Martens militou ativamente no Reino da Bélgica, participando da organização do Seminário Internacional Comunista, e na República Democrática do Congo, liderada pelo revolucionário Kabila. Na Rússia, Martens fora laureado com o título e a medalha de "Herói do Rússia dos Trabalhadores", movimento político importante durante os anos 90, recebendo de Viktor Ampilov o prêmio. O historiador belga defendeu também o estabelecimento de um sistema socialista na Bélgica, cuja capital também é sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN-NATO). Além de sua batalha contra o capitalismo, o historiador e ativista belga vinha lutando ativamente contra outro inimigo igualmente mortal, o câncer, deixando para as novas gerações uma importante vacina contra a ignorância e o anticomunismo: a verdade, o conhecimento!



Acervo de Ludo Martens em português:
http://comunidadestalin.blogspot.com/search/label/Ludo%20Martens

Falando a verdade: Terrorismo direitista e paranóia anticomunista na Noruega


 

English video:


EDITORIAL

Desmascarando uma falsa fonte
Por Cristiano Alves

Recentemente, ao ler os comentários escritos em um dos vídeos chamou-me a atenção um comentário de um dos leitores, mencionando um certo "Vadim Erikman" que apresentava certas estatísticas a respeito das "vítimas do comunismo". Fiquei curioso, tendo resolvido buscar um pouco a respeito de tal autor no Google. Nas buscas que fiz, encontrei tal autor citado em vários blogs brasileiros e portugueses sobre a II Guerra Mundial e de extrema-direita:

"O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, fez as seguintes estimativas"
( www.cruzdeferro.com.br/index_arquivos/stalin.htm )

"Total: aproximadamente nove milhões (segundo oescritor russo Vadim Erlikman)*"
( delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1103032.html )

"O escritor russo Vadim Erlikman, fez as seguintes estimativas: Número de mortos. Executados: 1,5 milhão. Fome e privações (gulags)"
( reporterdecristo.com/a-historia-do-socialismo-sovietico-e-n... )

Ao se deparar com essas informações, resolvi pesquisar quem era o tal "Vadim Erlikman", por ter supostamente feito tais descobertas deveria ter seu próprio site ou artigos pela internet, tal como o jornalista sueco Mário Souza, ou Ludo Martens. O primeiro tem o seu próprio site na internet, contato por e-mail, e vários artigos pela rede, o segundo tem, além de artigos e sua página, também fotos e até vídeos no Youtube, demonstrado que são entes reais. A busca de imagens por "Vadim Erlikman", curiosamente, não retorna nenhum resultado, exceto fotos de Stalin. A busca por "Вадим Эрликман", seu nome em cirílico também não retorna resultados, exceto fotos de Stalin e até Bin Laden. A busca por "Вадим Ерликман", onde usei outra letra cirílica(Е pronuncia-se "ye", e Э pronuncia-se "é"), também não trouxe resultados de fotos. No que diz respeito a sites ou artigos, verificou-se o mesmo em português, apenas citações em fórums, ausência total de artigos, páginas ou qualquer trabalho do suposto "historiador", porém uma informação interessante, de que o tal autor não é nem historiador, mas jornalista independente, e a julgar pela relevância de seu nome no buscador, também não é nenhum pesquisador.

Tudo isso não é nenhuma surpresa, uma vez que historiadores ou não, anticomunistas estão sempre buscando aumentar o máximo possível o número de "vítimas de Stalin", ignorando que o país na época enfrentava uma ameaça real de invasão e infiltração de fascistas e agentes do imperialismo, diferente do que ocorria no Brasil da ditadura militar, cuja ameaça era fictícia usada com propósitos de repressão e sadismo para manter o poder da burguesia e do latifúndio.

O recado que fica para aqueles que se deparam com esse tipo de informações é que sejam céticos, desconfiam e tenha pelo menos 90% de certeza de que a fonte é falsa, uma vez que já foi mostrado em outros artigos de A Página Vermelha, que anticomunismo é doença e que grande parte de seus perpetradores mentem continuamente com intuito de provocar terror psicológico, afastar militantes do movimento, enganar os trabalhadores, negando qualquer possibilidade de mudança, defendendo o status quo e opondo-se a um mundo justo(e não "mais justo", uma vez que o capitalismo não é justo). O mais imundo criadouro de porcos acaba parecendo limpo na frente da sujeira e vilania anticomunista.

Ver também:

Mentiras sobre a história da URSS
http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html

Afinal, quantos milhões o comunismo matou?
http://apaginavermelha.blogspot.com/2011/02/historia-afinal-quantos-milhoes-o.html

Anticomunismo é terrorismo
http://apaginavermelha.blogspot.com/2011/02/especial-anticomunismo-e-terrorismo-por.html

domingo, julho 03, 2011

HISTÓRIA

Descóbrese que en 1938 os nazis recrutaron o Ministro de Asuntos Exteriores de Polonia 
(Artigo em galego extraído do blog Estouras)

Publicado o 13 de xuño en Историческая память (Fundación Historia)

En 1938 o ministro polaco de Asuntos Exteriores, Jozef Beck, foi recrutado polos nazis. Aparece isto revelado nas confesións do Tenente Xeneral da Luftwaffe, Alfred Gerstenberg, publicadas na colección documental “Tainy diplomatii Tret’ego Reikha: Germanskie diplomaty, rukovoditeli zarubezhnykh voennykh misii, voennye i politseiskie attaché v sovetskom plenu. Dokumenty iz sledstvennykh del” [“Secretos da Diplomacia do Terceiro Reich. Diplomáticos alemáns, Líderes de Misións Militares no Estranxeiro, Agregados Políticos e Militares cativos dos soviéticos. Documentos dos Arquivos de Investigación” (Moscova, 2011), publicado pola “Fundación Democracia”.

Nun interrogatorio do 17 de agosto de 1945, o xeneral Gerstenberg, quen ocupara o posto de agregado das forzas aéreas en Polonia desde 1938, comunicou a seguinte información a respecto do recrutamento de Beck:

«Pregunta: É ben coñecido que Goering visitaba a miúdo Polonia. Realmente o seu único interese en Polonia era a caza?

Resposta: Goering acudía acotío a Polonia e outros países a cazar, mais en realidade el non estaba tan interesado na caza como en usar a caza para agochar as tarefas políticas que levaba a cabo. Antes da miña marcha a Polonia, Goering díxome que viaxaría a Polonia para cazar e facilitar as miñas tarefas.

E de feito, en 1938 Goering chegou a Polonia, onde foi cazar co ministro polaco de Asuntos Exteriores, Beck. Durante esta cazaría Goering deulle a Beck un cheque por 300 mil marcos, despois do cal Beck comezou unha forte amizade con Alemaña.

Pregunta: Como sabe que Goering subornou a Beck?

Resposta: Souben que Beck fora subornado por Goering a través de Moltke, embaixador alemán en Polonia, quen tomou parte na cazaría. Grazas a este contacto Moltke dixo que Beck non fuxiría das nosas gadoupas.»

(Tainy diplomatii Tret’ego Reikka. Moscova, 2011, p. 581. A transcrición está en: TsA FSB. D. N-21147. T. 1. L. 35-53.)

A información sobre o recrutamento de Jozef Beck por parte dos nazis explica moitas cousas da política exterior polaco en 1938 e 1939, segundo Aleksandr Diukov, director do Fondo para a Memoria Histórica. «Cando Alemaña encetou a revisión das fronteiras europeas, Polonia fixou outro tanto», comentou. «Xa que logo, en marzo de 1938, Varsovia organizou unha acción de provocación na súa fronteira con Lituania, dándolle un ultimato en que demandaba que recoñecese oficialmente como territorio polaco a provincia de Vilna, anexionada polas forzas polacas en 1922 e ocupada en 1920. De se negar, Polonia ameazou con declarar a guerra a Lituania. Esta iniciativa recibiu o apoio de Berlín.

Pouco despois, Polonia tomou parte con Alemaña no desmembramento de Checoslovaquia para se apoderar da provincia de Tesin. Polonia foi o agresor de facto. O 20 de setembro de 1938, o embaixador polaco en Berlín, a falar con Hitler, comentou que a postura do seu país paralizara a «posibilidade dunha intervención soviética no tema checo». En marzo de 1939 Polonia situouse de novo no mesmo lado da barricada con Alemaña, apoiando activamente a idea da ocupación húngara da Transcarpacia ucraína.

Cando falan destes eventos históricos, os historiadores polacos tentan convencernos de que, en realidade, durante a década dos 30 Polonia só levou a cabo unha política de “equilibrio” entre Alemaña e a Unión Soviética. No entanto, isto é falso. É doado comprobar que a política exterior polaco corría polo rego dos nazis. A información do recrutamento de Beck explica a razón.»
 
 
 
Comentários da edição de A Página Vermelha: Será que o diretor polaco Andrzei Wajda também irá fazer uma produção milionária sobre a colaboração nazi-polonesa, incluindo a invasão da Tchecoeslováquia por forças nazistas e polacas durante a anexação de Zaolzie?

sexta-feira, junho 24, 2011

terça-feira, maio 31, 2011

MUNDO

Russos fazem página desmistificando mitos sobre o país e a Grande Guerra Patriótica
Por Cristiano Alves



Foi dito certa vez pelo filósofo alemão Karl Heinrich Marx que antes da invenção da imprensa acreditava-se que ela acabaria com todos os mitos medievais, porém criou-se muito mais mitos do que antes após a sua invenção. Com o surgimento do cinema e da internet, esses mitos e boatos ganharam uma dimensão ainda maior num sistema que vive do ódio, do racismo e da mentira, o capitalismo.

Tal qual como os negros na América foram e são ainda vítimas de ampla campanha difamatória, normalmente baseado em estudos superficiais, boatos, casuísmos... motivados pela sanha exploradora das elites nacionais, o mesmo ocorre com os russos na Rússia. Transmite-se às massas desde a simples boatos segundo a qual "na Rússia neva o ano inteiro e cada russo tem um urso polar de estimação do quintal", até boatos segundo os quais "a União Soviética só venceu a II Guerra Mundial por causa do inverno"(como se os russos, especialmente civis, não sofressem os efeitos do frio e da escassez de alimentos dele resultante), segundo os quais "o Exército Vermelho lutava mais por medo do NKVD do que por amor ao seu país e ao socialismo" ou ainda segundo os quais "os militares comunistas não passavam de estupradores". Todos estes não passam de mitos baseados em casos isolados que apelam para generalizações e em grande parte dos casos inclusive para a propaganda nazista, pois uma vez que foi a forma mais violenta de propaganda anticomunista, foi vista como útil pela burguesia e perpetrada por seus assalariados muito mal travestido de historiadores, num mundo onde é cada vez mais fácil falsificar a história com usando o poder da mídia e o Photoshop.

Um grupo de russos da Sociedade da Grande Vitória resolveu refutar vários pontos colocados em fóruns, livros e filmes(que moda os americanos têm de querer fazer filme sobre outros países, como se fossem grandes especialistas no assunto!) sobre o seu país. O sítio virtual "A Rússia em Guerra" (http://www.great-victory1945.ru) discorre rapidamente sobre a história da Rússia e enfatiza o seu papel na II Guerra Mundial, ilustrado com fotos reais e lindos desenhos artísticos sobre fatos da guerra, trazendo referências bibliográficas russas e ocidentais que corroboram os pontos de vista do autor. Dentre alguns mitos destruídos na página, alguns extremamente populares nos Estados Unidos, estão o mito de que "foi a participação americana que decidiu o fim da guerra", mito perpetrado especialmente por Holywood, inclusive apresentando os historiadores americanos como "narcisistas", conforme denunciou um historiador britânico. Um ponto interessante abordado no site é que um verdadeiro russo nunca usa o termo "esse país", mas sim o termo "nós"(my), cita o autor inclusive um episódio em que este teve aulas de história com um professor estrangeiro e este, ao perguntar aos alunos russos quem derrotara Napoleão, estes responderam "nós", ao fazer outras perguntas sobre invasores ou realizações da Rússia, estes respondiam "nós", o que surpreendeu o professor, que então dissera "mas não vocês um grupo de criancinhas"; ocorre que a mentalidade russa é diferente da tradicional mentalidade ocidental, o sentimento de povo, de país, é mais forte no povo russo, daí um russo verdadeiro nunca ou raramente usa o termo "esse país", mas "nós", e isso é facilmente verificável no cotidiano, em livros ou mesmo filmes, palavras como "nasha strana"(nosso país), "nasha rodina"(nossa pátria), "nashi lyudi"(nosso povo), são termos muito mais utilizados por um russo do que "a Rússia" ou "o povo russo", isso é ocorre desde um discurso de um aluno numa escola primária até a apresentação de um filme de grande bilheteria, por exemplo. Também é comum os russos falarem que "nossos avós lutaram", uma vez que praticamente o país inteiro combateu o fascismo, e não apenas alguns militares. Um outro ponto que distingue o povo russo de outros povos, ressaltado pelo autor, e talvez o principal no modelamento do caráter e espírito desse povo, outrora já ressaltado em documentários como "The battle of Russia", é que diferente da maioria dos outros povos, principalmente Brasil e Estados Unidos, na maior parte da história russa estão presentes as guerras contra invasores. A Rússia foi invadida desde o seu início por vikings noruegueses, mongóis, tártaros, suecos, alemães, poloneses, lituanos, turcos, cazares, franceses, tchecos, americanos, britânicos... praticamente toda a Europa já enviou tropas invasoras para a Rússia e a URSS, alguns desses países até mais de uma vez. Ante todos estes invasores a Rússia permaneceu de pé, mesmo com diferentes sistemas econômicos, embora o autor mencione como determinante o papel do sistema socialista soviético para a vitória na II Guerra e da liderança de Stalin, enfatizando também o papel da fé ortodoxa (o próprio site traz em várias oportunidades a cruz ortodoxa de 8 braços ao lado de símbolos comunistas e a fita de São George).

Militares comunistas atiram os estandartes militares alemães capturados em frente ao Mausoléu de Lenin, Kremlin, na Praça Vermelha, numa vitória de extrema importância para os povos e a classe trabalhadora mundial.
Embora os alemães tenham matado mais de 20 milhões de soviéticos no maior holocausto da história, estuprado mulheres, pilhado e aniquilado cidades inteiras, o site "Russia at War" não guarda ressentimentos pelos invasores, não demosntrando qualquer sinal de "germanofobia", inclusive apresentando a Alemanha como uma antiga nação de guerreiros, porém condenando o nazismo e sua postura imperialista. O sítio virtual satiriza em várias oportunidades a noção nazista de "super-homem ariano", mostrando como os bárbaros nazistas tratavam seus prisioneiros, enviando fotos de enforcamento e crueldade para seus entes queridos como mães ou namorada, ao passo que os russos faziam esforço para tratar bem os prisioneiros alemães, inclusive prestando atendimento médico e respeito para com o inimigo. A página traz muitas fotos fortes, com barbáridades dos nazistas contra populações civis inclusive, denunciando a idéia de que essa brutalidade era exclusiva da Waffen SS, sendo também perpetrada por tropas regulares alemãs.

Fotos como estas eram enviadas pelos nazistas às suas famílias como suvenir. Destaque para o sorriso dos oficiais e soldados numa cena de enforcamento. Hoje na Alemanha brutalidades como esta são indiretamente justificadas por jornais anti-soviéticos e pseudo-historiadores.

O sítio é um ótimo remédio contra os falatórios anti-soviéitcos e russófobos, abordando rapidamente a Guerra Fria e inclusive ridicularizando uma técnica extremamente ignóbil, reacionária, fascista que tinha por objetivo disseminar o terror psicológico dentre o público americano, o famoso "duck and cover", algo como "abaixe-se e tome cobertura", muito usado com crianças, uma técnica onde diante de uma simulação de um ataque nuclear soviético, muitas vezes não anunciada, todos tinham que abaixar-se e tomar algum tipo de cobertura, passando a impressão de que a URSS, que jamais utilizara armas nucleares contra outros povos, queria a todo custo destruir os EUA com uma guerra nuclear, incitando a paranóia e alimentando os cofres de charlatães burgueses que lucraram milhões com a construção de ridículos "abrigos nucleares domésticos". Um dos pontos negativos do site, entretanto, encontra-se em algumas posições levemente chovinistas, como uma passagem onde o autor menciona que "não havia ateus no front soviético". Algumas passagens que podem assustar o leitor, também, é o momento em que os autores proclamam "ser brancos e cristãos com orgulho", isso por que além da Rússia não ter colonizado outros continentes como os espanhóis na América, é na verdade uma reação a alguns mitos que apresentam o povo russo como um povo "mongolóide"(isto é, asiático), geralmente com o intuito de diminuir o seu papel e falsificar a sua identidade para a construção de um discurso racista e russófobo, uma vez que "seriam biologicamente estranhos ao continente europeu". "Russia at War" é um lugar na rede mundial onde se pode aprender e compreender um outro povo para construir um mundo melhor, com respeito mútuo.

quarta-feira, maio 11, 2011

CULTURA

A queda de Berlim, composição de Shostakovich
Por Cristiano Alves
Não há dúvidas de que o filme "Padenie Berlina", de Miheil Chiaurelli, foi um grande sucesso, sendo o primeiro filme artístico do cinema a retratar em cores a II Guerra Mundial. Diferente de filmes como "A lista de Schindler" ou "O resgato do soldado Ryan", ambos de Steven Spielberg, clássico ocidental, ou ainda de "A Fortaleza de Brest" ou "Vá e veja", clássicos bielorrussos sobre a guerra que mudou o mundo, que focam em combates específicos, o filme do georgiano Miheil Chiaurelli, além de destacar-se por seu pioneirismo, numa época em que os grandes filmes do cinema vnham da União Soviética, e não dos Estados Unidos, também destacou-se o filme por outro ponto forte: a música!

A queda de Berlim(Padenie Berlina) é obra do renomado compositor soviético Dmitri Shostakovich, autor de uma famosa composição sobre o cerco de Leningrado que fora usada no filme-documentário "The battle of Russia", do Ministério da Guerra dos Estados Unidos, e fora aproveitada pelo mesmo compositor para a opus 82, A queda de Berlim, trilha sonora do filme homônimo, onde o operário stahanovista1 Aleksiey Ivanov, Herói do Trabalho Socialista2, conhece a professora Natasha, vivendo um curto amor, até serem separados pela invasão alemã, que separou os dois, transformando um num militar do Exército Vermelho e a outra numa trabalhadora escrava dos alemães.

Num dos momentos do filme, o operário A. Ivanov lidera um grupo no assalto às alturas de Seelov, uma batalha feroz contra os alemães. No momento desta batalha, a música de Shostakovich expressa as dificuldades do Exército Soviético em derrotar um dos mais bem defendidos enclaves militares alemães, sempre sob o lema de não retroagir e avançar o máximo para chegar até Berlim.

Essa composição de Shostakovich, relacionada aos tempos áureos da chamada "Era Stalin", quando a União Soviética deixou de ser um mero país de camponeses para se tornar um país industrializado e potência econômica, social e militar, foi executada durante a comemoração dos 65 anos da Vitória em 2010 na República de Belarus, precisamente, nas ruínas da  da Fortaleza Heróica de Brest, transformada em grande monumento histórico da qual um soldado se levanta da terra pra resistir, mas não se entregar. A orquestra contou com a direção de Anton Lubchenko e a o solo da renomada pianista Regina Chernichko, laureada em vários eventos de música internacionais. Ela executa um dos momentos decisivos deste trecho da opus, em piano.



1- Stahanovista: nome de um ativista do stahanovismo, movimento sovético dos anos 30 que pregava a máxima eficiência no trabalho sob o espírito da emulação(competição) socialista. Esse movimento implicou num aumento da produção soviética em 41% no Primeiro Plano Quinquenal, durante o Segundo Plano Quinquenal, em 82%. Diferentemente dos países capitalistas, onde o operariado obtem lucros irrisórios ante sua produtividade, os operários soviéticos eram muito bem recompensados materialmente por suas façanhas heróicas e considerados heróis nacionais, além de desfrutarem de outros serviços sociais gratuitos e disponíveis à toda a população.
2- Herói do Trabalho Socialista: diferentemente dos países capitalistas, no socialismo um herói não é apenas um militar, mas também o operário que ajuda a construir a economia de seu país. Embora na URSS fosse possível encontrar monumentos aos líderes da Revolução de Outubro, o maior monumento era dedicado a um operário e uma camponesa.

sábado, maio 07, 2011

CULTURA

Avante no tempo
Por Cristiano Alves

Avante no tempo(Vremya vperyod) é uma composição de Georgiy Vassilyevitch Sviridov(1915-98), famoso compositor soviético, aluno de Shostakovich, vencedor de diversos prêmios e medalhas na URSS, dentre as quais o título e a medalha de Herói do Trabalho Socialista, 4 Ordens de Lenin, Prêmio Stalin, Prêmio Lenin, 2 Prêmios Estatais, além do prêmio de Artista Popular da URSS, Artista Popular da RSFSR e Cidadão Honorífico de Moscou.

Sviridov dedicou sua vida à criação da música socialista, para o proletariado soviético, música que o inspirou em suas lutas diárias no trabalho, na vida, na paz e na guerra. Ao lado das canções do grande compositor Pyotr Tchaykovsky, as composições de Sviridov não sempre tocadas no Dia da Vitória, 9 de maio, na Rússia(8 de maio no ocidente, em razão do fuso horário), especialmente durante o momento do salvo de fogos. Este grande compositor socialista deixou a todos uma preciosa jóia da música, a suite "Vremya vperyod", "Avante no tempo". Para os conhecedores da música clássica, Sviridov foi o último grande compositor, estando no mesmo panteão de nomes como Tchaykovsky, Prokofiev, Shostakovich, Mussorgsky e Rimsky-Korsakov.

terça-feira, maio 03, 2011

ATUALIDADES


A varsoviense
Por Cristiano Alves



A varsoviense é uma canção cujo texto foi escrito por Wacław Święcicki, preso por atividades socialistas na Polônia, então território do extinto Império Russo, por volta de 1879. Foi numa demonstração do Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 1905, que a Varsoviense recebeu esse nome, tornando-se um hino de luta da classe operária mundial, sendo bastante popular de Vladivostok a Madri, onde recebeu uma versão em espanhol, que preservava apenas a melodia, sendo bastante tocada nos dias da República Espanhola, nos anos da Revolução nos anos 30.

Embora os poloneses tenham criado a famosa canção revolucionária, foram os soviéticos quem a popularizaram, dando-lhe uma versão instrumental que até hoje é a mais conhecida. Essa música ganhou ainda maior importância com a libertação da Polônia pelas tropas do Exército Vermelho, durante a II Guerra Mundial, o que recriou um Estado polonês, entidade suprimida pelos nazistas. Com o advento do 1º de maio, comemorado nesta semana, vale lembrar a famosa canção comunista:



A varsoviense
Tradução do russo para o português de Cristiano Alves

Furações inimigos voam sobre nossas cabeças
Forças das trevas nos oprimem

Na batalha para a qual somos destinados
Destinos desconhecidos nos esperam.

Mas levantaremos com orgulho e firmeza
A bandeira da luta dos trabalhadores
A bandeira da grande batalha dos povos
Por um mundo melhor e a sacra liberdade.

Refrão:
Para a luta sangrenta
Sagrada e justa
Marche, marche adiante
Povo trabalhador.
  
Trabalhadores hoje morrem de fome
Irmãos, deveremos silenciar?
Pode a visão da forca
Amedrontar os olhos dos nossos irmãos em armas?

Na grande batalha, não deixem morrer sem deixar rastros
Aqueles que lutam com honra por uma idéia
Seus nomes em nossas canções de batalha
Deverão se tornar sagrados para milhões de pessoas.

Refrão

Nós desprezamos a coroa de tiranos
Nós condenamos as correntes que martirizam o povo
O sangue do povo cobre os tronos
Com seu próprio sangue avermelharemos o inimigo!

Morte feroz a todos os inimigos!
A todos os parasitas da massa trabalhadora!
Vingança e morte aos tzares-plutocratas!
A hora solene da nossa vitória está próxima.

Refrão
 
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Варшавянка

Вихри враждебные веют над нами,
Темные силы нас злобно гнетут.
В бой роковой мы вступили с врагами,
Нас еще судьбы безвестные ждут.

Но мы подымем гордо и смело
Знамя борьбы за рабочее дело,
Знамя великой борьбы всех народов
За лучший мир, за святую свободу.

На бой кровавый,
святой и правый
Марш, марш вперед,
рабочий народ.

Мрёт в наши дни с голодухи рабочий,
Станем ли, братья, мы дольше молчать?
Наших сподвижников юные очи
Может ли вид эшафота пугать?

В битве великой не сгинут бесследно
Павшие с честью во имя идей.
Их имена с нашей песней победной
Станут священны мильонам людей.

На бой кровавый,
святой и правый
Марш, марш вперед,
рабочий народ.
 
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Original em polonês(polska)

Smialo podniesmy sztandar nasz w gore,
Choc burza wrogich zywiolow wyje,
Choc nas dzis gnebia sily ponure,
chociaz niepewne jutro niczyje.

O, bo to sztandar calej ludzkosci,
To haslo swiete, piesn zmartwychwstania,
To tryumf pracy, sprawiedliwosci,
To zorza wszystkich ludow zbratania!

ПРИПЕВ (x2):
Naprzod Warszawo!
na walke krwawa,
Swieta a prawa!
Marsz, marsz, Warszawo!

II.
Dzis, gdy roboczy lud ginie z glodu,
Zbrodnia w rozkoszy tonac jak w blocie,
I hanba temu, kto z nas za mlodu,
Leka sie stanac choc na szafocie!

O, nie bez sladu kazdy z tych skona,
Co zycie sprawie oddaja w darze,
Bo nasz zwycieski spiew ich imiona
Milionom ludzi ku czci przekaze!

III.
Hurra! Zerwijmy z carow korony,
Gdy ludy dotad chodza w cierniowej,
I w krwi zatopmy nadgnile trony,
Spurpurowiale we krwi ludowej!

Ha! Zemsta straszna dzisiejszym katom,
Co wysysaja zycie z milionow.
Ha! Zemsta carom i plutokratom,
A przyjdzie zniwo przyszlosci plonow!
 
 
 
INTERNET

Site reconta a história da Grande Guerra Patriótica
Por Vladimir Tavares

O sítio virtual Pobediteli.ru (pobeditel significa "vencedor", em russo) foi lançado para recontar a história da Grande Guerra Patriótica, a página mais densa da história da Segunda Guerra Mundial. Iniciativa cívica de Yekatyerina Solntseva, Yelyena Kolmanovskaya, Jan Chernyak e Jane Zavalashina, além de parcerias com diversas empresas, o site apresenta a Grande Guerra Patriótica numa sequência cronológica, em flash, onde o espectador fica sabendo dos principais fatos e tem acesso a vídeos, fotos, discursos históricos e relatos de veteranos que foram entrevistados pelos idealizadores do site.

O sítio pobeditel.ru é recomendado a todos aqueles que buscam informações sobre a Grande Guerra Patriótica e o seu significado, a todos os que defendem valores democráticos e libertários, num mundo onde o imperialismo tem ganho força cada vez mais. 

O sítio pode ser acessado no endereço "pobediteli.ru" ou "english.pobediteli.ru"para a versão em língua inglesa.


MUNDO

O mensalão da Casa Branca: Americanos receberam milhões para manter o embargo em Cuba
Pelo jornal "Estadão"

MADRI - Quase 400 legisladores e candidatos americanos receberam, desde 20040 cerca de US$ 11 milhões de "mecenas" partidários pela manutenção do embargo e qualquer medida restritiva contra Cuba, segundo aponta um informe da organização independente Public Campaign. De acordo com o jornal espanhol El País, entre os congressistas que receberam dinheiro está o ex-candidato à Presidência dos EUA John McCain. 

O grupo, que defende o financiamento público de campanhas, afirma que três congressistas republicanos da Flórida, profundos defensores de uma política mais dura contra o regime cubano, encabeçam a lista. A organização diz ainda que é significativo o número de doações para democratas, especialmente depois que o partido conquistou o controle das Câmaras, em 2006.

Entre os membros da bancada cubano-americana no Congresso, o deputado Lincoln Diaz-Balart, segundo a organização, recebeu US$ 366.964; seu irmão, Mario, US$ 364.176, e Ileana Ross-Lehtinen, US$ 240.050. O senador McCain teria recebido US$ 183.415. O senador democrata de origem cubana Bob Menendez ganhou US$ 165.800. Curiosamente, os maiores beneficiários da lista, exceto o senador independente Joseph Lieberman, são democratas, entre eles quatro representantes da Flórida.

Segundo o jornal, o comitê de ação política do grupo US-Cuba Democracy, fundado em 2003, é o canalizador do dinheiro repassado. Seu diretor, Mauricio Claver-Carone, defende o direito constitucional e democrático de apoiar legisladores com afinidades em comum, assim como fazem os sindicatos, a Câmara de Comércio e o Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel, por exemplo. O informe da Public Campaign mostra que ao menos 18 legisladores mudaram de opinião sobre Cuba após receber as doações. 

David Donnelly, diretor da Public Campaign, afirmou ao El País que o sistema de doações é uma "armadilha". "São boas pessoas presas em um sistema. Se os legisladores têm que dedicar muito tempo para arrecadar dinheiro (para campanha), não haverá remédio senão ouvir aqueles que fazem doações. Porém, a realidade é que parece existir uma clara diferença entre o que as pessoas querem e o que alguns políticos defendem no Congresso."