Ex-agente americano explica como os Estados Unidos escravizam e dominam outros países, no filme Zeitgeist Adenddum.
É importante notar como esse processo sugere como foram derrubados vários governos populares no Leste Europeu e como foi estabelecida a ditadura fascista no Brasil. Diferente de outros vídeos que pretensamente trazem "a verdade revelada por ex-agentes do KGB", este agente não reside em nenhum país socialista, anti-imperialista ou é por esses financiado, devendo o seu depoimento ser tomado por espontâneo e revelador.
terça-feira, setembro 11, 2012
BRASIL: ONG é proibida de dar livros em viaduto de São Paulo
Extraído de http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/09/11/ong-e-proibida-de-dar-livro-em-viaduto-de-sao-paulo.htm
A organização não-governamental Educa São Paulo havia programado para a manhã de segunda-feira (10), a distribuição de cerca de 8.000 livros, entre obras de literatura brasileira, livros infantis e gibis, no Viaduto do Chá, região central. A intenção era, além de incentivar a leitura, protestar contra o abandono das bibliotecas da cidade, que, segundo o presidente da ONG, Devanir Amâncio, "têm livros, mas não têm leitores."
Uma perua Kombi estacionou no Viaduto do Chá por volta das 23h de domingo (9) para organizar e separar os títulos por autor e gênero, mas foram impedidos. Quatro guardas-civis metropolitanos disseram para os integrantes da ONG que eles deveriam ter autorização da prefeitura para realizar a distribuição. "Eles disseram que estavam em alerta, esperando pela ação, e que a ordem era impedir", disse Amâncio.
A iniciativa, intitulada Bienal Relâmpago, agora será transformada em Bienal Móvel. Segundo Amâncio, duas Kombis - equipadas com aparelhos de som e faixas - percorrerão locais movimentados da região central da cidade oferecendo livros às pessoas. "Devemos começar ainda pela região do Viaduto do Chá, porque ali é área de Zona Azul e, se pagarmos, podemos estacionar por um tempo para distribuir os livros."
Ainda sem itinerário ou data marcada para a ação, Amâncio disse que é provável que a distribuição seja realizada neste sábado. Segundo ele, os livros foram doados por moradores da cidade. "Os próximos gestores têm de oferecer uma política eficiente de incentivo à leitura, para que as bibliotecas não sejam depósitos de livros como são hoje." As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".
sexta-feira, setembro 07, 2012
BRASIL: Os menores e mais ignóbeis nomes do Brasil
Por Cristiano Alves
Concurso promovido pelo Sistema Brasileiro de Televisão SBT distorce o entendimento do brasileiro acerca da cultura e história do Brasil
Concurso promovido pelo Sistema Brasileiro de Televisão SBT distorce o entendimento do brasileiro acerca da cultura e história do Brasil
Há algum tempo foi lançado um concurso chamado "O maior brasileiro de todos os tempos". Longe do que alguns imaginam, esse concurso não é uma "ideia original do SBT", mas até aí tudo bem, Maquiavel já dizia em "O Príncipe", que a história tem poucos originais, e que o homem tende a copiar aquilo que faz sucesso. Assim, pode-se o concurso "O maior nome" teve um grande sucesso nos países onde ele foi feito, especialmente no Reino Unido, Rússia e Ucrânia. Nesses países foram julgados nomes de relevância, que deram alguma contribuição significativa para que o nome do país fosse lembrado ao longo dos tempos, sempre indivíduos que já haviam falecido, a fim de aprofundar a investigação histórica, a pesquisa e de evitar que nomes que hoje exercem grande popularidade sobrepujassem o daqueles que efetivamente fizeram ecoar a imagem do país. Após a escolha dos nomes mais votados, foi feito um debate televisivo similar a um debate presidencial. No Brasil, entretanto, tudo se deu de modo bem diferente.
A televisão aberta brasileira é conhecida pelo seu papel anticultural, desinformativo e alienador, seus empresários preferem exibir em horário vespertino programas onde crianças rebolam suas nádegas em torno de garrafas que são claramente uma representação do falo, ao invés de exibir, por exemplo, um programa onde um professor tenta difundir a música erudita. Essa prática abominável e nefasta afronta claramente a lei brasileira, em especial a Carta Magna, que enumera como um dos princípios que norteiam a programação televisiva em seu artigo 221:
I- preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II- promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III- regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV- respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Ainda, segundo a "Lei da Televisão"(nº 32/2003), em seu artigo 10º, esta deve "favorecer a criação de hábitos de convivência cívica própria de um Estado Democrático" e "promover a cultura e a língua portuguesas e os valores que exprimem a identidade nacional". Se num programa que visa escolher "o maior brasileiro de todos os tempos" a criadora, ou melhor "animadora" de uma canção do tipo "o seu amor é canibal" sai na frente do criador da "ópera sobre o canibal"(como foi anunciada, erroneamente, por um garoto na Itália antes da apresentação da maior ópera brasileira, Il Guarany), Carlos Gomes, é por que há algo de errado com os valores transmitidos pela mídia e pelo sistema educacional brasileiro. E o que dizer da animadora Cláudia Leite(75º) ter conseguido mais votos do que o cantor e renomado compositor Chico Buarque(84º), cujas composições falam de períodos difíceis da história do brasileiro, do cotidiano do trabalhador oprimido, explorado e de nossa cultura? Tamanho é o desserviço promovido pelo concurso, que enquanto nomes como Anderson Silva(90º, setenta posições atrás do futebolista Neymar, que jamais ganhou nada em nível internacional), cujo mérito como atleta e lutador é inegável; sequer aparecem na lista nomes como o lendário revolucionário Gregório Bezerra, quase um "Che Guevara tupiniquim", que pegou em armas para lutar por justiça social, assaltando sozinho um quartel da polícia da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, lutando até o último cartucho de munição, até sair ferido e conduzido ao hospital, ajudando a estabelecer a primeira república popular, efêmera, na América Latina, na capital potiguar, tendo ainda lutado em armas contra a ditadura fascista estabelecida em 1964, sendo por isso preso até o final de sua vida, o que lhe valeu uma comparação com Nelson Mandela. Como explicar Michel Teló em 72º lugar e Tom Jobim, um dos patriarcas da bossa nova e divulgador internacional da verdadeira música popular brasileira em 89º lugar? Como explicar Maria da Penha, paladina da luta contra a violência doméstica misógina, em 100º lugar, enquanto Xuxa, ex-estrela de um filme de pornografia infantil, está em 40º lugar? E o que dizer do palhaço Tiririca(48º) ter recebido mais votos que o renomado escritor e poeta Carlos Drummond de Andrade(52º)? Ou ainda do padre Cícero(32º), agente dos nefastos coronéis cearenses, que mesmo cooptou o cangaceiro Lampião(74º) para combater a coluna revolucionária de Luís Carlos Prestes(76º), com mais votos que o bispo Dom Helder Câmara(37º), que não apenas questionou e combateu a miséria no Brasil, como levantou a voz contra a ditadura fascista no país? Como se não fosse pouca a ignorância histórica, ela também é notável no plano econômico, uma vez que Eike Batista(21º), cujo principal "mérito" é ser o homem mais rico do Brasil e um dos 10 mais ricos do mundo segundo a revista Forbes, conseguiu o incrível feito de estar melhor colocado que o Visconde de Mauá(45º), economista e banqueiro que teve um importante papel na fundação do primeiro Banco do Brasil, uma das mais bem sucedidas empresas que o Brasil já teve, na construção da primeira fundição no Brasil, e das primeiras ferrovias, isto é, da inserção do nosso país na Idade Contemporânea, sendo ainda um pioneiro do empreendedorismo no país. Quantos empresários brasileiros nos dias atuais financiam a construção de sistemas ferroviários, um quesito indispensável para qualquer país que quer fazer parte do século XXI?
Longe de demonstrar "o maior brasileiro de todos os tempos", o concurso lançado pelo Sistema Brasileiro de Televisão consegue mostrar os mais ignóbeis brasileiros de todos os tempos, que são aqueles que banalizam um meio de comunicação tão significativo como a televisão, aqueles que, sem nenhum critério, transformam um concurso sério, que diz respeito à identidade nacional de um povo, num verdadeiro circo sem qualquer caráter cultural ou educativo. Os menores são certamente aqueles que são mantidos num estado de ignorância ou que, voluntariamente, negligenciam sua própria identidade em favor de um culto da personalidades de nomes insignificantes, que em nada contribuem para o Brasil, senão para divulgar fora dele uma imagem de "povo festeiro e desinteressado pelo seu próprio país", que é justamente a imagem ideal para os exploradores do Brasil, que dele retiram o que bem querem, que "podem explodir o país e ainda serem agradecidos por fazê-lo". Até quando o Brasil seguirá a máxima de De Gaulle, segundo o qual "não somos um país sério"? Melhor seria escolher como o "maior brasileiro de todos os tempos" Jorge Amado, não apenas por ter sido um grande escritor cujas obras foram publicadas em mais de 55 idiomas, vencedor de diversas premiações no Brasil e fora dele, mas sobretudo por expor, de forma realista, um retrato fiel do povo brasileiro, miserável materialmente e intelectualmente, sensual e dominado por uma burguesia nefasta traidora dos interesses nacionais em nome de sua posição aristocrática. Título justo, não?
quinta-feira, setembro 06, 2012
BRASIL: Entrevista a Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB
Por Dick e Miriam Emanuelsson
Em entrevista a jornalista sueco, líder comunista brasileiro adverte: "O Brasil não é socialista e nem caminha em direção ao socialismo"
Em entrevista a jornalista sueco, líder comunista brasileiro adverte: "O Brasil não é socialista e nem caminha em direção ao socialismo"
sexta-feira, agosto 31, 2012
REFLEXÃO
Por Twylla Ferraz
Racismo, preconceito e discriminação são situações distintas.
Você, branco, por ouvir RAP, dançar Samba Rock e usar dred NÃO é mais preto que o preto que ouve rock, não dança e alisa o cabelo.
Não é pelo fato de andar de calça bag e camisa do Corinthians, que a sua abordagem policial vai ser igual a de um preto, mesmo que esse esteja de terno voltando da universidade.
Não, você não deixa de ser racista ao me chamar de macaco e cabelo duro SÓ de "brincadeira".
Ter uma empregada é preta também não te faz menos racista.
Ter um namorado/marido/peguete/amigo preto também não te faz menos racista.
Pretos não são os mais racistas.
VOCÊ É RACISTA E NÃO SABE!
Racismo, preconceito e discriminação são situações distintas.
Você, branco, por ouvir RAP, dançar Samba Rock e usar dred NÃO é mais preto que o preto que ouve rock, não dança e alisa o cabelo.
Não é pelo fato de andar de calça bag e camisa do Corinthians, que a sua abordagem policial vai ser igual a de um preto, mesmo que esse esteja de terno voltando da universidade.
Não, você não deixa de ser racista ao me chamar de macaco e cabelo duro SÓ de "brincadeira".
Ter uma empregada é preta também não te faz menos racista.
Ter um namorado/marido/peguete/amigo preto também não te faz menos racista.
Pretos não são os mais racistas.
VOCÊ É RACISTA E NÃO SABE!
domingo, agosto 26, 2012
BRASIL: Estagiária negra é forçada a alisar o cabelo para preservar "boa aparência"
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo, com Geledés
Publicado em http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/estagiaria-negra-e-forcada-alisar.html
‘O padrão daqui é cabelo liso’, disse a patroa.
Publicado em http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/estagiaria-negra-e-forcada-alisar.html
‘O padrão daqui é cabelo liso’, disse a patroa.
A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário acusa seus superiores de perseguição e racismo. Conforme Boletim de Ocorrência registrado no dia 24 de novembro, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, ela teria sido forçada a alisar o cabelo para manter a “boa aparência”. A diretora do Colégio Internacional Anhembi Morumbi ainda teria prometido comprar camisas mais compridas para que a funcionária escondesse os quadris.
Ester conta que foi contratada no dia 1º de novembro de 2011, para atuar no setor de marketing e monitorar visitas de pais interessados em matricular seus filhos no colégio, localizado no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo. A estagiária afirma ter sido convocada para uma conversa na sala da diretora, identificada como professora Dea de Oliveira. Nos dias anteriores, sempre alguém mandava recado para que prendesse o cabelo e evitasse circular pelos corredores.
“Ela disse: ‘como você pode representar o colégio com esse cabelo crespo? O padrão daqui é cabelo liso’. Então, ela começou a falar que o cabelo dela era ruim, igual o meu, que era armado, igual o meu, e ela teve que alisar para manter o padrão da escola.”
Além das advertências, Ester afirma ter sofrido ameaças depois de revelar o conteúdo da conversa aos demais funcionários do colégio. Eles teriam demonstrado solidariedade ao perceber que a estagiaria estava em prantos no banheiro.
“Depois disso, eu me vesti para ir embora e, quando estava saindo, ela me parou na porta e disse: ‘cuidado com o que você fala por aí porque eu tenho vinte anos aqui no colégio e você está começando agora. A vida é muito difícil, você ainda vai ouvir muitas coisas ruins e vai ter que aguentar’.”
Colégio se defende
Após contato da reportagem, um funcionário indicado pela Direção do Anhembi Morumbi informou que a instituição não recebeu nenhuma notificação sobre o registro do Boletim de Ocorrência. Ele negou a existência de preconceito e se limitou a dizer que “o colégio zela pela sua imagem e, ao pregar a ‘boa aparência’, se refere ao uso de uniformes e cabelo preso”.
A advogada trabalhista Carmen Dora de Freitas Ferreira, que ministra cursos no Geledés – Instituto da Mulher Negra – assegura que a expressão “boa aparência” é usada frequentemente para disfarçar preconceitos.
“Não está escrito isso, mas quando eles dizem ‘boa aparência’, automaticamente estão excluindo negros, afrodescendentes e indígenas. O padrão é mulher loira, alta, magra, olhos claros. É isso que querem dizer com ‘boa aparência’. E excluir do mercado de trabalho por esse requisito é muito doloroso, afronta a Lei, afronta a Constituição e afronta os direitos humanos.”
Métodos conhecidos
De acordo com o depoimento da estagiária, as ofensas se deram em um local reservado. A advogada explica que essa prática é comum no ambiente de trabalho, além de ser sempre premeditada.
“O assediador sempre espera o momento em que a vítima está sozinha para não deixar testemunhas, mas as marcas são profundas. O preconceito é tão danoso, que ele nega direitos fundamentais, exclui, coloca estigmas, e a pessoa se sente humilhada, violentada. Quando o assediador percebe a extensão do dano, ele tenta minimizar, dizendo ‘não foi bem assim, você me interpretou errado, eu não sou discriminador, na minha família, a minha avó era negra’.”
Ester ainda afirma que teria sido pressionada a deixar o trabalho, ao relatar o ocorrido a uma conselheira do Colégio. Como decidiu permanecer, passou a ser vigiada constantemente por colegas.
“Eu estou lá e consegui passar numa entrevista porque sou qualificada para o cargo, mas ela não viu isso. Ela quis me afrontar e conseguiu abalar as minhas estruturas emocionais a ponto de eu me sentir um lixo e ficar dois dias trancada dentro de casa sem comer e sem beber. Você pensa em suicídio, se vê feia, se sente um monstro.”
Sequelas e legislação
Ester revela que as situações vividas no trabalho mexeram com sua auto-estima e também provocaram grande impacto nos estudos e no convívio social.
“Desde que isso aconteceu, eu não consigo mais soltar o cabelo. Quando estou na presença dela eu me sinto inferior, fico com vergonha, constrangida, de cabeça baixa. É a única reação que eu tenho pela afronta e falta de respeito em relação a mim e à minha cor.”
O Boletim de Ocorrência foi registrado como prática de “preconceito de raça ou de cor”. A Lei Estadual nº 14.187/10 prevê punição a “todo ato discriminatório por motivo de raça ou cor praticado no Estado por qualquer pessoa, jurídica ou física”. Se comprovado o crime, os infratores estarão sujeitos a multas e à cassação da licença estadual para funcionamento.
Colégio se defende
Ester ainda afirma que teria sido pressionada a deixar o trabalho, ao relatar o ocorrido a uma conselheira do Colégio. Como decidiu permanecer, passou a ser vigiada constantemente por colegas.
“Eu estou lá e consegui passar numa entrevista porque sou qualificada para o cargo, mas ela não viu isso. Ela quis me afrontar e conseguiu abalar as minhas estruturas emocionais a ponto de eu me sentir um lixo e ficar dois dias trancada dentro de casa sem comer e sem beber. Você pensa em suicídio, se vê feia, se sente um monstro.”
O Boletim de Ocorrência foi registrado como prática de “preconceito de raça ou de cor”. A Lei Estadual nº 14.187/10 prevê punição a “todo ato discriminatório por motivo de raça ou cor praticado no Estado por qualquer pessoa, jurídica ou física”. Se comprovado o crime, os infratores estarão sujeitos a multas e à cassação da licença estadual para funcionamento.
BRASIL: Advogada denuncia racismo: "não quero ser atendido por uma negra"
Fonte: O globo, republicado em http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/08/advogada-denuncia-racismo-nao-quero-ser-atendido-por-uma-negra.html
Advogada denuncia contribuinte por racismo em Campinas. Segundo a vítima, homem disse que ‘negro não serve pra nada’. Crime é inafiançável, pode haver multa e pena é de até 5 anos de prisão
Uma advogada que trabalhava na prefeitura de Campinas (SP) aguarda a decisão da Justiça pelo tratamento denunciado como racismo recebido de um contribuinte. O crime de racismo é inafiançável, pode haver multa e a pena vai de um a cinco anos de prisão. Os casos de injúria racial, em que a pessoa atribui uma característica pejorativa ocorrem em situações mais frequentes por nacionalidade, cor, local de moradia e profissão, segundo a Comissão do Negro.
Ana Vanessa Silva foi vítima de preconceito e há três anos aguarda a decisão do processo judicial. “Eu não quero ser atendido por uma pessoa negra”, disse o contribuinte. O caso ocorreu ao enfrentar um constrangimento durante o atendimento. Ela disse que o homem ficou nervoso ao verificar que seria atendido por uma negra. “Negro não serve pra nada, negro só faz coisa errada”, afirma sobre o modo que o contribuinte comentou. O homem responde o processo em liberdade e se for condenado pode ficar até quatro anos preso.
Assumir um preconceito não é algo comum, muitas atitudes revelam um pré-julgamento e podem desvalorizar a pessoa socialmente. “Se você mora num determinado bairro ou em uma determinada região, então você já é conceituada por aquela região e baseado nisso você sofre prejuízos até quando vai procurar emprego”, afirma o presidente da comissão, Ademir José da Silva.
Os reflexos para quem sofre algum tipo de preconceito podem muitas vezes se tornar irreversíveis. “Nos momentos extremos de uma situação aguda, de constrangimento, de exposição, essas pessoas sofrem muito mesmo que podem evoluir para alguns quadros psiquiátricos”, explica o psiquiatra Eduardo Henrique Teixeira.
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| O constrangimento enfrentado pela Dra. Ana Vanessa Silva é uma prova viva de que no Brasil o preconceito não se limita à questão social (A Página Vermelha) |
quinta-feira, agosto 23, 2012
BRASIL: O comunismo dos armênios no Brasil: A tragetória de Levon Yacubian
Por Heitor de Andrade Carvalho Loureiro* (Originalmente publicado em
http://www.encontro2010.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1276558947_ARQUIVO_LOUREIRO,Heitor.[anaisanpuhrj]OCOMUNISMODOSARMENIOSNOBRASIL.pdf )
Resumo: Para uma fração da comunidade armênia de São Paulo, entre os anos 1930-60, o comunismo era sobretudo uma forma de sobrevivência política dentro desta colônia de imigrantes. Neste sentido, o presente trabalho pretende analisar a trajetória de Levon Yacubian, líder comunista da coletividade armênio-brasileira, editor de jornal propagandista, preso pelo DEOPS/SP por atividades subversivas.
Palavras-chave: Armênios, Comunismo, repressão.
Abstract: For a part of the Armenian community in São Paulo, among the 1930s-1960s, the communism was mainly a form of political survival within the colony of immigrants. Therefore, this paper is about the trajectory of Levon Yacubian, who was a communist leader of the Armenian-Brazilians, as well as propagandist newspaper editor. He also was arrested by DEOPS/SP for subversive activities.
Keywords: Armenians, Communism, repression.
1. INTRODUÇÃO
Em 1975, um jornalista de origem estrangeira residente em São Paulo dá entrada no DEOPS/SP(1) para retirar uma certidão que o permita obter a sua habilitação de motorista amador. Para qualquer cidadão brasileiro, tal procedimento poderia soar trivial e ser executado sem grandes problemas. Entretanto, para indivíduos de origem estrangeira, a desejada certidão ensejava o início de uma devassa na vida pessoal do requerente.
Assim aconteceu com Levon Yacubian, indivíduo de origem armênia. A simples vontade de expedir a habilitação de motorista trouxe a tona toda sua ação de militante político de esquerda e de liderança respeitada no seio da coletividade armênia brasileira. Ao mesmo tempo, tal certidão exumou as cicatrizes que o aparelho repressor do DEOPS/SP deixou na vida desse militante comunista.
Assim, o objetivo desse trabalho é, através de uma figura central, compreender algumas características do comunismo da comunidade armênia de São Paulo entre os anos de 1930 e 1964 e como a repressão do Estado autoritário, através de sua ramificação de inteligência e operação – no caso o DEOPS/SP –, agiu para cercear a atividade “subversiva” desses elementos “alienígenas”, conforme nomenclatura recorrente nos prontuários gerados por tal órgão.
Para cumprir tal objetivo, utilizaremos como fonte os prontuários produzidos pelo DEOPS/SP no decorrer da atividade de investigação e prisão do elemento suspeito. O Fundo DEOPS/SP do Arquivo Público do Estado de São Paulo(2) é reconhecidamente um rico acervo para o estudo dos períodos autoritários da história republicana brasileira e com base nesses documentos, já nasceram diversas pesquisas que tratavam do engajamento político do imigrante e da respectiva repressão(3).
Para os armênios, segundo nossos levantamentos preliminares, existem cerca de 400 prontuários, sendo que aproximadamente 130 destes foram fichados pelas autoridades como comunistas. Ou seja, é perfeitamente viável, no que diz respeito à disponibilidade das fontes, a proposta de estudar os armênios comunistas no Brasil.
2. A IMIGRAÇÃO ARMÊNIA PARA O BRASIL: PECULIARIDADES SÓCIOPOLÍTICAS
A chegada dos armênios à América e mais especificamente ao Brasil constitui um processo histórico bem peculiar, se comparada aos demais fluxos migratórios euro-asiáticos que tiveram lugar no final do século XIX até meados do século XX. Não houve uma política de Estado de incentivo à imigração desse povo. Sem um Estado autônomo desde 1064, capitulado ante os turcos, os armênios se espalharam pelo mundo(4) principalmente após o Genocídio iniciado em 1915, que ceifou a vida de mais de 1,5 milhão de armênios que viviam no interior do Império Turco-Otomano(5).
De acordo com Hagop Kechichian, a primeira entrada substancial de armênios no país se deu via Rio Grande do Sul, por comerciantes que em busca de oportunidades de negócios, atravessaram a fronteira uruguaia com o Brasil e se estabeleceram em cidades daquele estado. Alguns mascates armênio-uruguaios alcançaram o sudeste, principalmente as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo (KECHICHIAN, 2000:23-24 e 46-48). Contudo, a chegada do maior contingente de imigrantes se concentrou entre os anos de 1924-1926 (Ibid.:32), alcançando o número de cinco mil armênios no país em 1935 (Ibid.:51), atraídos muitas vezes pelas experiências dos árabes na Síria e no Líbano – países nos quais os armênios se refugiaram no primeiro momento –, que remetiam cartas às famílias contando das vitórias e conquistas no Brasil (Ibid.:31).
Kechichian (Ibid.:33) afirma que os primeiros que aqui chegaram se organizaram em pequenas sociedades e conseguiram iniciar pequenos negócios, principalmente vinculados às atividades comerciais de mascate. Uma vez estabelecidos e relativamente estabilizados, os novos imigrantes já direcionavam seus esforços para a confecção de calçados, atividade na qual muitos já trabalhavam nas cidades de origem.
Por último, as agremiações partidárias também são instituições da primeira hora na coletividade armênio-brasileira. No Brasil, à semelhança em outros países da Diáspora armênia, destacam-se três partidos principais: Federação Revolucionária Armênia, Hentchak e Ramvagar. Entretanto, corria por fora da organização partidária um número considerável de comunistas, que adotaram tal postura política por razões inerentes ao ser armênio e ao estar no Brasil. Assim, passemos então a análise dessas razões.
3. O COMUNISMO DOS ARMÊNIOS NO BRASIL E A REPRESSÃO DO DEOPS/SP
A repressão do DEOPS/SP – 1924-1983(6) – conforme mencionamos, recai sobre uma boa fração da colônia armênia, que segundo o entendimento das autoridades repressivas, são “todos pertencem a Armênia Soviética [sic](7) e são comunistas, adeptos e admiradores de Stalin”(8), numa clara tentativa de demonização dos inimigos políticos. Assim, nos cabe perguntar: se a disseminação do “credo comunista” entre os brasileiros já assustava as autoridades, o que podemos inferir quando refletimos sobre indivíduos ligados a um país que a esta altura era república integrante da URSS(9)? Nesse contexto, os armênios rotulados como comunistas se encaixavam perfeitamente no perfil estereotipado que a repressão criou para enquadrar os elementos indesejáveis: “os revolucionários, os contestadores, os sindicalistas, os estrangeiros, os operários, os anarquistas e os subversivos” (PEDROSO, 2005:114).
Dessa forma, muitas vezes a repressão feroz e intolerante do Estado não consegue diferenciar o que é comunismo do que é admiração de cunho nacionalista pela Pátria-mãe. Assim, acreditamos ser possível dividir os comunistas fichados pelo DEOPS/SP em três grupos distintos: a) os que apóiam a URSS pelo fato da Armênia estar contida naquele país; b) os que são comunistas para demarcar terreno político dentro da coletividade, uma vez que a vida político-partidária era intrínseca ao indivíduo armênio; c) os que eram comunistas strictu sensu, comprometido com toda a teoria e prática peculiar a essa postura. Entretanto, esses grupos não são excludentes, ou seja, um indivíduo pode se enquadrar nas três categorias simultaneamente. Acreditamos ser esse o caso de Levon Yacubian, nosso objeto de estudo. A seguir, analisaremos a sua ação política a partir de seu prontuário no DEOPS/SP para clarificar tal ponto
4. A TRAJETÓRIA DE LEVON YACUBIAN
Além do Ararat, Yacubian era membro da União Cultural Armênia de São Paulo(16), entidade que também era tomada como subversiva pela repressão, uma vez que tinha vários nomes em comum com o jornal, como o do intelectual armênio-brasileiro Jacob Bazarian, egresso da Academia de Ciências da União Soviética(17), além de receber materiais informativos sobre a URSS(18).
Tal postura oposicionista do Ararat na coletividade não descarta, contudo, o caráter socialista da publicação. Embora não consigamos encontrar nos textos do periódico grandes alusões teóricas ao marxismo-leninismo e ao bolchevismo – como também não era comum nos demais intelectuais brasileiros de esquerda no período (KONDER, 2009:73-75) –, é evidente a simpatia ao regime soviético e à figura de Stalin. Em uma edição comemorativa ao aniversário do líder soviético, o jornal estampa uma manchete com os dizeres “Stalin e os armênios”, acompanhado de um extenso texto de Yacubian acerca das proezas de Stalin e dos benefícios do comunismo para a Armênia(19). Na mesma edição, todavia, Yacubian da cadeia, também assina o texto denominado “os tashnags a caminho da traição”, mostrando assim em um mesmo número do jornal os diversos usos do comunismo para os armênios do Brasil.
Entretanto, em outubro de 1949, beneficiado por um despacho do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, a expulsão de Yacubian foi arquivada e o réu foi inocentado. A decisão se deu após o juiz entender que a atividade do jornalista não feriu a legislação vigente e não acarretou em danos para o país.
Apesar da absolvição, é fato que Levon Yacubian, ainda que não pertencente ao Partido Comunista Brasileiro e não seguir as orientações do Komitern, agiu no sentido de atrair os seus compatriotas para o lado do comunismo, ainda que essa adesão se desse de acordo com os usos que o jornalista dava a tal ideologia no interior da coletividade. Contudo, pode ter pesado na decisão da justiça a repercussão que o caso tomou. Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, instituição a qual Yacubian frequentava na época de sua detenção, foi organizado um abaixo-assinado em protesto à manutenção da prisão do jornalista mesmo depois da expedição do alvará de soltura. No mesmo número do Ararat supracitado, também havia uma nota sobre a prisão do jornalista e o descontentamento da sociedade com tal acontecimento.
Enfim, importa menos o motivo da libertação de Yacubian do que o processo do qual ele faz parte. Preso com um companheiro por atividades subversivas, editor e escritor de um jornal de ampla circulação na comunidade armênia do Brasil, próximo a intelectuais e pensadores ligados mais diretamente a URSS e também inserido na intelectualidade brasileira através da USP, Yacubian mostra-se um valoroso militante, engajado principalmente nos problemas de sua pátria-mãe e da coletividade na que está inserido. Por esse prisma, o comunismo armênio não interfere na sociedade brasileira enquanto força política ameaçadora. Entretanto, na medida em que a ação de Yacubian transborda a coletividade e atinge a universidade, por exemplo, suas atividades engajadas compõem um rico cenário das esquerdas brasileiras no século XX, cujas fileiras são engrossadas por centenas de imigrantes com diferentes formações pessoais e políticas que afluem para o grande rio caudaloso da oposição do autoritarismo repressivo brasileiro e sua principal materialização: o DEOPS.
---
(2) Doravante denominado de APESP.
(3) Cf. DIETRICH, 2007, WIAZOVSKI, 2001, ZEN, 2005.
(4) Aharon Sapsezian (1988:161-162) estima que, enquanto viviam na Armênia Soviética cerca de 3,1 milhões de armênios, outros 3,5 milhões estavam espalhados pelo mundo.
(5) Cf. TERNON, 1996.
(6) O DEOPS foi criado, segundo Regina Célia Pedroso, em um contexto de repressão política e formação
ideológica contra àqueles que fossem julgados prejudiciais para a manutenção da ordem vigente, principalmente os anarquistas e estrangeiros em um primeiro momento. (PEDROSO, 2005:112-114).
(7) Embora estes tenham emigrado antes de 1921, quando a Armênia se tornou uma das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
(8) Pront. nº 98.438 - Vartavar Tchungurian. DEOPS/SP, APESP.
(9) Taciana Wiazovski (2001:37) nos mostra que eram justamente os imigrantes – sobretudo judeus – oriundos dos países pertencentes à URSS e seus satélites os mais perseguidos pelo DEOPS/SP sob a acusação de comunismo.
(10) Pront. 73.631 – Levon Yacubian, DEOPS/SP, APESP. Curiosamente, há outro prontuário que trata do mesmo personagem, registrado sob o número 121.455 em 1952 e com o nome grafado de outra forma: Levon Jacobian.
(11) Pront. 46.273 - Agop Boyadjian, DEOPS/SP, APESP.
(12) Pront. 121.455 – Levon Jacobian, DEOPS/SP, APESP.
(13) Pront. 98.526 – Ararat, DEOPS/SP, APESP.
(14) Todos os assinantes foram fichados pelo DEOPS/SP e possuem prontuários arquivados no APESP.
(15) Isso fica claro em um texto de Yacubian para o jornal: “somente o poder socialista dos operários, camponeses e intelectuais armênios é que conseguiu derrotar definitivamente, na Armênia, as forças retrogadas [sic] do governo tashnag de Vratzian. Somente o socialismo é que deu o poder governamental nas mãos do povo armênio, outrora escravisado [sic] e espoliado por meia dúzia de lacaios tashnags” Ararat – A voz do povo armênio. Ano IV, nº. 39-40; dezembro de 1949 a janeiro de 1950, p. 1. Lembrando que “tashnags” é a denominação em armênio para os membros da FRA.
(16) Pront. 94.341 - Sociedade Cultural União Armênia de São Paulo, DEOPS/SP, APESP.
(17) Pront. 95.621 - Jacob Bazarian, DEOPS/SP, APESP.
(18) Pront. 94.341.
(19) Ararat – A voz do povo armênio. Ano IV, nº. 39-40; dez. 1949 a jan. 1950, p. 1.
(20) Pront. 73.63. Desse trecho em diante, as informações são oriundas deste prontuário, salvo exceções que serão notificadas.
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domingo, agosto 19, 2012
MUNDO: Por que a mídia ocidental defende tanto o "Pussy Riot"?
Como reagiria um brasileiro num rito de candomblé se repentinamente seu local de culto fosse invadido por indivíduos desconhecidos que, alegando professar o candomblé, agisse de modo diverso dos fiéis daquela casa portando indumentárias distintas das pessoas do local? Algo parecido aconteceu na Rússia, quando uma banda autoproclamada "punk" adentrou o principal templo da religião ortodoxa, sendo após o incidente presas, julgadas e condenadas, o que despertou uma enorme atenção da mídia ocidental, que desde então em lhe conferido um colossal apoio talvez nunca antes visto por um opositor. Para entender o caso "Pussy Riot"(literalmente, "Revolta das xanas"), é preciso entender o quadro como um todo.
Desde os tempos de sua formação em Kiev, a Rússia(hoje com a sede em Moscou) tem atraído a atenção e o assédio de diversos poderes externos, o império dos cazares, dos mongóis, tártaros, da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, República das Duas Nações, do finado e sepultado Império Sueco, França napoleônica, Império Britânico, Alemanha nazista, Estados Unidos... enfim, uma lista completa demandaria um parágrafo inteiro. Todos esses poderes tem uma coisa em comum, que é sua expulsão do território russo, e isso é notável e registrado nos mais elementares livros de história russos até documentários norte-americanos como The battle of Russia. Nos dias atuais, o assédio contra o país russo não se dá por meios militares, uma vez que isso poderia levar à guerra nuclear, mas através do patrocínio de forças russófobas encontradas na própria Rússia, a mídia ocidental cria uma ilusão dicotômica, maniqueísta, onde Barack Obama, envolvido até o pescoço em sanguinárias guerras imperialistas aparece como o "príncipe do bem", um "promotor da paz", e ícones do pós-modernismo como Lady Gaga e Madonna aparecem como "arautos de uma nova arte que expressa como somos livres e modernos sob o capitalismo", tudo parte de uma ideologia cosmopolitista e globalista, onde deve-se abraçar os valores do "Império da democracia e da liberdade", sendo toda e qualquer manifestação tradicionalista ou nacional um sacrilégio que "deve desaparecer na tempestade mundial", tal é a mentalidade dessa imposição cosmopolitista, de um mundo formado por "bons" de um lado e "loucos e desvairados" de outro, tal como num desenho infantil.
Se a ideologia globalista apresenta ao mundo "quem são os bons caras", quem seriam os "caras maus"? Esses seriam justamente todos aqueles que não aceitam as imposições do Império hegemônico, naturalmente China e Rússia, dois países que em diversas oportunidades já se opuseram à sanha beligerante dos impérios americano e europeu, mas a China é muito rica, empresta dinheiro ao ocidente e em muitas oportunidades sustenta a sua economia capitalista, logo não é uma boa ideia incomodá-la, mas outro foi forte no passado e hoje encontra-se enfraquecido, mas não com os dois joelhos no chão ainda, a Rússia, e todos aqueles que não aceitam uma Rússia submissa, completamente de joelhos ante o mundo ocidental, que sabe que mais de 70% das forças fascistas foram derrotadas pelos soviéticos, e não pelos americanos, que entende que Stalingrado era uma cidade soviética, e não um bairro de Nova Iorque, torna-se um elemento perigoso, "reacionário e retrógrado", "autoritário antidemocrático", um "radical" que deveria estar num museu.
De fato a oposição russa tão retratada na mídia ocidental tem um formato heterogêneo, nela encontra-se aqueles que acreditam que o melhor caminho para a Rússia é ajoelhar-se ante o ocidente, os liberais, aqueles que acreditam que o caminho para a Rússia é "voltar ao futuro soviético"(e mesmo esses dividem-se entre os defensores da economia dos tempos de Stalin e do caminho chinês ou bielorrusso), há ainda os que acreditam que o caminho está na monarquia, e mesmo aqueles que acreditam que o caminho está na "expulsão dos negros e destruição dos judeus", estes últimos, por sua vez, são idiotas úteis ao governo para desmoralizar a oposição. De todos esses grupos, o que menos interessa ao ocidente são os comunistas, pois este não quer uma nova União Soviética e muito menos um Lukashenko russo cheio de mísseis nucleares e recursos naturais à sua disposição para competir a altura com companhias ocidentais. O que interessa ao ocidente é uma Rússia fraca, descentralizada, esfacelada, onde companhias ocidentais possam atuar sem óbices na exploração de seus recursos minerais e de seu povo. É por isso que todas as ações que enfraqueçam a Rússia são de pronto apresentadas positivamente na imprensa ocidental, seja o esfacelamento da União Soviética, a guerra da Chechênia, governantes russófobos eleitos na Ucrânia, manifestantes de top less anti-Rússia ou anti-Belarus, essa ou aquela crise no Cáucaso ou simplesmente uma banda punk que invade uma catedral para protestar contra o governo, ainda que o país tenha centenas de bandas e cantores de protesto.
A Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscou é uma instituição muito antiga na Rússia, vinculada à formação da mentalidade de seu povo, que em diversas ocasiões o inspirou na luta contra os invasores do país. Mesmo durante os anos da Revolução Russa, foram cometidos erros severos contra a Igreja Ortodoxa, situação que ficou tão séria a ponto de um dos líderes do Partido Bolchevique e da Revolução de Outubro intervir no caso, I. V. Stalin, emitindo uma ordem para proibir as violações às casas de oração ou prisões por motivo de religião. Mais tarde, sob o governo desse revolucionário foi restaurado o Patriarcado de Moscou, que desde os tempos do tzar Pedro havia sido suspenso e convertido em Santo Sínodo, bem como preservadas várias igrejas antigas. A ação do Pussy Riot, entretanto, nada tem a ver com um "contexto revolucionário" ou "ataque a um símbolo", tem a ver somente com uma tentativa de marketing muito mal sucedida, uma vez que culminou na prisão das integrantes do grupo, mas por outro lado bem sucedida, já que conquistou a simpatia do mundo ocidental, não por causa de sua música, mas por que podem posar como "vítimas da falta de liberdade de expressão no país", tão grave como em outros países capitalistas ocidentais como os EUA, onde a atriz holywoodiana Daryl Hannah foi presa por liderar um protesto pacífico contra a construção de um oleoduto no país, que traria grandes impactos ambientais, comprovando a tese do "fascismo corporativo" naquele país.
O grupo Pussy Riot, a começar pelo seu nome, é só mais um símbolo da pobreza e decadência cultural da Rússia burguesa. Essas pseudofeministas, que envergonhariam Aleksandra Kollontay, revolucionária russa, expôs numa de suas entrevistas o seu grau de estupidez e falta de coerência, ao comentar o processo movido contra elas, motivado pelo seu "pornô-huliganismo". Em tal entrevista, a integrante Nadyejda denuncia o "processo stalinista", envergando uma camisa com a mensagem "No pasarán!", que ironicamente era o bordão de Dolores Ibarruri, la Pasionera, a mais famosa "stalinista" espanhola.
VEJA TAMBÉM:
http://apaginavermelha.blogspot.com.br/2011/08/mundo-atriz-de-holywood-e-presa-por.html
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terça-feira, agosto 07, 2012
sexta-feira, julho 20, 2012
MUNDO: Evidências da homoafetividade de Anders Breivik
Evidências da homoafetividade de Anders Behring Breivik
Por Vladimir Tavares
Ao longo da história, a hipocrisia foi uma arma comumente utilizada por mentes reacionárias, projetando no oponente determinadas características próprias com o intuito de afastar de si a culpa para algo, assim, organizações homofóbicas como a SA e a SS nazistas eram conhecidas pela obsessiva preocupação com a aparência mesmo orgias homoafetivas. No caso da SA, o líder desta chegava a ser um conhecido pederasta, Ernst Röhm. Segundo a obra "O segredo de Hitler", de Lothar Machtan, evidências, depoimentos de colegas de infância e até fotos públicas do führer apontam uma grande possibilidade de Hitler ter sido homossexual. No entanto, o que surpreende não é o fato destes nomes ou organizações terem tido um acentuado caráter homoafetivo, mas sim de ser formado por homossexuais "no armário" que perseguiam outros homossexuais fora dele.
Evidências da homossexualidade do terrorista conservador norueguês Anders Breivik são conhecidas há muito tempo, antes mesmo de seus crimes. Conhecido por uma preocupação obsessiva com sua aparência, fetiches por uniformes militares e especialmente por cruzados medievais, Breivik, criado pela mãe, realizou ainda jovem uma cirurgia plástica para tornar seu nariz "mais ariano", uma vez que o achava "demasiado árabe". De acordo com testemunhas, a sua antiga página do Facebook jamais trouxe qualquer contestação de um questionamento se ele seria gay, aliás, o próprio Breivik enfatiza em seu "Manifesto", que isso poderá chocar alguns cruzados cristãos, mas "o uso de maquiagem para um cruzado é essencial". O próprio Breivik, aliás, usava maquiagem, e segundo depoimentos dados em juízo durante seu julgamento, ele foi visto e fotografado na Parada do Orgulho Gay de Oslo, em 2004, de acordo com muitos amigos e mesmo o próprio Breivik, este jamais teve qualquer envolvimento amoroso com mulheres. Em seu livro de ódio, o terrorista norueguês critica de forma ácida o movimento gay, mas não o comportamento gay em si, mesmo portando-se de forma afeminada em várias ocasiões. Embora se dissesse "cristão", não há registro de visita sua a qualquer igreja local nem são conhecidas testemunhas de tais visitas. A homoafetividade de Breivik não apenas é alegada por amigos seus próximos, como também já foi levantada em alguns jornais como o Telegraph, britânico, e mesmo noruegueses e suecos, inclusive jornais LGBT como o Pink News, britânico.
O fato é que Breivik é uma caricatura perfeita do típico conservador que "sem coragem para sair do armário" ataca os mais exaltados homoafetivos, como forma de lutar com seus conflitos existenciais internos. A opção sexual do terrorista conservador norueguês deve ser dissociada de seus atos, uma vez que cerca de 40 jovens que seriam vítimas de Breivik foram salvos por um casal lésbico, que os resgatou em sua lancha particular após os pedidos de socorro.
Por Vladimir Tavares
Ao longo da história, a hipocrisia foi uma arma comumente utilizada por mentes reacionárias, projetando no oponente determinadas características próprias com o intuito de afastar de si a culpa para algo, assim, organizações homofóbicas como a SA e a SS nazistas eram conhecidas pela obsessiva preocupação com a aparência mesmo orgias homoafetivas. No caso da SA, o líder desta chegava a ser um conhecido pederasta, Ernst Röhm. Segundo a obra "O segredo de Hitler", de Lothar Machtan, evidências, depoimentos de colegas de infância e até fotos públicas do führer apontam uma grande possibilidade de Hitler ter sido homossexual. No entanto, o que surpreende não é o fato destes nomes ou organizações terem tido um acentuado caráter homoafetivo, mas sim de ser formado por homossexuais "no armário" que perseguiam outros homossexuais fora dele.
Evidências da homossexualidade do terrorista conservador norueguês Anders Breivik são conhecidas há muito tempo, antes mesmo de seus crimes. Conhecido por uma preocupação obsessiva com sua aparência, fetiches por uniformes militares e especialmente por cruzados medievais, Breivik, criado pela mãe, realizou ainda jovem uma cirurgia plástica para tornar seu nariz "mais ariano", uma vez que o achava "demasiado árabe". De acordo com testemunhas, a sua antiga página do Facebook jamais trouxe qualquer contestação de um questionamento se ele seria gay, aliás, o próprio Breivik enfatiza em seu "Manifesto", que isso poderá chocar alguns cruzados cristãos, mas "o uso de maquiagem para um cruzado é essencial". O próprio Breivik, aliás, usava maquiagem, e segundo depoimentos dados em juízo durante seu julgamento, ele foi visto e fotografado na Parada do Orgulho Gay de Oslo, em 2004, de acordo com muitos amigos e mesmo o próprio Breivik, este jamais teve qualquer envolvimento amoroso com mulheres. Em seu livro de ódio, o terrorista norueguês critica de forma ácida o movimento gay, mas não o comportamento gay em si, mesmo portando-se de forma afeminada em várias ocasiões. Embora se dissesse "cristão", não há registro de visita sua a qualquer igreja local nem são conhecidas testemunhas de tais visitas. A homoafetividade de Breivik não apenas é alegada por amigos seus próximos, como também já foi levantada em alguns jornais como o Telegraph, britânico, e mesmo noruegueses e suecos, inclusive jornais LGBT como o Pink News, britânico.
O fato é que Breivik é uma caricatura perfeita do típico conservador que "sem coragem para sair do armário" ataca os mais exaltados homoafetivos, como forma de lutar com seus conflitos existenciais internos. A opção sexual do terrorista conservador norueguês deve ser dissociada de seus atos, uma vez que cerca de 40 jovens que seriam vítimas de Breivik foram salvos por um casal lésbico, que os resgatou em sua lancha particular após os pedidos de socorro.
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| Uma das 70 vítimas de Anders Breivik, terrorista conservador norueguês |
quarta-feira, julho 18, 2012
MUNDO: Semelhanças entre o regime nazista e o norte-americano
Semelhanças entre o regime nazista e o norte-americano
Por Vladimir Tavares
Por Vladimir Tavares
Muitas personalidades de direita, especialmente a chamada "direita conservadora", eufemismo hodierno para "fascista", tem feito colossais esforços na tentativa de equiparar o comunismo ao nazismo. Latentes as suas diferenças, necessário é levar para o campo da epistemologia e abstrair conclusões a respeito dessa questão. Sendo o nazismo nada mais que um capitalismo desesperado, nenhum país se parece mais com o modelo nazista do que o modelo americano em diversos momentos de sua história.
- Racismo
EUA e Alemanha nazista foram historicamente campeões do racismo, seguidos de fortes concorrentes como o Reino Unido, Bélgica, Espanha, África do Sul e Japão. Dois aspectos notáveis nos dois países citados é a criação de leis de segregação racial.
Alemanha nazista: Leis de Nuremberg
As Leis de Nuremberg(Nürnberger Gesetze) eram leis abertamente racistas surgidas na Alemanha nazista durante os anos 30. Seu conteúdo visava a proibição de qualquer relacionamento entre judeus e alemães não-judeus. Embora a pena fosse inicialmente a de trabalhos forçados, ela foi depois substituída pela pena capital. Um dos mais famosos casos foi o de Leo Katzenberger, guilhotinado(em pleno século XX) em 2 de junho de 1942.
Estados Unidos: Leis racistas coloniais e a Lei Jim Crow
Desde os tempos coloniais, os britânicos introduziram leis racistas nas 13 colônias, em 1664, a colônia de Virgínia estabeleceu uma lei criminalizando o casamento entre brancos e negros, algo que há 4 anos havia sido regularizado. Em 1691, uma lei proibiu o casamento entre brancos e negros, lei que mais tarde se espalhou para outras colônias. Para se ter uma idéia do quão reacionárias eram essas leis, nas colônias francesas como a Luisiana, não havia proibição legal ao casamento interracial, embora um Código Civil estabelecido em 1685 tenha proibido o casamento entre católicos e não católicos, sem envolver questões raciais. Sob o domínio espanhol, o casamento interracial poderia ocorrer somente sob consentimento parental, antes dos 25 anos de idade, e sem ele caso as partes fossem mais velhas. Quando os EUA(já independentes) tomaram a Luisiana, em 1806, casamentos interraciais foram banidos.
Em 1776, ano da independência dos Estados Unidos, o casamento interracial continuou proibido, frequentemente sob falsas alegações que evocavam princípios da Bíblia e atribuíam interpretações erradas desta que jamais foram contempladas por qualquer patriarca na Ortodoxia ou mesmo por alguns papas no Catolicismo, histórias como a de Cão e Fineias. É interessante ressaltar que embora a Independência dos Estados Unidos tenha tido como uma de suas bases o iluminismo, o racionalismo, esta foi depois corrompida pelo fundamentalismo protestante, que até hoje influencia a ideologia americana.
A mais famosa lei racista nos EUA foi a Lei Jim Crow, de 1876 a 1965, lei que segregava legalmente negros e brancos, estabelecendo locais públicos só para negros e só para brancos, e até mesmo fontes de água para pessoas de cor e brancas, sendo os locais para negros geralmente de qualidade inferior aos dos brancos. Um dos mais famosos casos de questionamento desta lei foi o caso da mulata Rosa Parks, professora de origem afro-índio-irlando-escocesa que, sentada em um acento destinado aos negros, foi requisitada para deixar seu acento e cedê-lo para um branco que estava de pé, conforme o costume local estabelecido pelas autoridades brancas; por se recusar a fazê-lo, Rosa Parks foi presa por policiais, após a requisição do motorista do ônibus, que já havia se recusado a abrir a porta para Rosa Parks durante uma chuva. A Lei Jim Crow não apenas proibia casamentos interraciais, como também negava aos filhos de casais interraciais direitos sociais e acesso às escolas e hospitais públicos.
- Organizações terroristas de supremacia branca
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| A SS nazista usava uniformes desenhado por um famoso membro do partido, o estilista Hugo Boss |
Alemanha nazista: Antes do nazismo, a Alemanha foi atormentada por anos pelas ações da SA(Sturmabteilung), popularmente conhecidos como "camisas-marrom", um tipo de camisa fácil de ser adquirido e que assemelhava-se à cor das tropas coloniais alemãs. Esta organização promovia a segurança de líderes nazistas, ataques contra comunistas, judeus, negros e era conhecida pelo seu alcoolismo e orgias homossexuais, sendo que o próprio Röhm era assumidamente homoafetivo, tendo numa de suas cartas expressado o seu desejo por "rapazes jovens e arianos".
Reunindo mais de 3 milhões de membros, a SA deu origem à SS, que passaria a garantir a proteção de líderes nazistas e trocaria as camisas marrons por camisas negras desenhadas por um fascista quase tão famoso quanto o próprio Hitler, o estilista Hugo Boss.
Tendo iniciado como organização paramilitar do partido nazista, a SA, assim como a sua "filha", a SS, tornaram-se organizações oficiais do governo fascista alemão.
Estados Unidos: Em 1865, surge o Ku Klux Klan(KKK), organização secreta extremista de supremacia branca, formada por veteranos confederados. Essa organização promovia o terrorismo cristão-protestante, promovendo o linchamento de negros e combatendo toda e qualquer tentativa de integração dos negros à sociedade através dos mais violentos métodos disponíveis(há rumores de que a sigla KKK seria uma onomatopéia do som de um rifle ao ser carregado), tais como o linchamento de pessoas de cor, enforcamento, fogueiras para negros, castração, mutilação de seus órgãos sexuais, dentre outros. Esse grupo era bastante ativo em períodos eleitorais, onde impediam por qualquer método os negros de votar. O abuso do terrror indiscriminado em nome do "orgulho branco", levou o governo americano à persecução penal dos crimes do KKK, o que levou à sua derrocada, mas não do racismo e do terrorismo branco, uma vez que o clã deu lugar à Liga Branca e aos Camisas Vermelhas, organizações paramilitares responsáveis pelo assassinato de eleitores e líderes negros. Ao contrário do "Clã", essas últimas organizações eram abertas, não fazendo segredo sobre suas ações.
Com o fim do KKK, por volta de 1870, surge um novo Ku Klux Klan em 1915, no estado da Geórgia, nos EUA. Dessa vez, a organização terrorista ganhou um novo aliado, o cinema. Utilizando-se de modernas campanhas publicitárias, o clã ganhou um enorme número de adeptos após a exibição do filme The birth of a nation(O nascimento de uma nação), baseado na peça The Clansmen, película de propaganda racista anti-negro. Para se ter uma idéia do ponto a que chega o racismo no filme, negros são apresentados sempre como ininteligentes, constantemente perturbados e sexualmente agressivos em relação à mulheres brancas, nele, embora alguns figurantes sejam negros, os atores "negros" que desempenham algum papel relevante são atores brancos pintados de preto, como o asssassino "Gus", tarado por mulheres brancas que tenta estuprar uma jovem branca que prefere se suicidar a ser tocada por ele(os filmes da época costumavam usar sempre atores brancos pintados de preto para cenas que envolvessem um maior contato com mulheres brancas). O filme satiriza negros tornando-se congressistas, especialmente numa cena em que um deles tira o sapato em pleno congresso e pões os pés em cima da mesa, ao passo que outros bebem em pleno congresso. De acordo com periódicos americanos, após a exibição desse filme um negro foi linchado após a saída do cinema. O nascimento de uma nação foi utilizado como ferramenta de recrutamento pelo KKK até a década de 1970, encontrando-se disponível no site de vídeos Youtube e eivado de comentários racistas, o filme também foi o primeiro a ser exibido na Casa Branca. O presidente dos EUA Woodrow Wilson exibiu o filme diversas vezes em sessões privadas. Apesar do enorme sucesso comercial, o filme gerou uma onda de protestos, tendo o mesmo diretor produzido o filme "Intolerância" no ano seguinte.
O Ku Klux Klan teve um famoso jornal nos anos 20 chamado "The Good Citizen", isto é, "O cidadão de bem", "O bom cidadão", nas quais evocava a terminologia "WASP", que em inglês quer dizer "Protestante Branco Anglo-Saxão" e defendia idéias de supremacia branca e anti-catolicismo como seus antecessores, antes de Hitler dominar as ruas na Alemanha. Tratava-se de uma luta para tentar resgatar a superioridade branca e protestante americana, "ameaçada" por novos cidadãos em tal sociedade, fundada no extermínio de seus homens originais e na escravidão daqueles que os próprios brancos americanos anglo-saxões trouxeram ao país.
A popularidade do clã foi perdida em fins dos anos 20, com a grande depressão. Em fins dos anos 30, o KKK tentou estabelecer laços com a Alemanha nazista, flertando com a ideologia hitleriana, o que foi oficialmente abandonado após a entrada dos EUA na guerra do lado dos aliados. Este clã havia adotado novos rituais como a queima de cruzes, durante as quais usava sempre o seu famoso uniforme branco.
Em fins dos anos 40, o KKK tenta se levantar mais uma vez, surgindo o "Terceiro Clã", reciclado no anticomunismo febril dos tempos da Guerra Fria. Embora tenha sempre sido uma organização paramilitar, é importante frisar que um filme associado à sua ideologia foi o primeiro a ser exibido na Casa Branca e mesmo em várias sessões privadas pelo presidente Woodrow Wilson, e nos anos 50, no filme-documentário produzido pelo governo americano How to spot a communist(Como detectar um comunista) uma passeata contra o Ku Klux Klan é apresentada como "propaganda comunista", isto é, opor-se a uma organização terrorista e racista era considerado um "abominável atocomunista antiamericano". Assim, ao contrário de seus pares alemães da SA e SS, o KKK jamais foi uma organização oficial dos Estados Unidos da América, todavia contou ela com o aval do governo americano e a inexistência de uma legislação que proiba o racismo naquele país, existindo até os dias atuais e marchando em ruas americanas sem contar com qualquer repressão policial, destino não reservado às milhares de manifestações sociais ocorridas no país. A covardia do KKK e seus métodos cruéis repousa no assassinato de milhares de negros, militantes por direitos ou não, bem como num terrível crime onde um garoto deve sua face desfigurada por um tiro de escopeta após assobiar para uma mulher branca.
- Assassinatos em massa, militarismo e imperialismo
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| Militares americanos mostram seu verdadeiro rosto(a foto não é montagem) |
Alemanha nazista: A Alemanha é conhecida por incontáveis atos facínoras, crimes contra a humanidade em nome da "higiene racial" que provocaram a destruição de milhões de vidas na ex-União Soviética, Polônia e outros países. Estima-se que as perdas totais da IIGM, iniciada pela Alemanha nazista, foram de cerca de 60 milhões de pessoas, isto é, 2,5% da população mundial em apenas 6 anos, e não os costumeiros "6 milhões de judeus" descritos, mesmo por que morreram muito mais eslavos do que judeus, especialmente poloneses, russos, ucranianos e bielorrussos, considerados uttermensch pelos nazistas, isto é, uma "raça inferior". Vale salientar que milhões ficariam sem casa e deficit habitacional se tornaria um sério problema nos anos seguintes.
Estados Unidos: Diferente de seus colegas alemães, os alvos dos racistas americanos não eram brancos, razão pela qual o país não tem a mesma fama da Alemanha, mas sim negros e americanos nativos, isto é, povos indígenas. Diferentemente de outros países do continente americano, nos EUA os índios foram praticamente extirpados do país, negros foram mortos aos milhares por organizações como o KKK, e esse espírito imperialista ainda se estendeu direta e indiretamente a países vizinhos como a Guatemala, Nicarágua, Filipinas, Líbia, Afeganistão, Sérvia, Iraque, Somália, Quênia, além de dezenas de outros países.
É importante enfatizar que tal como na Alemanha nazista, nos Estados Unidos a "faxina racial" foi defendida abertamente em várias ocasiões, valendo ler o discurso do presidente Andrew Jackson sobre a necessidade de "eliminar a raça inferior indígena". Em alguns casos, essa defesa foi velada, merecendo ser citado o "plano de eliminação da raça eslava", isto é, a Operação Dropshot, que visava lançar 300 bombas atômicas em território soviético em 1947.
- Experimentos com seres humanos
Alemanha nazista: Conhecida por uma série de experimentos com prisioneiros "indesejáveis", o mundo horrorizou-se com as experiências do Dr. Mengele e as teorias racistas do pseudocientista Eugene Fischer, que provocaram a morte de milhares de pessoas em testes laboratoriais... com cobaias humanas.
Estados Unidos: Tal como no filme "V for vendetta", tal como seus colegas alemães, os americanos empreenderam uma série de testes com cobaias humanas nos anos 40, sob a liderança do ditador Harry Truman. Utilizando-se de negros, prisioneiros e especialmente gualtemaltecas, o vírus da sífilis foi introduzido involuntariamente em diversos seres humanos. Dos milhares de infectados, apenas alguns tiveram a "sorte" de serem usados para testar sua vacina, fato que evidencia a possibilidade do vírus da AIDS ser uma criação de laboratórios americanos para o extermínio de africanos.
Estados Unidos: Diferente de seus colegas alemães, os alvos dos racistas americanos não eram brancos, razão pela qual o país não tem a mesma fama da Alemanha, mas sim negros e americanos nativos, isto é, povos indígenas. Diferentemente de outros países do continente americano, nos EUA os índios foram praticamente extirpados do país, negros foram mortos aos milhares por organizações como o KKK, e esse espírito imperialista ainda se estendeu direta e indiretamente a países vizinhos como a Guatemala, Nicarágua, Filipinas, Líbia, Afeganistão, Sérvia, Iraque, Somália, Quênia, além de dezenas de outros países.
É importante enfatizar que tal como na Alemanha nazista, nos Estados Unidos a "faxina racial" foi defendida abertamente em várias ocasiões, valendo ler o discurso do presidente Andrew Jackson sobre a necessidade de "eliminar a raça inferior indígena". Em alguns casos, essa defesa foi velada, merecendo ser citado o "plano de eliminação da raça eslava", isto é, a Operação Dropshot, que visava lançar 300 bombas atômicas em território soviético em 1947.
- Experimentos com seres humanos
Alemanha nazista: Conhecida por uma série de experimentos com prisioneiros "indesejáveis", o mundo horrorizou-se com as experiências do Dr. Mengele e as teorias racistas do pseudocientista Eugene Fischer, que provocaram a morte de milhares de pessoas em testes laboratoriais... com cobaias humanas.
Estados Unidos: Tal como no filme "V for vendetta", tal como seus colegas alemães, os americanos empreenderam uma série de testes com cobaias humanas nos anos 40, sob a liderança do ditador Harry Truman. Utilizando-se de negros, prisioneiros e especialmente gualtemaltecas, o vírus da sífilis foi introduzido involuntariamente em diversos seres humanos. Dos milhares de infectados, apenas alguns tiveram a "sorte" de serem usados para testar sua vacina, fato que evidencia a possibilidade do vírus da AIDS ser uma criação de laboratórios americanos para o extermínio de africanos.
quarta-feira, junho 27, 2012
terça-feira, junho 26, 2012
MUNDO: Experimentos com seres humanos em estilo nazista feitos pelo governo dos EUA(Eng)
Como o governo americano infectou negros e milhares de gualtemaltecos com o vírus da sífilis. Quem garante que o vírus da AIDS não foi fruto de experimento similar?
Assista e repasse!
segunda-feira, maio 28, 2012
BRASIL
O retrato de um país racista
O
relato abaixo foi escrito pela madrugada um dia depois do
acontecimento, (considerando que passei alguns dias sem conseguir
dormir) e encaminhado a Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério
Público.
O retrato de um país racista
O
relato abaixo foi escrito pela madrugada um dia depois do
acontecimento, (considerando que passei alguns dias sem conseguir
dormir) e encaminhado a Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério
Público.
Meu nome é Sandra, sou funcionária pública a
10 anos. Atualmente sou Coordenadora Pedagógica de uma escola municipal
aqui em Goiânia. Sou formada em Pedagogia pela Universidade Federal de
Goiás, e Especialista em Educação Integral, também pela UFG, ou seja,
sou uma cidadã honesta e sem antecedentes criminais de qualquer especie.
O fato de eu ser negra, pobre e moradora de um bairro
periférico em Goiânia, onde há muitas ocorrências de trafico de drogas,
não dá a alguns policiais corruptos e mau caráter o direito de me tratar
como bandida.
Ontem, dia 23 de março de 2012, fui
agredida fisicamente, verbalmente e presa publicamente por policiais
militares na porta da minha casa.
Tenho certeza que um
dos principais motivos foi o racismo, pois o sargento me xingou inúmeras
vezes... e demostrou manifestações racistas e de intolerância a classe
social que pertenço.
Eu tinha chegado do trabalho (da
escola que atuo como coordenadora pedagógica) e estava sentada no sofá
da minha casa, quando por volta das 20 hs e 10 minutos, minha prima
chegou com seu esposo. Os dois estavam indo até a feira e passaram lá em
casa para falar comigo.
O esposo da minha prima entrou
cumprimentou e conversamos um pouco. Logo, eles decidiram se despedir e
seguir até a feira, e quando o Fabrício, (esposo da minha prima) foi
saindo para fora do portão, de repente chegou um carro de policia e um
dos policiais o sargento Manoel já desceu do carro gritando com o
Fabrício para que ele se encostasse no muro. E na maior estupidez,
mandou eu e a esposa do Fabrício entrarmos para dentro e fechar o
portão.
Eu disse que o rapaz estava dentro da minha
casa e que era conhecido. Então eles me mandaram sair de perto deles,
caso contrário usariam de força. Alegando que eu não poderia presenciar a
abordagem.
Assim, eu fui para o outro lado da rua com a
Nilzilene (prima). Um dos policiais, (o sargento Manoel) que se mostrou
o tempo todo mais estúpido e agressivo, perguntou se o Fabricio tinha
passagem pela policia, e ele respondeu que não. Ai pegaram os documentos
dele para confirmar pelo rádio da viatura.
O policial
ao ler o nome dele na identidade ao invés de dizer Fabricio, pelo radio
falou Francisco, ai eu disse que eles passaram o nome errado. Então o 3º
Sargento: Manoel Mendes de Moraes me mandou calar a boca e me xingou de
vagabunda. Disse ainda, que se eu dissesse mais uma palavra eu ia
acertar com ele. E como ele falou o nome do Fabrício errado, a resposta
da viatura veio dizendo que o tal Francisco com o sobrenome do Fabrício,
tinha passagem. Então o policial partiu para cima do Fabrício falando
que ele tinha mentido para ele, e que ele já tinha passagem.
Nesse momento, eu entrei no meu portão e peguei meu celular para
ligar para um amigo (advogado) e perguntar o que fazer naquela situação
pois o nome passado pelo policial estava errado.
Quando
ele (o 3º SG PM Manoel M M) me viu com o celular na mão ele gritou SUA
VAGABUNDA VC NÃO VAI FILMAR NADA AQUI NÃO, tomou o celular da minha mão e
mandou a mão no meu rosto. Ai eu falei para ele que eu poderia
processá-lo, pois conhecia meus direitos e sabia que ele não podia me
ofender com xingamentos muito menos me agredir. Ai ele me deu outro
tapa, torceu meus braços para trás, me algemou e me jogou dentro da
viatura.
O SG PM Manoel, foi me humilhando, me
agredindo verbalmente ate a delegacia. Ao chegarmos lá, o soldado Brito
desceu para verificar o melhor lugar para estacionar a viatura, nesse
momento, o sargento aproveitou que estávamos sozinhos e me ameaçou.
Disse que eu estava ferrada na mão dele e que ele era chefe dos
traficantes do meu bairro e que se eu o denunciasse ele mandaria um dos
traficantes me matar. Após fazer essa afirmação, eu disse ao sargento
que usaria o que ele falou para argumentar minha vulnerabilidade perante
a justiça. Então ele entrou em contradição e afirmou que se eu
insistisse em dizer que ia até a corregedoria, eu só teria problemas
pois processos ele já tinha muitos e que esse não ia fazer diferença
para a vida dele, mas para minha sim.
Ao chegar na
delegacia ele mudou completamente seu comportamento e ficava comentando
com os outros policiais que eu havia os agredido e desacatado. Enquanto
eu permanecia de pé no meio da sala de recepção do 8º distrito da
policia civil no setor Pedro Ludovico, o Sargento Manoel formou uma roda
com outros PMs que estavam lá, na parte de fora da delegacia, e mexiam
no meu celular buscando identificar se eu havia feito alguma gravação.
Devido ao constrangimento e humilhação que eu estava passando,
com todas as pessoas presentes me olhando, eu só conseguia chorar. Alem
da vergonha, as algemas me machucavam muito.
Enquanto
eu esperava lá de pé servindo de espetáculo para todos, o sargento
Manoel passava perto de mim e ria da minha cara. Entrava na sala do
delegado conversava com ele e saia rindo e me olhando, uma forma de me
humilhar e intimidar.
O outro policial que estava com o
sargento que me agrediu, (o soldado Brito) em particular, me pediu para
ser justa e não envolvê-lo no processo que eu pretendia montar contra o
sargento Manoel que me xingou e agrediu fisicamente. Disse que ele não
podia fazer nada para me ajudar lá dentro, que não poderia ir contra o
sargento, mas que eu deveria mesmo ir ate a corregedoria porque eu
estava certa; segundo ele o sargento agiu com agressividade e
utilizou-se de excessos desnecessários'. Disse ainda, que se ele
estivesse mais próximo a mim, no momento da agressão, teria impedido que
o sargento me desferisse os tapas e empurrões.
Quando
fomos para o IML fazer o exame de corpo delito, o sargento que me
agrediu foi dizendo que estava nervoso tentando me fazer desistir do
processo, claro, depois que viu toda a minha família na delegacia e todo
mundo com celular cada um ligando para uma outra pessoa na tentativa de
arrumar um advogado.
Com certeza o sargento Manoel
percebeu que eu não era uma negra pobre, ignorante e vagabunda como ele
havia me qualificado. Notou que tenho uma família e amigos que me apoiam
e que se deslocaram de suas casas até a delegacia para me apoiarem. E
que na mesma finalidade seguiram a viatura ate o IML para também me
proteger.
Minha irmã que cursa direito na catolica
chegou e pediu para os policiais tirarem minha algema, afirmou que não
havia necessidade de que eu permanecesse algemada, pois eu não
representava risco algum a integridade física ou moral de qualquer
pessoa. Só ai tiraram as algemas... Eu já havia feito essa solicitação
várias vezes, repeti que sou educadora e não era necessário me manterem
algemada como se eu fosse uma criminosa.
Nunca fui tão
humilhada e ofendida... Tenho certeza que entre outros um dos motivos
foi discriminação racial. Se o Fabrício e eu fossemos brancos ele não
teria agido assim. Meu esposo também saiu para fora do portão, e nem
assim eles o mandaram ir para o muro, (detalhe, meu esposo e minha prima
possuem pele mais clara).
Acredito que o sargento
teria me agredido ainda mais, se não fosse a manifestação clara de
desaprovação e intervenção por parte do soldado Brito.
Preciso de um advogado para me defender no dia da audiência e para me ajudar no processo contra esse policial.
Tenho a cópia do relato dele e do meu. Entretanto ele mentiu
vários fatos. Chegou a afirmar em seu relato que minha casa é um ponto
de venda de drogas, para justificar sua ação injustificável. Felizmente
tenho como provar que tudo o que ele disse foi mentiras. O sargento
Manoel, em seu depoimento, alegou ainda que me prendeu por que eu sai de
dentro de casa gritando, os xingando, e que eu portava um objeto não
identificado (no momento) nas mãos. E que ele pediu para eu colocar o
objeto no chão e eu desobedeci as ordens dadas...
.
Assim, ao chegar em casa depois de passar toda a noite na
delegacia, meu esposo me relatou que o sargento Manoel, o chamou para
fora do IML e pediu para ele me convencer a não processá-lo, pois estava
nervoso no momento que me agrediu.
Mas eu não vou, e
nem posso mudar de ideia e deixar de processá-lo. Ele me chamou de
vagabunda e me bateu na frente de todos os meus vizinhos, da minha
família (mãe, pai e esposo) e o que é pior, na frente dos meus dois
filhos menores. (12 e 6 anos de idade)
O sargento
Manoel ficou totalmente descontrolado, parecia estar fora de si. Volto a
dizer que se o outro policial o soldado Brito, não estivesse tentando
acalmá-lo o tempo todo, com certeza ele teria me agredido ainda mais.
Pensei que o delegado ia me ouvir. Mas ao contrário, apenas a
escrivã me ouviu. O delegado só entrou na sala, onde eu estava tentando
esclarecer os fatos, para assinar o documento e passar meus dados pelo
telefone.
No dia 4 de junho de 2012 acontece a
audiência onde serei julgada por desacato a autoridade policial...
Irônico, não é mesmo?
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
23 DE FEVEREIRO
Vozes do comunismo: o Coro do Exército Vermelho
Por Cristiano Alves
Vídeos de soldados cantando e dançando tem sido comuns ultimamente na internet, canções em tom jocoso usadas como passatempo que trazem uma má imagem para a profissão militar. Nem sempre, entretanto, soldados cantaram e dançaram cantigas pueris.
Originalmente denominado "Orquestra Acadêmica de Canto e Dança duas vezes agraciada com a Ordem da Estrela Vermelha denominada A. V. Alexandrov", ou simplesmente "Orquestra de Alexandrov", ou ainda como é mais conhecida no ocidente, o "Coro do Exército Vermelho"(atualmente, "do Exército Russo") tornou-se um dos maiores ícones culturais da era soviética e da Rússia, levando ao mundo a mensagem comunista através da música, da arte e da cultura.
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| O Coro do Exército Vermeho em seus primeiros dias |
Com o triunfo da Grande Revolução de Outubro de 1917, Lenin via na cultura um meio de difusão da cultura socialista, sendo a Rússia, primeiro país socialista da história, historicamente conhecida pela sua cultura musical, pelo estilo melancólico de compositores como Tchaikovsky até a capacidade de capacidade de seus compositores para captar canções populares que expressam a alma dos povos da Rússia, os comunistas logo entenderam que a Revolução, os valores socialistas e também a cultura popular deveriam integrar a música edudita, fortalecendo o conceito de "cultura socialista". Em 1928, quando a orquestra levava ainda o nome de Frunze, herói e veterano da Guerra Civil, o então professor de música Aleksandr Aleksandrov foi encarregado de organizar a orquestra. Em 1929, a orquestra realizou apresentações no Extremo Oriente soviético, onde tropas do Exército Vermelho de Operários e Camponeses não apenas defendiam o país, como também ajudavam a construir o socialismo, atuando na construção da ferrovia que interligava as regiões longínquas do país.
O Coro do Exército Vermelho procurava despertar o interesse dos soldados pela boa música e ao mesmo tempo encorajava o desenvolvimento da arte amadora nas fileiras militares. A orquestra, que começou com menos de 15 membros, já reunia mais de 300 membros em 1933, reunindo o coral masculino, a orquestra musical e dançarinos, executando composições de nomes da música como Vasily Solovyov-Sedoy, Anatoli Novikov, Matvey Blanter and Boris Mokrousov. Em 1935, a orquestra foi agraciada com a Ordem da Bandeira Vermelha, uma condecoração soviética que podia ser atribuída a militares, civis e inclusive agrupamentos de cidadãos por extraordinários feitos militares. A orquestra viajou a todas as partes da União Soviética, desde as areias quentes do Tadjiquistão até o ártico extremo-norte da URSS, onde resplandece o fenômeno da aurora boreal. Na França, em 1937, a Orquestra Alexandrov venceu o Grand Prix da Exposição dedicada à arte e tecnologia da vida moderna. Durante os anos da 2ª Guerra Mundial, a Orquestra do Exército Vermelho efetuou 1500 concertos em ambos os fronts soviéticos, entretendo soldados prontos a partir para o combate, hospitais, portos e bases aéreas.
Após a morte de seu fundador, Aleksandr Aleksandrov, a direção da orquestra foi assumida por seu filho, Borís Aleksandrov, que tornou-a popular em outras partes do mundo após vários tours efetuados no exterior. O irmão de Borís, o major Vladimir Alexandrov, também integrou a orquestra. Após a morte dele, a direção foi efetuada por Vladimir Gordeev, que dirigiu o tour de Londres. Importantes discos foram gravados, no Brasil, mesmo na Rede Globo foram propagandeados LPs do "Coro do Exército Vermelho", nos anos 90. Muitas canções da Orquestra Alexandrov também tem um grande número de vistas na internet, em sites de vídeo como o Youtube, suas canções tem enorme número de visitas, alguns vídeos tem mais de 2 milhões de vistas. Não é raro que mesmo anticomunistas convictos admitam em comentários que "os comunistas sabiam fazer boa música", ou que "detestam o comunismo, mas acham que eram excelentes artistas". A Orquestra Alexandrov também efetuou vários concertos com artistas individuais como David Foster, Jean-Jacques Goldman, Steve Barakatt, Oleg Gazmanov, na Rússia atual, e mesmo durante a abertura do festival europeu "Eurovisão", com um dueto de cantoras.
O Coro do Exército Vermelho foi agraciado com vários prêmios e medalhas na União Soviética e no exterior, formou famosos solistas, além do Globo de Ouro, da gravadora holandesa N.O.K, em 1974. O sucesso destes músicos comunistas é uma importante resposta ao mito burguês de que "após a revolução os operários usariam clássicos literários como peso de porta ou suporte de pé-de-cama quebrado". Ele é a prova material de que o socialismo é capaz de construir uma cultura nova e superior que leva o povo trabalhador ao caminho da glória, retira-o das trevas e coloca-o sob a luz.
Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Alexandrov_Ensemble
http://planetlyrics.co/artist/The+Red+Army+Choir#.T0bL6hcu9gW
Canções do Coro do Exército Vermelho:
O Coro do Exército Vermelho procurava despertar o interesse dos soldados pela boa música e ao mesmo tempo encorajava o desenvolvimento da arte amadora nas fileiras militares. A orquestra, que começou com menos de 15 membros, já reunia mais de 300 membros em 1933, reunindo o coral masculino, a orquestra musical e dançarinos, executando composições de nomes da música como Vasily Solovyov-Sedoy, Anatoli Novikov, Matvey Blanter and Boris Mokrousov. Em 1935, a orquestra foi agraciada com a Ordem da Bandeira Vermelha, uma condecoração soviética que podia ser atribuída a militares, civis e inclusive agrupamentos de cidadãos por extraordinários feitos militares. A orquestra viajou a todas as partes da União Soviética, desde as areias quentes do Tadjiquistão até o ártico extremo-norte da URSS, onde resplandece o fenômeno da aurora boreal. Na França, em 1937, a Orquestra Alexandrov venceu o Grand Prix da Exposição dedicada à arte e tecnologia da vida moderna. Durante os anos da 2ª Guerra Mundial, a Orquestra do Exército Vermelho efetuou 1500 concertos em ambos os fronts soviéticos, entretendo soldados prontos a partir para o combate, hospitais, portos e bases aéreas.
Após a morte de seu fundador, Aleksandr Aleksandrov, a direção da orquestra foi assumida por seu filho, Borís Aleksandrov, que tornou-a popular em outras partes do mundo após vários tours efetuados no exterior. O irmão de Borís, o major Vladimir Alexandrov, também integrou a orquestra. Após a morte dele, a direção foi efetuada por Vladimir Gordeev, que dirigiu o tour de Londres. Importantes discos foram gravados, no Brasil, mesmo na Rede Globo foram propagandeados LPs do "Coro do Exército Vermelho", nos anos 90. Muitas canções da Orquestra Alexandrov também tem um grande número de vistas na internet, em sites de vídeo como o Youtube, suas canções tem enorme número de visitas, alguns vídeos tem mais de 2 milhões de vistas. Não é raro que mesmo anticomunistas convictos admitam em comentários que "os comunistas sabiam fazer boa música", ou que "detestam o comunismo, mas acham que eram excelentes artistas". A Orquestra Alexandrov também efetuou vários concertos com artistas individuais como David Foster, Jean-Jacques Goldman, Steve Barakatt, Oleg Gazmanov, na Rússia atual, e mesmo durante a abertura do festival europeu "Eurovisão", com um dueto de cantoras.
O Coro do Exército Vermelho foi agraciado com vários prêmios e medalhas na União Soviética e no exterior, formou famosos solistas, além do Globo de Ouro, da gravadora holandesa N.O.K, em 1974. O sucesso destes músicos comunistas é uma importante resposta ao mito burguês de que "após a revolução os operários usariam clássicos literários como peso de porta ou suporte de pé-de-cama quebrado". Ele é a prova material de que o socialismo é capaz de construir uma cultura nova e superior que leva o povo trabalhador ao caminho da glória, retira-o das trevas e coloca-o sob a luz.
Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Alexandrov_Ensemble
http://planetlyrics.co/artist/The+Red+Army+Choir#.T0bL6hcu9gW
Canções do Coro do Exército Vermelho:
- Canção dos Barqueiros do Volga
Perfomada em sua maior parte por um solista(Leonid Haritonov no vídeo) acompanhado da orquestra com instrumentos típicos da Rússia, trata-se de uma antiga canção popular cantada pelos barqueiros do rio Volga, que para fugir de sua existência miserável ganhavam a vida sob condições desumanas puxando barcos próximos da margem até o porto.
Perfomada em sua maior parte por um solista(Leonid Haritonov no vídeo) acompanhado da orquestra com instrumentos típicos da Rússia, trata-se de uma antiga canção popular cantada pelos barqueiros do rio Volga, que para fugir de sua existência miserável ganhavam a vida sob condições desumanas puxando barcos próximos da margem até o porto.
- Kalinka
Canção popular muito famosa na Rússia e outros países eslavos como a Polônia, sobre a flor do junípero.
- Poema ucraniano
Canção sobre um poema do poeta ucraniano Taras Shevchenko, um servo de um aristocrata russo que comprou a sua liberdade, no século XIX. Crítico do tzarismo, Taras foi acusado de participar de uma organização que defendia o fim do Império e a formação de uma federação de Estados eslavos, um sonho que os bolcheviques transformaram em realidade no século XX. Taras Shevchenko deu nome à várias cidades soviéticas, inclusive uma importante cidade construída no Cazaquistão.
- Varsoviense
"Marche, marche adiante, povo trabalhador". Esta forte canção escrita na Polônia no século XIX ganhou uma melodia na Rússia, tendo sido popularizada na União Soviética. Ela contém um forte teor anti-monarquista, contra a autocracia, declarando que todos os tronos são construídos sobre o sangue do povo trabalhador. A "Varsoviense" chama o povo trabalhador a uma luta sagrada e sangrenta.
- A caminho
"O caminho é longo, e estamos com você, soldado, alegre-se". Canção de marchas militares comumente cantada em percursos e interior de quartéis.
- Os soldados marcharam
"Se necessário, nos ergueremos como uma muralha para defender o lar pátrio", diz esta forte e vibrante canção militar soviética sobre a II Guerra Mundial.
- Nós somos a Cavalaria Vermelha
"Se necessário, nos ergueremos como uma muralha para defender o lar pátrio", diz esta forte e vibrante canção militar soviética sobre a II Guerra Mundial.
- Nós somos a Cavalaria Vermelha
A Cavalaria Vermelha desempenhou um grande papel durante a Guerra Civil entre "vermelhos e brancos", dela faziam parte milhares de operários e camponeses que lutavam pela sobrevivência da primeira Revolução Socialista da história, berço de inesquecíveis heróis como o futuro marechal Georgiy Júkov, que nela serviu como soldado, e de nomes como Aleksá Dundic, internacionalista iugoslavo que lutou do lado vermelho durante a Guerra Civil. Os cavaleiros vermelhos usavam armas de fogo e espadas em rápidas cargas de cavalaria, que a canção bem retrata, mencionando ainda os nomes de Stalin e Voroshilov, comissários que lutaram em Tsaratsin, depois renomeada "Stalingrado" e então "Volgogrado".
- O Exército Branco e o Barão Negro
Canção da época da Guerra Civil contra o reacionário Exército Branco, composto de aristocratas, mencheviques e por corpos expedicionários de 18 diferentes países. O "Barão Negro" referido na canção é Pyotr Wrangel, aristocrata que comandava tropas que frequentemente vestiam uniformes negros em combate. Ela clama que "das taigas aos mares britânicos o Exército Vermelho tem toda a força", uma vez que na época o Exército Vermelho não tinha o controle total da Rússia.
- O sol se pôs atrás da montanha
Canção sobre o retorno dos soldados do Exército Soviético para casa após a Grande Guerra Patriótica, contra o fascismo. Conta como os soldados não pouparam suas vidas e como os soldados, acreditados por Stalin, faziam com que todos os inimigos temessem à sagrada pátria socialista.
- Os cossacos
Famosos cavaleiros do sul da Ucrânia, os cossacos eram camponeses livres que combatiam os invasores turcos e tornaram-se vassalos do Império Russo, dando também nome à unidades de cavalaria leve, sem vínculos étnicos. Com o advento da Revolução de Outubro, muitos cossacos lutaram ao lado dos comunistas, tendo tido uma importante participação na luta antifascista.
- Os cossacos
Famosos cavaleiros do sul da Ucrânia, os cossacos eram camponeses livres que combatiam os invasores turcos e tornaram-se vassalos do Império Russo, dando também nome à unidades de cavalaria leve, sem vínculos étnicos. Com o advento da Revolução de Outubro, muitos cossacos lutaram ao lado dos comunistas, tendo tido uma importante participação na luta antifascista.
- Os cossacos partiram pelo Danúbio
Canção cossaca sobre uma cavalgada cossaca pelo famoso rio europeu, em ucraniano. "Melhor seria nem partir, melhor seria nem amar, melhor seria de nada saber, do que ter que esquecer isso agora".
- A guerra sagrada
Executada nos dias atuais, este vídeo traz aquela que é sem dúvidas a mais forte canção antifascista já criada, surgida no calor da guerra contra os nazistas. Ela conclama todo o país a se levantar para uma guerra mortal contra as hordas obscuras do fascismo, a deixar a "fúria justa" vir como as ondas do mar, na guerra popular, a guerra sagrada. Esta canção descreve perfeitamente, em sua letra, os fascistas: "sufocadores de nobres idéias", estupradores, ladrões e torturadores de pessoas.
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Segue-se aqui uma carta aberta, originalmente postada no vídeo do canal oficial da deputada Manuela d'Ávila, em resposta a uma entrevista sua concedida no programa "Agora é Tarde", onde a pecedebista alega que seu partido hoje é um "partido moderno que não mais quer o comunismo totalitário". Veja o vídeo e em seguida a resposta do editor de "A Página Vermelha":
Prezada Deputada Manuela, manifesto o meu profundo respeito pelo seu trabalho na câmara e pelo seu trabalho em defesa de causas sociais, sou eleitor do PCdoB(votei no deputado Osmar Júnior, pelo estado do PI) e fico preocupado com certas questões a ele referentes.
Eu enxergo as idéias comunistas como idéias de vanguada da sociedade, e não apenas assim enxergo, como elas efetivamente assim sempre foram. K. Marx é visto na Grã-Bretanha, segundo pesquisa da BBC, como o maior filósofo de todos os tempos, suas teses do século XIX até hoje explicam muito bem o que se passa no século XXI, o que já foi reconhecido mesmo em periódicos como o NY Times. Numa época em que negros viviam sob a nefasta lei Jim Crow, em que o mundo vivenciava os horrores da eugenia, da idéia de "raça pura", o grande Lenin já condenava o preconceito contra minorias nacionais em seu texto sobre a autonomia de povos menores e o grande Stalin, paladino de suas idéias, já escrevia em "O marxismo e a questão nacional" que não havia "nação pura", inclusive demonstrando a falácia de tais idéias. Seu governo extirpou o analfabetismo de um país de mais de 80% de analfabetos, eletrificou um país agrário e mais tarde, logo após seu governo, seu país provou ao mundo que lugar de mulher também é no espaço, lançando a primeira cosmonauta, Valentina Tereshkova. Devo lembrar que antes dela, a URSS lançou o primeiro homem ao espaço, um camponês cuja família foi sequestrada e assassinada pelos fascistas alemães, Yuri Gagarin. Falamos de um Estado governado por trabalhadores, cujo maior monumento era um operário e uma camponesa em pleno centro de Moscou, que provou ao mundo que proletários podem gerir seu próprio destino e superar em dezenas de anos o que outros países fizeram em centenas. Alegar que tal Estado foi um "totalitário" é uma idéia absolutamente estranha às idéias comunistas e, antes de tudo, estranha ao racionalismo. Estados de inspiração marxista cercearam a liberdade? Sim, assim como a Revolução Francesa e centenas de outras revoluções progressistas que se viram ameaçados por inimigos externos reais(nada comparável à paranóia da ditadura militar fascista). Os soviéticos construíram o socialismo sob constante ameaça de invasão externa e da guerra nuclear. Sendo a deputada gaúcha, de um Estado que conheceu a Revolução Farroupilha e que efetivamente lutou pela república, esperava mais respeito por um Estado revolucionário. Nenhuma revolução que transforma para melhor a vida de milhões de pessoas como a gente humilde que aparece em seus vídeos é feita na base do "abraço e do aperto de mão"; o ideal é que assim ocorresse, e até já foi tentado em locais como a Hungria em 1919, onde esses "comunistas pacíficos" foram massacrados pela burguesia. A deputada, a julgar pelo seu discurso que, lamentavelmente, em nada se diferencia do discurso conservador e falso, não sabe o que é viver em um Estado que durante seu surgimento foi invadido por 14 diferentes países, que nos anos 30 sofreu constante ameaça de guerra, por 4 anos viveu a mais sangrenta guerra que a humanidade já conheceu e, depois disso, ainda teve que lutar para não ser bombardeada por 300 bombas atômicas dos imperialistas dos EUA, conforme planejado no hoje não mais secreto "Plano Dropshot". E feliz fico, deputada, por Vossa Senhoria não saber o que é viver em tal Estado, todavia de forma alguma contemplo toda e qualquer idéia que procure difamar e caluniar este país, mesmo por que os autores de tais calúnias, nomes como Hannah Arendt, jamais foram referência para qualquer defensor dos trabalhadores, visto que são suas idéias infundadas e motivadas pela Agência Central de Inteligência(CIA), algo que hoje não mais é segredo e que já foi divulgado por uma grande jornalista britânica.
Para finalizar, não sei se o conteúdo desta "carta" interessa a Vossa Senhoria, como parece pouco ter lhe interessado o trabalho de ex-companheiros de partido seus que estiveram na Coréia do Norte, país que Vossa Senhoria despreza num dos comentário do Twitter, jovens que saíram do Partido por causa do desprezo que hoje muitos tem pelo real sentido de sua sigla, "Comunista", mas quero deixar bem claro que nenhum país ou líder que inspirou e liderou milhões de trabalhadores merece desprezo! É diante desse descaso com questões ideológicas contemporâneas, da latente incapacidade de muitos jovens de defender estoicamente a bandeira que carregam, como fizeram milhões de revolucionários e militares comunistas que deram a sua vida contra o fascismo, nomes como Zoya Kosmodemyanskaya, enforcada e esquartejada por defender a causa comunista até o último segundo de sua vida, vale perguntar: será que, infelizmente, a opinião dos deputados sobre a juventude, ébria com o veneno pós-moderno, não está correta?