quinta-feira, novembro 24, 2011

ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves
Os textos a seguir encontram-se conforme a grafia da língua potuguesa brasileira adotada durante os anos 60, sendo comum encontrar palavras diferentes da correta grafia contemporânea. Os textos que se seguem são um perfeito retrato de como o socialismo, e só o socialismo, foi capaz de colocar uma solução definitiva num dos maiores males da humanidade - a ignorância, tudo isso resolvido num prazo inferior a 20 anos, algo que nos países capitalistas levou mais de 200, demonstrando que somente este sistema pode garantir às massas a plena liberdade de expressão e de pensamento.

Os comunistas lançaram o Movimento de todo o povo para extirpação do analfabetismo e em aproximadamente 15 anos conseguiram erradicar esse mal do país, sob a liderança de Stalin, algo reconhecido inclusive por historiadores como E. M. Burns e até pela CIA americana. Há que se frisar no texto uma importante recomendação que separa o nome de Lenin do nome de Lula tal como o ouro do barro, onde o primeiro frisa a importância dos estudantes não apenas de "ler e escrever", mas também de "ler e escrever corretamente a língua", o que coloca as idéias e métodos comunistas anos-luz adiante dos métodos e idéias do Partido dos Trabalhadores(PT) brasileiro.

O MOVIMENTO DE TODO O POVO PARA EXTIRPAÇÃO DO ANALFABETISMO

A foice e o martelo, símbolos do bolchevismo, sobre uma estrela vermelha, símbolo comunista que representa os 5 continentes com a presença da classe operária
A idéia da revolução cultural, colocada por V. I. Lênine como parte integrante da transformação socialista da sociedade, encontrou sua expressão concreta nas realizações culturais conquistadas pelo povo soviético nos anos de 1926 a 1932. Em fins do primeiro decênio da existência Poder soviético alcançaram-se, graças aos esforços da classe operária e dos camponeses e sob a direção do Partido Comunista, êxitos formidáveis no assenso da cultura e da instrução dos trabalhadores da URSS. Ampliou-se e melhorou considerávelmente a assistência cultural às massas populares, desenvolveu-se um tenaz trabalho para liquidar o analfabetismo entre a população adulta e estendeu-se a rêde de escolas.
Registrando com satisfação o avanço cultural geral do país, a sessão comemorativa do X Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, celebrada pelo Comitê Central Executivo da URSS, assinalou, ao mesmo tempo que, em comparação com os grandiosos objetivos perseguidos pela revolução e com a fome insaciável de cultura sentida pelas massas, o conseguido nesta ordem de coisas, longe estava de ser satisfatório.
"Nos umbrais do segundo decênio da Revolução de Outubro – dizia a resolução da referida sessão – o Comitê Central Executivo da União de Repúblicas Socialistas Soviéticas considera necessário vincular diretamente e de modo mais estreito tôda a causa da edificação cultural às tarefas da industrialização, já que é parte inseparável do plano socialista único de reconstrução do país".
Ao se iniciar a realização do primeiro plano qüinqüenal impuseram-se com grande fôrça as tarefas relacionadas com a revolução no campo da cultura, ao mesmo tempo que se criavam as premissas materiais necessárias para acelerar o ritmo da edificação cultural.
De tôdas as tarefas impostas no campo da cultura, uma das primordiais e mais urgentes era a da total extirpação do analfabetismo. Em 1926 só 51,1 por cento da população de todo o país sabia ler e escrever e em algumas nacionalidades o número de analfabetos era ainda maior (entre os cossacos sómente 7,1 por cento sabia ler e escrever; entre os yakutios, 5,8; entre os quirguises, 4,6; entre os tadchiques 2,2 e entre os turcomenos 2,3 por cento). Nos princípios do primeiro plano qüinqüenal mais da metade da população rural maior de 9 anos continuava sendo analfabeta. A porcentagem mais elevada de pessoas que sabiam ler e escrever encontrava-se na classe operária, especialmente entre os operários mais qualificados. Assim, por exemplo, na indústria metalúrgica e na construção de maquiário de Leningrado, o número de operários analfabetos, em 1929, era de 2,8 por cento, em média, e na região de Moscou, nestes mesmos ramos da indústria, de 3,6 por cento. Todavia, entre os operários têxteis achava-se ainda bastante difundido o analfabetismo (especialmente entre as operárias) e o enorme crescimento da classe operária durante os anos do primeiro plano qüinqüenal, com a grande massa de trablhadores procedentes do campo, fêz com que aumentasse o número de operários analfabetos.
Respondendo ao apêlo do Partido nos primeiros anos do plano qüinqüenal desenvolveu-se, com fôrça nova, o movimento das massas em prol da liquidação do analfabetismo. Sob a palavra de ordem "Ensinar a ler e a escrever a quem não sabe" incorporaram-se ao movimento pela extirpação do analfabetismo centenas de milhares de pessoas. Em 1930, os instrutores chegaram a somar um total de quase um milhão de pessoas. Na zona do Baixo Volga atuavam, naquela época, cêrca de 125 000 instrutores; na região dos Urais 65 000; na região central das Terras Negras, cêrca de 100 000. Enquanto que no transcurso de oito anos – de 1922 a 1929 – cursavam mais de 9 milhões de analfabetos e semi-analfabetos, nos anos de 1930-32 as diferentes escolas de liquidação do analfabetismo agrupavam mais de 30 milhões de pessoas. Foi esta uma grandiosa conquista da revolução cultural.


O PRIMEIRO PLANO QÜINQÜENAL, PLANO DO ENSINO PRIMÁRIO GERAL OBRIGATÓRIO  


(...) O Estado soviético, ao pôr em prática o ensino primário geral impunha, ao mesmo tempo, à passagem gradual ao ensino geral de sete anos. A fim de assegurar a solução desta terefa, o Govêrno soviético aumentou considerávelmente os orçamentos para a edificação, reparação e material didático das escolas, e aplicou uma série de medidas no sentido de melhorar a situação material dos mestres e fornecer às crianças de menores possibilidades econômicas livros de textos, cadernos, calçados, roupa, alimentos, etc.
Concedeu-se especial atenção ao preparo do pessoal pedagógico. De 1930 e devido à implantação do ensino geral, o Comitê central das Juventudes Comunistas mobilizava todos os anos, dezenas de milhares de jovens comunistas para trabalhar nas escolas e nos estabelecimentos de ensino do magistério.
Em fins do plano qüinqüenal resolveu-se, no fundamental, a tarefa de implantar em todo o país o ensino primário geral e obrigatório e de estabelecer o ensino geral de sete anos na cidade. Em 1931-32, o número de escolares na URSS alcançara a cifra de 20 900 000. Durante êstes mesmos anos elevou-se para 5 milhões o número de estudantes da escola-média completa.
O ensino primário geral obrigatório levou-se a cabo e também se pôs em prática com êxito, nas repúblicas nacionais. Assim, nas escolas da Ucrânia, estudavam em 1923, 98 por cento e na Bielo-Rússia 97 por cento de tôdas as crianças de idade escolar. As Repúblicas soviéticas da Ásia Central fizeram progressos impressionantes no desenvolvimento do ensino primário(18).
Durante todos os anos do primeiro qüinqüenio construiram-se e se inauguraram, de acôrdo com o plano estatal de edificação, mais de 13 000 edifícios escolares de nova planta, com capacidade para ... 3 800 000 crianças.
Tendo-se conseguido êste formidável aumento do número de alunos, o Partido impôs, ao mesmo tempo, com grande fôrça, a tarefa de lutar para melhroar a qualidade do ensino nas escolas.
Durante os anos do primeiro plano qüinqüenal o Partido Comunista e o Govêrno soviético aprovaram importantes disposições que determinavam o programa de reorganização e consolidação da ofensiva do socialismo em tôda a frente.
Marcou um momento decisivo na história da escola média soviética a resolução "Acêrca da escola primária e média" adotada pelo C.C. Do P. C.(b.) da URSS a 5 de setembro de 1931. O Comitê Central do Partido, depois de assinalar os grandes êxitos obtidos no ensino escolar, registrava que o estado da escola soviética estava ainda muito longe de responder as exigências que lhe impunha a etapa que atravessava a edificação socialista.
Um efeito cardeal no trabalho das escolas consistia em que não forneciam o volume suficiente de conhecimentos gerais e em que não resolviam, ainda, de modo satisfatório, o problema de preparar em todos os aspectos as pessoas dotadas já das primeiras letras, para chegar a dominar os fundamentos da ci~encia. Impôs-se a tarefa de primordial importância para o Partido no tocante ao ensino médio, a luta pelo melhoramento da qualidade do trabalho escolar e para acabar com as deformações no campo da teoria e da prática pedagógica. O Comitê Central do Partido desmascarou a teoria anti-leninista dada "extinção gradual da escola" e condenou severamente a mania de ensaiar anarquicamente, no trabalho das escolas, tôda sorte de métodos (plano Dalton, métodos de brigadas de laboratório, etc.), que na essência nada mais eram que a transferência mecânica e sem crítica dos métodos de educação burguesa à escola soviética. O Comitê Central propunha que se tomassem como base do trabalho da escola as indicações que V. I. Lênine fizera, em 1920, em suas notas sôbre as teses de N. K. Krupskaya "Acêrca do ensino político" e no discurso pronunciado por êle no III Congresso das Juventudes Comunistas.
A aplicação da resolução do C.C. Do PC(b) da URSS "Sôbre os programas escolares e o regime na escola primária e média", adotada em 25 de agôsto de 1932, coadjuvou a conseqüente aplicação dos princípios socialistas à educação popular. Os novos programas escolares deviam garantir aos estudantes a assimilação verdadeira, firme e sistemática dos fundamentos da ciência, o conhecimento dos fatos e a aquisição do hábito de falar e escrever corretamente, bem como o enriquecimento dos conhecimentos no domínio da física, da química, da biologia e de outras disciplinas.
A elevação do nível do trabalho educativo da escola dependia, grandemente, de que se fortalecesse o regime escolar e a disciplina dos estudantes. Por isto, a resolução do Comitê Central concedia atenção a êste aspecto da vida escolar. Estabeleceram-se sólidas bases para a organização do processo escolar e para o fortalecimento do regime das escolas. A forma fundamental de organização do trabalho escolar na escola média deviam ser as classes como uma composição homogênea de estudantes e um horário rigoroso de estudos. Tomaram-se medidas para melhorar a disciplina escolarar e para assegurar ao máximo o papel dirigente do mestre no trabalho educativo.
Deu-se grande atenção à formação de uma disciplina consciente entre os alunos, no qual os mestres eram ajudados pelas Juventudes Comunistas, pelas organizações de pioneiros e pelas sociedades de pais de família. Em 1932, devido ao décimo aniversário do movimento dos pioneiros, o Comitê Central do PC(b) da URSS adotou uma resolução: "Sôbre o trabalho da organização dos pioneiros" na qual se indicava que devia ocupar o centro de sua atenção a tarefa de conseguir que as crianças adotassem uma atitude socialista para com o estudo e o trabalho.


  1. No Turquestão, por exemplo, durante o curso escolar de 1932-1933 aumentou em mais de 15 vêzes o número de alunos(de 6 783 para 103 436) em comparação com o período anterior à revolução; no Usbequestão o aumento foi de quase 40 vêzes (de 17 299 para 664 346) e no Tajiquistão de mais de 339 vêzes (de 369 para 124 970).

Fonte: ibid, Pgs. 463-465


ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves

O texto a seguir, baseado nas normas de ortografia portuguesa dos anos 60, é uma perfeita refutação da idéia de que "o socialismo aniquila o livre pensamento", demonstrando por números como foi ampliada a produção intelectual e cultural no país, garantindo ao povo soviético a plena liberdade de pensamento e expressão.



INCREMENTO DA REDE DE INSTITUIÇÕES EDUCATIVO-CULTURAIS

Poster soviético com os dizeres "O que a Revolução de Outubro deu às trabalhadoras e camponesas", trazendo ao fundo bibliotecas, centros de cultura, de lazer, escolas e institutos de ensino, antes privilégio da nobreza russa
Não houve um único setor da edificação cultural em que não se sentissem os grandes progressos conseguidos no desenvolvimento da cultura socialista soviética durante os anos do primeiro plano quinqüenal. Melhorou, em larga escala, a assistência cultural e o trabalho político e educativo entre as amplas massas trabalhadoras. O número de clubes culturais e instituições afins aumentou de 32 000 em 1929 para 54 000 em 1933. Para o décimo aniversário da Revolução de Outubro construíram-se em Leningrado os primeiros palácios da cultura; posteriormente inauguraram-se também instituições similares em outros centros industriais e culturais do país. Devido à coletivização em massa começaram a se criar clubes nos kolkhoses. Ampliou-se, também, a rêde de outras instituições educativo-culturais. O fundo de livros das bibliotecas públicas era em 1932 de 91 milhões de exemplares contra 9 milhões em 1913 e o número de museus elevou-se para 732 em 1932, em lugar dos 180 que havia em 1913.
A imprensa soviética transformou-se, cada vez mais, num instrumento efetivo de educação e organização das massas. A tiragem total dos jornais que se publicavam no país elevou-se de 9 400 000 em 1928 para 36 500 000 em 1933. Em todos os distritos editavam-se jornais de raio local, cêrca de 3 000 das secções políticas das E.M.T. (estações de máquinas e tratores) e mais de mil de fábrica e emprêsa, com grandes tiragens. O exército de correspondentes operários e camponeses superava a cifra de 3 milhões de pessoas. Em 1932 publicavam-se em 88 línguas dos povos da URSS.
Impulsionou-se, grandemente, a rádio-difusão. O rádio transformou-se em meio de divulgação cultural entre os operários e camponeses, num poderoso instrumento de vinculação do Partido e do Govêrno soviético com as massas, de aproximação cultural entre a cidade e o campo, de incorporação dos camponeses à cultura da cidade socialista.
Dêste modo, durante os anos do desenvolvimento da ofensiva do socialismo em tôda a frente, conseguiram-se na União Soviética gigantescos êxitos na elevação cultural dos operários e camponeses. Sob a direção do Partido consolidou-se a frente teórica marxista-leninista, elevou-se a um plano superior o trabalho teórico e ideológico-educativo e deram-se importantíssimos passos no caminho para o triunfo da revolução cultural na URSS.



Fonte: ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 473-474 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960
ASSIM FUNCIONA O SOCIALISMO

Nota da edição
Por Cristiano Alves

A série "Assim funciona o socialismo" pretende trazer um retrato fiel do funcionamento de um país socialista, especialmente da primeira experiência operário-camponesa e socialista da história, a União Soviética.

Por se tratar de fonte publicada nos anos 60 foi mantida a grafia original da época, por isso sendo comum encontrar no texto "êste", "emprêsa", dentre outras palavras cuja grafia foi mudada. A pesquisa envolveu a consulta a uma obra de grande valor impossível de ser encontrada nas grandes livrarias e rara em sebos de livros.

As informações a seguir podem ser inclusive corroboradas por fontes de outros historiadores e testemunhos oculares que presenciaram o desenvolvimento do país e/ou viveram na época referida.



AS DIFICULDADES DA INDUSTRIALIZAÇÃO SOCIALISTA. ACERBAMENTO DA LUTA DE CLASSES DENTRO DO PAÍS

ACERBA-SE A SITUAÇÃO INTERNACIONAL

A União Soviética levava a cabo a sua política de industrialização em meio de tensa situação internacional. A estabilização do capitalismo tinha um caráter parcial e passageiro. Os países burgueses haviam conseguido superar a crise econômica do após-guerra, mas a crise geral do capitalismo, resultado da primeira guerra mundial e da Revolução Socialista de Outubro, aprofundava-se e agravava-se. O mundo capitalista via-se dividido por irredutíveis contradições que lhe minavam a estabilização.
O desenvolvimento dos países capitalistas realizava-se de modo desigual. Os Estados Unidos e, em parte, o Japão avançavam e se estavam adiantando aos países do velho capitalismo. A repartição das colônias e das esferas de influência, levada a cabo depois da primeira guerra mundial, não correspondia já à nova correlação de fôrças entre as potências imperialistas. Tudo conduzia à nova repartição do mundo por meio das armas.
Acerbou-se, também a situação interna nos países capitalistas. A burguesia havia rechaçado a determinação revolucionária da classe operária depois da primeira guerra mundial; mas já apontavam os sinais precursores de um novo aumento revolucionário: em 1927, estalaram as ações revolucionárias dos operários da Áustria; em agôsto do mesmo ano efetuaram-se na Europa e na América numerosas manifestações de protesto contra o assassínio dos operários Sacco e Vanzetti pelos imperialistas norte-americanos.
Enorme importância teve a revolução popular, antifeudal e anti-imperialista na China, que pôs o grande povo chinês em pé de luta ativa contra as sobrevivências feudais do país e o sistema burocrático-militar e desferia sérios golpes ao imperialismo mundial.
A União Soviética apoiou calorosamente a luta do povo chinês por sua libertação. O IV Congresso dos Sovietes da U.R.S.S. expressou a profunda simpatia e solidariedade do povo soviético para com os operários e camponeses revolucionários da China. O congresso aprovou plenamente a política do Govêrno com respeito à China, baseada no reconhecimento de sua total soberania, nos princípios de igualdade e de renúncia plena aos privilégios de que gozavam então os estrangeiros na China.
O movimento de libertação nacional estendeu-se a outros povos do Oriente. Os povos da Índia, Indonésia e outros países da Ásia se haviam lançado na luta contra o imperialismo. Também na Síria e no Marrocos os povos lutavam por sua independência. A retaguarda do imperialismo tornava-se cada vez mais instável. A estabilização do capitalismo engendrava nova crise revolucionária.
Os êxitos da edificação do socialismo na U.R.S.S. animavam os trabalhadores dos píses imperialistas na luta por sua libertação. Dezenas de delegações operárias do estrangeiro chegavam ao País dos Sovietes para conhecer a vida do estado socialista e seus membros regressavam a seus países como partidários fervorosos da U.R.S.S. Desmascarando as calúnias anti-soviéticas dos imperialistas, as delegações estrangeiras fortaleciam os laços de amizade com o povo soviético.
Mas os êxitos da União Soviética, ao mesmo tempo que enchiam de júbilo os tralhadores do Oriente e do Ocidente, atemorizavam a burguesia internacional; suas esperanças de que a U.R.S.S. Transformar-se-ia num apêndice agrário dos países capitalistas viam-se em terra, pois a União Soviética se desenvolvia pela senda da industrialização. Os imperialistas viam nisto uma ameaça para o sistema capitalista.
Os países imperialistas sonhavam em exterminar a União Soviética, apropriar-se do imenso mercado russo e, por êste meio, encontrar saída para suas crescentes dificuldades e para as agudas contradições existentes no mundo capitalista. Nos países imperialistas crescia cada vez mais a tendência para as venturas anti-soviéticas e para a organização de uma intervenção militar contra a U.R.S.S.
Marchava então, à testa da cruzada anti-soviética e das ações intervencionistas, a burguesia britânica, que era a que mais se via afetada pelo crescente aumento revolucionário na metrópole e nas colônias, mais que a de qualquer outro país capitalista, e a que sentia mais pânico pelo fortalecimento da U.R.S.S. O governo inglês optou pelo rompimento das relações com a União Soviética.
Estreitamente aliados com os imperialistas inglêses marchavam a burguesia francêsa e seus vassalos da Europa Oriental, em primeiro lugar a Rumânia dos boiardos e a Polônia burguesa-latifundiária. Os imperialistas tentavam criar uma praça de armas contra a U.R.S.S. no território das Repúblicas do Báltico. Os govêrnos burgueses dêstes países, seguindo o exemplo dos imperialistas ocidentais, seguiam uma política hostil para a União Soviética.
Os imperialistas perpetraram na China uma série de descarados atos anti-soviéticos. Por instruções suas a política de Chang Tso-Lin cometeu, em abril de 1927, um bandidesco assalto à representação diplomática da U.R.S.S. Assaltos iguais cometeram-se contra os consulados da U.R.S.S. em Shangai e Tientsin. Em fins de 1927 foram selvagemente assassinados, em Canton, os empregados da missão diplomática soviética. Perseguia-se, com isto, o objetivo de exasperar as relações entre a URSS e a China e de provocar uma guerra sino-soviética.
Realizaram-se, também, outros descarados atos anti-soviéticos na Inglaterra. Em 12 de maio de 1927 um destacamento da polícia inglêsa atacou a representação comercial da U.R.S.S. em Londres e a sociedade “Arkos”. Depois de publicar, devido a êste assalto, uns documentos falsos, o govêrno inglês rompeu as relações diplomáticas com o da União Soviética.
Pouco tempo depois, em junho de 1927, o ministro plenipotenciário da U.R.S.S. na Polônia, P. L. Voikov, foi bárbaramente assassinado. Êste assassinato, perpetrado por um guarda branco russo com a conivência direta do govêrno polonês, tinha por objetivo provocar um conflito bélico entre a União Soviética e a Polônia.
Todos êstes atos eram elos de uma só cadeia geral de ações anti-soviéticas dos imperialistas. Não foi uma coincidência casual, nem muito menos o fato de, por aquêles dias, em princípios de junho de 1927, os agentes de espionagem estrangeiros organizarem atos diversionistas e terroristas em várias cidades da U.R.S.S. O Govêrno soviético apelou à classe operária a defender as fábricas, as oficinas, os armazéns, as estações, etc., e ordenou a O.G.P.U. que tomasse medidas enérgicas contra os espiões estrangeiros, incendiários e assassinos.
A ruptura de relações diplomáticas entre a Inglaterra e a U.R.S.S serviu de sinal para que tôdas as fôrças anti-soviéticas se pusessem em marcha. Pioraram as relações entre a União Soviética e a França. Em março de 1927, firmava-se um convênio preliminar sôbre problemas financeiros, mas, ao se romperem as relações ango-soviéticas, a França suspendeu as conversações. A imprensa reacionária pedia ao govêrno francês que seguisse o exemplo da Inglaterra e rompesse as relações diplomáticas e comerciais com a U.R.S.S.
Depois da ruptura das relações anglo-soviéticas, fortaleceu-se numa série de países a tendência para o bloqueio econômico da União Soviética. Muitos barcos se negavam a financiar os convênios firmados pelos representantes soviéticos; anulou-se uma série de acôrdos sobre créditos e organizou-se uma grande campanha contra o monopólio do comércio exterior soviético. As ações anti-soviéticas dos imperialistas conduziram ao acerbamento das relações da U.R.S.S com os Estados burgueses. Não obstante, não conseguiram seu propósito de organizar uma frente única anti-soviética e desencadear a guerra contra a U.R.S.S. Elevara-se poderosa onda de protestos por parte das classes operárias e de outras camadas de trabalhadores dos países capitalistas contra a política anti-soviética dos imperialistas. As contradições existentes no próprio campo capitalista também estorvavam a organização da campanha anti-soviética. Mas o fator principal que vinha desbaratar os planos de organizar nova intervenção contra a União Soviética era a política externa da U.R.S.S. orientada para a manutenção e consolidação da paz.


ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA U.R.S.S. Época do socialismo (1917-1957). Tradução de João Alves dos Santos. Pgs. 382-385 Editorial Grijalbo, LTDA. São Paulo - 1960
PERSONALIDADES

Uma entrevista de León Trotski a León Villanúa (PT/ESP)
Tradução do espanhol para o português de Cristiano Alves

Nota da tradução: A entrevista de Trotski a León foi feita nos anos 20 no Cazaquistão, até então uma região da URSS sem administração própria, mero território sem desenvolvimento e inclusive luz elétrica. No curso da entrevista fica notável, conforme declarado pelo próprio Trotski, que sua casa, como milhares de outras naquela região que hoje é um país, sequer havia energia elétrica, sendo a iluminação feita com lamparina de óleo. Hoje o Cazaquistão é uma das mais desenvolvidas ex-repúblicas soviéticas, um país, e não mais mera região, surgida na era soviética em meados dos anos 30.

Um aspecto interessante da entrevista, disponibilizada pelo site "Ódio de Classe" é a prepotência que Trotski deixa transparecer em inúmeras oportunidades, uma espécie de "Olavo de Carvalho revolucionário". A entrevista tem claros absurdos, como o momento em que Trotski declara ter sido "um dos fundadores do partido bolchevique", embora este tenha ficado a princípio no lado menchevique, como ele mesmo declara e seus biógrafos deixam bem claro. Durante a entrevista, Trotski demonstra sua personalidade messiânica, arrogante, ele nunca pergunta, apenas efetua um monólogo.

De modo a deixar bem clara a tradução para que não restem dúvidas, foi feita a correção ortográfica na tradução, uma vez que o texto de Villanúa tem muitos erros em língua espanhola, mantidos pelo site que a disponibilizou. Bófia, termo que se verá adiante, é uma gíria catalã que significa "polícia", "policial". Segue-se ao texto em português o original em espanhol.

-----

(...) Só um espanhol de uma coragem e muito pouca preocupação poderia ter chegado até ali; calculei que deveria estar de Madri mais longe do que da lua.

Ao longe, ao horizonte, se viam as montanhas de Tian Chan, do outro lado estava a China.

Na manhã seguinte visitei a Trotsky.

Em local popular, numa casa de madeira, de troncos exteriormente como os demais, e de tábuas com parede dupla no interior e telhado de palha, algo parecido com uma casa americana, porém muito modesta.

Um jardinzinho dianteiro dava à casinha um aspecto de juventude e frescor. Trotsky, na varanda nos esperava.

León Trotsky é um homem de baixa estatura, hombros fortes de atleta, barba e lentes, tal como se vê nas fotografias; entretanto a fotografia não descreve seu gesto duro, a palavra seca, e em situação de comando, o seu semblante autoritário. Ante este homem, uma pessoa se sente dominada e com medo.

Trotsky sorriu, inclinou a cabeça levemente, depois estendeu a mão a mim que o cumprimentava e me introduziu à sua casa. Dentro de uma grande habitação, um divã que servia de cama, uma mesa com muitos papéis e livros, folhetos, jornais em todas as partes, pelas mesas, estantes, no chão, em montes, em caixas, em pacotes. A habitação, de uma grande desolação, um talher de escritor, nem um quadro, nenhuma lembrança; apenas um minúsculo retrato de Lenin com uma dedicatória; uma caixa postal junta ao muro com quatro pregos ou tachinhas

Trotsky usava traje cáqui, jaqueta abotoada até em cima e gorro de palas, também cáqui; como eu tirei a cobertura, rogou-me que me mantivesse coberto.

- Eu nunca me descubro; o chapéu e o gorro é algo que demonstra a civilização; ademais, esfria a cabeça; graças a essas precauções, conservo o meu cabelo charmoso, inveja dos bolcheviques, que são todos calvos...

Eu ri, mas ele permaneceu sério; Trotsky jamais ri; sua cara permanece impassível ante tudo; nos sentamos e começou a entrevista.

- Quem me anunciou a sua visita foi Trotskaya, minha mulher, que virá aqui dentro de uns dias; não quero que esteja mais com essa gente estúpida, filisteus-bolcheviques... Em fim, como verá, todo este desterro é uma coisa boa; eu faço o que quero e ninguém se mete comigo; tenho a minha lâmpada de petróleo(aqui não chegou a eletricidade); tenho minha casa isolada; meus livros, pena, tinta e papel, minhas ferramentas, e estou preparando uma nova revolução.

- Então, você não é bolchevique?

- Eu sou Leon Davidovitsch Trotsky, nada mais! No princípio da guerra mundial fui menchevique; depois, niilista exaltado, anarquista como vocês dizem no ocidente; logo, com o colosso Lenin, fui bolchevique, sem mim não teria crescido; eu sou a ação, sou uma espada... Nunca me rodeei de imbecis que se consideravam superiores a mim.

- Então, você se vê como um gênio.

Trotsky me olhou de forma séria e repulsante:

- Não é que eu me veja como um gênio, é que eu o sou; morto Lenin, aquela grandiosa figura política, não restava mais que eu... E eles tem afastado a mim, ou acreditam que tem afastado, o que não é o mesmo. Stalin, esse camponês estúpido, me obrigou a viver neste rincão do mundo; eu o deixarei fugir para o estrangeiro, como fez com Kerensky e seus comparsas. O estado atual da Rússia é uma paródia indigna do bolchevismo. Você mesmo, se atravessou a Rússia como disse, viu o espetáculo desconsolador do capitalismo com careta. Os filisteus que assaltaram o poder são mais perigosos que os burchui ou que os burugeses; vamos direto para ruína. A Inglaterra, essa dominadora insular, prepara tudo, e em breve, a Rússia se verá invadida pacificamente pelos capitalistas com seus negócios e explorações, seus papéis e títulos fiduciários, que voltarão a afogar o proletário, ao que trabalha, ao que produz. O bandido Stalin tem sob suas ordens Yaroslavski, que dirige a ação contra mim, antes de estar com Stalin, esteve com Denikin... Isso lhe dará uma ideia da classe de homens que dirigem a Rússia. Expulsaram-me do partido por ser indesejável; desterraram-me neste rincão; mas Trotsky é invencível; pode desfazer inimigos mais fortes e inteligentes que Stalin e companhia, eu os pulverizarei. Estas guerras internas não ajudam mais que a Inglaterra, a rainha do capitalismo.

- E sobre a Espanha, que opinião você tem?

- A Espanha... Só a vi no aspecto inquisitorial ou policial; tem uns cárceres muito graciosos. Você verá o que ocorreu. Eu residia em Paris (1) lá pelo ano de 1916 e trabalhava em um jornal francamente derrotista; a mim não interessava nem o triunfo da Alemanha, mas tampouco queria o triunfo do militarismo francês; em uma palavra, eu sempre fui furioso antimilitarista, algo que não obstou para que depois fosse um excelente militar e criasse o Exército Vermelho, que combateu com êxito todos os inimigos da Rússia. Eu fui muita coisa, e em tudo me distingui. O general von Kamp disse de mim que era o primeiro ministro da guerra que a Rússia havia tido, já que todos os anteriores foram todos uns cavalheiros com uniformes brilhantes, mas que conduziam os exércitos como os pastores a ovelhas. Pois em 1916 eu escrevia uns artigos em Nossa Palavra e Nossa Voz, que fizeram com que a polícia francesa me expulsasse como indesejável com uma recomendação à polícia espanhola de anarquista perigosíssimo. A ponto de passar na fronteira a bófia espanhola (creio que esse é o nome desrespeitoso com que os delinquentes espanhóis a chamam).

- Sim, senhor, assim se chama na gíria do crime.

- Pois a bófia deixou dois agentes amabilíssimos à minha disposição que me tornaram a viagem amarga; ademais, falavam um francês espanholizado ininteligível para um russo. Em Madri encontrei uma sociedade inesperada: gente preparada para toda classe de coisas, mas que não faziam mais do que falar; em Madri se fala muito, mas não se faz nada absolutamente. Meu antigo correligionário e compatriota Tasin, um homem inteligente que fala espanhol fluente, que idioma não falará Tasin, mas para este homem, as gramáticas não tem segredos, fala todos os idiomas conhecidos e por conhecer... Em fim, Tasin havia estado comigo preso na Sibéria, e em Madri reavivamos a nossa antiga amizade. Eu não levava ânimos revolucionários a Espanha, queria unicamente descansar um pouco para orientar-me na nova luta que se avizinhava; mas a bófia se encheu de suspeitas (a suspeita é um talento de todos os tontos ou o regime de governo dos covardes). Bem, sem motivo nem causa me encarceraram no Cárcere Modelo de Madri. Um empregado me perguntou de forma cortês:

- Você quer uma cela paga? Temos as de primeira, que custam 2,50 pesetas diárias, de segunda, a 1,50 diárias, e as gratuitas para presos pobres.

Eu fiquei admirado em encontrar-me num cárcere que cobrava hospedagem, nem mais nem menos que um tipo de hotel. Logo depois me informei sobre uma cantina onde também se comia por pouco dinheiro; aos presos era dada uma refeição repugnante. No dia seguinte, depois de ter que sofrer a afronta de ser fichado (na Direção de Segurança haviam me fichado e fotografado no dia anterior); digo que, depois das complicadas medidas bertilhonescas, passei visita ante o médico da prisão, um senhor idoso e alto, uniformizado com gorro de palas, que me perguntou em tom autoritário:

- Você tem sarna, piolho ou lêndias?

- Ante minha resposta negativa, me colocaram na cela de 2,50 (pago adiantado) e fiquei ali até que me tiraram do pátio, onde conheci uma porção de famosos ladrões, estelionatários e assassinos que faziam sua cura de repouso esperando o dia do juízo oral. No final, me retiraram daquele sanatório e me reuni com minha mulher; mas me ordenaram que que marchasse a Cádiz para embarcar para a Argentina. Eu escrevi uma carta muito justa ao ministro daquela província, que era o senhor Romanones, onde expunha a minha queixa, se me expulsavam sem motivo algum e só por que a polícia francesa havia feito aquela recomendação de homem de ação terrível. Não obtive resposta e me levaram a Cádiz, queriam que eu pagasse a viagem de trem... Em fim, na Espanha, o que tem dinheiro se diverte. Em Cádiz nem o governador falava francês; tive por intérprete o vice-cônsul alemão, um inimigo, pois a Rússia estava em guerra com a Alemanha. Esperei até chegar o navio que me conduziria à América do Sul, e tentei, segundo dizem ali, um destino mais aceitável; eu queria ir a América do Norte, país que conhecia e onde poderia viver melhor; por fim, eu consegui e embarquei para os Estados Unidos. Ali, trabalhos e lutas, e, por fim, a vitória. Creio que a atual situação na Rússia é um desastre; vamos direto para um bonapartismo ou um mussolinismo, em fim, algo pessoal e idiota.

Trotski, enquanto falava, se balançava na cadeira, não me olhou e nem sorriu uma só vez; é o homem mais estranho que conheci, algo temeroso. Iniciei as perguntas:

- Você é crente ortodoxo?

- Não me pergunte bobagens, nem me tome por uma velha estúpida ou um burguês.

- Militarista ou pacifista?

- Uns dias uma coisa, outros dias, outra, segundo a marcha de sucessos; consegui criar o Exército Vermelho, e ademais fiz com que o patriotismo, que era desconhecido entre os camponeses do tzar, seja um anseio popular; os russos possuem a terra e a defenderão com armas na mão; os outros tipos de patriotismo são de capachos de banqueiros. Ao terminar a guerra, depois do Tratado de paz de Brest-Litovsk, o Exército Russo se esfacelou, se dissolveu; cada soldado voltou para seu povo levando fuzil e munição; de passagem, levou também o que encontrou adiante, e ao chegar em seu povoado recebeu a propriedade da terra que proporcionalmente que correspondia, segundo o reparte local; a isso se deve o êxito do bolchevismo, o único partido político que não oferecia nada e que dava tudo. Outros soldados trouxeram os canhões e metralhadoras e, acostumados a levar uma vida irregular e homicida na guerra, estes soldados formaram bandos de foragidos que semeavam o terror e a desolação, roubaram, assassinaram e pilharam o que quiseram; quando assaltamos o Poder, tivemos primeiro que transigir com estes desamortizadores do capital, e logo, quando fomos fortes em eliminá-los; haviam suprimido aos burgueses de modo expeditivo e radical; os poucos que restaram foram destruídos por Dzerjinskiy com sua Tcheka. Só um talento tão superior como o de Lenin, o mais sagaz dos políticos, o mais eminente dos russos, pôde, dentro de um partido pequeno, sem prestígio nem partidários, torná-lo o único partido político da Rússia, aproveitando conjunturas e oportunidades, desfazendo-se do que fazia, em fim, empregando constantemente probativas que algumas vezes não saíam mal, mas que ele sabia conduzir com êxito transformando a tudo constantemente. Nosso partido era o que menos deputados tinha na Assembléia Constituinte, reunida na Duma por sufrágio universal; então acordamos(Lenin e eu) e nos apoderamos do poder; eu contava com os marinheiros de Kronstadt e com o cruzador Aurora, ancorado na desembocadura do Neva, de fato, era difícil levá-los a uma ação isolada contra o que acreditavam ser a vontade nacional; Lenin os eletrizou com um só discurso, e no dia seguinte começamos a nossa ação cercando Kerensky e companhia. Resolvemos todos os problemas sem contar com ninguém. Tivemos que impor o que era, a nosso critério, a verdade; nós, o Governo, não admitíamos discussões nem reparos que afogassem a revolução, pois os verdadeiros revolucionários eram uma minoria exígua. Nossa finalidade era suprimir o capitalismo e o conseguimos; todas as revoluções, menos a Comuna de Paris em 1871 e a nossa, tem pactuado com o capital, com a propriedade, com a Igreja e com os demais estúpidos poderes arcaicos burgueses; nós suprimimos a propriedade, o Exército, a Igreja, o capital, a justiça burguesa, o negócio, quer dizer, a exploração. E claro, as classes populares, o povo ignorante e sofrido, veio conosco e hoje constitui uma classe forte de um arraigo extraordinário, impossível de destruir porque tem algo a perder e porque tem a razão e a força; mas... em nosso partido havia também gente estúpida e passional que aspirava ao triunfo pessoal, e os homens da velha Guarda, os bolcheviques de 17, foram sendo apartados do Poder pouco a pouco e substituídos por gente estúpida e ignorante. Eu estou desterrado e expulso de um partido que fundei... mas a nossa revolução é imortal. Poderão fazer muitas evoluções na Rússia (as revoluções são impossíveis), mas o capitalismo não voltará.

Trotsky se levantou, a entrevista havia terminado sem um sorriso, me estendeu as mãos e então seu rosto se transformou, suas lentes oscilaram no nariz, Trotsky ria forte dizendo:

- Você dê à Polícia de Madri e aos empregados do Cárcere-Hotel minhas lembranças mais expressivas. Eles não puderam compreender o pássaro que tinham na jaula quando eu era habitante da primeira galeria. Os alemães também se equivocaram conosco, pois sei de um general prussiano que durante a revolta de 1918 e a revolução comunista afogada em sangue, disse: “Se eu soubesse dos homens que iam nesse célebre vagão selado, eu o teria feito voar com uma dinamite”, como fizeram com Liebnecht e Rosa Luxemburgo, assassinados vilmente pelos soldados. Não há homem pequeno, e triunfar com partidários e força não tem mérito e nem é sólido; o caso é o nosso: triunfar com a pena e o motim, e fazer a vitória indestrutível; no fim, eu agora preparo algo que assombrará o mundo. Eu mesmo, que não me assusto com nada, estou um pouco inquieto.

Aquela saída final me desconcertou. Trotsky, que havia começado o parágrafo rindo, o acabou sério, com as mandíbulas apertadas e olhar feroz.

Me acompanhou até a porta, me estendeu a mão outra vez e me virou as costas...

Naquele mesmo dia comecei o regresso (...)
  1. No ensaio de Dom Miguel de Unamuno “Como se faz uma novela”, dado a imprensa em língua francesa em 1926 e em castelhano em 1927, pode-se ler: “(...) passo a maior parte de minhas manhãs só, nesta jaula cercada pela praça dos Estados Unidos. Depois do almoço vou à Rotonda de Monparnasse, esquina do bulevar Rapail, onde temos uma pequena reunião de espanhóis, jovens estudantes a maioria, e comentamos raras notícias que nos chegam da Espanha, da nossa e dos outros, e recomeçamos cada dia a repetir as mesmas coisas, levando-se, como se diz aqui, castelos na Espanha. Nessa Rotonda alguns procuram aqui por Trotsky, pois parece que ali acudia, quando desterrado em Paris, esse caudilho bolchevique.”

Essa mesma nota figura incluída em “Uma entrevista ao camarada Stalin”, tal como a publicou Kimetz no 24 de junho passado. A nota vinha explicar a quem se referia Stalin quando falava dos “revolucionários de Montparnasse”. Trotski também o deixa claro.



ORIGINAL

(…) Sólo un español de mi temple y mi poca preocupación podía haber llegado hasta allí; calculé que debía estar de Madrid más lejos que de la luna.

A lo lejos, en el horizonte, se veían las montañas de Tian Chan; al otro lado estaba China.

A la mañana siguiente visité a Trotsky.

En las afueras del pueblo, en una casa de madera, de troncos exteriormente como las demás, y de tablas con doble pared en el interior y tejado de cinc, algo de cottage americano, pero muy modesto.

Un jardincillo delantero daba a la casilla aspecto de juventud y frescura. Trotsky, en el porche o verandaw (sic), nos esperaba.

León Trotsky es hombre de baja estatura, hombros fuertes de atleta, barba y lentes, tal como se le ve en las fotografías; pero lo que no dice la fotografía es el gesto duro, la palabra seca, el ademán de mando, lo autoritario de todo su continente. Ante este hombre se siente uno dominado y medroso.

Trotsky se sonrió, inclinó la cabeza levemente; después estrechó la mano que yo le tendía y me introdujo en la casa. Dentro de una habitación grande, un diván que le servía de cama, una mesa con muchos papelotes y libros, folletos, periódicos por todas partes, por las sillas, en estantes, en el suelo, en montones, en cajas, en paquetes. La habitación, de una grande desolación, un taller de escritor; ni un cuadro, ni un recuerdo; sólo un minúsculo retrato de Lenín (sic) con sentida dedicatoria; una tarjeta postal adherida al muro con cuatro chinches o tachuelas.

Trotsky llevaba traje de kaki, guerrera abrochada hasta arriba y gorra de plato, también de kaki; como yo me descubriera, me rogó que si quería siguiera cubierto.

-Yo no me descubro nunca; el sombrero y la gorra es algo que demuestra la civilización; además se enfría la cabeza; gracias a estas precauciones conservo mi hermoso pelo, envidia de los bolcheviques en candelero, que todos son calvos…

Yo reí, pero él permaneció serio; Trotsky no ríe jamás; su cara permanece impasible ante todo; nos sentamos y empezó la interviú.

-Me anunció su visita de usted la Trotskikaya, mi mujer, que vendrá aquí dentro de unos días; no quiero que esté más con esa gente estúpida, bolchevique-filistea... En fin, como verá, esto del destierro es una cosa buena; yo hago lo que quiero y nadie se mete conmigo; tengo mi lámpara de petróleo (aquí no ha llegado todavía la electricidad); tengo mi casa aislada; mis libros, pluma, tinta y papel, mis herramientas, y estoy preparando una nueva revolución.

-Entonces, ¿usted no es bolchevique?

-¡Yo soy León Davidowitsch Trotsky nada más! Al principio de la guerra mundial fuí menchevique; después, nihilista exaltado, anarquista que dicen ustedes en Occidente; luego, con el coloso Lenín (sic), fui bolchevique; sin mí no hubiese llegado arriba; yo soy la acción, soy una espada… Nunca me he rodeado más que de imbéciles que se han creído superiores a mí.

-Entonces, usted se cree un genio.

Trotsky me miró serio y repuso:

-No es que me crea un genio, es que lo soy; muerto Lenín (sic), aquella grandiosa figura política, no quedaba más que yo... Y a mí me han apartado, o creen que me han apartado, que no es lo mismo. Stalin, ese estúpido campesino, me ha obligado a vivir en este rincón del mundo; yo le haré huir al extranjero, como hice con Kerensky y comparsas. El estado actual de Rusia es una parodia indigna del bolchevismo. Usted mismo, si ha atravesado Rusia como dice, habrá visto ese espectáculo desconsolador del capitalismo con careta. Los filisteos que asaltaron el Poder son más peligrosos que los burchui o burgueses; vamos derechos a la ruina. Inglaterra, esa dominadora insular, lo prepara todo, y en muy próximo tiempo, Rusia se verá invadida pacíficamente por los capitalistas con sus negocios y explotaciones, sus papeles y títulos fiduciarios, que volverán a ahogar al proletario, al que trabaja, al que produce. El bandido de Stalin tiene a sus órdenes a Jaroslawki, jefe de la Comisión de Control del Partido Comunista; este Jaroslawki, que dirige la acción contra mí, antes de estar con Stalin, estuvo con Denikin… Esto le dará a usted idea qué clase de hombres dirigen a Rusia. Me han expulsado del partido por indeseable; me han desterrado a este rincón; pero Trotsky es invencible; puede deshacer a enemigos más fuertes e inteligentes que Stalin y compañía, y los pulverizaré. Estas guerras intestinas no aprovechan más que a Inglaterra, la reina del capitalismo.

-¿Y de España, qué opinión tiene usted?

-A España… Sólo la he visto en el aspecto inquisitorial o policíaco (sic); tiene unas cárceles muy graciosas. Verá usted lo que pasó. Yo residía en París (1) allá por el año 1916 y trabajaba en un periódico francamente derrotista; a mí no me interesaba el triunfo de Alemania, pero tampoco quería el triunfo del militarismo francés; en una palabra, yo siempre fui furioso antimilitarista, lo cual no obsta para que después fuese un excelente militar y crease el Ejército rojo, que combatió con éxito a todos los enemigos de Rusia. Yo he sido de todo, y en todo me he distinguido. El general von Kamp dijo de mí que era el primer ministro de la Guerra que había tenido Rusia, ya que los ministros anteriores fueron todos unos calabazas con brillantes uniformes, pero que conducían los ejércitos como los pastores las ovejas. Pues en 1916 yo escribía unos artículos en Nuestra Palabra y Nuestra Voz, que hicieron que la Policía francesa me expulsaran (sic) por indeseable con una recomendación a la Policía española de anarquista peligrosísimo. A poco de pasar la frontera, la bofia española (creo que es éste el nombre despectivo con que los delincuentes españoles la nombran).

-Sí, señor; así se la llama en el argot del crimen.

-Pues la bofia me puso dos agentes amabilísimos a mi disposición que me hicieron el viaje amargo; además hablaban un francés españolizado ininteligible para un ruso. En Madrid encontré una sociedad inesperada: gente preparada para toda clase de cosas, pero que no hacía nada más que hablar; en Madrid se habla mucho, pero no se hace nada absolutamente. Mi antiguo correligionario y compatriota Tasin, un hombre inteligente que habla el español de corrido, ¡qué idioma no hablará Tasin!; para este hombre, las gramáticas no tienen secretos, habla todos los idiomas conocidos y por conocer… En fin, Tasin había estado conmigo preso en Siberia, y en Madrid reanudamos nuestra antigua amistad. Yo no llevaba ánimos revolucionarios a España, quería únicamente descansar un poco para orientarme en la nueva lucha que se avecinaba; pero la bofia se enredó en suspicacias (la suspicacia es el talento de los tontos o el régimen de gobierno de los cobardes). ¡Bueno! Sin motivo ni causa me encerraron en la Cárcel Modelo de Madrid. Un empleado me preguntó cortés:

-¿Usted quiere una celda de pago? Las tenemos de primera, que cuestan 2,50 pesetas diarias; de segunda, a 1,25 diarias, y gratuitas para los presos pobres.

Yo quedé admirado de encontrarme en una cárcel que cobraba el hospedaje, ni más ni menos que una fonda u hotel. Luego me informé de una cantina donde también se comía por poco dinero; a los presos pobre les daban un rancho repugnante. Al día siguiente, después de tener que sufrir la afrenta de ser fichado (en la Dirección de Seguridad me habían fichado y fotografiado el día anterior); digo que, después de las complicadas medidas bertillonescas, pasé visita ante el médico de la prisión, un señor viejo y alto, uniformado con gorra de galones, que me preguntó en tono autoritario:

-¿Tiene usted sarna, piojos o ladillas?

-A mi respuesta negativa me encerraron en una celda de 2,50 (pago adelantado), y allí estuve hasta que me sacaron al patio, donde conocí a una porción de distinguidos ladrones, estafadores y asesinos que hacían su cura de reposo esperando el día del juicio oral. Al fin, me sacaron de aquel sanatorio y me reuní con mi mujer; pero me ordenaron que marchase a Cádiz para embarcar a la Argentina. Yo escribí una carta muy justa al ministro de la Gobernación, que era el señor Romanones, donde le exponía mi queja de que se me expulsara sin haber hecho motivo alguno y sólo porque la Policía francesa había hecho aquella recomendación de hombre de acción terrible. No obtuve respuesta, y me llevaron a Cádiz; querían que yo me pagase el viaje del ferrocarril… En fin, en España, el que tiene dinero se divierte. En Cádiz no hablaba francés ni el gobernador; tuve por intérprete al vicecónsul alemán, un enemigo, porque Rusia estaba en guerra con Alemania. Esperé mientras llegaba el buque que me conduciría a América del Sur, y trabajé, según dicen allí, un destino más apetecible; yo quería ir a América del Norte, país que yo conocía y donde podría vivir mejor; por fin, lo conseguí, y me embarqué para los Estados Unidos. Allí, trabajos y luchas y, por fin, la victoria. Creo que la actual situación en Rusia es un desastre; vamos derechos a un bonapartismo o un mussolinismo; en fin, algo personal e idiota.

Trotsky, mientras hablaba, se balanceaba en la silla, no me miró ni se sonrió una sola vez; es el hombre más extraño que he conocido. Algo temeroso inicié las preguntas:

-Usted, ¿es creyente ortodoxo?

-No pregunte tonterías, ni me tome por una vieja estúpida o un bourchui.

-¿Militarista o pacifista?

-Unos días, una cosa, y otros, otra, según la marcha de los sucesos; he conseguido crear el Ejército rojo, y además hice que el patriotismo, que era desconocido entre los campesinos del zar, sea un anhelo popular; los rusos poseen la tierra y la defenderán con las armas en la mano; los otros patriotismo son cábalas de banqueros. Al terminar la guerra, después del Tratado de paz de Brest-Litovsk, el Ejército ruso se esfumó, se disolvió; cada soldado se fue a su pueblo llevándose el fusil y los cartuchos; de paso, se llevó también lo que encontró por delante, y al llegar a su pueblo recibió en propiedad la tierra que proporcionalmente le correspondía, según el reparto local; a esto se debe el éxito del bolchevismo, el único partido político que no ofrecía nada y que daba todo. Otros soldados se trajeron los cañones y ametralladoras y, acostumbrados a la vida irregular y homicida de la guerra, estos soldados formaron unas bandas de forajidos que sembraron el terror y la desolación, robaron, asesinaron y pillaron lo que quisieron; cuando nosotros asaltamos el Poder tuvimos a lo primero que transigir con estos desamortizadores del capital, y luego, cuando fuimos fuertes los eliminamos; pero ellos, antes, habían suprimido a los burgueses de un modo expeditivo y radical; los pocos que quedaron los destruyó Djerchinky (sic) con su Cheka. Sólo un talento tan superior como el de Lenín (sic), el más sagaz de los políticos, el más eminente de los rusos, pudo, de un partido pequeño, sin prestigio ni partidarios apenas, hacer el único partido de Rusia, aprovechando coyunturas y oportunidades, desdiciéndose de los que hacía, en fin, empleando constantemente probatinas que algunas veces nos salían mal, pero que el sabía conducir a éxito transformando constantemente todo. Nuestro partido era el que menos diputados contaba en la Asamblea Constituyente, reunida en la Duma por sufragio universal; entonces acordamos (Lenín (sic) y yo) apoderarnos del Poder; yo contaba con los marineros de Kronstadt y con el crucero Aurora, anclado en la desembocadura del Neva, sin embargo, era difícil resolverlos a una acción aislada contra lo que creían voluntad nacional; Lenín (sic) los electrizó con un solo discurso, y al siguiente día empezamos nuestra revolución echando a Kerensky and Co. Resolvimos todos los problemas sin contar con nadie. Hubo que imponer lo que era, a nuestro criterio, la verdad; nosotros, Gobierno, no admitíamos discusiones ni reparos que hubieran ahogado la revolución, pues los verdaderos revolucionarios éramos una exigua minoría. Nuestra finalidad era suprimir el capitalismo y lo conseguimos; todas la revoluciones, menos la Commune de París en 1871 y la nuestra, han pactado con el capital, con la propiedad, con la Iglesia y con los demás estúpidos poderes arcaicos burgueses; nosotros suprimimos la propiedad, el Ejército, la Iglesia, el capital, la justicia burguesa, el negocio, es decir, la explotación. Y claro, las clases populares, el pueblo ignorante y sufrido, vino con nosotros y hoy constituye una clase fuerte de un arraigo extraordinario, imposible de destruir porque tiene algo que perder y porque tiene la razón y la fuerza; pero… en nuestro partido había también gente estúpida y pasional que anhelaba el triunfo personal, y los hombres de la vieja Guardia, los bolcheviques del 17, han sido apartados del Poder poco a poco y sustituídos (sic) por gentes estúpidas e ignorantes. Yo estoy desterrado y expulsado de un partido que fundé…, mas nuestra revolución es inmortal. Podrán hacerse muchas evoluciones en Rusia (las revoluciones son imposibles), pero el capitalismo no volverá.

Trotsky se levantó, la entrevista había terminado sin una sonrisa; me alargó la mano y entonces su rostro se transformó, sus lentes oscilaron en la nariz, Trotsky se reía fuerte diciendo:

-Dará usted a la Policía de Madrid y a los empleados de la Cárcel-Hotel mis recuerdos más expresivos. Ellos no pudieron comprender el pájaro que tenían en la jaula cuando yo era habitante de la primera galería. Los alemanes también se equivocaron con nosotros, pues sé de un general prusiano que cuando la revuelta de 1918 y la revolución comunista ahogada en sangre, dijo: “Si hubiera sabido los hombres que iban en el célebre vagón precintado, lo hubiera volado con dinamita”, como hicieron con Liebnecht y Rosa Luxemburgo, asesinados vilmente por los soldados. No hay hombre pequeño, y triunfar con partidarios y fuerza no tiene mérito ni es sólido; el caso es el nuestro: triunfar con la pluma y el mitin, y hacer la victoria indestructible; en fin, yo ahora preparo algo que asombrará al mundo. Yo mismo, que no me asusto de nada, estoy un poco inquieto.

Aquella salida final me desconcertó. Trotsky, que había empezado el párrafo riendo, lo acabó serio, con las mandíbulas apretadas y la mirada feroz.

Me acompañó hasta la puerta, me estrechó la mano otra vez y me volvió la espalda…

Aquel mismo día emprendí el regreso (…)


***

(1) En el ensayo de Don Miguel de Unamuno “Cómo se hace una novela”, dado a la estampa en lengua francesa en 1926 y en castellano en 1927, se puede leer: “(…) paso la mayor parte de mis mañanas solo, en esta jaula cercana a la plaza de los Estados Unidos. Después del almuerzo me voy a la Rotonda de Montparnasse, esquina del bulevar Raspail, donde tenemos una pequeña reunión de españoles, jóvenes estudiantes la mayoría, y comentamos las raras noticias que nos llegan de España, de la nuestra y de la de los otros, y recomenzamos cada día a repetir las mismas cosas, levantando, como aquí se dice, castillos en España. A esa Rotonda se le sigue llamando acá por algunos la de Trotski, pues parece que allí acudía, cuando desterrado en París, ese caudillo bolchevique.”
Esta misma nota figura incluida en “Una entrevista al camarada Stalin” tal como la publicó Kimetz el pasado 24 de junio. La nota venía a explicar a quién se refería Stalin cuando hablaba de los “revolucionarios de Montparnasse”. Trosqui también lo deja claro.

quarta-feira, novembro 23, 2011

CULTURA


O Leste é Vermelho (Chi/Ing)

O leste é vermelho é um fascinante musical chinês de 1964, vencedor de vários prêmios, que de forma teatral conta a história da Revolução Chinesa, de como o povo chinês, sob a liderança de Mao Tse Tung conseguiu se libertar do imperialismo e da mais cruel exploração que mantinha a China no atraso e no subdsenvolvimento, vindo a tornar-se uma superpotência.

O musical está em chinês legendado em inglês. Uma peça de alto valor cultural e histórico.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



Parte 6



Parte 7



Parte 8



Parte 9






Parte 10




Parte 11








Parte 12

sábado, novembro 12, 2011

MÚSICA

La caccia alle streghe (ITA)

Letra de Alfredo Bandelli
Tradução de Cristiano Alves
Interpretação de Pino Masi


E' cominciata di nuovo la caccia alle streghe
i padroni, il governo, la stampa e la televisione
in ogni scontento si vede uno sporco cinese
"uniamoci tutti a difendere le istituzioni"

Ma oggi ho visto nel corteo
tante facce sorridenti
le compagne quindicenni
gli operai con gli studenti

"Il potere agli operai
no alla scuela del padrone
sempre uniti vinceremo
viva la rivoluzione"

Quando poi le camionette
hanno fatto i caroselli
i compagni hanno impugnato
i bastoni dei cartelli

Ed ho visto le autoblindo
rovesciate e poi bruciate
tanti e tanti baschi i neri
con le teste fracassate.

La violenza la violenza
la violenza la rivolta              (2 volte)
chi ha esitato questa volta
lotterà con noi domani.

======== 

A caça às bruxas


Começou de novo a caça às bruxas
e os patrões, e o governo, a imprensa e a televisão
em um descontentamento veem um porco chinês
"unamo-nos todos para defender as instituições."

Mas hoje vi no protesto
tantas faces sorridentes
companhias de quinze anos,
de operários e estudantes

"O poder aos operários,
não ao grupo dos patrões
sempre unidos venceremos
viva a revolução!"

E quando as viaturas
Bloquearam as ruas
os companheiros empunharam
os bastões das bandeiras.

Tenho visto o carro blindado
virado e incendiado,
tantos, tantos bascos e afros
com a testa inchada.


A violência a violência,
a violência, a revolta,
quem hesitou utilizá-la
lutará conosco amanhã.
MUNDO

Até um rato pode cuspir num leão moribundo
Por Cristiano Alves



A imprensa mundial celebrou, com todos os louros, há alguns dias atrás, a morte de Muamar Kadaffi, chefe de Estado líbio. Se o seu fuzilamento físico fora efetuado há apenas alguns dias atrás, o seu fuzilamento moral já havia sido feito há meses atrás, e para ser mais preciso, há décadas. Quem nunca ouviu falar da "Líbia bombardeada" na famosa canção da banda "Engenheiros do Hawaii"? Para o autor deste artigo, esta foi a primeira vez que ele ouviu falar do pequeno país africano. O que será que os brasileiros sabem a respeito da Líbia, além do fato de que ela foi(já nos anos 80) bombardeada?

A Líbia compreende uma região na África que abrigou diversos povos, inclusive os cartagineses, foi palco de disputas entre os governos da Itália e da Turquia e por muitos anos a sede de uma monarquia corrupta que veio a ser derrubada pelo revolucionário Muamar Kadafi, que fundou "A Grande República Popular Socialista Árabe da Líbia", mostrando os seus vínculos com a cultura árabe e uma forma de governar populista próxima do socialismo(pois popular socialista é um oxímoro, uma vez que socialismo não é populismo nem popular, mas operário e camponês). Apesar das distorções teóricas deste sistema, a práxis demonstrou um forte progressismo, o país elevou a qualidade de vida de seu povo e também encorajou outros movimentos de libertação nacional ao redor do mundo. Uma das manifestações de solidariedade mais fortes com a América Latina se deu durante a Guerra das Malvinas, quando o povo da Líbia, sob a direção de Muamar Kadafi, apoiou a Argentina em sua guerra contra a Grã-Bretanha. Aviões líbios passavam por território brasileiro, que pouca vista faziam aos aviões de suprimentos militares, que então seguiam para Buenos Aires. Idealista, o líder líbio defendia a unificação dos povos árabes, o que irritou aos países imperialistas e foi obstruído pela colocação de fantoches em países como o Egito, Tunísia e outros do norte africano e Oriente Médio. Progressista, o modelo liderado por Kadafi levou à redução do analfabetismo no país e ao aumento de sua qualidade de vida, resolvendo problemas como a falta de moradia, proibindo a especulação imobiliária e o aluguel de casas, chegando a declarar a "Lei do colchão", uma lei que autorizava qualquer cidadão que soubesse de uma casa por alugar ou morasse em uma casa de aluguel a tornar-se seu proprietário simplesmente atirando um colchão no quintal desta casa. Até a embaixada brasileira acabou sofrendo com isso, num caso onde o governo líbio precisou intervir para garantir o prédio da embaixada e uma casa nova para o cidadão líbio. Este governo também garantiu saúde e educação a toda a população, será que a imprensa internacional se deu conta disso?

As últimas notícias que se teve da Líbia durante o início da guerra foi que "este ou aquele país congelou a fortuna pessoal de Muamar Kadafi". Segundo o presidente venezuelano Hugo Chávez, isso na verdade se deu de forma diferente, na realidade eram fundos líbios que este ou aquele país pediu para que a Líbia depositasse suas reservas em razão de problemas advindos da crise econômica. A confiança nos líderes ocidentais sempre revelou-se um grave problema, nos anos 80, por exemplo, Nicolae Ceaucescu, líder romeno que hoje na Romênia é visto pela maioria da população como um personagem positivo, foi um dos governantes a sofrer o mais violento golpe, este tendo sido promovido por oficiais da segurança interna em conluio com países ocidentais, que mais tarde colocariam o país numa vala e enriqueceriam tremendamente, em contraste com o povo trabalhador. Ainda, um outro equívoco cometido por Muamar Kadafi foi ter destruído muitas armas criadas para proteger o seu próprio povo. Nenhum líder europeu teria ousado ativar a OTAN para atacar a Líbia sabendo que mísseis Scud poderiam cair em Roma ou Paris. A destruição dessas armas, entretanto, advinham de um dilema pelo qual passam todos os países que visam seguir um caminho independente do imperialismo: garantir as armas para proteger o seu povo e sofrer constantes embargos econômicos, correndo o risco de ter seu país atingido pela fome e a recessão advindos do isolacionismo provocado pelo embargo; ou destruir as armas e garantir uma relativa prosperidade, entretanto correndo grande risco de ser invadido e deposto pelos seus "parceiros" econômicos. Kadafi optou pelo segundo caminho.

Se a União Européia já gozava de certa liberdade para explorar o povo e os recursos minerais líbios, esta abusou da confiança e resolveu buscar mais, enviando alguns dos mais modernos caças, bombardeiros e caça-bombardeiros para reduzir a Líbia a escombros. Se o país africano tinha o melhor IDH do continente, melhor inclusive do que o do Brasil, e era conhecido por sua paisagem exuberante, ele foi reduzido a escombros pelas "bombas humanitárias" da União Européia e pelas ações dos grupos de comandos e de mercenários da Europa e dos Estados Unidos. O próprio jornal britânico The Guardian, assim como o francês Le Monde, já publicaram notícias onde comandantes militares destes países admitiam ter treinado os "rebeldes" líbios, em realidade mercenários destas potências historicamente imperialistas, no caso francês, este país historicamente fracassado e derrotado militarmente, nunca faltou coragem aos soldados e mercenários a serviço da ditadura parisiense para massacrar e trucidar homens e mulheres indefesos em lugares como o Vietnã e norte da África, de onde haviam sido expulsos. Indesejáveis de gastar com uma guerra, os líderes da OTAN anunciaram a sua retirada do país, dado que já conseguiram o que queriam - a instalação de um governo fantoche.

O assassinato de Muamar Kadafi, como bem colocado pelo presidente bielorrusso Aleksander Lukashenko, não foi uma mera "casualidade" ou simples "produto de uma rebelião popular", tratou-se de um golpe de Estado orquestrado, financiado e executado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte contra um governo legítimamente constituído que trouxe progresso e desenvolvimento para seu povo e inclusive outros povos. O apoio dado por Kadafi a Nelson Mandela levou este último a prestar-lhe suas homenagens, tendo o seu neto sido inclusive batizado com o nome do líder líbio, que foi martirizado, humilhado, torturado e executado, numa ação análoga àquela que o tráfico efetua nas favelas do Rio de Janeiro, e, exceto por alguns casos, até pior do que as execuções promovidas pelos nazistas. Não foi dada ao líder líbio sequer a oportunidade de se defender num tribunal, não foi lhe dado o direito de ser escutado para ser julgado, apenas uma execução incitada desde o início pela União Européia e seus panfletos jornalísticos. O mundo não pode seguir por este caminho. Hoje o direitismo sádico comemora a morte de um homem que morreu lutando.

JAMAIS PERDOAR!
JAMAIS ESQUECER!
BRASIL


Inclusão digital maldita?
Por Cristiano Alves

Não é raro ver em determinados fóruns e redes sociais aqueles que vivem a reclamar da "maldita inclusão digital". De fato, talvez um dos poucos feitos do gerenciamento petista, a internet tem se tornado mais acessível à maioria da população, que muitas vezes não vê problemas em retratar na rede aquilo que nem fora dela vale a pena ser retratado. Diante disso, a burguesia e a pequena-burguesia frequentemente ridiculariza estas vítimas do sistema que, embora inclusos digitalmente, não foram incluídos socialmente. Ridicularizam o pobre semi-analfabeto por sua forma de falar, ao mesmo tempo que dizem "pra mim fazer" ou "tu fala", ridicularizam o pobre semi-analfabeto que não tem nenhum senso de estética, mas poluem a rede mundial com comentários de ódio racista e propaganda anticomunista.

A inclusão digital é maldita? Não! O sistema econômico-social que eles legitimam e tentam impor a nós, achando que devemos aceitar passivamente e de forma inconteste, isso sim é maldito!
MUNDO


Não se derruba um colosso com pedradas
Por Cristiano Alves



É extremamente comum ver mentecaptos obcecados por propaganda anticomunista repetirem ad infinitum que "Stalin matou milhões", números desproporcionais e nitidamente criados que oscilam entre 5 e 300 milhões(!!!). O fato, entretanto, é que os números revelam uma realidade bem diferente deste onanismo reacionário, revelando, por exemplo, que durante a Era Stalin, as populações de grandes-russos(russos), russos-brancos(bielorrussos) e pequenos-russos(ucranianos) aumentava em cerca de 1,3 a 1,5 milhões por ano. De acordo com A. V. Zemskov, estes são os números concretos:

O número de russos(grandes-russos, pequenos-russos e russos-brancos) nos tempos da direção de Stalin aumentou em cerca de 1,3-1,5 milhões por ano.
1926  – 113,7 milhões. (146,6 млн. – população aproximada da URSS)
1939  – 133 milhões.    (170,6 milhões.)
1959  – 159,3 milhões. (208,8 milhões.)

Para comparação, nos tempos da direção de Yeltsin, o número de russos na Rússia encurtou em 6,8 milhões de pessoas, nos tempos de Putin, 6,4 milhões.* Estima-se que nos dias de hoje, anualmente, cerca de 500 mil russos morrem de tuberculose, AIDS e narcomania. De modo que antes de se falar em qualquer "vítima de Stalin", deve-se falar primeiro em quem é "vítima da propaganda anti-Stalin", uma verdadeira lavagem cerebral feita nas massas de modo a ocultar uma verdade que muitos, por interesses ocultos e individualistas, preferem negar, a de que o socialismo, e só o socialismo científico, poderá colocar um ponto final nos problemas sociais enfrentados pela humanidade, e é só este sistema, em sua mais pura forma, sem "jeitinho brasileiro" ou qualquer que seja, que poderá levar o Brasil ao status de superpotência.

*Extraído de http://a-zemskov.livejournal.com/24384.html . Época de Stalin: apenas fatos. Site do historiador russo A. V. Zemskov.

quinta-feira, novembro 10, 2011

BRASIL


Esclarecendo o caso da USP (para quem vê de fora)
Por Jannerson Xavier

Somos alunos da ECA-USP e visto a falta de imparcialidade da mídia com referência aos últimos acontecimentos ocorridos dentro da Universidade de São Paulo, cremos ser importante divulgar o cenário real do que realmente se passa na USP. Alguns fatos importantes que gostaríamos de mostrar:

- O incidente do dia 27/10/11, quando 3 alunos foram pegos portando maconha, NÃO foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes.

- Portanto, gostaríamos de explicitar que a legalização da maconha, seja dentro da Cidade Universitária ou em qualquer espaço público, não é uma reivindicação estudantil. Alguns grupos até estão discutindo essa questão, mas ela NÃO entra na pauta de discussões que estamos tendo na USP.

- Os alunos da USP NÃO são uma unidade. Dentro da Universidade há diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e, dentro de cada unidade, grupos com diferentes opiniões. Por isso não se deve generalizar atitudes de minorias para uma universidade inteira. O que estamos fazendo, isso no geral, é sim discutir a situação atual em que se encontra a Universidade.

- O Movimento Estudantil, responsável pelos eventos recentes, NÃO é uma organização e tampouco possui membros fixos. Cada ação é deliberada em assembleia por alunos cuja presença é facultativa. O que há é uma liderança desse movimento, composta principalmente por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e dos CAs (Centros Acadêmicos) de cada unidade. Alguns são ligados a partidos políticos, outros não.

- Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11.

- Apesar de reprovar os meio usados pelo Movimento Estudantil (invasões, depredação), não podemos desligitimar as reivindicações feitas por esses 3000 alunos. Os fatos não podem ser resumidos a uma atitude de uma parcela muito pequena dos universitários.

Sabendo do que esse movimento NÃO se trata, seguem suas reinvidicações:

DISCUSSÃO DO CONVÊNIO PM-USP / MODELOS DE SEGURANÇA NA USP

A reivindicação estudantil não é: PM FORA DO CAMPUS, mas antes SEGURANÇA DENTRO DO CAMPUS. Os estudantes crêem na relação dessas reivindicações por três motivos:

A PM não é o melhor instrumento para aumentar a segurança, pois a falta de segurança da Cidade Universitária se deve, entre outros fatores, a um planejamento urbanístico antiquado, gerando grandes vazios. Iluminação apropriada, política preventiva de segurança e abertura do campus à populacão (gerando maior circulação de pessoas) seriam mais efetivas. Mas, acima de tudo...

A Guarda Universitária deve ser responsável pela segurança da universidade. Essa guarda já existe, mas está completamente sucateada. Falta contingente, treinamento, equipamento e uma legislação amparando sua atuação. Seria muito mais razoável aprimorá-la a permitir a PM no campus, principalmente porque...

A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos. A eleição indireta para reitor, com seleção pessoal por parte do governador do Estado, ilustra essa submissão. O atual reitor João Grandino Rodas, por exemplo, era homem forte do governo Serra antes de assumir o cargo.

POSTURA MAIS TRANSPARENTE DO REITOR RODAS / FIM DA PERSEGUIÇÃO AOS ALUNOS

Antes de tudo, independentemente de questões ideológicas, Rodas está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção, sob acusação de envolvimento em escândalos como nomeação a cargos públicos sem concurso (inclusive do filho de Suely Vilela, reitora anterior a Rodas), criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto sem previsão orçamentária e autorização legal, e outros.

No mais, suas decisões são contrárias à autonomia administrativa que é direito de toda universidade. Depois de declarar-se a favor da privatização da universidade pública, suspendeu salários em ocasiões de greve, anunciou a demissão em massa de 270 funcionários e, principalmente, moveu processos contra alunos e funcionários envolvidos em protestos políticos.

Rodas, em suma: foi eleito indiretamente, faz uma gestão corrupta e destrói a autonomia universitária.

Você pode estar pensando…

MAS E O ALUNO MORTO NO ESTACIONAMENTO DA FEA-USP, ENTRE OUTRAS OCORRÊNCIAS?
Sobre o caso específico, a PM fazia blitz dentro da Cidade Universitária na noite do assassinato. Ainda é bom lembrar que a presença da PM já vinha se intensificando desde sua primeira entrada na USP, em Junho/2009 (entrada permitida por Rodas, então braço-direito de Serra). Mesmo assim, ela não alterou o número de ocorrências nesse período comparado com o período anterior a 2009. Ao contrário, iniciou um policiamento ostensivo, regularmente enquadrando alunos, mesmo em unidades nas quais mais estudantes apoiam sua presença, como Poli e FEA.

MAS E A DIMINUIÇÃO DE 60% NA CRIMINALIDADE APÓS O CONVÊNIO USP-PM?
São dados corretos. Porém a estatística mostra que esta variação não está fora da variação anual na taxa de ocorrências dentro do campus ( http://bit.ly/sXlp0U ). A PM, portanto, não causou diminuição real da criminalidade na USP antes ou depois do convênio. Lembre-se: ela já estava presente no início do ano, quando a criminalidade disparou.

MAS, AFINAL, PARA QUE SERVE A TAL AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA?
Serve para que a Universidade possa cumprir suas funções da melhor maneira possível. De maneira simplista, são elas:
- Melhorar a sociedade com pesquisas científicas, sem depender de retorno financeiro imediato.
- Formar cidadãos com um verdadeiro senso crítico, pois mera especialização profissional é papel de cursos técnicos e de tecnologia.

Importante: autonomia universitária total não existe. O dinheiro vem sim do Governo, do contribuinte, porém a autonomia universitária não serve para tirar responsabilidades da Universidade, mas sim para que ela possa cumprir essas responsabilidades melhor.

COMO ISSO ME AFETA? POR QUE EU DEVERIA APOIA-LOS?
As lutas que estão ocorrendo na USP são localizadas, mas tratam de temas GLOBAIS. São duas bandeiras: SEGURANÇA e CORRUPÇÃO, e acreditamos que opiniões sobre elas não sejam tão divergentes. Alguém apoia a corrupção? Alguem é contra segurança?

O que você acha mais sensato:
- Rechaçar reivindicações justas por conta de depredações e atos reprováveis de uma minoria, ou;
- Aderir a essas mesmas reivindicações, propondo ações mais efetivas?

Você tem a liberdade de escolher, contra-argumentar ou mesmo ignorar.
Mas lembre-se de que liberdade só existe com esclarecimento.
Esperamos ter contribuído para isso.

Se você se interessa pelo assunto, pode começar lendo este depoimento: http://on.fb.me/szJwJt

Bárbara Doro Zachi
Jannerson Xavier Borges

PS: Já que a desconfiança é com a mídia, evitamos linkar material de qualquer veículo.