CANAL DA VITÓRIA
O melhor vídeo sobre a URSS
Há 20 anos atrás, em 1991, dissolvia-se o primeiro Estado socialista da história, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS), entidade política multinacional formada por quinze repúblicas e mais de 100 diferentes nacionalidades.
Em memória de seu legado científico e social, assim como em memória de um de seus maiores feitos, senão o maior, isto é, ter livrado o mundo do nazi-fascismo, o Canal da Vitória (The Victory Channel) preparou um vídeo com o hino da URSS, misturando novas imagens de lugares do país, fotos de nacionalidades que compunham o país, além de pinturas, fotos antigas coloridas e fotos atuais de admiradores deste grande país.
Assim como a URSS, o socialismo científico, e só o socialismo poderá transformar o Brasil numa superpotência!
sábado, outubro 08, 2011
LIVROS
Auto-ajuda: uma farsa
Por Cristiano Alves
Livros que prometem soluções simples para problemas complexos omitem a realidade da vida e o desespero das massas sob o sistema capitalista, promovendo o individualismo e até machismo, auto-ajudando os bolsos de impostores
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| Promoção do machismo em livro de "auto-ajuda" |
Eles são best-sellers, venderam "milhões em todo o mundo", são um "sucesso de vendas" e provavelmente já foram ou serão a leitura da sua colega de vôo ou mesmo de transporte rodoviário. O gênero "auto-ajuda" tem encontrado nas livrarias uma espantosa expansão e quase sempre estão nas vitrines e principais estantes das livrarias, trazendo surpreendentes fórmulas de "como ter sucesso", "como ser feliz no amor", "como tornar-se rico", "como ser o melhor na empresa", fórmulas aparentemente simples para problemas complexos. Mas o que de fato está por trás de todo esse marketing? Será que o leitor já parou para pensar a respeito desse tipo de "literatura"?
A Caixa de Pandora dos livros de auto-ajuda foi aberta com o lançamento do "best-seller" "Como fazer amigos e influenciar pessoas", de Dale Carnegie. Para entender o contexto dessa obra, é importante lembrar que nos anos 30, quando foi lançada, o capitalismo americano passava por um ótimo momento para um seleto grupo de pessoas, dentre os quais os charlatães. O médico John Breckley, por exemplo, movimentou a economia local e obteve enormes fortunas com o anúncio da "cura para a preguiça e a impotência" através de técnicas nada científicas como o "transplante de glândula de cabra". Fórmulas milagrosas eram anunciadas em todos os campos, fosse o da medicina ou da literatura, a busca pelo lucro levava a caminhos absurdos como a luta na lama e outros meios típicos do mundo capitalista. O livro de Dale Carnegie, considerado por muitos o primeiro manual de "regras para o sucessso" escrito no século XX é amontoado de regras para gerar pessoas mais corteses, porém com alguma coerência. Seus ensinamentos podem ser resumidos a "seja legal, cortez, e você fará muitos amigos e influenciará muitas pessoas", simples assim, demonstrando bem como a indústria da auto-ajuda vive de superficialidades e obviedades. Soma-se a essa superficialidade um caráter positivista, onde o desprezo pela ciência, pelo pensamento racional e pela religião são notáveis. O positivismo é um pensamento que consegue a incrível proeza de reunir conservadores católicos, marxistas(de todas as correntes) e liberais em seu combate. Quando se trata de livros de auto-ajuda, não é muito diferente, seus ensinamentos ignoram o método científico ao trazer vaga pesquisa, teorias nunca comprovadas e apelos a religiões ou filosofias asiáticas, ou até mesmo a distorção destas. Um exemplo disso é o livro "A cabala e a arte de ser feliz". Cabala, para quem não conhece, é um sistema judaico de magia e numerologia que traz um sistema matemático tão complexo que envolve até o estudo de línguas mortas, não se trata de um "sistema moral". Todo esse sistema hermético, entretanto, é transformado por um escritor brasileiro na "arte de ser feliz". Essa felicidade, assim como o "caminho do sucesso na carreira" pode ser alcançado, segundo a "literatura" de auto-ajuda através de ações como "repetir em frente ao espelho uma fraseologia positiva", "abraçar o seu colega de trabalho" ou "dizer ao patrão com um grande sorriso que gosta de seu trabalho", não importa se esse patrão não lhe paga o FGTS ou simplesmente se assina a sua carteira de trabalho, "voltar com um grande sorriso no rosto é a solução".
Como bem denunciado no jornal "A Nova Democracia"1, toda essa literatice teve início nos EUA, com apoio de enorme aparato publicitário na qual escritores de auto-ajuda ganharam programas de rádio, colunas em jornais, convites para cursos, palestras e treinamentos empresariais, nas neocolônias do Império, o impacto desta doutrinação foi ainda mais forte, dada a enorme publicidade, com vendas de "milhões de livros", ao passo que os melhores autores nacionais mal conseguiam recursos para vender 100 mil cópias. Nomes como o imortal da literatura Gabriel Garcia Marquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura ou mesmo o brasileiro Jorge Amado, vencedor do Prêmio Stalin da Paz e do Prêmio Latinidade em Paris, ambos autores de romances e crônicas que captam e reproduzem os sentimentos do povo em excelentes trabalhos de dramaturgia, com um estilo peculiar e uma reflexão filosófica a respeito são facilmente passados por nomes como Paulo Coelho que, segundo reportagem do Fantástico sobre sua viagem à Rússia, é o autor mais vendido daquele país, mais até mesmo que imortais como Dostoyevskiy, Turgenyev ou Tolstoy, todos eles donos de um estilo pecular, tendo o primeiro livros dotados de intensa profundidade filosófica e psicológica, verdadeiros diamantes da literatura. Isso, graças a um aparato publicitário interessado na divulgação de valores ora positivistas, ora promovendo o culto do indivualismo, para os quais os problemas da humanidade não estão em sistemas econômicos que promovem a competição desleal baseada no lucro incessante a qualquer custo, mas no "simples fato" do indivíduo "não ter um sorriso sempre para os seus colegas de trabalho para o carteiro". Uma das medidas práticas de auto-ajuda, falando em termos específicos, encontra-se no livro "O diário de um mago", de Paulo Coelho, onde este propõe um "exercício da crueldade" que consiste em cravar a unha do polegar na raiz da unha do dedo sempre que pensamentos negativos vierem à cabeça do "orientado", pois assim, "sentimentos negativos estariam refletidos no campo físico", e assim iriam embora. Simples não? Este autor, cujas obras são frequentemente referidas pelos críticos como superficiais e cheias de erros gramaticais de português, nisso incluso redundâncias, tem grande espaço nas organizações Globo e encontros entre empresários brasileiros, o que dá indícios de um vínculo com os exploradores do povo trabalhador.
Não são poucos os críticos do "auto-ajudismo", psicólogos apontam-no como uma das causas de redução de pacientes em escritórios de psicologia, segundo Francine Passeti2, psicóloga, há uma confusão constante entre "auto-ajuda" e "psicologia", levando determinadas livrarias a vender estes dois títulos na mesma seção. Para ela, ao passo que o primeiro aponta "fórmulas mágicas" para a felicidade, desprovidas de qualquer adaptação ou reflexão, para a psicologia não há "fórmulas mágicas e universais". O analista de comportamento, formado em psicologia, Alessandro Vieira dos Reis, satiriza e desmascara vários livros de psicologia em seu blog "Bestseller da Vez"3, porém muito mais do que apenas artigos ou blogs, Francisco Rudiger, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, analisou a fundo o tema, tendo escrito em 1995 o livro "Literatura de auto-ajuda e individualismo". Nele, o professor alega que é auto-ajuda chamada de "literatura" apenas por se tratar de livros e poder ser, assim, lido, embora seja característico por não ter significado literário, texto pobre, prometer a "revelação de segredos" e ainda por cima ser escrito não por escritores, mas meros "gurus modernos", são livros que por um lado pregam a aceitação da ordem imperialista tal como ela é. Críticas a esse subgênero literário não são recentes e nem poucas, encontradas tanto em jornais como em filmes como "In and out", onde há uma sátira ao gênero na ena em que uma fita k7 ensina o protagonista sobre as "regras de como ser um verdadeiro macho", até mesmo em desenhos animados populares como "Tom & Jerry" e "Pica-Pau" há críticas diretas ou indiretas a este tipo de livro, onde o personagem segue meticulosamente um manual de "como fazer isso" e acaba se dando mal, então rasgando enfurecidamente o livro ou quebrando o radinho que dita seu comportamento.
Um aspecto perigoso da auto-ajuda é o seu estelionato intelectual, onde teorias científicas são corrompidas pelo autor, sendo apresentada em parte ou de forma superficial, como forma de legitimar a "veracidade de sua tese", mas levando a conclusões completamente diferentes, por vezes em meio a aforismas. Autores como Augusto Cury, que é pós-gradudo em psicologia psicologia social, alegam ter se inspirado em Freud, Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, Wallon, Winnicot, dentre outros que tem pontos de vista completamente divergentes, fazendo uma salada que apenas traz indigestão. Este autor orgulha-se de sua teoria sobre a "inteligência multifocal" jamais ter sido aceita em qualquer universidade séria como tese de mestrado. Livros como esse, que são uma mera cópia mal feita de outro "autoajudólogo", Daniel Goldman, são "sucessos de venda" em livrarias, demonstrando bem o potencial empreendedor do autor na indústria autoajudóloga, tão valorizada pela economia de mercado, que segundo Leonardo Simmer, dono da editora Multifoco, as grandes editoras não publicam segundo o valor literário de uma obra ou estilo adotado, mas tão somente segundo critérios mercadológicos como "quem é o autor?", "qual o seu potencial de vendas?", "qual o potencial de venda do tema?". Um outro mago da empulhação é Roberto Shinyashiki, também psicólogo, pretenso especialista em "gente nos seus diversos papéis", sem qualquer certificado que ateste essa misteriosa especialidade na psicologia. Livros como "O sucesso é ser feliz", com fotos de pessoas se abraçando ou fórmulas mágicas como "coma um morango a cada dia", não contempladas por qualquer teoria científica ou mesmo experiência empírica, são sucessos de vendas onde o leitor gasta seu dinheiro com superficialidades(mais vale a pena olhar os álbuns dos seus amigos do Facebook, que sai de graça). Também não é raro encontrar livros sobre "Programação Neurolinguística" que distorce totalmente o sentido desta técnica, ou ainda livros que, embora não sejam de auto ajuda e tenham resultados concretos, são pervertidos em versões mercadológicas como o clássico chinês "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, que já existe "para mulheres", "para empresários", "para executivos", "para concursos"(embora seu autor tenha excelentes livros com questões de concursos), "para o sucesso", etc, etc. Será que as editoras julgam o leitor completamente incapaz de ler o original e adotar os conselhos do sábio e militar chinês para a sua vida pessoal? Um processo similar acontece com outro livro oriental, só que da Índia, o Kama Sutra, que existe em versão para "gays e lésbicas", mesmo esse último sendo perfeitamente aplicável a casais tradicionais. Não surpreenderia encontrar algum dia o "Kama sutra para empresários: A arte de fuder com a concorrência".
O gênero auto-ajuda nada mais é do que o um dos tentáculos ideológicos de um sistema que promove uma ditadura do comportamento, uma doutrinação que esmaga a liberdade do indivíduo e torna pior a sua vida em sociedade, uma vez que contribui não para uma sociedade voltada para o pensamento científico, mas para idéias positivistas, metafísicas ou individualistas, para a aceitação da desordem auto-intitulada ordem estabelecida, assim como o emburrecimento da população e destruição de sua capacidade crítica. Não é raro encontrar neste universo revistas de promoção de comportamentos decadentes que "ensinam" até mesmo "como deve ser beijado o namorado" ou como "deitar-se com duas mulheres", bem como livros que promovem inclusive o machismo, como como "Meninas normais casam... Meninas iradas investem na relação", que traz na capa uma garota que tem um colar com um cifrão que conta o dinheiro na mão ao lado de um homem apaixonado e rico, com uma roupa elegante e um anel de brilhantes na mão, deixando clara a mensagem de que a mulher deve "tirar vantagens econômicas da relação", ou ainda livros como "O bom partido", livros que segundo A. V. dos Reis passam uma mensagem de que a mulher deve ser "esperta e se casar com homens ricos ou com certas aptidões, a fim de não ter problemas materiais".
A auto-ajuda é leitura desaconselhada, tanto por leigos, quanto pelo meio acadêmico, em razão de sua superficialidade que promete "fórmulas mágicas", simplismos que segundo o filósofo alemão Friedrich Engels4 são chamados "bestas e charlatões", servindo apenas para enriquecer o bolso dos capitalistas do mundo editorial, seu título, aliás, é uma incoerência, pois se o livro tem um autor, então é ajuda de terceiro, e não auto-ajuda, exceto, claro, para os bolsos dos impostores que lucram com base na ignorância das massas, assalariados que trabalham a serviço da classe dominante, materializando análise do sábio alemão Karl Marx, segundo o qual "as idéias predominantes de uma época são as idéias da classe dominante", defendida em O Manifesto Comunista. O melhor favor que o indivíduo pode fazer a si mesmo, assim como àqueles que o cercam é ler os clássicos, cobrar das editoras a valorização de escritores nacionais, e, sobretudo, a melhor ajuda que ele pode fazer para si mesmo e para os outros - lutar por uma sociedade humanitária e justa!
1- A farsa da auto-ajuda. Artigo do jornal A Nova Democracia. Em: http://www.anovademocracia.com.br/no-37/131-a-farsa-da-auto-ajuda
2- Sobre auto-ajuda e psicologia. Artigo de Francine Passeti em "Reflexões Terapêuticas". Em: http://www.franpassetti.com/2010/12/sobre-auto-ajuda-e-psicologia.html
3- Em: http://bestsellerdavez.blogspot.com/
4- Em: "O Anti-Dühring".
sexta-feira, outubro 07, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
CULTURA
Cantemos a canção (coletânea)
1ª canção - Bunkócska* (versão húngara da canção soviética "Dubinushka")
Nunca ouvi uma canção tão linda
como a que ouvi quando criança.
Ela atinge meu coração, esta bela e velha canção,
e minhas lágrimas vêm de imediato.
Minhas lágrimas vêm de imediato.
2ª canção: Bécsi munkásinduló (A marcha dos trabalhadores de Viena)
Passos dos exércitos de trabalhadores são ouvidos,
cantos rebeldes que alcançam os céus,
a luz da alvorada irradia o mundo,
mãos dadas e ombros lado a lado.
Voe, ardente bandeira flamejante,
lidere-nos na noite das noites,
lidere-nos na luta, na dificuldade,
você pinta o púrpura da alvorada.
Coral masculino:
Voe, ardente bandeira flamejante,
lidere-nos na noite das noites,
lidere-nos na luta, na dificuldade,
você pinta o púrpura da alvorada.
Coral feminino:
A nossa canção voa, alcança os céus,
atados estão os punhos dos trabalhadores,
as algemas quebram nas mãos daqueles que trazem a luz,
a chama queima, mas hoje não há quem a espalhe.
Seja você o que espalha a chama,
e derruba os muros, oh bravo!
Coral feminino:
Sejamos os verdadeiros soldados da nova ordem,
Então estaremos no topo, vitoriosos.
Seja você o que espalha a chama,
e derruba os muros, oh bravo!
Coral feminino:
Sejamos os verdadeiros soldados da nova ordem,
Então estaremos no topo, vitoriosos.
3ª canção: Zengjük a dalt (Cantemos a canção)
Cantemos a canção cheios de alegria,
a alvorada pinta o céu rubro como o sangue,
o coração da Terra bate, o povo se levanta,
seus pés sentem-se novos ao andar.
Coral masculino:
Venham em milhares, juntem-se ao exército,
suas espadas nunca se enferrujarão,
mas afaste as barreiras, abra um novo caminho
para varrer os opressores burgueses.
Coral feminino:
Esta grande ideologia está numa tempestade de perigos,
temos que protegê-la, salvá-la, bravamente,
com a arma nas mãos e a canção nos lábios,
o triunfo será nosso.
O triunfo será nosso.
4ª canção: Geyer Flórián dala (A canção de Florian Geyer)
No início da criação da mundo, ey-hay, ey-ho!
Não havia o pobre e nem o rico, ey-hay, ey-ho!
Nós os povos do mundo, ey-hay, ey-ho!
Não deixaremos mais você ser oprimido, ey-hay, ey-ho!
Coral: × 2
Venha, ataque com a lança e espada,
Lidere o ataque dos camponeses.
Ey, hay, ey-ho!
Nossa luta não carece de um bom líder, ey-hay, ey-ho!
Nos lidera Geyer Florian, ey-hay, ey-ho!
Coral × 2
Ey, hay, ey-ho!
5ª canção: Elől járunk a harcban (Somos a cabeça da linha)
Encabeçamos a linha de batalha,
E atacamos bravamente,
Somos a guarda jovem,
Sem piedade para ninguém.
Trabalhando o dia inteiro,
E quase morrendo de fome,
Mas as nossas mãos calejadas
Já estão segurando armas!
Mas as nossas mãos calejadas
Já estão segurando armas!
A guarda está pronta
Para a luta de glasses,
Dificuldades e morte,
Não nos faz recuar!
A nossa tortura acabou,
Não mais sustentaremos,
A príncipes e barões,
Lembre-se, proletários!
A príncipes e barões,
lembre-se, proletário!
6ª canção: A kovácsok (Os ferreiros - canção revolucionária russa)
Nós somos os ferreiros, a chave para o futuro
estivemos forjando há muito tempo,
Venha e torne-se nosso camarada,
nosso trabalho será necessário por muito tempo!
Nós produzimos o arco e quebramos a corrente,
uma peça a cada dia,
o povo ainda dorme, mas o acordaremos,
nós libertaremos todos os escravos!
Faíscas estão saindo, as rochas estão quebrando,
para aqueles que não se abateram,
nós não temos qualquer descanso ou atraso,
o mundo inteiro é a nossa oficina.
Então venham todos os ferreiros,
deixe o povo testemunhar o poder dos martelos,
Deixe o lindo futuro nascer
para todos os proletários!
7ª canção: Bunkócska (2ª parte)
Esta canção passou dos avós para os netos,
e seu legado também ficou para os netos.
Se você tem um grande problema, nunca se esqueça
de que existe a "bunkócska"1, milhares dela!
Ei, minha querida "bunkócska",
ei, ramo de uma árvore saudável,
ajude, querida!
1- "Bunkócska" é um tipo de cajado usado em longas viagens que tem um dos lados pesados e redondos, podendo ser usado como maça, arma medieval. No ocidente desenvolveram-se alguns estilos marciais baseados nesta arma, especialmente na Irlanda.
Cantemos a canção (coletânea)
"Cantemos a canção" é uma canção húngara que reúne trechos de várias canções revolucionárias de outros países e a canção de Florián Geyer, famoso cavaleiro alemão que liderou os camponeses numa revolta contra a nobreza. Os húngaros têm uma importante tradição musical herdada desde os tempos de Bhrams, destaca-se em suas canções o uso do violino e do violoncelo. Com o estabelecimento da República Popular, a Hungria promoveu a cultura, antes privilégio das elites, para as massas, trazendo ao povo trabalhador lindas canções sobre a sua luta, sobre a Revolução que tornou a Hungria uma República Soviética efêmera em 1919, sobre a sua libertação pelas tropas do Exército Vermelho e sobre o internacionalismo e o proletariado. A maestria utilizada na composição e execução dessas belas canções, a força e a graça de sua letras, admiradas até mesmo pelos anticomunistas, são uma prova material da superioridade da cultura socialista e do ideal comunista.
Acompanhe a canção, reproduzida no Canal da Vitória (The Victory Channel) organizada pelo maestro Pasti Miklós, presente no CD "Best of communism" e a sua letra traduzida do húngaro para o inglês por Kristoballit e do inglês para o português por Cristiano Alves:
1ª canção - Bunkócska* (versão húngara da canção soviética "Dubinushka")
Nunca ouvi uma canção tão linda
como a que ouvi quando criança.
Ela atinge meu coração, esta bela e velha canção,
e minhas lágrimas vêm de imediato.
Minhas lágrimas vêm de imediato.
2ª canção: Bécsi munkásinduló (A marcha dos trabalhadores de Viena)
Passos dos exércitos de trabalhadores são ouvidos,
cantos rebeldes que alcançam os céus,
a luz da alvorada irradia o mundo,
mãos dadas e ombros lado a lado.
Voe, ardente bandeira flamejante,
lidere-nos na noite das noites,
lidere-nos na luta, na dificuldade,
você pinta o púrpura da alvorada.
Coral masculino:
Voe, ardente bandeira flamejante,
lidere-nos na noite das noites,
lidere-nos na luta, na dificuldade,
você pinta o púrpura da alvorada.
Coral feminino:
A nossa canção voa, alcança os céus,
atados estão os punhos dos trabalhadores,
as algemas quebram nas mãos daqueles que trazem a luz,
a chama queima, mas hoje não há quem a espalhe.
Seja você o que espalha a chama,
e derruba os muros, oh bravo!
Coral feminino:
Sejamos os verdadeiros soldados da nova ordem,
Então estaremos no topo, vitoriosos.
Seja você o que espalha a chama,
e derruba os muros, oh bravo!
Coral feminino:
Sejamos os verdadeiros soldados da nova ordem,
Então estaremos no topo, vitoriosos.
3ª canção: Zengjük a dalt (Cantemos a canção)
Cantemos a canção cheios de alegria,
a alvorada pinta o céu rubro como o sangue,
o coração da Terra bate, o povo se levanta,
seus pés sentem-se novos ao andar.
Coral masculino:
Venham em milhares, juntem-se ao exército,
suas espadas nunca se enferrujarão,
mas afaste as barreiras, abra um novo caminho
para varrer os opressores burgueses.
Coral feminino:
Esta grande ideologia está numa tempestade de perigos,
temos que protegê-la, salvá-la, bravamente,
com a arma nas mãos e a canção nos lábios,
o triunfo será nosso.
O triunfo será nosso.
4ª canção: Geyer Flórián dala (A canção de Florian Geyer)
No início da criação da mundo, ey-hay, ey-ho!
Não havia o pobre e nem o rico, ey-hay, ey-ho!
Nós os povos do mundo, ey-hay, ey-ho!
Não deixaremos mais você ser oprimido, ey-hay, ey-ho!
Coral: × 2
Venha, ataque com a lança e espada,
Lidere o ataque dos camponeses.
Ey, hay, ey-ho!
Nossa luta não carece de um bom líder, ey-hay, ey-ho!
Nos lidera Geyer Florian, ey-hay, ey-ho!
Coral × 2
Ey, hay, ey-ho!
5ª canção: Elől járunk a harcban (Somos a cabeça da linha)
Encabeçamos a linha de batalha,
E atacamos bravamente,
Somos a guarda jovem,
Sem piedade para ninguém.
Trabalhando o dia inteiro,
E quase morrendo de fome,
Mas as nossas mãos calejadas
Já estão segurando armas!
Mas as nossas mãos calejadas
Já estão segurando armas!
A guarda está pronta
Para a luta de glasses,
Dificuldades e morte,
Não nos faz recuar!
A nossa tortura acabou,
Não mais sustentaremos,
A príncipes e barões,
Lembre-se, proletários!
A príncipes e barões,
lembre-se, proletário!
6ª canção: A kovácsok (Os ferreiros - canção revolucionária russa)
Nós somos os ferreiros, a chave para o futuro
estivemos forjando há muito tempo,
Venha e torne-se nosso camarada,
nosso trabalho será necessário por muito tempo!
Nós produzimos o arco e quebramos a corrente,
uma peça a cada dia,
o povo ainda dorme, mas o acordaremos,
nós libertaremos todos os escravos!
Faíscas estão saindo, as rochas estão quebrando,
para aqueles que não se abateram,
nós não temos qualquer descanso ou atraso,
o mundo inteiro é a nossa oficina.
Então venham todos os ferreiros,
deixe o povo testemunhar o poder dos martelos,
Deixe o lindo futuro nascer
para todos os proletários!
7ª canção: Bunkócska (2ª parte)
Esta canção passou dos avós para os netos,
e seu legado também ficou para os netos.
Se você tem um grande problema, nunca se esqueça
de que existe a "bunkócska"1, milhares dela!
Ei, minha querida "bunkócska",
ei, ramo de uma árvore saudável,
ajude, querida!
1- "Bunkócska" é um tipo de cajado usado em longas viagens que tem um dos lados pesados e redondos, podendo ser usado como maça, arma medieval. No ocidente desenvolveram-se alguns estilos marciais baseados nesta arma, especialmente na Irlanda.
segunda-feira, setembro 05, 2011
MUNDO
A Líbia bombardeada, a libido e o vírus
Por Cristiano Alves
"A Líbia bombardeada, a libido e o vírus", assim iniciava-se uma famosa canção dos Engenheiros do Hawaii dos anos 80 e termina aquele país mais de 20 anos depois. Vinte anos é o tempo que a Líbia tem enfrentado os mais facínoras Estados do mundo atual, seja através de bombardeios, sanções econômicas, atos terroristas e novamente bombardeios.
A idéia das "bombas humanitárias" é o norte da política dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Consiste num erro associar a idéia de "imperialismo" somente aos Estados Unidos, acreditar que o "imperialismo americano" é a raiz de todos os problemas do mundo, esquecendo-se do "imperialismo alemão", "imperialismo espanhol", "imperialismo francês", "imperialismo britânico", dentre outros países que, partindo da idéia racista de que este ou aquele povo é "inferior demais para cuidar de seu próprio destino", então deve-se efetuar uma invasão militar ou patrocinar para-militares para fazer todo o trabalho(ou ainda empregar os mercenários de companhias privadas de segurança, como os Blackwaters). Não importa o quão socialmente seja desenvolvido o país ou quão democrática tenha sido a sua revolução ou eleição, a União Européia e os seus capangas da OTAN sempre enxergam nesse ou naquele líder que não vive aos seus pés um "ditador sanguinário", visão essa que jamais atribuem a seus aliados que mantém o seu povo na miséria e na opressão fundamentalista, como a Arábia Saudita, onde há até decapitação por crime de... feitiçaria.
A Europa ocidental manteve sempre um modelo de enriquecimento baseado no empobrecimento alheio, não raramente buscando os mais humilhantes meios para isso, e o "Zoológico de seres humanos", no qual ficavam confinados presos congoleses na Bélgica, é uma prova disso. A destruição de civilizações como a dos maias, astecas, incas, o extermínio dos povos herero são uma prova de que não há limites para a ganância européia, onde a vida de qualquer "povo inferior" é como a de insetos desprezíveis que podem ser esmagados a qualquer custo para encher os bolsos dessa ou daquela companhia. O jogo é bem simples, primeiro destrói-se tudo para que depois companhias privadas façam o trabalho de reconstrução, com enormes lucros e posando de "bons humanistas".
Os "bombardeios humanitários" são uma prova da preocupação da OTAN com a liberdade e a democracia, termo que para ela e seus simpatizantes liberais e sociais-democratas não passam de onanismo ideológico.
MUNDO
Полковника никто не пишет (RUS)
Кристиано Лима
Эти тираны считают, что у них есть права "научить другие народы как они должны бы жить", во всех странах в которых лидеры не предают своего народа, в которых много нефти, золота, серебра и другие ресурсы, они найдут своего "кровового диктатора". Так было с народами майя, ацтеками, инками, великие цилизации были уничтожены ради испанских аристократов. Сегодня бомбардируется Ливия, но не только сегодня... В детстве была знаменитная песня "Энженейрос до Аваи"(бразильский БИ-2, то есть, другая группа которая появилась в 80-х под вдохновлённая группой "The Police"), уже сказала в песне "Аливио де имедиато": "бомбардируемая Ливия, либидо и вирус".
Если раньше в Ливии был Полковник и первый ИРЧП Африки, сейчас просто "пустые города, пустые поезда" ради США и Европейского Союза. Это всегда легко стать богатым за счёт уничтожение и воровства других народов, это был главный рецепт развития западной Европы, давно уже. Раньше они уничтожали всё, что могли, сегодня военные и наёмники всё взрывают, а строительные фирмы почти всего перестроят, не забудем, конечно, роль банков. Это урок свободы и демократии.
sexta-feira, setembro 02, 2011
BRASIL
Manifestantes em Teresina conseguem derrubar medidas impopulares do prefeito da capital
Por Cristiano Alves
Contando com participantes de Teresina, Timon, Fortaleza e outras cidades, manifestações em Teresina conseguem revogar as medidas impopulares do prefeito da capital, obrigando-o a baixar o preço da passagem e revisar o valor da passagem municipal. As ações foram promovidas na rua e na internet, fechando cruzamentos importantes da capital piauiense e hackeando sites do SETUT, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina, e do Diário Oficial do Piauí. As redes sociais Twitter, Facebook e Orkut foram usadas para convocar a manifestação.
Foto: Deco Lira
Foto: Deco Lira
PIAUÍ
E eles dizem que o protesto é violento...
Por Cristiano Alves
Protestos explodem pela capital teresinense e despertam a fúria da elite local. Jornais demonizam as manifestações da massa sofrida, imolada por um calor de mais de 40 graus, e agora chamam-nos de terroristas, mas será que as acusações de jornalistas desesperados fazem algum sentido?
Ao longo da história, conforme demonstrado em várias obras a respeito, ficou constatado que o diálogo nunca resolveu nada, ao menos no que diz respeito a reivindicações de cunho social. Manifestações e revoltas ocorrem desde a antiguidade, especialmente na Roma antiga, onde a plebe miserável trabalhava incansavelmente para sustentar os privilégios de classe dos "patrícios", os únicos que tinham voz no senado. A tentativa pacífica dos tribunos Caio e Tibério Graco, representantes legítimos da plebe, de realizar uma reforma agrária que beneficiasse o proletariado romano, isto é, a classe daqueles que produziam, levou ao assassinato de Tibério e à decapitação dos partidários de Caio Graco, que foi perseguido até pedir que o matassem. A revolta de Spartacus contra as condições abusivas da plebe de Roma levou à crucificação deste e de quase todos os seus partidários na Via Ápia, principal avenida romana.
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| Florian Geyer, nobre e cavaleiro que liderou a revolta dos camponeses contra a própria nobreza na Alemanha, no século XVI |
As classes dominantes não abrem mão de seus privilégios facilmente, a luta pelo direito sempre foi marcada por protestos e muito frequentemente pela luta física, revoltas na Roma antiga, no Império Bizantino podiam assumir diferentes proporções, mas sempre tendo um fundo social, como a revolta de Nika, que em muita coisa lembra as cenas que se vê em metrópoles como Fortaleza ou São Paulo, onde torcedores agitados, muitas vezes desempregados, vêem em brigas de torcida uma válvula de escape para uma situação de miséria. Isso não implica dizer que todos os torcedores daquele time são "vândalos". No Piauí, manifestantes são apresentados como vândalos em razão da ação da massa sofrida e ignorada, sem voz no poder, o mais pacífico dos manifestantes apresentado como um "baderneiro, arruaceiro, bandido" e agora até mesmo terrorista, segundo Pádua Araújo, mais um farsante que brinca com os sentimentos de justiça do povo ao meio-dia, vivendo às custas da ignorância alheia e atiçando nas massas ideologias de ódio, chegando ao extremo de clamar pelo "Estado de Sítio". Não sabe este ignóbil que a Constituição da República Federativa do Brasil tem regras específicas para a decretação do Estado de Sítio (1), e se este ao menos uma vez na vida se desse ao trabalho de ler a revista da Agência Brasileira de Inteligência(ABIN), saberia que há uma série de critérios para designar uma "organização terrorista". Uma de suas edições define, por exemplo, que existe uma diferença entre "movimento revolucionário ou social", "organização criminosa" e "organização terrorista", todas podem se usar de ações terroristas, o que não as caracteriza necessariamente como "organização terrorista". (2)
Alguns reacionários de plantão da capital piauiense falam em "guerra civil promovida pelos estudantes". Desconhece-se o que esses indivíduos aprendiam em aulas de história, se é que as frequentavam(e talvez o fato de terem vivido uma ditadura fascista militar agrave o quadro), porém se estes tivessem ao menos estudado um pouco sobre a Revolução Francesa, a Revolução Russa e a vizinha Revolução Cubana jamais se atreveriam a proferir tamanho impropério pelas ruas. É esse mesmo universo de analfabetos políticos que vê no manifestante um "bandido", que acha(enfatize-se acha, e não "pensa") que é o "fim do mundo", ou melhor, o "fim do Piauí", pelo fato da população não estar mais de braços cruzados assistindo a tudo passivamente. Passou-se o tempo de assistir a tudo, passou-se o tempo dos "protestos pacíficos", que mesmo tendo sido promovidos em meses anteriores não surtiram efeito. Passou-se o tempo de acreditar no que dizem os jornais teresinenses como "O Dia", que trabalham dia e noite na demonização de um movimento de caráter social. Será que os infames donos desse jornal sabem que nos anos 60, na Alemanha, uma bomba foi colocada na sede do jornal Springer, um inútil jornal reacionário conhecido por demonizar os movimentos sociais e as lutas dos povos do terceiro-mundo? Toda ação corresponde a uma reação, ensinamento elementar que vem primeiramente não de aulas de história, geografia ou filosofia, mas de aulas de ciência, de química, física, ciências exatas. A Prefeitura Municipal de Teresina, teleguiada pelos empresários que financiaram os seus gestores, dentre os quais o prefeito Elmano Ferrer, promove medidas anti-populares que provocam as massas da capital, seja ela de estudantes, de trabalhadores, comerciantes, dentre outros. O estudante, diferente do trabalhador, goza da imunidade às perseguições dos patrões, estando estes últimos sempre prontos para demitir este ou aquele trabalhador por "promover arruaça", "por ser um agitador comunista". É triste o destino daquele que fica "queimado" no mercado de trabalho por participar de movimentos de reivindicação social, esta é a pior censura e o mais desavergonhado estupro aos princípios da Constituição da RFB, é a fogueira profana de uma nova inquisição secular e capitalista, reacionária e anti-popular, que identifica no manifestante uma persona non grata para o mercado de trabalho, que passa a representar para a sociedade teresinense o mesmo que um leproso na Idade Média. Afinal, quem contrataria um "vagabundo que participa de baderna e não quer trabalhar", o "baderneiro", o "demônio comunista" em uma loja, colégio ou fábrica? Isso explica por que os estudantes compõem o grosso da manifestação.
Muitos espantam-se com o novo acordar das massas de Teresina, acham que "isso é uma maldição que só acontece no Brasil", esquecendo-se das lutas populares em Londres e em Santiago do Chile, nos dias atuais, esquecendo-se de lutas passadas na Alemanha Ocidental, nos anos 60, dirigidas pela carismática Fração do Exército Vermelho(RAF), que e acordo com estudos do Instituto Allensbacher contava com o apoio de 23% dos jovens alemães, isto é, mais de 7 milhões de pessoas. A ação destes jovens, que muitas vezes foram obrigados a recorrer à luta armada pelas autoridades alemãs, impediu que o país assistisse a uma ressurreição do nazismo naquele país. No Brasil, a luta pelos direitos sociais, contra a ditadura dos latifundiários e empresários(injustamente atribuída exclusivamente aos militares), levou à redemocratização do país, no curso dessa luta, nem sempre as ações foram pacíficas, afinal, uma luta por direitos sociais não é como ir a um coquetel ou participar de um jantar de gala. Mas comparada às bombas, extensivamente usadas na Europa do século XIX, à Revolução Francesa, que cortou a cabeça de reis e aristocratas para garantir direitos elementares dos quais desfrutamos hoje, a ação da população de Teresina limita-se a fechar cruzamentos, realizar passeatas e queimar sacos de lixo na avenida principal. Recentemente, dois ônibus foram queimados, uma vez que a população não mais os vê como um serviço de sua utilidade, antes os preços abusivos que vem a tornar o transporte coletivo municipal quase "de elite".
Revoluções vieram a moldar o mundo em que vivemos hoje, foi graças a essas ações, muitas vezes violentas, que hoje o cidadão não precisa deixar que sua esposa durma primeiro com o prefeito da cidade após o casamento, como acontecia na Idade Média com a humilhante lei da prima nocte, obrigação do servo para com o seu senhor feudal, revoluções e lutas duras, que em não raros momentos ceifaram milhões de vidas, cortaram cabeças, trouxeram até mesmo a guerra e a fome. E hoje alguns, tão bem manipulados e envenenados pelos setores elitistas da mídia, desprovidos de qualquer solidariedade para com o povo trabalhador e estudante, olham para os jovens manifestantes que fecham o trânsito e caminham pelas ruas em nome de uma causa justa, em prol da coletividade, e dizem que "o protesto é violento", que "a capital está entregue ao caos".
Exemplo de demonização de protesto em Londres na BBC News:
Fontes:
1- Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 137, "O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;
II - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira."
2- REVISTA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA. Brasília: Abin, v. 3, n. 4, set. 2007. Em: http://www.abin.gov.br/modules/mastop_publish/files/files_48581dbdd7d04.pdf
PIAUÍ
Clichê antiprotesto
Por Cristiano Alves
A seguinte pérola apareceu numa rede social, sendo o nome de sua autora mantido no anonimato:
"Se a pessoa não gosta do supermercado você deixa de comprar no supermercado. Se ele não está gostando do sistema de ônibus que ele procure outro meio de transporte e não ficar depredando o patrimônio."
Vejamos que outro meio de transporte poderia o obreiro, o campesino, o estudante teresinense poderia usar:
- Poderia usar o táxi, pra congestionar ainda mais o trânsito da capital, imagine você se encontrando num trânsito congestionado por táxis branquinhos, doeria até na vista e iria sair bem mais caro. Com os salários tão altos de Teresina, todos poderiam pagar um táxi todos os dias...
- Poderia usar o metrô(em realidade um trem que a prefeitura resolveu denominar metrô) de Teresina, que passa em pontos seletos e longíquos da cidade, depois tendo que andar a pé por quilômetros.
- Poderia usar cavalos, pois como se sabe, todo mundo tem um estábulo no seu quintal e em qualquer lugar se compra cavalos...
- Poderia usar os pés, daí imagina só o pessoal tez mais clara, tadinho das meninas, com 20 anos iriam parecer ter 60, e precisariam gastar bem mais com tratamento para câncer de pele, lembrando que, com o aumento das temperaturas do planeta, o câncer não faz discriminação pela cor da pele. Também teriam que gastar mais com calçados, que não durariam nem 1 ano com o sol intenso e o calor do asfalto.
- Poderia usar carro próprio, daí imagina todos os 700 mil teresinenses com um carro próprio, não só a cidade ficaria mais quente por causa da poluição como o trânsito ficaria bem mais congestionado.
- Poderia usar moto também, causando não só a mesma coisa que o quesito anterior, como também mais acidentes graves e até fatais!
Vejamos que outro meio de transporte poderia o obreiro, o campesino, o estudante teresinense poderia usar:
- Poderia usar o táxi, pra congestionar ainda mais o trânsito da capital, imagine você se encontrando num trânsito congestionado por táxis branquinhos, doeria até na vista e iria sair bem mais caro. Com os salários tão altos de Teresina, todos poderiam pagar um táxi todos os dias...
- Poderia usar o metrô(em realidade um trem que a prefeitura resolveu denominar metrô) de Teresina, que passa em pontos seletos e longíquos da cidade, depois tendo que andar a pé por quilômetros.
- Poderia usar cavalos, pois como se sabe, todo mundo tem um estábulo no seu quintal e em qualquer lugar se compra cavalos...
- Poderia usar os pés, daí imagina só o pessoal tez mais clara, tadinho das meninas, com 20 anos iriam parecer ter 60, e precisariam gastar bem mais com tratamento para câncer de pele, lembrando que, com o aumento das temperaturas do planeta, o câncer não faz discriminação pela cor da pele. Também teriam que gastar mais com calçados, que não durariam nem 1 ano com o sol intenso e o calor do asfalto.
- Poderia usar carro próprio, daí imagina todos os 700 mil teresinenses com um carro próprio, não só a cidade ficaria mais quente por causa da poluição como o trânsito ficaria bem mais congestionado.
- Poderia usar moto também, causando não só a mesma coisa que o quesito anterior, como também mais acidentes graves e até fatais!
Aqueles que em nada querem contribuir poderiam ter ao menos a sensatez de não atrapalhar. Os protestos na capital do Piauí contam com o apoio de diversos setores da sociedade.
BRASIL
O que é depender do transporte coletivo em Teresina para o trabalhador
Por Cristiano Alves
A Página Vermelha acompanhou de perto os protestos na capital piauiense, onde houve um aumento de mais de 10% sobre a passagem de ônibus. Acompanhe a reportagem e fique por dentro do que emissoras e outros jornais não mostram
O dia 1º de agosto foi marcado por mais um protesto na capital do estado do Piauí. Essa ação pode ser considerada inédita na capital em anos recentes, onde vários aumentos incidiram sobre a passagem, mas não sobre a qualidade do transporte público na capital. Mas fica a pergunta, isso tudo por causa de 10 centavos?
Para aqueles que não conhecem, a cidade de Teresina é conhecida por seus baixos índices de umidade do ar, isso sob um calor de mais de 30 graus durante praticamente todo o ano, pela manhã e especialmente durante a noite, estando a mais de 400 quilômetros do litoral, a cidade não tem brisas de vento nem mesmo no vigésimo andar dos mais altos prédios da cidade. Qualquer cidadão corre sério risco de futuro câncer de pele na capital piauiense, onde há altos índices de pessoas com problemas de pele, risco esse que aumenta ainda mais de acordo com a classe social do indivíduo. Se o filme-documentário "Zeitgeist: Moving foward" comprovara que quanto mais o invíduo ganha um centavo a menos no nosso sistema econômico, maior é a chance dele ter doenças, essa realidade é palpável em Teresina, especialmente no que diz respeito a problemas de pele e de visão.
O trabalhador teresinense, seja ele o obreiro, o campesino, assim como o estudante, é completamente ignorado pelas autoridades. Vivendo numa capital de mais de 700 mil pessoas, o seu direito à locomoção é mitigado por uma série de fatores, dentre a ausência de cobertura em grande parte das paradas de ônibus, isto é, em muitos pontos, a "parada" é apenas o local onde o transporte coletivo para, não havendo qualquer placa ou banco com cobertas, em poucas palavras, cada indivíduo precisa providenciar por conta própria seu guarda-sol(daí é comum ver indivíduos carregando guarda-chuvas em tempo aberto e ensolarado), ou ainda usar-se de outros artifícios tais como ficar embaixo de uma placa, atrás de alguém alto e, se for muito esperto, entra numa loja com arcondicionado e cronometra o exato tempo que o ônibus irá passar para sair na ocasião, o que é quase impossível, dada a falta de pontualidade do serviço de ônibus na capital piauiense. Embora o bom senso implique que para ser pontual é necessário jamais sair em cima da hora, em Teresina, capital de pequeno porte, é preciso se antecipar em pelo menos 1 hora para ser pontual, pois o transporte coletivo, como afirmado, não tem pontualidade.
A cidade de Teresina não dispõe de um serviço de integração, de um "terminal", isso quer dizer que quem mora em lugares mais afastados da cidade necessita pagar duas passagens para chegar num dado lugar, isso quer dizer que para quem vive de salário mínimo, ele gastará no mês cerca de 1/5 de seu salário para pagar despesas de transporte. Considerando que ele mora longe, esse gasto sobe para 2/5, que com sua despesa de alimentação e moradia, fechará os 3/5 restantes, levando este indivíduo a uma situação de sobrevivência, onde não poderá desfrutar de lazer nem de educação de qualidade, direitos constitucionalmente garantidos. É importante frisar que a capital piauiense é precária em termos de empregos, além da falta, a maioria das empresas contrata segundo o QI, isto é, "quem indica", o que inclui o grupo do maior plutocrata da cidade, também político, João Claudino.
Além de todo gasto que o trabalhador ou o estudante tem com a passagem, foi enfatizada a qualidade precária, a falta de pontos de espera condizentes com as condições climáticas da região, a falta de pontualidade do serviço e mesmo a falta de ônibus em determinadas linhas. Em avenidas como a Kennedy é muito comum ver uma série de veículos passando com as luzes apagadas, indo para a garagem. Curiosamente, as linhas universitárias mais parecem uma lata de ração animal(como essas de cãezinhos de estimação), dado que estudantes comprimem-se o máximo que podem para ir assistir aula ou voltar para casa em plenas 10:00 ou 10:30 da noite. A cena é triste, e estar dentro de um desses coletivos é mais triste ainda. Qualquer homem casado ou comprometido precisa estar junto de sua parceira, pois ela será voluntariamente ou não seviciada pelos seus colegas universitários, não que os estudantes de Teresina sejam tarados, mas pelo simples fato de ser impossível que estes removam os seus órgãos sexuais. É praticamente impossível se mecher nos horários de pico, dada a escassez de transporte para determinadas linhas. Fora isso, no intuito de encher o transporte ao máximo, muitas linhas tem apenas uma fila de cadeiras, não permitindo que uma dupla, por exemplo, sente-se no mesmo banco. Fora isso há o despreparo dos profissionais, que frequentemente são mal-humorados, motoristas despreparados, que não raramente causam acidentes, e veículos com pouca ou nenhuma manutenção, sendo já conhecidos, só no ano de 2011, dois casos onde o ônibus "entrou" numa residência, próximo aos bairros "Morada do Sol" e "Buenos Aires".
Hoje a passagem foi aumentada de R$ 1,90 para R$ 2,10. Esse preço não implica nenhuma melhora nos serviços, uma vez que não é o primeiro aumento em Teresina. Propostas como um sistema de integração tem sido promessa vaga, melhorias nos pontos de espera tem sido praticamente nulos, exceto em locais onde há publicidade desta ou daquela empresa. Com todos estes fatos, pouco ou em ocasião nenhuma abordados pela imprensa local, que em grande parte serve a interesses privados, o Jornal Nacional, na sua edição de quinta-feira, cumpriu mais uma vez com a sua função anti-social da propriedade, divulgando notícias caluniosas e injuriosas a respeito de um movimento inédito na capital do Piauí. A todo momento preocuparam-se em mostrar que "os estudantes estavam brigando por apenas 10 centavos", o que é falso, sendo uma luta contra um aumento de mais de 10% e que reivindica melhores condições para o transporte público na capital, que, é um serviço de utilidade pública, e não um serviço de "táxi coletivo" onde o dono pode estabelecer o preço que bem entender. Isso, entretanto, a ninguém surpreende, vindo de um órgão de imprensa muito bem descrito no documentário britânico "Além do Cidadão Kane"(Beyond the citizen Kane).
Alguns empresários em Teresina não entendem que a propriedade deve ter a sua função social, constituindo uma verdadeira heresia contra o direito pátrio a alegação de que "seu objetivo é meramente o lucro", essa afronta por parte deste grupelho de plutocratas, intríssecamente vinculada ao grupo político do prefeito, tem sido a gasolina que é jogada a cada dia na chama do movimento estudantil, movimento esse inspirado por lutas do passado, por lutas contemporâneas que se desenrolam no Chile e no Reino Unido, e que tem se espalhado por várias capitais brasileiras. Em breve, a plutocracia teresinense irá entender que nada acontece por acaso, e que por mais que tentem através de seus órgãos de imprensa, os quais são "patrocinados" com os caros preços que pagam por sua publicidade, os protestos tem uma raiz, que nasceu de uma semente impopular que estes plantaram. E eles que tratem de providenciar uma solução, pois enquanto muitos são senhores sem energia e qualquer sensibilidade para com o seu próprio povo, para com o trabalhador ou o estudante, os manifestantes são jovens cheios de energia, dispostos a muita coisa para atingir os fins almejados pela sociedade.
quarta-feira, agosto 31, 2011
BRASIL
Policial militar é atingida por policial civil durante manifestação de terça-feira em Teresina
Por Cristiano Alves
Policial civil usou spray de pimenta contra manifestantes e a tenente-coronel Júlia Beatriz, que negociava com estes. Os manifestantes reivindicavam a diminuição da passagem, tendo a oficial de polícia intermediado a negociação com estes. A tenente-coronel deu voz de prisão ao policial civil. A oficial da PM-PI é responsável pela condução de um diálogo civilizado com vários movimentos sociais e por isso tem sido atacada pela imprensa local, acusada de colaboração com estes.
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| Fotos: Thiago Amaral |
BRASIL
Galeria(Fotos de Cristiano Alves) :
Teresina é sede de mais uma manifestação contra o aumento da passagem
Por Cristiano Alves
Conforme noticiado por "A Página Vermelha", Teresina voltou a ser a sede de mais uma manifestação contra o aumento da passagem. A capital piauiense não dispõe de qualquer sistema de integração de transporte, a condição de seus ônibus é precária e seus pontos não oferecem nenhuma proteção contra o forte calor teresinense. Na manifestação desta quarta-feira não houve repressão policial.
O protesto teve início por volta das 12:00 e durou até a noite. Sob o calor escaldante de 40 graus, reunindo estudantes de diversos colégios da rede pública e privada, além de organizações como a CTB, PCdoB, UJS e PSTU. Os estudantes cantaram slogans como "A luta, é minha sina, saiu do Chile e chegou em Teresina", além de dois sugeridos pelo autor deste artigo, que participou dos protestos: "prefeito, seu desgraçado, o estudante não é pago pelo estado" e "isso é imoral, aqui em Teresina não tem nem um terminal". A passagem em Teresina, cidade escassa em oferta de trabalho e de pouco movimento sindical, é considerada uma das mais caras do país. Representantes do movimento foram ouvidos pelo Ministério Público e o prefeito, pressionado pelo movimento, aceitou pensar na diminuição da passagem. Outro protesto massivo é esperado para esta quinta-feira às 09:00h da manhã.
Galeria(Fotos de Cristiano Alves) :
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| Estudantes carregaram faixas exigindo a diminuição da passagem |
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| Várias organizações participaram da manifestção |
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| A manifestação fechou vários cruzamentos da Avenida Frei Serafim |
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| A manifestação combinou passeatas e fechamento de cruzamentos, nenhum ato de repressão foi verificado no ato da quarta-feira |
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| Fechamento do cuzamento da Avenida Frei Serafim com a Avenida Miguel Rosa |
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| Cristiano Alves ajudando a organizar o fechamento Avenida Miguel Rosa |
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| Medida impopular do prefeito de Teresina leva ao fechamento de importantes vias da capital, reunindo centenas de estudantes da capital do Piauí |
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| A Central dos Trabalhadores do Brasil também participou da manifestação, alertando aos condutores de veículos sobre a razão do protesto |
terça-feira, agosto 30, 2011
BRASIL
Teresinenses protestam contra os preços abusivos da passagem na capital piauiense e são reprimidos de forma implacável pela Polícia Militar
Por Cristiano Alves
Há alguns dias atrás a Polícia Militar do estado do Piauí realizou uma greve para protestar contra a sua situação na unidade da federação. Seu protesto não tivera qualquer oposição da população e ninguém lhes atacou durante suas passeatas. Essa mesma PM, que há pouco tempo era a massa manifestante agora passou a ser o agente repressor.
A passagem de ônibus em Teresina foi aumentada de R$ 1,90 para R$ 2,10, um preço abusivo numa capital de apenas 750 mil habitantes, sem qualquer terminal de ônibus, com veículos de má qualidade, sem pontualidade e com salários deprimentes para seus trabalhadores. Para se ter uma idéia do ridículo do preço, a cidade de Fortaleza, com mais de 2,5 milhões de habitantes, tem a passagem a R$ 1,70 e R$ 1,00 durante os domingos, além de uma rede de terminais de ônibus, onde o passageiro pode descer de uma linha e pegar outra gratuitamente. Esse aumento gerou protesto por parte da população de Teresina, que reuniu grande número de estudantes e mobilizou cidadãos de todas as idades. Isso, entretanto, não impediu a Polícia Militar de usar spray de pimenta contra estudantes de 17 anos e usar-se de ação violenta contra menores de idade.
A ação reuniu diversos movimentos sociais, embora tivesse caráter "sem bandeiras" segundo os manifestantes, dentre os quais se encontra o autor deste artigo, testemunho da má qualidade do serviço de transporte urbano. Este foi o segundo protesto na capital piauiense, sendo previsto ainda outro para essa quinta-feira(1º de setembro).
MUNDO
Atriz de Holywood é presa por fazer protesto pacífico nos Estados Unidos
Por Cristiano Alves
A atriz de Holywood Daryl Hannah, estrela de filmes como "Kill Bill" foi presa hoje nos Estados Unidos por fazer um protesto pacífico no país. Tendo seu direito de liberdade de expressão suprimido a atriz rejeitava a construção de um oleoduto do Texas ao Canadá que traria enormes danos ambientais, alegando que "por vezes é necessário sacrificar a própria liberdade em nome de uma liberdade maior".
Vídeo da prisão:
segunda-feira, agosto 29, 2011
MÚSICA
Nacha Guevara - Yo te nombro libertad
Nacha Guevara - Yo te nombro libertad
Por el pajaro enjaulado
Por el pez en la pecera
Por mi amigo que esta preso
Por que ha dicho lo que piensa
Por las flores arrancadas
Por la hierba pisoteada
Por los arboles podados
Por los cuerpos torturados
Yo te nombro Libertad
Por los dientes apretados
Por la rabia contenida
Por el nudo en la garganta
Por las bocas que no cantan
Por el beso clandestino
Por el verso censurado
Por el joven exilado
Por los nombres prohibidos
Yo te nombro Libertad
Te nombro en nombre de todos
Por tu nombre verdadero
Te nombro y cuando oscurece
cuando nadie me ve
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Tu nombre verdadero
Tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor
Por la idea perseguido
Por los golpes recibidos
Por aquel que no resiste
Por aquellos que se esconden
Por el miedo que te tienen
Por tus pasos que vigilan
Por la forma en que te atacan
Por los hijos que te matan
Yo te nombro Libertad
Por las tierras invadidas,
Por los pueblos conquistados
Por la gente sometida
Por los hombres explotados
Por los muertos en la hoguera
Por el justo ajusticiado
Por el heroe asesinado
Por los fuegos apagados
Yo te nombro Libertad
Te nombro en nombre de todo
Por tu nombre verdadero
Te nombre cuando oscurece
cuando nadie me ve
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Tu nombre verdadero
Tu nombre y otros nombres
Que no nombro por temor
Yo te nombro Libertad
Por el pez en la pecera
Por mi amigo que esta preso
Por que ha dicho lo que piensa
Por las flores arrancadas
Por la hierba pisoteada
Por los arboles podados
Por los cuerpos torturados
Yo te nombro Libertad
Por los dientes apretados
Por la rabia contenida
Por el nudo en la garganta
Por las bocas que no cantan
Por el beso clandestino
Por el verso censurado
Por el joven exilado
Por los nombres prohibidos
Yo te nombro Libertad
Te nombro en nombre de todos
Por tu nombre verdadero
Te nombro y cuando oscurece
cuando nadie me ve
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Tu nombre verdadero
Tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor
Por la idea perseguido
Por los golpes recibidos
Por aquel que no resiste
Por aquellos que se esconden
Por el miedo que te tienen
Por tus pasos que vigilan
Por la forma en que te atacan
Por los hijos que te matan
Yo te nombro Libertad
Por las tierras invadidas,
Por los pueblos conquistados
Por la gente sometida
Por los hombres explotados
Por los muertos en la hoguera
Por el justo ajusticiado
Por el heroe asesinado
Por los fuegos apagados
Yo te nombro Libertad
Te nombro en nombre de todo
Por tu nombre verdadero
Te nombre cuando oscurece
cuando nadie me ve
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad
Tu nombre verdadero
Tu nombre y otros nombres
Que no nombro por temor
Yo te nombro Libertad
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