O SOCIALISMO, E SÓ O SOCIALISMO, PODERÁ CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SUPERIOR
Coréia do Norte: cidadãos ajudam na limpeza das ruas da cidade
Brasil: cidadãos sujam as ruas da cidade
...mas a seleção conseguiu vencer a Coréia por 2x1 na Copa.
INTERNACIONAL
Uma visita à Coréia do Norte por jovens brasileiros Por Cristiano Alves
No mês de maio de 2011 os responsáveis pelo blog "Solidariedade com a Coréia Popular" deram um exemplo de internacionalismo e solidariedade com a classe operária internacional ao visitar um dos países mais demonizados pelo PIG(Partido da Imprensa Golpista). A paranóia coreanófoba e anticomunista não perdoou nem mesmo a seleção de futebol norte-coreana, durante a Copa de 2010, com matérias desrespeitosas e inclusive homofóbicas, o que foi repudiado por vários trabalhadores e setores da intelectualidade.
Participaram da visita os jovens G. Martínez, A. Rosendo e A. Ortega, todos da República Federativa do Brasil. No país coreano, conta A. Rosendo que logo de início desmascararam um dos mitos1 perpetrados pela mídia ocidental, no Brasil noticiado pela Folha, ou melhor, a Falha de São Paulo, o de que "na Coréia do Norte mulheres foram proibidas de usar calças"2, mito este perpetrado inclusive por jornais esquerdistas(isto é, de extrema-esquerda) como o "A Verdade"(de Moçambique)2, e o Causa Operária Online, do PCO(Brasil).3
O grupo conheceu a cultura coreana, suas tradições, costumes, além de ter testemunhado o deslumbrante grau de limpeza da cidade Pyongyang, além de ter visitado estabelecimentos coreanos como escolas, super-mercados, monumentos históricos, museus, dentre outros. Ainda, segundo um dos brasileiros, um outro fator notável na Coréia do Norte é a exuberante beleza das mulheres do país, mais até do que em países como a Suécia, também famosa pela beleza de suas mulheres. Diferente de outros visitantes, estes ocidentais estavam vacinados contra preconceitos etnocentristas comuns no showrnalismo ocidental.
A despeito das críticas à chamada Idéia Juche, traçadas pelo grande marxista-leninista William Bland, do Reino Unido, faz-se necessário um estudo desta idéia e de seu impacto na vida dos trabalhadores coreanos, a fim de compreender melhor seus fins e meios, e como um novo e superior sistema político-econômico no Brasil poderia torná-lo um país respeitável e transformá-lo numa superpotência.
Confira a seguir as fotos tiradas por Alexandre Rosendo, um dos visitantes:
Guardas coreanos cuidam de um canteiro de uma praça na cidade.
Guarda de trânsito patrulha as ruas de Pyongyang, onde é baixa a incidência de crimes automobilísticos.
Parque norte-coreano.
Cidadãos norte-coreanos cuidam da limpeza da cidade. O modelo inspirado no marxismo produz um novo homem, contrastante com a figura do elemento que joga lixo nas ruas e transforma cidades e lugares públicos num chiqueiro, tão comum nos países capitalistas.4
Estudantes coreanas em visita ao Túmulo de Kim Jong Suk. Repare que todas usam calça, imagem que comprova que a Folha de São Paulo e o PCO criminosamente falsificam notícias sobre outros países.
A. Ortega, A. Rosendo e G. Martínez prestando homenagem a Kim Jong Suk, importante revolucionária coreana.
Os três brasileiros em Pyongyang, Coréia do Norte. Repare nas mulheres com calças, ao fundo, comprovando a falsidade das notícias da Folha de São Paulo e do PCO.
A. Ortega presta sua homenagem aos heróis da luta anti-imperialista coreana.
Coreana em visita ao túmulo de importantes nomes coreanos. Repare que ela usa calças.
Visitantes brasileiros posam ao lado de Alejandro Caos de Benós, único funcionário ocidental do governo coreano.
Brasileiros posam ao lado de camaradas de diversos países do mundo, numa demonstração de internacionalismo.
Aula de música na Coréia Popular.
A. Rosendo inspeciona mercadorias numa loja norte-coreana.
Museu exibe itens de um general americano capturado durante a Guerra da Coréia.
Considerado o melhor avião de caça da Guerra da Coréia, este MiG-15 está em exposição. Centenas destes aviões foram pilotados por pilotos soviéticos, cuja participação no conflito era secreta. Um destes pilotos internacionalistas foi o ucraniano Ivan Kojyedub, militar honrado com o título de Herói da União Soviética, considerado o maior ás da II Guerra Mundial do lado aliano, e mais tarde promovido a Marechal.
T-34/85, carro de combate considerado o melhor da IIGM e da Guerra da Coréia, responsável por incontáveis vitórias sobre os imperialistas alemães na Europa e sobre os imperialistas americanos na Península da Coréia. É usado até hoje pela Polônia, tendo sido empregado por este país no Iraque inclusive.
Jovens brasileiros posam ante o Pueblo, barco americano capturado pelos coreanos, junto com a guia coreana.
Duas jovens coreanas apreciam a beleza de um parque na cidade. Repare que ambas usam calças.
Vista do Hotel Ryungyong
Aula de canto na Coréia do Norte. Repare na disciplina e organização dos alunos, geralmente inexistente em salas de aula brasileiras ou americanas. De acordo com Alexandre Rosendo, a sociedade socialista norte-coreana valoriza a disciplina e o espírito de liderança, tendo cada coletivo o seu representante. Nota-se a gravata vermelha, usada pelas crianças e pré-adolescentes comunistas.
Aula de artes numa escola coreana
Aula de informática na Coréia do Norte. Embora a terra choson sofra um bloqueio econômico que impossibilita contratos provedores estrangeiros de internet, o currículo inclui noções de como usar a internet e intranet. Repare no uniforme impecável dos alunos coreanos, cujo zelo e nível de organização só pode ser encontrado no universo militar nos países ocidentais.
Foto de uma fazenda coletiva na RDPC.
Vila no interior do país, com sua própria terra arável.
Jovens caminham pelas ruas de Pyongyang(repare nas calças das garotas, desmentindo a notícia do PCO e da FSP). Ao contrário do clamado por jornais amarelos ocidentais, as pessoas caminham livremente pela capital coreana.
Aula de música em escola coreana
Confira também os vídeos feitos por A. Ortega, A. Rosendo e G. Martínez e compare-o com a maioria dos vídeos preconceituosos divulgados pela grande mídia a respeito do país. Vale lembrar o comentário de um dos espectadores do vídeo a respeito do sistema educacional coreano: "nem mesmo o colégio particular em que nasci era tão organizado assim, acho que nasci no país errado".
1- http://surgiu.com.br/noticia/809/coreia-do-norte-proibe-mulheres-de-usarem-calcas.html
2- http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u724566.shtml
3- http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=15754
4- Embora seja possível encontrar um oásis de limpeza no mundo capitalista, a julgar por lugares como Gramado e Canela no Brasil capitalista, por exemplo, em regra encontra-se lixo e poluição sonora e visual nas ruas de países capitalistas, o que é agravado ainda mais pelo modelo consumista, no qual milhares de litros de petróleo são desperdiçados e pelo menos 40 mil toneladas de aparelhos celulares(que contém metais difíceis de ser minerados) vão par a lata do lixo diariamente.
quinta-feira, julho 28, 2011
OBITUÁRIO
A despedida de um paladino da verdade: Ludo Martens
Por Cristiano Alves
Neste dia 6 de junho faleceu o incansável lutador das causas dos trabalhadores de todo mundo, pesquisador e historiador Ludo Martens. Nascido no Reino da Bélgica, em 1946, Martens foi um ativista do movimento comunista belga, denunciou a causa revisionista, que tomara conta do movimento comunista internacional após o XX Congresso do PCUS, que corrompeu os ideais marxistas-leninistas a partir de dentro.
Na história do homem há aqueles que por ignorância ou má fé, não se dedicam a pesquisar a veracidade de fatos ou alegações, reproduzindo ideologias tal como o gado a seguir o seu condutor, ainda que se trate de levá-lo para a lama ou um abismo. De fato, nas escolas e nas livrarias, é muito comum encontrar autores com uma atitude lemingue em relação à história, reproduzindo mentiras, meias verdades, sem qualquer investigação séria. Um dos alvos preferidos da chamada "história oficial" é a União Soviética e os comunistas, uma vez que defendem algo abominável para os capitalistas, que é o fim da propriedade privada dos meios de produção. Para mentir e criar todo um clima de terror psicológico, estes indivíduos, tal como feiticeiros, conjuram uma realidade fictícia, onde um líder assina incansavelmente sentenças de fuzilamento, mata 10, 50 100, 500 milhões... em números que variam de acordo com a fúria e nível de corrupção intelectual deste ou daquele pseudo-historiador, em realidade, nada mais do que propagandistas muito bem pagos a soldo do grupo de 1% mais rico do mundo, que concentra em suas mãos 40% das riquezas do nosso planeta. Em toda essa fumaça de podrição e corrupção, o historiador Ludo Martens surgiu como um paladino no meio da escuridão, conduzindo um importante trabalho de pesquisa de alta relevância para todos aqueles que tem compromisso com a verdade dos fatos, que repudiam o revisionismo fascista.
O historiador belga ficou notável pelos seus trabalhos francófonos a respeito da União Soviética, sendo o seu mais famoso trabalho a obra Un autre regard sur Staline (em português, "Stalin, um novo olhar", da Revan), nesta obra Ludo Martens destrói vários mitos e clichês sobre a URSS que até hoje eram tidos como dogmas inquebrantáveis, dentre os quais a idéia de que "comunismo é fascismo só que pior", de que "o Holodomor foi uma fome provocada pelos comunistas para matar os ucranianos", de que "Stalin preparou mal a guerra antifascista", de que "a URSS só cresceu por causa do trabalho escravo", de que "o povo soviético era oprimido pelo comunismo", de que "o comunismo matou milhões", "Trotsky teria sido melhor para a URSS", o "Testamento de Lenin", dentre outros mitos criados e reproduzidos de forma doutrinária em paradidáticos escolares, revistas, livros, jornais, programas televisivos... A respeito de algumas dessas mentiras, por exemplo, o mito de que "o comunismo matou mais do que o nazismo", Ludo Martens revela que a fonte desta mentira é cara aos nazistas, que uma vez acobertados pelo governo dos EUA, que perseguia comunistas enquanto acolhia criminosos de guerra fascistas, eram empregados em agências de inteligência e tinham toda a liberdade para propagar seus mitos hitlerianos. Sem dúvidas isso foi fundamental para criar nos EUA e em outros países um clima de terror e conseguir apoio para todas as ações contra a URSS e qualquer país que visasse seguir um caminho independente dos Estados Unidos.
Ainda outros trabalhos importantes de Ludo Martens são fruto de sua luta política contra grupos de quinta-coluna no movimento dos trabalhadores, notadamente, o trotskismo e a IV Internacional. Em sua obra "O trotskismo a serviço da CIA contra os comunistas"(cuja tradução em português é do autor deste artigo), Ludo Martens desmascara o papel dos trotskistas no movimento belga e em outros países, denunciando-os como pícaros do comunismo, apresentando, por exemplo, declarações de Ernst Mandel, seu conterrâneo e líder da IV Internacional, onde este apóia descaradamente a Perestroyka e menciosa Borís Yeltsin como um "seguidor de Trotsky", depois atacando-o como um "stalinista", quando as coisas começaram a complicar na recém surgida e impotente Federação Russa. O autor apresenta ainda gritos de apoio dos trotkistas a outros movimentos de caráter reacionário como o levante húngaro de 1956, que visava restaurar o poder dos partidários do fascista Horthy. Esse namoro do trotskismo internacional com agências americanas é antigo e é uma herança maldita de seu pai, Lyev Trotsky, que já no México entregava os comunistas ao FBI americano(nessa época a CIA ainda não existia), numa tentativa de obter um green card, conforme registrado no documento de nome RG-84, que informa as atividades da agência.
Além de esclarecer o papel do trotskismo, Martens não perdeu de vista os revisionistas, analisando suas práticas e trazendo a tona vários fatos que objetivamente levaram ao fim da União Soviética. Adotava o historiador um estilo objetivo, sempre apresentando um método dialético, onde Ludo apresenta os argumentos da outra parte e argumentos de outros historiadores ou fatos que corroboram ou refutam aquela versão, trazendo ao leitor uma versão segura e desprovida de subjetivismo. Uma de suas obras, recomendada para aqueles que querem compreender as causas que levaram ao fim da primeira experiência socialista está na obra "Anos Brejnev: revisionismo ou stalinismo", onde, após uma análise do período Brejnev, Ludo Martens revela que Brejnev optou, no plano teórico, por seguir todas as formulações revisionistas do XX Congresso do PCUS, adotando esta linha como a sua, além de proteger corruptos que iam desde funcionários pícaros do PCUS até a sua família em escândalos como desvio de recursos, e inclusive tráfico de diamante, contribuindo para a formação de uma "classe de burocratas" que mais tarde não falharia em roubar a propriedade socialista e emergir na Rússia como oligarcas e mafiosos.
Durante os anos 90 e após o ano 2000, Ludo Martens militou ativamente no Reino da Bélgica, participando da organização do Seminário Internacional Comunista, e na República Democrática do Congo, liderada pelo revolucionário Kabila. Na Rússia, Martens fora laureado com o título e a medalha de "Herói do Rússia dos Trabalhadores", movimento político importante durante os anos 90, recebendo de Viktor Ampilov o prêmio. O historiador belga defendeu também o estabelecimento de um sistema socialista na Bélgica, cuja capital também é sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN-NATO). Além de sua batalha contra o capitalismo, o historiador e ativista belga vinha lutando ativamente contra outro inimigo igualmente mortal, o câncer, deixando para as novas gerações uma importante vacina contra a ignorância e o anticomunismo: a verdade, o conhecimento!
Falando a verdade: Terrorismo direitista e paranóia anticomunista na Noruega
English video:
EDITORIAL
Desmascarando uma falsa fonte
Por Cristiano Alves
Recentemente, ao ler os comentários escritos em um dos vídeos chamou-me a atenção um comentário de um dos leitores, mencionando um certo "Vadim Erikman" que apresentava certas estatísticas a respeito das "vítimas do comunismo". Fiquei curioso, tendo resolvido buscar um pouco a respeito de tal autor no Google. Nas buscas que fiz, encontrei tal autor citado em vários blogs brasileiros e portugueses sobre a II Guerra Mundial e de extrema-direita:
"O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, fez as seguintes estimativas"
Ao se deparar com essas informações, resolvi pesquisar quem era o tal "Vadim Erlikman", por ter supostamente feito tais descobertas deveria ter seu próprio site ou artigos pela internet, tal como o jornalista sueco Mário Souza, ou Ludo Martens. O primeiro tem o seu próprio site na internet, contato por e-mail, e vários artigos pela rede, o segundo tem, além de artigos e sua página, também fotos e até vídeos no Youtube, demonstrado que são entes reais. A busca de imagens por "Vadim Erlikman", curiosamente, não retorna nenhum resultado, exceto fotos de Stalin. A busca por "Вадим Эрликман", seu nome em cirílico também não retorna resultados, exceto fotos de Stalin e até Bin Laden. A busca por "Вадим Ерликман", onde usei outra letra cirílica(Е pronuncia-se "ye", e Э pronuncia-se "é"), também não trouxe resultados de fotos. No que diz respeito a sites ou artigos, verificou-se o mesmo em português, apenas citações em fórums, ausência total de artigos, páginas ou qualquer trabalho do suposto "historiador", porém uma informação interessante, de que o tal autor não é nem historiador, mas jornalista independente, e a julgar pela relevância de seu nome no buscador, também não é nenhum pesquisador.
Tudo isso não é nenhuma surpresa, uma vez que historiadores ou não, anticomunistas estão sempre buscando aumentar o máximo possível o número de "vítimas de Stalin", ignorando que o país na época enfrentava uma ameaça real de invasão e infiltração de fascistas e agentes do imperialismo, diferente do que ocorria no Brasil da ditadura militar, cuja ameaça era fictícia usada com propósitos de repressão e sadismo para manter o poder da burguesia e do latifúndio.
O recado que fica para aqueles que se deparam com esse tipo de informações é que sejam céticos, desconfiam e tenha pelo menos 90% de certeza de que a fonte é falsa, uma vez que já foi mostrado em outros artigos de A Página Vermelha, que anticomunismo é doença e que grande parte de seus perpetradores mentem continuamente com intuito de provocar terror psicológico, afastar militantes do movimento, enganar os trabalhadores, negando qualquer possibilidade de mudança, defendendo o status quo e opondo-se a um mundo justo(e não "mais justo", uma vez que o capitalismo não é justo). O mais imundo criadouro de porcos acaba parecendo limpo na frente da sujeira e vilania anticomunista.
En 1938 o ministro polaco de Asuntos Exteriores, Jozef Beck, foi recrutado polos nazis. Aparece isto revelado nas confesións do Tenente Xeneral da Luftwaffe, Alfred Gerstenberg, publicadas na colección documental “Tainy diplomatii Tret’ego Reikha: Germanskie diplomaty, rukovoditeli zarubezhnykh voennykh misii, voennye i politseiskie attaché v sovetskom plenu. Dokumenty iz sledstvennykh del” [“Secretos da Diplomacia do Terceiro Reich. Diplomáticos alemáns, Líderes de Misións Militares no Estranxeiro, Agregados Políticos e Militares cativos dos soviéticos. Documentos dos Arquivos de Investigación” (Moscova, 2011), publicado pola “Fundación Democracia”.
Nun interrogatorio do 17 de agosto de 1945, o xeneral Gerstenberg, quen ocupara o posto de agregado das forzas aéreas en Polonia desde 1938, comunicou a seguinte información a respecto do recrutamento de Beck:
«Pregunta: É ben coñecido que Goering visitaba a miúdo Polonia. Realmente o seu único interese en Polonia era a caza?
Resposta: Goering acudía acotío a Polonia e outros países a cazar, mais en realidade el non estaba tan interesado na caza como en usar a caza para agochar as tarefas políticas que levaba a cabo. Antes da miña marcha a Polonia, Goering díxome que viaxaría a Polonia para cazar e facilitar as miñas tarefas.
E de feito, en 1938 Goering chegou a Polonia, onde foi cazar co ministro polaco de Asuntos Exteriores, Beck. Durante esta cazaría Goering deulle a Beck un cheque por 300 mil marcos, despois do cal Beck comezou unha forte amizade con Alemaña.
Pregunta: Como sabe que Goering subornou a Beck?
Resposta: Souben que Beck fora subornado por Goering a través de Moltke, embaixador alemán en Polonia, quen tomou parte na cazaría. Grazas a este contacto Moltke dixo que Beck non fuxiría das nosas gadoupas.»
(Tainy diplomatii Tret’ego Reikka. Moscova, 2011, p. 581. A transcrición está en: TsA FSB. D. N-21147. T. 1. L. 35-53.)
A información sobre o recrutamento de Jozef Beck por parte dos nazis explica moitas cousas da política exterior polaco en 1938 e 1939, segundo Aleksandr Diukov, director do Fondo para a Memoria Histórica. «Cando Alemaña encetou a revisión das fronteiras europeas, Polonia fixou outro tanto», comentou. «Xa que logo, en marzo de 1938, Varsovia organizou unha acción de provocación na súa fronteira con Lituania, dándolle un ultimato en que demandaba que recoñecese oficialmente como territorio polaco a provincia de Vilna, anexionada polas forzas polacas en 1922 e ocupada en 1920. De se negar, Polonia ameazou con declarar a guerra a Lituania. Esta iniciativa recibiu o apoio de Berlín.
Pouco despois, Polonia tomou parte con Alemaña no desmembramento de Checoslovaquia para se apoderar da provincia de Tesin. Polonia foi o agresor de facto. O 20 de setembro de 1938, o embaixador polaco en Berlín, a falar con Hitler, comentou que a postura do seu país paralizara a «posibilidade dunha intervención soviética no tema checo». En marzo de 1939 Polonia situouse de novo no mesmo lado da barricada con Alemaña, apoiando activamente a idea da ocupación húngara da Transcarpacia ucraína.
Cando falan destes eventos históricos, os historiadores polacos tentan convencernos de que, en realidade, durante a década dos 30 Polonia só levou a cabo unha política de “equilibrio” entre Alemaña e a Unión Soviética. No entanto, isto é falso. É doado comprobar que a política exterior polaco corría polo rego dos nazis. A información do recrutamento de Beck explica a razón.»
Comentários da edição de A Página Vermelha: Será que o diretor polaco Andrzei Wajda também irá fazer uma produção milionária sobre a colaboração nazi-polonesa, incluindo a invasão da Tchecoeslováquia por forças nazistas e polacas durante a anexação de Zaolzie?
sexta-feira, junho 24, 2011
VÍDEO
Sobre o caso Roberto Carlos na Rússia
terça-feira, maio 31, 2011
MUNDO
Russos fazem página desmistificando mitos sobre o país e a Grande Guerra Patriótica
Por Cristiano Alves
Foi dito certa vez pelo filósofo alemão Karl Heinrich Marx que antes da invenção da imprensa acreditava-se que ela acabaria com todos os mitos medievais, porém criou-se muito mais mitos do que antes após a sua invenção. Com o surgimento do cinema e da internet, esses mitos e boatos ganharam uma dimensão ainda maior num sistema que vive do ódio, do racismo e da mentira, o capitalismo.
Tal qual como os negros na América foram e são ainda vítimas de ampla campanha difamatória, normalmente baseado em estudos superficiais, boatos, casuísmos... motivados pela sanha exploradora das elites nacionais, o mesmo ocorre com os russos na Rússia. Transmite-se às massas desde a simples boatos segundo a qual "na Rússia neva o ano inteiro e cada russo tem um urso polar de estimação do quintal", até boatos segundo os quais "a União Soviética só venceu a II Guerra Mundial por causa do inverno"(como se os russos, especialmente civis, não sofressem os efeitos do frio e da escassez de alimentos dele resultante), segundo os quais "o Exército Vermelho lutava mais por medo do NKVD do que por amor ao seu país e ao socialismo" ou ainda segundo os quais "os militares comunistas não passavam de estupradores". Todos estes não passam de mitos baseados em casos isolados que apelam para generalizações e em grande parte dos casos inclusive para a propaganda nazista, pois uma vez que foi a forma mais violenta de propaganda anticomunista, foi vista como útil pela burguesia e perpetrada por seus assalariados muito mal travestido de historiadores, num mundo onde é cada vez mais fácil falsificar a história com usando o poder da mídia e o Photoshop.
Um grupo de russos da Sociedade da Grande Vitória resolveu refutar vários pontos colocados em fóruns, livros e filmes(que moda os americanos têm de querer fazer filme sobre outros países, como se fossem grandes especialistas no assunto!) sobre o seu país. O sítio virtual "A Rússia em Guerra" (http://www.great-victory1945.ru) discorre rapidamente sobre a história da Rússia e enfatiza o seu papel na II Guerra Mundial, ilustrado com fotos reais e lindos desenhos artísticos sobre fatos da guerra, trazendo referências bibliográficas russas e ocidentais que corroboram os pontos de vista do autor. Dentre alguns mitos destruídos na página, alguns extremamente populares nos Estados Unidos, estão o mito de que "foi a participação americana que decidiu o fim da guerra", mito perpetrado especialmente por Holywood, inclusive apresentando os historiadores americanos como "narcisistas", conforme denunciou um historiador britânico. Um ponto interessante abordado no site é que um verdadeiro russo nunca usa o termo "esse país", mas sim o termo "nós"(my), cita o autor inclusive um episódio em que este teve aulas de história com um professor estrangeiro e este, ao perguntar aos alunos russos quem derrotara Napoleão, estes responderam "nós", ao fazer outras perguntas sobre invasores ou realizações da Rússia, estes respondiam "nós", o que surpreendeu o professor, que então dissera "mas não vocês um grupo de criancinhas"; ocorre que a mentalidade russa é diferente da tradicional mentalidade ocidental, o sentimento de povo, de país, é mais forte no povo russo, daí um russo verdadeiro nunca ou raramente usa o termo "esse país", mas "nós", e isso é facilmente verificável no cotidiano, em livros ou mesmo filmes, palavras como "nasha strana"(nosso país), "nasha rodina"(nossa pátria), "nashi lyudi"(nosso povo), são termos muito mais utilizados por um russo do que "a Rússia" ou "o povo russo", isso é ocorre desde um discurso de um aluno numa escola primária até a apresentação de um filme de grande bilheteria, por exemplo. Também é comum os russos falarem que "nossos avós lutaram", uma vez que praticamente o país inteiro combateu o fascismo, e não apenas alguns militares. Um outro ponto que distingue o povo russo de outros povos, ressaltado pelo autor, e talvez o principal no modelamento do caráter e espírito desse povo, outrora já ressaltado em documentários como "The battle of Russia", é que diferente da maioria dos outros povos, principalmente Brasil e Estados Unidos, na maior parte da história russa estão presentes as guerras contra invasores. A Rússia foi invadida desde o seu início por vikings noruegueses, mongóis, tártaros, suecos, alemães, poloneses, lituanos, turcos, cazares, franceses, tchecos, americanos, britânicos... praticamente toda a Europa já enviou tropas invasoras para a Rússia e a URSS, alguns desses países até mais de uma vez. Ante todos estes invasores a Rússia permaneceu de pé, mesmo com diferentes sistemas econômicos, embora o autor mencione como determinante o papel do sistema socialista soviético para a vitória na II Guerra e da liderança de Stalin, enfatizando também o papel da fé ortodoxa (o próprio site traz em várias oportunidades a cruz ortodoxa de 8 braços ao lado de símbolos comunistas e a fita de São George).
Militares comunistas atiram os estandartes militares alemães capturados em frente ao Mausoléu de Lenin, Kremlin, na Praça Vermelha, numa vitória de extrema importância para os povos e a classe trabalhadora mundial.
Embora os alemães tenham matado mais de 20 milhões de soviéticos no maior holocausto da história, estuprado mulheres, pilhado e aniquilado cidades inteiras, o site "Russia at War" não guarda ressentimentos pelos invasores, não demosntrando qualquer sinal de "germanofobia", inclusive apresentando a Alemanha como uma antiga nação de guerreiros, porém condenando o nazismo e sua postura imperialista. O sítio virtual satiriza em várias oportunidades a noção nazista de "super-homem ariano", mostrando como os bárbaros nazistas tratavam seus prisioneiros, enviando fotos de enforcamento e crueldade para seus entes queridos como mães ou namorada, ao passo que os russos faziam esforço para tratar bem os prisioneiros alemães, inclusive prestando atendimento médico e respeito para com o inimigo. A página traz muitas fotos fortes, com barbáridades dos nazistas contra populações civis inclusive, denunciando a idéia de que essa brutalidade era exclusiva da Waffen SS, sendo também perpetrada por tropas regulares alemãs.
Fotos como estas eram enviadas pelos nazistas às suas famílias como suvenir. Destaque para o sorriso dos oficiais e soldados numa cena de enforcamento. Hoje na Alemanha brutalidades como esta são indiretamente justificadas por jornais anti-soviéticos e pseudo-historiadores.
O sítio é um ótimo remédio contra os falatórios anti-soviéitcos e russófobos, abordando rapidamente a Guerra Fria e inclusive ridicularizando uma técnica extremamente ignóbil, reacionária, fascista que tinha por objetivo disseminar o terror psicológico dentre o público americano, o famoso "duck and cover", algo como "abaixe-se e tome cobertura", muito usado com crianças, uma técnica onde diante de uma simulação de um ataque nuclear soviético, muitas vezes não anunciada, todos tinham que abaixar-se e tomar algum tipo de cobertura, passando a impressão de que a URSS, que jamais utilizara armas nucleares contra outros povos, queria a todo custo destruir os EUA com uma guerra nuclear, incitando a paranóia e alimentando os cofres de charlatães burgueses que lucraram milhões com a construção de ridículos "abrigos nucleares domésticos". Um dos pontos negativos do site, entretanto, encontra-se em algumas posições levemente chovinistas, como uma passagem onde o autor menciona que "não havia ateus no front soviético". Algumas passagens que podem assustar o leitor, também, é o momento em que os autores proclamam "ser brancos e cristãos com orgulho", isso por que além da Rússia não ter colonizado outros continentes como os espanhóis na América, é na verdade uma reação a alguns mitos que apresentam o povo russo como um povo "mongolóide"(isto é, asiático), geralmente com o intuito de diminuir o seu papel e falsificar a sua identidade para a construção de um discurso racista e russófobo, uma vez que "seriam biologicamente estranhos ao continente europeu". "Russia at War" é um lugar na rede mundial onde se pode aprender e compreender um outro povo para construir um mundo melhor, com respeito mútuo.
quarta-feira, maio 11, 2011
CULTURA
A queda de Berlim, composição de Shostakovich
Por Cristiano Alves
Não há dúvidas de que o filme "Padenie Berlina", de Miheil Chiaurelli, foi um grande sucesso, sendo o primeiro filme artístico do cinema a retratar em cores a II Guerra Mundial. Diferente de filmes como "A lista de Schindler" ou "O resgato do soldado Ryan", ambos de Steven Spielberg, clássico ocidental, ou ainda de "A Fortaleza de Brest" ou "Vá e veja", clássicos bielorrussos sobre a guerra que mudou o mundo, que focam em combates específicos, o filme do georgiano Miheil Chiaurelli, além de destacar-se por seu pioneirismo, numa época em que os grandes filmes do cinema vnham da União Soviética, e não dos Estados Unidos, também destacou-se o filme por outro ponto forte: a música!
A queda de Berlim(Padenie Berlina) é obra do renomado compositor soviético Dmitri Shostakovich, autor de uma famosa composição sobre o cerco de Leningrado que fora usada no filme-documentário "The battle of Russia", do Ministério da Guerra dos Estados Unidos, e fora aproveitada pelo mesmo compositor para a opus 82, A queda de Berlim, trilha sonora do filme homônimo, onde o operário stahanovista1 Aleksiey Ivanov, Herói do Trabalho Socialista2, conhece a professora Natasha, vivendo um curto amor, até serem separados pela invasão alemã, que separou os dois, transformando um num militar do Exército Vermelho e a outra numa trabalhadora escrava dos alemães.
Num dos momentos do filme, o operário A. Ivanov lidera um grupo no assalto às alturas de Seelov, uma batalha feroz contra os alemães. No momento desta batalha, a música de Shostakovich expressa as dificuldades do Exército Soviético em derrotar um dos mais bem defendidos enclaves militares alemães, sempre sob o lema de não retroagir e avançar o máximo para chegar até Berlim.
Essa composição de Shostakovich, relacionada aos tempos áureos da chamada "Era Stalin", quando a União Soviética deixou de ser um mero país de camponeses para se tornar um país industrializado e potência econômica, social e militar, foi executada durante a comemoração dos 65 anos da Vitória em 2010 na República de Belarus, precisamente, nas ruínas da da Fortaleza Heróica de Brest, transformada em grande monumento histórico da qual um soldado se levanta da terra pra resistir, mas não se entregar. A orquestra contou com a direção de Anton Lubchenko e a o solo da renomada pianista Regina Chernichko, laureada em vários eventos de música internacionais. Ela executa um dos momentos decisivos deste trecho da opus, em piano.
1- Stahanovista: nome de um ativista do stahanovismo, movimento sovético dos anos 30 que pregava a máxima eficiência no trabalho sob o espírito da emulação(competição) socialista. Esse movimento implicou num aumento da produção soviética em 41% no Primeiro Plano Quinquenal, durante o Segundo Plano Quinquenal, em 82%. Diferentemente dos países capitalistas, onde o operariado obtem lucros irrisórios ante sua produtividade, os operários soviéticos eram muito bem recompensados materialmente por suas façanhas heróicas e considerados heróis nacionais, além de desfrutarem de outros serviços sociais gratuitos e disponíveis à toda a população. 2- Herói do Trabalho Socialista: diferentemente dos países capitalistas, no socialismo um herói não é apenas um militar, mas também o operário que ajuda a construir a economia de seu país. Embora na URSS fosse possível encontrar monumentos aos líderes da Revolução de Outubro, o maior monumento era dedicado a um operário e uma camponesa.
sábado, maio 07, 2011
CULTURA
Avante no tempo
Por Cristiano Alves
Avante no tempo(Vremya vperyod) é uma composição de Georgiy Vassilyevitch Sviridov(1915-98), famoso compositor soviético, aluno de Shostakovich, vencedor de diversos prêmios e medalhas na URSS, dentre as quais o título e a medalha de Herói do Trabalho Socialista, 4 Ordens de Lenin, Prêmio Stalin, Prêmio Lenin, 2 Prêmios Estatais, além do prêmio de Artista Popular da URSS, Artista Popular da RSFSR e Cidadão Honorífico de Moscou.
Sviridov dedicou sua vida à criação da música socialista, para o proletariado soviético, música que o inspirou em suas lutas diárias no trabalho, na vida, na paz e na guerra. Ao lado das canções do grande compositor Pyotr Tchaykovsky, as composições de Sviridov não sempre tocadas no Dia da Vitória, 9 de maio, na Rússia(8 de maio no ocidente, em razão do fuso horário), especialmente durante o momento do salvo de fogos. Este grande compositor socialista deixou a todos uma preciosa jóia da música, a suite "Vremya vperyod", "Avante no tempo". Para os conhecedores da música clássica, Sviridov foi o último grande compositor, estando no mesmo panteão de nomes como Tchaykovsky, Prokofiev, Shostakovich, Mussorgsky e Rimsky-Korsakov.
terça-feira, maio 03, 2011
ATUALIDADES
A varsoviense
Por Cristiano Alves
A varsoviense é uma canção cujo texto foi escrito por Wacław Święcicki, preso por atividades socialistas na Polônia, então território do extinto Império Russo, por volta de 1879. Foi numa demonstração do Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 1905, que a Varsoviense recebeu esse nome, tornando-se um hino de luta da classe operária mundial, sendo bastante popular de Vladivostok a Madri, onde recebeu uma versão em espanhol, que preservava apenas a melodia, sendo bastante tocada nos dias da República Espanhola, nos anos da Revolução nos anos 30.
Embora os poloneses tenham criado a famosa canção revolucionária, foram os soviéticos quem a popularizaram, dando-lhe uma versão instrumental que até hoje é a mais conhecida. Essa música ganhou ainda maior importância com a libertação da Polônia pelas tropas do Exército Vermelho, durante a II Guerra Mundial, o que recriou um Estado polonês, entidade suprimida pelos nazistas. Com o advento do 1º de maio, comemorado nesta semana, vale lembrar a famosa canção comunista:
A varsoviense
Tradução do russo para o português de Cristiano Alves
Furações inimigos voam sobre nossas cabeças Forças das trevas nos oprimem
Na batalha para a qual somos destinados
Destinos desconhecidos nos esperam.
Mas levantaremos com orgulho e firmeza
A bandeira da luta dos trabalhadores
A bandeira da grande batalha dos povos
Por um mundo melhor e a sacra liberdade.
Refrão:
Para a luta sangrenta
Sagrada e justa
Marche, marche adiante
Povo trabalhador.
Trabalhadores hoje morrem de fome
Irmãos, deveremos silenciar?
Pode a visão da forca
Amedrontar os olhos dos nossos irmãos em armas?
Na grande batalha, não deixem morrer sem deixar rastros
Aqueles que lutam com honra por uma idéia
Seus nomes em nossas canções de batalha
Deverão se tornar sagrados para milhões de pessoas.
Refrão
Nós desprezamos a coroa de tiranos
Nós condenamos as correntes que martirizam o povo
O sangue do povo cobre os tronos
Com seu próprio sangue avermelharemos o inimigo!
Morte feroz a todos os inimigos!
A todos os parasitas da massa trabalhadora!
Vingança e morte aos tzares-plutocratas!
A hora solene da nossa vitória está próxima.
Refrão
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Варшавянка
Вихри враждебные веют над нами,
Темные силы нас злобно гнетут.
В бой роковой мы вступили с врагами,
Нас еще судьбы безвестные ждут.
Но мы подымем гордо и смело
Знамя борьбы за рабочее дело,
Знамя великой борьбы всех народов
За лучший мир, за святую свободу.
На бой кровавый,
святой и правый
Марш, марш вперед,
рабочий народ.
Мрёт в наши дни с голодухи рабочий,
Станем ли, братья, мы дольше молчать?
Наших сподвижников юные очи
Может ли вид эшафота пугать?
В битве великой не сгинут бесследно
Павшие с честью во имя идей.
Их имена с нашей песней победной
Станут священны мильонам людей.
На бой кровавый,
святой и правый
Марш, марш вперед,
рабочий народ.
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Original em polonês(polska)
Smialo podniesmy sztandar nasz w gore,
Choc burza wrogich zywiolow wyje,
Choc nas dzis gnebia sily ponure,
chociaz niepewne jutro niczyje.
O, bo to sztandar calej ludzkosci,
To haslo swiete, piesn zmartwychwstania,
To tryumf pracy, sprawiedliwosci,
To zorza wszystkich ludow zbratania!
ПРИПЕВ (x2):
Naprzod Warszawo!
na walke krwawa,
Swieta a prawa!
Marsz, marsz, Warszawo!
II.
Dzis, gdy roboczy lud ginie z glodu,
Zbrodnia w rozkoszy tonac jak w blocie,
I hanba temu, kto z nas za mlodu,
Leka sie stanac choc na szafocie!
O, nie bez sladu kazdy z tych skona,
Co zycie sprawie oddaja w darze,
Bo nasz zwycieski spiew ich imiona
Milionom ludzi ku czci przekaze!
III.
Hurra! Zerwijmy z carow korony,
Gdy ludy dotad chodza w cierniowej,
I w krwi zatopmy nadgnile trony,
Spurpurowiale we krwi ludowej!
Ha! Zemsta straszna dzisiejszym katom,
Co wysysaja zycie z milionow.
Ha! Zemsta carom i plutokratom,
A przyjdzie zniwo przyszlosci plonow!
INTERNET
Site reconta a história da Grande Guerra Patriótica
Por Vladimir Tavares
O sítio virtual Pobediteli.ru (pobeditel significa "vencedor", em russo) foi lançado para recontar a história da Grande Guerra Patriótica, a página mais densa da história da Segunda Guerra Mundial. Iniciativa cívica de Yekatyerina Solntseva, Yelyena Kolmanovskaya, Jan Chernyak e Jane Zavalashina, além de parcerias com diversas empresas, o site apresenta a Grande Guerra Patriótica numa sequência cronológica, em flash, onde o espectador fica sabendo dos principais fatos e tem acesso a vídeos, fotos, discursos históricos e relatos de veteranos que foram entrevistados pelos idealizadores do site.
O sítio pobeditel.ru é recomendado a todos aqueles que buscam informações sobre a Grande Guerra Patriótica e o seu significado, a todos os que defendem valores democráticos e libertários, num mundo onde o imperialismo tem ganho força cada vez mais.
O mensalão da Casa Branca: Americanos receberam milhões para manter o embargo em Cuba
Pelo jornal "Estadão"
MADRI - Quase 400 legisladores e candidatos americanos receberam, desde 20040 cerca de US$ 11 milhões de "mecenas" partidários pela manutenção do embargo e qualquer medida restritiva contra Cuba, segundo aponta um informe da organização independente Public Campaign. De acordo com o jornal espanhol El País, entre os congressistas que receberam dinheiro está o ex-candidato à Presidência dos EUA John McCain.
O grupo, que defende o financiamento público de campanhas, afirma que três congressistas republicanos da Flórida, profundos defensores de uma política mais dura contra o regime cubano, encabeçam a lista. A organização diz ainda que é significativo o número de doações para democratas, especialmente depois que o partido conquistou o controle das Câmaras, em 2006.
Entre os membros da bancada cubano-americana no Congresso, o deputado Lincoln Diaz-Balart, segundo a organização, recebeu US$ 366.964; seu irmão, Mario, US$ 364.176, e Ileana Ross-Lehtinen, US$ 240.050. O senador McCain teria recebido US$ 183.415. O senador democrata de origem cubana Bob Menendez ganhou US$ 165.800. Curiosamente, os maiores beneficiários da lista, exceto o senador independente Joseph Lieberman, são democratas, entre eles quatro representantes da Flórida.
Segundo o jornal, o comitê de ação política do grupo US-Cuba Democracy, fundado em 2003, é o canalizador do dinheiro repassado. Seu diretor, Mauricio Claver-Carone, defende o direito constitucional e democrático de apoiar legisladores com afinidades em comum, assim como fazem os sindicatos, a Câmara de Comércio e o Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel, por exemplo. O informe da Public Campaign mostra que ao menos 18 legisladores mudaram de opinião sobre Cuba após receber as doações.
David Donnelly, diretor da Public Campaign, afirmou ao El País que o sistema de doações é uma "armadilha". "São boas pessoas presas em um sistema. Se os legisladores têm que dedicar muito tempo para arrecadar dinheiro (para campanha), não haverá remédio senão ouvir aqueles que fazem doações. Porém, a realidade é que parece existir uma clara diferença entre o que as pessoas querem e o que alguns políticos defendem no Congresso."
O matador de Oba... ops, Osama!
Agradecimentos a Fábio Il-Sung
quinta-feira, abril 28, 2011
VÍDEO
Os verdadeiros super-heróis
O que lhe vem a cabeça quando se fala em "super-heróis"? Uma pesquisa feita na Rússia traz informações muito interessantes para se pensar a respeito, com traduções de A Página Vermelha:
HISTÓRIA
A glória de Maria Oktyabrskaya
Por Cristiano Alves
Na cultura popular surgiu a história do Batman, isto é, o "homem-morcego", que junto com super-heróis como o Super-Homem combate o crime. Batman seria apenas mais um super-herói da "Liga da Justiça", não fosse um quesito especial, ele não possui "super-poderes", embora o herói mítico possua um super-poder que, ao contrário dos demais heróis, existe na vida real, o capital. Bilionário, Batman usa seus recursos econômicos para combater o crime, tendo para isso construído um automóvel com os melhores armamentos, o Batmóvel. O que poucos sabem, entretanto, é que na realidade existiu um herói com esse perfil na vida real, ou, para ser exato, uma heroína com esse perfil, Maria Vassilyevna Oktyabrskaya.
Maria Garagulya nasceu no Império Russo em 1902, na vila de Kiyat, hoje localizada na Ucrânia. Ucraniana, Maria viveu em Sevastopol, em Djankoy e depois em Simferopol, tendo um irmão e uma irmã. Em meados dos anos 30, a família de Maria foi desculaquizada, sendo transferida para os Montes Urais, a fronteira que separa a Rússia européia da Rússia asiática. Tendo já concluído seus estudos, Maria arranjou trabalho como telefonista nos Urais, onde conheceu o seu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodotovich Oktyabrsk, cujo sobrenome significa "de Outubro", tornando-se assim "Maria Oktyabrskaya". Junto com seu marido, foi transferida para Kishnyov(Chisinau), na República Socialista Soviética da Moldávia, país integrante da União Soviética, em razão da profissão militar deste. Estando perto da fronteira com a Alemanha, uma vez que já então não existia mais a Polônia, o marido de Maria foi uma das primeiras vítimas do nazismo na Operação Barba-ruiva. Um telegrama avisou-lhe que seu marido "morrera corajosamente numa batalha travada na Ucrânia", em razão disso ela e seus parentes restantes foram evacuados para Tomsk, onde trabalhou numa fábrica.
A morte de seu marido fora um grande choque para a telefonista soviética, que então resolveu alistar-se no Exército Vermelho para combater os fascistas. A tentativa de Maria, entretanto, fora infrutífera, ela foi dispensada por causa da idade, pois já tinha mais de 40. Mas Maria não se deu por vencida, ela arriscou um empreendimento inusitado. Passou a trabalhar arduamente, dia e noite, para arrecadar o máximo que pudesse em termos monetários, uma vez que no socialismo funcionava o princípio "a cada um segundo seu trabalho". Após adquirir uma soma considerável, Maria vendeu todos os bens de sua casa, tudo o que pôde, talheres de prata, mesa, cadeiras, anéis, tapetes, tudo foi vendido pela agora operária soviética, arrecadando cerca de 50 mil rublos com todas as vendas e o dinheiro obtido por seu trabalho, quando então resolveu depositar esse valor no banco nacional soviético e escrever uma carta para o então comandante supremo das Forças Armadas da União Soviética, o revolucionário e comandante veterano Iósif Stalin:
Moscou, Kremlin. Endereçado ao Comitê Estatal de defesa. Ao Comandante Supremo:
3 de março de 1946
Prezado Iósif Vissaryonovitch! Em combates pela pátria tombou o meu marido, o comissário-coronel Ilya Fyodovitch Oktyabrsk. Em razão de sua morte, da morte de soviéticos, torturados pelos bárbaros fascistas, quero combater os cães fascistas, e para isso depositei no banco estatal tudo o que tinha para a construção de um tanque, 50 mil rublos. Peço que o tanque se chame "Amiga combatente" e me carregue para o front na condição de condutora deste tanque. Eu tenho especialidades como chofer, posso operar uma metralhadora muito bem, me apresento aos atiradores de Voroshilov. Envio-te uma saudação calorosa e desejo dar longos, longos anos de medo ao inimigo e pela glória de nossa pátria.
Maria Vassilyevna Otkyabrskaya, Tomsk, Berlinskogo, 31
Stalin assim respondeu:
Agradeço-te, Maria Vassilyevna, pela sua preocupação com as forças blindadas do Exército Vermelho. Seus desejos serão realizados. Receba os meus cumprimentos.
Assim, em 3 de maio de 1943, Maria começou o curso de formação de tanquistas, tornando-se sua condutora. Já em outubro de 1943, a Maria "de Outubro" recebeu seu batismo de fogo na Frente Ocidental, como Sargento da Guarda mecânica e condutora do tanque T-34 chamado Boyevaya Podruga, isto é, "Amiga Combatente", comandado por um tenente e tendo ainda um radialista e atirador de torre, totalizando em 4 a tripulação da Amiga Combatente. Sendo parte de uma unidade da "Guarda", título que promovia as unidades que melhor se destacavam em combate, por isso recebendo os melhores equipamentos, a Amiga Combatente registrou vários sucessos no front, chegando até Berlim. Esse avanço, entretanto, não se concretizaria em razão de um fato trágico ocorrido em janeiro de 1944. Em razão da Amiga combatente ter tido uma engrenagem de sua lagarta esquerda seriamente atingida por um prójétil inimigo, Maria Otkyabrskaya tentou, sob fogo inimigo, consertar o dano, o que não fo possível em razão da detonação de uma mina nas proximidades, cujos estilhaços lhe causaram ferimentos letais em seu olho. Levada imediatamente para o hospital militar, Maria passara por uma cirurgia, sendo depois tranferida para outro hospital, onde recebeu a Ordem da Guerra Patriótica de Primeira Classe. Após resistir por várias semanas, no mês de março a galhardia e dedicação de Maria Otkyabrskaya, exemplo para seus compatriotas e todas as nações amantes da paz e da liberdade, torna-se ia uma feito lendário e sua executora, apenas história, sendo enterrada com grandes honras militares e postumamente condecorada com 2 Ordens de Lenin e a maior condecoração militar do país, a medalha da Estrela Dourada de Herói da União Soviética, por decreto do Presidium do Soviete Supremo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Embora sua criadora tenha passado para a eternidade, a Amiga Combatente continuou em ação, era mais do que um mero carro de combate, mas um carro de combate com toda uma história de triunfos, antes mesmo deste ver ação no plano militar. A Amiga Combatente alcançou Könnisberg, atual Kaliningrado, sendo depois disso destruída. Apesar disso, outra "Amiga Combatente" foi construída, em homenagem à sua "mamãe, como chamavam à Mariya Otkyabrskaya. A segunda amiga participou da libertação de Minsk, a terceira conheceru vários combates até que a quarta Amiga Combatente encerrasse seus combates perto de Könnisberg.
O exemplo de Mariya Oktyabrskaya foi marcante na história militar. Muitos soviéticos fizeram doações para a construção de veículos para defender o seu país, inclusive um homem da Ásia Central que vendeu tudo que tinha para comprar um caça para a Força Aérea Soviética. Poucos, entretanto, foram aqueles que solicitaram pilotar e combater no veículo que eles mesmo compraram. Nos primeiros dias de maio de 1945, tanques T-34 entraram em Berlim, pondo fim à loucura fascista que tomava conta do país cujo líder covardemente se suicidara, para escapar ao julgamente de seu povo.
Em documentário recente, o ainda vivo Marechal de Corpos Blindados Olyeg Losik descreveu os feitos de Mariya Oktyabrskaya, junto com a coronel Lyudmila Kalinina.
A Ordem da Guerra Patriótica de I Classe, atribuída aos combatentes responsáveis por determinadas façanhas.
quarta-feira, abril 27, 2011
Opinião
Por que quase nenhuma comemoração para uma vitória genuína do brasileiro?
Pelo autor de A Página Vermelha
Há quase 66 anos atrás o povo e os soldados do Exército Brasileiro alcançaram uma de suas maiores vitórias, o triunfo sobre o fascismo italiano. O povo apoiou e aplaudiu aqueles que, partindo sem armamentos, em geral carregando apenas a sua ração de campanha, mochila e muita coragem para enfrentar um inimigo com armamentos nunca vistos em vida, nem mesmo em filmes, uma vez que filmes de guerra não eram comuns nos anos 30-40 nos cinemas quase inexistentes do Brasil. O povo brasileiro, entretanto, e principalmente os comunistas, a sua vanguarda, defenderam de forma ortodoxa a participação brasileira ao lado dos Aliados, apesar da oposição de certos grupos conservadores, favoráveis à participação do Brasil ao lado da Alemanha Nazista, então a menina dos olhos da burguesia mundial.
Nos anos 40 foi composta a Força Expedicionária Brasileira, formada por homens que vinham "do morro, do engenho, das selvas, dos cafezais, da boa terra do côco", conforme reza a famosa Canção do Expedicionário, talvez a mais apropriada para ser o verdadeiro hino do Brasil, filha da luta antifascista. Sua participação da guerra se deu através de sua incorporação pelo Exército Americano, que então lutava contra os nazistas ao lado dos comunistas, da URSS. Lá a FEB conheceu dias difíceis, a começar pelos seus confrontos com os submarinos da Marinha Alemã, que frequentemente torpedeavam navios de transporte brasileiros, matando vários soldados antes mesmo destes chegarem aos seus destinos. Já na Itália, estes militares tiveram ainda que aprender a usar armas então quase inexistentes no Exército Brasileiro, as armas automáticas, sem falar no frio que a infantaria enfrentou em território europeu. Os resultados militares, entretanto, pesaram a favor do Brasil, com um saldo maior de vitórias do que derrotas contra os fascistas italianos e alemães, que então haviam assumido o controle da Itália.
Terminada a guerra, houveram os momentos de glória para o Exército Brasileiro, em grande parte formado por pessoas simples, essa glória, entretanto, durou bem pouco para os seus soldados, que, diferente do que ocorreu no socialismo, onde estes tornaram-se em sua grande maioria heróis nacionais, lendas vivas, com um padrão de vida confortável, no Brasil os soldados foram passados para a reserva, assumindo algumas funções no serviço público, em alguns casos, mas em sua grande parte sendo simplesmente esquecidos, tendo que trabalhar como "guarda-carros"(os precussores do "flanelinha" que hoje vemos nas ruas), indo morar em favelas ou habitações precárias, não condizentes com a sua condição de heróis nacionais. Poucos monumentos foram erguidos em sua homenagem, a maioria nem é tão vistosa quanto os gigantescos outdoors que poluem visualmente as nossas ruas. Enfim, uma vitória quase esquecida, jamais retratada numa produção cinematográfica, quase ignorada, mas não por aqueles que entendem o significado dessa vitória.
Não esqueçamos o sacrifício daqueles que verdadeiramente lutaram pelo Brasil, por uma causa justa! Visite um monumento à vitória brasileira na IIGM, se possível, leve junto uma Fita da Vitória, como esta ostentada no braço
terça-feira, abril 19, 2011
LIVROS
Stalin, um novo olhar Video de Cristiano Alves sobre a obra de Ludo Martens
sexta-feira, abril 15, 2011
História
The truth on Holodomor(eng)
The truth about what is called "Holodomor", a historic farse built uppon photos from famine in 1921 in Russia, not Ukraine. This documentary brings primary sources and enlights the historical facts distorced by the government of Kuchma and Yuschenko, which ruined Ukraine, formerly one of the 10 more advanced countries of Europe and now one of the 10 less developed country of Europe, according to UN Human Development Index.
MUNDO
Lukashenko refuta las acusaciones de Euronews(esp-rus)
El presidente de la República de Belarus, Aleksander Lukashenko, refutó muchas acusaciónes hechas contra su govierno por la rede de TV Euronews, con serenidad y seriedad.
La República de Belarus no és un país socialista, pero ella conserva muchos aspectos de la era soviética, razón por la cual su pueblo no vive en miséria ni enfrentó una crise como la Rusia en los años 90.
Видео на русском языке(здесь Лукашенко отказает льжи про Беларусы)