MUNDO
Lecciones de derechos humanos para Cuba(esp)
Video informativo, en español, describe la realidad sobre los derechos humanos en Cuba. Factos muy interesantes con videos, con extratos de diferentes organos de prensa.
Parte 1 - Una policía democrática
Parte 2 - Seguir el ejemplo de la Unión Europea
Parte 3 - Desterrar la tortura
Parte 4 - El método del Partido Popular
sexta-feira, abril 15, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
HISTÓRIA
O mito do GULAG e seu comparativo com tiranias capitalistas
Por Vladimir Tavares
É muito comum encontrar em livros pretensamente de história ou mesmo debates em fóruns de discussão o termo "GULAG", geralmente usado de forma errada, inclusive, em frases como "a URSS tinha gulags", "você já ouviu falar do gulag?", "eu sei o que eram os gulags". Quem nunca ouviu falar desse ou daquele indivíduo que "abandonou o socialismo após saber da existência dos Gulags"? Geralmente a abreviação é usada como forma de propaganda anticomunista em livros sobre a guerra fria, por irresponsáveis sem qualquer estudo a respeito do assunto ou ainda em boatos que estão a anos-luz de qualquer estudo sério a respeito do assunto, algo que este texto se propõe a fazer.
Karl Heinrich Marx, expressão máxima do socialismo científico, ensinava que "as idéias predominantes de uma época são as idéias da classe dominante", neste diapasão, a burguesia internacional gasta milhões em propaganda anticomunista. Comparar a guerra ideológica travada entre a burguesia e os trabalhadores é como comparar um dois indivíduos que vão para uma luta de boxe. É claro que aquele que tem mais dinheiro poderá pagar pelo melhor técnico, comprar os melhores alimentos, suplementos que lhe darão energia de primeira categoria, as melhores luvas, o melhor protetor bucal, os melhores médicos, caso tenha uma lesão, e ainda poderá comprar o júri da luta. O boxeador pobre, entretanto, terá que rezar que para achar um bom técnico disposto a ajudá-lo, talvez não poderá comprar os melhores alimentos, faltando-lhe uma dieta apropriada, não poderá comprar os caros suplementos, terá que contar com médicos da rede pública de saúde e terá de ser bom o suficiente para que o júri se convença. Esta analogia é necessária, para que o leitor possa compreender a potestade que é a imprensa da burguesia, que através de suas editoras monopolistas publica quase que exclusivamente livros de propaganda anticomunista, cujas livrarias apresentarão apenas uma versão da história. Sabe-se, entretanto, que na história não faltam exemplos de exércitos armados apenas com foices e martelos, de camponeses protegidos apenas por trapos e no máximo armaduras de couro, que derrotaram cavaleiros protegidos por armaduras de aço, como ocorreu em Portugal. Sabe-se que os camponeses da República de Novgorod, da velha Rússia, conseguiram derrotar a mais poderosa ordem de cavaleiros da Idade Média na Europa, os cavaleiros teutônicos, e que na Alemanha o povo trabalhador, sob a liderança do cavaleiro Geyer Florian, derrotou a nobreza germânica. Essa é a dimensão e natureza da luta contra a ideologia da burguesia, uma luta contra a elite reacionária que visa trazer apenas a subjulgação da classe operária e de todos aqueles que defendem uma sociedade justa.
Dada a compreensão desta luta, deve-se primeiramente sublinhar que diferente do senso comum, o GULAG significa "Glavnoye Upravlyenye LaGyera", isto é, "Administração Geral dos Campos". Falar em "gulags" é o mesmo que falar em "Sistemas Penitenciários" no Brasil, por exemplo, é um termo impreciso, incoerente, que nitidamente revela o desconhecimento do interlocutor a respeito do assunto e sua completa falta de epistemologia e de preparo para debates, ao qual é recomendado apenas o silêncio. A Administração Geral dos Campos era o órgão que administrava os diversos campos de trabalho na URSS, que seguia o princípio penal de que o preso deve dedicar-se à atividade produtiva como forma de sua recuperação. Este sistema, presente em monarquias e repúblicas, em sistemas autoritários e libertários, são uma constante em praticamente todos os sistemas penais dos países civilizados. Segundo Júlio Frabbrini Mirabete, eminente jurista brasileiro, ex-procurador de justiça do Estado de São Paulo e membro da Academia Paulista de Direito, e Rodrigo de Abreu Fudoli, autor de "Da remissão da pena privativa de liberdade", o sistema penitenciário passou por uma considerável evolução ao longo da história. A princípio, a pena privativa de liberdade partia do princípio de vingança e castigo, era comum, na Roma antiga, que os condenados recebessem como pena o trabalho nas galés, grandes barcos com remos operados por presos, depois, na época do Iluminismo, foi questionada a idéia do castigo físico, tendo ganho força a idéia de "trabalhos forçados", da "escravidão" meramente como elemento de penalização, numa época em que na Europa o capitalismo já estava em vigor. Entre os séculos XVI e XIX desenvolveu-se a idéia do trabalho pedagógico, moralizante e disciplinador do infrator da lei. Ao contrário do senso comum de que "o trabalho reeduca" é um lema nazista, este é na realidade um lema do sistema penal, seja ele de um país de orientação socialista, nazista, liberal, conservador...
Autores como Wilhelm Reich, em "A revolução sexual", mencionam que na Rússia socialista e mais tarde na URSS, era comum que o trabalho dos presos tivesse um caráter moralizante, disciplinador, onde os presos trabalhavam na confecção de objetos como calçados, o que lhes permitia se reinserirem na sociedade após o cumprimento de suas penas. Enquanto nos anos 20 e 30 predominava esse princípio na União Soviética, países como os Estados Unidos aplicavam penas de trabalhos forçados, nos quais o prisioneiro trabalhava exaustivamente com bolas de ferro em seus pés, cena inexistente no país dos sovietes. Segundo o autor sueco Mário Sousa, autor do brilhante trabalho denominado "Myten om miljontals fångna och döda i Stalins Sovjetunionen"(O mito dos milhões de presos e mortos na União Soviética de Stalin), "para os campos de trabalho Gulag iam os criminosos de crimes graves (homicidio, roubo, violação, crimes económicos, etc.) e uma grande parte dos condenados por actividades contrarevolucionárias. Outros criminosos com pena superior a três anos podiam também ser postos em campos de trabalho. Depois de um tempo num campo de trabalho o preso podia ser mudado para uma colónia de trabalho ou uma zona especial aberta. Os campos de trabalho eram zonas muito grandes onde os condenados viviam e trabalhavam debaixo de um grande controlo. Trabalhar e não ser um peso para a sociedade era coisa evidente, nenhuma pessoa saudavel passava sem trabalhar"(escrito português de Portugal conforme a velha regra)[1]. Ainda, o autor fala sobre as colônias de trabalho, que eram 425, onde havia um regime com menor controle, mais livre, para onde iam geralmente infratores de crimes menores e crimes políticos, trabalhando em fábricas ou mesmo colônias agrícolas, esses presos eram remunerados. No Brasil, existe um sistema similar ao este, ele se chama "Colônia penal", sendo a maioria agrícola e algumas de natureza industrial, fabricando, por exemplo, bolas de futebol, exercendo atividades que venham a possibilitar a reinserção do indivíduo na sociedade.
É certo que nenhum sistema penitenciário é um sanatório, casa de dencanso ou spa, de maneira que no sistema soviético, assim como em outros, havia irregularidades, nenhuma delas, ordenada por Stalin ou qualquer órgão diretivo do Estado Soviético. Estes casos de abuso contra prisioneiros ocorreram em sua maioria durante os anos II Guerra Mundial, quando nem a população podia vier tranquilamente sob a ameaça dos fascistas invasores, sofrendo com o racionamento de comida e uma série de privações, como não poderia deixar de ser, essas privações também ocorriam nos campos de trabalho. Muitos dos guardas que cometiam esses abusos eram pessoas que perderam sua família ante os nazistas ou seus colaboradores, pessoas que perderam suas casas, filhos, entes queridos ou simplesmente viram milhares de seus camaradas serem queimados vivos ou enforcados pelos defensores das idéias de Hitler, com quem encontravam-se frente a frente no Gulag nos anos depois da guerra. Diante do fato de que essa guerra alterou a vida de todo o país, vitimando mais de 20 milhões de soviéticos, é compreensível que muitos guardas do NKVD viessem a oferecer um tratamento gentil e cortez para criminosos nazistas. Apesar do quê, havia casos excepcionais em que o próprio Stalin chegou a pedir clemência para com os presos do Wehrmacht, o que contradiz a idéia do "Stalin cruel". Segue-se, entretanto um exemplo de ordem cruel:
"O Presidente Bush clama ao Congresso que permita que a CIA continue usando procedimentos de interrogatório "alternativos" - o qe inclui, de acordo com registros publicados, forçar os prisioneiros a ficar em pé por 40 horas, privando-os do sono e o uso da "cela fria", na qual o prisioneiro é deixado nu em uma cela mantida próxima de 50 graus negativos e molhado com água fria"[2]
O sistema carcerário soviético alcançou o número máximo de 2,5 milhões(aproximadamente) de presos em 1953, após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos nazistas foram incarcerados e aumentou a incidência de criminalidade em razão das condições materiais do país após a guerra, tratava-se de um país em tempos difíceis, que teve grande parte de sua infraestrutura destruída e sua qualidade de vida alterada pela guerra, algo que jamais aconteceu, por exemplo, em países como os Estados Unidos, que desde o início do século XIX, isto é, há quase 200 anos, não conhece uma guerra em seu território. Este país, que gasta milhões por ano em guerras imperialistas e propaganda anticomunista, tem mais de 2 milhões de miseráveis e tem a maior população carcerária do mundo, tendo alcançado o número de 7 milhões de presos em 2007[3], o que é quase a população da cidade do Rio de Janeiro. Este número chegou a ser confirmado no site The Conservative Voice (A voz conservadora), em link[4] que atualmente está fora do ar. Um fato interessante sobre o sistema penitenciário soviético é que nem mesmo por parte dos anticomunistas mais extremistas há relatos de abuso sexual de presos por outros presos ou mesmo por parte de policiais, como acontece no Brasil e nos Estados Unidos. No primeiro, por exemplo, durante o período fascista que vigorou de 1964 a 1985, é possível encontrar casos de prisioneiros que sofriam técnicas de tortura deploráveis, mulheres que tinham insetos introduzidos no canal da vagina, que eram deixadas nuas e sem tomar banho por semanas, homens que tinham a sua masculinidade humilhada, com a introdução de objetos fálicos em seu ânus e mesmo sendo estuprados pelos mesmos torturadores que usavam termos homofóbicos contra comunistas. Embora no sistema penitenciário soviético houvessem casos de presos que sofriam tratamento duro das autoridades do NKVD como socos na barriga, nada se compara ao tratamento que os presos políticos do Brasil sofriam na época da ditadura latifundiário militar, tais como estupros, choques elétricos, mutilação, sodomia e outros tipos de abuso sexuais e físicos. Diferente do que ocorreu no Brasil, desconhece-se casos de dissidentes soviéticos que tenham saído paraplégicos do Gulag.
Disparates segundo o qual "a ditadura militar brasileira foi mais branda do que a ditadura comunista-terrorista" não passam de clichês vazios e desprovidos de qualquer objetividade, ignorando que em muitos casos eram regimes revolucionários que em razão de situação extraordinária adotaram o Estado de Exceção, uma vez que viviam uma ameaça real, a Rússia, por exemplo, foi invadida por 14 países só entre 1918-21, a URSS, em 1945, foi invadida por dezenas de países vassalos da Alemanha nazista, mais ela própria, por mais de 2 milhões de homens só no primeiro dia da invasão, tendo perdido 20 milhões ante a histeria anticomunista alemã; isso tudo sem contar os casos de terrorismo nos anos 20 e 30 promovidos com o intuito de desestabilizar o sistema socialista, na URSS e fora dela, contra suas representações diplomáticas. A ditadura latifundiário-militar fascista não conheceu invasores externos, quando muito guerrilheiros treinados em Cuba, China e Tchecoeslováquia contra tiranos formados por escolas de tortura nos Estados Unidos e alguns até mesmo na antiga Alemanha nazista. Não é segredo para ninguém que enquanto o governo perseguia implacavelmente os comunistas, patrocinava grupos neonazistas como o CCC e tinha nazistas convictos no poder como Fillinto Müller, além de ter homiziado fugitivos do Tribunal de Nuremberg como o Dr. Josef Mengele, que conviveu tranquilamente no Brasil até sua morte, um nazista protegido por fascistas, por farsantes pseudo-nacionalistas.
Um dos pontos curiosos ao se falar do GULAG, é que ele é atacado pelos mesmos indivíduos que defendem que "bandido bom é bandido morto". Alguns círculos direitistas, celebrando o massacre do Carandiru, condenam a repressão comunista a uma revolta carcerária ocorrida na Ásia Central, quando os nazistas detentos da OUN-UPA[5] tomaram um campo de trabalho e montaram um governo rebelde no Cazaquistão, revolta essa descrita e aplaudida no livro de Solzhenytsin, que é na Rússia apelidado de So-lzhi-nytsin(lzhi signifiga "mentiras", em russo). O autor, que esteve no GULAG e saiu de lá em perfeitas condições de saúde, não faz nem esforço para em seu livro ocultar a sua admiração pelo nazismo, criticando Hitler apenas por não ter usado devidamente o potencal do movimento colaboracionaista. Este pseudo-humanista, venerado pela extrema-direita, chega ao extremo de defender estupradores, fazendo apologia a dois soldados que haviam sido presos por estuprar uma civil alemã.
De fato, as críticas ao sistema do Gulag são desprovidas de epistemologia e carecem de objetividade. Mesmo números como os 10, 20, 70, 100 ou 300 milhões, não podem ser corroborados por dados, uma vez que os dados oficiais apontam o número de 2.369.222 pessoas presas e 642.980 executados, durante o período de 1921 a 1954, sto é, num período total de 33 anos, apresentando um número menor do que os Estados Unidos da América(que só em 2007 tinha mais de 7 milhões de encarceirados, sendo o campeão mundial de detentos), e mesmo a República Federativa do Brasil, que anualmente tem mais de 250 mil presos. As execuções dizem respeito a crimes contra-revolucionários, uma vez que, conforme já descrito, a Rússia e a URSS enfrentaram uma ameaça real, concreta e objetiva que justificaram a aplicação do Estado de Exceção, uma guerra civil, a invasão por 14 países neste intercurso, sabotagem, revoltas, terrorismo e a II Guerra Mundia. Houve momentos em que houveram abusos de autoridade, como durante a era em que Genrih Yagoda dirigiu a OGPU, facilitando a infiltração de agentes nazistas, e Nikolay Yejov, que mais tarde foi executado pelos seus abusos, algo que jamais aconteceu a qualquer torturador da ditadura fascista brasileira ou da ditadura americana.
[1] SOUSA, Mario. Mentiras sobre a história da União Soviética. Em http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html Acesso em 12/04/2011, às 22:00
[2] MALINOWSKI, Tom. What cruelty is. Artigo do jornal The Washington Post. Em http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/09/17/AR2006091700516.html Acesso em 12/04/2011, às 22:03
[3] Study: 7.3 millions of in U.S. prison system in '07 - CNN. Em http://articles.cnn.com/2009-03-02/justice/record.prison.population_1_prison-system-prison-population-corrections?_s=PM:CRIME Acesso em 10/04/2011 às 14:54
[4] http://articles.cnn.com/2009-03-02/justice/record.prison.population_1_prison-system-prison-population-corrections?_s=PM:CRIME
[5] OUN-UPA: Organização dos Ucranianos Nacionalistas-Exército Insurrecional Ucraniano, grupo terrorista organizado e dirigido por Stepan Bandera, que recebeu guarida na Alemanha Ocidental após a II Guerra Mundial. Era conhecida por suas atrocidades contra populações ucranianas, bielorrussas, tchecas e polonesas, países que reconhecem essa organização como criminosa de guerra. Empregada pelos nazistas para combater os partizans comunistas, eles aterrorizavam vilas e matavam as famílias de guerrilheiros anti-nazistas ou simplesmente de pessoas que não queriam aderir à sua organização. O Exército Americano tem registros de sua colaboração com os alemães, embora seus apologistas insistam em dizer que lutaram "contra Hitler e contra Stalin".
MUNDO
KGB bielorrusso informa detalhes sobre a explosão no metrô Otkyabrskaya
Por Cristiano Alves
KGB bielorrusso informa detalhes sobre a explosão no metrô Otkyabrskaya
Por Cristiano Alves
De acordo com informações oficiais do Comitê de Segurança do Estado da República de Belarus, a explosão no metrô de Minsk que matou 12 pessoas e feriu 149, segundo números oficiais, de acordo com peritos a explosão no metrõ Oktyabrskaya neste dia 11 de abril, em Minsk, foi causada por 5Kg de trinitrolueno(TNT) com projéteis perfurantes de 80x8mm e esferas metálicas de 15mm. Diante dos fatos, a Procuradoria Geral da República de Belarus irá enquadrá os responsáveis no crime de terrorismo, previsto na 3ª Parte, no artigo 289 do Código Penal bielorrusso.
Além de sua colaboração com órgãos legais do Estado de Direito bielorrusso, o KGB trabalhará também com o FSB, russo, que já enviou um grupo de peritos para o local.
Fontes: Órgão de imprensa do KGB Bielorrusso ( http://www.kgb.by/press/inform/204.html )
MUNDO
Atentado em Belarus mata 12 pessoas e fere mais de 100
Por Cristiano Alves
Neste dia 11 de abril, por volta das 18h, uma bomba explodiu na estação de metrô Oktyabrskaya(Outubrense) de Minsk, matando 12 e ferindo mais de 100 pessoas, 20 dessas em estado grave. É a primeira vez que um acontecimento dessa natureza acontece em Belarus depois da barbárie nazista nos anos 40. Há alguns anos atrás, uma bomba já havia sido detonada por grupos oposicionistas bielorrusos na capital, durante comemorações oficiais, porém, sem vítimas fatais.
Acredita-se que o atentado tenha sido cometido por grupos de oposição visando desestabilizar o governo. De acordo com o presidente Aleksander Lukashenko, que convocou ontém uma reunião extraordinária, não é descartável a hipótese de que tenha sido o atentado cometido por países estrangeiros, uma vez que a Bielorrússia atualmente auxilia a luta anti-imperialista de Muamar Kadaffi, na Líbia. O Comitê de Segurança do Estado(KGB) já anunciou hoje ter identificado um presumível autor, após a análise de câmeras de segurança. As autoridades bielorrussas encontram-se em estado de alerta máximo em portos, aeroportos, metrôs, estações de trem e estradas por todo o país. Cidadãos da lendária cidade de Brest, conhecida pela resistência heróica de sua fortaleza, assim como de outros lugares do país, num gesto de solidariedade, iniciaram doações de sangue e enviaram flores para os mortos e feridos. No atual momento, o KGB (Comitê de Segurança do Estado) conduz as investigações, tendo já detido alguns suspeitos.
O atentado em Minsk passou praticamente despercebido na imprensa ocidental, não tendo sido noticiado em sites como a BBC e os noticiários da grande mídia no Brasil, exceto a Rede TV. A Página Vermelha foi um dos primeiros jornais brasileiros a noticiar o ocorrido.
Fotos: Agência de notícias Belta ( http://www.belta.by/ru/photostory/s_1264.html )
Fontes: Agência de notícias Belta e TVI-24 Portugal.
Atentado em Belarus mata 12 pessoas e fere mais de 100
Por Cristiano Alves
Neste dia 11 de abril, por volta das 18h, uma bomba explodiu na estação de metrô Oktyabrskaya(Outubrense) de Minsk, matando 12 e ferindo mais de 100 pessoas, 20 dessas em estado grave. É a primeira vez que um acontecimento dessa natureza acontece em Belarus depois da barbárie nazista nos anos 40. Há alguns anos atrás, uma bomba já havia sido detonada por grupos oposicionistas bielorrusos na capital, durante comemorações oficiais, porém, sem vítimas fatais.
Acredita-se que o atentado tenha sido cometido por grupos de oposição visando desestabilizar o governo. De acordo com o presidente Aleksander Lukashenko, que convocou ontém uma reunião extraordinária, não é descartável a hipótese de que tenha sido o atentado cometido por países estrangeiros, uma vez que a Bielorrússia atualmente auxilia a luta anti-imperialista de Muamar Kadaffi, na Líbia. O Comitê de Segurança do Estado(KGB) já anunciou hoje ter identificado um presumível autor, após a análise de câmeras de segurança. As autoridades bielorrussas encontram-se em estado de alerta máximo em portos, aeroportos, metrôs, estações de trem e estradas por todo o país. Cidadãos da lendária cidade de Brest, conhecida pela resistência heróica de sua fortaleza, assim como de outros lugares do país, num gesto de solidariedade, iniciaram doações de sangue e enviaram flores para os mortos e feridos. No atual momento, o KGB (Comitê de Segurança do Estado) conduz as investigações, tendo já detido alguns suspeitos.
O atentado em Minsk passou praticamente despercebido na imprensa ocidental, não tendo sido noticiado em sites como a BBC e os noticiários da grande mídia no Brasil, exceto a Rede TV. A Página Vermelha foi um dos primeiros jornais brasileiros a noticiar o ocorrido.
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| Zona do atentado isolada, no metrô Oktyabrskaya |
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| O presidente Alexander Lukashenko visita os escombros do que restou da estação de metrô |
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| Vítima testemunha o ocorrido e é socorrida |
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| Vítima sendo atendida em hospital público bielorrusso |
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| Jovens bielorrusos buscam informação sobre feridos |
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| Oficial da Milícia recolhe depoimentos |
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| Alexander Lukashenko em sessão extraordinária com dirigentes políticos, militares e do KGB |
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| Oficial paraquedista de Brest doa sangue para as vítimas do atentado |
Fotos: Agência de notícias Belta ( http://www.belta.by/ru/photostory/s_1264.html )
Fontes: Agência de notícias Belta e TVI-24 Portugal.
50 anos do primeiro ser humano no espaço
Yuri Gagarin como criança, sargento, durante os anos 50, e piloto soviético, em fins dos anos 50, já como oficial
O primeiro homem no espaço foi um comunista!
Por Vladimir Tavares
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| O primeiro ser humano no espaço era comunista e soviético |
É muito comum ver, nos meios de comunicação, mentiras e boatos anticomunistas, argumentos cuja sujeira moral fazem um chiqueiro parecer um exemplo em termos de limpeza. "Vagabundo", "fracassado", "pervertido"(para não usar temos mais pesados), são apenas alguns dos epítetos usados contra os comunistas em todo o mundo, numa tentativa de justificar a sua repressão e negar a sua dignidade moral e humana. Há 50 anos atrás, entretanto, um comunista foi pioneiro em algo que nunca havia sido feito antes na história do homem, demonstrando que um país de camponeses abandonados ao obscurantismo e à ignorância poderia trazer resultados inacreditáveis para a ciência.
Yuri Aleksyeyevich Gagárin nasceu 9 de março de 1934, na vila de Klushino, na região de Smolensk. Seus pais trabalhavam num Kolhoz, isto é, uma Fazenda Coletiva, cuja administração partia dos próprios camponeses, este sistema de agricultura havia substituído as fazendas privadas dos Kulaks, que a NEP havia permitido até 1927, sendo estabelecidas no plano quinquenal lançado pelo PCBU, então sob a liderança de Iósif Stalin, coexistindo ao lado do Sovhoz, que era administrado pelo Estado soviético. A mãe do pequeno Yuri era camponesa, ao passo que seu pai era carpinteiro, conta-se que sua mãe era uma leitora voraz, algo completamente novo na Rússia, uma camponesa leitora, oportunidade negada aos milhões de camponeses russos nos tempos do tzarismo. A família de Yuri era grande, sendo de 4 filhos, onde os mais velhos tomavam de conta dos mais novos. Essa bela família socialista, entretanto, veio a sofrer um duro golpe quando Yuri tinha apenas 7 anos de idade, ele veio a conhecer o mesmo destino conhecido por milhões de pessoas na União Soviética, tendo seus irmãos e a sua irmã mais velha sido raptadas pelos nazistas e enviados para campos de trabalho escravo. O futuro cosmonauta soviético jamais viria a ver seus irmãos novamente. Com o roubo de sua casa pelos invasores nazistas, Yuri e seus pais construíram uma cabana de barro em um lugar afastado, onde viveram até o final da guerra, que acabou com a chegada do Exército Soviético em Berlim e a destruição do Estado nazista.
Com a expulsão dos nazistas do território soviético, o país passou a se reconstruir, aparecendo novas oportunidades para a população. Yuri, em sua juventude, desejava conhecer o espaço, o que mais tarde se tornaria possível. Assim, passando por escolas vocacionais do sistema de ensino soviético, sua vocação para o vôo ficou clara, tendo então ingressado no aeroclube local de Saratov. Lá, ele descobriria um hobby que mais tarde seria seu passatempo predileto, pilotar aviões. Em 1955, com o término de seus estudos, ele ingressou Escola de Pilotos de Oremburgo, de treinamento de vôos militares, lá ele conheceu a sua futura esposa, Valyentina Goryacheva, vindo a ganhar suas asas de piloto em um MiG-15, o mais famoso caça soviético, conhecido por sua eficiência na Guerra da Coréia, extremamente temido pelos pilotos americanos. Sua carreira como piloto da força aérea iniciou-se na região de Murmansk, em áreas fronteiriças com a Noruega, estado-vassalo dos Estados Unidos, de onde anos antes partiram bombardeiros B-52 para violar o espaço aéreo soviético, dado o seu alto teto operacional. Uma dificuldade operacional na base da região de Murmansk eram os fortes ventos ártico, que tornam as condições de vôo muito difíceis para um piloto até os dias atuais. Em 1959, o militar comunista Yuri Gagarin tornou-se primeiro-tenente.
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| Carteira de Yuri Gagárin no Partido Comunista da União Soviética |
Nos anos 60, após uma longa busca, Gagarin foi escolhido para o programa espacial soviético, sendo selecionado para um programa de treinamento de elite conhecido como "Os seis de Sochi". Passando em vários testes de natureza física e psicológica, Gagarin viria a disputar com German Titov a vaga de tripulante do cockpit da espaçonave "Vostok"(oriente, leste, em russo). Em razão de seu carisma, assim como pelas suas condições físicas e também a sua origem proletária, o que contava pontos na seleção, o escolhido foi Yuri Gagarin. A despeito do que muitos pensam, este gigante da história da humanidade e da ciência, tinha apenas 1,57m, exatamente o perfil esperado do piloto da Vostok. De todos os 20 candidatos, em votação anônima, 17 responderam que gostariam de ver Yuri Gagarin como o primeiro homem a ir para o espaço.
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| Yuri Gagarin sempre foi um homem carismático, tanto entre seus camaradas, quanto nos países onde chegou |
Em 12 de abril de 1961, o comunista soviético Yuri Gagarin decolou na espaçonave Vostok, através de um foguete, alcançando o espaço e se tornando o primeiro exemplar da raça humana a ir ao espaço, realização que provavelmente seria impossível num país capitalista para alguém de origem proletária. e com certeza seria impensável num regime tzarista. Tripulando a espaçonave Vostok sob o codinome de "Kedr", durante o seu vôo, que durou 89 minutos, o comunista russo informou vários detalhes da superfície terrestre e do espaço, provando que era possível que um ser humano sobrevivesse às condições do espaço e que viagens ao espaço e mesmo a outros planetas podem ser possíveis. Sua façanha, como ele mesmo descreveu, foi possível graças ao esforço de milhares de técnicos, operários e cientistas. O vôo espacial soviético foi a prova da plena funcionalidade da economia planificada, que em poucas décadas levara um país que então era formado por uma população em sua maioria absoluta analfabeta que usava-se do arado de madeira até o país da Era Espacial. Esse progresso tecnológico do socialismo soviético já havia sido reconhecido anos antes por uma das mais ardentes vozes do conservadorismo político e da reação anticomunista, Winston Churchill, que declarara que "Stalin trouxe a Rússia do arado de madeira para a Era Nuclear"(uma vez que a energia nuclear era, então a mais moderna forma de tecnologia). Essas façanhas, que por si só demonstram a funcionalidade do modo de produção socialista, jamais são lembradas pelos seus detratores e inimigos confessos. A União Soviética jamais precisou matar centenas de milhões de negros ou exterminar povos indígenas na América para alcançar o seu incrível grau de progresso tecnológico.
O primeiro homem no espaço foi um comunista convicto e honrado, militar inteligente e um camponês, assim como também a primeira mulher, uma operária e comunista, fatos ignorados pelas viúvas da ditadura militar-fascista que imperou no Brasil e pelos ignorantes anticomunistas, algo que deve ser deixado claro, que deve ser ensinado nas escolas e nas universidades, onde predominam o terrorismo psicológico de teor anticomunista.
O progresso científico da viagem de Gagarin pode ser comparado ao da viagem de Cristóvão Colombo à América, ou mesmo ao da viagem de Darwin, no século XIX. Sua realização tornou-o famoso em todo mundo, que foi subitamente surpreendido com a notícia de sua viagem, divulgada pela agência de notícia TASS. O então primeiro-tenente(starshiy leytenant) Yuri Gagarin foi ainda durante o seu vôo, promovido ao posto de Major, pulando o posto de Capitão, inclusive, foi com esse posto que a TASS anunciou a realização do comunista soviético, que então viria a ser recebido como herói em seu país, sendo recebido com grandes honrarias na Praça Vermelha e condecorado com a maior condecoração do país, atribuída a civis e militares, a Estrela Dourada de Herói da União Soviética. Após o seu feito, Yuriy Gagarin passaria a viajar ao redor do mundo promovendo a ciência soviética, tendo estado no Brasil no começo dos anos 60. Para desespero da burguesia e dos setores reacionários do Brasil, Gagárin chegou no país tupiniquim usando o seu uniforme comunista, sendo condecorado com a maior condecoração brasileira, para civis e militares, a Ordem do Cruzeiro do Sul. Em entrevista à rede de TV Tupi, em seu tradicional tom jovial, agradeceu aos brasileiros o convite ao Brasil e saudou a bela cidade de São Paulo. Gagarin esteve também em Cuba, onde encontrou-se com o revolucionário Ernesto Che Guevara e com o também Herói da União Soviética e líder cubano Fidel Castro, único latino-americano a receber o título soviético.
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| Yuri Gagarin e Che Guevara |
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| Yuri Gagarin e Fidel Castro |
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| O Major Gagarin com o gorro de Fidel e Fidel com o quepe de Gagarin |
Nos anos 60, o primeiro homem ao espaço receberia ainda duas promoções militares, em 1962 a de Tenente-Coronel(Podpolkovnik), e em 1963 a de Coronel(Polkovnik). Houve uma grande insistência por parte dos oficiais que Gagarin não tornasse a voar, temerosos de perder seu herói num vôo, como veio a acontecer com o aclamado Vladimir Komarov, cujo pára-quedas da espaçonave não abriu, em sua aterrissagem. Yuri Gagarin tornar-se-ia imortal na história em 1968, num acidente de vôo em um MiG-15. Especulações e teorias surgiram a respeito de sua morte, tendo um inquérito em 2011, a partir de documentos secretos do KGB e investigações feitas por peritos, ficou concluído que decorrera de uma manobra brusca feita num vôo em mal tempo que desestabilizara a aeronave, levando a spins que acabaram numa colisão.Vários monumentos foram erguidos em homenagem a Yuri Gagarin, em vida e após a sua morte.
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| O primeiro homem a ir ao espaço, Yuriy Gagarin, com a primeira mulher a ir ao espaço, Valyentina Tereshkova |
Um dos mitos a respeito de Gagarin, é a de que teria dito que tendo estado no espaço, não avistara qualquer sinal da existência de Deus. Esse clichê, usado por fundamentalistas, estelionatários religiosos e fariseus, é facilmente refutado com a gravação do diálogo de Kedr(isto é, Gagarin) e Zarya(ou seja, a base terrestre), onde inexiste a passagem tão alegada por aqueles que servem apenas à causa da mentira. Em 2006 o coronel Valentin Petrov, amigo de Gagarin, negou que o cosmonauta tivesse dito tais palavras, tendo esse boato sido originado baseado numa alegação de Nikita Hruschov, que alegara que Gagarin não havia visto. De acordo com a revista Foma, em 2011, da Igreja Ortodoxa, Gagarin batizou sua filha Yelyena e sua família celebrava o natal e a páscoa, mantendo ícones em casa. De acordo com o coronel Valentin Petrov, Gagarin fora batizado como cristão ortodoxo durante a infância, assim como nomes como Lenin, que citou em várias ocasiões em discursos, e Stalin.
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| Yuri Gagarin como convidado especial de um acampamento da organização comunista infantil "Jovens Pioneiros" |
Os feitos de Yuri Gagarin tornam uma referência para a humanidade, tornando ele respeitado em todos os países, inclusive os capitalistas, assim como demonstram a viabilidade e funcionalidade do sistema socialista. No dia 12 de abril de 2011, quando se comemora os 50 anos do primeiro homem no espaço, o Google instituiu um logo comemorativo e o canal "First Orbit", no Youtube, lançou um vídeo que simula a sua viagem ao espaço, feitas com imagens da Estação Espacial Internacional mescladas com filmagens reais da Vostok e da decolagem de Yuri Gagarin. Lá é possível acompanhar o seu diálogo de vôo. Ainda, no dia 11 de abril, foi postado no site de vídeo Youtube um vídeo do Major Yuri Gagarin no Brasil. Yuriy Gagarin, junto com Yuriy Popov, fora homenageado pelo famoso cantor paraibano Chico César na música "You Yuriy", da Música Popular Brasileira(MPB).
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| O então Tenente-Coronel Yuriy Gagarin, com as várias medalhas que recebeu, inclusive a Ordem do Cruzeiro do Sul |
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| O camarada coronel Gagarin e a camarada capitão Tereshkova |
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| Yuri Gagarin com um bibico da marinha, em foto tirada em visita a um navio soviético |
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| Foto de Gagarin nas imediações do Kremlin, com outros oficiais soviéticos |
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| Uma das centenas de flores entregues ao então Major Yuriy Gagarin quando de seu retorno ao nosso planeta |
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| Gagarin em foto na Suécia |
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| Homenagem do Google a Yuriy Gagarin, em 12/04/2011 |
- Vídeos
Recriação, em tempo real, da viagem de Gagarin, com imagens da Estação Espacial Internacional:
Vídeo sobre os 50 anos da viagem de Gagarin ao espaço, com imagens de sua recepção em Moscou
Vídeo exclusivo de Yuriy Gagarin no Brasil
- Fontes de pesquisa
http://en.wikipedia.org/wiki/Yuri_Gagarin
sábado, março 26, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
MUNDO
Começaram os bombardeios contra a Líbia
Por Cristiano Alves
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| O Prêmio Nobel da Paz |
A Página Vermelha condena as ações imperialistas da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN-NATO) contra a Grande Jamairia Socialista Árabe do Povo Líbio, país independente que apresenta os melhores índices sociais da África, com a 53ª posição no ranking do IDH crescente(o Brasil está 20 posições atrás), mais nivelamento social do que em outros países da África e mesmo América Latina, e índice de analfabetismo de apenas 15%, o menor da África.
O bombardeio da Líbia já começou há muito tempo, só que a priori, não com bombas, mas com falsas notícias. Há cerca de 10 anos atrás, a Venezuela conheceu um golpe de Estado orquestrado pela oposição e a CIA[1], que depôs Hugo Chavez e causou grande algazarra nas ruas de Caracas após atiradores não identificados dispararem contra a população, levando a mídia a apresentar tais disparos como sendo das tropas chavistas, o que foi muito bem desmascarado no documentário "A revolução não será televisionada". Já faz quase 1 mês que toda uma guerra psicológica vem sendo montada de modo a impedir o cidadão comum de refletir sobre os acontecimentos no país, demonstrando que o homem ocidental médio é facilmente manipulado como um marionete, como gado que vai na direção que o seu vaqueiro, a mídia de massa, quer que ele vá, que enxerga apenas o que a mídia quer que ele enxergue, que ouve apenas o que a mídia de massa quer que ele veja. Uma das provas mais contundentes da efetividade de toda essa lavagem cerebral, foi uma manifestação numa cidade européia de indivíduos em frente à Embaixada da Líbia, mostrando o quanto esses eram incapazes de pensar por si próprios. Prepara-se psicologicamente uma população inteira para apoiar cegamente um massacre imperialista.
Poucos são aqueles capazes de identificar na invasão da Líbia pela NATO(e não apenas os EUA) um ato de roubo do petróleo de outros povos. Imaginar os EUA e a NATO, é como imaginar uma abelha(sem ofensas contra estes animais pacíficos, produtores do nosso mel), que voa para qualquer lugar com aroma doce, sendo que os caças e bombardeiros da USAF[2] e seus aliados voam para onde há petróleo e um líder não disposto a abrir mão dele tão facilmente. Na Líbia, há ainda outro mineral esquecido por muitos - o gás! Há alguns meses atrás uma crise da Rússia com a Ucrânia, país que aquece toda a Europa através de seus gasodutos, praticamente mantendo seu monopólio deste mineral, ameaçou a subida dos preços. Segundo os jornais da mídia de massa, foi sugerida na Europa a criação de um gasoduto entre a Líbia e a Europa, que passaria pelo mar. Caso isso seja concretizado num futuro, com o consentimento de um governante fantoche da NATO, a Europa perderia sua independência relativa ao gás russo, e também talvez mesmo a Ucrânia, o que possibilitaria sua entrada na NATO e fortaleceria a sua Drang Nach Osten[3] contra a Rússia, fortalecendo o seu poderio militar e hegemonia global, criando um império de proporções monstruosas nunca antes vistas. Ainda, outro fator em jogo, é o impedimento da criação de uma base naval russa no Mar Mediterrâneo.
As ações da NATO demonstram que é cada vez mais evidente a idéia de que é impossível falar numa paz continua, através de um caminho independente, num país de recursos minerais abundantes, sem falar em armas nucleares, em ICBM[4], algo que é reconhecido tanto pela esquerda quanto pela direita, que o diga o finado Dr. Enéias Carneiro. Não há paz sem a preparação para a guerra, diante de um tirano que é hipocritamente agraciado pelo Reino da Suécia com o "Prêmio Nobel da Paz", reino esse que não passa de mero vassalo dos EUA.
Fatos como a invasão da Líbia demonstram a plena atualidade do termo "imperialismo", cunhado há quase 100 anos atrás pelo filósofo, advogado, operário e revolucionário russo, Vladimir Ilich Ulyanov, mais conhecido como Lenin, imperialismo esse que é reacionário e genocida. Aqueles que defendem a sua ideologia nefasta, ou simplesmente com ela simpatizam, são cúmplices morais de todos os seus crimes.
[1] Sigla para "Agência Central de Inteligência", organização terrorista responsável pelo patrocínio de organizações paramilitares, mercenárias, golpes de Estado, organizações neofacistas e neonazistas, desinformação, contra-informação, guerra psicológica, censura, chantagem, sabotagem e espionagem, dos Estados Unidos da América.
[2] Sigla para "Força Aérea dos Estados Unidos", a primeira do mundo a usar armas nucleares contra civis e responsável por milhões de mortes no Vietnã, Camboja e Laos, também responsável pela violação do espaço aéreo soviético nos anos 40, enquanto desenvolvia um plano para jogar centenas de bombas atômicas na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A violação de seu espaço aéreo cessou a partir do desenvolvimento dos caças MiG-15, que num desses ocorridos chegou a metralhar a fuselagem de um bombardeiro B-52. Num outro ocorrido, o avião-espião U-2 foi derrubado por um míssel terra-ar soviético, levando à captura de seu piloto, Francis Garry Powers.
[3] Drang Nach Osten é como era descrita a "Marcha para o Leste" da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, ordem militar católica de caráter extremamente agressivo responsável pelo massacre, terror e subjugação de diversos povos eslavos à Roma. Em sua tentativa de capturar a capital da Rússia antiga, a República de Novgorod, foi derrotada pelo Príncipe Alexander Nevsky na batalha sobre o lago gelado Chudskoe, onde após uma série de combates o gelo rachou e "engoliu" os cavaleiros com as suas pesadas armaduras. A ordem teutônica deixou de existir após a Batalha de Grunwald, na Polônia, onde foram também derrotados.
[4] Míssil Balístico Intercontinental, modalidade de míssel capaz de carregar ogivas nucleares e lançá-las em qualquer parte do planeta. De acordo com muitos especialistas, sua posse tem ajudado a evitar muitos conflitos e mesmo uma III Guerra Mundial, em razão da "Doutrina MAD".
[4] Míssil Balístico Intercontinental, modalidade de míssel capaz de carregar ogivas nucleares e lançá-las em qualquer parte do planeta. De acordo com muitos especialistas, sua posse tem ajudado a evitar muitos conflitos e mesmo uma III Guerra Mundial, em razão da "Doutrina MAD".
Ver também:
As "revoluções" árabes
Texto de A. V. Kharlámenko do Partido Comunista (bolchevique) de Toda a União sobre a ofensiva imperialista sendo preparada na Líbia para saquear seus recursos e recrudescer a onda reacionária no mundo
http://inverta.org/jornal/agencia/inter nacional/africa/as-revolucoes-arabes
Texto de A. V. Kharlámenko do Partido Comunista (bolchevique) de Toda a União sobre a ofensiva imperialista sendo preparada na Líbia para saquear seus recursos e recrudescer a onda reacionária no mundo
http://inverta.org/jornal/agencia/inter
O que está acontecendo na Líbia
A OTAN está na Líbia?
http://port.pravda.ru/mundo/07-03-2011/ 31350-otan_libia-0/
Kadafi é um benfeitor da humanidade
http://port.pravda.ru/mundo/04-03-2011/ 31347-kadafi_benfeitor-0/
http://port.pravda.ru/mundo/07-03-2011/
Kadafi é um benfeitor da humanidade
http://port.pravda.ru/mundo/04-03-2011/
segunda-feira, março 21, 2011
História
Racismo: uma história
Documentário da British Broadcast Company(BBC)
Você acha que o nazismo e a segregação em campos de concentração começaram com Hitler? Se sim, você está completamente enganado. A história do racismo é anterior a Hitler e os nazistas, séculos antes ela foi iniciada por colonizadores europeus e perpetuada até o século XX pelos Estados Unidos da América e a África do Sul, representantes genuínos do capitalismo.
Uma errata do documentário, entretanto, é a alegação de que a Constituição Haitiana foi a primeira a criminalizar o racismo. De fato, foi a primeira a proibir a escravidão, mas não o racismo em si, embora talvez leis possam ter sido criadas para impedir essa prática no ordenamento jurídico haitiano. A primeira Constituição a abolir o discriminação por motivo de etnia/nacionalidade foi a Constituição da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em seu artigo 123.
O documentário demosntra algumas das razões pelas quais a África é um continente impregnado de guerras tribais, quase todas apoiadas por imperialistas da Europa e EUA, sejam estes governos ou instituições privadas que contrabandeiam armas ou treinam paramilitares, tais como a XE/Blackwaters. É ainda abordada a questão dos ameríndios da América do Norte, que mesmo com sua postura pacifista e mesmo amistosa com relação aos colonizadores dos EUA, foram praticamente extirpados do território que hoje compreende este mesmo país.
Muitos racistas contemporâneos costumam tentar minimizar o racismo, com argumentos estilo "não foi tão ruim assim", "não sofreram tanto assim", numa tentativa de revisar a história, tal como os defensores dos crimes do nazismo. Capitalismo e racismo são duas faces da mesma moeda, conforme demonstrado no documentário da BBC que se segue:
EPISÓDIO I
Resumo: Aborda o genocídio dos ameríndios, a posição da Igreja Católica Apostólica Romana, que considerava os índios como "seres sem almas e passíveis de escravização", até o debate dos clérigos Las Casas e Sepúlveda, jesuíta, assim como as teorias racistas anti-negro, que apresentavam-no como resultado de "miscigenação entre seres humanos e macacos" e justificaram alguns dos mais brutais genocídios da história.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
EPISÓDIO II
Resumo: Discorre sobre os crimes de genocídio exercidos pelo capitalismo, especialmente Reino Unido, que acabou com nacionalidades inteiras na Tanzânia e matou 30 milhões na Índia, e pelo Império Alemão, que já em 1905, antes mesmo de Hitler, usou campos de concentração para exterminar povos inteiros na África. Demonstra ainda como esses genocídios foram riscados da história européia.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
EPISÓDIO III
Resumo: Descreve o extermínio de pelo menos 10 milhões de pessoas pelo imperialismo belga, cujo Exército, sob ordens do Rei Leopoldo II, decepava as mãos dos congoleses escravizados que não aumentavam os lucros do monarca belga. Demonstra ainda os "Zoológicos Humanos" de Leopoldo II. Vale destacar um dos cartazes expostos por um racista num dos vídeos: "Miscigenação é comunismo!".
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
quinta-feira, março 17, 2011
sábado, março 12, 2011
Internet
Cresce a divulgação de idéias neonazistas pela internet
Por Cristiano Alves
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| Notícia em comunidade virtual, claramente adulterada, baseada em original da ABC News |
A idéia de superioridade racial sempre foi uma constante no modelo capitalista contemporâneo. A fim de justificar a opressão dos negros na América, a redação original da Constituição dos Estados Unidos da América considerava os negros como apenas 2/5 humanos, depois promulgando a Lei Jim Crow, de teor nitidamente segregacionista, que proibia casamentos entre pessoas de etnias diferentes e negava direitos sociais aos mestiços. Setores mais reacionários da Igreja Católica, para justificar a escravização de índios nas Américas, defenderam a inexistência de alma em ameríndios e negros, o que foi seguido também por cientistas como Linneu.
O fato é que o racismo, isto é, a discriminação do indivíduo baseado na cor da pele ou etnia deste é uma construção que durante anos tem prejudicado a vida de muitas pessoas e negado direitos fundamentais a estas, produzindo regimes de terror manifestados principalmente em práticas escravistas e sistemas fascistas. Consiste num equívoco acreditar que somente pessoas de cores diferentes são vítimas desta prática. É um fato, por exemplo, que por volta do século XVIII e XIX teve lugar na Europa um verdadeiro surto de "polonofobia", isto é, o ódio contra poloneses. Muitos ideólogos de idéias racistas, principalmente na Alemanha, de maioria "branca", advogavam a idéia de que os poloneses eram uma "raça inferior", equiparada aos negros, Otto von Bismarck referira-se a eles como "animais", tal como lobos, que alguém deveria matar a tiros a vista.[1] Na França, país de maioria branca, durante a Idade Média, a classe dominante francesa apresentava-se como "de sangue normando" e a plebe como "de sangue gaulês", o que justificaria sua dominação. Os judeus europeus, geralmente de tez clara, sofreram pogroms em diversos lugares da Europa e os eslavos da ex-União Soviética perderam mais de 20 milhões de pessoas no maior holocausto da história[2], empreendido desde os primeiros dias da Operação Barbarrossa[3].
Seguindo os seus antepassados, as elites internacionais do capitalismo fomentam o ódio contra determinados grupos sociais, especialmente em países como Brasil, EUA e outros da América Latina, onde tem lugar o capitalismo mais selvagem possível. Michael Moore, cineasta, jornalista e pensador americano, denuncia o uso de programas policiais como instrumento discriminatório anti-negro nos EUA, situação facilmente verificada no Brasil.
A idéia básica do racista tem como premissa a chamada falácia do tipo "generalização apressada", também conhecida por "falsa indução", consistindo em atribuir regras específicas ao caso genérico. Assim, mostra-se um crime bárbaro cometido por uma pessoa de origem africana e usa-se um caso específico como argumento para "provar" que todos os negros são criminosos, argumento que pode ser facilmente desmantelado ao mostrar que existem pessoas de cor que são grandes intelectuais, operários, camponeses ou soldados sem nenhum histórico criminal.
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| Aleksander Pushkin, maior escritor da Rússia, país de esmagadora maioria branca, era de origem afro-russa |
Há que se fazer aos racistas algumas interrogações, quem foi o maior assassino de brancos que a humanidade já teve? Ora, não foi ele um branco, o austríaco, Adolf Hitler? Que países promoveram as maiores guerras de destruição contra países países de maioria branca? Não foram países europeus de maioria branca tais como a Alemanha, Itália(Império Romano incluso) e França? Quem foram os maiores pilhadores e piratas da Idade Média? Não foram eles os vikings? Para muitos especialistas, ainda que todas as pessoas tivessem uma determinada cor, ainda haveria discriminação baseada num dado aspecto físico, uma vez que o racismo é na realidade uma construção social. Por que será que esses noticiários policiais não se preocupam em mostrar os milhões de brancos vítimas de Napoleão Bonaparte, os milhões de brancos vítimas de Hitler, as vítimas de Harry Truman, Clinton, Bush ou as milhares de vítimas do rei Leopoldo II no Congo?
É uma excrescência querer atribuir um determinado crime ou prática a uma determinada etnia, uma vez que delitos ocorrem por razões sociais, passionais, dentre outras, circunstâncias estas que podem estar presente em toda e qualquer etnia, seja ela branca, negra, asiática, hispânica, mediterrânea, nórdica, germânica, eslava, ariana, semita, ou seja lá qual for a divisão que se costuma criar entre seres humanos.
De fato, ante quaisquer estatísticas que os racistas queiram atribuir, nenhuma supera a das matanças de "brancos" pelos próprios "brancos", nenhuma justifica a violência e o ódio contra determinada etnia. Este ódio, que é fomentado por noticiários criminais na mídia burguesa e fomentado por todo um aparato ideológico, de forma aberta ou velada, atingindo facilmente a mente do néscio, do indivíduo desprovido de senso crítico. Embora esse tipo de "noticiário" não seja abertamente racista, eles, tais como certos filmes, transmitem uma mensagem subliminar que induz uma idéia falsa no indivíduo, especialmente aqueles que defendem a manutenção da estrutura social desigual do capitalismo, dos dominadores ou aqueles que aspiram chegar a tal posição, razão pela qual tais idéias encontram terreno fértil na burguesia, nos defensores do liberalismo econômico, que já possuem até o adubo em suas cabeças para a germinação da semente racista e irrigação.
Com a popularização das redes sociais, fica mais evidente o nível de preconceito que está impregnado nas mentes de muitos integrantes da burguesia e pequena-burguesia. Estes não são membros de nenhum partido comunista, onde tais indivíduos inexistem, mas elementos perigosos da sociedade e covardes, uma vez que usam-se com frequência de perfis falsos onde expressam o seu verdadeiro caráter. Através de comunidades orkutianas, revela-se personagens macabros como Mayara Peluso e outros que nem sempre se tornam tão famosos pelos seus crimes. Uma dessas comunidades se chama "BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO", criada em Caps Lock, vinculada a uma sociedade que se auto-intitula "HDB", isto é, "Homens de Bem", embora seu conteúdo sugira exatamente o contrário, dada a sua cumplicidade com um crime manifestamente repudiado inclusive na Constituição da República Federativa do Brasil, equiparado inclusive ao terrorismo.
Tendo o predomínio de membros direitistas dentre seus participantes mais ativos, a comunidade é infestada de opiniões racistas, num de seus tópicos, que traz uma notícia claramente distorcida e manipulada a respeito do estupro de uma garota de 11 anos, a usuária identificada por "Angel", nas mesmas linhas de Mayara Peluso, destila o seu neonazismo: "Minha nossa! Ae vc chama uma raça maldita dessa de macacos ainda vai responder processo! Bando de desgraçados deviam ser picados vivos!"(sic). Um outro membro de viés nitidamente racista apresenta "a raça negra e os pardos" como principais perpetuadores de crimes.
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| Clique na foto para ampliá-la |
As sociedades socialistas como a da antiga União Soviética e da antiga Tchecoeslováquia conseguiram banir o racismo de seu território, empreendendo organizações da infância e da juventude como os Pioneiros e o Komsomol. Países como Cuba e Coréia do Norte também conseguiram destruir o racismo através da educação socialista e de leis implacáveis contra o crime de discriminação, tendo sido a Constituição da União Soviética a primeira a criminalizar a discriminação baseada na etnia ou nacionalidade do indivíduo.
Somente através da supressão da sociedade capitalista e de sua superação através de uma nova democracia é que poderá extirpar a peste racista da face da Terra e levar a humanidade para um novo e mais avançado estágio evolutivo.
[1] Ogónopolski Konkurs Internetowy Historia Strajku Dzieci Wrzesinskich, citado em artigo da Wikipedia em: http://en.wikipedia.org/wiki/Anti-Polish_sentiment
[2] ANDREEV, E.M., et al., Naselenie Sovetskogo Soiuza, 1922-1991. Moscou, Nauka, 1993
[3] Operação Barbarrossa: maior operação de cunho terrorista da história motivado pela ideologia anticomunista e racista eslavófoba em vigor na Alemanha sob o "Reich" de Adolf Hitler, tirano austríaco responsável pela maior guerra da história da humanidade, cujo número de vítimas oscila entre 50 e 60 milhões.
terça-feira, março 08, 2011
8 de março
Quem foi Marina Raskova
Por Cristiano Alves
Durante os tempos do Império Russo, as mulheres operárias e camponesas vivenciavam um estado de submissão e ignorância, a elas eram negados direitos básicos como a educação, sendo muitas analfabetas, tendo sua vida econômica restrita a algumas atividades braçais, à escravidão doméstica ou, em certos casos, à prostituição. Apenas as mulheres que faziam parte da nobreza tinham acesso a alguns direitos além destes, sendo alfabetizadas, porém, a Revolução de Outubro de 1917, como toda revolução comunista, estendeu direitos antes limitados apenas à aristocracia, como o de saberem ler e escrever, a todas as trabalhadoras e camponesas do país. Nos anos 20 e 30, entretanto, elas viriam a dar passos muito mais longos.
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| Privilégios como o acesso às idéias mais modernas, uma formação filosófica e cultural se restringiam às elites russas até a Revolução de 1917, a pessoas como Catarina II, autocrata de Toda a Rússia |
A aviação dava seus primeiros passos nos anos 20, o invento de Alberto Santos Dumont ganhava novas dimensões e capacidades que até então eram estranhos para homens e mulheres. Poderia o homem voar? Esta pergunta, cuja resposta negativa consistia uma "verdade eterna", cuja resposta afirmativa era até então apenas uma mera afirmação de loucos, foi devidamente respondida com o século XX, entretanto, com tantos avanços, as mulheres, consideradas inferiores aos homens, seriam capazes de operar máquinas voadoras?
Amelia Earheart, filha de um influente banqueiro e de uma família cheia de fortunas, foi uma mulher pioneira na aviação, cruzando o Oceano Atlântico e recebendo condecorações americanas e francesas, além de ser uma ativista pelos direitos das mulheres, embora sua defesa fizesse apologias à propriedade privada dos meios de produção, no "Partido National das Mulheres", burguês. Será que no país dos sovietes, até então conhecido por ser um país de "meros camponeses" alcançar tamanha façanha em um meio de transporte de tamanho avanço tecnológico?
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| Amélia Earheart, aviadora americana filha de um próspero banqueiro |
Marina Malinina era uma jovem soviética, morena e amante da música clássica, filha de um cantor russo. Durante sua infância, tinha o sonho de se tornar uma cantora lírica, de ópera. Por um acidente no destino, as circunstâncias mudaram. Seu pai morreu atropelado por uma motocicleta em 1919, quando então tinha 7 anos de idade. Mesmo com seus estudos de música, ela sofria constantemente de stress, até trocar a música pela química, graduando-se em 1929 e passando a trabalhar numa fábrica de tinturas como química. Após casar-se com o engenheiro Sergey Raskov, tornando-se então Marina Raskova, ela passou a trabalhar no Laboratório de Aviação da Academia da Força Aérea Soviética, onde ganhou interesse pela aviação e fazendo curso de navegadora e de piloto. A função de navegadora tinha uma enorme importância numa era em que não existia o radar.
Após o término do curso, Marina Raskova tornou-se a primeira navegadora e piloto da Força Aérea Soviética. Um ano depois ela se tornou a primeira instrutora de vôo da academia da Força Aérea, tornando-se ainda célebre por estabelecer vários recordes no país, a maioria entre 1937 e 1938. Um desses conferiu à Marina Raskova e a outras duas camaradas suas, Polina Osipyenko e Valentina Grizodubova o mesmo status de Yuri Gagárin viria a desfrutar na URSS nos anos 50. Marina e suas camaradas aceitaram o desafio de voar seis mil quilômetros, de Moscou a Komsomolsk-sobre-o-Amur, distância equivalente a uma ida e vinda de São Paulo a Fortaleza, pilotando um avião que seria batizado como "Rodina"(Pátria), um Antonov 37, de controles mecânicos, que exigia força para manusear seu manche, avião bimotor e capacidade de vôo muito inferior ao dos aviões modernos.
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| Antonov-37, fabricado na Ucrânia soviética |
O vôo das "três irmãs" eram uma sensação nas rádios da União Soviética, que decidiu cobrir o evento, até que por um momento apareciam cada vez menos notícias de seu vôo, dando a entender que haviam falhado ou prestes a falhar. Ao enfrentar uma tempestade na Sibéria, o avião era quase como uma folha de papel ante os ventos fortes e congelantes, que chegavam a congelar partes do avião. Tudo indicava que, sob as péssimas condições de visibilidade, que prejudicam até hoje os aviões modernos, o bimotor Ant-37 iria colidir com os pinheiros da taigá siberiana, o que levou as aviadoras a se desfazer de vários mantimentos a fim de liberar o peso do avião. Uma vez que a cabine de navegadora apresentava sérios riscos para esta, em caso de colisão, assim como para liberar mais peso do avião, Marina Raskova soltou de pára-quedas do avião, em plena Sibéria, sem levar kit de sobrevivência. Apesar de seu salto, o recorde já havia sido batido.
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| Marina Raskova, Valyentina Grizudobova e Polina Osypienko junto ao avião "Rodina"(Pátria) |
Após o salto de Marina Raskova o Antonov 37 aterrissou em seu destino, completando 6,450 km percorridos após 26 horas de vôo, no qual as "três irmãs voadoras" se revezaram. Apesar de tudo, as duas que chegaram ao destino final se recusaram a participar de quaisquer celebrações antes de ter notícias de Marina Raskova. Após 10 dias desaparecida, a comunista foi encontrada por um caçador solitário em plena floresta siberiana, onde poderia morrer de frio ou ser devorada por lobos, ursos ou mesmo o temido tigre da Sibéria, o maior de todos.
Com o recorde alcançado, as três comunistas receberam a Ordem de Lenin e o título de Herói da União Soviética, tendo sido as primeiras soviéticas a serem agraciadas com tal honraria, que receberiam pessoalmente do então Primeiro-Ministro da União Soviética, Iósif Stalin. Em 1939 as três receberiam a Estrela Dourada, que neste ano passou a distinguir os Heróis da União Soviética daqueles agraciados com a Ordem de Lenin. Marina Raskova, Valentina Grizudobova e Polina Osypienko passariam então a desfrutar da mesma fama de Yuri Gagárin nos anos 30.
Com o estourar da II Guerra Mundial e a Grande Guerra Patriótica, Marina Raskova, usando-se de sua posição influente no país, solicitou a Stalin a criação de três regimentos especiais de mulheres como pilotos, engenheiras e mecânicas, o que foi de pronto atendido pelo líder e revolucionário soviético. A unidade recebeu inicialmente o nome de Grupo de Aviação 122, e, após o fim do treino dividiu-se em outros grupos.
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| Marina Raskova foi a idealizadora da formação de unidades especiais de mulheres na Força Aérea Soviética |
O primeiro grupo, idealizado por Raskova, tornou-se 586º Regimento de Aviação de Caça(incumbido de atacar outros aviões), da Força de Defesa Aérea(PVO), tendo voado 4.419 vôos, destruindo 38 aeronaves inimigas em 125 batalhas aéreas. Este foi o primeiro a entrar em combate nos ares, operando caças Yakovlev. Uma de suas mais famosas integrantes, depois movida para um regimento masculino, foi a Aspirante Lidiya Vladimirovna Litvyak, a "Rosa Branca de Stalingrado", maior ase feminina da história.
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| Modelo do Yak-1 |
O segundo grupo e sem dúvidas o mais célebre, foi o 46º Regimento da Guarda de Aviação de Bombardeiros Noturnos, isto é, de ataques a alvos terrestres. Este grupo produziu 24 Heróis da União Soviética, após voar mais de 24 mil missões de combate até o final da guerra. Foi o único dos grupos a ser exclusivamente feminino até os últimos dias da guerra. Por voarem em aviões de madeira e lona, obsoletos, mas eficazes monomotores Po-2, além de disseminar o terror entre o inimigo em aviões praticamente inaudíveis e quase invisíveis a olho nu, mesmo com auxílio dos holofotes, além de ser alvo difícil para os aviões alemães, em razão de sua baixa velocidade, os nazistas as apelidaram de "As Bruxas da Noite".
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| Po-2(também chamado U-2), modelo então obsoleto durante a IIGM, mas que produziu um dos melhores resultados em termos de bombardeio noturno |
O terceiro grupo era o 125º Regimento de Bombardeiros da Guarda, comandado pessoalmente por Marina Raskova, que operava o melhor de todos os bombardeiros soviéticos, o Pe-2. Após voar mais de 1.134 missões de combate, este grupo descarregou cerca de 980 toneladas de bombas sobre os nazistas, tendo produzido 5 Heróis da União Soviética.
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| Pe-2, o mais moderno bombardeio da Força Aérea Soviética. Já nos primeiros dias da guerra efetuou bombardeios em Berlim, na Alemanha nazista |
A major Marina Raskova, uma das quase 1 milhão de mulheres a combater os fascistas durante a IIGM, entraria para a glória eterna em 5 de janeiro de 1943, quando, operando na já triunfante Batalha de Stalingrado, o avião de Marina tentou um pouso forçado num banco do rio Volga, o que acarretou num desastre que vitimou toda a população. Comunista dedicada, recebeu o primeiro velório oficial da guerra, tendo as suas cinzas sido depositadas no Muro do Kremlin de Moscou. Nos Estados Unidos da América, país capitalista, um navio cargueiro foi batizado com o seu nome, o SS Marina Raskova.
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| Marina Raskova, em seu uniforme de aviadora |
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| Ordem da Guerra Patriótica, conferida à Marina Raskova, póstuma |
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| Estrela Dourada de Herói da União Soviética, conferida à Marina Raskova em vida |
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