terça-feira, março 08, 2011

8 de março

Quem foi Marina Raskova
Por Cristiano Alves

Durante os tempos do Império Russo, as mulheres operárias e camponesas vivenciavam um estado de submissão e ignorância, a elas eram negados direitos básicos como a educação, sendo muitas analfabetas, tendo sua vida econômica restrita a algumas atividades braçais, à escravidão doméstica ou, em certos casos, à prostituição. Apenas as mulheres que faziam parte da nobreza tinham acesso a alguns direitos além destes, sendo alfabetizadas, porém, a Revolução de Outubro de 1917, como toda revolução comunista, estendeu direitos antes limitados apenas à aristocracia, como o de saberem ler e escrever, a todas as trabalhadoras e camponesas do país. Nos anos 20 e 30, entretanto, elas viriam a dar passos muito mais longos.

Privilégios como o acesso às idéias mais modernas, uma formação filosófica e cultural se restringiam às elites russas até a Revolução de 1917, a pessoas como Catarina II, autocrata de Toda a Rússia
A aviação dava seus primeiros passos nos anos 20, o invento de Alberto Santos Dumont ganhava novas dimensões e capacidades que até então eram estranhos para homens e mulheres. Poderia o homem voar? Esta pergunta, cuja resposta negativa consistia uma "verdade eterna", cuja resposta afirmativa era até então apenas uma mera afirmação de loucos, foi devidamente respondida com o século XX, entretanto, com tantos avanços, as mulheres, consideradas inferiores aos homens, seriam capazes de operar máquinas voadoras?

Amelia Earheart, filha de um influente banqueiro e de uma família cheia de fortunas, foi uma mulher pioneira na aviação, cruzando o Oceano Atlântico e recebendo condecorações americanas e francesas, além de ser uma ativista pelos direitos das mulheres, embora sua defesa fizesse apologias à propriedade privada dos meios de produção, no "Partido National das Mulheres", burguês. Será que no país dos sovietes, até então conhecido por ser um país de "meros camponeses" alcançar tamanha façanha em um meio de transporte de tamanho avanço tecnológico?

Amélia Earheart, aviadora americana filha de um próspero banqueiro
Marina Malinina era uma jovem soviética, morena e amante da música clássica, filha de um cantor russo. Durante sua infância, tinha o sonho de se tornar uma cantora lírica, de ópera. Por um acidente no destino, as circunstâncias mudaram. Seu pai morreu atropelado por uma motocicleta em 1919, quando então tinha 7 anos de idade. Mesmo com seus estudos de música, ela sofria constantemente de stress, até trocar a música pela química, graduando-se em 1929 e passando a trabalhar numa fábrica de tinturas como química. Após casar-se com o engenheiro Sergey Raskov, tornando-se então Marina Raskova, ela passou a trabalhar no Laboratório de Aviação da Academia da Força Aérea Soviética, onde ganhou interesse pela aviação e fazendo curso de navegadora e de piloto. A função de navegadora tinha uma enorme importância numa era em que não existia o radar.

Após o término do curso, Marina Raskova tornou-se a primeira navegadora e piloto da Força Aérea Soviética. Um ano depois ela se tornou a primeira instrutora de vôo da academia da Força Aérea, tornando-se ainda célebre por estabelecer vários recordes no país, a maioria entre 1937 e 1938. Um desses conferiu à Marina Raskova e a outras duas camaradas suas, Polina Osipyenko e Valentina Grizodubova o mesmo status de Yuri Gagárin viria a desfrutar na URSS nos anos 50. Marina e suas camaradas aceitaram o desafio de voar seis mil quilômetros, de Moscou a Komsomolsk-sobre-o-Amur, distância equivalente a uma ida e vinda de São Paulo a Fortaleza, pilotando um avião que seria batizado como "Rodina"(Pátria), um Antonov 37, de controles mecânicos, que exigia força para manusear seu manche, avião bimotor e capacidade de vôo muito inferior ao dos aviões modernos.

Antonov-37, fabricado na Ucrânia soviética
O vôo das "três irmãs" eram uma sensação nas rádios da União Soviética, que decidiu cobrir o evento, até que por um momento apareciam cada vez menos notícias de seu vôo, dando a entender que haviam falhado ou prestes a falhar. Ao enfrentar uma tempestade na Sibéria, o avião era quase como uma folha de papel ante os ventos fortes e congelantes, que chegavam a congelar partes do avião. Tudo indicava que, sob as péssimas condições de visibilidade, que prejudicam até hoje os aviões modernos, o bimotor Ant-37 iria colidir com os pinheiros da taigá siberiana, o que levou as aviadoras a se desfazer de vários mantimentos a fim de liberar o peso do avião. Uma vez que a cabine de navegadora apresentava sérios riscos para esta, em caso de colisão, assim como para liberar mais peso do avião, Marina Raskova soltou de pára-quedas do avião, em plena Sibéria, sem levar kit de sobrevivência. Apesar de seu salto, o recorde já havia sido batido.

Marina Raskova, Valyentina Grizudobova e Polina Osypienko junto ao avião "Rodina"(Pátria)
Após o salto de Marina Raskova o Antonov 37 aterrissou em seu destino, completando 6,450 km percorridos após 26 horas de vôo, no qual as "três irmãs voadoras" se revezaram. Apesar de tudo, as duas que chegaram ao destino final se recusaram a participar de quaisquer celebrações antes de ter notícias de Marina Raskova. Após 10 dias desaparecida, a comunista foi encontrada por um caçador solitário em plena floresta siberiana, onde poderia morrer de frio ou ser devorada por lobos, ursos ou mesmo o temido tigre da Sibéria, o maior de todos. 

Com o recorde alcançado, as três comunistas receberam a Ordem de Lenin e o título de Herói da União Soviética, tendo sido as primeiras soviéticas a serem agraciadas com tal honraria, que receberiam pessoalmente do então Primeiro-Ministro da União Soviética, Iósif Stalin. Em 1939 as três receberiam a Estrela Dourada, que neste ano passou a distinguir os Heróis da União Soviética daqueles agraciados com a Ordem de Lenin. Marina Raskova, Valentina Grizudobova e Polina Osypienko passariam então a desfrutar da mesma fama de Yuri Gagárin nos anos 30.

Com o estourar da II Guerra Mundial e a Grande Guerra Patriótica, Marina Raskova, usando-se de sua posição influente no país, solicitou a Stalin a criação de três regimentos especiais de mulheres como pilotos, engenheiras e mecânicas, o que foi de pronto atendido pelo líder e revolucionário soviético. A unidade recebeu inicialmente o nome de Grupo de Aviação 122, e, após o fim do treino dividiu-se em outros grupos.

Marina Raskova foi a idealizadora da formação de unidades especiais de mulheres na Força Aérea Soviética
O primeiro grupo, idealizado por Raskova, tornou-se 586º Regimento de Aviação de Caça(incumbido de atacar outros aviões), da Força de Defesa Aérea(PVO), tendo voado 4.419 vôos, destruindo 38 aeronaves inimigas em 125 batalhas aéreas. Este foi o primeiro a entrar em combate nos ares, operando caças Yakovlev. Uma de suas mais famosas integrantes, depois movida para um regimento masculino, foi a Aspirante Lidiya Vladimirovna Litvyak, a "Rosa Branca de Stalingrado", maior ase feminina da história.

Modelo do Yak-1
O segundo grupo e sem dúvidas o mais célebre, foi o 46º Regimento da Guarda de Aviação de Bombardeiros Noturnos, isto é, de ataques a alvos terrestres. Este grupo produziu 24 Heróis da União Soviética, após voar mais de 24 mil missões de combate até o final da guerra. Foi o único dos grupos a ser exclusivamente feminino até os últimos dias da guerra. Por voarem em aviões de madeira e lona, obsoletos, mas eficazes monomotores Po-2, além de disseminar o terror entre o inimigo em aviões praticamente inaudíveis e quase invisíveis a olho nu, mesmo com auxílio dos holofotes, além de ser alvo difícil para os aviões alemães, em razão de sua baixa velocidade, os nazistas as apelidaram de "As Bruxas da Noite".

Po-2(também chamado U-2), modelo então obsoleto durante a IIGM, mas que produziu um dos melhores resultados em termos de bombardeio noturno
O terceiro grupo era o 125º Regimento de Bombardeiros da Guarda, comandado pessoalmente por Marina Raskova, que operava o melhor de todos os bombardeiros soviéticos, o Pe-2. Após voar mais de 1.134 missões de combate, este grupo descarregou cerca de 980 toneladas de bombas sobre os nazistas, tendo produzido 5 Heróis da União Soviética.

Pe-2, o mais moderno bombardeio da Força Aérea Soviética. Já nos primeiros dias da guerra efetuou bombardeios em Berlim, na Alemanha nazista
A major Marina Raskova, uma das quase 1 milhão de mulheres a combater os fascistas durante a IIGM, entraria para a glória eterna em 5 de janeiro de 1943, quando, operando na já triunfante Batalha de Stalingrado, o avião de Marina tentou um pouso forçado num banco do rio Volga, o que acarretou num desastre que vitimou toda a população. Comunista dedicada, recebeu o primeiro velório oficial da guerra, tendo as suas cinzas sido depositadas no Muro do Kremlin de Moscou. Nos Estados Unidos da América, país capitalista, um navio cargueiro foi batizado com o seu nome, o SS Marina Raskova.

Marina Raskova, em seu uniforme de aviadora    

Ordem da Guerra Patriótica, conferida à Marina Raskova, póstuma
Estrela Dourada de Herói da União Soviética, conferida à Marina Raskova em vida
8 de março

Elisa Branco, heroína internacional da paz
Por Augusto Buonicore e Fernando Garcia

Publicado originalmente no sítio da Fundação Maurício Grabois

Há 60 anos ocorreu um fato que se tornaria um dos símbolos mais importantes da luta dos comunistas pela paz mundial. Foi a prisão da operária paulista Elisa Branco. Seu crime: esticar uma faixa que dizia “Os soldados nossos filhos não irão para a Coréia”, durante um desfile de sete de setembro. Ela foi condenada a 3 anos de prisão. A partir de então teve inicio uma grande campanha por sua libertação. Depois de libertada, Elisa foi agraciada com o Prêmio Stalin da Paz, a maior honraria prestada pelo movimento comunista naquela época.


Elisa Branco sendo homenageada na URSS

Elisa nasceu em Barretos (SP) em 29 em dezembro de 1912. Era uma mulher do povo que possuía apenas o curso primário. Ingressou ainda jovem no Partido Comunista do Brasil. Segundo os arquivos do DOPS, em 1945, já era secretária do Partido Comunista na sua cidade natal. Nesta condição, participou ativamente da eleição ocorrida naquele ano. Deu assim sua contribuição para eleger uma grande bancada de parlamentares comunistas.

Em 1948, ela e sua família se mudaram para cidade de São Paulo. Aquele era um momento no qual aumentava drasticamente a repressão aos militantes do PC do Brasil. Uma de suas primeiras atitudes foi integrar-se à Federação das Mulheres Paulistas, dirigida pelas comunistas.

Elisa foi presa, pela primeira vez, quando ajudava na organização do I Congresso dos Trabalhadores Têxteis do Estado de São Paulo. Categoria composta predominantemente por mulheres. Como militante comunista, aderiu de maneira entusiástica à campanha mundial pela paz. Constantemente era vista, com outras camaradas, distribuindo panfletos e coletando assinaturas para o “Apelo de Estocolmo”, que exigia a proibição das armas atômicas..

Elisa foi presa, pela primeira vez, quando ajudava na organização do I Congresso dos Trabalhadores Têxteis do Estado de São Paulo. Categoria composta predominantemente por mulheres. Como militante comunista, aderiu de maneira entusiástica à campanha mundial pela paz. Constantemente era vista, com outras camaradas, distribuindo panfletos e coletando assinaturas para o “Apelo de Estocolmo”, que exigia a proibição das armas atômicas..

Em junho de 1950 iniciou-se a Guerra da Coréia. Logo começou a pressão estadunidense para que seus tradicionais aliados latino-americanos, incluindo o Brasil, mandassem contingentes militares para participar da luta contra a Coréia do Norte, que tinha apoio da China Popular. O mundo naqueles anos que durou a guerra chegou às portas de uma III Guerra Mundial.

Os comunistas e demais forças progressistas iniciaram uma grande campanha internacional contra a guerra na Coréia e o envio de tropas para combater ao lado dos Estados Unidos. Em nosso país, o grande articulador desse movimento de caráter internacionalista foi o Partido Comunista do Brasil. Sob sua coordenação, elaboraram-se abaixo-assinados e realizaram-se dezenas de atos públicos. A imprensa ligada aos comunistas deu grande destaque ao assunto.
Passavam-se os meses e cresciam os boatos de que o governo do Marechal Dutra pretendia enviar as tropas requeridas pelos estadunidenses. Diante dessa ameaça, toda movimentação de recrutas era vista com apreensão pela população.

Foi assim que um grupo de pessoas, ligado a Federação de Mulheres Paulistas, resolveu fazer o seu protesto. Surgiu então a idéia de, aproveitando as comemorações do dia da Independência, fazer uma panfletagem denunciando o envio de soldados brasileiros. Isso ainda era pouco. Precisaria de alguma coisa a mais que marcasse o dia. Uma faixa com nossa reivindicação, propôs uma das participantes. Mas, quem a levaria e estenderia na hora certa? A honrosa tarefa coube à costureira Elisa Branco.

Quando começou o desfile Elsa, esticou a faixa com os dizeres “Os soldados nossos filhos não irão para a Coréia”. Foi um espanto geral. Em pouco tempo caiu sobre ela a temida polícia do governador paulista Ademar de Barros e, sob protesto, arrancou-lhe a faixa que trazia nas mãos.

A polícia não teve condição de levá-la naquele instante. Precisou esperar terminar o desfile, e o povo dispersar, para, finalmente, poder pendê-la. Mesmo assim só conseguiu fazê-lo com o reforço da tropa de choque. Elisa foi colocada à força dentro de um ônibus e conduzida até a delegacia. 

Parecia ser mais uma prisão – como centenas de outras havidas durante aqueles anos. Ela passou cinco dias numa solitária e, depois, foi levada para a Casa de Detenção. Para surpresa geral, um juiz condenou Elza a 4 anos e meio de prisão, por crime contra a segurança nacional. Elisa era casada e tinha duas filhas adolescentes, Horieta e Florita, que atuavam no movimento estudantil secundarista paulista e pertenciam à Juventude Comunista.

Liberdade para Elisa

Formou-se em todo país, comitês pela libertação de Elisa. Entre os que aderiram à campanha estava o deputado estadual paulista Jânio Quadros. Um hábeas corpus foi pedido ao Supremo Tribunal Federal. Mas, Elisa permaneceu na prisão.

Não podendo ficar parada, ela pediu que lhe enviassem seus materiais de trabalho: linhas, panos, agulhas. Voltava, entre as grades, exercer o seu oficio de simples costureira e, ainda, aproveitava o tempo para ensinar às outras prisioneiras à arte do “corte e costura”. Ensinava-lhes também os rudimentos da leitura e da escrita. Assim, Elisa tornou-se uma referência para todas elas. A politização daquelas mulheres deu algum trabalho ao diretor do presídio. Elas chegaram a organizar um núcleo do movimento contra a guerra na Coréia.

Em São Paulo 20 mil pessoal assinaram o abaixo-assinado pela libertação de Elza. Numerosa comissão de “partidários da paz” e delegações de associações populares e democráticas compareceram à Assembléia Legislativa num dia nacional de protesto. Os participantes entregaram a presidência da Casa o resultado da campanha do apelo de Estocolmo, contra a utilização da arma atômica. Protestaram contra o possível envio de 20 mil soldados brasileiros para a Coréia e a prisão de Elisa Branco.

O próprio Prestes lançou manifesto solicitando a ampliação da campanha pela libertação de Elisa. Escreveu ele: “A condenação de uma mãe de família por semelhante crime político é inédito na história do nosso povo”. Continuou: “o gesto de Elisa, além de rigorosamente constitucional, traduz os sentimentos mais nobres do amor materno e da vontade de paz da mulher brasileira”.

O caso de Elisa foi para julgamento um ano mais tarde, em setembro de 1951. O relator do processo, Juiz Rocha Lagoa pronunciou-se pela condenação. A votação empatou três a três. Foi preciso o voto de minerva do presidente do Tribunal, ministro Orozimbo Nonato, que decidiu pela inocência da acusada. Elisa, finalmente, conseguia a liberdade.

Houve comemorações entre os partidários da paz. Mensagens de congratulações chegaram de várias partes do mundo, revelando a importância que adquirira aquele gesto de Elisa. A primeira secretária do comitê antifascista das mulheres soviéticas mandou uma mensagem que dizia: “Nós, mulheres soviéticas soubemos com a maior satisfação que foi libertada Elisa Branco, a intrépida filha do povo brasileiro e ardente lutadora da causa da paz. As suas palavras simples dirigidas aos soldados brasileiros há um ano exprimiram não só os anseios das mães brasileiras, mas também os das mães de todos os países do mundo”. O secretário do Partido Comunista da Argentina também congratulou por sua libertação. A mesma coisa fez a delegação juvenil latino-americana que estava participando de um congresso na URSS.

Elisa era agora, definitivamente, uma heroína internacional. Por isso, em março de 1952, ela foi uma das convidadas e oradora da Conferência Continental da Paz, realizada no Uruguai. Este seria o primeiro evento internacional do qual participou.

No segundo semestre daquele ano foi convidada para participar do Congresso dos Povos Pela Paz, que se realizaria em Viena em dezembro. Nesta primeira viagem à Europa, estava acompanhada de Jorge Amado e da atriz Maria Della Costa.

O Prêmio Stalin da Paz

Em Viena, numa reunião de delegadas latino-americanas, receberia a mais surpreendente notícia de sua vida. Foi ela mesmo que contou o ocorrido ao jornalista d’A Voz Operária: “No meio da reunião, a senhora Carmem de Santis, delegada italiana ao Congresso, entrou na sala e pediu cinco minutos para fazer uma comunicação importante. Falou em francês, língua que eu não entendo. Imediatamente, todas as presentes se levantaram e, ante minha surpresa, me abraçaram e me beijaram. Fiquei atônita e quando me disseram que havia sido laureada com o Prêmio Stalin Internacional da Paz, quase perdi a respiração”.

Os prêmios Stalin da Paz foram criados pelo Presidium do Soviet Supemo da URSS em 22 de dezembro de 1949. Era uma homenagem aos 70 anos do generalíssimo. Vivíamos o auge do culto à personalidade. O laureado receberia uma medalha de ouro com a esfinge do próprio Stalin e um prêmio de 100 mil rubros. Foi formado um comitê seleto para selecionar os premiados, que era presidido pelo acadêmico russo Dmitri Skobeltsin. O vice-presidente era o renomado poeta francês Louis Aragon. O primeiro brasileiro premiado foi o escritor Jorge Amado, que recebeu o prêmio em dezembro de 1951.

Convidada para dar uma entrevista para a rádio Moscou, afirmou: “Escrevi algumas palavras. Mas, pensa que foi fácil lê-las ao microfone? As letras sumiam dos meus olhos, a voz não passava pela garganta, enquanto as lagrimas me rolavam pela face (...) Eu nunca poderia esperar que viesse a receber tão grandiosa homenagem e que meu modesto nome figurasse ao lado de Ilya Ehrenburg, Paul Robeson e outras pessoas conhecidas em todo mundo e cuja contribuição em favor da paz foi considerada excepcional”.

De Viena seguiu de trem à URSS, onde receberia o prêmio. A viagem durou 3 longos dias. No caminho foi homenageada pelas mulheres da Hungria e das cidades soviéticas por onde o comboio passava. Em Budapeste o trem chegou às 3 horas da manhã. Mesmo assim, um grupo de mulheres ali estava para entregar-lhe ramalhetes de flores. Passou o natal nos trilhos. Chegou à Moscou em 26 de dezembro – em meio ao rígido inverno soviético. Para sua decepção ficou gravemente doente logo que chegou. Teve que ser socorrida pelos enfermeiros e médicos soviéticos.

Lamentou ela, “esse resfriado foi uma verdadeiro azar ... Enquanto as outros membros da delegação brasileira partiam para visitas ...(eu) ficava ali, em cima de uma cama, perdendo uma oportunidade com que vinha sonhando há anos de conhecer ao máximo como é a vida na União Soviética”.

A doença tornou-a ainda mais sensível e a saudade do seu país aumentou. “A fim de que tivesse notícia do Brasil, da Rádio Moscou me telefonavam todo dia. Numa dessas ocasiões soube que continuava a greve dos têxteis no Rio, que tinha havido numerosas prisões em Belo Horizonte (...) Essas notícias muito me entristeceram. Lembrei-me da pátria distante, do povo que continuava sofrendo tanto, em contrate com o povo soviético (...). Senti uma saudade e uma angustia tão grandes que não pude sequer terminar de ouvir as notícias e comecei chorar. Nisto entra no quarto a enfermeira e, vendo-me assim, ficou aflitíssima. Ela falava em russo, mas compreendi pelo tom de sua voz e pelos gestos que me perguntava o que tinha ocorrido. Eu lhe dizia, inutilmente: ‘não é nada, não é nada’. Mas, ela também não entendia ... Não me esqueço de sua pronúncia, a voz cheia de solidariedade: ‘Elisa Brancô, Elisa Brancô’ ... O que sei é que meia hora depois chegaram médicos para me examinar e a partir daí ficou um interprete permanente no meu quarto. Não esperava causar tal rebuliço”. Ela acabou passando seu aniversário numa cama de hospital.

Por fim, chegou o grande dia da premiação. Da mesa diretora do evento faziam parte o acadêmico soviético Dmitri Skobeltsin, presidente do comitê, Nina Popova, presidente do Comitê Antifascista de Mulheres e os escritores Verassimov, Ilya Ehrenburg e Jorge Amado. Vários oradores falaram e destacaram a grande contribuição do povo brasileiro à causa da paz, especialmente a campanha contra o envio de tropas para Coréia.

No final, falou a laureada. “Reafirmei, ali, as palavras do nosso grande Prestes de que o povo brasileiro jamais pegará em armas contra o nobre povo soviético. Disse também que continuaria a luta com cada vez com maior decisão pela legenda da faixa que abri no Anhangabaú, isto é, que os nossos filhos jamais irão para a Coréia matar os filhos de outras mães. O povo brasileiro não será o agressor de qualquer outro povo”. Elisa recebeu o prêmio juntamente com cantor negro norte-americano Paul Robeson e o escritor soviético Ilya Ehrenburg. Dois grandes ícones da cultura comunista nos anos 1940 e 1950.


A despedida

Quando houve a cisão em 1962, Elisa acabou ficando com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), por ser uma grande admiradora de Prestes. Em 1964, durante o Golpe Militar, foi presa dentro de sua própria casa. “Os bandidos do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) reviraram tudo e ainda me tiraram um monte de fotografias do álbum de família”, afirmou ela. Desta vez ficou detida apenas oito dias para averiguações. No auge da repressão política, em 1971, sofreu outra prisão. Os agentes invadiram sua casa de madrugada para prendê-la. Procurando alertar os vizinhos, ela saiu aos gritos que a polícia política a estava levando. Passou três dias desaparecida. Muitos temeram por sua vida, mas ela foi solta por falta de provas.

Mais tarde, discordado da linha política do PC Brasileiro, acabou se afastando da militância. Em 2000, integrou-se ao pequeno Partido Comunista Marxista-Leninista, de linha prestista. Chegou mesmo compor a direção daquela agremiação pouco antes de sua morte, que ocorreu em 8 de junho de 2001. Morreu sem lamentar minimamente as prisões e martírios pelos quais passou. Numa de suas últimas entrevista afirmou: “Nunca fiz sacrifícios pelo partido”.

Fontes

Coleção Voz Operária – (1949-1953)

Dossie Elisa Branco - Arquivo Público do Estado de São Paulo

Elisa Branco, 87 anos - A costureira que ganhou o Prêmio Stalin, Fábio Bittencourt, Revista Isto É - Gente. Fábio Bittencourt http://www.terra.com.br/istoegente/42/testemunha/index.htm

Veja outros materiais do especial "60 anos da prisão de Elisa Branco e as campanhas pela Paz"
8 de março

As mulheres na Era Stalin
Por Anna Louise Strong

Este texto foi originalmente publicado há 10 anos atrás, no antigo domínio www.apaginavermelha.hpg.com.br, traduzido por Cristiano Alves, quando era fácil encontrar domínios gratuitos para páginas, o que veio a ser ofuscado pela popularização dos blogs e pelo declínio da gratuidade da hpg. Tendo sido publicado também em www.anovademocracia.com.br, a quem é devida a gratidão pela manutenção da tradução. Não fosse isso, o texto em língua portuguesa teria sido praticamente perdido na rede mundial, sendo republicado aqui com ligeiras reedições para facilitar o entendimento.

O depoimento da jornalista Anna Louise Strong, que morou 20 anos na União Soviética e dezenas de anos na República Popular da China, a transforma numa "contraparte" feminina do famoso jornalista John Reed, que testemunhou a revolução, ao passo que Anna testemunhou o desenvolvimento dessa revolução. Um de seus trabalhos mais importantes foi sem dúvidas uma entrevista ao líder revolucionário Mao Tsé Tung, em 1946.

A reportagem a seguir é o testemunho da luta dos bolcheviques pela liberdade na antiga União Soviética, libertando as mulheres da Ásia Central das garras do obscurantismo fundamentalista que oprimia implacavelmente as mulheres na Ásia Central, na extinta República Popular Soviética de Buhara, uma república em estado de transição para o socialismo, onde ainda existia a propriedade privada, garantida pela constituição local.

Cidade de Buhara, no Uzbequistão
A mudança no status das mulheres constituiu-se numa das transformações sociais mais importantes ocorridas no interior da nova sociedade em toda a URSS. A revolução dera às mulheres uma igualdade jurídica, porque, principalmente, havia produzido grandes e decisivas conquistas políticas. A industrialização em bases revolucionárias dotou a economia do pagamento igualitário para igual trabalho.

Ainda assim, em cada aldeia, as mulheres tinham que lutar contra hábitos seculares. Notícias vindas de uma aldeia da Sibéria, por exemplo, onde — depois de implantadas as granjas coletivas, as mulheres passaram a ter uma renda independente —, as esposas se decidiram por uma greve dirigida contra as surras que levavam dos maridos e, no prazo de uma única semana, puseram fim à tradição consagrada ao longo dos séculos de divisão social do trabalho. "Os homens todos zombaram da primeira mulher que nós elegemos no soviete da nossa aldeia", me falou uma presidenta da aldeia, "mas na próxima eleição nós elegeremos seis mulheres e seremos nós quem riremos". Conheci vinte destas presidentas de aldeias, em 1928, em um trem na Sibéria, rumo ao Congresso das Mulheres em Moscou. Para a maioria delas, aquela tinha sido a primeira viagem de trem e apenas uma estivera fora da Sibéria alguma vez. Elas tinham sido convidadas para ir a Moscou com o intuito de "aconselhar o governo" sobre as exigências das mulheres; para tanto, seus municípios as haviam escolhido por votação para representá-los. 

"O que a Revolução de Outubro deu às trabalhadoras e camponesas" Na foto verifica-se bibliotecas, clubes de recreação, creches para os filhos das operárias, escolas e universidades, antes lugares impensáveis para a maioria das mulheres trabalhadoras, restritas à escravidão do trabalho doméstico
A mais difícil região onde as mulheres tiveram que lutar pela sua liberdade foi a Ásia Central. Ali, as mulheres eram tratadas como bens semoventes, vendidas em matrimônio. Mesmo assim, quando muito jovens, e nunca, depois disso, eram vistas em público sem o horroroso paranja — um longo véu preto feito com crina de cavalo tecida, que cobria toda a face, dificultando a respiração e a visão das mulheres. A tradição conferia aos maridos o direito de matar as esposas caso retirassem o véu e os mulás, sacerdotes muçulmanos, justificavam tal prática através da religião. As russas trouxeram a primeira mensagem de liberdade: elas montaram clínicas de bem-estar para as crianças e, através delas, as mulheres nativas retiraram o véu em suas presenças.
Exemplar da paranja
Ali, foram discutidas as liberdades a serem conquistadas pelas mulheres e os males advindos do uso do véu. O Partido Comunista pressionou seus filiados a permitir que suas esposas retirassem os véus se assim desejassem.

Quando visitei Tashkent pela primeira vez, em 1928, uma conferência de mulheres comunistas estava denunciando: "Nossas camaradas estão sendo estupradas, torturadas e assassinadas. Por isso, ainda este ano, teremos que acabar com essa horrorosa obrigação do uso de véus; este deve ser um ano histórico."

Enquanto isso, incidentes chocantes deram razão a esta resolução. Houve o caso da garota de uma escola de Tashkent, que recebeu férias para que pudesse participar de agitações pelos direitos das mulheres na aldeia de sua casa. Como resposta, seu corpo desmembrado foi mandado de volta à escola em uma carroça, onde se lia: Isto é para a liberdade de suas mulheres.

Uma outra mulher havia recusado as atenções de um proprietário de terras e casara-se com um camponês comunista. Em conseqüência, um grupo de dezoito homens, incitados pelo proprietário, a estuprou no oitavo mês de gravidez e lançou seu corpo em um rio. Poemas foram escritos por mulheres para expressar sua valentia e o suplício a que fora submetida. Quando Zulfia Khan, uma lutadora da liberdade, foi queimada viva pelos mulás, as mulheres de sua aldeia escreveram um lamento: "Ó mulher, o mundo não esquecerá da sua luta pela liberdade! Sua chama não os deixou pensar que te consumiu. A chama na qual você queimou é uma tocha em nossas mãos."

A fortaleza da opressão ortodoxa era Santa Bokhara. Ali, um dramático desvelamento vinha se organizando. Foi difundida a notícia de que "algo espetacular" aconteceria no dia 8 de março, o Dia Internacional das Mulheres. Celebraram-se reuniões massivas de mulheres em muitas partes da cidade naquele dia, e as oradoras urgiram que todas as mulheres se "desvelassem de uma só vez". As mulheres marcharam, então, à plataforma, lançaram seus véus ante suas companheiras e realizaram uma manifestação pelas ruas. Tribunas foram erguidas, de onde os líderes do governo saudavam as mulheres. Outras companheiras mais, se uniram à parada, saindo diretamente de suas casas e abandonando seus véus ao passar nas tribunas. Aquele ato quebrou a tradição do véu em Santa Bokhara. Muitas mulheres, claro, vestiram seus véus novamente antes de encarar seus maridos enfurecidos. Mas o véu aparecia cada vez menos, desde então. Ao tomar conhecimento deste fato, o Poder Soviético usou várias armas para libertar as mulheres, como a educação, a propaganda e a lei em todas as partes. Grandes julgamentos públicos condenaram duramente os maridos que assassinaram suas esposas. Com a pressão das novas exigências, juízes confirmaram a pena de morte para os praticantes do que o velho costume não considerava como crime.

A arma mais importante para livrar as mulheres era, como na própria Rússia, a industrialização. Visitei um novo moinho de seda em Velha Bokhara. O diretor desse empreendimento, era um homem pálido, exausto, trabalhando sem sono para construir uma nova indústria. Disse não esperar que o moinho fosse lucrativo por muito tempo. "Nós estamos treinando as aldeãs para ter um novo pessoal nos futuros moinhos de seda do Turcomenistão. Nosso moinho é a força conscientemente aplicada que quebrou o véu das mulheres; nós exigimos que as mulheres se desvelassem no moinho". Jovens trabalhadoras do setor têxtil escreveram canções para o novo significado da vida, quando trocaram o véu pelo lenço de cabeça russo, o kerchief. "Quando tomei a estrada da fábrica, eu lá encontrei um novo kerchief, um kerchief vermelho, um kerchief de seda, comprado com o trabalho das minhas próprias mãos! O rugido da fábrica está em mim. Me dá o ritmo, me dá a energia".

Alguém pode ler isto quase sem recordar, mas em contraste com "A Canção da Camisa", de Thomas Hood, expressou como eram as fábricas inglesas de hoje: "Com dedos cansando e trabalhando/com as pálpebras pesadas e vermelhas, uma mulher sentou, vestida de trapos/manipulando a agulha e a linha. Pondo, ponto a ponto, em pobreza, fome e sujeira,/ e ainda, com uma voz de doloroso cansaço/ela cantou a canção da camisa". Na Inglaterra capitalista, a fábrica apareceu como uma arma de exploração para lucro. Na URSS, ela era não apenas um meio de riqueza coletiva, mas, também, uma ferramenta conscientemente usada para quebrar as algemas do passado. 

Mulher uzbeque em traje típico

 


O hino da antiga República Socialista Soviética do Uzbequistão iniciava-se com "Assalom, rus halky"(Saudações, irmão russo), agradecendo-o por orientá-lo na luta pela liberdade e a democracia.

sábado, março 05, 2011

CULTURA

Jornalista paraibana desmascara o carnaval
Por Cristiano Alves

A jornalista paraibana Rachel Sheharazade fez uma intervenção até então inédita na mídia, trazendo alguns fatos de alta relevância sobre o caráter elitista do carnaval, um circo armado para aqueles que sequer tem pão. Festa brasileira? Popular? Será?

O carnaval brasileiro é bem diferente do que muitos "compradores de abadares" ou turistas imaginam que seja. A repórter, fazendo jus à Sheharazade de "As mil e uma noites", falou coisas que todos precisavam ouvir para refletir sobre os fatos.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

ESPECIAL

Anticomunismo é terrorismo!
Por Vladimir Tavares

Fogueira de livros na Hungria em Budapeste, 1956, empreendida por anticomunistas

Fogueira de livros na Alemanha Nazista, nos anos 30, empreendida por anticomunistas
Muitas são as fontes que comprovam o ridículo do anticomunismo, 5, 50, 100, 300 milhões[1], números astronômicos que traduzem o desespero daqueles que, sem resolver os problemas de milhões de trabalhadores em todo mundo, condenando os povos à miséria material e espiritual, fazem o possível para sufocar todas as alternativas de mudança e revolução social, empreendendo técnicas avançadas de terrorismo psicológico contra a coletividade.

O fato, entretanto, é que estes propagandistas nada mais são do que lobos em pele de cordeiro, falando em "censura" e "falta de liberdade de expressão" em países buscam sistemas econômico-sociais alternativos, criminalizando movimentos sociais e até mesmo perseguindo indivíduos que ousam desafiar o sistema e desmascarar publicamente a sua ideologia e prática podre, como Julian Assange, autor do "Wikileaks".

Sem dúvidas, umas mentiras mais populares é o mito das "milhões de vítimas do comunismo", que de tão ridículo oscila entre 3 e 300 milhões de mortos, variando de acordo com o desequilíbrio psicológico deste ou aquele propagandista anticomunista, ausentes de quaisquer evidências comprobatórias.

Sem dúvidas, chocaria a muitos saber que só na Era Stalin, por exemplo, à qual é atribuída a maioria das "mortes", a população soviética cresceu em aproximadamente 45 milhões de pessoas, mesmo com a II Guerra Mundial, que na URSS vitimou entre 24 e 30 milhões de pessoas(repare que aqui há uma margem de erro, sem no entando falar em cifras astronômicas.

Segundo as estatísticas, na Era Stalin a população da URSS aumentou em cerca de 45 milhões de pessoas
De acordo com o CIA Factbook, um livro da CIA elaborado a partir da coleta de dados, em 1990 a população da URSS em Julho de 1990 era de 290,938,469 pessoas, excluindo-se os países bálticos, isto é, Letônia, Estônia e Lituânia, que somavam aproximadamente 10 milhões de pessoas. A taxa de crescimento populacional era de 0.7%, superior à de muitos países desenvolvidos da época, a taxa de alfabetização era de 99% e a força de trabalho era de 152,300,000 de civis, com carência de mão de obra especializada.[2]

Embora a burguesia continue repetindo ad infinitum que "o comunismo matou milhões", o que logicamente apontaria um decrécimo populacional na URSS, na realidade foi o inverso que ocorreu. Esta é a tabela oficial da demografia soviética[3]:

January 1897 (Rússia): 125,640,000
1911 (Rússia): 167,003,000
January 1920 (Rússia): 137,727,000*
January 1926 : 148,656,000
January 1937: 162,500,000
January 1939: 168,524,000
June 1941: 196,716,000
January 1946: 170,548,000**
January 1951: 182,321,000
January 1959: 209,035,000
January 1970: 241,720,000
1985: 272,000,000
July 1991: 293,047,571

*Diz respeito aos dados da RSFSR, novo Estado surgido após a desintegração do Império Russo, que abrangia mais 30 milhões de habitantes(18 milhões de poloneses, 3 milhões de finlandeses, 3 milhões de romenos, 5 milhões de bálticos e 400 mil cidadãos perdidos para os turcos). 
**Diz respeito às perdas da II Guerra Mundial na URSS, estimadas entre 25 e 30 milhões de vítimas, mais 1,5 milhões em mortalidade infantil.

Gráfico do crescimento populacional no antigo Império Russo, RSFSR e URSS[4]
Esses dados corroboram a mitologia anticomunista, que vomita a cada dia números absurdos sobre "milhões de vítimas do comunismo", eles são a espada que estraçalha toda a rede de mentiras que são repetidos ad infinitum com o objetivo de demonizar a ciência marxista-leninista e, tal como estupradores fascistas, sufocar nobres idéias.

Nenhum espaço deve ser dado para o anticomunismo nas faculdades, escolas, redes sociais ou na sociedade em aberto. É necessário denunciar a rede de mentiras criados por estes indivíduos que, tal como vermes, destróem a mente humana e mutilam seu senso crítico. Anticomunismo é terrorismo!

Monumento ao soldado libertador, no Treptower Park, Berlim, onde o soldado, segurando uma criança e uma espada, pisoteia a suástica, símbolo máximo da reação anticomunista

[1] Ver http://apaginavermelha.blogspot.com/2011/02/historia-afinal-quantos-milhoes-o.html
[2] CIA Factbook 1990 Em 10/04/2009
[3] Andreev, E.M., et al., Naselenie Sovetskogo Soiuza, 1922-1991. Moscow, Nauka, 1993.
[4] Ibid

PERSONALIDADES: Olga Benário Prestes, um exemplo para os jovens de hoje

PERSONALIDADES

Olga Benário Prestes: um exemplo para os jovens de hoje
Por Anita Leocádia Prestes[*]
Extraído do site do CECAC - Centro Cultural Antônio Carlos Carvalho

Olga Benário, em sua adolescência


Olga Benario Prestes nasceu em Munique (Alemanha) a 12 de fevereiro de 1908. Aos quinze anos de idade, sensibilizada pelos graves problemas sociais presentes na Alemanha dos anos de 1920, Olga viria a aproximar-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, apaixonada pelo jovem dirigente comunista Otto Braum, Olga sai da casa paterna e junto com o companheiro viaja para Berlim, onde ambos irão desenvolver intensa atividade política no bairro operário de Neukölln. Embora vivendo com nomes falsos, na clandestinidade, Olga e Otto acabam sendo presos em outubro de 1926. Ainda que Olga tenha ficado detida apenas dois meses, Otto permaneceu preso, acusado de “alta traição à pátria”. Em abril de 1928, Olga, à frente de um grupo de jovens comunistas, lidera assalto à prisão de Moabit para libertar Otto. A ação foi coroada de êxito total, pois além de o prisioneiro ter escapado da prisão de “segurança máxima”, Olga e seus camaradas conseguiram fugir incólumes. A cabeça de Olga é posta a prêmio pelas autoridades alemãs.

Tarefa internacional

Por decisão do Partido Comunista, Olga e Otto viajaram clandestinamente para Moscou, onde a jovem comunista de apenas 20 anos se torna dirigente destacada da Internacional Comunista da Juventude. No final de 1934, já separada de Otto, Olga recebe a tarefa da Internacional Comunista de acompanhar Luiz Carlos Prestes em sua viagem de volta ao Brasil, zelando pela sua segurança, uma vez que o governo Vargas decretara sua prisão. Prestes e Olga partiram de Moscou no final de dezembro de 1934, viajando com passaportes falsos, como marido e mulher, apesar de estarem se conhecendo naqueles dias. Durante a longa e acidentada viagem rumo ao Brasil, os dois se apaixonam, tornando-se efetivamente marido e mulher.


Em março de 1935, Prestes é aclamado, no Rio de Janeiro, presidente de honra da Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma ampla frente única, cujo programa visava a luta contra o imperialismo, o latifúndio e a ameaça fascista, que pairava sobre o mundo e também sobre o Brasil. Prestes e Olga chegam ao Brasil em abril desse ano, passando a viver clandestinamente na cidade do Rio de Janeiro. O “Cavaleiro da Esperança” torna-se a principal liderança do movimento antifascista no Brasil e, assessorado o tempo todo por Olga, participa da preparação da insurreição armada contra o governo Vargas, a qual deveria estabelecer no país um governo Popular Nacional Revolucionário, representativo das forças sociais e políticas agrupadas na ANL.

Olga Benário, em uniforme comunista
Repressão e prisão

Com o insucesso dos levantes de novembro de 1935, desencadeia-se violenta repressão policial contra os comunistas e seus aliados. Em 5 de março de 1936, Prestes e Olga são presos no subúrbio carioca do Méier por ordem do famigerado capitão Filinto Muller, então chefe de polícia do governo Vargas. A ordem expedida aos agentes policiais era clara – a liquidação física de Luiz Carlos Prestes. No momento da prisão, Olga salvou-lhe a vida, interpondo-se entre ele e os policiais, impedindo o assassinato do líder revolucionário. Uma vez localizados e presos, Prestes e Olga foram violentamente separados. Ele, conduzido para o antigo quartel da Polícia Especial, no morro de Santo Antônio, no centro do Rio. Olga, após uma breve passagem pela Polícia Central, foi levada para a Casa de Detenção, situada então à rua Frei Caneca, onde ficou detida junto às demais companheiras que haviam participado do movimento da ANL.

Extradição

Prestes e Olga nunca mais se veriam. Em setembro de 1936, Olga, grávida de sete meses, era extraditada para a Alemanha hitlerista pelo governo de Getúlio Vargas. Junto com Elise Ewert, outra comunista e internacionalista alemã que participara da luta antifascista no Brasil, foi embarcada à força, na calada da noite, no navio cargueiro alemão “La Coruña”, viajando ilegalmente, sem culpa formada, sem julgamento nem defesa. O comandante do navio recebeu ordens expressas de cônsul alemão no Brasil para dirigir-se direto a Hamburgo, sem parar em nenhum outro porto estrangeiro, pois havia precedentes de os portuários franceses e espanhóis resgatarem prisioneiros deportados para a Alemanha, quando tais navios aportavam à Espanha ou à França. Após longa e pesada travessia, as duas prisioneiras foram conduzidas incomunicáveis para a prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, onde Olga deu à luz sua fi lha Anita Leocadia, em novembro de 1936.
 
Numa exígua cela dessa prisão, submetida a regime de rigoroso isolamento, Olga conseguiu criar a fi lha até a idade de 14 meses, graças à ajuda, em alimentos, roupas e dinheiro, que recebeu da mãe e da irmã de Prestes. Ambas se encontravam em Paris dirigindo a campanha internacional de solidariedade aos presos políticos no Brasil. Com a deportação de Olga, a campanha se ampliara em defesa da esposa de Prestes e de sua filha. Várias delegações estrangeiras foram à Alemanha pressionar a Gestapo, obtendo afinal a entrega da criança à avó paterna – Leocádia Prestes, mulher valente e decidida, a quem o grande poeta chileno Pablo Neruda dedicou o poema Dura Elegia, que se inicia com o verso : “Señora, hiciste grande, más grande, a nuestra América...”

Assassinada numa câmara de gás
A campanha internacional, que atingiu vários continentes, não conseguiu, contudo, a libertação de Olga. Logo depois ela seria transferida para a prisão de Lichtenburg, situada a cem quilômetros ao sul de Berlim. Um ano mais tarde, Olga era confinada no campo de concentração de Ravensbruck, onde juntamente com milhares de outras prisioneiras seria submetida a trabalhos forçados para a indústria de guerra da Alemanha nazista. A situação de Olga seria particularmente penosa, pois carregava consigo duas pechas consideradas fatais – a de comunista e a de judia. Em abril de 1942, Olga era transferida, numa leva de prisioneiras marcadas para morrer, para o campo de concentração de Bernburg, onde seria assassinada numa câmara de gás.

O exemplo

Olga, segundo os depoimentos de todos que a conheceram e conviveram com ela, nunca vacilou diante das grandes provações que teve que enfrentar. Até o último dia de sua trágica existência, manteve-se firme perante o inimigo e solidária com as companheiras. Ao despedir-se do marido e da filha, antes de ser levada para a morte, escreveu: ”Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo”; “até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver” .

A vida e a luta de uma revolucionária como Olga, comunista e internacionalista, não foi em vão; seu heroísmo serve de exemplo e de inspiração para os jovens de hoje.


O papel vanguardista de Olga é reconhecido por todos os setores progressistas do mundo, aqui representada por Camila Morgado(à direita) no filme de Jaime Monjardim, e à esquerda no filme alemão Olga Benario - Ein Leben für die Revolution.


Leia a última carta de Olga: www.cecac.org.br/MATERIAS/100anos_Olga_carta.htm
[*] Professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e Presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.

O original encontra-se em www.brasildefato.com.br

HISTÓRIA: Afinal, quantos milhões o "comunismo" matou?

História

Afinal, quantos milhões o "comunismo" matou?
Por Vladimir Tavares

Desde muito jovens muitos são aqueles que ouviram falar de "milhões de vítimas do comunismo". Traduzindo uma campanha terrorista muito bem orquestrada, livros, filmes, sites, documentários, matérias jornalísticas, revistas e outros meios de comunicação impõem à população o anticomunismo como ideologia dominante, um dogma de fé inquebrantável e inconteste, uma espécie de "verdade eterna e absoluta", algo que, segundo F. Engels, filósofo alemão existe apenas para "as bestas e os charlatões".

O mito dos "milhões de mortos do comunismo", entretanto, carecem de uma premissa básica da acusação, diccere et non probare est non diccere, isto é, dizer algo e não prová-lo, é como nem dizê-lo, e, assim, eles carecem de algo essencial: provas. Não fosse o absurdo dos números, nitidamente oriundos da "imprensa amarela"(para usar o termo original cunhado por seu pai, William Hearst), há ainda a famosa técnica de Goebbels, de repetir uma mentira até que ela se torne verdade. O grande problema dos anticomunistas, além do ridículo dos números, que refletem seus surtos psicóticos, é que eles mesmos se contradizem entre si.

Pesquisa de Marcelo Ricardo e Cristiano Alves comprovam o ridículo dos "milhões de mortos do comunismo", que, sob o crivo de "historiadores" que mais parecem ex-toreadores, ganharam alguma força nas academias, publicações enciclopédicas e na ideologia burguesa de uma forma geral.

- O "comunismo" matou entre 1 e 3 milhões
CONQUEST, Robert. The Harvest of Sorrow. Citado em http://www.battleswarmblog.com/?tag=robert-conquest

- O "comunismo" matou 20 milhões
MONTEFIORE, Simon Sebag. Stalin: The Court of the Red Tsar. pp. 649

- O comunismo matou 45 milhões
Por Frank Dikotter, citado em http://www.battleswarmblog.com/?tag=robert-conquest

- Esquerda matou 100 milhões

- Esquerda matou 110 milhões

- Esquerda matou 180 milhões

- Esquerda matou 200 milhões

- Esquerda matou 300 milhões
Além do blog do Noblat, site Terra, sites neonazistas, A Verdade Sufocada do coronel Ustra...


Como fica evidente, nem mesmos os anticomunistas entram em acordo entre si, além de não terem quaisquer dados estatísticos, contam corpos como quem conta nota de 3 reais. É possível dar alguma credibilidade aos autores que seguem esta linha historiográfica?

É um fato universalmente aceito que a Revolução Russa de 25 de outubro(7 de novembro) de 1917 produziu um número muito baixo de mortes, menos do que aquelas demonstradas no filme "Outubro", de Sergey Einsenshtein, muito menos mortes do que a Revolução Francesa, de 1789 ou a Revolução Americana de 1776. A guerra civil, entretanto, produziu um número de cerca de três milhões de mortos, uma vez que se tratou da intervenção de quatorze países imperialistas contra a Rússia bolchevista. Alegar que "o comunismo matou" pessoas que foram em realidade mortas pelos interventores, assim como a fome resultante dessa guerra, é uma alegação indigna de qualquer credibilidade.

Este é o funcionamento do "catecismo anticomunista", tão verdadeiro quanto notas de três reais. O curioso é que mesmo com o "fim do comunismo" não apregoado pela ideologia dos exploradores do povo, a cada ano aparecem novas "vítimas do comunismo", sempre na ordem de milhões, 5, 10, 20... Não é de se admirar se dentro de 10 ou 20 anos, quando o século XX já terá sido esquecido pelas novas gerações, encontrarmos livros falando em "500 milhões" ou "1 bilhão" de vítimas do comunismo. Há ainda casos clássicos como o da China, que é sempre "comunista", quando se trata de criticá-la, porém "capitalista" na hora de elogiá-la.

Assim é a desonestidade da propaganda anticomunista, absurda para qualquer pessoa racional, mentirosa, frente às estatísticas e impossível, frente à demografia populacional. Denunciar a farsa anticomunista, ideologia nefasta e terrorista, é uma tarefa importante para todos aqueles que defendem uma sociedade livre, democrática e racionalista, que condenam a ignorância e o medievalismo inquisitório de propagandistas.


segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Televisão

Mineiros do Chile x Big Brother Brasil
Por Vladimir Tavares

É incontestável que a maioria dos programas da televisão aberta brasileira são um antro de alienação, propaganda imperialista e culto ao grotesco. Diferentes artigos tem sido escritos a respeito do assunto em diferentes jornais, revistas e mesmo discutido em muitas salas de aula a utilidade dos nossos canais de televisão que em pouco ou nada atendem à sua função social. Um destes programas de forte conteúdo alienativo, originado nos canais do Império é o Big Brother.

Big Brother é alienação! Aqueles que assistem à sua programação nefasta contribuem para o embrutecimento da nação!

Termo cunhado originalmente por George Orwell, escritor assalariado da CIA, conforme revelando nos arquivos desta agência, o "Big Brother"(Grande Irmão) apareceria originalmente no livro "1984" para se tornar em "reality show"(literalmente: apresentação da realidade), que a despeito de seu nome nada tem de real, sendo apenas mais um programa de "merchandising", marketing de grandes capitalistas e do próprio sistema capitalista, exaltando o individualismo, o egoísmo, a concorrência e o espírito de porco, em contraposição ao espírito de corpo. Seu elenco é sempre a mesma trupe, homens com musculatura bem desenvolvida, mas inversamente proporcional aos seus neurônios(e ainda que o sejam, não é o foco do programa), "acompanhantes" já famosas mesmo antes de pisar na casa, especialmente dentre executivos e funcionários públicos bem sucedidos e sem princípios morais, assim como representantes de comportamentos estranhos ao proletariado. 

A despeito de suas origens ou o resultado do programa, todos os participantes tem uma coisa em comum, são explorados, gerando lucros enormes para a mídia de massa, ganhando em cima de apostas e da boa fé do público, em consonância com a mentalidade do capitalismo. O resultado do programa é sempre o mesmo, um ganha uma alta soma em dinheiro e as mulheres tem vaga garantida em revistas pornográficas, uma vez que o programa promove a mercantilização exagerada do corpo feminino, que nos lares e TVs limitam-se à filosofia da "bunda e peito". Empurrados para intrigas ignóbeis, cujo telespectador é o grande perdedor, esta trupe gera mais uma novela com atuação mais que amadora para a TV, dentro de uma casa com todo o luxo, mas cheia de lixo moral e existencial.

O fato é que o único "big brother" digno de transmissão, que valeu a pena ser assistido, ocorreu no Chile, no ano de 2010. Enquanto pequeno-burgueses decadentes se degladiam e se perdem numa linguagem de banheiro, numa casa cheia de luxo, os obreiros chilenos, mineiros guerreiros, passaram semanas sem sequer ver a luz do sol, soterrados, num ambiente sem qualquer conforto onde, segundo os registros, até então ninguém saíra com vida, comunicando-se com o mundo exterior apenas por um tubo de poucos centímetros. 



Mantendo exemplarmente sua união, várias centenas de metros abaixo do solo, os bravos proletários do Chile deram uma verdadeira lição de comportamento e espírito de corpo à trupe do Big Brother Brazil(com Z) e a todos os burgueses e pequeno burgueses, sendo estes proletários os grandes vencedores do "show da realidade" e exemplo de coragem e unidade para o mundo todo.

Estes bravos homens, que pela natureza de seu trabalho já são heróis, deram ao mundo uma grande lição de união no "big brother" da vida real. Sua camaradagem proletária jamais deverá ser esquecida!

Agradecimentos



A Página Vermelha mudou completamente o seu visual, trazendo em seu logo três importantes imagens, uma delas, se chama "A Greve", óleo de Hubert von Herkomer, pintor europeu, à esquerda, representando as tendências políticas da página. No meio encontra-se uma versão digitalizada da "Ordem da Guerra Patriótica", por Alexander Tchernov, com a "fita da vitória", ambas representando um dos maiores triunfos do ideal socialista, a guerra anti-fascista. Ao lado direito encontra-se a a bandeira da vitória, com o sargento Kantaria, da Geórgia, fincando-a no alto do Reichstag, ela representa o triunfo do humanismo sobre o nazismo, essa foto é capital na refutação do mito de que "comunismo é o mesmo que nazismo".

Abaixo, encontra-se a inscrição "Na luta pela verdade, desmascarando mitos", apresentando o seu objetivo em desmantelar mitologias anticomunistas sem nenhum traço de ciência, cuja fabricação envolve rios de dinheiro que poderiam estar sendo usados para acabar com a miséria e o desemprego, mas são usados para propagar a ideologia de ódio anticomunista, descrita como "a mais poderosa de todas as idéias" por Michael Parenti, responsável por terrorismo psicológico e físico, implantação de tiranias, perseguição e demonização daqueles que lutam contra as trevas do pensamento reacionário, tratados como loucos na sociedade capitalista por apresentar uma realidade sem retoques.

A faixa que carrega o nome de "A Página Vermelha" é criação de Charles Engels, que dedicou seu tempo a esta que é um dos instrumentos das lutas populares por uma sociedade melhor e pela verdade dos fatos, isentos de mitos inquisitórios. A linha de A Página Vermelha é antes de tudo racionalista, inimiga declarada do dogmatismo anticomunista e desmascaradora da farsa que é a grande mídia.

Uma centelha pode provocar um incêndio!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

MUNDO


Coréia Socialista é líder mundial no uso de tecnologia 3G em celulares 

Extraído de "Solidariede à Coréia Popular"

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Dados da TeleGeography’s GlobalComms mostram que existe meia dúzia de países no mundo onde usuários da tecnologia 3G [1] em celulares constituem mais de metade dos usuários desse meio de comunicação. No fim de setembro de 2010, a RDP da Coréia já liderava o uso – onde 99,9% dos 301 mil usuários de celulares (chamados de Koryolink) estavam conectados à tecnologia 3G, a qual foi lançada através do joint-venture entre o governo da RDPC e uma empresa egípcia chamada CHEO Technology em dezembro de 2008. No segundo lugar do ranking, aparece o Japão (com 94,6% dos usuários de celulares usando a tecnologia 3G) e, em terceiro lugar, aparece a Coréia do Sul com 71,7% dos usuários conectados à tecnologia 3G. Logo depois, aparecem respectivamente Austrália (64,6%) e Taiwan, com 58,1%.


Dados concretos mostram a Coréia do Norte como líder mundial no uso da tecnologia


Tais dados refutam categoricamente as mentiras que a  imprensa reacionária levanta agressivamente contra a RDP da Coréia. A imprensa reacionária falsifica grosseiramente sobre toda a situação do país. Meios de comunicação como a Revista Veja ou a Folha de São Paulo freqüentemente dão alaridos em forma de notícias do tipo "norte-coreanos são fuzilados por serem descobertos com celulares" ou "celulares foram banidos". Porém, dados concretos mostram que os coreanos do norte tem acesso em larga escala a celulares de qualidade e, por sinal, estão à frente de todos os países capitalistas em tal quesito.

A realidade mostra a superioridade do socialismo sobre o capitalismo, ainda que a RDPC, por ousar construir o socialismo, esteja submetida ao maior bloqueio do mundo que prejudica em grande parte seu desenvolvimento.


[1] - A tecnologia 3G ou "Terceira Geração" refere-se ao tipo de celular que cumpre as especificações da União Internacional de Telecomunicação. Celulares com tecnologia 3G possuem viva-vozes, acesso à Internet (por conta do bloqueio, no caso norte-coreano o acesso se dá à Intranet, tecnologia semelhante à Internet porém limitada aos domínios do país), chamadas de vídeo e acesso à televisão.
 
Fonte: TeleGeography's Global Communication
Comentários de A Página Vermelha: Notícias como esta demonstram que a mídia de massa brasileira mente como quem conta notas de 3 reais.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

MUNDO: Beleza coreana

MUNDO


Beleza coreana
Por Cristiano Alves

Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Sul, este descreveu a beleza de seu povo, contrastando com o Nordeste, onde muitos ainda sofrem as consequências da seca, da falta de abundância de comida. De fato, a falta ou má alimentação não possibilita o pleno desenvolvimento do indivíduo, tornando-o fraco e estesticamente infeliz.

A mídia ocidental, famosa por contar mentiras como quem conta notas de 3 reais, ou ainda de distorcê-los, usando a estratégia da "meia-verdade", tem criado uma série de boatos sobre a República Popular Democrática da Coréia, a fim de mobilizar a opinião pública, gerar um público acrítico e mesmo favorável à sua futura invasão por tropas americanas e exércitos particulares como os Blackwaters, tem sido assim em todas as suas guerras imperialistas, fosse contra países socialistas ou não, países como as Filipinas, por exemplo, o México ou ainda o Canadá, onde foi humilhantemente derrotado pelos ingleses, que chegaram a invadir e incendiar Washington.

Um massacre como aquele do final dos anos 40 jamais se repetirá na Coréia, uma vez que hoje Pyongyang tem armas nucleares para defender seu povo das hordas do imperialismo, e não apenas mísseis, mas também um povo que, longe das multidões famélicas apresentadas para nós, são em realidade um povo forte com um poderoso exército, formado por homens e mulheres, mulheres estas que tem como o amor de suas vidas, não um homem, não um filho ou uma família, mas sim um universo muito maior: seu povo, seu país e os seus ideais comunistas.

As fotos que você verá a seguir, que impressionaram até mesmo os fotógrafos, são todas de agências de notícia ocidentais, nenhuma delas é "foto de propaganda do governo coreano", elas não estão usando bíquinis ou apetrechos de grifes famosas, mas carregam consigo a beleza, a graça, a honra e o poder das mulheres trabalhadoras da República Popular Democrática da Coréia.

Estas jovens aspirantes expõem a cultura coreana no Arirang
Jovens marinheiras participam da parada do aniversário dos 65 anos do Partido dos Trabalhadores da Coréia
Estas belas aspirantes e a sargento ajudam a manter a ordem nas pacíficas ruas norte-coreanas
Esta guarda mantém a ordem nas cidades de seu país e impressiona a todos com sua beleza corena
Apesar das restrições a fotos com soldados na RDPC, é comum que visitantes insistam em sair ao lado destas charmosas guerreiras
Disciplinada, esta sargento orienta o trânsito nas exemplarmente limpas e pacatas ruas coreanas


Estas valentes tanquistas norte-coreanas jamais serão violentadas por pervertidos das forças armadas dos Estados Unidos e seus lacaios de exércitos privados

Ao contrário da antipatia apresentadas por jornalistas marrons, os coreanos sabem sorrir, como fazem estas oficiais
Esta linda sargento não ficou saudável através de fotossíntese
Em contraste com a expressão sisuda dos vendedores imigrantes da Coréia do Sul, esta comunista acena com sorriso

Estas guerreiras estão preparadas para derrubar as aeronaves dos covardes invasores de seu país
Estas aspirantes se tornarão tenentes e seguirão em sua carreira de oficial, comandando a defesa de seu país
Defensoras de aeródromos da Força Aérea Norte-Coreana
Disciplinadas e inteligentes, estas valquírias da Força Aérea executam o "passo de ganso"
Esta bela comunista percorre sozinha a paisagem coreana, uma vez que não há "trombadinhas" ou "arrastões" para temer
Soldado em guarda na Coréia Popular
Estas belas comunistas com frequência atraem a atenção das câmaras ocidentais
Guardas de fronteira norte-coreanas sorriem, após uma longa jornada em defesa do seu povo e de suas idéias socialistas
Soldados fora de forma, provavelmente após uma parada militar, ostentando uma medalha por sua ordem unida
Sargento norte-coreana

Militar norte-coreana e o lendário tanque soviético T-34, responsável por muitas vitórias sobre os imperialistas alemães na Europa, nos anos 40, e sobre os imperialistas americanos, no início dos anos 50

Mulheres honradas como esta respiram a liberdade num país onde não existe desemprego, que no ocidente leva milhares de mulheres a penar em busca de homens que as sustentem e, não raramente, as levem para o mundo da prostiuição, que não existe na República Popular Democrática da Coréia

Em uniformes de serviço interno, estas comunistas acenam felizes após um belo dia de serviço
Em conformidade com a doutrina "songun", muitas mulheres servem no Exército Revolucionário Popular

Valentes e destemidas, muitas destas mulheres são treinadas na arte da guerra, aprendendo a usar um fuzil e também as mãos e pernas como armas, na arte marcial conhecida por "tae kwon do"(que na Coréia do Norte faz uso das mãos)
Em parada comemorativa, estas coreanas desfilam com a bandeira com o símbolo da Idéia Juche
Marinheiras da Coréia do Norte em marcha

Na sociedade coreana as mulheres são respeitdas, tendo direitos iguais aos dos homens na lei e na vida diária
Conhecidas por sua cativante urbanidade, esta coreana despede-se