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segunda-feira, setembro 05, 2011

MUNDO

A Líbia bombardeada, a libido e o vírus
Por Cristiano Alves

"A Líbia bombardeada, a libido e o vírus", assim iniciava-se uma famosa canção dos Engenheiros do Hawaii dos anos 80 e termina aquele país mais de 20 anos depois. Vinte anos é o tempo que a Líbia tem enfrentado os mais facínoras Estados do mundo atual, seja através de bombardeios, sanções econômicas, atos terroristas e novamente bombardeios.

A idéia das "bombas humanitárias" é o norte da política dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Consiste num erro associar a idéia de "imperialismo" somente aos Estados Unidos, acreditar que o "imperialismo americano" é a raiz de todos os problemas do mundo, esquecendo-se do "imperialismo alemão", "imperialismo espanhol", "imperialismo francês", "imperialismo britânico", dentre outros países que, partindo da idéia racista de que este ou aquele povo é "inferior demais para cuidar de seu próprio destino", então deve-se efetuar uma invasão militar ou patrocinar para-militares para fazer todo o trabalho(ou ainda empregar os mercenários de companhias privadas de segurança, como os Blackwaters). Não importa o quão socialmente seja desenvolvido o país ou quão democrática tenha sido a sua revolução ou eleição, a União Européia e os seus capangas da OTAN sempre enxergam nesse ou naquele líder que não vive aos seus pés um "ditador sanguinário", visão essa que jamais atribuem a seus aliados que mantém o seu povo na miséria e na opressão fundamentalista, como a Arábia Saudita, onde há até decapitação por crime de... feitiçaria.

A Europa ocidental manteve sempre um modelo de enriquecimento baseado no empobrecimento alheio, não raramente buscando os mais humilhantes meios para isso, e o "Zoológico de seres humanos", no qual ficavam confinados presos congoleses na Bélgica, é uma prova disso. A destruição de civilizações como a dos maias, astecas, incas, o extermínio dos povos herero são uma prova de que não há limites para a ganância européia, onde a vida de qualquer "povo inferior" é como a de insetos desprezíveis que podem ser esmagados a qualquer custo para encher os bolsos dessa ou daquela companhia. O jogo é bem simples, primeiro destrói-se tudo para que depois companhias privadas façam o trabalho de reconstrução, com enormes lucros e posando de "bons humanistas". 

Os "bombardeios humanitários" são uma prova da preocupação da OTAN com a liberdade e a democracia, termo que para ela e seus simpatizantes liberais e sociais-democratas não passam de onanismo ideológico.