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quinta-feira, julho 28, 2011

EDITORIAL

Desmascarando uma falsa fonte
Por Cristiano Alves

Recentemente, ao ler os comentários escritos em um dos vídeos chamou-me a atenção um comentário de um dos leitores, mencionando um certo "Vadim Erikman" que apresentava certas estatísticas a respeito das "vítimas do comunismo". Fiquei curioso, tendo resolvido buscar um pouco a respeito de tal autor no Google. Nas buscas que fiz, encontrei tal autor citado em vários blogs brasileiros e portugueses sobre a II Guerra Mundial e de extrema-direita:

"O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, fez as seguintes estimativas"
( www.cruzdeferro.com.br/index_arquivos/stalin.htm )

"Total: aproximadamente nove milhões (segundo oescritor russo Vadim Erlikman)*"
( delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1103032.html )

"O escritor russo Vadim Erlikman, fez as seguintes estimativas: Número de mortos. Executados: 1,5 milhão. Fome e privações (gulags)"
( reporterdecristo.com/a-historia-do-socialismo-sovietico-e-n... )

Ao se deparar com essas informações, resolvi pesquisar quem era o tal "Vadim Erlikman", por ter supostamente feito tais descobertas deveria ter seu próprio site ou artigos pela internet, tal como o jornalista sueco Mário Souza, ou Ludo Martens. O primeiro tem o seu próprio site na internet, contato por e-mail, e vários artigos pela rede, o segundo tem, além de artigos e sua página, também fotos e até vídeos no Youtube, demonstrado que são entes reais. A busca de imagens por "Vadim Erlikman", curiosamente, não retorna nenhum resultado, exceto fotos de Stalin. A busca por "Вадим Эрликман", seu nome em cirílico também não retorna resultados, exceto fotos de Stalin e até Bin Laden. A busca por "Вадим Ерликман", onde usei outra letra cirílica(Е pronuncia-se "ye", e Э pronuncia-se "é"), também não trouxe resultados de fotos. No que diz respeito a sites ou artigos, verificou-se o mesmo em português, apenas citações em fórums, ausência total de artigos, páginas ou qualquer trabalho do suposto "historiador", porém uma informação interessante, de que o tal autor não é nem historiador, mas jornalista independente, e a julgar pela relevância de seu nome no buscador, também não é nenhum pesquisador.

Tudo isso não é nenhuma surpresa, uma vez que historiadores ou não, anticomunistas estão sempre buscando aumentar o máximo possível o número de "vítimas de Stalin", ignorando que o país na época enfrentava uma ameaça real de invasão e infiltração de fascistas e agentes do imperialismo, diferente do que ocorria no Brasil da ditadura militar, cuja ameaça era fictícia usada com propósitos de repressão e sadismo para manter o poder da burguesia e do latifúndio.

O recado que fica para aqueles que se deparam com esse tipo de informações é que sejam céticos, desconfiam e tenha pelo menos 90% de certeza de que a fonte é falsa, uma vez que já foi mostrado em outros artigos de A Página Vermelha, que anticomunismo é doença e que grande parte de seus perpetradores mentem continuamente com intuito de provocar terror psicológico, afastar militantes do movimento, enganar os trabalhadores, negando qualquer possibilidade de mudança, defendendo o status quo e opondo-se a um mundo justo(e não "mais justo", uma vez que o capitalismo não é justo). O mais imundo criadouro de porcos acaba parecendo limpo na frente da sujeira e vilania anticomunista.

Ver também:

Mentiras sobre a história da URSS
http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html

Afinal, quantos milhões o comunismo matou?
http://apaginavermelha.blogspot.com/2011/02/historia-afinal-quantos-milhoes-o.html

Anticomunismo é terrorismo
http://apaginavermelha.blogspot.com/2011/02/especial-anticomunismo-e-terrorismo-por.html