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domingo, setembro 01, 2013

MUNDO: Síria: imperialismo e intervenção não é revolução

Por Cristiano Alves

Forças rebeldes sírias carregam um canhão com o que parece ser munição com ogiva química


Começaram as preparações do ataque da OTAN, incluindo forças americanas, contra a república independente síria. A justificativa foi dada após um suposto ataque de Bashar Al Assad contra suas própria população e tropas empregando armas químicas.

Ora, os métodos americanos não são nenhuma novidade. Foi usado como justificativa para a Líbia, um suposto "bombardeio de Kadaffi contra sua própria população", embora fontes russas tenham confirmado que nenhuma aeronave líbia sobrevoava o espaço aéreo. No início da década de 2000, alegou-se que Saddam Hussein possuía "armas de destruição em massa" e estava ligado aos atentados de 11 de setembro, alegações comprovadamente falsas. Na Síria usa-se o mesmo expediente, vídeos confiscados dos terroristas do FSA(sigla para Exército Sírio Livre, rebeldes da Irmandade Muçulmana apoiados por Israel, Arábia Saudita e EUA), revelam um diálogo onde um deles, após gritar várias vezes "allah uh akbar", é informado pelo seu colega que este irá trazer "o gás sarin":


A mídia americana, a exemplo do que já fez e continua fazendo contra outros povos, assim como o Departamento de Estado dos Estados Unidos, alegam que "Assad usou armas químicas contra o próprio povo", mas que tipo de presidente, com o país vivenciando uma guerra civil, seria louco de usar tais armas contra o próprio povo e mesmo contra suas próprias forças armadas, presentes no local. Alguém poderia dizer que ele "o fez para demonizar o FSA", mas conseguir apoio de quem? O apoio russo é duvidável, apesar de presente desde o início do conflito, uma vez que a Rússia tem bases na Síria. Além disso, conforme já mostrado em "A Página Vermelha", bem como em vários noticiários ao redor do mundo, dentre os quais o Russia Today, e no blog da "Garota Síria"(Syrian girl), que foi o FSA, e não as tropas do exército regular sírio, de Bashar Al Assad, que iniciaram ataques contra civis para depois acusar o governo sírio e conseguir apoio dos Estados Unidos. Esses rebeldes, apoiados pela Arábia Saudita(que teria fornecido as armas químicas), OTAN, Israel e reúnem criminosos da Irmandade Islâmica vindos do Egito e até de repúblicas islâmicas da ex-URSS, tem provido, desde o início do conflito, crimes contra a humanidade e atos de selvageria como a decapitação de prisioneiros de guerra rendidos e esquartejamentos, tais como facínoras! As acusações contra Assad tem um propósito nitidamente político a fim de justificar o que os EUA vem fazendo há anos, que é aniquilar a soberania de outros povos e subjugá-los para rapinar seus recursos econômicos, no caso da Síria, o petróleo, o que já diz muita coisa.

A crise Síria causou grande sensação nos últimos dias, quando Barack Obama iniciou os preparativos de um ataque contra o país do Oriente Médio, a Rússia, por sua vez, ameaçou retaliação com um ataque à Arábia Saudita(aliado americano na região), caso forças americanas ataquem a Síria.